É possível confiar nos colegas de trabalho?

Há pessoas que convivem anos e anos com uma pessoa e quando menos se espera tem uma surpresa… Sentem a sua confiança traída. Isso ocorre em todos os campos do convívio social, pode ser na relação matrimonial: marido e mulher; colegas e “amigos” de muitos anos; parentes da mesma família (relação sanguínea) inclusive os não sanguíneos também é claro; em fim esse mal da traição ocorre em todos os campos sociais, e destarte na empresa também! Então? É possível confiar em um colega de trabalho?

Particularmente acho que, infelizmente e, via de regra é claro, não é possível confiar plenamente em todos os colegas de trabalho. Vamos ver por que…

Em primeiro lugar um colega de trabalho que não esteja totalmente comprometido com a empresa, não terá pudor também com relação aos colegas, o seu maior interesse é com sigo mesmo. Ele está pensando no seu cargo e em sua renda. Pensa “erroneamente” que o colega é um rival, um oponente, um concorrente. Assim age também com a própria empresa que lhe dá o sustento.

Como disse, quem pensa assim está equivocado. Pior ainda é aquele empregado que pensa que o patrão é um oponente. Está mais “preocupado” com a vida do patrão/supervisão do que com suas atribuições. Há também aqueles que só veem o seu lado financeiro, estes estão prontos para “puxar o tapete” a qualquer momento. Jogam o lixo para debaixo do tapete, ou seja, escondem os seus erros, suas falhas, e só apontam os erros dos outros. Mas esquecem que o tapete volta e meia é limpo, e aí se encontra o tal lixo. Pensam que o patrão é bobo e nunca vai olhar debaixo do tapete.

Todos entendem que somos seres humanos e passiveis de erros. Não somos máquinas reguladas e programadas para fazer tal tarefa. Somos tomados e muitas vezes levados pela emoção e pela intuição em detrimento da razão. Isso não é ruim, é uma característica do ser humano. O problema é quando só olhamos o nosso lado, quando tomamos decisões unilaterais sem comentar nem negociar com os colegas de trabalho, principalmente quando estas tomadas de decisões unilaterais ferem as regras e os acordos pré-estabelecidos no ambiente de trabalho. Quando cometamos tais erros, que considero graves dentro de uma empresa, estamos cavando a nossa própria sepultura aos poucos em pedacinhos…

Um colega que percebe tais atitudes por parte de outro colega de trabalho deve redobrar suas atenções com relação a tais colegas. Deve medir seus valores! Onde está o teu tesouro aí está o teu coração:

Se o seu coração está  em Deus é porque seu tesouro é o próprio Deus.

Se o seu coração está  na riqueza é porque seus tesouros são os bens materiais.

Um coração dividido entre a luz e as trevas não sobrevive.

Por isso Jesus diz: “não podeis servir a Deus e à Riqueza (Mt 6,24 b).

A sede pelo dinheiro tem levado muitas pessoas a se distanciar do Senhor.

Por que será que você não consegue perseverar no caminho de Deus?

Seu coração já decidiu ser inteiramente do Senhor, ou está  dividido entre Ele e a riqueza?

Bem, não tenho nada contra a riqueza e o dinheiro, muito pelo contrário sou a favor dos que querem trabalhar honestamente para construir seu patrimônio, sua vida digna etc. o que não concordo de jeito nenhum é puxar o tapete do colega, em outras palavras não podemos agir de maneira unilateral, mexer nas regras do jogo depois que ele começou. Enfim: um colega de trabalho deve ser integro, honesto e quando pensar em algo que não concorde ou pretenda mudar, deve fazer isso através do diálogo, não traindo a confiança de um colega de trabalho, isso jamais!

Caro leitor tome muito cuidado com os colegas de trabalho que não tem pudor.  Quando você percebe que tem um colega que o dinheiro, por exemplo, está acima de uma amizade e da integridade, fuja dele, evite ser amigo dessa pessoa, cedo ou tarde ele estará com a sua sepultura pronta e você pode entrar junto. Lembre-se do velho ditado “quem anda com porcos farelos come.”

É claro que acredito em pessoas sérias e centradas no seu trabalho com honestidade, inteireza e bom senso, inclusive posso afirmar que estas são a maioria na empresa. O problema é não se contaminar com uma minoria que é perturbadora da paz.

Cuidado com os lobos vestidos em pele de carneiro parecem carneirinhos inofensivos, mas são lobos vorazes.  Vestem uma máscara, escondem sua verdade!

Abraços do Benito Pepe

Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário há mais de 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

26 thoughts on “É possível confiar nos colegas de trabalho?

  • 26 de setembro de 2010 em 9:26 AM
    Permalink

    Oi Benito.
    Obrigado pela mensagem, parece que você adivinhou. Está semana iniciei o encerramento de uma sociedade que durou 18 anos.
    Realmente, confiar nas pessoas é algo muito difícil. Já houve um tempo em que uma palavra era um compromisso. Hoje a sociedade valoriza mais os bens materiais do que sua formação moral. Triste!
    Abraços
    Aquerman Martinho.

    Resposta
  • 26 de setembro de 2010 em 9:44 AM
    Permalink

    Olá Aquerman, Obrigado pelo feedback. É isso mesmo! O valor mudou de lugar, antes na moral, agora no dinheiro.

    É claro que a tua sociedade deu certo durante 18 anos. 18 anos não são dezoito meses nem 18 dias, é um bom tempo “o filho” atingiu a maioridade e aí foi embora…

    Como eu digo no meu texto, há pessoas que agem de maneira unilateral sem uma consulta ou negociação, e desta maneira traem a nossa confiança. Isso ocorre em todos os campos do conviveu social e não poderia ser diferente no ambiente de trabalho. Há quem valoriza o dinheiro em primeiro lugar, sua palavra não tem o menor valor, só respeitam o que está escrito e olhe lá hem? Infelizmente você está certo, há muita gente que só “respeita” os bens matérias e a valorização moral foi embora…

    Boa sorte na tua nova empreitada e nova vida empresarial!

    Abraços do Benito Pepe

    Resposta
  • 26 de setembro de 2010 em 1:46 PM
    Permalink

    Este texto veio a calhar, estou tendo problemas com uma menina no meu trabalho. Ela pensa que pode fazer o que quer, toma a decisão sozinha e não comunica nada para os colegas, e o pior é que ela está em nível hierárquico inferior a maiorias dos colegas, acho isso ridículo. O que você propõe que eu faça Benito? Obrigado, Carlos.

    Resposta
  • 26 de setembro de 2010 em 7:13 PM
    Permalink

    Meu querido amigo: NÃO; não podemos confiar, primeiro porque, o nosso mestre JESUS, disse ” infeliz do homem que confiar no outro”. E depois porque todo homem tem seu preço. Além disto o ser humano tem no seu interior, outros sentimentos que são totalmente antagônicos à honestidade,são eles a inveja e a ganancia.Vejamos: Numa empreza, onde o ramo seja vendas, o sujeito pode ser um excelente vendedor, por dois motivos, capacidade e querer ganhar mais que seus colegas, até aí, tudo bem, acontece que o invejoso está pronto para dá o bote da desonestidade no sujeito capacitado, diz um dito popular ” a inveja é a arma dos incompetentes”. Para mim o invejoso por sí só, já é um desonesto em todos os sentidos, pois como você disse, por traz da face de um cordeiro esconde-se um verdadeiro lôbo. Já o ganancioso, para êle, não existe barreira intransponivel, que o faça desistir do seu intento, êle quer ter mais e mais, não importando o que tenha que pisar, agindo de forma até certo ponto desonesta para com as pessoas.Quanto a patrão e empregado, é claro que as coisas tem serem separadas, o empregado pode até ser filho do patrão, porém ele tem obrigação de entender que o pai no exercicio da sua função, é o administrador de um corpo jurídico, e de tal forma tem que ser tratado.Existe tambem o desonesto involuntário, aquele sujeito que fez um emprestimo para abrir um negocio que não deu certo, ele era um bom caráter, como não pôde honrar seus compromissos, passou a ser um desonesto. Meu amigo, a espinha-dorsal de uma nação, e do mundo, é o judiciário, se ele e desonesto, esquece o resto. É este o meu comentário sobre o tema. um grande abraço.

    Resposta
  • 26 de setembro de 2010 em 8:37 PM
    Permalink

    Olá Carlos, esse fato é mais comum do que muitos podem pensar. Há diversas pessoas que pensam que os colegas são cegos e que não estão observando suas atitudes. Bem, de qualquer maneira se ela está em nível hierárquico inferior a maiorias das pessoas, significa que ela tem em algum momento alguma supremacia sobre alguns colegas, para este caso não há problemas, ela estando acima de um subordinado pode tomar decisões sozinha sobre este subordinado, mas mesmo assim não é o ideal, pois quando tomamos decisões em conjunto comprometemos nossos subordinados. Quanto aos colegas de mesmo nível hierárquico ou aos superiores aí não se pode de jeito nenhum tomar decisões sozinho. Para este segundo caso a coisa é simples leva-se o problema para a chefia que tomará as providencias e mais atenção quanto a esta menina.

    Quero fazer uma observação: há momentos em que se permite a tomada de decisão unilateralmente. Em primeiro lugar quando se está decidindo quanto a tarefas que são de sua rotina exclusiva. Segundo, quando não se consegue falar com um colega ou superior e precisa-se decidir ali naquele momento, e neste caso assumem-se os riscos do ofício. Errar por tomar uma decisão muitas vezes é melhor do que errar por apatia.

    Agora, acredito que você quis comentar que esta menina está tomando decisões de maneira unilateral e ferindo a confiança dos colegas, certo? Deve também estar tomando decisões erradas que prejudiquem a empresa ou o relacionamento interpessoal, é isso?

    Abraços do Benito Pepe

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.