O que aprendemos com as pandemias?

Pandemia no Início do século XX (20)

Eu poderia perguntar: o que aprendemos com a pandemia? Mas aí nós restringiríamos a pergunta e as respostas a esta pandemia que estamos vivendo desde o final do ano de 2019 com esse Coronavírus, Novo Corona, Covid-19.  Temos que perguntar assim: O que aprendemos com as pandemias? Pois a humanidade já passou por diversas pandemias parecidas como esta que vivemos agora, o tema é muito triste, principalmente quando observamos que muitos não estão nem aí e, portanto, não aprendem nada, pelo contrário parecem estar desaprendendo.

A pesar de tudo, e como falo para você que aprende e aprenderá com toda essa situação, pretendo fechar este artigo com otimismo, com esperança, com gratidão e mencionar a capacidade do ser humano, das empresas, dos empreendedores e de todos nós em nos adaptarmos a situações nebulosas, situações em que parecemos estar dentro de uma caverna muito longa, escura e sem conseguir ver luz em nenhum ponto e nem encontrar uma saída, mas na certeza de que a encontraremos seguimos em frente. Como veremos, a humanidade pode aprender sim e muitas transformações culturais, sociais, religiosas e econômicas surgiram em outras pandemias e novas transformações surgirão com esta pandemia do Novo Corona.

Vamos porém antes e rapidamente comentar sobre duas das outras pandemias que a humanidade passou e o que ficou com essas experiências, embora tristes, mas que sempre podem deixar um legado a pesar de tudo, embora melhor seria aprendermos sem ter que passar por elas, entretanto será que o ser humano aprenderia? Será que mudaríamos? Aliás, será que mudaremos agora?

Bem, a pandemia mais recente e marcante antes da que estamos passando presentemente foi a Gripe Espanhola que ocorreu entre os anos de 1918 e 1919, estima-se que essa pandemia matou algo entre 50 e 100 milhões de pessoas, não havia cura e os médicos pouco podiam fazer, mais de um quarto da população mundial da época foi infectada, ela se deu através da mutação do Vírus Influenza e teve os primeiros casos registrados nos Estados Unidos, foi espalhada pelas tropas aos países que participavam da primeira guerra mundial.

Essa pandemia (Gripe Espanhola) alastrou-se pelo mundo em três ondas: a primeira onda iniciada em março de 1918; a segunda onda, iniciada em agosto de 1918; e a terceira onda, iniciada em janeiro de 1919. No Brasil ela chega em setembro de 1918 por uma embarcação que veio da Inglaterra e passou por Lisboa, Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

Um detalhe sem resposta ainda é o porquê de a gripe espanhola ter sido mais letal entre os jovens entre 20 e 30 anos de idade.  No Brasil houve a morte de 35 mil brasileiros, havia um remédio caseiro que o povo tomava: uma mistura de cachaça com limão, alho e mel. Será que foi assim que nasceu a caipirinha? Sim! foi assim que nasceu o nosso drink mais famoso e conhecido pelos principais barman do mundo, é claro que tiraram o alho né? E puseram açúcar no lugar do mel.

Antes dessa Pandemia (Gripe Espanhola) a mais devastadora foi a Peste Bubônica no século XIV (14) entre os anos de 1347 e 1351 causadora da peste negra que assolou o mundo de então acabando com 1/3 ou mais da população mundial, teve sua origem na China e foi para a Europa pelas Caravanas que faziam o comércio daquela época.

O Renascimento foi um aprendizado após a Pandemia na idade média (?)

Logo depois surge um movimento cultural religioso e econômico: o Renascimento, onde a população mundial percebe que precisava renovar o mundo, muito se aprende quanto a consciência que passamos a ter de que não somos infinitos.

Para combater tantas pandemias e doenças de tantos tipos foram elaboradas vacinas, antibióticos, antivirais e programas de governo foram desenvolvidos em todo o mundo. Apesar de todo o conhecimento acumulado ao longo da história da humanidade ainda estamos longe de eliminar todo e qualquer vírus ou inimigo invisível que nos ataque, mas com isso observamos que a humanidade vem a pesar de tudo se desenvolvendo e se ajustando às novas situações com velocidade cada vez maior.

Por exemplo, para se desenvolver uma vacina normalmente se leva de 10 a 15 anos e quando se consegue, pois ainda há muitas vacinas em estudo a décadas e sem sucesso. Um dos legados ou aprendizados desta Pandemia do Coronavírus foi exatamente o recorde de tempo para se desenvolver uma vacina, aliás uma não, há algumas já prontas e outras em testes bem avançados.

O Nosso momento

Uma mulher de máscara para se proteger da Covid19 observa uma linda paisagem - montas envoltas em Neve.

Vamos então focar no nosso tempo, este momento em que estamos vivendo, além das vacinas, já tivemos muitos aprendizados na ciência, na cultura, nos valores sociais, a propósito a ausência de abraços mostra a carência que o ser humano tem de afeto e a necessidade que temos do convívio presencial, físico. Os comprimentos passaram a ser de cotovelo, soquinho de punho… e confirmamos um dos conceitos da Sociologia: somente somos seres humanos porque vivemos em sociedade. A sociedade faz o homem, o homem faz a sociedade.

Surgem novas maneiras de se conviver, esta pandemia diferentemente das anteriores em que o ser humano não tinha a possibilidade de ter um smartphone, por exemplo, deve ter sido muito pior. Porém ao mesmo tempo que podemos estar juntos, através desta tecnologia, também temos a problemática da informação instantânea que a pesar de nos libertar da ignorância pode nos deixar mais apreensivos e mais informados do que nós mesmos desejaríamos estar, a propósito neste momento tivemos até informação de mais, o que nos levou ao paradoxo da informação, ter pouca informação é ruim, agora ter informação demais também é ruim pois nos obriga a fazer um filtro, escolher melhor a fonte da informação, analisar melhor o que nos estão dizendo e chegar às nossas próprias conclusões.

Falando agora de outros progressos como as novas formas de trabalhar e estudar e muitas delas só possíveis por causa exatamente desta tecnologia que temos hoje: smartphones, computadores, Internet com velocidade surpreendente, entre outras condições como aplicativos e programas que nos permitem estar onde não estamos, aqui no sentido positivo da palavra. Portanto novas formas e maneiras de trabalhar, comercializar, estudar e fazer outras atividades da vida são desenvolvidas de maneira super acelerada e que provavelmente devem continuar.

Podemos concluir com toda essa história da humanidade: Não temos diferença no que tange a cor, etnia, país de origem, se somos ricos ou pobres, e tudo o mais que parece diferenciar a espécie humana. É claro que as condições financeiras ajudam e muito em algumas condições, no entanto registra-se perda de vidas tanto em pobres como em ricos. E é aqui que volto a questionar: o que aprendemos com as pandemias? o que estamos aprendendo com esta Pandemia? Gostaria de saber o que você caro leitor tem ou teve de experiência e aprendizado, pode compartilhar?

Abraço ainda virtual, Benito Pepe

Benito Pepe

Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica em: Administração de Empresas, com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião e Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

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Roosevelt Bouça Dos Santos
10 meses atrás

Bom a pandemia fez uma coisa de boa para empresários ela alertou que alguns funcionários podia trabalha de casa sem ter custo alto com funcionários in loco, com isso menos serão contratados, vários escritórios fechados e para finalizar um povo sem voz e inercia sendo totalmente dominado pela ditatura disfarçada de ciência, eu falo se a população não reagir democraticamente sem violência e com conteúdo cairemos numa prisão permanente desse projeto de tiranos que os governadores e prefeitos estão se tornando, e digo quem aceita meia liberdade não merece liberdade total. Eu assumo meu risco quando vou trabalhar e quando tenho que sair faço os processos de protocolo da pandemia, gel lavar as mãos e mascara em locais fechados, mas nada de ficar preso pq eles falam para vc ficar em casa enquanto eles sai de casa etc… porque eles podem e nos não.

Carlos Santos
10 meses atrás

Rapaz eu posso falar um pouco do que aprendi com esta Pandemia, pois com as anteriores e mais antigas eu não posso falar a não ser o aprendizado da escola. Bem, quanto a esta Pandemia atual, que se Deus quiser, não passará de 2021, nós ainda estamos aprendendo, e uma das coisas que eu pude vivenciar foi sem dúvida o fato de que a nossa finitude está mais presente do que nós poderíamos pensar. O chamado para partir deste mundo pode vir quando menos esperamos, e por isso devemos valorizar cada momento de nossa vida, e não se aborrecer à toa, e procurar viver feliz e agradecido à Deus por tudo.
Atenciosamente, Carlos Santos

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