Gestão de Preços. Uma das gestões contidas nos 4 “Ps” do Mix de Marketing (parte 1)

Como vimos no texto anterior “Preço não é tudo. É apenas um dos 4Ps (5Ps) do Composto de Marketing. No entanto é um dos componentes do mix de marketing que “mais facilmente” podemos manejar. O preço ainda é relevante apesar da grande importância dos demais fatores: Produto, Praça, Promoção e Pessoal que se tornam mais significativos em nossos dias.

O grande detalhe é que o preço tem impacto direto no market share (participação no mercado) de qualquer empresa, ou seja, no nível de vendas. Como logicamente também tem no nível de lucros auferidos.

Quando pensamos na Gestão de Preços, precisamos acompanhar o mercado concorrente, a percepção de valor do cliente e as possibilidades de vendas. Há que se buscar um equilíbrio entre esses fatores e uma harmonia com o lucro desejado. É preciso lembrar-se que os Benefícios que os clientes esperam de nossos produtos ou serviços devem gerar um Valor que faça com que os preços lhes sejam agradáveis. O encontro deste equilíbrio faz parte da Gestão de preços.

 

Objetivos de Fixação de Preços

Os preços podem ser administrados de acordo como 4 objetivos bem distintos: Lucratividade, Volume de Vendas, Concorrência, e Prestigio ou Posicionamento.

Quanto à lucratividade o preço é fixado de acordo com a estrutura de custos totais e a estimativa de demanda no mercado.

Com relação ao volume de vendas, o preço é estabelecido a fim de conquistar maior fatia no market share, e nível ou crescimento de vendas em unidades. Lembramos neste ponto que há que se fazer uma simples equação quando pretendemos manter o mesmo nível de lucros ou quando se está praticando uma “guerra de preços”.

Complementando o objetivo anterior: “volume de vendas”. Caso se esteja preocupado com a Concorrência como objetivo para a fixação do preço, precisamos analisar o perfil dos concorrentes que pretendemos atingir a fim de não se entrar em uma guerra de preços desastrosa.

Quando se fala em prestigio ou posicionamento de nossos produtos ou serviços, o preço é inversamente proporcional. Assim o preço deve ser alto a fim de demonstrar uma qualidade, prestigio e exclusividade aos nossos clientes que buscam o status ao qual são sensíveis.

 

Critérios de Precificação

Há também Critérios de precificação, tais como: precificação baseada no custo e markup; pela taxa de retorno; baseada na concorrência; e a precificação baseada no valor para o cliente.

Quando o critério de precificação está baseado no custo e markup, pode-se usar um percentual de custo que é cobrado de um revendedor, ou um percentual de preço de venda acrescentado ao custo para se chegar ao preço de venda. Para uma forma mais simples, pode-se somar uma quantia em moeda corrente, em vez de se usar percentuais, isso é conhecido como “precificação pelo custo mais”.

No caso do critério de precificação se basear na taxa de retorno, temos que determinar os custos totais e depois acrescentar uma taxa desejada de retorno sobre o “investimento” a fim de definir o preço de venda. Neste caso também pode ser um percentual ou uma determinada quantia em dinheiro. Para este critério, somamos o custo total ao retorno sobre o investimento do inglês – ROI (return on investment) e dividimos esse valor pelo número de unidades.

Outro critério de precificação é aquela baseada na Concorrência. Neste caso o foco estará nos produtos similares aos nossos oferecidos no mercado, podemos administrar preços menores, iguais ou superiores aos nossos concorrentes, dependendo de nossos objetivos. Nos casos que pretendemos ganhar Market share, podemos definir menores preços, mas há situações em que, considerando nossos produtos superiores, devemos impor um preço mais elevado do que os preços dos concorrentes. Neste critério de precificação há também as licitações, neste caso há uma concorrência de preços e ganha a licitação quem oferecer o “mesmo produto” ou serviço pelo menor preço.

Por fim temos o critério de precificação baseada no valor para o cliente. Neste caso deve-se levar em conta o valor percebido pelo cliente, se o cliente não perceber que está obtendo valor em troca do seu dinheiro, o produto ou serviço perde relevância. Desta maneira essa precificação leva em conta as percepções do cliente quanto ao valor e ao preço. Portanto devemos descobrir o que os clientes esperam pagar e que “faixa de preço” consideram aceitável. Para isso há o conceito de preço de referência. Este é o preço que os clientes analisam e comparam com o preço oferecido. O preço de referência pode ser psicológico, ou seja, está na mente do cliente e desta maneira ele será relativizado com o preço real do produto.

Há também que se considerar o preço ligado à imagem do produto pela sua qualidade, marca ou exclusividade de posse. Portanto os critérios de precificação como vimos, são bem distintos dependendo das estratégias de marketing utilizadas.

 

Este texto continua abordando a questão da Demanda e como podemos minimizar a elasticidade-preço, entre outros pontos… Veja a parte 2 clicando Aqui!

Abraços do Benito Pepe

Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário há mais de 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

5 comentários em “Gestão de Preços. Uma das gestões contidas nos 4 “Ps” do Mix de Marketing (parte 1)

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