A Empregabilidade Depende de uma visão Empreendedora

Quando falamos em empregos, ou melhor, em ter um bom emprego, pensamos a realidade da empregabilidade. É bom lembrar que emprego é diferente de trabalho. Trabalho há muito por aí, ninguém vai morrer de fome por falta de trabalho. Agora emprego e em uma boa empresa, depende muito, mas muito mesmo de você!

Para ter um bom emprego e manter-se empregado é preciso reciclar-se e investir em você da mesma maneira que uma empresa investe em seus produtos procurando cada vez melhor qualidade e tecnologia de ponta. Assim também deve ser com o
Capital Intelectual. O que outrora era chamado de Recursos Humanos, hoje seria melhor falarmos em Capital Intelectual. E este é certamente o melhor e mais importante capital de uma Empresa.

Exemplo para isso é o grande desenvolvimento apresentado na China e na Coreia do Sul, entre tantos outros países que investiram na Educação, ou seja, no seu Capital Intelectual.

Hoje o Brasil está passando por um processo de defasagem de Capital Intelectual. Não nos preocupávamos com a Educação no passado, aliás, nem mesmo hoje a Educação tem a prioridade que deveria ter, e por isso padecemos da necessidade de importar Capital Intelectual. È isso mesmo! O Brasil Importa, ou melhor, as empresas multinacionais e até mesmo empresas brasileiras importam pessoal para serviços como tecnologias de ponta e gestão, por exemplo.

A Empregabilidade depende de uma boa educação, de bons cursos oferecidos pelo governo, mas também pode ser pensada como um Investimento que o próprio colaborador pode buscar por si mesmo.

A propósito há muitas empresas que oferecem cursos, treinamentos, palestras e workshops para seus colaboradores e muitos vão participar de tais eventos com cara feia. Isso é ridículo! A empresa está investindo em você e muitas vezes patrocina todo o valor do investimento nos cursos, sem que o colaborador pague um centavo, e mesmo assim o sujeito vai de má vontade. Por que isso ocorre?

Em primeiro lugar não fomos “educados a aprender” e muito menos a nos reciclar constantemente, o ideal teria sido estudar com afinco desde nossas bases.  Outro fato é que, por esses motivos, muitos além de não darem valor ao aprendizado, nem se percebem que os novos conhecimentos serão deles e ficarão com eles. Todo o investimento que uma instituição faz no ser humano, vai permanecer com aquele ser humano quando o funcionário deixar a empresa, se for o caso, não terá como deixar lá o seu Capital Intelectual, muito pelo contrário ele vai embora com mais e mais bagagem e conhecimentos.

Outra ocorrência é que muitas empresas não pensam em investir no seu pessoal, e as que investem como dissemos, ainda tem funcionários medíocres que não reconhecem que aquele investimento é neles próprios e não só para ou na empresa. O Colaborador não é uma máquina e não tem como ser uma propriedade da empresa como já fora outrora na época da escravidão por exemplo.

Hoje, mais do que nunca, o Capital que mais vale não é o Financeiro e sim o Conhecimento, pois o dinheiro pode acabar, no entanto o conhecimento não acaba, ao contrário ele aumenta, ainda mais quando você o Compartilha como é o caso dos professores, por exemplo. Quanto mais compartilhamos o Saber, mais aprendemos e quanto mais aprendemos, mais sabemos que não sabemos e por isso buscamos saber mais e mais…

Há portanto aqueles que Investem em si mesmos, como se fossem verdadeiros Empreendedores do Conhecimento. Você deve se ver como uma empresa. Pense como “proprietário” pense como patrão e assim você vai ser o seu próprio patrão, ainda que esteja vendendo o teu conhecimento para uma empresa. No entanto sabemos que não é isso o que ocorre normalmente, as pessoas pensam em entrar em uma empresa, mas só pra ganhar. È claro que você vai trabalhar pra ganhar, mas ninguém ganha sem vender e entregar algo. Todos somos vendedores de alguma coisa, seja um produto, serviço ou conhecimento!

Portanto amigo esteja disposto a aprender sempre, se dedique investindo em você, no seu Marketing Pessoal, na sua aparência, nos seus relacionamentos de network e principalmente em seu Conhecimento. Faça cursos, tantos quanto possíveis, dedique o seu tempo para aprender, mas aprenda com paixão e prazer, lembre-se que a única coisa que sempre podemos levar conosco é o nosso conhecimento, nem Ouro e nem Prata vão com você… Mas há uma pedra preciosa que podemos levar e tornar-se-á o maior Diamante que um ser humano pode ter: o seu Saber! Este é o nosso Diamante!

Abraços, Benito Pepe

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Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário por 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

13 comentários em “A Empregabilidade Depende de uma visão Empreendedora

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    É meu camarada! Depois de longo e tenebroso inverno, surge a primavera florida para trazer de volta, alegria de poder comentar os textos deste maravilhoso Site.
    Eu acho, acho não! Tenho certeza de que, se pelo menos quarenta por cento das pessoas que lerem estes ensinamentos que consta neste texto e seguissem ao pé da letra as suas palavras, teríamos um mundo mais responsável. O que eu quero dizer meu amigo, é que infelizmente as pessoas confundem exatamente, “ EMPREGO COM TRABALHO”.
    Toda hora escutamos pessoas reclamando que não existem colocações nas grandes empresas, e que, quando existem é difícil conseguir uma vaga no meio de uma grande multidão de candidatos, mas esquecem que não existe nada difícil para quem se preparou com afinco, quem freqüentou cursos especializados dentro daquilo a ser disputado. Trabalho bate à porta de todos, a toda hora, agora, emprego quando não se é apadrinhado tem que haver concorrência para que seja feita justiça aos capacitados. É triste, lamentável e porque não dizer deprimente. Uma matéria que li a poucos dias na internet, citando que oitenta e cinco por cento dos estudantes do níveo médio de todo Brasil tinham sido reprovados em suas respectivas escolas eu te pergunto! Será que a culpa é dos professores? Não acredito, será das escolas? Também não, para mim a falta de interesse em aprender é a causa primordial de tal fato. O individuo estuda simplesmente para ter um pedaço de papel que consta a conclusão de determinado feito, aí vai disputar uma vaga em um emprego com quem se dedicou profundamente em seus estudos, com certeza vai ser deixado para traz, e se lamentando da vida. Esquecendo-se que nesta vida tudo passa, e nada fica, e a única coisa que o ladrão não consegue em hipótese alguma roubar, é exatamente aquilo que com amor e dedicação foi conseguido ao longo da sua vida. O ESTUDO. Este vai consigo para sua morada derradeira. E agora meu amigo aquele velho abraço do amigo J.M.Dias

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    Que saudade amigo! até que enfim vejo teus comentários novamente, Valeu!!
    Abraços, Benito Pepe

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    Bom texto meu amigo! Concordo que precisamos estar sempre aprendendo e aproveito teus textos pra isso também. Obrigado!

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    Olá Carlos Santos, eu também aprendo assim, lendo muito…
    Abraços, Benito Pepe

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    Textos magníficos, enchem nossos olhos e alimentam nosso celebro.
    É, infelizmente não podemos culpar os professores ou as escolas, ambos fazem sua parte, com o intuito de transmitir o conhecimento, porém cabe a toda aquele que o recebe, se vai ou pretenderá empreende-lo.
    Mas os grandes lideres em parte devem dar seu parecer.
    Devem construir ou criar projetos que invistam em pessoas que querem algo novo, ou seja investir em educação.
    Como se sabe as maiores potencias econômicas do mundo tem sua base na educação, onde investem pois acreditam que só com educação se avança para o futuro.

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    Bacana teu comentário Geovane Cunha é por aí mesmo.

    Obrigado por contribuir e volte sempre.

    Abraço, Benito Pepe

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    Muito bom texto professor!
    Tenha a certeza que vou visitar mais o seu blog, que muito tem a contribuir com a minha formação futura.

    Abraço, Cecília

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    Ok Cecília Oliveira, visite mesmo, te aguardo com comentários nos textos que desejar…

    Abraço, Benito Pepe

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    voltai a estudar aos 48 anos por que senti falta do saber. sem qualificação sem nem um conhecimento não dar pra chega á lugar nem um. trabalho a 18 anos na mesma empresa e nunca sai do lugar. por falta de conhecimentos, não tecno mais um conhecimento de saber

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    Ótima explançao sobre o contexto de empregabilidade e empreendedorismo entretanto, o foco sobre e a exaltação que se dá a recorrente busca por formação e conhecimento para se manter no mercado de trabalho ou procura dele, atropela a condição individual e a subjetividade de cada sujeito e reforçado no texto pela palavra medíocre taxada a aqueles que não reconhecem ou reconheceria o esforço das empresas em investir em sua mão de obra. Muito se fala em capital intelectual e o reconhecimento financeiro? Parece que a única valorização se dá apenas através da reciclagem laboral e a busca por novos patamares, cargos, ascenções de função. Toda aplicação possível que as empresas promovem para formação do indivíduo não seria tão necessário se não fosse uma cultura imposta e sim debatida, refletida no cerne da sociedade, na educação de base com qualidade e na justa distribuição de renda.

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    É isso ai José Carlos, Parabéns e sucesso neste novo mundo do saber, agora é que você vai começar a “saber” que não sabe heheh

    Bem, vindo ao mundo dos verdadeiros ignorantes…

    Abraço,

    Benito Pepe

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    Olá Jeferson Dias! Seu comentário está com um ótimo nível de reflexão e profundidade no tema, Parabéns!

    Concordo com você em grande parte que você narra, sou vou complementar dois pontos:

    1. Infelizmente vivemos em uma Sociedade da Concorrência, e desta maneira vivemos disputando colocações, isso ocorre com as empresas e ocorre com as pessoas individualmente ou seja com as PJs e com as PFs esse é o sistema capitalista, agora não só ocidental… e preciso acrescentar que como anda as coisas e pela atual tendência continuar-se-a a concentração de renda cada vez mais forte nos poucos 1% contra os 99% em outras palavras toda a grande riqueza do mundo ou 99% desta riqueza está na mão de 1% da população enquanto os 99% da população tem 1%, entendeu?… Neste ponto ainda, precisamos lembrar que em toda atividade humana encontramos “ricos” e “pobres” isso ocorre no futebol em que a grande maioria é pobre e até necessitados e uma pequena minoria é milionário; o mesmo ocorre com os empresários a grande maioria está na penúria do dia a dia, a maioria vive pior do que um trabalhador assalariado; em contra partida temos gestores que ganham muito bem e vivem uma vida maravilhosa, em fim há ricos pobres e pobres ricos hehe

    2. quanto a questão social, acredito que este sistema em que vivemos vai mudar também com o tempo, como ocorreu com tantos e tantos outros sistemas econômicos que já passamos, como imperialismo, feudalismo, etc

    Mais uma vez, muito obrigado pelo teu comentário Jeferson!

    Abraço,

    Benito Pepe

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    Conhecimento a base de tudo

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