
Prefiro usar a palavra “Alegoria” pois penso que demonstra mais claramente o objetivo de Platão. A Palavra mito pode lembrar algo não tão representativo ou até mesmo “mentira” se considerada com o uso contemporâneo, e na realidade se usássemos o Mythos com o sentido ainda remanescente na época de Platão poderia se confundir ainda mais, tendo em vista que o Mythos Grego tinha uma força muito especial na Cultura de então. (para saber mais sobre mythos leia Do mito à Filosofia…). Portanto vamos a Alegoria da Caverna! Mas antes recordemos um pouco quem foi Platão.
Platão viveu em Atenas (427-347 a.C), era de família Nobre, seu nome verdadeiro era Arístocles, mas seus “ombros largos” deram-lhe o apelido que tem o Significado da palavra “Platão”. Ele foi discípulo de Sócrates (considerado por Platão, e por outros, como o homem mais sábio e justo de então). Platão fundou a famosa Academia uma espécie de universidade pioneira dedicada à pesquisa científica e filosófica e um centro de formação política. Desenvolve a Teoria das Idéias onde menciona que o processo do conhecimento se desenvolve por meio da passagem progressiva do Mundo das Sombras e Aparências para o Mundo das Idéias e essências.
Para Platão, somente os filósofos, amantes da verdade, teriam condições de libertar-se da Caverna das ilusões e atingir o mundo luminoso da realidade e sabedoria.
Quando falamos dessa Alegoria podemos destacar alguns pontos que normalmente não são tão bem lembrados. Por exemplo: a questão dos Paradigmas e a questão do “conhecimento”. (veremos isso mais à frente)
Podemos dividir e entender esta alegoria da Caverna em três etapas:
1.1. – o ambiente, o local e a situação em que se encontram as pessoas.
1.2. – a libertação dolorosa e a saída também dolorosa da caverna.
1.3. – o retorno à caverna – a educação – o desejo de repassar o conhecimento deslumbrado.
Outros pontos que podem ser lembrados: o prisioneiro que escapa pode ser Sócrates; quando ele retorna e tenta libertar os outros presos, demonstra o que deve fazer um bom político, um bom governante, ou um bom educador como queiram. Todos esses sentidos estão subjacentes no diálogo.
Vamos agora ler Platão através de seu texto adaptado e narrado por Marilena Chaui. Depois faremos novas considerações.
A Alegoria da Caverna
Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam, porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.
Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidisse sair da caverna rumo à realidade.
O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo a condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense) (?) Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.
Bem, amigo leitor, podemos perceber claramente que a Caverna é o mundo como nós o vemos, muitas vezes com nossos pré-conceitos, paradigmas e dogmatismos, “conhecemos” apenas a “nossa caverna” e achamos que tudo e o todo está contido ali. Imagine um homem de uma tribo no meio da Floresta amazônica que nunca saiu de lá de sua tribo, nunca viu nem assistiu uma Televisão (aliás ele não perdeu nada por isso, muito pelo contrário…) ele só conhece o seu mundo a sua caverna. Nós somos assim quando através de “achismos” e crendices mirabolantes que nos são passadas, acreditamos ser os donos da verdade, e não ouvimos nada e mais ninguém.
Outro paralelo interessante à Alegoria da Caverna é o próprio exemplo da televisão, imagine pessoas que vivem só encarando uma televisão com suas “informações”, novelas e programas de auditório etc. Essa é uma Caverna. É preciso “abrir a mente”, pensar, refletir, questionar, enfim Estudar Filosofia! Não podemos ver sem refletir, não sejamos como os presos da Caverna de Platão, que quando apareceu um “libertador” quiseram o matar.
Abraços do Benito Pepe
links Relacionados:
Bibliografia
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.
PLATÃO, A república. São Paulo: Martin Claret, 2007.
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Tags: A República, Alegoria, Alegoria da Caverna, Livro VII, Platão







abril 22nd, 2009 at 3:33 PM
A minha “caverna” é o pecado. Nela eu estava presa mas Jesus, o meu Libertador, arrancou as algemas que me prendiam ao pecado e hoje sou liberta; porque Jesus venceu a morte!Ele ressuscitou!
abril 30th, 2009 at 3:03 PM
Olá “anônimo” obrigado por seu comentário.
Você como uma pessoa religiosa e Cristã e olhando o “mundo” de dentro de seu prisma, o observará de uma maneira própria. Quem está subindo uma montanha tem um panorama diferente de quem está no topo ou de quem está na base. Em outras palavras cada um tem um ângulo de observação, e só pode ver a floresta por completo quem sai de sua própria árvore e vai a uma montanha ou em um lugar alto para poder ver a floresta por completo.
Partes da obra de Platão, foram de fato tomadas pelo Cristianismo, observo que Platão escreveu esta alegoria, contida no livro VII da Republica, aproximadamente 500 anos antes de surgir o Cristianismo, desta maneira ele não poderia estar se referindo ao Cristianismo que nasceria muito tempo depois (meio milênio mais tarde). De qualquer forma é um ponto de vista interessante para quem é Cristão declarar que a caverna é o “pecado” e quando a pessoa se “liberta” do pecado sai da caverna.
Bem, embora não seja esse o objetivo do texto de Platão, e que deve ser lido com reflexão e de preferência assistindo a uma boa aula de filosofia, eu agradeço o seu comentário e concluo dizendo que o magistério da religião é independente da Filosofia embora muitas vezes aquele tome este.
O homem que é preso e morto na narrativa de Platão seria Sócrates o “libertador” dos prisioneiros, dos que só viam “sombras” e não conheciam a verdade fora da caverna, Sócrates dito por Platão seria o homem mais sábio do mundo grego e sempre estaria questionando interrogando, refletindo. Este (Sócrates) dizia “só sei que nada sei…” por isso ele estava pronto e aberto ao novo, ao “conhecimento”. Quando achamos que já sabemos tudo e que a nossa “verdade” é a única e que o resto do mundo está errado, não estamos prontos a aprender, só aprende quem procura… e quem procura aprende a respeitar as demais visões e denominações e evidentemente saberá que não sabe tudo, assim é o ciclo da vida, quando penso que sei tudo não sei nada.
Aprendamos a sair da Caverna juntos.
Abraços do Benito Pepe
maio 14th, 2009 at 12:18 PM
quais os fatos mais macantes da vida do filósofo? vc pode me ajudar?
maio 14th, 2009 at 5:27 PM
Olá, Falar sobre os fatos mais marcantes da Vida de Platão em poucas palavras não é tarefa fácil, mas vou dizer que Platão era um homem de família Aristocrática e que estava ligado a Pólis, a cidade grega, de pólis vem a palavra Política. Um de seus diálogos é justamente “A Republica”, onde Platão desenvolve muitas de suas “teorias”.
Quanto a alguns fatos marcantes na vida de Platão temos certamente a morte de Sócrates, um dos seus “mestres” e inspiradores, certamente o seu principal inspirador; outro fato marcante em sua vida seguramente foi a Academia que ele funda (uma espécie de universidade, a primeira do mundo).
Considerando que vc é a mesma pessoa que me mandou um e-mail com estas perguntas a baixo:
Por favor, gostaria de fazer algumas perguntas sobre a vida do filósofo Platão, pois preciso fazer um trabalho sobre sua vida e acho que sua ajuda será de grande valia para mim: (1) Quais os fatos mais marcantes de sua vida? (2) Ele se inspirou em quem? E quem ele influenciou. (3) O que ele pensou sobre:a) Ética. b) política. c)Teoria ou mundo das idéias. d) Metodologia e) Religião e metafísica. f) Sobre os indivíduos (ou pessoas). Desde já agradeço se puder me ajudar.
Olha para fazer um trabalho sobre a Vida de Platão e dependendo da profundidade deste trabalho, seria interessante pesquisar em alguns livros sobre a vida deste filósofo, você pode observar na bibliografia contida neste meu site/blog se alguma te atende e pode ir até alguma biblioteca.
1. Quanto aos fatos mais marcantes na vida de Platão dei dois exemplos acima, com as leituras que você vai fazer você encontrará outros…
2. Certamente Platão se inspira em muitos “pensadores” antigos, um deles como disse foi Sócrates, outros dois nomes bem marcantes no pensamento de Platão foram Heráclito e Parmênides, aliás tenho um texto neste blog com esse tema: Parmênides e Heráclito.
Quanto aos seus seguidores são inúmeros, o mais famoso da sua época foi Aristóteles, mas Platão foi e é tão vivo ainda hoje que estamos aqui falando dele 25 séculos depois e posso dizer que há milhares de Mestres e Doutores em filosofia, espalhados pelo mundo, que fazem suas pós-graduações só em Platão.
3. Quanto a esta 3ª questão: O que ele pensou sobre: a) Ética. b) política. c)Teoria ou mundo das idéias. d) Metodologia e) Religião e metafísica. f) Sobre os indivíduos (ou pessoas).
Aí complica muito mais eu escrever algo aqui com tão poucas palavras, por isso não vou nem ousar, mas preciso deixar claro que Platão em seu pensamento juntamente com seu mestre Sócrates foram os principais “fundadores” da Metafísica. Mas ele não poderia prever (acredito eu) que 500 ou 800 anos depois o cristianismo “tomaria” emprestado ou “adaptaria” suas “teses” para esta nova religião então nascente. O principal estudioso e utilizador das doutrinas de Platão para a Igreja Cristã foi “Agostinho” que viveu entre os séculos IV e V de nossa era.
Espero ter podido ajudar um pouquinho que seja.
Abraços do Benito Pepe
maio 21st, 2009 at 1:24 PM
olá Benito,muito abrigado você me ajudou muito
meu nome é Rosemeire
maio 21st, 2009 at 3:56 PM
Ok Rosemeire, Sinto-me feliz por isso, é por isso que posto meus artigos e textos, justamente para “ajudar” pessoas que precisem refletir algum tema.
Abraços do Benito Pepe
maio 24th, 2009 at 11:36 AM
Oh PeePee valeuu …
vOuu tirar 10 naa prOva deee filOsofia …….
ee muito enteresante a alegoria da carvenaa
komo eles viviam presos des da infancia ate a morte … geração por geraçãO….
beejOh
J.T
maio 31st, 2009 at 1:35 AM
Oi; eu queria saber oque o Platão pensava sobre metodologia ?
BY: Isa Tenori.
maio 31st, 2009 at 10:27 PM
Olá Isa Tenori, obrigado pela pergunta.
Para dizer o que Platão pensava sobre metodologia, precisamos primeiro entender como se compreende a metodologia hoje e assim falarmos nesse sentido. Segundo o dicionário Oxford de filosofia, metodologia é “o estudo geral do método nos diversos domínios particulares de investigação…” inclui-se aqui a filosofia, a ciência e tantas outras “fontes” do “conhecimento”.
Como, para Platão, a verdade estava no mundo das ideas, e portanto na razão, na matemática, no mundo intangível; para ele no mundo sensível não seria possível o conhecimento, tudo aqui é corruptível, é mutável e perecível e além do mais tudo aqui no mundo material são apenas sombras… desta maneira o conhecimento e a verdade estava puramente na razão e no mundo das ideas, no mundo supra-sensível.
A metodologia pode ser entendida como o método que usamos para se chegar a um resultado de pesquisa por exemplo; e dessa maneira, como disse, Platão buscava e incentivava seus interlocutores e discípulos a buscar a dialética, mas não uma dialética simplesmente pautada em opiniões que seriam debatidas a fim de se chegar à verdade; em Platão, temos duas fases: na 1ª com os diálogos socráticos, “a dialética é um processo de descoberta da verdade por meio de perguntas feitas com o objetivo de explicar aquilo que já é implicitamente sabido” (*) é sumamente um processo de reminiscência, de algo que a alma já tenha contemplado no mundo das ideas; na 2ª fase, “a dialética torna-se a totalidade do processo de iluminação, pelo qual o filósofo é educado de modo a atingir o conhecimento do bem supremo, a forma do bem”.(*)
Platão via o bem supremo, como a verdade por excelência, e para se atingir o bem supremo somente através do pensamento, da reflexão, da razão, independia portanto de investigações e pesquisas empíricas no mundo tangível, aqui não se encontraria a verdade, estaríamos estudando apenas sombras ou seja cópias imperfeitas da verdade.
(*)Citações do Dicionário Oxford de Filosofia
Abraços do Benito Pepe
junho 16th, 2009 at 8:13 PM
olá meu nome é Renata
e presciso fazer um pararelo do filme Ensaio da cegueira e Alegoria da caverna, poderia me ajudar
junho 16th, 2009 at 8:19 PM
gostaria de saber a sua opinião quanto a relevancia da alegoria da caverna da "produção" de teoria do conhecimento. estive estudando platão recentemente, e sem duvida este foi um de seus textos que mais me chamou a atenção
obrigado
junho 18th, 2009 at 7:29 PM
Olá Renata, eu ainda não assisti ao Filme, devo fazê-lo brevemente. De qualquer maneira, acho que melhor do que assistir a um filme, quando existe um livro que lhe deu origem, é lê-lo antes. Mas não sou daqueles que pensam que é melhor não ver o filme quando há o livro, digo que podemos fazer os dois, mas ler o livro primeiro, se não você fica com as imagens que são apresentadas no filme como sendo as senas que seriam elaboradas por tua imaginação, o que ao meu ver é mais interessante, então ler primeiro, e ver o filme depois, nesta ordem.
Mas sou favorável a uma boa adaptação para o cinema como é o caso deste filme, até onde estou informado. Pois assim haverá uma gama de pessoas que poderão refletir tema tão “espantoso” e filosófico, como os que são narrados pelo José Saramago em seu livro. Dessa maneira, milhares de pessoas que não têm o hábito da leitura, pelo menos poderão ter acesso a uma ótima obra da literatura mundial. Depois certamente os maiores apreciadores comprarão o livro, o problema é que será mais difícil abstrair as imagens que ficaram do filme e criar novas…
Bem, quanto a sua solicitação, Acho que um bom paralelo que você poderia fazer é ir colocando as “pessoas das sombras”, os acorrentados da Caverna, como os cegos da estória do José Saramago, e depois ir traçando os “movimentos” tanto os da saída da Caverna como os dos personagens. Lembre-se que há etapas nos movimentos da Caverna.
A primeira etapa se dá nos homens acorrentados e vendo apenas sombras, há um que se liberta bruscamente (talvez pelo “Thauma”, pelo espanto”) e começa a saída dolorosa da Caverna; a segunda etapa se dá naquele momento intermediário quando ele enxerga as “coisas” através da luz do fogo, ele está ali no “ambiente dos sofistas” ainda confuso, vendo as coisas, porém ainda “embaçadas”. A terceira etapa se dá quando ele finalmente sai da caverna e, depois de se acostumar com a luz do Sol, consegue ver as coisas “elas mesmas” ou seja ele contempla a Idea; E por fim a quarta etapa se dá quando ele volta à caverna a fim de “tentar” ajudar aos demais colegas, aí acontece o que narramos acima..
Obs. Leia também os comentários acima e principalmente este que posto abaixo…
Veja também os links para outras postagens relacionadas aí encima…
Espero ter podido ajudá-la,
Abraços do Benito Pepe
junho 18th, 2009 at 7:41 PM
Olá, “Anônimo”, que solicita minha opinião quanto à “relevância da alegoria da caverna na “produção” da teoria do conhecimento”.
Bem, se melhor pudéssemos, formalizar esta “pergunta” ou solicitação de opinião, Eu perguntaria em primeiro lugar: o que é o conhecimento? E esse é um dos questionamentos que a Teoria do Conhecimento vai fazer. Ela vai estudar varias nuances relativas ao que se refere o “conhecimento”, como, e se é possível obtê-lo. Neste aspecto estuda-se: empirismo, racionalismo, relativismo, ceticismo, criticismo, positivismo, idealismo entre outros “temas” para o estudo da teoria do conhecimento.
Mas quando falamos da época clássica da filosofia, ali no século V a.C. principalmente com Sócrates e Platão que é o caso que você menciona e especificamente quanto a Alegoria da Caverna de Platão, temos que distinguir dois aspectos principais. Um é o próprio racionalismo ou melhor a razão, o “Logus” grego; e o outro é o sensível ou a sensibilidade dos sentidos.
Nestes âmbitos Platão é claro na utilização da “razão” e vai estudar na Academia, juntamente com seus discípulos, principalmente a matemática. Para Platão, a matemática estava em um estágio mais próximo do mundo das ideas, ou comparando-se com a Alegoria da Caverna, a matemática estaria mais próxima do “fora da Caverna” embora ainda não com toda clareza que a luz do Sol proporciona, como é o caso do "fora da Caverna" mesmo.
Se você ler a “linha dividida” que Platão apresenta também neste livro a República, você entenderá que a matemática é onde podemos “aperfeiçoar” nossa Alma ou melhor é aquela que faz com que os jovens da Academia abstraiam todo o sensível e “vejam” que há como pensar sem o sensível, aí está o ponto mais próximo para se compreender as ideas antes de contemplá-las, ou de relembrar (através da “reminiscência”).
Na minha opinião e opinião está do campo da “Doxa”, palavra grega para dizer entre outros sentidos a “opinião” que no contexto da Alegoria acima apresentada poderíamos dizer que estava entre os “Sofistas” aqueles que carregavam as estatuetas e diversas outras coisas a fim de "emitir" uma sombra que seria vista pelo “pessoal das sombras” lá embaixo presos e acorrentados, esses coitados estavam no campo das opiniões mais abstratas ainda pois estavam emitindo opiniões de sombras e evidentemente que para elas aquelas eram as coisas reais.
Os sofistas também pensavam que estavam com coisas reais, mas podemos questionar: será que eles conseguiam ver as coisas com sua “cor natural” através de um simples fogo? Ou Eles também estavam vendo uma figura embaçada, pois eles também estavam dentro da caverna, certo?
Bem, caro(a) interlocutor(a) para dar a minha opinião quanto a esse tema eu precisaria saber melhor onde nos encontramos agora, nas sombras, na luz do fogo, ou fora da caverna. De qualquer maneira podemos e devemos distinguir os dois aspectos que mencionei: o sensível (os sentidos) e o inteligível (a razão), neste sentido a Alegoria da caverna contribui para o “conhecimento” dizendo que ele só é possível pela razão.
Abraços do Benito Pepe
junho 19th, 2009 at 1:18 PM
muito obrigado Benito,
grata pela atenção,
um abraço fortalecido,
junho 21st, 2009 at 12:09 AM
Obrigado Benedito;
vai ajuda muito no meu trabalho sobre platão.
Bjs;*
BY : ISA TENORI
junho 21st, 2009 at 11:44 AM
Ok Renata, sinto-me feliz em contribuir. Estarei sempre disponível. Pode postar outros questionamentos nesta ou em outras postagens, você também estará contribuindo no meu Site/blog.
Abraços do Benito Pepe
junho 21st, 2009 at 11:55 AM
Olá Belle (Isa Tenori), Legal que o meu Site possa ter ajudado, este foi um dos propósitos de eu lança-lo, aliás o meu objetivo é compartilhar os meus textos e desenvolver os nossos pensamentos, tanto o meu como dos amigos e amigas leitores como você. Sinto-me feliz quando sei que estou ajudando, o que eu não gosto de jeito nenhum é quando há pessoas que simplesmente copiam um texto, o bom é ler, reler e interpretar. Quando se copia alguma coisa deve-se fazer como citação e mencionar a fonte.
A propósito meu nome é BENITO e não Benedito, de qualquer maneira é xará e quer dizer Bendito, Bento, Abençoado. E é assim que eu me sinto quando ajudo as pessoas, principalmente as que têm gratidão, como você, Obrigado.
Abraços do Benito Pepe
junho 30th, 2009 at 11:12 AM
ai Benito pow me manda um paralelo entre alegoria da caverna de platao e o filme ensaio sobre a cegueira!!!meu email e malphoy_gnn@hotmail.com aguardo por favor
junho 30th, 2009 at 3:33 PM
Olá “anônimo” acima eu já respondi essa questão para a Renata, veja minha mensagem aí em cima, mas deixo claro que este site pode ajudar a fazer trabalhos escolares, monografias etc, no entanto eu não posso fazer mais do que isso. Sugiro que você assista ao filme e/ou leia o livro e faça esse paralelo, veja meus comentários acima.
Abraços do Benito Pepe
agosto 6th, 2009 at 4:47 PM
[...] do Benito Pepe Link relacionado A Alegoria da Caverna… [...]
agosto 23rd, 2009 at 10:01 PM
[...] e A República onde merecem destaque os livros VI e VII (no livro VII é apresentada a famosa “Alegoria da Caverna”). A “Teoria das ideias” também chamado “mundo das ideias” transpõe uma dualidade [...]
agosto 24th, 2009 at 2:29 PM
muito bom relata sobre seus pensamentos sobre a filosofia e o que era filosoia para ele
agosto 26th, 2009 at 3:44 PM
Vc pode me ajudar?
Qual o nome completo de platão?
Brigada..
agosto 26th, 2009 at 3:52 PM
Olá, o Nome de Platão é Aristócles. O nome completo eu não tenho conhecimento. Mas é bom lembrar que “Platão” significa largo, grande. Esse apelido foi dado ao Aristócles pelo fato de ser um homem de grande postura física, tinha “ombros largos” e ninguém usa este nome “Aristócles”, quanto mais o seu nome completo, o grande Filósofo passou a ser conhecido como Platão e pronto. Desculpe-me a comparação, mas ninguém fala Edson, e muito menos “Edson Arantes do Nascimento” agente conhece é o Pelé.
Abraços do Benito Pepe
setembro 2nd, 2009 at 1:34 PM
isso ta me confindo , axo qui isso é mei loucura af , mais oque na real memo , como podemos saber se estamos ou não nessa tal “caverna” ?
axo uma coisa , a filosia quer saber muito de respostas e eu axo qui o mundo nun é feito de respostas é feito de perguntas .. me responda se pudder!
setembro 2nd, 2009 at 4:02 PM
Ola´ (Há!) como eu verifiquei no seu e-mail seu nome deve ser Sérgio, certo? Bem, em primeiro lugar obrigado pelo teu comentário. Depois preciso concordar com você que o mundo é feito de perguntas não de respostas, assim é a Filosofia, nós questionamos muito mais do respondemos, é claro que se não fizermos perguntas não achamos respostas… é isso que a filosofia busca: questionar, fazer perguntas, duvidar, etc. é assim que podemos quebrar paradigmas. Quanto a isso leia meu texto: o que é a filosofia, o que faz um filósofo, para que estudar filosofia?.. clique no link>>
http://www.benitopepe.com.br/2009/01/18/o-que-e-filosofia-o-que-faz-um-filosofo-para-que-estudar-filosofia-2
Agora, quanto a estarmos na “Caverna” é claro que isso é uma alegoria, e como tal representa um “aspecto”, um “espelho” de uma “realidade” maior. Pense e reflita!
Abraços do Benito Pepe
setembro 2nd, 2009 at 11:38 PM
não . o msn do meu primo , meo nome é gabriel , ainda bem qui concordo mais acabei discutinu com minha professora aqui de santa catarina , nusa minhas opinioes não batem com a dela, ela espoe muito a opinião dela na materia , eu axo muito interesante filosofia , pensamento esas coisas , mais eu coloco muito na minha mente oque minha professora fala e fico mei loco sei lá , tenhu medo tem horas , é muita coisa estranha , ae esse asunto de caverna , me perguntaram se eu tava fora ou dentro da caverna, eu disse qui tava dentro , pois pra tentar me esconder de um mundo , qui penso só em mim , qui eu quero ficar na caverna pra não colocar na cabeça oque os outros tão pensanu de mim , intendi?! mais dae ela falo como vc quer ficar dentro da caverna sendu qui seo jeito de vestir chama atenção , mais eu disse pra ela nun tenhu culpa qui todos olham pra mim , meu corpo esta aqui mais minha mente não! eu meio qui tento desifrar oque os outros pensam de mim , gosto de confundir as pessoas , pra elas não “julgar” outra pessoa pela aparencia nun é porque ando com um jeito (estilo) sei la de ropa eu penso igual , cada coisa , fiqei meio refletino , mais terminando axei muito otaria essa mateia me discupe cara , mais nu nfaz meu tipo axo qui temos qui ser livres ué pra que ficar debatenu , querenu só respostaas , opinioes , isso é muito estranhu , mais valeo por tudo
setembro 3rd, 2009 at 12:34 AM
Ok, então teu nome é Gabriel… bonito nome, Gabriel o pensador. Viva Santa Catarina! Viva Blumenau! (terra maravilhosa).
Rapaz você prova que na verdade está querendo pensar, buscar respostas, discordar, é isso mesmo! Isso faz a filosofia, mas é preciso fundamentar o nosso pensamento, a reflexão é importantíssima, discordar faz parte, mas é preciso ter leitura e mais leitura, até porque não se pode concordar ou discordar de algo que não se “conhece”, por exemplo como uma pessoa pode dizer: “ah, eu não gosto de maça” se ela nunca tiver provado da fruta, aliás há frutas “proibidas” e elas às vezes podem ser danosas… mas só sabe quem prova e muitas vezes o preço é a “morte”. Estou falando em parábolas para dizer em outras palavras que o preço do “conhecimento” filosófico pode ser caro, no sentido que são poucos que procuram se aprofundar na matéria, é mais fácil deixar para lá e não pensar, não estudar essa matéria, quero relembrar que esta matéria foi proibida na época do regime militar no Brasil, sabe porque? Ela é perigosa mesmo, faz pensar! E você sabe, não é? Pensar não é bom para o povo é melhor que este povo fique vendo futebol, assistindo a novelas, passeando no Shopping, e tantas outras ocupações fúteis… para que pensar em filosofia? Isso é um saco! É assim que querem que você pense, ou melhor não pense…
Gabriel fique à vontade para ler outros textos filosóficos que tenho postado aqui no meu site e será um prazer ter outros comentários teus, leia com calma e reflita cada trecho que ler, releia se necessário e reflita. Não quero que você goste de filosofia, mas estarei mais feliz se puder contribuir para que o teu pensamento tenha fundamentos, e fundamentação se dá com leitura e mais leitura, só se conhece uma “fruta” quando a “comemos”
Abraço do Benito Pepe, te espero em outros textos.
“Coisas estranhas estão presentes no mundo a filosofia apenas faz pensar nelas”
setembro 3rd, 2009 at 11:50 PM
sinto qui vou me afundando cada ves qui penso nessas coisas , uma coisa muito ruim, não sei explicar , mais axo qui isso fas com que a pessoas não seja livre , ela prende um poco ,mais na verdade , eu não quero” comer a fruta eu e so tentar desifrar oque essa fruta ira faser em mim ” mais sem experimenta- la, sou evangelico e axo qui essas paradas me confundem um pouco , ano passado a professora mando fase uma trbalho com a pergunta : vc esta a caverna?! eu não fiz , porque não tenhu resposta pra isso, querem saber de mais axo, muito loco tudo isso..mais axo qui não vou dar importancia pra materia , pra esses textos , tenhu medo de começar a refletir muito e fica mei loco , eu gosto de pensar pensar, coisa do tipo refleção , pessoas , sentimentos .. mais minhas opinioes não batem com nada , filosofia pelo que intendi só acredita em provas concretas! eu não axo isso certo ha coisas qui não tem provas e é comprovado qui existe :~ seilá … valeo cara
setembro 4th, 2009 at 5:29 PM
Fala meu camarada Gabriel, interessante que você seja evangélico, um cara que tem um linguajar jovem e um estilo próprio e diferenciado de se vestir e é evangélico… Legal!
Eu também creio, mas não como se ensina dentro da institucionalização das religiões. Aliás eu sempre lembro aqui no meu site/blog que a religião cristã se “apoderou” das doutrinas filosóficas para adaptá-las ao cristianismo. Está aí um bom motivo para estudar filosofia se você leva a religião a sério, caso contrário esqueça isso tudo de filosofia e “viva em paz”, como você se sentir bem, cumpra só o básico da filosofia para a tua escola e não se aprofunde, mas se você estiver em uma “religião de mente aberta”, como acredito que seja a tua, pode estudar filosofia, Agora se for uma das religiões radicais elas inclusive proíbem o estudo da filosofia, é bom que você saiba, não foi só o regime militar que proibiu a filosofia algumas religiões também a proíbem, é melhor não pensar, entende?…
Fique com Deus e “pense a filosofia se quiser”.
Se quiser pensar, Leia todos os comentários que deixei para outros leitores sobre este tema a “Alegoria da Caverna,” veja aí em cima alguns vão servir para você, vá desde o início.
Abraços do Benito Pepe
setembro 10th, 2009 at 12:01 AM
ée as veses oque eu demostro ser pelo meu modo de vestir ñem sempre comprova oque eu penso , é bom isso , gosto de tentar confundr as pessoas .. pessoas julgam muito pela “capa” sou um cara com estilo , ando bem diferente dos outros , cada passo qui eu dou na rua , um olhar diferente ruim me afronta , mais nem pá .. sigo minha vida de boa , creio no meu deus , axei meio confso pra mim essa materia porque viajo muito em meus pensamentos , debato sempre minhas opinioes com a professora , sei lá axo qui so eu consigo debater com ela na sala :~ curtu isso mais minha mente pensa de um geito qui a filosofia pensa totalmente diferente , muito loco .. mais valeo muito cara por conversar ..sinto sei lá qui um dia vc possa me inteder ou intendi , valeo abraços
setembro 10th, 2009 at 3:21 PM
Ok, Gabriel, prazer em conhece-lo ainda que pela Internet, se você vier ao Rio de Janeiro me avise. Sei que você no fundo é um pensador.. filósofo é isso… um pensador!
Abraços do Benito Pepe
setembro 20th, 2009 at 7:51 PM
OLÁ, MEU NOME É IURE?
PRECISO FAZER UMA DISSERTAÇÃO NO QUE CONCERNE A TEORIA DA ALMA, JUSTIFICANDO A PARTIR DA DICOTOMIA ENTRE O SENSÍVEL EO INTELIGÍVEL.
VC PODE ME AJUDAR
setembro 26th, 2009 at 7:24 PM
carverna? em que aspecto deve-se a essa realidade? Quem foi e o que pensou Platão no sentido de filosofia???
Podes me ajudar?!
setembro 27th, 2009 at 10:19 AM
Olá Iure, a única coisa que posso te ajudar agora de imediato seria te recomendando a leitura de toda essa postagem que fiz sobre Platão, ela com certeza terá alguns detalhes que te ajudarão. Começa com o texto “Platão uma Visão geral de sua obra e doutrina” >> http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/
Brevemente estarei postando algo mais sobre Platão, em princípio será sobre “O Conhecimento em Platão”
È bom lembrarmos que para Platão a Alma é a morada do “conhecimento” e que o conhecimento é originário do “mundo das ideias”, dessa forma é algo imanente ou melhor inato, já nascia conosco e o que temos portanto são lembranças daquilo que já sabíamos, isso se dá com a reminiscência em Platão.
Portanto a Alma é a morada do conhecimento. O sensível é o nosso mundo material aqui no nosso Planeta, e aqui só há sombras… não se sabe nada da verdade; o Inteligível este sim é um caminho, e é onde está a verdade, Platão usa, por exemplo, a matemática para mostrar que há como se pensar o inteligível com a razão… dessa maneira é claro que ele era um racionalista… é claro que simplesmente através dos sentidos não chegariámos ao conhecimento.
Bem, espero ter ajudado um pouquinho.
Abraços do Benito Pepe
setembro 27th, 2009 at 10:34 AM
Olá Fátima, tua pergunta é muito abrangente, te sugiro a leitura do texto completo da alegoria da caverna, veja aqui >> http://www.benitopepe.com.br/2009/06/04/texto-completo-da-%E2%80%9Calegoria-da-caverna%E2%80%9D-contido-no-livro-%E2%80%9Ca-republica%E2%80%9D-de-platao/
Para te dizer quem foi e o que pensou Platão no sentido de filosofia, te sugiro a leitura do texto “Platão uma visão geral de sua Obra e Doutrina” > http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/
È bom relembrar que a Caverna é “apenas” uma alegoria… isso não é algo “real” no sentido material.
Abraços do Benito Pepe
setembro 27th, 2009 at 2:06 PM
Olá Benito, muito grata por uma nova oportunidade de leitura. Analisar que pessoas viviam presas de geração a geração, confesso que é uma filosofia de vida na qual EU não faço parte. Hoje, ou melhor de um tempo pra cá o meu EU saiu da caverna, estou na fase de superação, e o computador para mim é o fator maior. Espero crescer mais e poder compartilhar com vc.
setembro 27th, 2009 at 9:03 PM
Ok Fátima, te espero por aqui mais vezes, esteja à vontade para ler e comentar todo artigo que desejar.
Quanto a essas pessoas que viviam toda a sua vida presas e acorrentadas, é interessante perceber que eles não sabiam disso, ou seja, no sentido que “nós que não estamos acorrentados” podemos, olhando de fora, notar esse drama, para eles aquilo era normal eles não sabiam de sua realidade, aquilo para eles era o real, era a verdade, assim se passa também para aqueles que passam a sua vida em frente a tela da tv, para eles aquilo é a realidade, não conhecem outra coisa, a não ser as sombras que lhes são mostradas.
Ficar interagindo com o computador é diferente você pode procurar o que quer e estará lendo à vontade, basta escolher bem.
Então boas leituras. Espero que o meu site/blog seja um bom caminho para você.
Abraços do Benito Pepe
outubro 13th, 2009 at 11:33 AM
Qual a relação entre o miot da caverna e policia comunitária
outubro 13th, 2009 at 5:41 PM
Amauricio, eu não vejo, em princípio, nenhuma relação direta entre polícia comunitária e o mito da caverna, mas se formos analizar com calma certamente encontraremos condiçoes que haverá alguma relação. Me diga exatamente o porquê desta pergunta, assim talvês eu possa ajuda-lo.
Abraços do Benito Pepe
outubro 13th, 2009 at 11:41 PM
bem, estou fazendo um trabalho onde tenho que realizar esta façanha, relacionar o mito da caverna com o tema policia comunitária
outubro 15th, 2009 at 12:02 AM
Amaurício como você disse, parece mesmo uma façanha. Bem, vamos pensar o que a alegoria da caverna de Platão pretende lembrar. Há pessoas que estão “presas” acorrentadas dentro de uma caverna e só podem ver uma única coisa, sombras, que para eles é a realidade. Será que a polícia comunitária, seria o grupo dessas pessoas ou estaria representada pelo “cara” que consegue se soltar e sai da caverna, depois volta para tentar soltar aos demais (?) bem estou tentando pensar… e te ajudar a pensar também. Será que poderíamos relacionar a comunidade com os presos? Ou será que a policia comunitária é representada pelos presos? Bem, eu sinceramente não vejo alternativa a não ser solicitar que você releia calmamente o texto da alegoria da Caverna e tente encontrar dentro do contexto apresentado no teu curso essa relação, é preciso pensar, refletir… Te sugiro que acompanhe o link (neste Site/blog) que mostra o texto completo desta alegoria, conforme forem surgindo as dúvidas pode postar um comentário que vou tentando ajudar.
Quando você tiver essa solução e chegar a um pensamento, por favor poste aqui, ok?
Abraços do Benito Pepe e boa Sorte!!
novembro 6th, 2009 at 11:27 AM
Olá , meu nome é Raphael…
Vc poderia me ajudar a ter uma ideia de uma fábula com esse texto da alegoria da caverna??
Trabalho de escola!!
desde ja agradeço…
novembro 6th, 2009 at 7:18 PM
Caro Raphael, segundo o verbete correspondente na enciclopédia Barsa, Fábula é
…uma narrativa alegórica em prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais, que conclui com uma lição moral. Sua peculiaridade reside fundamentalmente na apresentação direta das virtudes e defeitos do caráter humano, ilustrados pelo comportamento antropomórfico dos animais.
Bem, amigo Raphael o que você precisa fazer é pensar uma ‘estória” em que você possa transformar os personagens da “Alegoria (“mito”) da Caverna” apresentado por Platão, e transformá-los em animais ou mesmo mantê-lo como personagens humanos, mas no final deixe claro a moral da Estória.
Precisamos lembrar que no caráter mais significativo, essa Alegoria apresentada por Platão já é uma linda fábula. Além dela apresentar uma moral, apresenta um pensamento filosófico e uma reflexão quanto à realidade em que se encontram os homens no mundo (na Caverna). Espero ter contribuído.
Para você ter uma melhor ideia, veja e leia o texto completo da Alegoria da Caverna, neste link>> http://www.benitopepe.com.br/2009/06/04/texto-completo-da-%E2%80%9Calegoria-da-caverna%E2%80%9D-contido-no-livro-%E2%80%9Ca-republica%E2%80%9D-de-platao/
Abraços do Benito Pepe
novembro 7th, 2009 at 10:53 AM
olá Benito! primeiro gostaria de te parabenizar pelo site, magnífico!
segundo, sou estudante de filosofia e estou concluindo um trabalho de filosofia política, e gostaria de sua ajuda (se possível). o que eu estou tentando fazer neste meu trabalho, é explicar o significado político da alegoria da caverna, mas estou tendo uma certa dificuldade. já escrevi bastante sobre o tema, mais sinto que ainda não está completo. será que vc poderia dar a sua opnião sobre o tema?
obrigada!
novembro 7th, 2009 at 5:00 PM
Olá Thais, obrigado pelo “site magnífico”, é sempre bom ter reconhecimento pelo nosso trabalho. Quanto ao teu trabalho de filosofia política, é claro que Platão tinha total interesse e um sentido político em grande parte de sua obra e em especial na República, e a alegoria da Caverna é exatamente um momento em que Platão tenta explicar mais claramente do que nunca, como se encontram os homens alienados, os “pobres coitados” que pensam que sabem, pensam que estão bem informados, mas na verdade estão tão somente vendo sombras. Há muito mais sentido político na Alegoria. O que você escreveu até agora? pode me dizer, mande por e-mail ou resuma e poste aqui, podemos estudar melhor o tema, ok?
Para mais dicas quanto a trabalhos escolares leia meu texto >> http://www.benitopepe.com.br/2009/10/31/dicas-para-trabalhos-escolares-monografias-tcc/
Abraços do Benito Pepe
novembro 8th, 2009 at 11:39 AM
Olá Benito! Obrigada pelo interesse em me ajudar. Estou te enviando o meu texto por e-mail, achei melhor ainda não postar aqui até ele estar realmente terminado.
aguardo seu comentário, ok?!
abraços, Thaís.
novembro 8th, 2009 at 11:45 AM
ops! não tenho seu endereço de e-mail.
novembro 8th, 2009 at 6:05 PM
Ok Thais, mandei meu e-mail para você através do teu cadastro aqui.
Caso tenha algum problema pode mandar pelo Contato deste site.
Abraço, Benito Pepe
março 10th, 2010 at 2:42 AM
olá Benito, você pode me ajuda com um comentário sobre as ideias do livro sétimo da Alegoria da Caverna?
março 10th, 2010 at 9:56 PM
Olá Felipe, Este texto é exatamente para isso, ajudar com as “ideias” contidas no livro VII da república que é o livro onde está contida a Alegoria da Caverna de Platão. Releia com calma este texto, e você irá extrair essas “ideias” ok? Qual dúvida em um ponto ou outro, pode postar aqui novamente. Veja também o texto completo da Alegoria da Caverna, o link está lá encima. Boa sorte!!
Abraços do Benito Pepe
março 18th, 2010 at 9:18 PM
não gostei porque está muiito grande, bando de preguiçosos resumam…
março 20th, 2010 at 10:19 AM
Olá “kkk” deixe de ser “preguiçoso” e leia mais kkk.
Abraço, Benito Pepe. Volte sempre, mas sem preguiça heheh
março 25th, 2010 at 9:18 AM
gostaria de saber a resposta sobre o mito da caverna o que significa grihlões? o que simboliza o prisioneiro? o que siguinifica a segueira causada pelo sol? qual a relação entre o mito dacaverna de platão e o metodo de aprendizagem de hoje? deexemplo de mito de caverna dos dias de hoje?
março 31st, 2010 at 3:19 PM
Olá, primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo brilhante texto.
Poderiam fazer um texto elucidando o texto X?? Mto obrigada!
abril 1st, 2010 at 9:19 PM
Olá Carol, obrigado pelas perguntas. Bem, os Grilhões são as “correntes” são as “cadeias” que nos aprisionam, que fecham nossos olhos, que não deixam que a gente tenha liberdade e poder de observação, de questionamento, ou seja são os grilhões que impedem que “vejamos” com amplitude. O prisioneiro somos nós. A cegueira causada pelo sol (o sol é a luz é a evidência do “conhecimento verdadeiro”) ocorre quando de repente descobrimos que não sabíamos, então de supetão nos “espantamos” com o Novo com a quebra de um paradigma, em fim a luz apavora os ignorantes que muitas vezes preferem ficar na escuridão, sua zona de conforto…
Quanto a relação entre o mito da caverna e o método de aprendizagem de hoje, seria um tema mais complexo pra eu falar em poucas palavras pois isso vai depender de onde ele é aplicado qual a instituição, e qual é o curso etc, mas podemos dizer sumamente que Platão abre uma nova era através de sua metodologia, e vemos hoje muitas escolas buscando o mesmo…
Olha dar exemplo de fatos do mito da Caverna nos dias de hoje é muito fácil, ligue a sua TV e entre nesta Caverna ok? Vá ao cinema assistir um besteirol qualquer e entre em uma caverna ok? Entre em várias páginas da Internet que só tem besteirol e você verá mais uma caverna, sacou?
Abraços do Benito Pepe
abril 1st, 2010 at 9:23 PM
Olá Camila, obrigado pelos parabéns e pelo “brilhante” texto, sempre me honra! Acho que você se refere ao Livro “X” onde Platão elucida o “mito de Er”, é isso? Bem, se for, brevemente posso fazer um texto sobre o tema, certamente esse mito será mencionado por mim nos meus próximos trabalhos acadêmicos.
Abraços do Benito Pepe
abril 1st, 2010 at 10:21 PM
Sim, me refiro ao livro X onde Platao elucida o mito de Er. É que preciso fazer um trabalho pra faculdade relacionando este texto com situações ou histórias escolares onde prof/alunos/comunidade escolar precisam lidar com questoes que sao percebidas neste texto.
E como consegui filosofar a partir da leitura de seus textos estou te pedindo essa ajuda …
Obrigada mais uma vez!!
abril 2nd, 2010 at 11:24 AM
Olá Camila, fico feliz que você tenha conseguido “filosofar” através da leitura dos meus textos. Assine no meu site para receber as novidades por e-mail, assim logo que eu postar algo sobre o livro “X” da “Republica” de Platão você ficará sabendo.
Abraços do Benito Pepe
abril 6th, 2010 at 1:52 PM
porque a alegoria da caverna é considerado o mais importante da obra ” A República de Platão?
abril 7th, 2010 at 7:49 PM
Olá Pámela, além de podermos dizer que a “Alegoria da Caverna” é uma das partes mais “importantes” no diálogo chamado a “Republica”, obra de Platão; poderíamos dizer mais ainda, que é uma das partes mais importantes de sua obra. Isso por vários motivos, como você deve saber não há um professor de filosofia que vá deixar de dar essa aula sobre a alegoria da caverna. Ela é uma alegoria, ou seja, deseja mostrar (falar outra coisa) que fica clara e subentendida de maneira lógica e alegórica. No diálogo “A Republica” onde Platão procura falar de uma cidade ideal, e fala da Justiça, etc, esta alegoria da caverna mostra onde deve estar o nosso valor, as coisas “reais”. Nos livros VI e VII (onde está contida a alegoria da Caverna) da República, temos o clímax da história do ocidente, e esta alegoria da caverna sem dúvida sintetiza muito do ensinamento de Platão.
Abraços do Benito Pepe
abril 14th, 2010 at 10:37 PM
Agradeço por postar um texto de comunicação clara e objetiva. Abraços.
abril 15th, 2010 at 1:33 PM
Olá Adenilson, te agradeço o comentário. Volte sempre…
Abraços, Benito Pepe
abril 28th, 2010 at 9:29 AM
Olá, gostaria de saber um exemplo de conceitos científicos que são válidos para um contexto específico e não para todos. Por exemplo:a Lei de Ohm é uma delas, onde através de um modelo ( que não é valido para tudo) podemos ter uma visão de mundo reduzida. Então, com uma visão de Teoria Geral de Sistemas na Alegoria da Caverna de Platão, não consigo encontrar outro exemplo. Será que você poderia me ajudar?
Desde já agradeço.
maio 9th, 2010 at 11:57 AM
Olá Sarah, obrigado pelo comentário, porém não posso te ajudar, pois desconheço o contexto da lei de Ohm e a sua relação com a filosofia, que não encontrei por desconhecê-la. Acredito também que não há sentido científico na alegoria da caverna de Platão. Aliás, essa lei de Ohm é um conceito bem científico, e no caso de Platão é bem filosófico.
Se alguém puder ajudar a Sarah, por favor, publique um comentário aqui..
Abraços do Benito Pepe
junho 8th, 2010 at 1:34 AM
qual é questao politica presente na alegoria da caverna ?
junho 9th, 2010 at 3:53 PM
Olá Bruno obrigado pela pergunta. A questão política, ou melhor, as questões políticas são muitas… E são bem amplas na alegoria da caverna de Platão, é bom lembrarmos que, Platão tentara explicar de outras maneiras a importância da distância que devemos ter das “paixões” e de tudo o que nos distancia da Razão. Platão também deixa claro que o melhor homem para ser o governante é o filosofo, pois este estaria mais bem preparado em todos os âmbitos mencionado neste diálogo “A república”. No mais é preciso um pouco mais de reflexão ok?
Abraços do Benito Pepe
junho 21st, 2010 at 3:04 PM
Tenho 17 anos e estou no ensino medio .E estou fazendo um trabalho sobre
“A alegoria da caverna de Platão´´.Espero me sair muito bem Bjãos Obrigado(a)
junho 21st, 2010 at 4:04 PM
Olá Beatriz, também ficarei muito feliz em contribuir no seu trabalho, espero que tire nota 10, depois volte para comentar o resultado, e principalmente o teu aprendizado, ok?
Abraços do Benito Pepe
agosto 13th, 2010 at 11:26 AM
qual o paralelo entre o prisioneiro é o filososo, o mito da cavena
agosto 14th, 2010 at 11:51 AM
Olá Naelio Silva, obrigado pelo questionamento.
Um dos prisioneiros, exatamente aquele que “consegue escapar”, pode ser analogamente entendido como o filósofo. Ele consegue escapar das correntes que o aprisionava desde sua infância e vai lá fora da “caverna” ver “a verdade” não mais sombras como todos os demais que continuam presos… Este Prisioneiro que escapa , e pode ser representado pelo filósofo tenta voltar na caverna para “mostrar” aos demais que ali dentro não se “conhece” a “verdade”. Desta maneira ele se sentiria melhor consigo com sua “consciência” pois estaria mostrando aos demais colegas que ali só se viam “sombras”… o problema é que matam este prisioneiro-filósofo…. Assim teria ocorrido com Sócrates? Assim ocorre hoje em dia com os que tentam demonstrar aos demais que vivem no mundo das Sombras?
Abraços do Benito Pepe
agosto 16th, 2010 at 10:08 AM
muito obrigado pois tive uma boa compreenção do texto
agosto 16th, 2010 at 10:47 PM
Olá Naelio Silva, obrigado pelo comentário. Fico muito Feliz que o texto tenha sido de boa compreenção para você. Volte sempre e leia outros textos meus, teus comentários e criticas serão bem vindos.
Abraços, Benito Pepe
agosto 27th, 2010 at 12:08 PM
sensacional esse texto ,condiz perfeitamente com minha realidade…e é muito triste ver que grande parte das pessoas preferem matar quem veio liberta las!!!!!!
agosto 27th, 2010 at 6:54 PM
Olá Karla obrigado pela congratulação. Infelizmente esse é um fato, as pessoas desprezam os que mais contribuem para sua “formação”. Isso se passou com o Filósofo Sócrates e se passa hoje em dia com os alunos que desprezam seu verdadeiro mestre, aquele que cobra, aquele que parece chato, exigente. Aquele que nos faz pensar…Este será o professor que nunca esqueceremos, pois é com este que aprendemos.
Abraços do Benito Pepe