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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Tempo</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>A Felicidade e a Alegria não devem ser violadas, corrompidas, mexidas!?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 22:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes alteramos nosso estado “Feliz” de Espírito simplesmente pelo fato de querer melhorá-lo. Pensamos que sempre podemos mais e mais, essa é a dinâmica da sociedade capitalista em que vivemos. Nunca estamos totalmente felizes nem alegres com nosso status quo, a nossa realidade pode, ainda que satisfatória, nos perturbar, seja por nossa realidade anterior mais “satisfatória” seja por observação da realidade de outrem.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Muitas vezes alteramos nosso estado “Feliz” de Espírito simplesmente pelo fato de querer melhorá-lo. Pensamos que sempre podemos mais e mais, essa é a dinâmica da sociedade capitalista em que vivemos. Nunca estamos totalmente felizes nem alegres com nosso <em>status quo</em>, a nossa realidade pode, ainda que satisfatória, nos perturbar, seja por nossa realidade anterior mais “satisfatória” seja por observação da realidade de outrem.<span id="more-1271"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> Cada um de nós dá uma desculpa pelo motivo de sua “atitude insatisfatória” no presente. Por exemplo, uns vão dizer que é melhor gastar viajando ou fazendo isso ou aquilo do que gastar com médicos e com sua saúde. Outros vão dizer, fulano viveu a vida toda e tudo que construiu ficou aí, pois não viveu a vida, só pensou em trabalho, trabalho e mais trabalho. Outros ao contrário vão pensar: é melhor eu poupar e guardar meu dinheiro para um momento difícil em que eu possa precisar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Cada um tem sua desculpa, seja ela para gastar ou para guardar. O que quero enfatizar não é a desculpa que usamos para fazer algo, mas sim a desculpa que damos para deixar de fazer algo que nos satisfaçam, desde que evidentemente seja necessário.</p>
<p style="text-align: justify;"> Quando estamos em um estado de felicidade e/ou alegria devemos evitar mexer na situação. Para isso lembremo-nos de uma equipe de futebol. Quando o time está ganhando não deve ser mexido, como dizem: “Time que ganha não se mexe”. É claro que se houver necessidade de mexer no time, seja por contusão, por expulsão etc., aí não tem jeito, mas esteja certo que vai mudar o <em>status quo, </em>e então mexemos na “alegria” do momento. O que virá não se sabe&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Devemos distinguir Alegria de Felicidade. Para um melhor entendimento destes termos vou dizer que entendo Alegria como algo mais passageiro, um fato, algo que <strong>nos dê</strong> alegria momentânea. Por exemplo, um momento com amigos batendo “papo”, um churrasco ou uma festa é normalmente um momento alegre. Embora muitos vão dizer isso é a Felicidade, eu prefiro chamar a Felicidade de algo mais duradouro. Essa é a distinção que quero fazer.</p>
<p style="text-align: justify;"> Um dos grandes problemas da humanidade contemporânea no mundo ocidental é a vida frenética e desenfreada, sempre estamos dizendo que não temos tempo pra nada. Aliás, quem não tem tempo para a Vida não tempo para Viver. Para uma completa felicidade é preciso ter o tempo para plantar, o tempo para colher e o tempo para “curtir” a terra, descansar, enfim re-viver, tanto a terra como nós mesmos, aí está o segredo da Felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> Precisamos sair da Rotina. Sempre achei que a rotina “come” o nosso tempo, mas alguns vão dizer há uma contradição entre sair da rotina e não mexer no time que está ganhando, então vou dizer: Saia da Rotina, mas sem mexer no Time. Como fazer isso?</p>
<p>Vejamos uma mensagem extraída do livro “O Mensageiro”:</p>
<p>Arranje um tempo para trabalhar.<br />
É o preço para alcançar a vitória.</p>
<p>Arranje um tempo para meditar.<br />
É a fonte da força.</p>
<p>Arranje um tempo para brincar.<br />
É o segredo da juventude.</p>
<p>Arranje um tempo para ler.<br />
É o fundamento para o saber.</p>
<p>Arranje um tempo para a devoção.<br />
Ela limpa o pó mundano dos nossos olhos.</p>
<p>Arranje um tempo para os amigos.<br />
Eles são a fonte da felicidade.</p>
<p>Arranje um tempo para amar.<br />
O amor é o maior sacramento da vida.</p>
<p>Arranje um tempo para sonhar.<br />
Os sonhos levam nossa alma até as estrelas.</p>
<p>Arranje um tempo para sorrir.<br />
É o meio para aliviar as cargas que temos que levar.</p>
<p>Arranje um tempo para planejar.<br />
Aí, então, terá tempo para as nove coisas acima.</p>
<p style="text-align: justify;"> Espero que esta pequena mensagem possa te ajudar, ela me ajudou muito e sempre me ajudará, pois defendo a Ideia do Sair da Rotina como meu <em>status quo,</em> dessa maneira e é assim para mim: Buscar dividir o tempo com atividades e lazeres diversificados. Mas se para você teu <em>status quo </em>é diferente e você está feliz com ele não o mude, não mexa no time, entende? Time que ganha não se mexe! Mas se teu time não está ganhando mexa nele, mude seus hábitos, crie atividades diferentes das que você faz hoje, busque novas amizades, isso não significa que você deve abandonar as antigas, não! A não ser que sejam “amizades” que não te acrescentam nada e nunca te acrescentaram&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">  Outro ponto que quero enfatizar é a tal da “felicidade” relativizada. Essa é uma felicidade por inveja, ou seja lá o nome que queiramos dar. Quando estamos comparando o nosso <em>status quo </em>com os de outras pessoas, estamos relativizando nossa vida, aliás é isso o que o sistema capitalista mais aprecia, isso gera <strong>competitividade</strong>, <strong>concorrência</strong>, <strong>consumismo</strong> etc. Esse é o motor do capitalismo, sem isso o sistema não funcionaria pois gerar-se-ia uma “<strong>acomodação</strong>” e posterior “<strong>assimilação</strong>” tanto nas empresas quanto no consumo.</p>
<p style="text-align: justify;"> Para justificar esse argumento vou mencionar uma pesquisa feita nos Estados Unidos, o maior símbolo do capitalismo na atualidade. A pesquisa perguntou a diversas pessoas o que elas prefeririam: ganhar 50.000,00 dólares por ano enquanto todas as outras pessoas ao seu redor ganhassem 25.000,00 dólares, ou ganhar 100.000,00 dólares enquanto as demais pessoas próximas ganhariam 200.000,00 dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                </p>
<p style="text-align: justify;">Você imagina qual foi a imensa maioria das respostas? Isso mesmo a grande maioria preferiria ganhar menos, desde que esse menos fosse o dobro dos seus visinhos. Isso é “Felicidade” relativizada e está pautada na Inveja, ou seja lá o nome que você queira dar.</p>
<p style="text-align: justify;"> Caro amigo leitor se não nos <em>pré-ocuparmos</em> em relativizar nossa Felicidade, se dividirmos o nosso Tempo como na mensagem acima, se não pensarmos em mudar o nosso <em>Status Quo</em>, quando em Felicidade.. Então estou certo estaremos e Seremos Felizes. A alegria é Estar&#8230; A Felicidade é Ser!</p>
<p> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>A Contagem do Tempo e o Calendário Gregoriano</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 01:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Origem]]></category>
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		<description><![CDATA[da contagem do tempo e do nascimento do calendário, temos que lembrar que o homem desde que começou a pensar e isso parece ser bem remoto, sempre se preocupou com a observação do Céu, ainda que para se guiar através do Sol ou das Estrelas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/48__160x120_tempo-calendario.jpg" alt="tempo-calendario" title="tempo-calendario" />
</a>
Em Primeiro lugar como vamos falar da  Contagem do Tempo e do Calendário<strong>&#8230; FELIZ  2010!!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para falarmos da contagem do tempo e do nascimento do calendário, temos que lembrar que o homem desde que começou a pensar, de maneira racional e isso parece ser bem remoto, sempre se preocupou com a observação do Céu, ainda que para se guiar através do Sol ou das Estrelas.<span id="more-993"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem naturalmente observou que o Sol aparece em um ponto do Céu (leste) vai “subindo” até o ponto mais alto do Céu (zênite) e vai embora em outro ponto do Céu (oeste), dessa maneira se dá o dia e a noite. Notou-se que a Lua vai mudando de fase durante o transcorrer dos dias, assim passaram a chamar de mês cada vez que a lua completasse uma nova fase, isso se dá em mais ou menos  29 dias e 12 horas.  Observaram também que a cada dia o Sol “nascia” em um ponto um pouquinho diferente do anterior “caminhando” mais para o Norte ou para o Sul, e verificaram que quando o Sol nascia em determinado ponto, estavam em uma certa estação do ano: Verão, Outono, Inverno ou <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/25/primavera-a-estacao-das-flores/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Primavera</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira o homem, ainda que sem possuir os conhecimentos de astronomia que temos hoje, pôde <strong>fazer um calendário</strong> e identificar quando chegaria a estação que lhe interessava. Com isso ele passa a dispor de um conhecimento básico para saber a melhor época para plantar, para viajar, e muitos povos calculavam quando seria melhor conceber (ou engravidar), a fim de ter um clima mais apropriado, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Conhecer os <strong>dias</strong>, os <strong>meses</strong> e o <strong>ano</strong> foi uma “simples” questão de observação da natureza. Eles verificaram que o “tempo” era cíclico e que o clima voltava de época em época a ter as mesmas características.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que eles “não sabiam” é que a Terra dá uma <strong>volta ao redor do Sol</strong> e que isso leva um ano ou seja 365 dias. Para ser mais preciso, o tempo que a Terra leva para voltar ao mesmo ponto em torno do Sol é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,2 segundos, daí a necessidade do ano bissexto e dos acertos no calendário de tempos em tempos tais como a cada ciclo de 400 anos (começou-se em 1600), seria bissexto também, mas 1700, 1800 e 1900 não o foram. Assim o ano de 2000 foi bissexto e 2100, 2200 e 2300 não o serão.  Ou seja só serão bissextos os anos seculares divisíveis por 400.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A pesar de todo esse malabarismo com o acerto do calendário ainda há um resíduo de 26,8 segundos por ano, o que na soma a cada 400 anos equivale a um total de 2 horas, 58 minutos e 40 segundos em relação à realidade astronômica. Nessa proporção haverá uma defasagem de um dia a cada 3.223 anos, há uma ideia para corrigir isso tornando comum o ano 4000 que seria bissexto pela regra de Gregório.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Este calendário que o mundo ocidental e grande parte do mundo globalizado usa é o <strong>Calendário Gregoriano</strong> fundado pelo <strong>Papa Gregório XIII</strong> em 24 de fevereiro de 1582, depois de longos 5 anos de estudos e a fim de substituir o calendário Juliano. A contagem oficial começou em 15 de outubro de 1582, quando se “eliminou” dez dias (de 5 a 14 de Outubro de 1582), a fim de se acertar a defasagem do tempo das estações com a realidade do Céu, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Cada “Ano” é uma “volta completa” em torno do Sol dada pelo Planeta Terra ou qualquer outro Planeta, cada Planeta leva  uma quantidade diferente de dias para completar esta volta, do ponto de vista terrestre, considerando o nosso dia de “24 horas”,  Mercúrio demora só 88 dias, Marte leva 687 dias para dar a volta ao redor do Sol e a Terra, como dissemos, demora um pouco mais de 365 dias. Isso significa, na verdade, que um ano, quando não for bissexto (com 366 dias) não se dá exatamente na zero hora do dia 1º de Janeiro mas em algumas horas depois&#8230; algo como <strong>5h 48m 45,2s.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Interessante é que a cada <strong>ano novo</strong> o povo está ligado no Calendário que vai surgir: <strong>2010</strong>, <strong>2011</strong>, <strong>2012</strong>&#8230;  no entanto muitos nem sabem ou lembram que acabamos de dar uma volta ao redor do Sol, e vamos começar uma nova volta, falo com um tom poético&#8230; a propósito e de qualquer maneira podemos lembrar de “dar a volta por cima” no ano que passou e pensar no ANO NOVO e parafraseando nosso amado Compositor e Doutor em Zoologia Paulo Manzolini, dizer: “<strong>Levanta Sacode a poeira e dá a volta por cima</strong>” aliás esta expressão ficou famosa por causa dessa música. E falando-se em “poeira”, lembremo-nos que <strong>somos poeira das estrelas</strong>&#8230; como menciono no artigo&gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/09/a-origem-do-universo-e-da-vida-ha-vida-so-aqui-na-terra/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>A Origem do Universo e da Vida</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tem gente que diz que o “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Tempo está passando mais rápido</strong></span></a>”, mas será que isso está mesmo ocorrendo? Há quem diga que o tempo não existe e que isso é apenas uma “convenção humana”. Bem, o que importa mesmo é vivermos o Nosso Tempo com felicidade e alegria. Precisamos estar em Sintonia com o Tempo, mas não necessariamente com o Calendário, aliás calendários existem muitos e diversos, alguns já até foram extintos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para saber mais ou ler sobre esta questão do Tempo e do Calendário sugiro alguns livros:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“<strong>Sobre o Tempo</strong>” de Norbert Elias, <strong>este autor alega que o tempo não existe em si</strong>,  <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/60434/?franq=285888" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>você pode adquirir clicando Aqui!</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Recomendo</strong> o livro “<strong>Panorama visto do centro do Universo</strong>: a descoberta de nosso extraordinário lugar no cosmos” de Joel R. Primack e Nancy Ellen Abrams, este livro é muito interessante em vários aspectos e <strong>tem um capítulo especial sobre o Tempo</strong>, em uma panorâmica filosófica astronômica. <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21408863/?franq=285888" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Para adquirir clique Aqui!!</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“<strong>O Tempo que o Tempo tem</strong>: por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário” de Alexandre Cherman e Fernando Vieira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Espero que tenha uma boa leitura e um Bom Tempo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<title>Relatividade especial e, o que Ela acarretou? Quais foram as consequências?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/08/27/relatividade-especial-e-o-que-ela-acarretou-quais-foram-as-consequencias/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 22:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continuando o texto sobre Einstein&#8230;



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<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/einstein-3.jpg" title="" class="shutterset_singlepic22" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/22__160x120_einstein-3.jpg" alt="einstein-3" title="einstein-3" />
</a>
A Velocidade-limite anula o caráter absoluto do Espaço e do Tempo. Einstein Reconciliou o eletromagnetismo e a mecânica em sua teoria da relatividade restrita.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas décadas do século XIX, o acúmulo de dados extraídos de numerosas experiências da física começaram a mostrar brechas e indeterminações nos modelos científicos da época. Esses modelos eram baseados em dois pilares principais: <strong>a teoria da gravitação universal </strong>de <strong>Isaac Newton</strong> e os princípios do <strong>eletromagnetismo</strong> propostos por <strong>Michael Faraday</strong> e resumidos nas equações de <strong>Maxwell</strong>.<span id="more-782"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Ambas as concepções, a mecânica e a eletromagnética, propunham um universo com partículas e campos de força que constituíam entes rígidos, mergulhados num espaço e tempo absolutos e de dimensões invariáveis. Dentro dessa concepção, tomava-se um sistema de referência único, em relação ao qual se determinariam os movimentos de todos os corpos. Esse sistema ideal se chamou éter cósmico.</p>
<p style="text-align: justify;">A busca sem sucesso do éter em numerosas experiências estimulou o surgimento das futuras teorias. Os americanos Albert Abraham Michelson e Edward Williams Morley, por exemplo, fizeram uma pesquisa com o objetivo de descobrir a velocidade com que a Terra se deslocava através do éter cósmico, supostamente imóvel. Michelson e Morley conseguiram medir com grande precisão a velocidade da luz, o que apoiou as concepções de Einstein e a idéia segundo a qual o deslocamento das ondas luminosas tinha velocidade constante, invariável para qualquer observador em repouso ou dotado de movimento uniforme.</p>
<p style="text-align: justify;">A descoberta da invariabilidade da velocidade da luz foi um golpe na noção do espaço e tempo absolutos. Isso inspirou os trabalhos de George Francis Fitzgerald e Hendrik Antoon Lorentz, dos quais se deduziu um conjunto de leis matemáticas, conhecidas como Transformações de Lorentz, cujos resultados incluem as noções de contração da distância e dilatação do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Noções relativistas e suas conseqüências</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O trabalho de Einstein, publicado em 1905 pela revista <em>Annalen der Physik</em>, deu uma resposta consistente ao problema da relatividade espaço-temporal sugerido por Lorentz e Fitzgerald. Os postulados principais da teoria da relatividade restrita são os que se seguem:</p>
<p style="text-align: justify;">(1) As leis da natureza não variam entre os sistemas distintos, chamados inerciais, que se movem com velocidade constante, uns em relação aos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">(2) Não existe um sistema de referência absoluto, e o estudo dos fenômenos físicos terá que ser feito mediante variáveis relativas que expressam leis idênticas em diferentes sistemas inerciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas hipóteses, apoiadas pelas experiências de Michelson-Morley sobre a velocidade da luz, negaram a existência do éter cósmico e revelaram um princípio que se tornou fundamental na ciência do século XX: <strong>a velocidade da luz é inatingível por qualquer partícula material, e além disso é insuperável.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As <strong>conseqüências</strong> diretas da teoria restrita, apoiadas em rigorosa formulação matemática, <strong>revolucionaram os postulados da ciência</strong>. De maneira geral, um objeto material com velocidade próxima à da luz sofre efeitos surpreendentes: <strong>sua Massa aumenta, o Espaço se contrai e o Tempo se dilata</strong>. Estes dois últimos efeitos se deduzem das equações de Lorentz.</p>
<p style="text-align: justify;">As hipóteses de Einstein, em sua teoria restrita, se completaram com a equação da equivalência entre massa e Energia como uma das manifestações paralelas do mesmo fenômeno. A lei da conversão entre matéria e energia, expressa pela equação matemática <strong><em>E</em> = <em>mc<sup>2</sup></em>,</strong> enuncia que a massa de uma partícula submetida a altas velocidades se transforma em energia pura, segundo um fator de conversão igual ao quadrado da velocidade da luz (<em>c</em>) no meio em que se realiza a experiência. Obteve-se a <strong>comprovação</strong> experimental dessa equação mediante o estudo das <strong>reações nucleares</strong>, que liberam colossais quantidades de energia resultantes da perda de massa do sistema. A conversão inversa, de energia em massa, que daria lugar à materialização de campos energéticos, nunca foi detectada em lugar algum do universo, embora modernas teorias cosmológicas tenham previsto a existência de buracos brancos que atuariam como criadores de matéria.<br />
Os sistemas de referência exclusivamente espaciais, usados nas teorias clássicas, tiveram que ser completados por uma nova variável, <strong>o tempo</strong>, para satisfazer as novas hipóteses. O alemão Hermann Minkowski definiu o espaço tetradimensional como constituído de três direções de espaço e uma de tempo. O tempo seria o quarto eixo de referência. No espaço-tempo de Minkowski puderam ser representados os fenômenos referentes às teorias relativistas.</p>
<p style="text-align: justify;">No próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/01/relatividade-geral-e-a-confirmacao-da-teoria/" target="_blank">Relatividade Geral</a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.</p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>O Ser humano em um processo de Desterritorialização, os “movimentos”, o Tempo e o poder no conhecimento, especialmente na Astronomia (Parte 2)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/21/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 19:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta é a continuação do Artigo clique aqui para ver a (Parte 1)
 1.3. Os “movimentos” 

O delírio é o motor que move; por exemplo: as grandes navegações foram motivadas por este delírio, tanto quanto os estudos do universo, da natureza, do cosmos, também o foram. 
A inteligência brota no homem depois que este fica [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Esta é a continuação do Artigo clique aqui para ver a (Parte 1)</span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282344642051566514" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 279px; height: 176px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SU6odwKr67I/AAAAAAAAAH4/9z3Eeuq5h5E/s320/ponte+falsolugar005.jpg" border="0" alt="" /> <strong><span style="color:#336666;">1.3. Os “movimentos” </span></strong><br />
<strong><br />
</strong><span style="color:#336666;">O delírio é o motor que move; por exemplo: as grandes navegações foram motivadas por este delírio, tanto quanto os estudos do universo, da natureza, do cosmos, também o foram. <span id="more-107"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">A inteligência brota no homem depois que este fica em pé e este é um processo de movimento – um processo de “hominização”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">O pensamento certamente não surge de uma forma racional como o conhecemos hoje, portanto “o pensamento não pode ficar reduzido ao racional” como lembram Deleuze e Guattari em Mil Platôs(1) </span><span style="color:#336666;">Gostaríamos de lembrar as diversas tribos espalhadas pelo mundo. Os pensamentos nômades; e então, no nosso campo: a Etnoastronomia com um pensamento peculiar. O pensamento não pode se reduzir à representação, ao sujeito-objeto.</span><br />
<span class="fullpost"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Gostaríamos também de questionar: será que na origem do pensamento desde seus primórdios não tivemos também o thauma, o espanto no que tange à Astronomia, ao encantamento que o Céu deve ter propiciado a este “homem embrionário”? É claro que de maneira rudimentar e muitas vezes cosmogônicas(2)</span><span style="color:#336666;"> e não cosmológicas, este homem já pensava o Céu.</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
É o pensamento que faz o homem, não é o homem que faz o pensamento, o pensamento precede o homem &#8211; no sentido mesmo de não pertencer ao homem. Nossos sentidos nos enganam, você vê o sol girando em torno da terra mas na verdade, se sabe hoje, é a terra que gira e que se move dando-nos a impressão de ser o sol e o céu que se movem ao redor da Terra. </span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
O que é uma vida humana se não pensarmos nos nossos valores, em nossa animalidade em nossa desterritorialização, em nossa origem cósmica ? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Observemos que nossos movimentos são muito maiores que se possa pensar. Portanto quem somos nós hoje? Homens ínfimos em uma imensidão cósmica, inimaginável em sua totalidade, tal como nós mesmos o somos inimagináveis em nossa totalidade. Talvez por sermos “poeira das estrelas” ou seja, formados, constituídos, elaborados por “químicas” provindas de bilhões e bilhões de anos do universo, por nascimentos e mortes de outras estrelas, somos por isso uma parte deste universo físico. Temos em nosso corpo e quem sabe em nossa mente, em nossa alma, uma essência deste cosmos. Talvez seja por isso tão importante continuarmos a estudar o universo, quem sabe assim nos conheçamos melhor? Se é que um dia isto será possível&#8230;</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
Acreditamos que da mesma maneira que viemos do cosmos, o nosso pensamento é imanente ao cosmos, ele não vem de nós, ele é em nós, ele vem em nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Tanto a física moderna ou melhor ainda a física contemporânea e especificamente a física quântica, quanto o pensamento são autônomos. Assim a natureza também o é. O homem é um ser da natureza, portanto para entendê-lo é necessário entender a natureza; e a natureza do homem. Mas como dissemos nossa natureza se transforma, se expande e agora em aceleração. Façamos uma analogia com o tempo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;"><strong>1.4. A questão do tempo e o poder no conhecimento especialmente na</strong> <strong>Astronomia</strong></span><br />
<strong><br />
</strong><span style="color:#336666;">No universo há uma expansão do espaço-tempo que está em aceleração, nós estamos dentro deste espaço, dentro deste universo, mas esse tempo não pode ser percebido por nós. Há um tempo macro e um tempo micro; nós estamos no micro, este sim é percebido por nós, e ainda assim ele é mais psicológico do que “real”, ele é determinado por nossas rotinas, por nossos hábitos, pelos sistemas e instituições nas quais estamos envolvidos, inseridos.</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
O que acelera o tempo é a dinâmica do capitalismo. O nosso “tempo” cronológico não mudou em nada, o dia continua tendo 24 horas (ou melhor 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos) há milhões de anos o tempo cronológico é praticamente o mesmo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Temos também o movimento-tempo do Estado que manipula tudo, inclusive o conhecimento da astronomia que por muitas vezes foi e é usado como desculpas para outros objetivos menos nobres como foi o caso da “guerra nas estrelas”; das “viagens espaciais”, dos satélites espiões em órbita da terra, etc; e agora o “turismo espacial”. Dentro de algumas décadas assistiremos a um anuncio assim: saia do Planeta e o veja por completo em seu Esplendido Azul – pague a sua “viagem” em 60 x sem juros&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">O conhecimento sempre foi um poder, e o conhecimento em astronomia não fugiu e não foge à regra. Por exemplo no passado quando os homens “ocidentalizados” vinham à América e utilizavam-se dos conhecimentos das efemérides(3)</span><span style="color:#336666;"> como eclipses lunares ou solares para intimidar os “índios” afirmando que se estes não fizessem tais ou tal coisa o “homem branco” mandaria a Lua se apagar naquela noite. É claro que o “homem branco” já sabia que haveria um eclipse naquela noite, e usavam este “conhecimento” como poder de persuasão. Este é um fato que também ocorre hoje em nossos dias mas de maneira às vezes mais sutil, outras nem tanto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;"><br />
O poder do conhecimento nas “ciências armamentistas” por exemplo, é um pequeno exemplo que está aí. Quem tem mais conhecimento em armas químicas, biológicas, bomba atômica, aviões “invisíveis” etc e tal, tem mais poder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">E hoje mais do que nunca não podemos menosprezar a questão da importância do tempo e suas conseqüências. Com a nova dinâmica do capitalismo o tempo: nos transportes; na produção; na logística de distribuição e reposição; nas transmissões de informações; acelera-se de maneira nunca antes imagináveis. Enfim: Time is money (tempo é dinheiro), melhor seria dizer: tempo é poder. E melhor ainda, o conhecimento deste tempo, e de como obtê-lo é poder. A importância não está no operário mas no poder do conhecimento, e aí entra a possibilidade da manipulação deste “saber” e desse tempo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Por fim como nós estamos “aqui no alto da montanha” nos resta viver, não simplesmente sobreviver, precisamos acima de tudo nos “movimentar” e mesmo que não tenhamos mais tempo de vida, que tenhamos mais vida no nosso tempo ou no tempo que tivermos. Enfim o “movimento” continua&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/" target="_blank">clique aqui para ver a (Parte 1) deste Artigo</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">BIBLIOGRAFIA</span></p>
<p style="text-align: justify;">ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">DELEUZE, Gilles. A ilha deserta: e outros textos. 1.ed. São Paulo: Iluminuras, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(1) Livros publicados por Gilles Deleuze e Félix Guattari (edição original 1980) traduzidos para o português em 5 volumes, esta obra foi concluída na sua tradução em 1997.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(2) Quando nos referimos à cosmogonia diferimos da cosmologia no sentido que esta está pautada em “leis científicas” matemáticas e físicas, enquanto que aquela está mais no plano do imaginário e pautada nos deuses gregos ou outros deuses de povos primitivos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(3) Efemérides &#8211; é o termo usado por magos, astrônomos, astrológos e monarcas desde a antiguidade para anunciar tanto as ocorrências de alguns acontecimentos celestiais: eclipses, cometas que passariam; bem como escolher a posição dos astros para assinaturas e tratados imperiais, tudo de acordo com a posição dos astros de cada dia, normalmente encontrados num conjunto de tabelas denominadas hoje efemérides astronômicas que indicam a posição dos astros para cada dia do ano. </span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
</span><span style="color:#336666;">Abraços do Benito Pepe</span><br />
<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#336666;">www.benitopepe.com.br</span></a></p>
</div>


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		</item>
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		<title>O Ser humano em um processo de Desterritorialização, os “movimentos”, o Tempo e o poder no conhecimento, especialmente na Astronomia (Parte 1)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 20:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
1.1. Introdução
Pretendemos neste texto relembrar de forma figurativa e alegórica a história da humanidade, em sua transformação física-biológica-psicológica. 


Conforme menciona Deleuze(1) “O homem é um animal se despojando da espécie” deixamos nossa animalidade e estamos em um processo de humanização. Este é um processo que demanda sofrimento e está em aceleração progressiva nos últimos séculos. [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281609984700051026" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 177px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SUwMTEQz7lI/AAAAAAAAAG4/gsICUjfDX8Y/s200/geografia.gif" border="0" alt="" /><br />
<strong><span style="color:#009900;">1.1. Introdução</span></strong></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Pretendemos neste texto relembrar de forma figurativa e alegórica a história da humanidade, em sua transformação física-biológica-psicológica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Conforme menciona Deleuze(1) </span><span style="color:#009900;">“O homem é um animal se despojando da espécie” deixamos nossa animalidade e estamos em um processo de humanização. Este é um processo que demanda sofrimento e está em aceleração progressiva nos últimos séculos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#009900;">Uma das questões para reflexão é que o homem “tem” sua humanidade, mas mantém sua animalidade.<span id="more-106"></span></span></div>
<div><span style="color:#009900;"></p>
<p style="text-align: justify;">As diversas instituições nos moldam e são moldadas por nós.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Veremos como o que chamamos de “mal da altitude” nos aflige e requer movimento constante. O delírio é o motor que move. E o movimento faz com que nos tornemos o que somos ou o que vamos ser. </span></div>
<div><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Mas “somos movimento” desde nossas <em>origens cósmicas estelares</em>. O nosso pensamento é imanente ao cosmos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">A física quântica mostra que a natureza é autônoma; assim o pensamento também o é. </span></div>
<div><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">O universo se expande. O nosso pensamento, o nosso “conhecimento” também. Mas o conhecimento é usado como forma de poder. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">É a dinâmica do capitalismo que acelera o tempo. No capitalismo tempo não é só dinheiro, tempo é poder.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"></p>
<p></span><span style="color:#009900;"><strong>1.2. O Ser Humano e o Processo de Desterritorialização<br />
</strong><br />
A Desterritorialização é uma saída do “território”. Este é um conceito de Deleuze e Guattari. Mas este processo requer “naturalmente” uma Reterritorização, ou seja a “criação” de um outro novo Território. (Mas este conceito é mais amplo do que pode parecer em princípio, não está propriamente ligado a apenas um território físico)</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Inicialmente a Desterritorialização era usada para processos psicanalíticos, mas depois é ampliada para toda a filosofia. Poderíamos considerar que a “criação” de novos “territórios”, ainda que realmente necessários, são agora, mais móveis e descontínuos. Não como os originais, que certamente levaram muitíssimos milênios para modificarem-se. Os novíssimos territórios criados pela humanidade modificam-se como os ventos&#8230; </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Quando queremos nos utilizar do conceito Deleuziano de Desterritorialização, pretendemos neste texto, nos concentrar no sentido mais relacionado às questões físico-biológicas e antropológicas da humanidade e não propriamente a um território geográfico. Mas sim ao que tange ao próprio homem enquanto espécie “deixando” os seus territórios naturais, saindo da sua “floresta” e entrando na sua “cidade”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Este é um grande êxito de uma “duração” que começa em um processo lento e gradual lá nos primórdios dessa espécie há pelo menos dois milhões de anos e entra em aceleração progressiva nos mais recentes milênios desta humanidade. Naturalmente tivemos a necessidade de transformações e adaptações múltiplas para chegarmos em nosso novo território. Mas esta re-territorialização, “necessária”, transforma o homem que por sua vez transforma este território. (a natureza em todos os sentidos) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Quando estávamos lá na pura natureza, no nosso território natural, na nossa origem; o nosso Éden era nosso Paraíso. Fomos nos modificando, nos transformando, e assim deixamos o Ser que éramos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se observarmos a natureza com um pouco de atenção, perceberemos que embora tenhamo-nos distanciado daquele território original, ainda estamos envolvidos com a nossa “essência” dessa natureza. Este processo de desterritorialização e reterritorialização, quando mais lento, era provavelmente menos sofrido ou traumático, pois a lentidão milenar é uma coisa totalmente diferente deste novo processo em que passa a humanidade e que é um processo, como dissemos, em aceleração progressiva; é muito rápido, portanto, não mais milenar. Há algum tempo passou a ser secular e agora estamos “transformando-nos” em décadas e quem sabe apenas a cada novo ano. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Poderíamos fazer uma alusão com uma de nossas necessidades básicas: a Locomoção. Seria até análogo com o conceito em questão. Pois bem, então se caminharmos do nível do mar até uma montanha distante, seguindo as suas trilhas durante vários dias de caminhada e chegarmos ao topo da Cordilheira dos Andes por exemplo, deixaremos uma pressão atmosférica maior – no nível do mar – e alcançaremos uma altitude de 4 ou 5 mil metros com uma pressão atmosférica e nível de oxigênio baixíssimo. Faríamos isto em muitos, muitos dias de caminhada, o que nos facilitaria acostumar aos poucos nosso organismo a essa nova altitude, sem muito sofrimento.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Agora, se pegarmos um automóvel e fizermos a mesma viagem em algumas horas, certamente sentiríamos muito mais o problema da altitude. E se fizéssemos esta mesma viagem em um avião? Deixaríamos o nível do mar e em alguns minutos estaríamos em uma cidade dessa altitude. Com certeza quem não tem o hábito de fazê-lo precisará de um medicamento próprio para a altitude ou tomar o famoso “chá de folha de coca”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Bem, com esta analogia gostaríamos de destacar o que de fato ocorre com a humanidade nos dias de hoje. O homem ocidental deixou sua natureza “em avião”. Antes “caminhávamos a pé”, como o fazem ainda algumas tribos espalhadas pelo Planeta, há tribos que vivem em harmonia com a natureza e portanto em sintonia com a sua essência natural. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se observarmos a natureza, veremos claramente que um animal está em harmonia com a sua essência, por exemplo: procria e cria os seus filhotes sem precisar de médicos ou orientadores. O macho faz o seu papel de procriador, a fêmea gera e cuida de sua cria com toda a dedicação, intensidade e exclusividade necessárias; precisando deixar de lado o macho e às vezes até abandoná-lo, quando não mais necessário, a fim de manter seus filhotes em segurança pois muitos machos são até perigosos para os seus filhotes.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
O macho por sua vez, em muitas espécies, “possui” várias fêmeas. Talvez pelo fato da natureza do macho, ele necessite mais intensamente ou quantitativamente do “sexo”, mesmo depois da cria. Enquanto a fêmea necessita mais de afeto e proteção. Portanto estes animais estão vivendo sua animalidade e seu “território” em toda a sua intensidade. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Nossa espécie bem diferente dos demais animais modificou drasticamente sua animalidade, e em um processo, como dissemos antes: lento e agora acelerado, se desterritorializou. Então vivemos um dos momentos mais problemáticos da humanidade, <em>fomos e somos influenciados pelas diversas instituições</em>. É claro que depois que estamos no topo da montanha precisamos nos re-adaptar, queiramos ou não, com esta nova altitude. Faremos isto nos “adequando” ao “novo território” e/ou através dos “medicamentos”, ou passamos mal. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Ainda que descêssemos ao nível do mar, o “mal da altitude” não cessaria rapidamente. E o mais notório é que depois de conhecer a altitude, ainda que com sofrimento, não queremos deixá-la para sempre, pensamos de vez em quando em ir ao “nível do mar”, mas voltamos à “montanha”.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Em outras palavras nossa “humanidade” não deixa facilmente nossa “animalidade” e nossa animalidade busca a humanidade. Nossa desterritorialização sempre nos proporcionará novos territórios, isto nos parece um processo da vida humana seja ele com casualidade ou ao acaso dependendo do magistério que o estuda, seja a ciência ou a religião. O fato é que os filósofos não estão propriamente apegados a um ou outro magistério, mas desde nossos primórdios lá na Grécia antiga dizemos: sou um filósofo, ou seja, um amante do saber. Mas como dizia Sócrates: só sei que nada sei. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se tivéssemos caminhado não sofreríamos tanto o “mal da altitude”, mas certamente sofreríamos outros males. Esta é a humanidade se desterritorializando, deixando sua animalidade e alcançando sua humanidade, mas agora sofrendo o “mal da altitude” por fazê-lo de “avião”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Cabe a nós nos conformar e esperar o advir? Mas, se só esperamos não saímos do lugar. Como dissemos alegoricamente, o êxodo requer movimento. Embora nos pareça ser a vida humana um advir eterno, é preciso o movimento. E assim nos cabe, ao menos, permitir que esta viagem seja a menos sofrível possível e a mais agradável o tanto quanto desejável. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">(1) Deleuze no texto: “Instintos e instituições” (1955), pode ser visto no livro A ilha deserta, vide Bibliografia.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/21/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-2/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Continua na (Parte 2) clique aqui</span></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="color:#009900;">Bibliografia</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">ANDREETA, José Pedro. <em>Quem se atreve a ter certeza?:</em> A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">APPIAH, Kwame Anthony. <em>Introdução à filosofia contemporânea</em>. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">CHÂTELET, François. <em>Uma história da razão</em>: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">DELACAMPAGNE, Christian. <em>História da filosofia no século XX</em>; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">DELEUZE, Gilles. <em>A ilha deserta</em>: e outros textos. 1.ed. São Paulo: Iluminuras, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.<br />
</span><span style="color:#009900;"> </span></p>


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		<title>A Estrada do Tempo e da Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 01:36:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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Eu sempre achei que o tempo não existe, que ele é uma simples convenção da humanidade para separar o ontem do hoje e do amanhã, mas o tempo existe? Existe. Mas é tão infinitamente longínquo que na prática a minha idéia de que o tempo não existe não está tão fora da realidade. Da mesma [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277138698666334594" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 155px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/STwpr9x5WYI/AAAAAAAAAEQ/a8kZa5XuY-w/s200/pincel-na-estrada.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div>
<div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Eu sempre achei que o tempo não existe, que ele é uma simples convenção da humanidade para separar o ontem do hoje e do amanhã, mas o tempo existe? Existe. Mas é tão infinitamente longínquo que na prática a minha idéia de que o tempo não existe não está tão fora da realidade. Da mesma forma que uma reta não existe se consideramos a imensidão do espaço e do tempo que naturalmente se curvam. Da mesma forma que o plano não existe, se considerarmos a circunferência do planeta. Em outras palavras algo que é observado ou sentido em pequeninas escalas é verdadeiramente diverso da realidade quando em escalas absolutas.<span id="more-95"></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Por exemplo, o tempo do universo, ou melhor, o tempo em que conhecemos o inicio da expansão do cosmos o chamado Big Bang que teria ocorrido há aproximadamente 15 bilhões de anos (ou pretensiosamente: afirma-se 13,7 bilhões de anos atrás) é um tempo absoluto e imenso para a nossa realidade existencial irrisória, e isto se considerarmos todas as gerações de humanos, não só um homem. Vejamos com o esquema de escala que mencionarei. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Imaginemos que o tempo do universo fosse uma estrada. Desta forma poderíamos medi-lo em quilômetros, assim teríamos por exemplo para os 15.000.000.000 (15 bilhões) de anos uma escala que corresponderia a 15 quilômetros ou 15.000 metros ou 1.500.000 de centímetros. Poderíamos também colocar várias etapas da vida nesta estrada, desta forma: depois de percorridos aproximadamente dois terços (2/3) do caminho ou seja a apenas 1/3 do fim da estrada deste tempo surge o nosso sol, o nosso sistema planetário e os outros planetas próximos. Estamos a 4,5 quilômetros do fim da estrada que começou lá nos 15 km. Vamos agora “matar” bastante tempo desta estrada e irmos direto para a época dos dinossauros, na origem estaríamos +/- há 230 milhões de anos e na extinção há a +/- 65 milhões de anos de nossa época ou apenas insignificantes 65 metros de nossa era, algo que facilmente percorremos a pé, a distância de um poste de luz a outro. (note que os dinossauros estiveram no planeta durante +/- 165 milhões de anos).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Vamos agora falar do homem e suas origens há 3 ou 2 milhões de anos, que barbaridade de proximidade agora com o tempo ou com nossa estrada. Estamos há míseros 3 ou 2 metros do fim da estrada do tempo. Mas este homem era muito primitivo provavelmente estava vivendo na áfrica como um animal selvagem. Então vamos dar uma viajada bem grande e chegar ao homem que começa a sair da África indo para Ásia, Europa, Américas. Estamos agora a mais ou menos 200.000 anos atrás, coisa àbeça? Não. Não é nada&#8230; são “apenas” 100 vezes mais distante do que o tempo que Jesus esteve no planeta, os nossos 2.000 anos da era cristã. Mas agora estamos apenas 20 centímetros ou 0,2 metros do final da estrada do tempo. Há aproximadamente 30.000 anos encontramos algum registro dos nossos antepassados que deixaram marcas em cavernas, (pinturas rupestres) estamos agora a 3 cm do nosso momento ou do fim da estrada.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Para nos aproximarmos mais de nosso momento é melhor passarmos agora para os milímetros pois quando o mestre Jesus esteve por aqui há 2.000 anos, e para colocar isto na Estrada do tempo é melhor pegarmos uma régua pois teríamos que marcar só 2 milímetros ou 0,2 cm.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
Mas na época de Jesus a humanidade não tinha os conhecimentos que possui hoje, naturalmente a humanidade evolui com o passar dos anos e desta estrada da vida, que se consideramos a época do renascimento, ou a época de Isaac Niwton, os anos 1650 de nossa era estaríamos agora a apenas 300 anos de nossa época e a quase imensuráveis 0,3 milímetros ou 1/3 de milímetro do fim de nossa estrada.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">O que falar agora da época de nosso século passado quando tivemos o mestre do tempo-espaço o Sr Einstein (1905) há 100 anos ou 0,1 de milímetro um décimo de um milímetro do nosso tempo. E então a duração de nossa vida é algo realmente insignificante, neste contesto e nesta estrada do universo, o que seriam 10 anos de nossa vida? algo como 1/100 de milímetro, “caramba” já estamos precisando de um microscópio para ver estes 10 anos de nossa vida, e muito pior seria pensarmos em cada ano de nossas vidas 1/1000 de um milímetro, e se pensarmos em cada mês, ou cada dia, ou cada hora, ou cada minuto, ou cada segundo? É &#8230; volto ao meu pensamento inicial &#8230; “o tempo não existe”!</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Abraços do Benito Pepe</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank">Leia mais sobre tempo em &gt; &#8220;O tempo está passando mais rápido?&#8221;</a><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><a href="http://www.benitopepe.com/2008/12/o-tempo-est-passando-mais-rpido.html"><br />
</a></span></div>
</div>
</div>


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		<title>O tempo está passando mais rápido?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 20:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aceleração]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[

Esta é uma pergunta que muitos fazem constantemente, e a resposta é sempre afirmativa para a maioria das pessoas, pois sentem realmente o tempo “voando”, entretanto a resposta está Certa e Errada. É, Sim, o tempo está “expandindo” rapidamente, porém também é Não! (não tem como percebermos).
Ela é Sim pois de fato há uma aceleração [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277133842785103170" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 139px; float: right; height: 125px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/STwlRUNl7UI/AAAAAAAAADE/M7iz8tL5pvQ/s200/Tempo.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/STwktF-HHjI/AAAAAAAAAC8/wZlb8K_c7MA/s1600-h/Tempo.JPG"></a></div>
<div style="text-align: justify;">Esta é uma pergunta que muitos fazem constantemente, e a resposta é sempre afirmativa para a maioria das pessoas, pois sentem realmente o tempo “voando”, entretanto a resposta está Certa e Errada. É, Sim, o tempo está “expandindo” rapidamente, porém também é Não! (não tem como percebermos).<span id="more-93"></span></div>
<p style="text-align: justify;">Ela é Sim pois de fato há uma aceleração da expansão do universo e portanto do tempo, mas isto ocorre em escalas que não podem ser sentidas pelos seres deste planeta, isto é tão imensamente maior, que nossos sentidos não podem perceber o que ocorre, é como se puséssemos uma formiga em um automóvel e acelerássemos este carro, ela lá dentro não perceberia o que está ocorrendo. Eu exagerei neste exemplo para ficar bem claro que a expansão do universo ainda que em aceleração não faz diferença para nós que na verdade não somos formigas neste carro, mas algo bem menor do que bactérias invisíveis para o cosmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a resposta também é Não! O tempo não está passando mais rápido? Não, não está passando mais rápido. Por que então nós sentimos que um ano, por exemplo, passa cada vez mais rápido do que o outro, começamos no dia 1* de Janeiro, daqui a pouco já é carnaval, logo chega a páscoa, depois vem as festas juninas e o inverno logo passa (refiro-me ao hemisfério sul) é chegada a primavera, vem o verão&#8230; é natal novamente e&#8230; pronto. Acabou mais um ano, mas isto ocorre mesmo? Como pode ocorrer isto?<br />
<span class="fullpost"><br />
Isto é apenas uma conseqüência da Percepção, da Observação, da Rotina em que vivemos. A sensação do tempo depende de nossa vida e das experiências vivenciadas. A nossa mente sente o tempo passar através dos movimentos percebidos, das observações, ou da Rotina e isto é computado em nosso cérebro de forma similar ao computador que entra em uma pagina da internet pela primeira vez de forma mais lenta e depois de “conhecer” o caminho “carrega” mais rapidamente a página da próxima vez, assim quando vivemos uma nova experiência a vivemos mais lentamente, ela parece mais demorada, ela é mais observada mais percebida pois nosso cérebro precisa apreender as novas informações os novos caminhos. Outro exemplo facilmente compreensível é propriamente os caminhos para uma viagem de automóvel. Normalmente quando vamos pela primeira vez a algum lugar distante nos parece mais longe do que quando vamos várias vezes depois, isto ocorre porque o cérebro a primeira vez estava com mais atenção e observando tudo à sua volta, o caminho as placas etc, quando já sabemos o caminho de “cor e salteado” não nos preocupamos com detalhes, assim nos “distraímos” com outras coisas e quando vemos já chegamos ao destino.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de vermos isto é fazendo uma analogia com o tempo de vida de cada pessoa e a proporcionalidade com o tempo total de sua vida. Considerando uma vida humana em 100 anos para facilitar as contas que vou apresentar. Temos que uma criança de 1 aninho terá vivido apenas 1% do seu tempo, uma criança de 10 anos – 10% e assim sucessivamente. Outra analogia é notarmos que para uma criança de 1 aninho chegar ao próximo natal levará 1 ano como todos nós, mas para ela isto corresponde a tudo o que ela já viveu até agora, ou seja 1 ano, mas se a criança tem 5 anos o próximo natal corresponderá apenas 20% do que ela viveu e se tiver 10 aninhos a apenas 10% de sua vida e isto vai diminuindo gradativamente até no meu caso, por exemplo, 40 aninhos – um ano é tão somente 2,5% de minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém deve ficar apavorado com isto. Embora meu propósito seja mais de refletir, para este caso, tenho uma sugestão e que procuro fazer sempre que possível. Em primeiro lugar é necessário viver o mais intensamente o quanto seja plausível, faça coisas novas e diferentes, viaje para lugares diferentes de bela natureza ou culturais, onde a história do local seja estudada por você, assim você vive e sente uma história nova e não apenas passa pelo lugar, quando for em locais de bela natureza pare, sinta a natureza, veja o nascer ou por do sol, viva e experimente que você faz parte deste conjunto. Faça cursos o quanto possíveis forem, leia muito e intensamente, novos conhecimentos sempre nos dão mais vida, ainda que não nos dêem mais anos de vida nos darão mais vida nos anos que tivermos pela frente. Assista a bons filmes, vá ao teatro, converse sobre os assuntos e temas mais diversos, mas principalmente por aqueles que não sejam fúteis, a futilidade também é importante para descontrair, para quebrar uma tensão, para relaxar, mas não deve ser uma rotina em nossa vida, pois a futilidade é muito boa para passar o tempo ou seja quando não temos nada o que fazer, mas se isto estiver ocorrendo com freqüência é porque já estamos jogando fora o nosso tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro-me bem há alguns anos quando ainda estava no segundo grau no SENAC um professor que disse para a turma &#8211; aproveitem o seu tempo agora que vocês podem estudar, fazer outros cursos além deste que vocês fazem apenas durante 4 horas do seu dia, eu ouvia isto e refletia: &#8211; é verdade, meu pai e meu irmão ficam no trabalho de 8 horas até as 19 horas e eu só estudo das 13 às 17 horas, isto fez com que eu passasse a fazer outros cursos aproveitando que estava no SENAC fazendo meu 2* grau e lá há diversos cursos bem baratinhos. (perdi a conta de quantos fiz).</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje ouço sempre as pessoas dizendo que não tem tempo para isto ou para aquilo, engraçado como estas mesmas pessoas tem tempo para futilidades. Acho que na verdade nós somos por essência preguiçosos, é mais fácil sentar em frente ao televisor e ir apertando o controlo remoto e mudando de uma besteira para outra, de uma futilidade para outra. É&#8230; depois quando agente vai ver&#8230; já passou um dia, outro, depois um mês, outro e assim vão os anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não façamos isto! Lutemos contra a preguiça, lutemos contra a futilidade, contra a rotina, da mesma forma que devemos lutar contra a doença tomando medicamentos ou nos alimentando, mesmo que o apetite seja perdido na anomalia, como também ocorre para os exercícios físicos: temos preguiça em faze-los, mas depois que passamos a praticar nos sentimos mais dispostos e saudáveis. Corpo sano em mente sana, certo? Muito bem! Vejo o tempo assim também, quando procuramos ocupa-lo sabiamente e o preenchemos com sabedorias ou com um lazer agradável e útil ou com algo que verdadeiramente nos preencha satisfatoriamente, percebemos que o tempo é algo agradável e olhamos para trás com satisfação ao verificar que preenchemos o nosso tempo ou o nosso ser com coisas que podem ser “medidas” e às vezes até reverenciadas por nós mesmos e pelos outros.<br />
Bom tempo, bem ocupado, para você neste ano!!</p>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;">Abraços d<span style="color: #888888;">o <strong>Benito Pepe</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3366ff;"><br />
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<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3366ff;"><br />
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<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/04/a-estrada-do-tempo-e-da-vida/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Veja também &#8220;<strong>A Estrada do tempo e da vida</strong>&#8221; clique aqui.</span></a></div>
<div><a href="http://www.blogger.com/%3C/div"><br />
</a><a href="http://www.planetanews.com/materias/benito_intro.mp3"><span style="color:#3366ff;">Ouça a entrevista concedida por mim para uma rádio: &#8211; <strong>introdução da matéria</strong>.</span><br />
</a><br />
Ouça a <a href="http://www.planetanews.com/materias/benito_interview.mp3"><strong><span style="color:#3366ff;">Entrevista propriamente dita.</span></strong></a></div>


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