É Natal… mas é para todo o mundo?

O mundo por mais que pensemos que faça parte da mesma Nave espacial chamada Terra, antagonicamente parece não estar na mesma nave. Viajamos todos na mesma espaçonave pelo imenso cosmos, mas estamos tão “distantes” uns dos outros que ainda que com a globalização, a Internet, os satélites, a televisão e todas as parafernálias contemporâneas, continuamos distantes uns dos outros. Isso não é culpa só nossa, acredito que seja culpa daqueles que apesar de terem acesso, poder e mais facilidade à comunicação, paradoxalmente se comunicam menos…Há não muito tempo conhecíamos nossos vizinhos, tínhamos conhecimento de todos moradores de nossa rua, do nosso bairro e em algumas cidades pequenas todos se conheciam. No mundo contemporâneo ainda que com todos os acessórios possíveis e imagináveis para a comunicação entre as pessoas, se conhece pouco dos seres humanos.

Interessante é que as mesmas parafernálias que facilitam nossa comunicação e “informação”, são nossos próprios adversários para esta comunicação e interação com as pessoas. Vejamos alguns exemplos: a televisão, excelente meio de comunicação, uma das maiores invenções recentes da humanidade. Mas é a própria televisão que tirou e tira muitas pessoas do conviveu social. Um dia desses, eu fui jantar com meu irmão em um restaurante e fiquei chocado com o que observei… era hora da novela da Rede Globo, estavam todos assistindo à TV, inclusive os funcionários do restaurante. Impressionante é que ninguém trocava uma palavra, eu me senti até constrangido em falar, não podia atrapalhar as várias pessoas nas diversas mesas que jantavam sem se quer olhar a comida que engoliam. Todos olhavam somente a televisão, impressionante!

Outra invenção maravilhosa para a humanidade sem dúvida foi o computador e a Internet, mas quantas pessoas vivem aqui enclausuradas neste mundo virtual? Esquecem ou nem sabem mais conversar ao vivo, é isso mesmo! Sabemos que algumas pessoas “teclam muito bem”, mas quando vão conversar fora da rede se perdem, são como peixinhos que presos na “rede” se batem até cansar, quando cansam param de se bater, se tirados da “rede” permanecem sem se mover… estão mortos!!

Em outro artigo comentei sobre o número de cristãos no mundo: 33% são os que “comemoram” o nascimento de Cristo, mas mesmo neste 1/3 da humanidade cristã uma grande parte nem se quer se lembra do aniversariante, pior ainda, não se lembra de sua mensagem, de sua orientação à boa conduta de vida salutar, e com certeza esse entendimento e prática faria com que todos desta Nave espacial se sentissem verdadeiramente na mesma nave, no mesmo mundo. Mas Isso não ocorre sabemos disso. Sabemos que além de a maioria do planeta não ser de cristãos, os “poucos” mais de 2 bilhões que se dizem cristãos, em sua maioria não vivem o Cristianismo. Não quero polemizar, porém não podemos esquecer das violências que países preponderantemente ditos cristãos e até com seus dirigentes confessando a mesma fé, invadem, violentam, matam, e cometem todos os pecados que não poderiam nem se quer pensar em cometer.

Estamos na mesma nave? Estamos no mesmo planeta? Impressionante que os que querem profetizar um novo mundo, mostrar a outros povos do outro lado da nave que a nossa “cultura,” a nossa “liberdade,” o nosso “capitalismo,” a nossa “fé” é melhor que a deles, fazem isso transgredindo nossos próprios conceitos cristãos e de boa conduta moral, puxa vida! Como pode!?

Caro amigo leitor eu reconheço que o terrorismo deve ser banido, reconheço que muitas filosofias de vida contrariam nosso modo de pensar, contudo não podemos esquecer que algumas culturas são milenares e muito mais antigas que as nossas. Não há aqui um certo nem um errado. Há diferenças e elas devem fazer com que cresçamos juntos, não que nos separemos mais e mais definitivamente. É como eu saber uma piada e você outra, eu conto a que sei a você e você me conta a que sabe, agora saberemos duas piadas cada um, entende?

Como se pode vencer o fogo com o fogo? É impossível apagar um incêndio com o próprio fogo. É necessário água para se apagar o fogo. Da mesma forma se quisemos acabar com um deserto, não vamos lá por mais “areia”… não se pode acabar com o ódio através de mais ódio, precisamos é de amor. É com amor que se combate o ódio. Se este mundo do lado de cá, tivesse entendido mesmo os ensinamentos do aniversariante Jesus Cristo – nosso mestre que deixou-nos sua doutrina neste planeta há dois milênios – estaríamos com certeza na mesma nave espacial…

FELIZ NATAL!?!

 
Abraços do Benito Pepe

Benito Pepe

Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica em: Administração de Empresas, com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião e Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

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loreci silva
11 anos atrás

Ola benito!
Sempre leio sua colocações com muito carinho.Como voce diz: somos mais de 2 bilhoes de cristãos.
Mas pergunto sera que se formos perguntar quem foi realmente o Mestre Jesus ? saberiamos responder. Talvez muitos dirão que foi um personagem biblico, ou um homem que morreu para nos salvar como aprendemos desde criança.
Mas esquecemos que Ele foi o grande Ser de Luz que veio para nos ensinar a amar e que passados mais de 2 mil anos ainda não aprendemos.
Amar é senti-LO a todo o momento, fazer com que Ele viva em todos os sentidos dentro de nossos corações e não apenas na noite de Natal, pois ele é Amor. Amor por todo os seres vivo desde ou de outros mundos.
Como voce colocou; talvez se viajassemos na mesma nave planetaria chamada Terra conseguiriamos entender o significado do nascimento do Mestre.
com carinho loreci

11 anos atrás

Olá Loreci, obrigado pelo lindo comentário. Fico feliz em tê-la como minha leitora, aliás as pessoas inteligentes como você é que fazem eu escrever com mais prazer.

Quanto ao teu questionamento e tuas colocações eu só tenho a dizer que é verdade, concordo com tudo. Continue colaborando com comentários desse nível.

Abraços do Benito Pepe

[…] Veja outro texto meu sobre o Natal > É Natal… Mas é para todo o Mundo? […]

[…] Se você pretende ver o artigo > “É Natal… Mas é para todo o Mundo?” Clique neste Link. […]

Sidna
11 anos atrás

Amigo Benito,

Gostei muito da sua análise sobre o nosso afasmento do Ser. Repudiamos a crença do outro, por que nesses tempos modernos só a “nossa verdade” liberta e salva. Presos às nossas idéias deixamos de refletir e aprender e esquecemos que Cristo amou a todos sem distinção, sem nomenclaturas, sem religião, apenas amou. Que neste Natal consigamos ver o Cristo refletido no outro.
Feliz Natal
Sidna

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