Continuando o texto sobre Einstein…
Em 1933, um ano após visitar universidades e instituições de pesquisas nos Estados Unidos, Einstein renunciou a seus cargos na Alemanha, onde os nazistas já estavam no poder, e fixou residência em território americano. Passou a ensinar no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, do qual se tornaria diretor. Em 1940 adotou a cidadania americana.
Durante esse período, o desenvolvimento de armas nucleares e as manifestações cada vez mais freqüentes de racismo no mundo constituíram as principais preocupações de Einstein. Os físicos alemães Otto Hahn e Lise Meitner tinham descoberto como provocar artificialmente a fissão do urânio. Na Itália, as pesquisas de Enrico Fermi indicavam ser possível provocar uma reação em cadeia, com a liberação de um número cada vez maior de átomos de urânio e, em conseqüência, de enorme quantidade de energia. Fermi, que acabara de chegar aos Estados Unidos, e os físicos húngaros Leo Szilard e Eugene Wigner pediram então a Einstein que entrasse em contato com a Casa Branca. Ele escreveu então uma carta ao presidente Franklin Roosevelt em que alertava para o risco que significaria para a humanidade a utilização pelos nazistas da tecnologia nuclear na fabricação de armas de grande poder destrutivo. Logo após receber a mensagem, o chefe de estado americano deu início ao projeto Manhattan, que tornou os Estados Unidos pioneiros no aproveitamento da energia atômica em todo o mundo e resultou na fabricação da primeira bomba atômica.
Embora não tivesse participado do projeto e sequer soubesse que uma bomba atômica tinha sido construída até que Hiroxima fosse arrasada, em 1945, o nome de Einstein passou para a história associado ao advento da era atômica. Durante a segunda guerra mundial, ele participou da organização de grupos de apoio aos refugiados e, terminado o conflito, após o lançamento de bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki, uniu-se a outros cientistas que lutavam para evitar nova utilização da bomba. Intensificando a militância pacifista, defendeu particularmente o estabelecimento de uma organização mundial de controle sobre as armas atômicas. Em 1945, renunciou ao cargo de diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, mas continuou a trabalhar naquela instituição.
A intensa atividade intelectual de Einstein resultou na publicação de grande número de trabalhos, entre os quais vale destacar Warum Krieg? (1933; Por que a guerra?), em colaboração com Sigmund Freud; Mein Weltbild (1949; O mundo como eu o vejo); e Out of My Later Years (1950; Meus últimos anos). A principal característica de sua obra foi uma síntese do conhecimento sobre o mundo físico, que acabou por levar a uma compreensão mais abrangente e mais profunda do universo. Suas descobertas tornaram possível entender o comportamento das partículas animadas de grande velocidade e suas respectivas leis. Os princípios da relatividade revolucionaram a física newtoniana pois, com o emprego de aceleradores, tornou-se possível obter partículas animadas de enorme velocidade, cuja mecânica em muito se afasta das leis newtonianas.
Einstein conseguiu reduzir as leis da mecânica e harmonizá-las com aquelas que regem as propriedades dos campos eletromagnéticos. Com sua concepção de fóton, permitiu que mais tarde se fundissem, na teoria ondulatória de Louis de Broglie, a mecânica e o eletromagnetismo, o que no século anterior parecia impossível. Albert Einstein morreu em Princeton, em 18 de abril de 1955.
Teoria da Relatividade
As hipóteses relativistas elaboradas por Albert Einstein no início do século XX para explicar a estrutura do cosmos transcenderam o âmbito científico e, com o passar dos anos, se transformaram num símbolo paradigmático da filosofia e do modo de entender o mundo durante o que se chamou de era da relativização.
Teoria da relatividade é o modelo da física que, por meio de uma concepção generalizada dos sistemas naturais, descreve o movimento de corpos submetidos a velocidades semelhantes à da Luz. Enunciada fundamentalmente por Albert Einstein, no início do século XX, a teoria da relatividade suscitou ampla renovação científica ao alterar algumas ideias básicas da física clássica e oferecer uma explicação coerente e unificada para grande número de fenômenos da natureza.
Em virtude de sua complexidade e das datas de publicação dos trabalhos de Einstein, a teoria da relatividade se distingue entre o modelo especial, ou restrito, postulado em 1905 e apoiado em alguns trabalhos precursores, e a Relatividade Geral, publicada por Einstein entre 1912 e 1917, que inclui a noção de Campo Gravitacional e procura condensar num modelo único todas as manifestações físicas do universo.
Historicamente, a teoria da relatividade ampliou as idéias existentes no momento de sua aparição e englobou as teorias clássicas como um caso particular de suas propostas. Assim, a mecânica clássica, baseada nos princípios da dinâmica de Isaac Newton, e os fundamentos da eletricidade e do magnetismo, reunidos nas leis enunciadas por James Clerk Maxwell, constituem casos particulares da teoria relativista sob as condições especiais presentes em sistemas com componentes de movimento extremamente lento em comparação com a velocidade de deslocamento da luz que é de aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo (velocidade essa capaz de, teoricamente, dar 7 voltas no planeta terra em um segundo – com essa mesma velocidade se chegaria à Lua em um segundo, e no Sol em 8 minutos)
No próximo tópico: Relatividade Especial
Abraços do Benito Pepe
Bibliografia
SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.
ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.
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Tags: Astronomia, Bomba Atômica, Einstein, Filosofia, Relatividade







agosto 23rd, 2009 at 9:49 PM
[...] Currículo Outra forma da divisão das Obras de Platão e um Pequeno Comentário A Bomba Atômica, a Teoria da Relatividade e o Pacifismo buscado por Einstein [...]
setembro 19th, 2009 at 12:43 AM
Einstein, realmente foi um dos maiores gênios de nosso tempo.
Simplesmente show esse texto!
setembro 19th, 2009 at 11:56 AM
Olá Maha, obrigado pelo carinhoso comentário, volte sempre!
Abraços do Benito Pepe
outubro 2nd, 2009 at 3:10 PM
De nada adiantava Ser Genial, para criar uma Bomba para matar milhares d pessoas inocentes.
Einstein lutou contra isso. Absolutamente um dos poucos Homens d verdade, e nunka saira da nossa historia.
outubro 2nd, 2009 at 6:51 PM
Olá Japaa, é bom lembrarmos que Einstein não criou nenhuma bomba, ele apenas desenvolveu um pensamento e uma fórmula E=MC2 que fez com que desenvolvessem essa arma, sem que ele imaginasse tal calamidade. Quanto a você dizer que ele lutou contra isso aí sim está correto, ele ficou muito triste quando soube desse horrendo fato.
Ele nunca sairá da história mesmo! Einstein ainda será muito estudado e ainda falta muito para que o entendamos por completo.
Abraços do Benito Pepe
novembro 24th, 2009 at 4:18 PM
gostari q colocasem a comclusão e a introduçao
obrigada
novembro 24th, 2009 at 5:38 PM
Olá Maricléia, obrigado por me dar a oportunidade de lembrar aos amigos leitores, que grande parte dos meus textos são divididos em tópicos e portanto é necessário seguir os links; no final de cada texto há um link dando continuação ao mesmo e no inicio de cada texto há um link mostrando o início do texto, ok?
Além disso você pode seguir as setas acima dos títulos ok?
Abraços, Benito Pepe
agosto 31st, 2010 at 4:29 PM
pra contruir uma bomba dessas que se destruida tem poder de destruir o planeta todo???assim eles tbm vão morrer
agosto 31st, 2010 at 4:33 PM
pra que contruir uma bomba dessas que se lançada tem poder de destruir o planeta todo???assim eles tbm vão morrer
agosto 31st, 2010 at 7:14 PM
Olá Elaine, é isso mesmo!
Teu comentário entrou em duplicidade e eu o Deixarei assim em duplicidade de propósito, para representar as duas bombas que de fato já foram lançadas no Japão: Hiroshima e Nagasaki.
Construir uma bomba que possa destruir o planeta e quase toda a vida aqui presente é um ato de covardia, prepotência e egoísmo, pois quem fizer isso, se é que um dia o homem será capaz de se autodestruir, ele terá vivido um pouco aqui, mas estará impedindo que outros homens e outras espécies possam fazer o mesmo.
O Problema das armas nucleares ou de qualquer outra arma é e sempre vai ser o “poder” quem pretende ter o poder pela força, buscará esse tipo de armamento mais violento e amedrontador. Hoje vivemos um momento menos aterrorizante, se lembrarmos e compararmos com o período da guerra fria por exemplo. Mas vejo um problema novo surgindo em dois blocos do mundo: o lado ocidental “cristão” e o lado “Oriental” “Muçulmano” o mundo mais uma vez está dividindo-se. Oremos e esperemos que isso não venha a ocorrer…
Abraços do Benito Pepe
abril 14th, 2011 at 9:21 AM
nossaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
o cara ta com tudo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
vo mata ele :@
abril 14th, 2011 at 9:29 AM
meu vo mata ele por cupa dele temos a DROGA da BOMBA :@
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
eu vo te péga na esquina hsuhushushushuhushu
abril 14th, 2011 at 6:04 PM
Olá Florentina e Juvenalda, na verdade a culpa não é dele não!
Quem inventou o automóvel não tem culpa dos atropeladores, não é mesmo?
Abraços, Benito Pepe
julho 24th, 2011 at 4:19 PM
Einstein foi de facto um genio, para mim o maior na historia da ciencia. Quero entender mais sobre o paradoxo dos gemios. Podes fazer isso?
julho 24th, 2011 at 9:17 PM
Olá Osório, obrigado pelo comentário e pela questão. O paradoxo dos gêmeos nada mais é do que um exemplo hipotético para “demonstrar” que mesmo tendo a mesma idade (Gêmeos têm a mesma idade), aquele que tivesse viajado para fora do Planeta a uma altíssima velocidade durante algum tempo, ao retornar ao Planeta ter-se-ia passado mais tempo para o outro que aqui ficou, enquanto que para aquele que viajou o tempo passou menos em relação a quem ficou no planeta. E se essa viaje levasse alguns poucos anos a uma velocidade altíssima, o gêmeo poderia retornar e encontrar o seu irmão bem velhinho…
Abraços do Benito Pepe