Comentários quanto ao capítulo 3

Continuando nosso texto sobre Filosofia e astronomia.

Como dizia Albert Einstein: “a imaginação é mais importante do que o conhecimento”. E, acreditamos, que foi e é através dela que a humanidade chegou até os nossos dias. Os conhecimentos de todas as categorias não poderiam existir se não fosse por nossa imaginação; por isso gostaria de questionar: porque temos que pensar sempre com a razão? Esta mesma humanidade existe há aproximadamente 2 milhões de anos e esta chamada razão só é mensurada há aproximadamente 2 mil e 500 anos (?)

Portanto quem somos nós hoje? Homens ínfimos em uma imensidão cósmica, inimaginável em sua totalidade, tal como nós mesmos o somos inimagináveis em nossa totalidade. Talvez por sermos “poeira das estrelas” ou seja, formados, constituídos, elaborados por “químicas” provindas de bilhões e bilhões de anos do universo, por nascimentos e mortes de outras estrelas, somos por isso uma parte deste universo físico. Temos em nosso corpo e quem sabe em nossa mente, em nossa alma, uma essência deste cosmos. Talvez seja por isso tão importante continuarmos a estudar o universo, quem sabe assim nos conheçamos melhor?

 

Vimos tantos e tantos paradigmas que foram quebrados na modernidade, mas quem sabe outros tantos não sejam quebrados agora na pós-modernidade ou hiper-modernidade como preferem chamar alguns, ou mesmo em um futuro longínquo. E quem pode afirmar que será sempre através desse racionalismo científico sistemático que se chegará à verdade? Se é que um dia possamos chegar até ela.
 
O Thauma quanto aos fenômenos da Natureza e quanto ao Ser, permanecerão esquecidos? Algumas situações ocorrem na modernidade e fazem com que o homem se afaste da idéia de imanência e da tentativa de compreender o mundo natural em sua inteireza, como nos lembra Brockelman (2001, p.59-60) e que transcrevo de forma reduzida:
 
1. Uma delas é a mundivisão cartesiana que retratava a realidade como dividida em dois aspectos, “espírito” e “matéria”, assim a natureza foi dessacralizada, e uma teologia ou cosmologia natural foi considerada impossível; 2. outra é que até meados dos séculos XIX as ciências naturais tinham-se fragmentado em inúmeras disciplinas separadas, cada uma com focos e formas de discursos diferentes. Assim excluíam o Todo e a interdependência dessas partes; 3. Por último temos que o próprio modelo de fazer ciência parecia impedir uma imagem abrangente do Todo na medida em que o objetivo era estudar e reduzir esses todos (incluindo a “natureza”) a suas partes. Assim os todos – e o Todo – foram simplesmente menosprezados porque a ciência estava demasiado fascinada com as partes para notá-los (e nota-lo).
 
Questionamos: voltaremos agora na contemporaneidade a tentar compreender esse Ser e esse cosmos em sua inteireza, em sua inter-relação, em sua totalidade?
Retomaremos a esta questão no final do próximo capítulo. Vejamos antes as questões referentes ao fenômeno; à fenomenologia; e ao esquecimento do ser tratado por Heidegger.

Abraços do Benito Pepe

Próximo tópico: O Fenômeno, A fenomenologia…

Benito Pepe

Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica em: Administração de Empresas, com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião e Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

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semla
10 anos atrás

é ridiculo seu comentariio..

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