Comentários e Avaliação da Monografia “A Filosofia e a Astronomia: instâncias em que o thauma aparece”

Finalizando com esta ultima postagem a série a respeito da minha monografia segue os Pareceres e Avaliações sobre este texto:
A filosofia e a Astronomia: instâncias em que o thauma aparece

Agradeço o carinho e o tempo despendido pelos Amigos e Professores Drs: Rafael Haddock-Lobo, e Leandro Chevitarese e pelos seus lindos e incentivadores comentários.

E com carinho especial agradeço ao meu Orientador, Professor Dr. Marcus Reis.

Um grande abraço e um muito Obrigado,
do amigo
Benito Pepe
Comentários do Rafael Haddock-Lobo (1)

A monografia de Benito, sob um aspecto geral, apresenta um tema que merece, logo de início, louvor por seu caráter autêntico. Tal tema – a relação entre a filosofia e a astronomia – nunca fora antes calmamente explorado sob seu aspecto filosófico. E, nesse sentido, o texto de Benito serve como uma interessante inspiração para se pensar tal relação.

Além disso, cabe que se ressalte a pertinente divisão da monografia, que ajuda ao leitor se localizar historicamente no tema.

Como leitor leigo, gostaria de sublinhar meu aprendizado em tal leitura que tem, a meu ver, uma das mais importantes posturas que a filosofia deveria adotar: a preservação e a vontade de manter preservado o espanto!

Se, retomando Derrida, a filosofia deveria aprender a tremer e a suportar o tremor, tal como Abraão frente à sua tarefa silenciosa, do mesmo modo o pensamento espantado e espantoso deveria ser aquele que mantém sempre certo frescor como aquele que temos como quando, pela primeira vez, bem distante da cidade, no campo, na praia ou na serra, nos assombramos com a infinitude do céu.

Fico muito feliz por ter acompanhado em grande parte o percurso do Benito, e sincera e felizmente surpreso de ele ter conseguido estruturar este belo texto (devido à dificuldade do tema). Por experiência própria, sei do risco que corremos quando pretendemos trilhar um terreno em que não há muitos textos de comentadores para nos apoiarmos – e com isso corremos o risco de cairmos em nossas opiniões e “achismos”. Mas outro dos méritos deste trabalho consiste na persistência e na seriedade com a qual o autor percorreu seus estudos.

Por essa razão, não poderia atribuir senão a nota máxima a este trabalho (10,0) e parabenizar tanto o Benito, por tudo o que foi aqui dito, mas também ao Marcus, por aceitar esta empreitada e por orientar tão bem os meandros desta monografia.

No mais, coloco-me à disposição para quaisquer dúvidas e deixo aqui meus (celestiais) abraços,

Rafael Haddock-Lobo

(1) HADDOCK-LOBO Cursou graduação em Filosofia pela UFRJ e mestrado e doutorado em Filosofia na PUC-Rio. Atualmente é Pesquisador Pós-Doutor USP/FAPESP

Comentários do Leandro Chevitarese (2)

Prezado Benito,
Desculpe a demora, mas escrever esta avaliação, cuidadosamente como você merece, exige-me um dia de trabalho. Seguem os comentários e avaliação geral:

A monografia de Benito Pepe, intitulada “A Filosofia e Astronomia: instâncias em que o Thauma aparece”, apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Especialista em Filosofia Contemporânea pela PUC-Rio, demonstra, logo de início, o mérito de explorar um tema pouco trabalhado na Filosofia Contemporânea, embora de extrema importância ao longo de sua história. A apresentação cronológica da relação entre Filosofia e Astronomia oferece ao leitor iniciante a possibilidade de compreender o desenvolvimento histórico do tema. O texto aborda tal relação desde suas origens, na transição do Mito à Filosofia, passando pela forte influência das questões trazidas pela astronomia nos filósofos modernos (destaque para Descartes e, particularmente, Kant), até a problemática contemporânea de domínio da técnica e esquecimento das “questões fundamentais”. Seu grandioso mérito, em minha avaliação, é destacar a importância da retomada constante da experiência do Thauma, o espanto primordial que alimenta a reflexão filosófica, berço de todas as ciências desde a Grécia antiga. Na atualidade, a hegemonia técnica proporciona uma “sensação” de domínio, controle e eficiência – como se tudo soubéssemos – desestimulando a vivência da perplexidade diante do mundo, da natureza e do Céu. Sem o “espanto” permanecemos reféns do conhecimento técnico-científico que não nos abre novas possibilidades de considerar a relação com o cosmos do qual fazemos parte. Por seus méritos e originalidade, o grau obtido na monografia é 10,0 (dez). Parabéns Benito, fico feliz em tê-lo acompanhado neste percurso vitorioso ao longo da pós-graduação.

Um grande abraço,
Leandro Chevitarese

(2) Leandro Chevitarese Possui graduação em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1997), mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2000), mestrado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2005). Atualmente é Professor convidado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais e do Instituto Metodista Bennett.

Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário há mais de 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

4 comentários em “Comentários e Avaliação da Monografia “A Filosofia e a Astronomia: instâncias em que o thauma aparece”

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    Ola meu amigo
    vim fazer uma visita e continua muito bom como sempre.
    Bom fim de semana pra você
    abraço.

  • em
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    Amigo Benito,

    O laicado tem dificuldade em expressar sua vera opinião à respeito de um tema tão pouco escrito, lido e explorado.
    Todavia, saliento-me que, ao mergulhar profundamente na leitura
    dessa Monografia, despertei-me à conscientização de que o “homem” de-
    ve incutir em seu próprio íntimo e assim perscrutar–se, ainda mais, sobre o que fomos, o que somos e o que seremos , com base nos aspectos filo-
    sóficos, astronômicos e científicos tão bem elucidados e paulatinamente
    descritos.
    Manifesto então, votos sinceros de felicitações, parabenizando-o pelo idôneo mister tão bem elaborado.

    Sem mais.

    JOSÉ HENRIQUES FILHO

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