Preço não é Tudo. É “apenas” um dos 4 Ps (ou 5 Ps) do Composto de Marketing

Existem muitas empresas e vendedores que acreditam que preço é tudo. Você pode até mesmo observar anúncios e propagandas nas mídias dizendo: o que importa é o preço. E complementam, mais ou menos assim: “isto não é promoção, é Preço!” como se sempre o mais importante fosse o preço.

É claro que o Preço é importante, mas Preço não é tudo, é “apenas” um dos “P” do Composto de Marketing. Os outros componentes, não menos importantes, são: Praça (distribuição), Produto (ou serviço) e a Promoção. Incluiremos também o “p” que julgamos ser o mais importante: o Atendimento do Pessoal. Bem, desta maneira temos 5 “P”s.

Quem é que vai dizer agora que o Preço é o mais importante ou que o Preço é tudo? E a qualidade do Produto ou Serviço, como fica? E a localização ou facilidade de acesso ao cliente caracterizado pela “Praça” ou distribuição? E a divulgação, disponibilidade de programas de fidelidade, etc. que é proporcionada pela Promoção? E por fim o mais importante, em minha opinião, a qualidade do Atendimento do Pessoal, quanto vale isso?

No “composto de marketing” temos vários fatores que vão determinar a satisfação do Cliente, e como vimos o Preço é apenas um desses fatores. O objetivo de qualquer bom vendedor e de uma ótima empresa é satisfazer as necessidades e os desejos de seus clientes, a propósito é através desta satisfação que conquistamos nossos clientes e conseguimos a maior e melhor de todas as divulgações possíveis: a propaganda boca a boca.

Nem um cliente insatisfeito vai nos divulgar positivamente e muito menos retornar a consumir nossos produtos e/ou serviços. Nessa linha de pensamento lembramos que, como diz o dito popular: às vezes o barato sai Caro!

Aquela máxima do BBB: Bom, Bonito e Barato… É possível sim! Mas fica apenas no conceito do Bom. Não do Ótimo, Excelente ou Excepcional, que é exigência de muitos clientes; o mesmo serve para o Bonito, pode ser bonito mesmo, mas fica só no conceito de “bonitinho”, não é um produto Impressionante ou Fascinante, não é Lindo nem Encantador! Bem, o barato naquele caso é possível sim! No entanto há clientes e Clientes.

Há muita gente, mas muita gente mesmo! que se guia pela altíssima qualidade de todo o conjunto dos “P”s mencionados acima. Dessa maneira para eles o Preço é o menos importante, pois preço para esses clientes especiais não significa muito, pelo contrário, quando acham o preço baixo se preocupam com a qualidade do conjunto do “composto de marketing”.

Essa equação: Preço x Qualidade, via de regra, é proporcionalmente inversa, ou seja, maior qualidade gera um maior custo total e consequentemente um maior preço final para o produto ou serviço. E o contrário é evidente. Portanto há muitos Clientes que não se importam com o Preço, pois buscam a melhor Qualidade Total. Há ainda alguns consumidores desse grupo que, por questões de status e diferenciação, preferem os produtos mais caros que, de certa maneira, o “estrato social” do qual participa exige-lhes. Esta “apresentação” ou “presença” faz parte de sua “armadura”.

Para esses, o Preço quanto maior melhor. Às vezes Independe até da própria qualidade, o que mais lhes importa é o status representado pelo Produto de tal marca, então o que eles pagam é a Marca.

Para cada um dos 4 “P”s temos que considerar diversas variáveis. Quanto ao componente “Preço” tem-se que observar essas alternativas: lista de preços, descontos, condições gerais de pagamento, tais como: prazos, parcelamentos, quantidade de parcelas disponíveis, taxas de juros e condições de crédito em geral.

Portanto quanto ao Preço o mais importante é como o cliente o vê. Ou seja, como o Cliente percebe o preço. Como dissemos há diversas variáveis, e algumas delas podem ser como “óculos mágicos” para o Cliente, e dessa maneira ele verá o preço de forma especial e mágica. Por exemplo, se ele precisa dar uma entrada no ato da compra ou não; a quantidade de parcelas e o valor das prestações, entre outros fatores podem ser determinantes para alguns clientes. Dessa maneira o melhor preço, na visão do cliente pode não ser o preço mais baixo.

Por isso cada empresa deve identificar qual é seu nicho de mercado e adaptar sua estratégia ao “composto de marketing” de maneiras mais adequadas ao seu foco principal que é o seu mercado-alvo ou cliente final.

Por fim o que importa é o Valor, não o Preço. Preço não é tudo é apenas um dos compostos de marketing.

Abraços do Benito Pepe

Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário por 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

9 comentários em “Preço não é Tudo. É “apenas” um dos 4 Ps (ou 5 Ps) do Composto de Marketing

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    É meu amigo e Professor Benito! No composto de Marketing eu prefiro ficar com outros componentes, e deixando o preço de lado, o BBB (leia-se bom bonito e barato) é um fator completamente ilusório no mercado, e no marketing. Para mim o fator determinante para a procura não é o preço, pois o mesmo sofre constante desequilíbrio entre a oferta e a procura. Assim sendo, pode-se dizer que o preço de algo é determinado pelo próprio cliente, pois quando o consumo de um bem ou serviço passa a ter a preferência do consumidor o produtor eleva o preço, fazendo com que o freguês pague mais se deseja adquirir o mesmo. O preço de um bem ou serviço é fixado levando em consideração entre a oferta e a qualidade, como também as vantagens oferecidas em relação à compra por parte do consumidor. É claro que o preço não é tudo, eu pessoalmente não me iludo com preços, o que mais vemos na mídia são grandes propagandas de produtos seguidas das mais variáveis ofertas, com parcelamentos a longos prazos, e ás vezes sem juros, será que os juros não foram embutidos no preço? Quanto à questão (Preço x Qualidade) eu com certeza prefiro a qualidade, pelo simples motivo de que muitas vezes o “ barato sai caro” . Em muitos casos é determinante para o cliente, ao comprar ou contratar um serviço pesquisar primeiro se aquele produto ou serviço, está dentro dos preços do mercado, para cima ou para baixo, para não levar gato por lebre. Concordo plenamente com você, o que importa é o valor, não o preço daquilo que estamos adquirindo. E agora meu CARO (nada ver com preço) amigo, aquele forte abraço do amigo J.M.Dias.

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    Com certeza o consumidor deve levar sempre em consideração outros fatores que são mais importantes e relevantes na hora da compra. Às vezes, você tem um prazo de entrega do serviço ou material mais rápido, uma forma de pagamento mais interessante, uma durabilidade maior do produto “a”, uma equipe de primeira para realizar um serviço… Enfim uma infinidade de elementos que fazem do preço apenas um item importante, mas não o fundamental. Hoje em dia o preço e qualidade têm andado de mãos dadas, ou seja, cada vez mais os produtos/serviços se equivalem em termos de preço e qualidade, aí o que vai realmente fazer a diferença é o atendimento seguido de forma de pagamento, prazo para entrega e assim por diante. Em resumo nem tudo é preço! Na verdade o que realmente faz a diferença é a linha de frente de toda organização – O atendimento – pessoas que têm firmeza no que dizem, pessoas que transmitem segurança no que se propõem a vender, pessoas interessadas em satisfazer as necessidades de outras pessoas e encantá-las com um simples sorriso…

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    Olá querido JM Dias. Nada a acrescentar ao teu comentário a não ser um pequeno detalhe: há de se considerar também, quando falamos em formação de preços, o fato da “economia de escala” o que pode nos proporcionar um menor custo de produção/serviço de maneira que o preço final pode não ser alterado pela famosa lei da “oferta e procura”. Se conseguirmos aumentar a produção neste contexto, podemos continuar tendo bons preços e até mais baixos. È claro que se o produtor não quiser trabalhar mais e como em nossos dias há uma multiplicidade de “genéricos”, ele vai perder mercado, pois ao subir os seus preços vai perder Market Share (fatia de mercado) para a concorrência, que em nossos dias é acirrada para a maioria dos produtos tao diversos e multiplos. Portanto hoje em dia é mais fácil uma empresa, quanto mais vender, mais baixar seus preços, contrariando a famosa lei da oferta e procura, tao proeminente outrora.

    Para o restante do comentário tudo ok! Parabéns mais uma vez e obrigado pela contribuição de sempre.

    Abraços do Benito Pepe

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    Valeu meu amigo Pedro Berto, obrigado pelo comentário. Que bom que você lembrou o detalhe do Prazo de Entrega. Sem dúvida um ponto preponderante para muitos clientes e determinante quando é emergencial, por exemplo. Com isso você nos ajuda a lembrar que há inúmeros outros pontos a serem relevados quando se fala em atendimentos aos Clientes. Valeu!!

    Abraços do Benito Pepe

  • Pingback:Gestão de Preços. Uma das gestões contidas nos 4 “Ps” do Mix de Marketing (parte 1) | Benito Pepe - Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos e Workshops

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    Preciso do exemplo de um texto contendo os 4 “Ps ” do Mix de Marketing
    poderia me ajudar fico grato…

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    ola preciso de um modelo de texto contendo o mix de marketing 4 Ps e uma estratégia de comercialização de produto (propaganda e promoção de vendas) gratos

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