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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Platão</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Outra forma da divisão das Obras de Platão e um  Pequeno Comentário</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 21:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[Obras e Doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>

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Faço agora esse complemento quanto ao tópico sobre as  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/10/obras-de-platao/" target="_blank">Obras de Platão</a>, a fim de destacar uma outra visão de como as obras deste grande filósofo clássico podem ser divididas. Temos 27 diálogos, tratando-se dos que são considerados realmente de Platão, sem falarmos da doutrina não escrita a “Agrapha Dogmata”.<span id="more-754"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quero destacar os 4 diálogos que falam claramente do que viria posteriormente a ser denominado “Teoria da Ideias” relembrando que em nenhum momento o próprio autor declara esse termo. Esses diálogos são: <strong>Banquete</strong>, <strong>Fédon</strong>, <strong>Fedro</strong> e <strong>A</strong> <strong>República</strong> onde merecem destaque os livros VI e VII (no livro VII é apresentada a famosa “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/31/a-alegoria-da-caverna-de-platao-%E2%80%93-livro-vii-da-republica/" target="_blank">Alegoria da Caverna</a>”). A “Teoria das ideias” também chamado “mundo das ideias” transpõe  uma dualidade entre o mundo tangível (nosso mundo) e o mundo intangível  (mundo das ideias). Essa dualidade da realidade vai dizer que a verdade é transcendente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Embora possa não parecer para alguns,  Platão foi um revolucionário em sua época ao buscar o “conhecimento”, a “explicação pela razão”, e não só pela “explicação das musas” (ou dos deuses)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não é muito dizer que a história do Ocidente tem muito do seu pilar apoiados nos livros VI e VII do diálogo <em>A República</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Entre outras coisas no diálogo <em>Banquete</em> Platão fala do <em>Eros </em>(amor);<em> </em>no<em> Fédon </em>fala da<em> morte de Sócrates; </em> no <em>Fedro</em> fala da <em>retórica; </em>na<em> República, </em>fala da <em>Justiça<strong>, </strong></em><strong>no livro X deste diálogo, fala do cosmos – Mito de Er.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nos diálogos há: um <strong>anonimato platônico</strong>;  há um <strong>protagonista, </strong>mas estaria esse protagonista dizendo o que Platão pensa?; há um movimento <strong>Dramático</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando lemos Platão, tanto quanto aos outros escritos que podemos considerar obras arqueológicas, precisamos nos lembrar desse fato, estamos em nossas mãos com obras escritas há 2500 anos atrás como é o caso de Platão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lista dos diálogos de Platão – através da divisão estilométrica (estilo da escrita, em cada período)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Considerados da primeira fase – os diálogos ditos Socráticos, são:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apologia; Criton; Íon; Protágoras; Láquesis; República I  (note que é só o livro l que aparece nesta classificação); Lisias; Carmides; Eutifron; Eutidemo; Gorgias; Hipias Maior; Hipias Menor; Crotilo; <span style="text-decoration: underline;">Menon; <strong>Banquete</strong>; <strong>Fedon</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste grupo há aqueles que defendem a ideia de que <strong>Eutifron</strong>;  <strong>Apologia</strong>; <strong>Criton</strong> e o <strong>Fédon, </strong> seriam a <em>Via Crucis</em> de Sócrates.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nesta primeira fase não vemos a separação do <strong>Sensível</strong> X <strong>Inteligível</strong>, característica da “teoria das ideias”, que só aparece claramente na segunda fase.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Destacamos também que Ménon pode ser considerado um diálogo de transição, onde já se “esboça” algo da “teoria das ideias”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Em uma fase intermediária teríamos: </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fedro; Republica </strong>(dos livros II a X); Teeteto e Parmênides</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nesta segunda fase a “teoria das ideias” é apresentada mais claramente. Os diálogos <strong>Banquete</strong>, <strong>Fédon</strong>, <strong>Fedro</strong> e <strong>República</strong> (livros II a X) foram escritos após a viagem a Siracusa quando Platão teve contato com os Pitagóricos e desenvolve a “teoria das ideias”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É bom destacarmos que a ideia da alma imortal vem de antes de Platão cerca de 600 a.C vindo do Oriente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Em uma terceira e última fase teríamos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sofista; Político; Filebo;  <strong>Timeu</strong>;  Crítias e as Leis (contendo 12 livros e que é uma obra inacabada sendo considerada a última obra de Platão.)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destaco o<em> Timeu</em> – diálogo cosmológico onde Platão fala do Mundo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa divisão apresentada acima se dá através da estilografia ou estilométrica onde se verificando um estilo de escrita, a estilística, determina-se uma fase. Assim os grupos acima têm uma estilística própria e bem parecida. Estudou-se o estilo da escrita platônica nos primeiros diálogos que são escritos logo após a morte de Sócrates, depois se verificou o estilo apresentado na última fase que inclui <strong>as Leis, </strong>sabendo-se  que esta se trata da última obra de Platão. Por fim todas as obras que não se encaixam nem na primeira fase nem na última, ficam na fase intermediária.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Alguns vão dizer que há algumas “contradições” em Platão, por exemplo, no Fédon ele diz que a alma tem uma única parte, já na República ele diz que a Alma tem três partes. Mas isso pode caracterizar que o pensamento de Platão tem uma “evolução”, aliás isso ocorre com todo mundo, não é mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Outros vão dizer que há uma seqüência em alguns dos livros de Platão, como é o caso dos citados como sendo a <em>Via Crucis</em> de Sócrates. É claro que em alguns diálogos isso fica claro e expresso pelo Próprio autor, como é o caso de Timeu e Critias. Parece o mesmo com relação ao Sofista e o Político, para dar alguns exemplos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bem, de qualquer maneira estamos aqui estudando Platão depois de 2500 anos de suas obras serem escritas, imaginemos quanto já se falou e quanto ainda se falará de Platão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta postagem tem relação e sequência com o  texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Platão, uma visão geral de sua obra e doutrina.</a></p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>A Doutrina de Platão</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 20:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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Continuando o texto: &#8220;<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Platão uma Visão Geral de sua Obra e Doutrina</a>&#8220;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A filosofia de Platão recebeu inúmeras interpretações não só devido a sua complexidade, mas por apresentar diversas etapas, em especial no que se refere à evolução das soluções que deu à teoria das idéias, poetizada e obscurecida pelo uso da linguagem simbólica. No entanto, suas doutrinas centram-se num propósito principal: <strong>opor-se ao relativismo dos sofistas</strong>, o que implica a suposição de haver conhecimento independente de fatores circunstanciais.<span id="more-701"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Assim, <strong>o objetivo platônico era o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade,</strong> a ciência do universal e do necessário, para poder estabelecer os princípios éticos que devem nortear a realidade social, em busca da concórdia numa sociedade em crise. Nesse sentido, sua obra pode ser considerada como um conjunto coerente, articulado pelo tema condutor da <strong>teoria das idéias</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom lembrar que Platão nunca declarou esse nome “Teoria das ideias”, mas é como essa “doutrina do conhecimento” passou a ser chamada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teoria das ideias: conhecimento e metafísica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como primeiro passo para sua metafísica, Platão julgou indispensável elaborar uma <strong>teoria</strong> <strong>do</strong> <strong>conhecimento</strong>. O problema com o qual ele se defrontou foi <strong>o problema do ser</strong>. Uma vez que os <strong>sentidos</strong> nos revelam as coisas como <strong>múltiplas e mutáveis</strong>, ao passo que a <strong>inteligência</strong> nos revela sua <strong>unidade e permanência</strong>, procurou uma solução que conciliasse o testemunho dos sentidos e as exigências do conhecimento intelectual. Baseou-se nos <strong>conceitos matemáticos</strong> e nas noções éticas para demonstrar que a <strong>essência real e eterna</strong> das coisas existe. Usou como <strong>argumento</strong> a possibilidade de <strong>pensar</strong> figuras geométricas puras, <strong>que não existem no mundo físico</strong>. Da mesma forma, todo homem tem as noções de bem e justiça, por exemplo, que não têm correspondente no mundo sensível. Concluiu pela existência de <strong>um mundo de essências imutáveis e perfeitas</strong>, as <strong>ideias</strong> arquetípicas (“modelos”, formas imutáveis). Estas constituiriam a realidade inteligível, objeto de conhecimento científico ou epistemológico, cujas leis o mundo sensível, objeto de opinião, reproduziria de forma imperfeita.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem, por ter <strong>corpo</strong> e <strong>alma</strong>, pertenceria simultaneamente a esses <strong>dois mundos</strong>.<br />
Na hierarquia das ideias, situa-se no topo a ideia do bem, da qual participam as demais. Logo abaixo estão as ideias de beleza, verdade e simetria e, em plano inferior, os valores éticos e os conceitos matemáticos. Além disso, cada classe de <strong>ser</strong> existente no mundo sensível possui sua <strong>forma</strong> ideal: homem, cachorro, casa etc. A relação entre os diferentes seres que constituem uma classe e seu arquétipo (“modelo”), por exemplo, entre um homem e a ideia de homem, se explica pelo fato de serem os objetos sensíveis cópias ou imitações da ideia perfeita, (que só existe no mundo das ideias).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A  Alma na visão de Platão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Platão, a alma é anterior ao corpo, e antes de aprisionar-se nele, pertenceu ao <strong>mundo das ideias</strong>. Sua natureza é tripartida: no nível inferior, está a <strong>alma sensível</strong>, morada dos desejos e das paixões, à qual corresponde a virtude da moderação ou temperança; vem em seguida a <strong>alma irascível</strong>, que impele à ação e ao valor; sobre elas está a <strong>alma racional</strong>, que pertence à ordem inteligível e permite ao homem recordar sua existência anterior (<strong>teoria da reminiscência</strong>) e aceder ao mundo das ideias, mediante o <strong>cultivo da filosofia</strong>. A alma superior é imortal e retornará à esfera das ideias após a morte do corpo. Tais faculdades ou capacidades da alma se relacionam harmoniosamente por meio da virtude mais importante, o sentimento de justiça, e constituem aspectos de uma única e mesma realidade.</p>
<p><strong>Ética e política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A morte de Sócrates e as experiências políticas na Sicília levaram Platão a verificar que não é possível ser justo na cidade injusta e que a realização da filosofia implica não só a educação do homem, mas a reforma da sociedade e do estado. O <strong>sentido da filosofia</strong>, o <strong>amor da sabedoria</strong>, é o de conduzir o homem do <strong>mundo das aparências</strong> ao <strong>mundo da realidade</strong>, ou da contemplação <strong>das sombras</strong> à <strong>visão das ideias</strong> <strong>imutáveis</strong> <strong>e</strong> <strong>eternas</strong>, iluminadas pela ideia suprema do <strong>bem</strong>. As concepções éticas e políticas de Platão são um prolongamento natural de sua teoria da alma. Uma vez que o homem acede às ideias por meio da razão e que as ideias são presididas pelo bem, o homem sábio será também necessariamente bom. Para isso, contudo, é preciso que a sociedade reproduza a ordem da alma.</p>
<p style="text-align: justify;">A justiça consiste na relação harmônica entre as partes, sob o cuidado da razão. Por isso, Platão sugeriu em <strong><em>A república</em></strong>, obra em que expõe suas idéias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas, um estado composto por três estamentos: (1) os regentes filósofos, sob o predomínio da alma racional; (2) os guerreiros guardiãs, defensores do estado e cujos valores residem na alma irascível; (3) e a classe inferior dos produtores, regidos pela alma sensível, controlados mediante a temperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Platão foi um dos filósofos mais influentes de todos os tempos. Seu pensamento domina a filosofia cristã antiga e medieval. Os ideais estéticos e humanistas do Renascimento constituíram também uma recuperação do platonismo. Há elementos platônicos também em pensadores modernos, como Leibniz e Hegel. Platão morreu em Atenas, em 348 ou 347 a.C., mas continua tão vivo como antes com sua doutrina e ensinamento talvez nunca antes vistos de maneira tão imensa e clara.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><strong>Benito Pepe</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de Filosofia</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1994.<em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.<strong> </strong></p>


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		<title>Obras de Platão</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 20:04:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continuando o texto: “Platão uma Visão geral de sua obra e doutrina”
 A obra de Platão se caracteriza claramente como uma preocupação com a Ciência (“o conhecimento verdadeiro e legitimo”), além da Moral e da Política. Platão conclui que o Conhecimento (o saber) se identifica com o bem.
Diferentemente de Aristóteles cuja principal parte de suas obras [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Continuando o texto: “Platão uma Visão geral de sua obra e doutrina”</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>A obra de Platão se caracteriza claramente como uma preocupação com a <em>Ciência</em> (“o conhecimento verdadeiro e legitimo”), além da <em>Moral</em> e da <em>Política</em>. Platão conclui que o <em>Conhecimento</em> (o saber) se identifica com o bem.<span id="more-689"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente de Aristóteles cuja principal parte de suas obras mantidas para a posteridade foram as obras <strong>esotéricas</strong> (ou seja, os escritos para dentro do Liceu, isto é, para os estudos dos seus discípulos); de maneira diversa as obras de Platão mantidas foram exatamente as publicadas para o público em geral, ou seja, as obras <strong>exotéricas</strong>, as obras para fora da Academia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A obra de Platão foi escrita na forma de diálogos, com exceção da <em>Apologia de Sócrates</em>. Um dos sinais do prestígio do filósofo é o fato de seus textos terem sido conservados quase na totalidade. Entretanto, foram-lhe atribuídos diversos escritos que hoje são considerados espúrios. Conquanto não exista unanimidade total entre os especialistas, o emprego de critérios estilísticos e conceituais, em particular os referentes à evolução do pensamento platônico, permitiu estabelecer, em linhas gerais, uma ordenação de seu trabalho na seguinte “ordem cronológica”, observe que alguns diálogos aparecem em fases distintas, isso demonstra a dúvida quanto a esta classificação:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(1)</strong> <strong>Diálogos socráticos</strong> ou <strong>de</strong> <strong>juventude</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nestes diálogos  a figura e a doutrina de Sócrates ocupam lugar de destaque, lembrando que Sócrates é morto em 399 a.C., quando Platão tinha 30 anos de idade. Assim estes diálogos socráticos parecem refletir o pensamento do mestre de Platão ou seja do próprio Sócrates, mas há controvérsias nessa avaliação. Estes diálogos socráticos terminam em aporia ou seja terminam sem conclusão, sem solução ao “problema” levantado e Sócrates apesar de questionar seus interlocutores sobre por exemplo, o que é a <strong>moral</strong>, a <strong>coragem</strong> ou a <strong>piedade</strong>,   ele (Sócrates) mostra ao seu interlocutor que ele (o interlocutor) pensava que sabia a resposta mas que na verdade não sabe, entretanto Sócrates deixa claro que também ele não a sabe, dessa maneira Sócrates faz com que seus interlocutores fiquem <em>espantados</em> ao perceberem que não sabem o que pensavam saber.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Estes são diálogos socráticos</strong>:  <strong><em>Apologia de Sócrates</em></strong>; <strong><em>Protágoras</em></strong><em>; <strong>Trasímaco</strong>; <strong>Críton, </strong>ou sobre o dever; <strong>Íon</strong> ou sobre a Ilíada; <strong>Laques</strong>, ou sobre a coragem; <strong>Lísis</strong>, ou sobre a amizade; <strong>Cármides</strong>, ou sobre a moderação; <strong>Eutífron</strong>, ou sobre a piedade </em>e os dois <em>Hípias </em>o<em> menor, ou sobre a falsidade </em>e<em> o Hípias maior ou sobre a beleza</em>, embora a autenticidade do <em>Hípias maior</em> seja discutida por alguns autores.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>(2)</strong> <strong>Diálogos da fase intermediária</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">É nessa fase que ocorre a primeira viagem à Sicília (hoje sul da Itália) entre 389-388 a.C, e a Academia é fundada logo depois em 387 a.C</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Temos como diálogos dessa fase: <em>Protágoras</em>, ou sobre os sofistas; <em>Górgias</em>, ou sobre a retórica; <em>Menexeno</em>, ou Oração fúnebre; <em>Eutidemo</em>. <em>O Banquete</em> (<em>symposium</em>), ou sobre o bem; <em>Fédon</em>, ou sobre o amor; <em>Ménon</em>, ou sobre a virtude; <em>A república</em> (politeia) ou sobre a justiça; <em>Fedro</em>, ou sobre a alma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(3)</strong> <strong>Diálogos</strong> <strong>construtivos</strong> ou <strong>da</strong> <strong>maturidade</strong>: <em>Górgias, Ménon, Eutidemo, Crátilo, Menéxeno</em> (nem sempre aceito), <em>O banquete, A república, Fédon</em> e <em>Fedro.</em> Nos quatro últimos, a <strong>teoria das idéias</strong> aparece exposta em sua forma mais característica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(4)</strong> <strong>Diálogos</strong> <strong>tardios</strong>, ou <strong>da</strong> <strong>Velhice</strong> grupo que, iniciado com <em>Teeteto</em>, inclui os escritos elaborados durante a velhice de Platão e nos quais ele faz a “<strong>revisão crítica da teoria das idéias”</strong>: <em>Parmênides, Sofista, Filebo, Político, Timeu, Crítias </em>e as <em>leis.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(5) Diálogos da fase final</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Timeu</em>, ou sobre a natureza; <em>Crítias</em>, ou sobre a Atlântida; <em>As leis</em> (Nomoi); Epinomis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Além dos textos, há uma série de cartas, das quais duas são tidas como autênticas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Benito Pepe</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/11/a-doutrina-de-platao/" target="_blank">No próximo tópico falamos um pouco da Doutrina de Platão.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Veja também:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/18/outra-forma-da-divisao-das-obras-de-platao-e-um-pequeno-comentario/" target="_blank">Outra forma da divisão das Obras de Platão e um  Pequeno Comentário</a></p>


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		<title>Pequena Biografia de Platão</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/08/04/pequena-biografia-de-platao/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 21:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/platao2.jpg" title="" class="shutterset_singlepic15" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/15__160x120_platao2.jpg" alt="platao2" title="platao2" />
</a>
Continuando o texto “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Platão uma visão geral de sua obra e doutrina”</span></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Seguimos agora com uma pequena Biografia de Platão.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Platão nasceu em Atenas por volta do ano 427 a.C. Era de família Nobre, tinha parentesco com membros do governo aristocrático dos trinta tiranos (404-403 a.C.). Parece ter iniciado seus estudos filosóficos com o sofista Crátilo, discípulo de Heráclito. Entre 18 e 20 anos conheceu Sócrates, que foi seu mestre até ser condenado à morte em 399 a.C. Platão partiu, então, para Mégara, ao encontro de outro discípulo de Sócrates, Euclides. Certamente a condenação de Sócrates foi um dos motivos que o fizeram desgostoso com o método da política praticada em Atenas.<span id="more-601"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">De volta a Atenas, iniciou seus ensinamentos filosóficos. A convite de Dionísio o Velho, foi a Siracusa, no sul da Itália, onde se relacionou com os pitagóricos. Suas doutrinas irritaram o tirano que, ao que parece, mandou vendê-lo como escravo no mercado de Egina, de onde foi resgatado por um cirenaico.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="51024"></a>Novamente em Atenas, fundou a <strong>Academia</strong>, escola destinada à investigação filosófica, e dirigiu-a pelo resto da vida, ali os alunos deviam aprender a criticar e pensar por si mesmos, em vez de aceitar as ideias de seus mestres, como disse, esta é considerada a primeira universidade, a Academia de Platão adquiriu grande prestigio, a ela acorriam numerosos jovens e até homens ilustres.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A convite de Dionísio o Jovem,  sucessor do tirano de Siracusa, empreendeu uma segunda viagem à Sicília com o objetivo de pôr em prática suas idéias de reforma política, mas retornou a Atenas quando seu protetor caiu em desgraça. Sua terceira viagem ao sul da Itália, a convite do mesmo Dionísio, culminou em fuga, por estar implicado nas lutas políticas do estado. Após essa viagem, Platão permaneceu em Atenas até a morte aos 81 anos, em 347 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem influenciou a Platão? E Quem Platão Influencia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como se sabe Sócrates é quem fundamentalmente influencia a Platão, mas é claro que os pitagóricos de modo bem particular o influenciaram a ponto de Platão escrever na entrada da Academia a seguinte frase: &#8220;Que aqui <em>não</em> adentre quem <em>não souber</em> geometria&#8221;. Além de outros grupos que o influenciaram podemos citar, Crátilo e Heráclito, também foi um estudioso de Parmênides.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quanto aos seus discípulos são inúmeros. O seu “seguidor” mais conhecido é o Aristóteles. No entanto é bom lembrar que Platão influenciou e ainda de alguma forma influencia muitos pensadores até na contemporaneidade, há muitos mestres e doutores que defendem teses em Platão ou em partes de sua vasta doutrina.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/10/obras-de-platao/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">No próximo tópico falaremos um pouco de suas obras&#8230;</span></a></p>


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		<item>
		<title>Platão, uma visão geral de sua obra e doutrina</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 17:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Comentários Iniciais]]></category>
		<category><![CDATA[Obras e Doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Referências Bibliográficas]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/platao.jpg" title="" class="shutterset_singlepic14" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/14__160x120_platao.jpg" alt="platao" title="platao" />
</a>
Apresentarei agora algumas postagens falando um pouco da vida, obra e doutrina de Platão. Começo com um <strong>Comentário Inicial</strong>; sigo com uma <strong>pequena biografia</strong> de Platão e a divisão de sua <strong>obra</strong>; concluo falando da <strong>doutrina de Platão</strong>.<span id="more-583"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Comentários Iniciais</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">É importante destacar que Platão viveu em uma época especial por volta de 450 a.C. ele viveu no lugar certo e na época certa. Isso significa que as condições na Grécia naquela época eram favoráveis e propiciaram  o desenvolvimento de um pensamento até então inimaginável em seu conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro nome de Platão era Arístocles mas recebeu o apelido de “Platão o que quer dizer em grego “<strong>de ombros largos</strong>” isso devido a sua constituição física robusta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na época de Platão a Grécia passava por um momento político e cultural que poderíamos dizer ter sido excelente e singular, talvez um dos melhores momentos da Grécia. Nessa época a Grécia dominava os mares, mantinha um império de vasto território, e decidia seu destino democraticamente o que favorecia aos debates, ou seja, havia um  ambiente fértil para a filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tanto Platão como Aristóteles um dos seus principais discípulos, constituíram Escolas no mais amplo dos sentidos, Platão cria a <strong>Academia</strong>, e Aristóteles o <strong>Liceu</strong>. Sendo a Academia de Platão considerada como a primeira universidade do mundo, fundada em <strong>387 a.C</strong>. e que permaneceu por mais de longos 800 anos, foi fechada pelos romanos que adotaram o cristianismo e achavam que a Academia poderia ser uma ameaça a essa “nova” religião.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta Escola de Platão chamava-se <strong>Academia</strong> pelo fato de ter sido fundada nos jardins do herói Akademos, era uma área arborizada e banhada por fontes. Além desse parque, Platão adquiriu outro para os alojamentos dos estudantes. A academia permaneceu nesta área até o século 1 a.C. quando foi transferida para o interior da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma das questões fundamentais da filosofia de Platão se dá justamente quanto à <strong>problemática do conhecimento</strong>. E neste campo Marcondes (2005) nos lembra que aparecem questões como:</p>
<p style="text-align: justify;">
<ol style="text-align: justify;">
<li>A questão da  <strong><em>possibilidade do conhecimento</em></strong> – é possível conhecer a realidade, o mundo tal como ele é?</li>
<li>A questão do <strong><em>método</em></strong>: como é possível esse conhecimento? Ou seja, como se justifica uma determinada pretensão ao conhecimento como legítima, verdadeira?</li>
<li>A questão dos <strong><em>instrumentos</em></strong> do conhecimento: os <strong>sentidos</strong> e a <strong>razão</strong>.</li>
<li>a questão do <strong><em>objeto</em></strong> do conhecimento: o <strong>mundo material</strong> ou a <strong>realidade superior</strong>, de natureza <strong>inteligível</strong>, a <strong>realidade mutável e perecível</strong> ou a <strong>essência eterna e imutável?</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Platão é Autor de vasta obra filosófica, preocupou-se com o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade e, a partir disso, estabeleceu os princípios éticos que devem nortear o mundo social. Seu pensamento foi absorvido pelo cristianismo primitivo e, junto com seu mestre Sócrates e o discípulo Aristóteles, lançou os alicerces sobre os quais se assentariam as bases de toda a filosofia ocidental, e porque não dizer de grande parte da cultura e do modo de pensar desse chamado mundo ocidental.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Posteriormente comentarei um pouco sobre essa questão epistemológica em Platão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do<a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico:</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/04/pequena-biografia-de-platao/" target="_blank"><strong>Pequena Biografia de Platão</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência bibliográfica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>


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		</item>
		<item>
		<title>Texto Completo da “Alegoria da Caverna” contido no Livro “A República” de Platão</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/04/texto-completo-da-%e2%80%9calegoria-da-caverna%e2%80%9d-contido-no-livro-%e2%80%9ca-republica%e2%80%9d-de-platao/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 20:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[A República]]></category>
		<category><![CDATA[Alegoria da Caverna]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Texto Completo]]></category>

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Apresento aqui o texto completo referente à Alegoria da Caverna de Platão, esta é uma tradução de Enrico Corvisieri publicada na coleção “Os Pensadores”.
O diálogo é entre Sócrates e Glauco, escrito por Platão&#8230;
 
Sócrates &#8211; Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343571496423702402" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 162px; height: 119px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Sigt9uw8v4I/AAAAAAAAAUg/uc9EFejXawk/s200/a+Caverna.bmp" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Apresento aqui o texto completo referente à Alegoria da Caverna de Platão, esta é uma tradução de Enrico Corvisieri publicada na coleção “Os Pensadores”.</p>
<p>O diálogo é entre Sócrates e Glauco, escrito por Platão&#8230;<span id="more-182"></span><br />
<span class="fullpost"> </span></p>
<p><strong>Sócrates</strong> &#8211; Agora imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.</div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><strong>Glauco</strong> &#8211; Estou vendo.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que o transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.</div>
<div><strong>Glauco</strong> &#8211; Um quadro estranho e estranhos prisioneiros.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e dos seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica de fronte?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Sem dúvida.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?</div>
<div><strong>Glauco</strong> &#8211; É bem possível.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; E se a parede do fundo da prisão provocasse eco, sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Sim, por Zeus!</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Assim terá de ser.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Considera agora o que lhes acontecerá, naturalmente, se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. Que se liberte um desses prisioneiros, que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente, a voltar o pescoço, a caminhar, a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá, e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas, mas que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, vê com mais justeza? Se, enfim, mostrando-lhe cada uma das coisas que passam, o obrigar, à força de perguntas, a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Muito mais verdadeiras.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; E se o forçarem a fixar a luz, os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram?</div>
<div><strong>Glauco</strong> &#8211; Com toda a certeza.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; E se o arrancarem à força da sua caverna, o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol, não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E, quando tiver chegado à luz, poderá, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Não o conseguirá, pelo menos de início.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Terá, creio eu, necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. Começará por distinguir mais facilmente as sombras; em seguida, as imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas; por último, os próprios objetos. Depois disso, poderá, enfrentando a claridade dos astros e da Lua, contemplar mais facilmente, durante a noite, os corpos celestes e o próprio céu do que, durante o dia, o Sol e a sua luz.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Sem dúvida.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Por fim, suponho eu, será o Sol, e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa, mas o próprio Sol, no seu verdadeiro lugar, que poderá ver e contemplar tal como é.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Necessariamente.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Depois disso, poderá concluir, a respeito do Sol, que é ele que faz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível e que, de certa maneira, é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros, na caverna.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; É evidente que chegará a essa conclusão.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Ora, lembrando-se da sua primeira morada, da sabedoria que aí se professa e daqueles que aí foram seus companheiros de cativeiro, não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Sim, com certeza, Sócrates.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; E se então distribuíssem honras e louvores, se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse, com o olhar mais vivo, da passagem das sombras, que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar, ou virem juntas, e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição, e que provocasse a inveja daqueles que, entre os prisioneiros, são venerados e poderosos? Ou então, como o herói de Homero, não preferirá mil vezes ser um simples criado de charrua, a serviço de um pobre lavrador, e sofrer tudo no mundo, a voltar às antigas ilusões e viver como vivia?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Sou da tua opinião. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol?</div>
<div><strong>Glauco</strong> &#8211; Por certo que sim.</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Sócrates</strong> &#8211; E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes, para julgar essas sombras, estando ainda sua vista confusa e antes que os seus olhos se tenham recomposto, pois habituar-se à escuridão exigirá um tempo bastante longo, não fará que os outros se riam à sua custa e digam que, tendo ido lá acima, voltou com a vista estragada, pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se a alguém tentar libertar e conduzir para o alto, esse alguém não o mataria, se pudesse fazê-lo?</div>
<div style="text-align: justify;"><strong>Glauco</strong> &#8211; Sem nenhuma dúvida.</div>
<p>Abraços do<span style="color: #000000;"> Benito Pepe</span></p>
<div><strong>Link relacionado</strong><br />
<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/31/a-alegoria-da-caverna-de-platao-%E2%80%93-livro-vii-da-republica/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">A Alegoria da Caverna&#8230;</span></a></div>
<div><span style="color:#3366ff;"><br />
</span></div>
<div><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">PLATÃO. <em>A República</em>. (trad. Enrico Corvisieri) São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Col. Os Pensadores).</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendo também para quem quiser ter este livro “<strong>A Republica de Platão</strong>”, e que pode ser adquirido facilmente e com um bom preço, o texto integral da <strong>Martin Claret</strong>, é o número <strong>36</strong> da Coleção “<strong>A Obra Prima de Cada Autor</strong>”.</p>
</div>


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		<title>A Alegoria da Caverna de Platão – Livro VII da República</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/03/31/a-alegoria-da-caverna-de-platao-%e2%80%93-livro-vii-da-republica/</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 20:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[A República]]></category>
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		<category><![CDATA[Alegoria da Caverna]]></category>
		<category><![CDATA[Livro VII]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>

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Esta alegoria, também chamada Mito da Caverna foi escrita por Platão século IV a.C, está contida no livro VII da Republica de Platão. É Leitura imprescindível para todas as pessoas de qualquer área de atuação.

Prefiro usar a palavra “Alegoria” pois penso que demonstra mais claramente o objetivo de Platão. A Palavra mito pode lembrar algo [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319471482578384802" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 162px; height: 110px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SdKPIS_nt6I/AAAAAAAAATg/1lAKXZeQ4Bk/s200/A+Caverna+de+Plat%C3%A3o.gif" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Esta alegoria, também chamada Mito da Caverna foi escrita por Platão século IV a.C, está contida no livro VII da Republica de Platão. É Leitura imprescindível para todas as pessoas de qualquer área de atuação.<span id="more-173"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
Prefiro usar a palavra “Alegoria” pois penso que demonstra mais claramente o objetivo de Platão. A Palavra mito pode lembrar algo não tão representativo ou até mesmo “mentira” se considerada com o uso contemporâneo, e na realidade se usássemos o Mythos com o sentido ainda remanescente na época de Platão poderia se confundir ainda mais, tendo em vista que o Mythos Grego tinha uma força muito especial na Cultura de então. (para saber mais sobre mythos leia <a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/28/do-mito-a-filosofia-o-caso-da-astronomia-capitulo-2/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Do mito à Filosofia&#8230;</span></a>). Portanto vamos a Alegoria da Caverna! Mas antes recordemos um pouco quem foi Platão.</p>
<p>Platão viveu em Atenas (427-347 a.C), era de família Nobre, seu nome verdadeiro era Arístocles, mas seus “ombros largos” deram-lhe o apelido que tem o Significado da palavra “Platão”. Ele foi discípulo de Sócrates (considerado por Platão, e por outros, como o homem mais sábio e justo de então). Platão fundou a famosa Academia uma espécie de universidade pioneira dedicada à pesquisa científica e filosófica e um centro de formação política. Desenvolve a Teoria das Idéias onde menciona que o processo do conhecimento se desenvolve por meio da passagem progressiva do Mundo das Sombras e Aparências para o Mundo das Idéias e essências.</p>
<p>Para Platão, somente os filósofos, amantes da verdade, teriam condições de libertar-se da Caverna das ilusões e atingir o mundo luminoso da realidade e sabedoria.</p>
<p>Quando falamos dessa Alegoria podemos destacar alguns pontos que normalmente não são tão bem lembrados. Por exemplo: a questão dos Paradigmas e a questão do “conhecimento”. (veremos isso mais à frente)</p>
<p>Podemos dividir e entender esta alegoria da Caverna em três etapas:</p>
<p>1.1. &#8211; o ambiente, o local e a situação em que se encontram as pessoas.<br />
1.2. – a libertação dolorosa e a saída também dolorosa da caverna.<br />
1.3. – o retorno à caverna &#8211; a educação &#8211; o desejo de repassar o conhecimento deslumbrado.</p>
<p>Outros pontos que podem ser lembrados: o prisioneiro que escapa pode ser Sócrates; quando ele retorna e tenta libertar os outros presos, demonstra o que deve fazer um bom político, um bom governante, ou um bom educador como queiram. Todos esses sentidos estão subjacentes no diálogo.</p>
<p>Vamos agora ler Platão através de seu texto adaptado e narrado por Marilena Chaui. Depois faremos novas considerações.</p>
<p></span></div>
<div><span class="fullpost"><br />
<strong>A Alegoria da Caverna</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.</p>
<p style="text-align: justify;">A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros &#8211; no exterior, portanto &#8211; há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam, porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.</p>
<p>Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.</p>
<p>Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.</p>
<p>Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.</p>
<p>Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidisse sair da caverna rumo à realidade.</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><strong>Algumas considerações da Marilena Chaui</strong></div>
<p style="text-align: justify;"><em>O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo (Platão está se referindo a condenação de Sócrates à morte pela assembléia ateniense) (?) Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.<br />
</em><br />
Bem, amigo leitor, podemos perceber claramente que a Caverna é o mundo como nós o vemos, muitas vezes com nossos pré-conceitos, paradigmas e dogmatismos, “conhecemos” apenas a “nossa caverna” e achamos que tudo e o todo está contido ali. Imagine um homem de uma tribo no meio da Floresta amazônica que nunca saiu de lá de sua tribo, nunca viu nem assistiu uma Televisão (aliás ele não perdeu nada por isso, muito pelo contrário&#8230;) ele só conhece o seu mundo a sua caverna. Nós somos assim quando através de “achismos” e crendices mirabolantes que nos são passadas, acreditamos ser os donos da verdade, e não ouvimos nada e mais ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro paralelo interessante à Alegoria da Caverna é o próprio exemplo da televisão, imagine pessoas que vivem só encarando uma televisão com suas “informações”, novelas e programas de auditório etc. Essa é uma Caverna. É preciso “abrir a mente”, pensar, refletir, questionar, enfim Estudar Filosofia! Não podemos ver sem refletir, não sejamos como os presos da Caverna de Platão, que quando apareceu um “libertador” quiseram o matar.</p>
<p>Abraços do<span style="color: #0000ff;"> <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></span><span style="color:#3366ff;"><br />
</span></p>
<p><strong>links Relacionados:</strong></p>
<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/04/texto-completo-da-%E2%80%9Calegoria-da-caverna%E2%80%9D-contido-no-livro-%E2%80%9Ca-republica%E2%80%9D-de-platao/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Texto completo da Alegoria da Caverna</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/28/do-mito-a-filosofia-o-caso-da-astronomia-capitulo-2/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Do mito à Filosofia&#8230;</span></a></div>
<div><span style="color:#3366ff;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#3366ff;"> </span><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/25/a-industria-cultural-1-3/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">A Indústria Cultural&#8230;</span></a></div>
<div>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.</p>
<p>PLATÃO, A república. São Paulo: Martin Claret, 2007.</p></div>


<p>Related posts:<ol><li><a href='http://www.benitopepe.com.br/2009/06/04/texto-completo-da-%e2%80%9calegoria-da-caverna%e2%80%9d-contido-no-livro-%e2%80%9ca-republica%e2%80%9d-de-platao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Texto Completo da “Alegoria da Caverna” contido no Livro “A República” de Platão'>Texto Completo da “Alegoria da Caverna” contido no Livro “A República” de Platão</a></li><li><a href='http://www.benitopepe.com.br/2009/08/18/outra-forma-da-divisao-das-obras-de-platao-e-um-pequeno-comentario/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Outra forma da divisão das Obras de Platão e um  Pequeno Comentário'>Outra forma da divisão das Obras de Platão e um  Pequeno Comentário</a></li><li><a href='http://www.benitopepe.com.br/2009/08/04/pequena-biografia-de-platao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pequena Biografia de Platão'>Pequena Biografia de Platão</a></li></ol></p>]]></content:encoded>
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