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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Workshops, Treinamentos de Equipes e Cursos &#187; Visão Geral</title>
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	<description>Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos, Workshops, Administração e Marketing, Gestão de Empresas, Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Feliz Semana Santa! Feliz Páscoa!  Mas o que é a Páscoa?</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 21:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O texto: “Mas o que é Páscoa?” eu publique originalmente no Site Planetanews.com em 2003. Desde então ele sempre foi um campeão de visitas durante a quaresma, Semana Santa e Páscoa. Foi copiado e publicado em inúmeros sites pela Internet. Agora eu o publico aqui e no final deste texto indico alguns links para outros artigos que escrevi falando sobre esse tema, faço um compêndio desses artigos sobre a Páscoa, Semana Santa, e datas relacionadas. Veja os links e um resumo de cada artigo, o que ele trata e qual a sua relação com os outros textos.




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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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O texto: <strong>“Mas o que é Páscoa?”</strong> eu publique originalmente no Site <strong>Planetanews.com</strong> em 2003. Desde então ele sempre foi um campeão de visitas durante a quaresma, Semana Santa e Páscoa. Foi copiado e publicado em inúmeros sites pela Internet. Agora eu o publico aqui e no final deste texto indico alguns links para outros artigos que escrevi falando sobre esse tema, faço um compêndio desses artigos sobre a <strong>Páscoa</strong>, <strong>Semana Santa</strong>, e <strong>datas relacionadas</strong>. Veja os links e um resumo de cada artigo, o que ele trata e qual a sua relação com os outros textos.<span id="more-1592"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas O que é Páscoa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Legal que muitos de nós fiquemos felizes com a Semana Santa, com a Páscoa, momentos de nos confraternizar, nos alegrar, de dar e receber ovos de Páscoa&#8230; Mas porquê isto? Bem! Para quem ao menos gosta da História e da essência dos fatos e atos ocorridos, vale continuar a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">Já há alguns milênios (3,5) os Judeus já comemoravam a Páscoa. Mas como? Jesus Cristo não havia nem mesmo nascido! É verdade! No início, as comemorações da Páscoa já eram nesta época do ano: Março, Abril (primavera no hemisfério norte) eram para comemorar as colheitas. Era, portanto, a festa das colheitas. A alegria de festejar e “bebemorar” com o sucesso de um período trabalhado e seus frutos (na verdade a festa da colheita era 50 dias após a páscoa).</p>
<p style="text-align: justify;">Muito bem! Mas os nossos Pais religiosos, os Judeus, foram escravizados no Egito (Império naquela época). Ficaram como escravos muitos anos&#8230; Até que, com ajuda de Deus, conseguiram sair da escravidão e voltar à terra prometida e foi o que ocorreu por coincidência ou projeto Divino também nesta mesma época da Páscoa e, assim, então, a comemoração dos Judeus passou a ser a da Passagem, do Êxodo, da libertação da terra do Egito.</p>
<p style="text-align: justify;">E agora onde está a Páscoa Cristã? A nossa Páscoa, que é, sem dúvida, a maior Festa e a maior comemoração de todas as festas cristãs, está exatamente neste mesmo período do ano, pois mais uma vez por coincidência ou não ocorre também nesta época.</p>
<p style="text-align: justify;">O Verbo que era a palavra se fez carne e veio habitar entre nós e após um período aqui na terra nos mostrou que nós também somos eternos, pois o que vivemos é uma Páscoa, ou seja, em Hebreu Páscoa quer dizer PASSAGEM assim sendo, Jesus o Cristo, nos mostrou que aqui é apenas um local de passagem e acima de tudo de aprendizagem. Portanto o mais importante não é o que construímos materialmente, mas, sim, o que construímos espiritualmente. Jesus, após ser crucificado e morto (na época da festa da Páscoa judaica, pois ele havia ido até Jerusalém para as comemorações &#8211; ele também era Judeu), ele ressuscita no 3º dia e aparece aos seus discípulos algumas vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto nós, os Cristãos, comemoramos esta época do ano como a maior de todas as festas, assim, ela é mais importante que o próprio Natal (Nascimento de Jesus). Apesar de o Calendário Gregoriano contar os anos do nascimento de Cristo, na verdade nós estamos há uns 1970 anos de comemorações de Páscoas Cristãs.</p>
<p style="text-align: justify;">E para quê os Ovos, os coelhos&#8230;? O raciocínio é sempre lógico como também muitas vezes é a Fé! Como foi aprendido que a verdadeira Vida é após esta Páscoa (Passagem) assim sendo temos que comemorar a Vida e o que é melhor para simbolizar a vida do que o ovo! E o coelho, é lógico. Como o bichinho procria, não é mesmo? Bem, devemos lembrar também que os fatos e símbolos foram incididos em outro mundo &#8211; o chamado mundo velho (berço da humanidade) &#8211; e com suas culturas, portanto também é interessante relembrar que tudo em História se deve contemporizar.</p>
<p style="text-align: justify;">A passagem por esta terra, por este planeta, é o que temos consciência neste momento, quanto ao futuro temos a esperança. Páscoa, portanto, é a passagem, mas não a passagem desta vida para outra, mas de toda a passagem por esta vida, com todos os seus anos de conhecimentos, aprendizagens, vivências e experiências. Portanto, a Páscoa é, em suma, a comemoração da VIDA!</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz páscoa para você!</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/03/o-que-e-pascoa-qual-a-origem-da-pascoa/" target="_blank">O que é Páscoa? Qual a Origem da Páscoa?</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste texto eu falo sobre a Páscoa, Quaresma, Semana Santa, como surgiu a festa da páscoa judaica e a cristã, o que significam os símbolos da páscoa, o pentecoste entre outros temas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/30/pascoa-e-renascer-e-vida-nova-e-passagem/" target="_blank">Páscoa é renascer, é Vida Nova! É Passagem</a>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui procuro resgatar o sentido espiritual da páscoa, enfatizando o viés vertical – homem-céu &#8211; e abdicando do sentido puramente secular ou pagão da festa, ou seja, a sua horizontalidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/25/carnaval-quando-e-como-e-definida-essa-data-por-que-surgiu-o-carnaval/" target="_blank">Carnaval, quando é? Como é definida essa data? Por que surgiu o Carnaval?</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como é definida a data do carnaval, veremos que a data tem a ver com a data da páscoa. Lembramos a questão astronômica da Lua cheia e a Páscoa, os 40 dias da quaresma&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-que-e-carnaval-qual-e-a-origem-do-carnaval/" target="_blank">O que é carnaval? Qual a Origem do Carnaval?</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma história do carnaval, sua relação com a data da páscoa, onde e como surgiu o carnaval, o carnaval nas diversas épocas da história desde sua origem no renascimento e em tempos modernos, o carnaval no Brasil, o carnaval carioca, sociedades carnavalescas, escolas de samba&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Fragmentos do Livro Política de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 16:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Este texto que segue é um fragmento do Livro a Política de Aristóteles, é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques - Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP. 
Política de Aristóteles
Livro I Capítulo 1 [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.



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Este texto que segue é um fragmento do Livro a <strong><em>Política</em></strong> de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Política de Aristóteles</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Livro I <strong>Capítulo 1</strong> [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.<span id="more-1505"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os que julgam que o governo político (politikón), real (basilikón), familiar (oikonomikón) e senhorial (despotikón) são uma mesma coisa exprimem-se de maneira inexata, e não vêem em cada um [desses diversos modos de autoridade] senão uma diferença de mais e menos, não uma diferença de espécie; assim, se a autoridade é exercida sobre um pequeno número, trata-se de um senhor; se esse número é maior, de um chefe de família; se é ainda mais elevado, de um chefe político ou rei, como se não houvesse a menor distinção entre uma grande família e uma pequena cidade. Quanto aos governos político e real, [dizem que a diferença é que] se um homem governa sozinho, é um rei; se, ao contrário, ele exerce o poder segundo os ensinamentos da ciência política, sendo alternadamente governante e governado, trata-se propriamente de um poder político.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, nada disso é verdade, o que ficará claro ao examinarmos o assunto segundo o método que até agora nos guiou. Assim como em outros domínios é necessário proceder à divisão do composto (sýntheton) até chegar a seus elementos mais simples (asýntheton), isto é, às menores partes do todo. Desse modo, ao considerar os elementos dos quais a cidade se compõe, veremos melhor em que diferem as formas de autoridade mencionadas, e se é possível obter delas um conhecimento exato.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Capítulo 2</strong> É, portanto, pela consideração das coisas a partir de sua origem e em seu desenvolvimento que se pode, aqui como em outros domínios, chegar ao ponto de vista mais elucidativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, é necessário que se unam, aos pares, aqueles seres que são incapazes de existir um sem o outro: esse é o caso do homem e da mulher, em vista da reprodução (o que não é neles o efeito de uma escolha deliberada mas, como em todas as outras espécies animais e as plantas, resulta de uma tendência natural (physikón) para deixar atrás de si um outro ser a eles semelhante); esse também é o caso da união de um homem cuja natureza é comandar com outro que por natureza obedece, visando a conservação de ambos. Pois aquele ser que, graças à sua inteligência, tem a capacidade de prever é, por natureza, um chefe (árchon) e um senhor (despózon), ao passo que o ser que é capaz de executar as ordens do outro por meio de seu corpo, é um subordinado e um escravo por natureza; daí vem que o escravo e o senhor têm o mesmo interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">[1252b] A distinção entre a mulher e o escravo foi, portanto, imposta pela natureza, pois esta não procede jamais à maneira mesquinha dos cuteleiros de Delfos mas faz cada objeto para um único uso; e, de fato, cada instrumento só pode cumprir perfeitamente suas funções se servir não para muitos usos mas para um só. Entre os bárbaros, contudo, a mulher e o escravo confundem-se na mesma classe; a razão disso é que não há entre eles quem seja capaz, por natureza, de comandar, e sua associação é a de um escravo com uma escrava. Daí a fala dos poetas:</p>
<p style="text-align: justify;"> “O Heleno tem o direito de comandar o Bárbaro” como se, por natureza, o bárbaro e o escravo fossem a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessas duas associações [entre homem e mulher, senhor e escravo] surge inicialmente a família (oikía); e é com razão que escreveu Hesíodo:</p>
<p style="text-align: justify;">“Primeiro a casa, a mulher e o boi para o arado” pois o boi serve de escravo aos pobres.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a associação estabelecida pela natureza para a satisfação das necessidades cotidianas é a família, cujos membros Carondas denomina homosipýous (que tiram o pão da mesma arca) e Epimênides de Creta, homocápous (que comem na mesma manjedoura) 3. Por outro lado, a primeira associação formada por diversas famílias para suprir necessidades que não se limitam à vida cotidiana é a aldeia (kóme), cuja forma mais natural parece ser a de uma colônia da família, e seus membros são chamados, por alguns, de homogálactas (que sugaram o mesmo leite), e compreendem os filhos e os filhos desses filhos; é justamente por isso que as cidades (póleis) foram originalmente governadas por reis, como ainda o são em nossos dias as nações (éthne), pois elas se formaram pela reunião de pessoas submetidas aos reis. Toda família, de  fato, submete-se ao reinado do patriarca, o mesmo ocorre com as extensões da família, em razão do parentesco de seus membros. É o que diz Homero:</p>
<p style="text-align: justify;">“Cada qual prescreve leis a suas mulheres e filhos” pois as famílias andavam dispersas, e era assim que se vivia antigamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos deuses, a razão pela qual se admite unanimemente que eles são governados por um rei é que os próprios homens são, ainda hoje, ou foram, no passado, governados dessa maneira; os homens não apenas representam os deuses à sua imagem, mas também atribuem-lhes um modo de vida semelhante ao seu. Por fim, a comunidade formada por muitas aldeias é a cidade (pólis) no pleno sentido da palavra; da qual se pode dizer que atinge desde então a completa auto-suficiência (autarkéias). Surgindo para permitir viver (tôu zên), ela existe para permitir viver bem (tôu êu zên).</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, se as primeiras comunidades são um fato da natureza, também o é a cidade, porque ela é o fim daquelas comunidades, e a natureza de uma coisa é o seu fim: aquilo que cada coisa se torna quando atinge seu completo desenvolvimento, nós chamamos de natureza daquela coisa, quer se trate de um homem,  de um cavalo ou de uma família.</p>
<p style="text-align: justify;">[1253a] Além disso, a causa final e o fim (télos) de uma coisa é o que é o melhor para ela; ora, bastar-se a si mesma é, ao mesmo tempo, um fim e um bem por excelência.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas considerações tornam evidente que a cidade é uma realidade natural e que o homem  é, por natureza, um animal político (politikón zôon). E aquele que, por natureza e não por mero acidente, não faz parte de uma cidade é ou um ser degradado ou um ser superior ao homem; ele é como aquele a quem Homero censura por ser sem clã, sem lei e sem lar” 5; um tal homem  é, por natureza, ávido de combates, e é como uma peça isolada no jogo de damas. É evidente, assim, a razão pela qual o homem é um animal político em grau maior que as abelhas ou todos os outros animais que vivem reunidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizemos, de fato, que a natureza nada faz em vão, e o homem é o único entre todos os animais  a possuir o dom da fala. Sem dúvida os sons da voz (phoné) exprimem a dor e o prazer e são encontrados nos animais em geral, pois sua natureza lhes permite experimentar esses sentimentos e comunicá-los uns aos outros. Mas quanto ao discurso (lógos), ele serve para exprimir o útil e o nocivo e, em conseqüência, o justo e o injusto.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato,  essa é a característica que distingue o homem de todos os outros  animais: só ele sabe discernir o bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros sentimentos da mesma ordem; ora, é precisamente a posse comum desses sentimentos que engendra a família e a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade, portanto, é por natureza anterior à família e a cada homem tomado individualmente, pois o todo é necessariamente anterior à parte; assim, se o corpo é destruído, não haverá mais nem pé nem mão, a não ser por simples analogia, como quando se fala de uma mão de pedra, pois uma mão separada do corpo não será melhor que esta.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as coisas se definem sempre pelas suas funções e potencialidades; por conseguinte, quando elas não têm mais suas características próprias, não se deve dizer mais que se trata das mesmas coisas, mas apenas que elas têm o mesmo nome (homónima). É evidente, nessas condições, que a cidade existe naturalmente e que é anterior aos indivíduos, pois cada um destes, isoladamente, não é capaz de bastar-se a si mesmo e está [em relação à cidade] na mesma situação que uma parte em relação ao todo; o homem que é incapaz de viver em comunidade, ou que disso não tem necessidade porque basta-se a si próprio, não faz parte de uma cidade e deve ser, portanto, um bruto ou um deus.</p>
<p style="text-align: justify;">O impulso que leva todos os homens para uma comunidade desse tipo tem sua origem na natureza; mas aquele que em primeiro lugar fundou essa comunidade é ainda assim credor dos maiores benefícios. Pois se o homem, ao atingir sua máxima realização, é o melhor dos animais, também é, quando está afastado da lei e da justiça, o pior de todos eles. A injustiça que tem armas nas mãos é a mais perigosa e o homem está provido, por natureza, de armas que devem servir à prudência e à virtude (phronései kài aretêi) mas que ele pode empregar para fins exatamente opostos. Eis por que o homem, sem a virtude, é a mais ímpia e feroz das criaturas, e a que mais vergonhosamente se orienta para os prazeres do amor e da gula. E a virtude da justiça é um valor político, pois a comunidade política tem como sua regra a [administração da] justiça (ou seja, a discriminação do que é justo).</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP.</p>


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		<title>A Itália e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 14:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no Quattrocento (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/duomo-firenze.jpg" title="" class="shutterset_singlepic96" >
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</a>
A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no <em>Quattrocento</em> (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.<span id="more-1457"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1401 foi realizado naquela cidade um concurso para a confecção das portas em bronze do batistério de San Giovanni, no qual o vencedor foi Ghiberti. O pagamento dessas obras escultóricas e arquitetônicas e a decoração dos palácios, igrejas e monastérios ficou a cargo de ricas famílias de comerciantes e dignitários, entre as quais se destacou a dos Medici.</p>
<p style="text-align: justify;">O iniciador da pintura renascentista foi Masaccio. A monumentalidade de suas composições e o naturalismo de suas obras fazem dele uma figura essencial da pintura do século XV, como se pode apreciar nos afrescos da capela Brancacci.<br />
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51300"></a>Contemporâneos de Masaccio foram fra Angélico, pintor idealista de cenas religiosas, e Paolo Uccello, preocupado com os escorços (figuras em posturas oblíquas ao plano da obra artística) e as perspectivas. À segunda metade do século XV, auge da tendência pictórica racionalista e investigadora, pertenceram Piero della Francesca, que se sentiu atraído pelo valor da luz como elemento expressivo, e Sandro Botticelli, com quem triunfou um estilo sinuoso e refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento ou <em>Cinquecento</em> floresceu entre 1490 e 1527, ano em que Roma, que substituíra Florença como centro artístico, foi saqueada pelas tropas imperiais de Carlos V. O período contou com três figuras de primeira magnitude: Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael. Cada um desses artistas personificou um aspecto peculiar desse momento: Da Vinci foi o arquétipo do homem renascentista, um gênio solitário que se interessou pelas facetas múltiplas do conhecimento; Michelangelo encarnou o poder criador e concebeu vários projetos inspirando-se no corpo humano como veículo essencial para a expressão de emoções e sentimentos; e Rafael exemplificou o espírito clássico da harmonia, da beleza e da serenidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora Da Vinci, autor da &#8220;Gioconda&#8221; (ou &#8220;Mona Lisa&#8221;) e da &#8220;Última ceia&#8221;, tenha sido reconhecido em sua época como um grande artista, seu constante e profundo interesse no conhecimento da anatomia humana, do mecanismo do vôo das aves e da estrutura interna de animais e plantas não lhe permitiu produzir uma obra pictórica extensa. Os primeiros exemplos escultóricos de Michelangelo, como o &#8220;David&#8221;, revelam uma grande habilidade técnica que lhe permitiu mais tarde curvar suas figuras de forma helicoidal, explorando as possibilidades expressivas da anatomia humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que tenha se iniciado como escultor, sua obra mais conhecida é o gigantesco afresco da abóbada da capela Sistina, na qual combinou a teologia cristã e a filosofia neoplatônica. Rafael, que na juventude sofreu a influência de Da Vinci e Michelangelo, distinguiu-se por sua preferência pela harmonia e clareza clássicas, características que podem ser apreciadas em uma de suas obras mais célebres, &#8220;Escola de Atenas&#8221;. Nesse trabalho, um afresco para o Vaticano, representou juntos, em conversa tranqüila, diversos filósofos, artistas e homens de ciência, tanto da antiguidade como seus contemporâneos, dispostos em um cenário colossal de características greco-latinas.<br />
O criador do <em>Cinquecento</em> arquitetônico foi Donato Bramante, que chegou a Roma em 1499. Sua primeira obra-prima foi o pequeno templo de são Pedro em Montorio, de planta centralizada, semelhante à dos templos circulares clássicos. O papa Júlio II escolheu Bramante para edificar a nova basílica de São Pedro, de gigantescas proporções, que deveria substituir a igreja paleocristã do século IV. O projeto só foi completado muito tempo depois da morte de Bramante e dele participaram artistas como Rafael e Michelangelo, que desenhou a enorme cúpula.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/48459"></a>Em Veneza, onde Antonello da Messina havia introduzido o óleo, técnica própria do norte da Europa durante o século XV, sucedeu-se uma série de pintores brilhantes &#8212; Giorgione, Ticiano, Tintoretto, Veronese &#8212; com os quais chegou ao seu esplendor máximo a escola veneziana, cujas características são o colorido, a luz vaporosa, a sensualidade e os temas pagãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Difusão da arte renascentista</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51302"></a>Fora da Itália difundiram-se com certa rapidez as novidades estéticas italianas graças às viagens de artistas à Itália e à difusão proporcionada pela invenção da imprensa. Embora na arquitetura demorassem um pouco a se impor os critérios renascentistas, devido à permanência do gótico, na escultura e sobretudo na pintura chegaram a se destacar artistas extraordinários. No norte da Europa, onde ficara famoso o esplendor da escola gótica flamenga, minuciosa e de ricos cromatismos graças ao emprego do óleo, destacaram-se o gravador e pintor alemão Albrecht Dürer, que conjugou o estilo clássico renascentista com o gótico germânico com grande habilidade, e o flamengo Pieter Brueghel o Velho, interessado na reprodução de cenas da vida cotidiana não isentas de ironia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51298"></a>Na Espanha, a arte do Renascimento foi muito mais religiosa do que nos demais países da Europa, fruto do espírito da Contra-Reforma, e alcançou seu maior brilhantismo com a arquitetura austera de El Escorial, obra de Juan de Herrera y Gutiérrez de la Vega e com a obra de El Greco, que se caracteriza por figuras alongadas, de marcante espiritualidade, uma técnica livre e uma gama de cores e brilhos de origem veneziana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Literatura</strong><br />
Ao lado das artes plásticas, a literatura italiana viveu uma época proto-renascentista personificada por Dante Alighieri, contemporâneo de Giotto. Sua obra mais representativa, a <em>Divina comédia</em>, pertencia à Idade Média por sua construção e suas idéias, mas sua visão subjetiva e sua poderosa expressividade a aproximavam do Renascimento. Petrarca e Boccaccio também pertenceram ao período literário que precedeu o Renascimento, por seus estudos do latim e seus escritos em língua vernácula.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento foi representado na Europa por indivíduos notáveis como o francês François Rabelais, o português Luís de Camões, o italiano Ludovico Ariosto e o britânico Christopher Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Música</strong><br />
Também a música alcançou um enorme desenvolvimento no Renascimento, época na qual triunfou a música vocal polifônica, conjunto de várias vozes e instrumentos formando um todo harmonioso, e a profana, exemplificada no madrigal. O coro da capela Sistina, do Vaticano, que participava dos serviços religiosos oficiados pelo papa, atraiu músicos e intérpretes vocais de toda a Itália e até mesmo do norte da Europa. Entre seus membros destacaram-se os compositores Josquin des Prés e Giovanni Pierluigi da Palestrina, mestre da polifonia religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Reforma, Contra-Reforma e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 13:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.<span id="more-1454"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A atitude de Lutero não foi um fato isolado nem circunstancial e sim a resposta a uma época de crise. A Reforma coincidiu com um profundo descontentamento econômico, o desprestígio da hierarquia eclesiástica, a propagação de correntes místicas, os contínuos conflitos bélicos e uma desorientação espiritual generalizada. Era evidente, sobretudo para o clero germânico, a necessidade de uma reforma que devolvesse à igreja a essência do cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O luteranismo, que rechaçava ainda a autoridade do papa, a maioria dos sacramentos e o culto à Virgem e defendia a livre interpretação da Bíblia e a prioridade da fé sobre os atos como meio de salvação, não tardou a propagar-se por todo o norte e centro da Europa, sobretudo entre a nobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">A reação católica teve como seu primeiro protagonista o imperador Carlos V , obstinado na luta contra os protestantes e na busca da unidade religiosa. Apesar da vitória imperial na batalha de Mühlberg em 1547, o resultado final foi a assinatura da Paz de Augsburgo em 1555, que confirmou a ruptura entre católicos e protestantes. A Igreja Católica buscou, além disso, combater a Reforma mediante a chamada Contra-Reforma, movimento de reação que se apoiou no Concílio de Trento (1545-1563) e na Companhia de Jesus. O concílio reafirmou os dogmas católicos atacados por Lutero, fortaleceu a hierarquia eclesiástica e estimulou o ensino da religião. Por sua vez, a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada em 1534 pelo espanhol Ignácio de Loyola, propôs-se a difundir, sob as ordens do papa, a doutrina católica por todo o mundo; para tanto, os jesuítas realizaram um amplo e abrangente trabalho educativo, por meio da criação de inúmeras escolas e universidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A era dos grandes inventos e descobrimentos geográficos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51299"></a>O anseio pelo conhecimento e o espírito científico do homem renascentista, cujo melhor protótipo foi Leonardo da Vinci, provocaram uma verdadeira revolução. Difundiram-se e aperfeiçoaram-se inventos orientais como a pólvora, que transformou a estratégia militar, e a bússola, que permitiu os grandes descobrimentos geográficos. Talvez o fato mais marcante tenha sido a invenção da imprensa, atribuída ao alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçoou os sistemas medievais de impressão com a criação dos tipos ou caracteres metálicos móveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento da cartografia, os avanços na arte da navegação, o conhecimento da bússola, o desaparecimento das rotas comerciais das caravanas para o Oriente, devido à presença dos turcos otomanos, e o espírito dinâmico e curioso do homem moderno foram fatores que se conjugaram para tornar possíveis os grandes descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, nos quais espanhóis e portugueses tiveram papel preponderante.</p>
<p style="text-align: justify;">As explorações portuguesas, incentivadas pelo Infante D. Henrique o Navegador, foram protagonizadas por Bartolomeu Dias, que chegou até o cabo das Tormentas (posteriormente cabo da Boa Esperança), no sul da África; Vasco da Gama, que alcançou a costa da Índia; e Pedro Álvares Cabral, que no ano de 1500 descobriu o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Os espanhóis, por sua vez, exploraram mais o Atlântico, pois pretendiam chegar às Índias pelo oeste, convencidos da esfericidade da Terra. O pioneiro dessas explorações foi Cristóvão Colombo, que realizou quatro viagens às terras que acreditava serem a Índia e que constituíam um novo continente. O dia 12 de outubro de 1492, quando a primeira expedição de Colombo desembarcou nas novas terras, é considerado a data do descobrimento da América. A partir de então e durante todo o século XVI os espanhóis, seguidos dos franceses, britânicos e portugueses, lançaram-se ao descobrimento de novas terras: Hernán Cortés conquistou o império asteca, Vasco Núñez de Balboa chegou até o mar do Sul (posteriormente oceano Pacífico), Francisco Pizarro dominou o império inca, Álvar Núñez Cabeza de Vaca percorreu o sul do que seriam os Estados Unidos e Juan Sebastián Elcano conseguiu completar a primeira circunavegação da Terra, iniciada por Fernão de Magalhães.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte do Renascimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista alcançou sua expressão máxima nas artes plásticas. Tratava-se de uma arte baseada na observação do mundo visível e em uma série de princípios matemáticos e racionais, como equilíbrio, harmonia e perspectiva. Pouco a pouco foram sendo substituídas as expressivas formas góticas por novas linhas em conformidade com os modelos da antiguidade clássica. Nas mãos de homens como Leonardo da Vinci, a arte não foi apenas uma forma de plasmar a beleza, mas também um aspecto do conhecimento, um meio de explorar a natureza e demonstrar a realização dos descobrimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A origem da arte renascentista encontra-se na Itália e foi precedida por uma fase proto-renascentista, o <em>Trecento</em>, que se estendeu do final do século XIII até o fim do século XIV, estimulada pelo espírito cultural franciscano. O exemplo de são Francisco de Assis incentivou diversos poetas e artistas italianos a valorizarem a natureza. As obras do mais destacado pintor do <em>Trecento</em>, Giotto, revelam um novo estilo pictórico preocupado mais com o espaço, os volumes e a penetração psicológica dos personagens do que com as linhas decorativas e as composições hieráticas de seus predecessores como Cimabue, Duccio di Buoninsegna e Simone Martini.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong><strong> </strong></p>


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		<title>Renascimento uma Visão Geral</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 22:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A descoberta de novos continentes, a visão antropocêntrica do mundo, a invenção da bússola e da imprensa, a afirmação dos estados nacionais e a difusão de variadas formas artísticas inspiradas no mundo greco-latino definiram a configuração do Renascimento, um brilhante período da cultura européia que se seguiu à Idade Média.


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A descoberta de novos continentes, a visão antropocêntrica do mundo, a invenção da bússola e da imprensa, a afirmação dos estados nacionais e a difusão de variadas formas artísticas inspiradas no mundo greco-latino definiram a configuração do Renascimento, um brilhante período da cultura européia que se seguiu à Idade Média.<span id="more-1449"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como Renascimento designa-se o poderoso movimento artístico e literário que surgiu na Itália dos séculos XV (<em>Quattrocento</em>) e XVI (<em>Cinquencento</em>), irradiando-se depois para a Europa ao norte dos Alpes, promovendo em toda parte um pronunciado florescimento da arquitetura, escultura, pintura e das artes decorativas, da literatura e da música e um novo enfoque da política. Embora hoje também se fale, metaforicamente, em renascenças na história da civilização egípcia antiga ou da chinesa, trata-se na verdade de um fenômeno específico da civilização européia moderna que, malgrado o intervalo da Idade Média, nunca esqueceu suas bases na civilização greco-romana da antiguidade, da civilização &#8220;clássica&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerado a princípio por eruditos e historiadores como um ressurgimento da cultura clássica depois de um amplo declínio medieval, mais tarde o termo adquiriu também uma série de conotações políticas, econômicas e até religiosas. Embora, de modo geral, o movimento tenha sido considerado como de total oposição ao período medieval, alguns historiadores tendem a ver o Renascimento mais como um processo evolutivo do que uma ruptura profunda, pois diversas manifestações renascentistas foram identificadas já no início do século XII. Entre esses prenúncios destacaram-se a redução da influência da Igreja Católica e do Sacro Império Romano-germânico, o surgimento das cidades-estados, o desenvolvimento das línguas nacionais e o início do desmoronamento das estruturas feudais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Historiografia </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi Jules Michelet quem, no século XIX, incorporou em definitivo a expressão Renascimento à terminologia histórica. Entretanto, a idéia de um renascer cultural encontra-se nos próprios humanistas dos séculos XII, XIV e XVI, que a definem enfaticamente. Em oposição ao que consideram ser as trevas medievais, exaltam os novos tempos, em que ressurgem as letras e as artes. Petrarca orgulha-se de haver feito renascer os estudos clássicos, esquecidos por muitos séculos. Bocaccio atribui a Dante o ressurgimento da poesia e a Giotto, o renascer da pintura. Lorenzo Valla<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/44741"></a>, em <em>Elegantiae lingua latinae</em> (1471; <em>Elegâncias do latim</em>), proclama que &#8220;a pintura, a escultura e a arquitetura, depois de prolongada e profunda degeneração, em que chegaram quase a morrer com a própria cultura, renascem e revivem agora&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">É, porém, com a obra do artista e historiador de arte Giorgio Vasari que o termo <em>rinascita</em> define a renovação artística dos séculos XIII a XIV, de Giotto a Michelangelo. Descreve Vasari &#8220;a vida, as obras, o talento artístico e as vicissitudes dos que fizeram ressuscitar as artes já envelhecidas&#8221;. E acrescenta: &#8220;Quem contemplou a história da arte em sua ascensão e em seu declínio compreenderá mais facilmente o sucesso de seu renascimento [<em>della sua rinascita</em>] e da perfeição a que tem chegado em nossos dias.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros passos na definição historiográfica do período registraram-se no século XVIII com o racionalismo, quando se formulou a antítese entre a Idade Média (caracterizada como um período que não se regia pela razão) e o Renascimento. Além disso, alguns homens de letras, como o francês Voltaire e o britânico Edward Gibbon, começaram a considerar a queda de Constantinopla, em 1453, como um fato de valor transcendental para o Ocidente, uma vez que tal acontecimento permitiu um conhecimento mais profundo da cultura greco-latina. Outro historiador britânico, William Roscoe, em seu livro <em>The Life of Lorenzo de Medici</em> (1795; <em>A vida de Lourenço de Medici</em>), demonstrou pela primeira vez o papel primordial exercido no início do século XVI por Florença, vista como a &#8220;nova Atenas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XIX sistematizaram-se os estudos sobre o Renascimento. Michelet estabeleceu, em <em>L&#8217;Histoire de la Renaissance</em> (1855; <em>A História do Renascimento</em>), a expressão para designar uma determinada época cultural e histórica. É característica, nessa fase, a total identificação de Renascimento e humanismo: este, tendo desenterrado os tesouros artísticos e literários da antiguidade greco-romana, é considerado a base do Renascimento, da criação das obras de arte novas pelo aproveitamento das lições gregas e romanas. Essa identificação ainda inspira a mais influente de todas as obras sobre o Renascimento, a de Jacob Burckhardt.</p>
<p style="text-align: justify;">Contemporâneo de Michelet, o grande historiador Burckhardt escreveu <em>Die Kultur der Renaissance in Italien</em> (1860;<em> A cultura do Renascimento na Itália</em>), no qual considerou que a arte renascentista foi o ponto mais alto atingido pela produção cultural da Europa moderna, pois atingiu o meio-termo feliz entre o primitivismo ingênuo da Idade Média e a exaltação artificial do barroco. Pelo estudo do sereno equilíbrio dos gregos, os artistas do Renascimento teriam conseguido o mesmo equilíbrio entre realismo e idealismo: uma nova arte clássica.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Burckhardt, essa vitória não se limita à arquitetura, à escultura e à pintura. O Renascimento descobriu o mundo exterior, que a Idade Média cristã havia exorcizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Descobriu a beleza física do homem e da mulher. Descobriu, no centro desse mundo novo, o grande indivíduo. Homens como Leon Battista Alberti, Leonardo da Vinci e Michelangelo são gênios universais, grandes artistas, grandes poetas e grandes cientistas ao mesmo tempo. O Renascimento teria sido a mais &#8220;genial&#8221; de todas as épocas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo descoberto o mundo, o Renascimento também quis dominá-lo pela inteligência. Não dispondo ainda das ciências naturais e matemáticas, de Galileu e Descartes, pretendeu realizar sua ambiação pela magia, pelos estudos cabalísticos de Pico della Mirandola e pela astrologia, em que acreditava mais que na religião cristã. O ponto de vista estético dominava até a política: os &#8220;tiranos&#8221; como Giangaleazzo Visconti e Lourenço de Medici em Florença e o rei Ferrante em Nápoles transformaram seus estados em obras de arte, cientificamente administrados. Maquiavel escreveu-lhes a teoria.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, pelas façanhas desse individualismo, o Renascimento pagou um alto preço: a decadência moral. A Itália do século XVI afigura-se aos historiadores um país de criminosos inteligentíssimos. A autobiografia do ourives e escultor Benvenuto Cellini, um dos documentos mais característicos da época, descreve a vida de um homem genial e sem nenhum escrúpulo. O próprio Burckhardt, humanista pouco cristão, sente um calafrio ao falar de Maquiavel, e olha com horror fascinado os crimes de César Borgia. Posteriormente, no século XX, surgiram numerosos estudos sobre a arte do período, como os de Erwin Panofsky, André Chastel e Rudolf Wittkower.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>O Renascimento e a Retomada do Racionalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 00:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa, com o Renascimento.


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Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa com o Renascimento.<span id="more-1434"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Renascimento, período da história européia caracterizado por um renovado interesse pelo passado greco-romano clássico, especialmente pela sua arte. O Renascimento começou na Itália, no século XIV, e difundiu-se por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformou-se em uma sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas, com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da educação, das artes e da música.</p>
<p style="text-align: justify;"> O termo “Renascimento” foi empregado pela primeira vez em 1855, pelo historiador francês Jules Michelet, para referir-se ao “descobrimento do Mundo e do homem” no século XVI. O historiador suíço Jakob Burckhardt ampliou este conceito em sua obra <em>A civilização do renascimento italiano</em> (1860), definindo essa época como o renascimento da humanidade e da consciência moderna, após um longo período de decadência.</p>
<p style="text-align: justify;"> O Renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara, Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e demográfica dos séculos XII e XIII.</p>
<p style="text-align: justify;"> Uma das mais significativas rupturas renascentistas com as tradições medievais verifica-se no campo da história. A visão renascentista da história possuía três partes: a Antigüidade, a Idade Média e a Idade de Ouro ou Renascimento, que estava começando.</p>
<p style="text-align: justify;"> A idéia renascentista do humanismo pressupunha uma outra ruptura cultural com a tradição medieval. Redescobriram-se os <em>Diálogos</em> de Platão, os textos históricos de Heródoto e Tucídides e as obras dos dramaturgos e poetas gregos. O estudo da literatura antiga, da história e da filosofia moral tinha por objetivo criar seres humanos livres e civilizados, pessoas de requinte e julgamento, cidadãos, mais que apenas sacerdotes e monges.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os estudos humanísticos e as grandes conquistas artísticas da época foram fomentadas e apoiadas economicamente por grandes famílias como os Medici, em Florença; os Este, em Ferrara; os Sforza, em Milão; os Gonzaga, em Mântua; os duques de Urbino; os Dogos, em Veneza; e o Papado, em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo das belas-artes, a ruptura definitiva com a tradição medieval teve lugar em Florença, por volta de 1420, quando a arte renascentista alcançou o conceito científico da perspectiva linear, que possibilitou a representação tridimensional do espaço, de forma convincente, numa superfície plana.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os ideais renascentistas de harmonia e proporção conheceram o apogeu nas obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo, durante o século XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> Houve também progressos na medicina e anatomia, especialmente após a tradução, nos séculos XV e XVI, de inúmeros trabalhos de Hipócrates e Galeno. Entre os avanços realizados, destacam-se a inovadora astronomia de Nicolau Copérnico, Tycho Brahe e Johannes Kepler. A geografia se transformou graças aos conhecimentos empíricos adquiridos através das explorações e dos descobrimentos de novos continentes e pelas primeiras traduções das obras de Ptolomeu e Estrabão.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo da tecnologia, a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a difusão dos conhecimentos e o uso da pólvora transformou as táticas militares, entre os anos de 1450 e 1550.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo do direito, procurou-se substituir o abstrato método dialético dos juristas medievais por uma interpretação filológica e histórica das fontes do direito romano. Os renascentistas afirmaram que a missão central do governante era manter a segurança e a paz. Maquiavel sustentava que a <em>virtú</em> (a força criativa) do governante era a chave para a manutenção da sua posição e o bem-estar dos súditos.</p>
<p style="text-align: justify;"> O clero renascentista ajustou seu comportamento à ética e aos costumes de uma sociedade laica. As atividades dos papas, cardeais e bispos somente se diferenciavam das usuais entre os mercadores e políticos da época. Ao mesmo tempo, a cristandade manteve-se como um elemento vital e essencial da cultura renascentista. A aproximação humanista com a teologia e as Escrituras é observada tanto no poeta italiano Petrarca como no holandês Erasmo de Rotterdam, fato que gerou um poderoso impacto entre os católicos e protestantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Encarta</strong></p>


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		<title>República, uma Forma de Governo, no Brasil desde 15 de Novembro de 1889</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/11/07/republica-uma-forma-de-governo-no-brasil-desde-15-de-novembro-de-1889/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 00:54:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[República é uma forma de Governo baseada no conceito de que a soberania reside no povo, que delega o poder de governar em seu nome a um grupo de representantes e eleitos. Se você quer saber da história da Proclamação da Republica no Brasil clique Aqui. Para começar, é importante diferenciar república de democracia. No estado republicano teórico, no qual o governo se converte em porta-voz dos desejos do povo que o elegeu, república e democracia podem ser dois conceitos idênticos (existem também as monarquias democráticas).


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/pessoas-o-povo.jpg" title="" class="shutterset_singlepic90" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/90__160x120_pessoas-o-povo.jpg" alt="Dossier 10 :Les objectifs communs : ajuster les prestations et les cotisations de maniÂre Ë faire partager de faÂon Å½quilibrÅ½e les consÅ½quences financiÂres du vieillissement entre les gÅ½nÅ½rations.Â©CE / EC" title="Dossier 10 :Les objectifs communs : ajuster les prestations et les cotisations de maniÂre Ë faire partager de faÂon Å½quilibrÅ½e les consÅ½quences financiÂres du vieillissement entre les gÅ½nÅ½rations.Â©CE / EC" />
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República é uma forma de Governo baseada no conceito de que a soberania reside no povo, que delega o poder de governar em seu nome a um grupo de representantes e eleitos. Se você quer saber da história da <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/11/08/15-de-novembro-de-1889-proclamacao-da-republica/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Proclamação da Republica no Brasil clique Aqui</span></a></span></strong>. Para começar, é importante diferenciar república de democracia. No estado republicano teórico, no qual o governo se converte em porta-voz dos desejos do povo que o elegeu, república e democracia podem ser dois conceitos idênticos (existem também as monarquias democráticas).<span id="more-1423"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As repúblicas históricas, por outra parte, nunca se ajustaram a um modelo teórico e, no século XX, o termo “república” é utilizado por ditaduras, Estados de partido único e democracias. Na realidade, passaram a significar qualquer forma de Estado dirigida por um presidente ou outra figura de título semelhante, que não seja um monarca.</p>
<p style="text-align: justify;">Forma de governo de longa tradição histórica, a república adquiriu seu significado moderno com a constituição presidencialista americana de 1787.</p>
<p style="text-align: justify;">República é o regime político em que o chefe de estado é eleito pelo povo de forma direta ou indireta, por meio de uma assembléia representativa, para cumprir um mandato por “tempo determinado”. A república pode ser parlamentarista, sistema em que o poder se concentra no Parlamento, ou presidencialista, em que o chefe de estado detém também a chefia de governo. Por definição, a organização política republicana está voltada para a gestão do interesse comum da sociedade. O nome vem do latim <em>res publica</em>, que significa &#8220;coisa pública&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A forma republicana de governo, que não é necessariamente democrática, variou muito ao longo da história, da república de Roma às cidades-repúblicas da Idade Média e aos Estados-nações do período moderno. A partir dos regimes instalados pela independência americana e a revolução francesa, no século XVIII, a república tornou-se o sistema preferido das nações que se formavam com a conquista da autonomia política, como os países da América Latina e o Brasil, que se tornou republicano em 15 de novembro de 1889.</p>
<p style="text-align: justify;">TEORIAS REPUBLICANAS</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A República</em> de <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/tag/platao/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Platão</span> </a></strong>apresenta um estado ideal. Construiu sua república a partir do que considerava os elementos básicos ou característicos da alma humana: o apetite, a razão e o ânimo. Segundo ele, seria composta por três grupos diferenciados: uma classe comercial (o apetite), uma classe executiva (a razão) e, por último, os guardiães ou reis-filósofos (o ânimo).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A Política</em> de <a href="http://www.benitopepe.com.br/tag/aristoteles/" target="_blank"><strong><span style="color: #0000ff;">Aristóteles</span></strong> </a>apresenta outro conceito republicano, que prevaleceu na maior parte do mundo ocidental. Classificava os governos com base nos seus dirigentes: um, uns poucos ou muitos. Dentro dessas categorias, distinguia entre formas boas e formas ruins de governo — monarquia (boa) contra tirania, aristocracia (boa) contra oligarquia.</p>
<p style="text-align: justify;">James Madison, que com freqüência é chamado de pai da Constituição dos Estados Unidos, definia as repúblicas como sistemas de governo que possibilitavam o controle direto ou indireto do povo sobre seus governantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns especialistas consideram como república embrionária a antiga confederação de tribos hebraicas que existiu na Palestina do século XV a.C. até o estabelecimento da monarquia, em 1020 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">A era do republicanismo moderno começou com a Guerra da Independência dos Estados Unidos de 1776 e a Revolução Francesa de 1789.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XX, surgiram duas grandes ondas de formação de novos Estados, a primeira depois da I Guerra Mundial e a segunda depois da II Guerra Mundial. Quase todos os Estados cuja independência foi alcançada recentemente se organizaram como repúblicas, embora na primeira onda alguns tenham conquistado sua autonomia na forma de monarquia.</p>
<p style="text-align: justify;">A Revolução Russa de 1917 e a subseqüente transformação do império russo na União Soviética são uma prova cabal de que república e democracia não são palavras sinônimas.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Fontes: Enciclopédia Barsa e Enciclopédia Encarta. </em> </p>


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		<title>A Física e a Astronomia de Aristóteles – uma visão geral</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%e2%80%93-uma-visao-geral/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 16:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa é uma sequência do texto: Aristóteles uma Visão Geral de sua Obra e &#8220;Doutrina&#8221;. Introdução Pretendemos neste texto explanar sucintamente sobre a  physis ou “física” tema que desde os seus primórdios  sempre retorna no mundo ocidental, esse assunto não se dá  só na origem da filosofia no mundo grego, mas é retomado em vários [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/26__160x120_universo-aristotelico.gif" alt="universo-aristotelico" title="universo-aristotelico" />
</a>
Essa é uma sequência do texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral de sua Obra e &#8220;Doutrina&#8221;.</a></p>
<p><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto explanar sucintamente sobre a  <em>physis</em> ou “física<em>” </em>tema<em> </em>que desde os seus primórdios  sempre retorna no mundo ocidental, esse assunto não se dá  só na origem da filosofia no mundo grego, mas é retomado em vários períodos da filosofia e da ciência, desde os pré-socráticos, no  período clássico, na modernidade e agora na contemporaneidade com a física quântica; a física sempre esteve em evidência. Falaremos aqui do período clássico especificamente em Aristóteles,  concluiremos com a Astronomia de Aristóteles.<span id="more-802"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles divide o “conhecimento” ou as ciências em três ramos: as “<strong>ciências</strong> <strong>teoréticas</strong>” (que buscam o saber em si mesmo) consistem na metafísica, na física,  e na matemática; as “<strong>ciências práticas</strong>” (buscam o saber para, através dele, alcançar a perfeição moral)  incluem a ética e a política; e as “<strong>ciências poiéticas</strong>” (são as que tendem a produção de determinada coisa). Aristóteles considerava  a “teologia” como filosofia primeira o que veio a ser classificado posteriormente como “metafísica”, termo que Aristóteles nunca usou, talvez essa palavra tenha surgido quando foram organizadas as obras deste filósofo por Andrônico de Rodes no século I a.C. As obras que não se enquadravam nos seguimentos anteriores e que ficaram depois da física teriam sido chamadas <em>metafísica</em> (<em>meta</em> = depois, além; <em>physis</em> = <em>física</em><em>).</em> <em>Aquilo que está além da física</em> nos dá “coincidentemente” um amplo sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Mencionamos essa divisão das obras de Aristóteles para esclarecer a distinção que a filosofia primeira, a “teologia” vem a ter em todo o corpus aristotélico, sabemos portanto que as outras, muitas vezes estarão em função desta. Nossa ênfase aloca-se na Física e na Astronomia de Aristóteles, quanto a física o estagirita a considerava a filosofia segunda, mas isso não menosprezava essa ciência muito pelo contrário ele a considerava muito importante,  Abbagnano nos lembra deste ponto quando fala dos fundamentos do Aristotelismo dizendo da:</p>
<p style="text-align: justify;">Importância atribuída por Aristóteles à natureza e o valor e a dignidade das indagações a ela dirigidas. Enquanto Platão pensava que tais indagações só poderiam atingir um grau de probabilidade muito inferior ao conhecimento científico (<em>Tim</em>., 29 c) Aristóteles considerava que nada há na natureza tão insignificante que não valha a pena ser estudado, visto que, em todos os casos, o verdadeiro objeto da pesquisa é a <em>substância</em> das coisas. (2007, p.90)</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a física Abbagnano lembra que</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) pode-se dizer que nasceu com Aristóteles, que a considerava “a filosofia segunda” e, no grupo das ciências teóricas, distingui-a da <em>teologia</em><strong> </strong>e da<strong> </strong><em>matemática</em><strong> </strong>(<em>Met</em>.,XI, 7, 1064 b 1) (2007, p.536)</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a física de Aristóteles é bem diferente da maneira como foi vista pelos seus predecessores tanto quanto pela forma como  será vista posteriormente e mesmo em nossos dias, e não poderia estar tão distante da “metafísica”, conforme lembra Reale.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Aristóteles, porém a física é a ciência das formas e das essências; comparada com a física moderna, a de Aristóteles, mais que ciência, revela-se uma ontologia ou metafísica do sensível. (2004, p.207)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na próxima postagem falamos mais da:  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/24/a-fisica-de-aristoteles/" target="_blank"><strong>Física de Aristóteles</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">AUBENQUE, Pierre. “Aristóteles”, <em>Dicionário dos Filósofos</em>, dir. Denis Huisman, trad. C. Berliner, São Paulo: Martins Fontes, 2001. (pp.61-72)</p>
<p style="text-align: justify;">CASTRO, Suzana de. <em>Três formulações do objeto da Metafísica de Aristóteles</em>&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">CHERMAN, Alexandre. <em>Sobre os ombros de gigantes</em>: uma história da física.1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">HADOT, Pierre. <em>O que é a filosofia antiga</em>? 2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">______________. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>


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		<title>A Doutrina de Platão</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 20:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Teoria das Ideias]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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</a>
Continuando o texto: &#8220;<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Platão uma Visão Geral de sua Obra e Doutrina</a>&#8220;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A filosofia de Platão recebeu inúmeras interpretações não só devido a sua complexidade, mas por apresentar diversas etapas, em especial no que se refere à evolução das soluções que deu à teoria das idéias, poetizada e obscurecida pelo uso da linguagem simbólica. No entanto, suas doutrinas centram-se num propósito principal: <strong>opor-se ao relativismo dos sofistas</strong>, o que implica a suposição de haver conhecimento independente de fatores circunstanciais.<span id="more-701"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Assim, <strong>o objetivo platônico era o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade,</strong> a ciência do universal e do necessário, para poder estabelecer os princípios éticos que devem nortear a realidade social, em busca da concórdia numa sociedade em crise. Nesse sentido, sua obra pode ser considerada como um conjunto coerente, articulado pelo tema condutor da <strong>teoria das idéias</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom lembrar que Platão nunca declarou esse nome “Teoria das ideias”, mas é como essa “doutrina do conhecimento” passou a ser chamada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teoria das ideias: conhecimento e metafísica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como primeiro passo para sua metafísica, Platão julgou indispensável elaborar uma <strong>teoria</strong> <strong>do</strong> <strong>conhecimento</strong>. O problema com o qual ele se defrontou foi <strong>o problema do ser</strong>. Uma vez que os <strong>sentidos</strong> nos revelam as coisas como <strong>múltiplas e mutáveis</strong>, ao passo que a <strong>inteligência</strong> nos revela sua <strong>unidade e permanência</strong>, procurou uma solução que conciliasse o testemunho dos sentidos e as exigências do conhecimento intelectual. Baseou-se nos <strong>conceitos matemáticos</strong> e nas noções éticas para demonstrar que a <strong>essência real e eterna</strong> das coisas existe. Usou como <strong>argumento</strong> a possibilidade de <strong>pensar</strong> figuras geométricas puras, <strong>que não existem no mundo físico</strong>. Da mesma forma, todo homem tem as noções de bem e justiça, por exemplo, que não têm correspondente no mundo sensível. Concluiu pela existência de <strong>um mundo de essências imutáveis e perfeitas</strong>, as <strong>ideias</strong> arquetípicas (“modelos”, formas imutáveis). Estas constituiriam a realidade inteligível, objeto de conhecimento científico ou epistemológico, cujas leis o mundo sensível, objeto de opinião, reproduziria de forma imperfeita.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem, por ter <strong>corpo</strong> e <strong>alma</strong>, pertenceria simultaneamente a esses <strong>dois mundos</strong>.<br />
Na hierarquia das ideias, situa-se no topo a ideia do bem, da qual participam as demais. Logo abaixo estão as ideias de beleza, verdade e simetria e, em plano inferior, os valores éticos e os conceitos matemáticos. Além disso, cada classe de <strong>ser</strong> existente no mundo sensível possui sua <strong>forma</strong> ideal: homem, cachorro, casa etc. A relação entre os diferentes seres que constituem uma classe e seu arquétipo (“modelo”), por exemplo, entre um homem e a ideia de homem, se explica pelo fato de serem os objetos sensíveis cópias ou imitações da ideia perfeita, (que só existe no mundo das ideias).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A  Alma na visão de Platão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Platão, a alma é anterior ao corpo, e antes de aprisionar-se nele, pertenceu ao <strong>mundo das ideias</strong>. Sua natureza é tripartida: no nível inferior, está a <strong>alma sensível</strong>, morada dos desejos e das paixões, à qual corresponde a virtude da moderação ou temperança; vem em seguida a <strong>alma irascível</strong>, que impele à ação e ao valor; sobre elas está a <strong>alma racional</strong>, que pertence à ordem inteligível e permite ao homem recordar sua existência anterior (<strong>teoria da reminiscência</strong>) e aceder ao mundo das ideias, mediante o <strong>cultivo da filosofia</strong>. A alma superior é imortal e retornará à esfera das ideias após a morte do corpo. Tais faculdades ou capacidades da alma se relacionam harmoniosamente por meio da virtude mais importante, o sentimento de justiça, e constituem aspectos de uma única e mesma realidade.</p>
<p><strong>Ética e política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A morte de Sócrates e as experiências políticas na Sicília levaram Platão a verificar que não é possível ser justo na cidade injusta e que a realização da filosofia implica não só a educação do homem, mas a reforma da sociedade e do estado. O <strong>sentido da filosofia</strong>, o <strong>amor da sabedoria</strong>, é o de conduzir o homem do <strong>mundo das aparências</strong> ao <strong>mundo da realidade</strong>, ou da contemplação <strong>das sombras</strong> à <strong>visão das ideias</strong> <strong>imutáveis</strong> <strong>e</strong> <strong>eternas</strong>, iluminadas pela ideia suprema do <strong>bem</strong>. As concepções éticas e políticas de Platão são um prolongamento natural de sua teoria da alma. Uma vez que o homem acede às ideias por meio da razão e que as ideias são presididas pelo bem, o homem sábio será também necessariamente bom. Para isso, contudo, é preciso que a sociedade reproduza a ordem da alma.</p>
<p style="text-align: justify;">A justiça consiste na relação harmônica entre as partes, sob o cuidado da razão. Por isso, Platão sugeriu em <strong><em>A república</em></strong>, obra em que expõe suas idéias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas, um estado composto por três estamentos: (1) os regentes filósofos, sob o predomínio da alma racional; (2) os guerreiros guardiãs, defensores do estado e cujos valores residem na alma irascível; (3) e a classe inferior dos produtores, regidos pela alma sensível, controlados mediante a temperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Platão foi um dos filósofos mais influentes de todos os tempos. Seu pensamento domina a filosofia cristã antiga e medieval. Os ideais estéticos e humanistas do Renascimento constituíram também uma recuperação do platonismo. Há elementos platônicos também em pensadores modernos, como Leibniz e Hegel. Platão morreu em Atenas, em 348 ou 347 a.C., mas continua tão vivo como antes com sua doutrina e ensinamento talvez nunca antes vistos de maneira tão imensa e clara.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><strong>Benito Pepe</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de Filosofia</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1994.<em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.<strong> </strong></p>


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		<title>Pequena Biografia de Platão</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 21:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continuando o texto “Platão uma visão geral de sua obra e doutrina” Seguimos agora com uma pequena Biografia de Platão. Platão nasceu em Atenas por volta do ano 427 a.C. Era de família Nobre, tinha parentesco com membros do governo aristocrático dos trinta tiranos (404-403 a.C.). Parece ter iniciado seus estudos filosóficos com o sofista [...]


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</a>
Continuando o texto “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Platão uma visão geral de sua obra e doutrina”</span></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seguimos agora com uma pequena Biografia de Platão.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Platão nasceu em Atenas por volta do ano 427 a.C. Era de família Nobre, tinha parentesco com membros do governo aristocrático dos trinta tiranos (404-403 a.C.). Parece ter iniciado seus estudos filosóficos com o sofista Crátilo, discípulo de Heráclito. Entre 18 e 20 anos conheceu Sócrates, que foi seu mestre até ser condenado à morte em 399 a.C. Platão partiu, então, para Mégara, ao encontro de outro discípulo de Sócrates, Euclides. Certamente a condenação de Sócrates foi um dos motivos que o fizeram desgostoso com o método da política praticada em Atenas.<span id="more-601"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">De volta a Atenas, iniciou seus ensinamentos filosóficos. A convite de Dionísio o Velho, foi a Siracusa, no sul da Itália, onde se relacionou com os pitagóricos. Suas doutrinas irritaram o tirano que, ao que parece, mandou vendê-lo como escravo no mercado de Egina, de onde foi resgatado por um cirenaico.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="51024"></a>Novamente em Atenas, fundou a <strong>Academia</strong>, escola destinada à investigação filosófica, e dirigiu-a pelo resto da vida, ali os alunos deviam aprender a criticar e pensar por si mesmos, em vez de aceitar as ideias de seus mestres, como disse, esta é considerada a primeira universidade, a Academia de Platão adquiriu grande prestigio, a ela acorriam numerosos jovens e até homens ilustres.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A convite de Dionísio o Jovem,  sucessor do tirano de Siracusa, empreendeu uma segunda viagem à Sicília com o objetivo de pôr em prática suas idéias de reforma política, mas retornou a Atenas quando seu protetor caiu em desgraça. Sua terceira viagem ao sul da Itália, a convite do mesmo Dionísio, culminou em fuga, por estar implicado nas lutas políticas do estado. Após essa viagem, Platão permaneceu em Atenas até a morte aos 81 anos, em 347 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem influenciou a Platão? E Quem Platão Influencia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como se sabe Sócrates é quem fundamentalmente influencia a Platão, mas é claro que os pitagóricos de modo bem particular o influenciaram a ponto de Platão escrever na entrada da Academia a seguinte frase: &#8220;Que aqui <em>não</em> adentre quem <em>não souber</em> geometria&#8221;. Além de outros grupos que o influenciaram podemos citar, Crátilo e Heráclito, também foi um estudioso de Parmênides.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quanto aos seus discípulos são inúmeros. O seu “seguidor” mais conhecido é o Aristóteles. No entanto é bom lembrar que Platão influenciou e ainda de alguma forma influencia muitos pensadores até na contemporaneidade, há muitos mestres e doutores que defendem teses em Platão ou em partes de sua vasta doutrina.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/10/obras-de-platao/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">No próximo tópico falaremos um pouco de suas obras&#8230;</span></a></p>


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		<title>Platão, uma visão geral de sua obra e doutrina</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 17:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Obras e Doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Apresentarei agora algumas postagens falando um pouco da vida, obra e doutrina de Platão. Começo com um <strong>Comentário Inicial</strong>; sigo com uma <strong>pequena biografia</strong> de Platão e a divisão de sua <strong>obra</strong>; concluo falando da <strong>doutrina de Platão</strong>.<span id="more-583"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Comentários Iniciais</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">É importante destacar que Platão viveu em uma época especial por volta de 450 a.C. ele viveu no lugar certo e na época certa. Isso significa que as condições na Grécia naquela época eram favoráveis e propiciaram  o desenvolvimento de um pensamento até então inimaginável em seu conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro nome de Platão era Arístocles mas recebeu o apelido de “Platão o que quer dizer em grego “<strong>de ombros largos</strong>” isso devido a sua constituição física robusta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na época de Platão a Grécia passava por um momento político e cultural que poderíamos dizer ter sido excelente e singular, talvez um dos melhores momentos da Grécia. Nessa época a Grécia dominava os mares, mantinha um império de vasto território, e decidia seu destino democraticamente o que favorecia aos debates, ou seja, havia um  ambiente fértil para a filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tanto Platão como Aristóteles um dos seus principais discípulos, constituíram Escolas no mais amplo dos sentidos, Platão cria a <strong>Academia</strong>, e Aristóteles o <strong>Liceu</strong>. Sendo a Academia de Platão considerada como a primeira universidade do mundo, fundada em <strong>387 a.C</strong>. e que permaneceu por mais de longos 800 anos, foi fechada pelos romanos que adotaram o cristianismo e achavam que a Academia poderia ser uma ameaça a essa “nova” religião.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta Escola de Platão chamava-se <strong>Academia</strong> pelo fato de ter sido fundada nos jardins do herói Akademos, era uma área arborizada e banhada por fontes. Além desse parque, Platão adquiriu outro para os alojamentos dos estudantes. A academia permaneceu nesta área até o século 1 a.C. quando foi transferida para o interior da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma das questões fundamentais da filosofia de Platão se dá justamente quanto à <strong>problemática do conhecimento</strong>. E neste campo Marcondes (2005) nos lembra que aparecem questões como:</p>
<p style="text-align: justify;">
<ol style="text-align: justify;">
<li>A questão da  <strong><em>possibilidade do conhecimento</em></strong> – é possível conhecer a realidade, o mundo tal como ele é?</li>
<li>A questão do <strong><em>método</em></strong>: como é possível esse conhecimento? Ou seja, como se justifica uma determinada pretensão ao conhecimento como legítima, verdadeira?</li>
<li>A questão dos <strong><em>instrumentos</em></strong> do conhecimento: os <strong>sentidos</strong> e a <strong>razão</strong>.</li>
<li>a questão do <strong><em>objeto</em></strong> do conhecimento: o <strong>mundo material</strong> ou a <strong>realidade superior</strong>, de natureza <strong>inteligível</strong>, a <strong>realidade mutável e perecível</strong> ou a <strong>essência eterna e imutável?</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Platão é Autor de vasta obra filosófica, preocupou-se com o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade e, a partir disso, estabeleceu os princípios éticos que devem nortear o mundo social. Seu pensamento foi absorvido pelo cristianismo primitivo e, junto com seu mestre Sócrates e o discípulo Aristóteles, lançou os alicerces sobre os quais se assentariam as bases de toda a filosofia ocidental, e porque não dizer de grande parte da cultura e do modo de pensar desse chamado mundo ocidental.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Posteriormente comentarei um pouco sobre essa questão epistemológica em Platão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do<a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico:</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/04/pequena-biografia-de-platao/" target="_blank"><strong>Pequena Biografia de Platão</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência bibliográfica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>


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		<title>Algumas das “obras” de Aristóteles: a questão da Lógica e da Causalidade</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/12/algumas-das-%e2%80%9cobras%e2%80%9d-de-aristoteles-a-questao-da-logica-e-da-causalidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 01:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o texto: Aristóteles uma Visão Geral.. Aristóteles pode ser considerado o pai da Lógica no mundo ocidental. Nos primeiros séculos da era cristã, os escritos lógicos de Aristóteles foram reunidos sob a denominação de Órganon (já que se considerava a lógica apenas um instrumento da ciência, um órganon). Conforme menciona Chaui: (&#8230;) a lógica [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#3366ff;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346629889001012482" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 93px; height: 118px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SjMLjm9kPQI/AAAAAAAAAVA/pInRt6osL6Q/s200/Aristoteles+em+bronze.jpg" border="0" alt="" /></span><a href="http://www.benitopepe.com/2009/06/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra.html"><span style="color:#3366ff;"> </span></a>Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral..</a></p>
<div style="text-align: justify;">Aristóteles pode ser considerado o pai da Lógica no mundo ocidental. Nos primeiros séculos da era cristã, os escritos lógicos de Aristóteles foram reunidos sob a denominação de <em>Órganon</em> (já que se considerava a lógica apenas <strong>um <em>instrumento</em> da ciência</strong>, um <em><strong>órganon</strong></em>). Conforme menciona Chaui:<span id="more-186"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
<em>(&#8230;) a lógica é um instrumento do pensamento para pensarmos corretamente. Não se referindo a nenhum ser, a nenhuma coisa, a nenhum objeto, a lógica não se refere a nenhum conteúdo, mas à forma ou às formas do pensamento ou às estruturas do raciocínio em vista de uma prova ou de uma demonstração. (&#8230;) A lógica é o que devemos estudar e aprender antes de iniciar uma investigação filosófica ou científica, pois somente ela pode indicar qual é o tipo de proposição, de raciocínio, de demonstração, de prova e de definição que uma determinada ciência deve usar. (2002, p.357)<br />
</em><br />
A Primeira das obras integrantes do <em>Órganon</em>, foi os <em>Tópicos</em> que classificam os diferentes modos de atribuição de um <strong>predicado</strong> a um <strong>sujeito</strong>. Cabe destacar ainda nos <em>Tópicos</em> o esboço da teoria do <strong>silogismo</strong>, que, no entanto, só foi consolidada nos <em>Primeiros analíticos</em>.“O <strong>silogismo</strong> é um argumento no qual, certas premissas estando postas delas resulta necessariamente uma conclusão”. Como nos lembra Zingano (2005, p.88).</p>
<p>Essa teoria se caracteriza pelo propósito de <strong>demonstrar a correção formal do raciocínio</strong>, independentemente de sua verdade objetiva. Assim, se todo B é A e se todo C é B, todo C é A. A primeira proposição é a maior; a segunda, a menor; e a última, a conclusão.</p>
<p>Entretanto é nos <em>segundos analíticos</em> que Aristóteles vai estudar um determinado tipo de silogismo: o <strong>silogismo científico</strong>, ou seja aquele que tem preocupação com a verdade.</p>
<p>Conforme transcreve Chaui:</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">“Só há ciência quando conhecemos pelas causas” e acrescenta que este é o lema fundamental de Aristóteles (e de todo o pensamento ocidental), Chaui lembra que no livro I dos <em>segundos analíticos,</em> Aristóteles diz que:</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Consideramos que possuímos uma ciência de modo absoluto, e não de modo acidental como nos sofistas, quando julgamos conhecer a causa pela qual a coisa é, sabendo que ela é a causa disso e que é impossível que o efeito seja diferente do que é. (2002, p.346)<br />
</em><br />
Dessa maneira temos que um <strong>argumento válido</strong> difere-se de um argumento <strong>cientificamente válido, ou sólido.</strong> Através de sua causalidade e coerência lógica.</p>
<p>Aristóteles distingue <strong>quatro</strong> <strong>sentidos ou dimensões da causalidade</strong>:</p>
<div>1. <em>Causa Formal</em> – Trata-se da forma ou modelo, que faz com que a coisa seja o que ela é. Assim responde-se à pergunta: o que é “x”?</div>
<div>2. <em>Causa Material</em> – É o elemento constituinte da coisa, a matéria de que é feita essa “coisa”. Responde à pergunta: de que é feito isso?</div>
<div>3. <em>Causa Eficiente</em> – Consiste na fonte primaria da mudança, o agente da transformação da “coisa”. Responde à pergunta: por que “x” é “x”? O que fez com que “x” viesse a ser “x”?</div>
<div>4. <em>Causa Final</em> – Trata-se do objetivo, do propósito, da finalidade da coisa. Responde a pergunta: para que “isso”?</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos dar um exemplo para essas causas usando o próprio exemplo que Aristóteles menciona. Para se fazer uma estátua de uma deusa grega precisamos do mármore, do bronze ou outro material seja argila etc. Esses materiais são como o próprio nome diz as <strong>causas materiais</strong>, ou seja a matéria que é usada na elaboração da estátua; essa estátua terá uma forma, um desenho, que é a deusa grega, esta é <strong>causa formal</strong>, a forma da estátua; para se elaborar essa estátua precisamos de um profissional, artesão ou escultor, este é o que dá a forma à Estatua, e esta é a <strong>causa eficiente</strong> para ela existir; por fim temos o objetivo final porque ou para que ela foi feita e esta é a <strong>causa</strong> <strong>final</strong>, que pode ser para se colocar no templo com o propósito do culto, para uma decoração, uma homenagem ou seja lá para qual fim tenha sido elaborada.</p>
<p style="text-align: justify;">A aplicação desta lógica e desta causalidade se refere mais facilmente às coisas do mundo do devir, mas para Aristóteles há uma causa primeira e esta é buscada através da metafísica, que é sumamente a teologia. Segundo Aristóteles, como nos lembra Reale, a metafísica:</p>
<p><em>a) “indaga as causas e os princípios primeiros ou supremos”;<br />
b) “indaga o ser enquanto ser”;<br />
c) “indaga a substancia”;<br />
d) “indaga Deus e a substancia supra sensível”. (2004, p.195)<br />
</em><br />
Quanto à metafísica falaremos mais em outro tópico.</p>
<p>Abraços do <strong>Benito Pepe</strong><a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"> </span></div>
<div>Próximo tópico: <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/19/etica-politica-e-poetica-%E2%80%93-%E2%80%9Cciencias-praticas%E2%80%9D-em-aristoteles/" target="_blank">Ética, política e Poética – “Ciências Práticas” em Aristóteles</a></span></div>
<div><span style="color: #888888;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></span></div>
<div><strong>Referências bibliográficas</strong> deste tópico:</div>
<div style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</div>
<div style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</div>
<div style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</div>


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		</item>
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		<title>Aristóteles, uma Visão Geral de sua obra e &quot;doutrina&quot;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 21:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Obra e Doutrina]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto é dividido em partes, esta é a primeira postagem, no final de cada postagem você encontrará um link para a seqüência do texto. Os assuntos apresentados são os seguintes: Comentários Iniciais; Obras e Doutrina de Aristóteles – uma introdução; A questão da Lógica e da Causalidade; Ética, Política e Poética; Física e Ciências [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345449775691933954" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 121px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Si7aP-TPKQI/AAAAAAAAAUw/1Gl_50RIdpA/s200/aristoteles.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Este texto é dividido em partes, esta é a primeira postagem, no final de cada postagem você encontrará um link para a seqüência do texto. Os assuntos apresentados são os seguintes: Comentários Iniciais; Obras e Doutrina de Aristóteles – uma introdução; A questão da Lógica e da Causalidade; Ética,  Política e Poética;  Física e Ciências Naturais; a Astronomia de Aristóteles; Metafísica; e o Cristianismo (o tomismo).<span id="more-184"></span><span class="fullpost"> </span></span></div>
<div><span style="color:#333333;"> </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#333333;"><strong>1.1 Comentários Iniciais</strong></span></div>
<p style="text-align: justify;">Pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que atuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco, Aristóteles foi o primeiro pesquisador científico no sentido atual do termo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que qualquer outro pensador, Aristóteles determinou a orientação e o conteúdo da história intelectual do Ocidente. Durante séculos seu sistema filosófico e científico mediou o pensamento Cristão e Islâmico, e até o fim do século XVII o mundo ocidental foi aristotélico, como veremos neste texto e especialmente no tópico “<strong>A Astronomia</strong>..”, através do sistema Geocêntrico, defendido por Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles criou uma vastíssima ontologia, ou teoria da natureza e relações do ser, na qual as substâncias interagem de várias maneiras para produzir objetos que diferem em propriedades como quantidade, qualidade, tempo, posição e condição de ação. A partir dessa ontologia, Aristóteles desenvolveu uma “filosofia da natureza” em que a matéria sofre processos de mudança dinâmica e espontânea que são, por sua vez, mediados por princípios preexistentes de forma e estrutura.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Elaborou então uma hierarquia de existências que começam com os quatro corpos primários (<strong>terra</strong>, <strong>água</strong>, <strong>fogo</strong>, <strong>ar</strong>), os quais formam substâncias inorgânicas e, depois, os seres vivos: as plantas apresentam as funções de crescimento, nutrição e reprodução; os animais possuem, além dessas, as de sensação, desejo e locomoção; e os seres humanos, a faculdade da razão. Com sua “alma racional”, o homem pode exercer a suprema atividade, a obtenção do conhecimento.</p>
<p>Aristóteles nasceu em Estagira (donde ser dito &#8220;o Estagirita&#8221;), Macedônia, em 384 a.C. Isso pode parecer insignificante mas tem importância pelo fato de ele ser um “caipira”. Ele era de uma região agrícola, e não uma área portuária como Atenas. Aristóteles era de família de médicos, provavelmente por esse motivo grande parte de sua obra, sejam tratados de biologia.</p>
<p>Desde de jovem com 17 anos ingressa na Academia de Platão, e lá permanece por 20 anos, enquanto Platão viveu. Na Academia Aristóteles conheceu famosos cientistas entre eles o célebre Eudóxio.</p>
<p>Depois da Morte de Platão (seu grande mestre) sai de Atenas para onde regressa em 335. Quando volta a Atenas, funda o <strong>Liceu</strong>, “sua escola”, já com 50 anos de idade e tornado um pesquisador e filósofo maduro. Durante 13 anos dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras.</p>
<p>Aristóteles foi preceptor de Alexandre o Grande, o que lhe acarretou um certo problema com Atenas. Houve uma revolta contra os macedônios. Com a morte de Alexandre (323), Aristóteles teve de fugir à perseguição dos democratas atenienses, refugiando-se em Cálcide, na Eubéia, onde morreu em 322 a.C. no exílio.</p>
<p>Após a morte de Aristóteles, a escola <strong>peripatética</strong> (do grego <em>peripatós</em> = “passeio”, como também era chamado o <strong>Liceu</strong> pelo fato de Aristóteles ministrar seus ensinamentos passeando pelos jardins), dedicou-se a investigações científicas. A filosofia do Liceu foi retomada por discípulos como Teofrasto de Eresso e Eudemo de Rodes, que editou os escritos éticos do <em>Corpus</em> <em>aristotelicum</em>.</p>
<p></span></div>
<div><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Depois da redescoberta e exegese das obras de Aristóteles por Andronico de Rodes, por volta do ano 50 a.C., o pensamento aristotélico foi objeto de muitas exposições e comentários no mundo greco-romano. Com a queda do Império Romano, as obras de Aristóteles se perderam no Ocidente, mas foram preservadas por sábios e exegetas árabes, siríacos e judeus, entre os quais há que destacar Avicena e Averroés. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Com efeito, entre os séculos IX e XIII, a filosofia islâmica fundou-se em várias interpretações do pensamento aristotélico. Os muçulmanos mantiveram vivo o legado de Aristóteles e o devolveram à Europa nos séculos XII e XIII, quando Tomás de Aquino faria do aristotelismo o alicerce filosófico da teologia cristã.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">A força do aristotelismo declinou com a afirmação da ciência moderna, mas ainda afeta de modo sutil a orientação do pensamento ocidental. Na contemporaneidade, por exemplo, serviu de ponto de partida para a &#8220;psicologia descritiva&#8221; de Franz Brentano e contribuiu para a fenomenologia de Edmund Husserl. Reponta ainda no neotomismo.</p>
<p>Dá-se o nome de aristotelismo à atividade e ao pensamento das escolas filosóficas que se inspiraram na obra de Aristóteles. O Estagirita desenvolveu uma forma de raciocinar baseada no <strong>silogismo</strong>, pelo qual duas premissas básicas (a maior e a menor) levam a uma conclusão. Para definir essas premissas básicas, usou o raciocínio indutivo. Dominou um enorme volume de dados empíricos nas ciências naturais, e grande parte de seus textos são descritivos.</p>
<p>Nos próximos tópicos veremos: um pouco de sua Obra e Doutrina; Lógica; Metafísica; Ética e Política; Poética; Física e Ciências Naturais; a Astronomia de Aristóteles; e, o Cristianismo (o tomismo).</p>
<p>Abraços do</p>
<p></span><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color:#333333;"></p>
<p>Próximo tópico:<span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/11/obras-e-doutrina-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-introducao/" target="_blank"> Obras e &#8220;doutrina&#8221; de Aristóteles – uma introdução</a></span><a href="http://www.benitopepe.com/2009/06/obras-e-doutrina-de-aristoteles-uma.html"><br />
</a></p>
<p></span></div>
<div><span style="color:#333333;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p></span></div>


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