A Aprendizagem e as Relações Interpessoais no Ambiente de Trabalho: O Caso do “Apart-hotel P”

Introdução

Neste texto e case abordamos a questão da “aprendizagem” e das relações interpessoais no ambiente de trabalho. Pretendemos demonstrar como se deu nossa experiência prática em um de nossos treinamentos que tem como tema exatamente “As Relações Interpessoais e o Ambiente de Trabalho”, este caso especificamente que vamos discorrer no capítulo cinco, refere-se a um programa solicitado pelo diretor de um Apart-hotel, que o apelidaremos de “Apart-hotel P”, o treinamento foi oferecido aos seus colaboradores, equipes e gerentes.

Veremos no contexto deste trabalho que a aprendizagem, além de requerer apurar a informação e transforma-la em conhecimento, pode e deve propiciar a modificação do comportamento, e que de fato só podemos dizer que houve aprendizado quando notamos a modificação nas atitudes das pessoas.

Iniciamos o capítulo dois, definindo aprendizagem; depois no capítulo três abordamos as relações humanas; seguimos no capítulo quatro com os termos referentes ao ambiente de trabalho; no capítulo cinco apresentamos a situação do caso específico do “Apart-hotel P”; e por fim no capítulo seis traçamos algumas considerações finais.

Aprendizagem

Neste capítulo vamos definir o termo “aprendizagem”; não vamos nos ater às teorias sobre o assunto e sim comentar, através de uma visão prática, como podemos nos utilizar da aprendizagem com nossos colaboradores, o que será demonstrado no case mais à frente.

Veremos neste contexto que a aprendizagem requer acima de tudo apurar as informações e os conhecimentos tácitos e transforma-los em conhecimentos explícitos. Além do mais a aprendizagem verdadeira e prática demonstra modificação no comportamento, seja organizacional ou social. E o desejável é que essas modificações comportamentais se apresentem de maneira positiva, no entanto transbordamos o que apreendemos, seja ele qual for o aprendizado.

Segundo Abbagnano, no dicionário de filosofia, o aprendizado ou aprendizagem é

A aquisição de uma técnica qualquer, simbólica, emotiva ou de comportamento, ou seja, mudança nas respostas de um organismo ao ambiente, que melhore tais respostas com vistas à conservação e ao desenvolvimento do próprio organismo.  Esse é o conceito que a psicologia moderna dá de Aprendizagem, apesar da variedade de teorias que apresenta. Esse conceito, além disso, não é senão a generalização de uma noção antiguíssima de aprendizagem, considerado como forma de associação.  (2007, p.85)

Também segundo Robbins, o aprendizado requer mudança comportamental e é nesse sentido que pretendemos enfatizar esta definição, tendo em vista o objetivo e a concretização da modificação do comportamento organizacional ocorrida no “Apart-hotel P”[1].

Assim Robbins, lembra que só há a aprendizagem quando:

… o comportamento, a reação ou a resposta de um indivíduo, em consequência de uma experiência, são diferentes do que era antes..  a aprendizagem envolve mudança.  A mudança pode ser boa ou má, do ponto de vista organizacional… a mudança precisa ser relativamente permanente. Mudanças temporárias podem ser apenas reflexivas e não representar qualquer aprendizado. (2002, p.38)

Dessa maneira, conforme Robbins nos rememora, para uma aprendizagem plena é necessária uma mudança nas ações; nos processos mentais ou nas atitudes de uma pessoa. E essa mudança é fruto da “experiência” que pode ser adquirida pela observação ou prática, e mesmo indiretamente pela teoria ou leitura, por exemplo.

È importante compreendermos que o conhecimento é a informação lapidada. E Cabe ao gestor buscar explicitar o conhecimento tacito, ou seja, transformar o conhecimento tácito de sua equipe, em explícito. Para isso é necessário utilizarmo-nos de Relacionamento, Tempo e Espaço.

Relacionamento é ponto primordial em gestão de equipes e não há como se falar em Equipes sem se abordar o relacionamento interpessoal, e para isso é lógico que o gestor deve buscar tempo e espaço, ou seja, os ambientes em todos os sentidos, seja físico e social, para enfatizar, gerar e transformar os “conhecimentos” em suas equipes, e consequentemente leva-las ao maior sucesso possível.

Abraços, Benito Pepe

[1] Este case será apresentado Mais à frente.

Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário há mais de 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

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