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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Visão Geral</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>A Física e a Astronomia de Aristóteles – uma visão geral</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 16:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Essa é uma sequência do texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral de sua Obra e &#8220;Doutrina&#8221;.</a></p>
<p><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto explanar sucintamente sobre a  <em>physis</em> ou “física<em>” </em>tema<em> </em>que desde os seus primórdios  sempre retorna no mundo ocidental, esse assunto não se dá  só na origem da filosofia no mundo grego, mas é retomado em vários períodos da filosofia e da ciência, desde os pré-socráticos, no  período clássico, na modernidade e agora na contemporaneidade com a física quântica; a física sempre esteve em evidência. Falaremos aqui do período clássico especificamente em Aristóteles,  concluiremos com a Astronomia de Aristóteles.<span id="more-802"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles divide o “conhecimento” ou as ciências em três ramos: as “<strong>ciências</strong> <strong>teoréticas</strong>” (que buscam o saber em si mesmo) consistem na metafísica, na física,  e na matemática; as “<strong>ciências práticas</strong>” (buscam o saber para, através dele, alcançar a perfeição moral)  incluem a ética e a política; e as “<strong>ciências poiéticas</strong>” (são as que tendem a produção de determinada coisa). Aristóteles considerava  a “teologia” como filosofia primeira o que veio a ser classificado posteriormente como “metafísica”, termo que Aristóteles nunca usou, talvez essa palavra tenha surgido quando foram organizadas as obras deste filósofo por Andrônico de Rodes no século I a.C. As obras que não se enquadravam nos seguimentos anteriores e que ficaram depois da física teriam sido chamadas <em>metafísica</em> (<em>meta</em> = depois, além; <em>physis</em> = <em>física</em><em>).</em> <em>Aquilo que está além da física</em> nos dá “coincidentemente” um amplo sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Mencionamos essa divisão das obras de Aristóteles para esclarecer a distinção que a filosofia primeira, a “teologia” vem a ter em todo o corpus aristotélico, sabemos portanto que as outras, muitas vezes estarão em função desta. Nossa ênfase aloca-se na Física e na Astronomia de Aristóteles, quanto a física o estagirita a considerava a filosofia segunda, mas isso não menosprezava essa ciência muito pelo contrário ele a considerava muito importante,  Abbagnano nos lembra deste ponto quando fala dos fundamentos do Aristotelismo dizendo da:</p>
<p style="text-align: justify;">Importância atribuída por Aristóteles à natureza e o valor e a dignidade das indagações a ela dirigidas. Enquanto Platão pensava que tais indagações só poderiam atingir um grau de probabilidade muito inferior ao conhecimento científico (<em>Tim</em>., 29 c) Aristóteles considerava que nada há na natureza tão insignificante que não valha a pena ser estudado, visto que, em todos os casos, o verdadeiro objeto da pesquisa é a <em>substância</em> das coisas. (2007, p.90)</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a física Abbagnano lembra que</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) pode-se dizer que nasceu com Aristóteles, que a considerava “a filosofia segunda” e, no grupo das ciências teóricas, distingui-a da <em>teologia</em><strong> </strong>e da<strong> </strong><em>matemática</em><strong> </strong>(<em>Met</em>.,XI, 7, 1064 b 1) (2007, p.536)</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a física de Aristóteles é bem diferente da maneira como foi vista pelos seus predecessores tanto quanto pela forma como  será vista posteriormente e mesmo em nossos dias, e não poderia estar tão distante da “metafísica”, conforme lembra Reale.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Aristóteles, porém a física é a ciência das formas e das essências; comparada com a física moderna, a de Aristóteles, mais que ciência, revela-se uma ontologia ou metafísica do sensível. (2004, p.207)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na próxima postagem falamos mais da:  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/24/a-fisica-de-aristoteles/" target="_blank"><strong>Física de Aristóteles</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">AUBENQUE, Pierre. “Aristóteles”, <em>Dicionário dos Filósofos</em>, dir. Denis Huisman, trad. C. Berliner, São Paulo: Martins Fontes, 2001. (pp.61-72)</p>
<p style="text-align: justify;">CASTRO, Suzana de. <em>Três formulações do objeto da Metafísica de Aristóteles</em>&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">CHERMAN, Alexandre. <em>Sobre os ombros de gigantes</em>: uma história da física.1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">HADOT, Pierre. <em>O que é a filosofia antiga</em>? 2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">______________. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>


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		<title>A Doutrina de Platão</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/08/11/a-doutrina-de-platao/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 20:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Teoria das Ideias]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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</a>
Continuando o texto: &#8220;<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Platão uma Visão Geral de sua Obra e Doutrina</a>&#8220;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A filosofia de Platão recebeu inúmeras interpretações não só devido a sua complexidade, mas por apresentar diversas etapas, em especial no que se refere à evolução das soluções que deu à teoria das idéias, poetizada e obscurecida pelo uso da linguagem simbólica. No entanto, suas doutrinas centram-se num propósito principal: <strong>opor-se ao relativismo dos sofistas</strong>, o que implica a suposição de haver conhecimento independente de fatores circunstanciais.<span id="more-701"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Assim, <strong>o objetivo platônico era o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade,</strong> a ciência do universal e do necessário, para poder estabelecer os princípios éticos que devem nortear a realidade social, em busca da concórdia numa sociedade em crise. Nesse sentido, sua obra pode ser considerada como um conjunto coerente, articulado pelo tema condutor da <strong>teoria das idéias</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom lembrar que Platão nunca declarou esse nome “Teoria das ideias”, mas é como essa “doutrina do conhecimento” passou a ser chamada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teoria das ideias: conhecimento e metafísica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como primeiro passo para sua metafísica, Platão julgou indispensável elaborar uma <strong>teoria</strong> <strong>do</strong> <strong>conhecimento</strong>. O problema com o qual ele se defrontou foi <strong>o problema do ser</strong>. Uma vez que os <strong>sentidos</strong> nos revelam as coisas como <strong>múltiplas e mutáveis</strong>, ao passo que a <strong>inteligência</strong> nos revela sua <strong>unidade e permanência</strong>, procurou uma solução que conciliasse o testemunho dos sentidos e as exigências do conhecimento intelectual. Baseou-se nos <strong>conceitos matemáticos</strong> e nas noções éticas para demonstrar que a <strong>essência real e eterna</strong> das coisas existe. Usou como <strong>argumento</strong> a possibilidade de <strong>pensar</strong> figuras geométricas puras, <strong>que não existem no mundo físico</strong>. Da mesma forma, todo homem tem as noções de bem e justiça, por exemplo, que não têm correspondente no mundo sensível. Concluiu pela existência de <strong>um mundo de essências imutáveis e perfeitas</strong>, as <strong>ideias</strong> arquetípicas (“modelos”, formas imutáveis). Estas constituiriam a realidade inteligível, objeto de conhecimento científico ou epistemológico, cujas leis o mundo sensível, objeto de opinião, reproduziria de forma imperfeita.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem, por ter <strong>corpo</strong> e <strong>alma</strong>, pertenceria simultaneamente a esses <strong>dois mundos</strong>.<br />
Na hierarquia das ideias, situa-se no topo a ideia do bem, da qual participam as demais. Logo abaixo estão as ideias de beleza, verdade e simetria e, em plano inferior, os valores éticos e os conceitos matemáticos. Além disso, cada classe de <strong>ser</strong> existente no mundo sensível possui sua <strong>forma</strong> ideal: homem, cachorro, casa etc. A relação entre os diferentes seres que constituem uma classe e seu arquétipo (“modelo”), por exemplo, entre um homem e a ideia de homem, se explica pelo fato de serem os objetos sensíveis cópias ou imitações da ideia perfeita, (que só existe no mundo das ideias).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A  Alma na visão de Platão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Platão, a alma é anterior ao corpo, e antes de aprisionar-se nele, pertenceu ao <strong>mundo das ideias</strong>. Sua natureza é tripartida: no nível inferior, está a <strong>alma sensível</strong>, morada dos desejos e das paixões, à qual corresponde a virtude da moderação ou temperança; vem em seguida a <strong>alma irascível</strong>, que impele à ação e ao valor; sobre elas está a <strong>alma racional</strong>, que pertence à ordem inteligível e permite ao homem recordar sua existência anterior (<strong>teoria da reminiscência</strong>) e aceder ao mundo das ideias, mediante o <strong>cultivo da filosofia</strong>. A alma superior é imortal e retornará à esfera das ideias após a morte do corpo. Tais faculdades ou capacidades da alma se relacionam harmoniosamente por meio da virtude mais importante, o sentimento de justiça, e constituem aspectos de uma única e mesma realidade.</p>
<p><strong>Ética e política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A morte de Sócrates e as experiências políticas na Sicília levaram Platão a verificar que não é possível ser justo na cidade injusta e que a realização da filosofia implica não só a educação do homem, mas a reforma da sociedade e do estado. O <strong>sentido da filosofia</strong>, o <strong>amor da sabedoria</strong>, é o de conduzir o homem do <strong>mundo das aparências</strong> ao <strong>mundo da realidade</strong>, ou da contemplação <strong>das sombras</strong> à <strong>visão das ideias</strong> <strong>imutáveis</strong> <strong>e</strong> <strong>eternas</strong>, iluminadas pela ideia suprema do <strong>bem</strong>. As concepções éticas e políticas de Platão são um prolongamento natural de sua teoria da alma. Uma vez que o homem acede às ideias por meio da razão e que as ideias são presididas pelo bem, o homem sábio será também necessariamente bom. Para isso, contudo, é preciso que a sociedade reproduza a ordem da alma.</p>
<p style="text-align: justify;">A justiça consiste na relação harmônica entre as partes, sob o cuidado da razão. Por isso, Platão sugeriu em <strong><em>A república</em></strong>, obra em que expõe suas idéias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas, um estado composto por três estamentos: (1) os regentes filósofos, sob o predomínio da alma racional; (2) os guerreiros guardiãs, defensores do estado e cujos valores residem na alma irascível; (3) e a classe inferior dos produtores, regidos pela alma sensível, controlados mediante a temperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Platão foi um dos filósofos mais influentes de todos os tempos. Seu pensamento domina a filosofia cristã antiga e medieval. Os ideais estéticos e humanistas do Renascimento constituíram também uma recuperação do platonismo. Há elementos platônicos também em pensadores modernos, como Leibniz e Hegel. Platão morreu em Atenas, em 348 ou 347 a.C., mas continua tão vivo como antes com sua doutrina e ensinamento talvez nunca antes vistos de maneira tão imensa e clara.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><strong>Benito Pepe</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de Filosofia</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1994.<em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.<strong> </strong></p>


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		<title>Pequena Biografia de Platão</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 21:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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</a>
Continuando o texto “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Platão uma visão geral de sua obra e doutrina”</span></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seguimos agora com uma pequena Biografia de Platão.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Platão nasceu em Atenas por volta do ano 427 a.C. Era de família Nobre, tinha parentesco com membros do governo aristocrático dos trinta tiranos (404-403 a.C.). Parece ter iniciado seus estudos filosóficos com o sofista Crátilo, discípulo de Heráclito. Entre 18 e 20 anos conheceu Sócrates, que foi seu mestre até ser condenado à morte em 399 a.C. Platão partiu, então, para Mégara, ao encontro de outro discípulo de Sócrates, Euclides. Certamente a condenação de Sócrates foi um dos motivos que o fizeram desgostoso com o método da política praticada em Atenas.<span id="more-601"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">De volta a Atenas, iniciou seus ensinamentos filosóficos. A convite de Dionísio o Velho, foi a Siracusa, no sul da Itália, onde se relacionou com os pitagóricos. Suas doutrinas irritaram o tirano que, ao que parece, mandou vendê-lo como escravo no mercado de Egina, de onde foi resgatado por um cirenaico.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="51024"></a>Novamente em Atenas, fundou a <strong>Academia</strong>, escola destinada à investigação filosófica, e dirigiu-a pelo resto da vida, ali os alunos deviam aprender a criticar e pensar por si mesmos, em vez de aceitar as ideias de seus mestres, como disse, esta é considerada a primeira universidade, a Academia de Platão adquiriu grande prestigio, a ela acorriam numerosos jovens e até homens ilustres.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A convite de Dionísio o Jovem,  sucessor do tirano de Siracusa, empreendeu uma segunda viagem à Sicília com o objetivo de pôr em prática suas idéias de reforma política, mas retornou a Atenas quando seu protetor caiu em desgraça. Sua terceira viagem ao sul da Itália, a convite do mesmo Dionísio, culminou em fuga, por estar implicado nas lutas políticas do estado. Após essa viagem, Platão permaneceu em Atenas até a morte aos 81 anos, em 347 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem influenciou a Platão? E Quem Platão Influencia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como se sabe Sócrates é quem fundamentalmente influencia a Platão, mas é claro que os pitagóricos de modo bem particular o influenciaram a ponto de Platão escrever na entrada da Academia a seguinte frase: &#8220;Que aqui <em>não</em> adentre quem <em>não souber</em> geometria&#8221;. Além de outros grupos que o influenciaram podemos citar, Crátilo e Heráclito, também foi um estudioso de Parmênides.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quanto aos seus discípulos são inúmeros. O seu “seguidor” mais conhecido é o Aristóteles. No entanto é bom lembrar que Platão influenciou e ainda de alguma forma influencia muitos pensadores até na contemporaneidade, há muitos mestres e doutores que defendem teses em Platão ou em partes de sua vasta doutrina.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/10/obras-de-platao/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">No próximo tópico falaremos um pouco de suas obras&#8230;</span></a></p>


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		<title>Platão, uma visão geral de sua obra e doutrina</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 17:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Comentários Iniciais]]></category>
		<category><![CDATA[Obras e Doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Referências Bibliográficas]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/platao.jpg" title="" class="shutterset_singlepic14" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/14__160x120_platao.jpg" alt="platao" title="platao" />
</a>
Apresentarei agora algumas postagens falando um pouco da vida, obra e doutrina de Platão. Começo com um <strong>Comentário Inicial</strong>; sigo com uma <strong>pequena biografia</strong> de Platão e a divisão de sua <strong>obra</strong>; concluo falando da <strong>doutrina de Platão</strong>.<span id="more-583"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Comentários Iniciais</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">É importante destacar que Platão viveu em uma época especial por volta de 450 a.C. ele viveu no lugar certo e na época certa. Isso significa que as condições na Grécia naquela época eram favoráveis e propiciaram  o desenvolvimento de um pensamento até então inimaginável em seu conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro nome de Platão era Arístocles mas recebeu o apelido de “Platão o que quer dizer em grego “<strong>de ombros largos</strong>” isso devido a sua constituição física robusta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na época de Platão a Grécia passava por um momento político e cultural que poderíamos dizer ter sido excelente e singular, talvez um dos melhores momentos da Grécia. Nessa época a Grécia dominava os mares, mantinha um império de vasto território, e decidia seu destino democraticamente o que favorecia aos debates, ou seja, havia um  ambiente fértil para a filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tanto Platão como Aristóteles um dos seus principais discípulos, constituíram Escolas no mais amplo dos sentidos, Platão cria a <strong>Academia</strong>, e Aristóteles o <strong>Liceu</strong>. Sendo a Academia de Platão considerada como a primeira universidade do mundo, fundada em <strong>387 a.C</strong>. e que permaneceu por mais de longos 800 anos, foi fechada pelos romanos que adotaram o cristianismo e achavam que a Academia poderia ser uma ameaça a essa “nova” religião.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta Escola de Platão chamava-se <strong>Academia</strong> pelo fato de ter sido fundada nos jardins do herói Akademos, era uma área arborizada e banhada por fontes. Além desse parque, Platão adquiriu outro para os alojamentos dos estudantes. A academia permaneceu nesta área até o século 1 a.C. quando foi transferida para o interior da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma das questões fundamentais da filosofia de Platão se dá justamente quanto à <strong>problemática do conhecimento</strong>. E neste campo Marcondes (2005) nos lembra que aparecem questões como:</p>
<p style="text-align: justify;">
<ol style="text-align: justify;">
<li>A questão da  <strong><em>possibilidade do conhecimento</em></strong> – é possível conhecer a realidade, o mundo tal como ele é?</li>
<li>A questão do <strong><em>método</em></strong>: como é possível esse conhecimento? Ou seja, como se justifica uma determinada pretensão ao conhecimento como legítima, verdadeira?</li>
<li>A questão dos <strong><em>instrumentos</em></strong> do conhecimento: os <strong>sentidos</strong> e a <strong>razão</strong>.</li>
<li>a questão do <strong><em>objeto</em></strong> do conhecimento: o <strong>mundo material</strong> ou a <strong>realidade superior</strong>, de natureza <strong>inteligível</strong>, a <strong>realidade mutável e perecível</strong> ou a <strong>essência eterna e imutável?</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Platão é Autor de vasta obra filosófica, preocupou-se com o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade e, a partir disso, estabeleceu os princípios éticos que devem nortear o mundo social. Seu pensamento foi absorvido pelo cristianismo primitivo e, junto com seu mestre Sócrates e o discípulo Aristóteles, lançou os alicerces sobre os quais se assentariam as bases de toda a filosofia ocidental, e porque não dizer de grande parte da cultura e do modo de pensar desse chamado mundo ocidental.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Posteriormente comentarei um pouco sobre essa questão epistemológica em Platão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do<a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico:</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/04/pequena-biografia-de-platao/" target="_blank"><strong>Pequena Biografia de Platão</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência bibliográfica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>


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		<title>Algumas das “obras” de Aristóteles: a questão da Lógica e da Causalidade</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/12/algumas-das-%e2%80%9cobras%e2%80%9d-de-aristoteles-a-questao-da-logica-e-da-causalidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 01:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
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		<description><![CDATA[ Continuando o texto: Aristóteles uma Visão Geral..
Aristóteles pode ser considerado o pai da Lógica no mundo ocidental. Nos primeiros séculos da era cristã, os escritos lógicos de Aristóteles foram reunidos sob a denominação de Órganon (já que se considerava a lógica apenas um instrumento da ciência, um órganon). Conforme menciona Chaui:

(&#8230;) a lógica é [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#3366ff;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346629889001012482" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 93px; height: 118px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SjMLjm9kPQI/AAAAAAAAAVA/pInRt6osL6Q/s200/Aristoteles+em+bronze.jpg" border="0" alt="" /></span><a href="http://www.benitopepe.com/2009/06/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra.html"><span style="color:#3366ff;"> </span></a>Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral..</a></p>
<div style="text-align: justify;">Aristóteles pode ser considerado o pai da Lógica no mundo ocidental. Nos primeiros séculos da era cristã, os escritos lógicos de Aristóteles foram reunidos sob a denominação de <em>Órganon</em> (já que se considerava a lógica apenas <strong>um <em>instrumento</em> da ciência</strong>, um <em><strong>órganon</strong></em>). Conforme menciona Chaui:<span id="more-186"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
<em>(&#8230;) a lógica é um instrumento do pensamento para pensarmos corretamente. Não se referindo a nenhum ser, a nenhuma coisa, a nenhum objeto, a lógica não se refere a nenhum conteúdo, mas à forma ou às formas do pensamento ou às estruturas do raciocínio em vista de uma prova ou de uma demonstração. (&#8230;) A lógica é o que devemos estudar e aprender antes de iniciar uma investigação filosófica ou científica, pois somente ela pode indicar qual é o tipo de proposição, de raciocínio, de demonstração, de prova e de definição que uma determinada ciência deve usar. (2002, p.357)<br />
</em><br />
A Primeira das obras integrantes do <em>Órganon</em>, foi os <em>Tópicos</em> que classificam os diferentes modos de atribuição de um <strong>predicado</strong> a um <strong>sujeito</strong>. Cabe destacar ainda nos <em>Tópicos</em> o esboço da teoria do <strong>silogismo</strong>, que, no entanto, só foi consolidada nos <em>Primeiros analíticos</em>.“O <strong>silogismo</strong> é um argumento no qual, certas premissas estando postas delas resulta necessariamente uma conclusão”. Como nos lembra Zingano (2005, p.88).</p>
<p>Essa teoria se caracteriza pelo propósito de <strong>demonstrar a correção formal do raciocínio</strong>, independentemente de sua verdade objetiva. Assim, se todo B é A e se todo C é B, todo C é A. A primeira proposição é a maior; a segunda, a menor; e a última, a conclusão.</p>
<p>Entretanto é nos <em>segundos analíticos</em> que Aristóteles vai estudar um determinado tipo de silogismo: o <strong>silogismo científico</strong>, ou seja aquele que tem preocupação com a verdade.</p>
<p>Conforme transcreve Chaui:</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">“Só há ciência quando conhecemos pelas causas” e acrescenta que este é o lema fundamental de Aristóteles (e de todo o pensamento ocidental), Chaui lembra que no livro I dos <em>segundos analíticos,</em> Aristóteles diz que:</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Consideramos que possuímos uma ciência de modo absoluto, e não de modo acidental como nos sofistas, quando julgamos conhecer a causa pela qual a coisa é, sabendo que ela é a causa disso e que é impossível que o efeito seja diferente do que é. (2002, p.346)<br />
</em><br />
Dessa maneira temos que um <strong>argumento válido</strong> difere-se de um argumento <strong>cientificamente válido, ou sólido.</strong> Através de sua causalidade e coerência lógica.</p>
<p>Aristóteles distingue <strong>quatro</strong> <strong>sentidos ou dimensões da causalidade</strong>:</p>
<div>1. <em>Causa Formal</em> – Trata-se da forma ou modelo, que faz com que a coisa seja o que ela é. Assim responde-se à pergunta: o que é “x”?</div>
<div>2. <em>Causa Material</em> – É o elemento constituinte da coisa, a matéria de que é feita essa “coisa”. Responde à pergunta: de que é feito isso?</div>
<div>3. <em>Causa Eficiente</em> – Consiste na fonte primaria da mudança, o agente da transformação da “coisa”. Responde à pergunta: por que “x” é “x”? O que fez com que “x” viesse a ser “x”?</div>
<div>4. <em>Causa Final</em> – Trata-se do objetivo, do propósito, da finalidade da coisa. Responde a pergunta: para que “isso”?</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos dar um exemplo para essas causas usando o próprio exemplo que Aristóteles menciona. Para se fazer uma estátua de uma deusa grega precisamos do mármore, do bronze ou outro material seja argila etc. Esses materiais são como o próprio nome diz as <strong>causas materiais</strong>, ou seja a matéria que é usada na elaboração da estátua; essa estátua terá uma forma, um desenho, que é a deusa grega, esta é <strong>causa formal</strong>, a forma da estátua; para se elaborar essa estátua precisamos de um profissional, artesão ou escultor, este é o que dá a forma à Estatua, e esta é a <strong>causa eficiente</strong> para ela existir; por fim temos o objetivo final porque ou para que ela foi feita e esta é a <strong>causa</strong> <strong>final</strong>, que pode ser para se colocar no templo com o propósito do culto, para uma decoração, uma homenagem ou seja lá para qual fim tenha sido elaborada.</p>
<p style="text-align: justify;">A aplicação desta lógica e desta causalidade se refere mais facilmente às coisas do mundo do devir, mas para Aristóteles há uma causa primeira e esta é buscada através da metafísica, que é sumamente a teologia. Segundo Aristóteles, como nos lembra Reale, a metafísica:</p>
<p><em>a) “indaga as causas e os princípios primeiros ou supremos”;<br />
b) “indaga o ser enquanto ser”;<br />
c) “indaga a substancia”;<br />
d) “indaga Deus e a substancia supra sensível”. (2004, p.195)<br />
</em><br />
Quanto à metafísica falaremos mais em outro tópico.</p>
<p>Abraços do <strong>Benito Pepe</strong><a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"> </span></div>
<div>Próximo tópico: <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/19/etica-politica-e-poetica-%E2%80%93-%E2%80%9Cciencias-praticas%E2%80%9D-em-aristoteles/" target="_blank">Ética, política e Poética – “Ciências Práticas” em Aristóteles</a></span></div>
<div><span style="color: #888888;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></span></div>
<div><strong>Referências bibliográficas</strong> deste tópico:</div>
<div style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</div>
<div style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</div>
<div style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</div>


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		<title>Aristóteles, uma Visão Geral de sua obra e &quot;doutrina&quot;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 21:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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Este texto é dividido em partes, esta é a primeira postagem, no final de cada postagem você encontrará um link para a seqüência do texto. Os assuntos apresentados são os seguintes: Comentários Iniciais; Obras e Doutrina de Aristóteles – uma introdução; A questão da Lógica e da Causalidade; Ética,  Política e Poética;  Física [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345449775691933954" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 121px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Si7aP-TPKQI/AAAAAAAAAUw/1Gl_50RIdpA/s200/aristoteles.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Este texto é dividido em partes, esta é a primeira postagem, no final de cada postagem você encontrará um link para a seqüência do texto. Os assuntos apresentados são os seguintes: Comentários Iniciais; Obras e Doutrina de Aristóteles – uma introdução; A questão da Lógica e da Causalidade; Ética,  Política e Poética;  Física e Ciências Naturais; a Astronomia de Aristóteles; Metafísica; e o Cristianismo (o tomismo).<span id="more-184"></span><span class="fullpost"> </span></span></div>
<div><span style="color:#333333;"> </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#333333;"><strong>1.1 Comentários Iniciais</strong></span></div>
<p style="text-align: justify;">Pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que atuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco, Aristóteles foi o primeiro pesquisador científico no sentido atual do termo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que qualquer outro pensador, Aristóteles determinou a orientação e o conteúdo da história intelectual do Ocidente. Durante séculos seu sistema filosófico e científico mediou o pensamento Cristão e Islâmico, e até o fim do século XVII o mundo ocidental foi aristotélico, como veremos neste texto e especialmente no tópico “<strong>A Astronomia</strong>..”, através do sistema Geocêntrico, defendido por Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles criou uma vastíssima ontologia, ou teoria da natureza e relações do ser, na qual as substâncias interagem de várias maneiras para produzir objetos que diferem em propriedades como quantidade, qualidade, tempo, posição e condição de ação. A partir dessa ontologia, Aristóteles desenvolveu uma “filosofia da natureza” em que a matéria sofre processos de mudança dinâmica e espontânea que são, por sua vez, mediados por princípios preexistentes de forma e estrutura.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Elaborou então uma hierarquia de existências que começam com os quatro corpos primários (<strong>terra</strong>, <strong>água</strong>, <strong>fogo</strong>, <strong>ar</strong>), os quais formam substâncias inorgânicas e, depois, os seres vivos: as plantas apresentam as funções de crescimento, nutrição e reprodução; os animais possuem, além dessas, as de sensação, desejo e locomoção; e os seres humanos, a faculdade da razão. Com sua “alma racional”, o homem pode exercer a suprema atividade, a obtenção do conhecimento.</p>
<p>Aristóteles nasceu em Estagira (donde ser dito &#8220;o Estagirita&#8221;), Macedônia, em 384 a.C. Isso pode parecer insignificante mas tem importância pelo fato de ele ser um “caipira”. Ele era de uma região agrícola, e não uma área portuária como Atenas. Aristóteles era de família de médicos, provavelmente por esse motivo grande parte de sua obra, sejam tratados de biologia.</p>
<p>Desde de jovem com 17 anos ingressa na Academia de Platão, e lá permanece por 20 anos, enquanto Platão viveu. Na Academia Aristóteles conheceu famosos cientistas entre eles o célebre Eudóxio.</p>
<p>Depois da Morte de Platão (seu grande mestre) sai de Atenas para onde regressa em 335. Quando volta a Atenas, funda o <strong>Liceu</strong>, “sua escola”, já com 50 anos de idade e tornado um pesquisador e filósofo maduro. Durante 13 anos dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras.</p>
<p>Aristóteles foi preceptor de Alexandre o Grande, o que lhe acarretou um certo problema com Atenas. Houve uma revolta contra os macedônios. Com a morte de Alexandre (323), Aristóteles teve de fugir à perseguição dos democratas atenienses, refugiando-se em Cálcide, na Eubéia, onde morreu em 322 a.C. no exílio.</p>
<p>Após a morte de Aristóteles, a escola <strong>peripatética</strong> (do grego <em>peripatós</em> = “passeio”, como também era chamado o <strong>Liceu</strong> pelo fato de Aristóteles ministrar seus ensinamentos passeando pelos jardins), dedicou-se a investigações científicas. A filosofia do Liceu foi retomada por discípulos como Teofrasto de Eresso e Eudemo de Rodes, que editou os escritos éticos do <em>Corpus</em> <em>aristotelicum</em>.</p>
<p></span></div>
<div><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Depois da redescoberta e exegese das obras de Aristóteles por Andronico de Rodes, por volta do ano 50 a.C., o pensamento aristotélico foi objeto de muitas exposições e comentários no mundo greco-romano. Com a queda do Império Romano, as obras de Aristóteles se perderam no Ocidente, mas foram preservadas por sábios e exegetas árabes, siríacos e judeus, entre os quais há que destacar Avicena e Averroés. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Com efeito, entre os séculos IX e XIII, a filosofia islâmica fundou-se em várias interpretações do pensamento aristotélico. Os muçulmanos mantiveram vivo o legado de Aristóteles e o devolveram à Europa nos séculos XII e XIII, quando Tomás de Aquino faria do aristotelismo o alicerce filosófico da teologia cristã.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">A força do aristotelismo declinou com a afirmação da ciência moderna, mas ainda afeta de modo sutil a orientação do pensamento ocidental. Na contemporaneidade, por exemplo, serviu de ponto de partida para a &#8220;psicologia descritiva&#8221; de Franz Brentano e contribuiu para a fenomenologia de Edmund Husserl. Reponta ainda no neotomismo.</p>
<p>Dá-se o nome de aristotelismo à atividade e ao pensamento das escolas filosóficas que se inspiraram na obra de Aristóteles. O Estagirita desenvolveu uma forma de raciocinar baseada no <strong>silogismo</strong>, pelo qual duas premissas básicas (a maior e a menor) levam a uma conclusão. Para definir essas premissas básicas, usou o raciocínio indutivo. Dominou um enorme volume de dados empíricos nas ciências naturais, e grande parte de seus textos são descritivos.</p>
<p>Nos próximos tópicos veremos: um pouco de sua Obra e Doutrina; Lógica; Metafísica; Ética e Política; Poética; Física e Ciências Naturais; a Astronomia de Aristóteles; e, o Cristianismo (o tomismo).</p>
<p>Abraços do</p>
<p></span><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color:#333333;"></p>
<p>Próximo tópico:<span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/11/obras-e-doutrina-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-introducao/" target="_blank"> Obras e &#8220;doutrina&#8221; de Aristóteles – uma introdução</a></span><a href="http://www.benitopepe.com/2009/06/obras-e-doutrina-de-aristoteles-uma.html"><br />
</a></p>
<p></span></div>
<div><span style="color:#333333;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p></span></div>


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