Quem é “cego”?

Muitos dirão: “cego é aquele que não quer ver”. Eu vou mais além. Cego não é apenas aquele que não quer ver, pois aquele que não quer ver, não vê porque não quer e dessa maneira  é um “cego consciente de sua cegueira”. O pior cego é aquele que pensa estar enxergando, mas no fundo não vê o que “pensa” ver, ele está em um mundo de “fábulas” onde  a “realidade” é uma coisa bem diferente… O cego, e agora me refiro mesmo ao “deficiente visual”, enxerga muito mais do que muitos que possuem sua visão plena, pois eles enxergam com o coração, enxergam através de outros sentidos, diferentemente dos que têm todos os sentidos. Estes não conseguem desenvolver essa verdadeira visão…

 É interessante lembrarmos que são conhecidos cinco sentidos e que a visão é apenas um destes sentidos.  Os outros são: a Audição, o Olfato, o Paladar e o Tato. Sabe-se também que alguns desenvolvem uns sentidos mais do que os outros, desta maneira é normal que quem não tenha bem apurado certo sentido terá os outros ou um dos outros muito melhor apurado que a média das pessoas.

 As empresas e as demais instituições necessitam de pessoas, e a partir do momento que se sabe que as pessoas são a parte mais importante de uma empresa, elas devem ser valorizadas. Qualquer empresa valoriza a capacidade de uma pessoa em sua tarefa, em sua atribuição. As empresas que valorizam a fala, por exemplo, buscam ou treinam quem melhor tenha esta aptidão e certamente será uma pessoa que tenha uma boa audição também, pois quem fala bem, via de regra, ouve bem. Neste caso o deficiente visual deve levar alguma vantagem, pois desenvolve melhor sua audição e, portanto tem mais atenção aos sons do ambiente. Leva vantagem também quando o foco estiver em qualquer dos outros sentidos, pois certamente ele os terá mais bem desenvolvidos, seja a Audição, como falamos, seja o Olfato, o Paladar ou e principalmente o Tato.

 Todos os sentidos no fundo se resumem ao tato, além do tato propriamente dito, temos os sons que se propagam no ar e vêm tocar nossos tímpanos, temos o paladar que é sentido através do tato químico dos alimentos com as “papilas gustativas”; o olfato vem da mesma maneira química pelo ar tocar nosso sentido olfativo; a visão por fim funciona da mesma maneira as ondas e partículas da luz tocam nossas retinas. Portanto o tato é o nosso único sentido.

 Quando falamos da Programação Neurolinguística lembramos de imediato os tipos de pessoas que podemos conhecer, estas basicamente se dividem em três grupos: as pessoas Visuais (que têm predominância na visão); as Auditivas (que tem mais atenção na audição); e as Cinestésicas (as que usam mais o tato, emoções e sensações). Há pessoas que se mesclam nestas três categorias, tendo um equilíbrio entre elas, mas o normal é que haja uma predominância em um dos sentidos.

 Por fim gostaria de concluir dizendo que certamente há outros sentidos que ainda não são conhecidos da ciência e para estes não se sabe ainda como é que se “enxerga”; dessa maneira quem pode ou poderá desenvolvê-lo melhor? Podemos chamá-lo de “sexto sentido” ou “primeiro sentido”. Talvez o verdadeiro sentido aí esteja e seja ele o próprio sentido da existência e da Vida.

 Abraços do Benito Pepe

Benito Pepe

Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica em: Administração de Empresas, com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião e Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

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Cícero Augusto
10 anos atrás

“O cego e a cegueira do mundo”

Não vejo, mas creio.
Acredito num mundo global, culto, educado, fraternal a todas as fontes que alinham o que seja globalizado.
Não vejo, mas creio.
A questões que elevem toda forma de vida, e abençoe os ignorantes e desvalidos do ter e do ser.
Não vejo, mas creio.
Que o saber invade e não descrimina, a passos maiores que mesquinharia cultural que faça-nos joguetes.
Vejo! Creio! Enxergo!
Ontem eu não via e o pior, não acreditava que poderia enxergar além e ter fome por sabedoria, paz, e Vida!
Hoje acordei com o olhar ao longe vivendo a responsabilidade por compartilhar, envolver e respeitar a Luz da filosofia.
Amanhã a solidariedade irá me apresentar e a par das negações do que sou, aspiro ver bem além dos que vêem que não posso enxergar, desta forma a vida do meu passado será a esperança ilhada do presente e a fé para o futuro.

Cícero Augusto

Bianca Pepe
10 anos atrás

Sr. Benito,
Seu texto nos dá margem a um raciocínio diferenciado no que diz respeito à deficiência visual. Será muito interessante poder contar com o Senhor nesse desafio de quebra de preconceitos.
Desde já fico grata pela participação e engajamento no assunto.

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A palestra acontecerá no seguinte endereço:
Universidade Candido Mendes
Rua da Assembleia, 10 – 5° andar, sala 507
Rio de Janeiro – RJ, CEP. 20011-901

10 anos atrás

Agradeço aos amigos que estiveram presentes fisicamente e àqueles que estiveram presentes em espírito nesta sublime palestra. Quero também mais uma vez agradecer a Bianca e a Universidade Candido Mendes pelo convite, e dizer que foi um momento de muito aprendizado para mim. Estar à mesa com o Hilário Neto – atleta da seleção brasileira paraolímpica – e com a Gloria Almeida – Vice-presidente do Instituto Benjamim Constant – , foi uma verdadeira honra e Prazer.
Abraços do Benito Pepe

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