Voltamos à Caverna, mas agora ela é high-tech

Um dia desses após retornar de um lanche, entrei na sala dos professores na Universidade onde leciono. Alguns instantes depois uma colega perguntou: tem uma tempestade La fora? De fato eu vi o tempo muito fechado e escuro, mas não chovia ainda, e ainda que chovesse eles ali dentro não poderiam saber disso devido a profundidade da “caverna” em que nos encontrávamos. É … Voltamos à Caverna, mas agora ela é high-tech.

Então eu surpreso perguntei: como você sabe disso? Ela respondeu: estou vendo na Internet que chove muito aqui na região.  Essa é a realidade em nossos dias, sabemos das coisas que ocorrem, até mesmo ao nosso redor, através da mídia do que por “nossa própria visão”.  (e isso pode ser pode ser um problema…)

Esse episodia me levou a uma reflexão: em tempos primitivos, usávamos a caverna para nos refugiar e protegermo-nos dos perigos lá de fora, hoje fazemos algo parecido, nos refugiamos em “nossas cavernas” fugindo dos perigos lá de fora… Isso ocorre em nossas casas, em nossa empresa, em um Shopping Center, etc. Esse ultimo exemplo: Shopping Center, é sem dúvida um ótimo exemplo de uma das Cavernas de nosso tempo.

Imagine-se dentro de um “centro comercial” desse tipo em que não se sabe se é noite ou dia, se chove ou não, se faz calor ou frio… Estas são “Cavernas” bem profundas e muitas vezes são profundas em vários sentidos. Um deles é que de fato há shoppings que são subterrâneos, outros são verticais. Quanto aos subterrâneos, podemos fazer uma analogia com a Avestruz (1), enfiamos a cabeça na terra pra nos esconder… Então o outro sentido de “profundo” que quero destacar é exatamente esse, nos “afundamos” (mergulhamos) e nos afogamos dentro destas cavernas.

Não há mais dúvidas há pessoas dentro e há pessoas fora, voltamos à Caverna, mas agora ela é high-tech para uns, mas não para outros ou como será isso?

Há um grupo que está alienado e “afogado” mesmo, ainda que com toda possibilidade high-tech de nosso tempo. No entanto ainda existem os desbravadores e lutadores que querem sair da Caverna.

Abraços do Benito Pepe.

 


(1)  Só pra lembrar, a Avestruz não enfia a cabeça na terra pra se esconder, esse é um mito, o que a avestruz faz é se  agachar e encostar sua cabeça no chão, com isso ela pode se confundir com arbustos ou outro componente do solo e ao mesmo tempo ouvir a aproximação de um predador.

Benito Pepe

Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica em: Administração de Empresas, com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião e Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

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José Amorim
8 anos atrás

Na realidade o homem nunca mudou sua essência desde a sua origem, o que mudou foi à tecnologia, pois continua primitivo, com as mesmas necessidades básicas: caçar para se alimentar, fazer sexo para procriar e de um teto para se abrigar. Como todo ser vivo, nasce, cresce e morre. O interessante é que o homem sabe que sabe.

8 anos atrás

Valeu o comentário amigo José Amorim! Só um detalhe: muitas vezes o homem pensa que sabe… mas na verdade ele está na ilusão das imagens de uma caverna nebulosa… reveja o texto da Alegoria da Caverna de Platão.

Abraços, Benito Pepe

Marcelo Gomes Martins
8 anos atrás

Caro Mestre bom dia.

Belo papo ontem pós prova de TGA II na Unigranrio de São João de Meriti.

Estive lendo o seu artigo ” VOLTANDO À CARVENA, MAS AGORA ELA É HIGH-TECH”, me arremeteu a um passado bem longínquo, estamos voltando aos antigos “FEUDOS”, e agora intitulado por mim como sendo Feudos da Era Moderna, veja se não há alguma coerência.

Um grande abraço.
Sds.
Marcelo Gomes.
Curso de ADM 2º período/Campus São João de Meriti
2º período.

jose maria dias
8 anos atrás

Olá meu caro, e grande amigo Benito. Para mim, as cavernas sempre existiram, e jamais deixarão de existir, elas são frutos de cada época e filosofia que vive o ser humano. O pior é que hoje existem vários tipos de cavernas que o individuo pode escolher ou não onde refugiar-se, vejamos. Existem as cavernas dos bilionários, do rico, do pobre, e porque não dizer dos miseráveis, daqueles que cometem crimes (cadeia) também, existe aqueles que se escondem nas cavernas dos alucinógenos, que provavelmente e com certeza não verão as fantasmagóricas imagens causadas pelas labaredas. A verdade é que o mundo se transformou em uma imensa caverna, e as labaredas queimam do Oriente ao Ocidente. Meu bom amigo, fico imaginando como será as cavernas daqui a mais dois mil anos? um grande abraço do amigo J.M.Dias

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