A Teoria Crítica (1.2)


Para um melhor entendimento deste texto daremos uma pincela no termo Teoria Crítica, que tem sua origem em 1937 com um texto de Max Horkheimer de nome: “Teoria Tradicional e Teoria Crítica”.

Este texto foi publicado em um periódico chamado “Revista de Pesquisa Social” editada de 1932 até 1942. Esta revista era uma publicação oficial do Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923 na cidade alemã de Frankfurt e que foi presidido pelo próprio Horkheimer de 1930 a 1958.

Portanto a Teoria Crítica está ligada a um instituto, a uma revista e a um pensador que estava no centro de ambos (Horkheimer), este período histórico foi marcado pelo nazismo, pelo stalinismo e pela segunda Guerra Mundial.

O objetivo principal do Instituto era o de promover, em âmbito universitário, investigações científicas a partir da obra de Karl Marx. Assim pode-se ver que há uma clara referência ao marxismo e seu método – o modelo da “crítica da economia política”. Mas não poderíamos deixar de mencionar, além do Marxismo, outras bases não menos importantes como o hegelianismo e o freudismo.

Com relação ao texto que dá origem ao termo Teoria Crítica, podemos corroborar e distinguir que uma teoria científica “deve” prever eventos futuros ou compreender os eventos do mundo. Uma teoria é confirmada ou refutada conforme as previsões e os prognósticos se mostrem corretos ou incorretos. Então se fazemos teorias para demonstrar como as coisas devem ser, não conseguimos mostrar como de fato são.

A Teoria Crítica enfrentou esse questionamento por meio de uma crítica à distinção entre teoria e prática. E questiona este sentido de “teoria” e “prática” e a própria distinção entre esses dois momentos. Cabe à crítica este papel.

Então o papel da Teoria Crítica é apresentar “as coisas como são” sob a forma de tendências presentes no desenvolvimento histórico. Assim a Teoria Crítica procura diagnosticar o tempo presente baseando-se em estruturas do modelo de organização social vigente, bem como situações históricas concretas.

Este projeto foi muito amplo e teve uma análise interdisciplinar realizado por um diversificado grupo, para se ter uma idéia vamos citar alguns nomes envolvidos: Friedrich Pollock; Theodor Adorno, que vem a se tornar o grande parceiro de Horkheimer na produção em filosofia; Herbert Marcuse; Walter Benjamin, entre tantos outros como também Jurgen Habermas que ainda vive e teve suas raízes nesta também chamada escola de Frankfurt.

Grandes destes pensadores tentavam compreender: a forma do capitalismo sob o arranjo social (“Estado de bem estar social”); as novas formas de produção industrial da cultura e da arte; as novas formas de controle social; e os novos métodos quantitativos de pesquisa social; o papel da ciência e da técnica; além do trabalho em torno de temas clássicos da filosofia e da teoria social.
Destes nomes vamos destacar Horkheimer e Adorno e o seu famoso termo: Indústria Cultural.

Abraços do Benito Pepe

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Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário há mais de 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

2 comentários em “A Teoria Crítica (1.2)

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