Na idade moderna tivemos um renascimento de toda uma cultura greco-romana que teve e ainda tem grande influência em todo o mundo ocidental. Dentre elas gostaríamos de destacar o renascimento, ou melhor, o momento da retomada do racionalismo em nossa cultura, que de certa forma esteve adormecido por um longo tempo; e que não cabe aqui questionarmos se foi benéfico ou não ao mundo moderno e nem mesmo à contemporaneidade, principalmente no que tange ao racionalismo científico.
 
Gostaríamos também de especificar a influência desse racionalismo através das ciências e especialmente da astronomia que foi um dos questionamentos mais importantes da humanidade em todos os tempos. Podemos afirmar que a cosmologia tem o seu princípio no thauma, da mesma forma que ocorre com a Filosofia. Através da Astronomia, sentimos verdadeiros espantos. Surgem grandes interrogações para todos os que admiram a natureza; o mundo à sua volta; o planeta em que vivemos e os nossos planetas vizinhos ainda misteriosos. E para quem mergulha um pouco mais fundo no assunto, reflete e se questiona sobre outros planetas de sistemas estelares distintos, o espanto é maior.
 
Como dissemos, 200 bilhões de estrelas formam a nossa galáxia local (ou Via Láctea), e isto sabemos hoje, faz parte tão ínfima entre outras bilhões e bilhões de diversas galáxias espalhadas por este vasto; infinito, finito (?) ilimitado, limitado (?) Universo; aí o thauma, o espanto é realmente tanto quanto infinito.
 
Neste capítulo vamos “apreciar”, esta tomada, dessa benévola ou não influência do racionalismo que ocorre na modernidade. Nossa principal intenção é a de “contemplar” um pequeno histórico ocorrido nessa fase do racionalismo e a maneira diversa em que os homens modernos passam a ver a natureza e o universo. E dessa forma recodifica seu posicionamento, “transporta”, transmuta o homem do seu lugar central do universo e o põe em um cantinho, passando-o a uma “realidade” diferente da que ele pensava ter no cosmos, assim, de certa maneira, também o “reforma”.

 
Nos mitos de criação encontramos algumas tipologias, verificamos também alguma, “lógica” ao menos na maneira do discurso. Os diversos povos que nos antecederam já pensaram o universo em que vivemos, claro que de formas e maneiras bem distintas das que vieram a ocorrer a partir da modernidade. Mas mesmo assim, alguns mitos têm correspondências na moderna cosmologia e até na contemporânea. É o caso das visões egípcias do fim dos tempos. Mas alguns poderiam dizer: – é claro que sempre vamos achar algum mito que tenha correspondência com a astronomia de hoje, com tantas e diversas concepções cosmogônicas é lógico que vai haver algumas que correspondam. Não cabe a nós julgarmos estes pensamentos. Deixamos a conclusão para o leitor. O que cabe aqui é relatar os fatos ocorridos e principalmente os ocasionados com a entrada e retomada do racionalismo. Uma maneira diferente de pensar…

No próximo tópico veremos o Racionalismo na Modernidade.

Abraços do Benito Pepe

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2 Responses to “A retomada do racionalismo na Idade Moderna e a Influência na (da) Ciência: especialmente a Astronomia (capítulo 3 – comentários iniciais)”

  1. sheucy celante Says:

    achei nesse sit tudo o que eu estava procurando.

  2. Benito Pepe Says:

    Olá Sheucy, fico feliz com isso, volte sempre!

    Abraços, Benito Pepe

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