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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Obras e Doutrinas</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Outra forma da divisão das Obras de Platão e um  Pequeno Comentário</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 21:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogos]]></category>
		<category><![CDATA[Obras e Doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Faço agora esse complemento quanto ao tópico sobre as  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/10/obras-de-platao/" target="_blank">Obras de Platão</a>, a fim de destacar uma outra visão de como as obras deste grande filósofo clássico podem ser divididas. Temos 27 diálogos, tratando-se dos que são considerados realmente de Platão, sem falarmos da doutrina não escrita a “Agrapha Dogmata”.<span id="more-754"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quero destacar os 4 diálogos que falam claramente do que viria posteriormente a ser denominado “Teoria da Ideias” relembrando que em nenhum momento o próprio autor declara esse termo. Esses diálogos são: <strong>Banquete</strong>, <strong>Fédon</strong>, <strong>Fedro</strong> e <strong>A</strong> <strong>República</strong> onde merecem destaque os livros VI e VII (no livro VII é apresentada a famosa “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/31/a-alegoria-da-caverna-de-platao-%E2%80%93-livro-vii-da-republica/" target="_blank">Alegoria da Caverna</a>”). A “Teoria das ideias” também chamado “mundo das ideias” transpõe  uma dualidade entre o mundo tangível (nosso mundo) e o mundo intangível  (mundo das ideias). Essa dualidade da realidade vai dizer que a verdade é transcendente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Embora possa não parecer para alguns,  Platão foi um revolucionário em sua época ao buscar o “conhecimento”, a “explicação pela razão”, e não só pela “explicação das musas” (ou dos deuses)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não é muito dizer que a história do Ocidente tem muito do seu pilar apoiados nos livros VI e VII do diálogo <em>A República</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Entre outras coisas no diálogo <em>Banquete</em> Platão fala do <em>Eros </em>(amor);<em> </em>no<em> Fédon </em>fala da<em> morte de Sócrates; </em> no <em>Fedro</em> fala da <em>retórica; </em>na<em> República, </em>fala da <em>Justiça<strong>, </strong></em><strong>no livro X deste diálogo, fala do cosmos – Mito de Er.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nos diálogos há: um <strong>anonimato platônico</strong>;  há um <strong>protagonista, </strong>mas estaria esse protagonista dizendo o que Platão pensa?; há um movimento <strong>Dramático</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando lemos Platão, tanto quanto aos outros escritos que podemos considerar obras arqueológicas, precisamos nos lembrar desse fato, estamos em nossas mãos com obras escritas há 2500 anos atrás como é o caso de Platão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lista dos diálogos de Platão – através da divisão estilométrica (estilo da escrita, em cada período)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Considerados da primeira fase – os diálogos ditos Socráticos, são:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apologia; Criton; Íon; Protágoras; Láquesis; República I  (note que é só o livro l que aparece nesta classificação); Lisias; Carmides; Eutifron; Eutidemo; Gorgias; Hipias Maior; Hipias Menor; Crotilo; <span style="text-decoration: underline;">Menon; <strong>Banquete</strong>; <strong>Fedon</strong>.</span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste grupo há aqueles que defendem a ideia de que <strong>Eutifron</strong>;  <strong>Apologia</strong>; <strong>Criton</strong> e o <strong>Fédon, </strong> seriam a <em>Via Crucis</em> de Sócrates.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nesta primeira fase não vemos a separação do <strong>Sensível</strong> X <strong>Inteligível</strong>, característica da “teoria das ideias”, que só aparece claramente na segunda fase.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Destacamos também que Ménon pode ser considerado um diálogo de transição, onde já se “esboça” algo da “teoria das ideias”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Em uma fase intermediária teríamos: </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fedro; Republica </strong>(dos livros II a X); Teeteto e Parmênides</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nesta segunda fase a “teoria das ideias” é apresentada mais claramente. Os diálogos <strong>Banquete</strong>, <strong>Fédon</strong>, <strong>Fedro</strong> e <strong>República</strong> (livros II a X) foram escritos após a viagem a Siracusa quando Platão teve contato com os Pitagóricos e desenvolve a “teoria das ideias”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É bom destacarmos que a ideia da alma imortal vem de antes de Platão cerca de 600 a.C vindo do Oriente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Em uma terceira e última fase teríamos:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sofista; Político; Filebo;  <strong>Timeu</strong>;  Crítias e as Leis (contendo 12 livros e que é uma obra inacabada sendo considerada a última obra de Platão.)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Destaco o<em> Timeu</em> – diálogo cosmológico onde Platão fala do Mundo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa divisão apresentada acima se dá através da estilografia ou estilométrica onde se verificando um estilo de escrita, a estilística, determina-se uma fase. Assim os grupos acima têm uma estilística própria e bem parecida. Estudou-se o estilo da escrita platônica nos primeiros diálogos que são escritos logo após a morte de Sócrates, depois se verificou o estilo apresentado na última fase que inclui <strong>as Leis, </strong>sabendo-se  que esta se trata da última obra de Platão. Por fim todas as obras que não se encaixam nem na primeira fase nem na última, ficam na fase intermediária.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Alguns vão dizer que há algumas “contradições” em Platão, por exemplo, no Fédon ele diz que a alma tem uma única parte, já na República ele diz que a Alma tem três partes. Mas isso pode caracterizar que o pensamento de Platão tem uma “evolução”, aliás isso ocorre com todo mundo, não é mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Outros vão dizer que há uma seqüência em alguns dos livros de Platão, como é o caso dos citados como sendo a <em>Via Crucis</em> de Sócrates. É claro que em alguns diálogos isso fica claro e expresso pelo Próprio autor, como é o caso de Timeu e Critias. Parece o mesmo com relação ao Sofista e o Político, para dar alguns exemplos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bem, de qualquer maneira estamos aqui estudando Platão depois de 2500 anos de suas obras serem escritas, imaginemos quanto já se falou e quanto ainda se falará de Platão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta postagem tem relação e sequência com o  texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Platão, uma visão geral de sua obra e doutrina.</a></p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>Platão, uma visão geral de sua obra e doutrina</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 17:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Comentários Iniciais]]></category>
		<category><![CDATA[Obras e Doutrinas]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Referências Bibliográficas]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Apresentarei agora algumas postagens falando um pouco da vida, obra e doutrina de Platão. Começo com um <strong>Comentário Inicial</strong>; sigo com uma <strong>pequena biografia</strong> de Platão e a divisão de sua <strong>obra</strong>; concluo falando da <strong>doutrina de Platão</strong>.<span id="more-583"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Comentários Iniciais</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">É importante destacar que Platão viveu em uma época especial por volta de 450 a.C. ele viveu no lugar certo e na época certa. Isso significa que as condições na Grécia naquela época eram favoráveis e propiciaram  o desenvolvimento de um pensamento até então inimaginável em seu conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro nome de Platão era Arístocles mas recebeu o apelido de “Platão o que quer dizer em grego “<strong>de ombros largos</strong>” isso devido a sua constituição física robusta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na época de Platão a Grécia passava por um momento político e cultural que poderíamos dizer ter sido excelente e singular, talvez um dos melhores momentos da Grécia. Nessa época a Grécia dominava os mares, mantinha um império de vasto território, e decidia seu destino democraticamente o que favorecia aos debates, ou seja, havia um  ambiente fértil para a filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tanto Platão como Aristóteles um dos seus principais discípulos, constituíram Escolas no mais amplo dos sentidos, Platão cria a <strong>Academia</strong>, e Aristóteles o <strong>Liceu</strong>. Sendo a Academia de Platão considerada como a primeira universidade do mundo, fundada em <strong>387 a.C</strong>. e que permaneceu por mais de longos 800 anos, foi fechada pelos romanos que adotaram o cristianismo e achavam que a Academia poderia ser uma ameaça a essa “nova” religião.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta Escola de Platão chamava-se <strong>Academia</strong> pelo fato de ter sido fundada nos jardins do herói Akademos, era uma área arborizada e banhada por fontes. Além desse parque, Platão adquiriu outro para os alojamentos dos estudantes. A academia permaneceu nesta área até o século 1 a.C. quando foi transferida para o interior da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Uma das questões fundamentais da filosofia de Platão se dá justamente quanto à <strong>problemática do conhecimento</strong>. E neste campo Marcondes (2005) nos lembra que aparecem questões como:</p>
<p style="text-align: justify;">
<ol style="text-align: justify;">
<li>A questão da  <strong><em>possibilidade do conhecimento</em></strong> – é possível conhecer a realidade, o mundo tal como ele é?</li>
<li>A questão do <strong><em>método</em></strong>: como é possível esse conhecimento? Ou seja, como se justifica uma determinada pretensão ao conhecimento como legítima, verdadeira?</li>
<li>A questão dos <strong><em>instrumentos</em></strong> do conhecimento: os <strong>sentidos</strong> e a <strong>razão</strong>.</li>
<li>a questão do <strong><em>objeto</em></strong> do conhecimento: o <strong>mundo material</strong> ou a <strong>realidade superior</strong>, de natureza <strong>inteligível</strong>, a <strong>realidade mutável e perecível</strong> ou a <strong>essência eterna e imutável?</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Platão é Autor de vasta obra filosófica, preocupou-se com o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade e, a partir disso, estabeleceu os princípios éticos que devem nortear o mundo social. Seu pensamento foi absorvido pelo cristianismo primitivo e, junto com seu mestre Sócrates e o discípulo Aristóteles, lançou os alicerces sobre os quais se assentariam as bases de toda a filosofia ocidental, e porque não dizer de grande parte da cultura e do modo de pensar desse chamado mundo ocidental.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Posteriormente comentarei um pouco sobre essa questão epistemológica em Platão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do<a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"> Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico:</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/04/pequena-biografia-de-platao/" target="_blank"><strong>Pequena Biografia de Platão</strong></a></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência bibliográfica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>


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		<title>Obras e doutrinas; de Aristóteles – uma introdução</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 01:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Obras e Doutrinas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esta é uma continuação do Texto: Aristóteles&#8230;
Antes de citarmos algumas das obras de Aristóteles precisamos lembrar que havia dois tipos básicos de textos: os escritos para o público em geral, ou seja as obras com o intuito de publicação para “fora da escola”, os escritos “exotéricos”, que eram normalmente em forma de diálogos; e os [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346254141098525202" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 139px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SjG10M8jghI/AAAAAAAAAU4/J_US6O0fJ5c/s200/aristoteles-obras.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Esta é uma continuação do Texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles&#8230;</a></div>
<div style="text-align: justify;">Antes de citarmos algumas das obras de Aristóteles precisamos lembrar que havia dois tipos básicos de textos: os escritos para o público em geral, ou seja as obras com o intuito de publicação para “fora da escola”, os escritos “exotéricos”, que eram normalmente em forma de diálogos; e os textos para os alunos do Liceu, ou seja “material de aula”, os “esotéricos”, esses portanto seriam escritos didáticos destinados aos seus discípulos.<span id="more-185"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
Perderam-se quase todas as obras publicadas por Aristóteles, com exceção da <em>Constituição de</em> <em>Atenas</em>, descoberta em 1890. As obras conhecidas resultaram de notas para cursos e conferências do filósofo, ordenadas de início por alguns discípulos e depois, de forma mais sistemática, por Andronico de Rodes (c. 50 a.C.).</p>
<p>Sendo os escritos exotéricos perdidos em grande parte, foram os escritos esotéricos, os que em sua maioria, permaneceram até os dias de hoje. Estes tratam da problemática filosófica e de alguns ramos das ciências naturais.</p>
<p>Quanto às “ciências” ou o “conhecimento”, Aristóteles os divide da seguinte maneira, como está contido no livro, <em>Metafísica</em>, 1025b25:</p>
<p>Os conhecimentos <strong>Práticos</strong> (<em>práxis</em>); os <strong>Produtivos</strong> (<em>poiesis</em>) e os <strong>Teóricos</strong>.</p>
<p>Quanto ao conhecimento <strong>Teórico</strong>, se divide por um lado em: <strong>Física</strong> que está no campo das “Ciências Naturais”, e por outro lado em <strong>Matemática</strong> (quantidade, número) e <strong>Filosofia</strong> <strong>Primeira</strong> (teologia) estas duas ultimas estão no campo das “ciências gerais”.</p>
<p>Portanto a <strong>filosofia primeira</strong>, posteriormente chamada de <strong>metafísica</strong>, ou <strong>ontologia</strong> (termo que vem depois, para tratar do ser enquanto ser), inclui a <strong>teologia</strong> o ser imóvel, a causa primeira, o “primeiro motor”.</p>
<p>Dessa maneira podemos perceber que apesar de sua aptidão à cientificidade, Aristóteles colocava a Física em “segundo lugar”, chamando de filosofia primeira justamente a teologia e a ontologia. Mas quanto a ontologia (= discurso do ser; <em>onto</em> &#8211; ser, <em>logia</em> &#8211; discurso), para Aristóteles não haveria um discurso único. “O ser se diz em múltiplos sentidos”.</p>
<p>Como nenhum filósofo antes dele, Aristóteles compreendeu a necessidade de integrar o pensamento anterior a sua própria pesquisa. Por isso começa procurando resolver o problema do conhecimento do ser a partir das antinomias acumuladas por seus predecessores: unidade e multiplicidade, percepção intelectual e percepção sensível, identidade e mudança. Problemas fundamentais, ao mesmo tempo, do ser e do conhecimento.</p>
<p>De qualquer maneira para Aristóteles existe um Ser separado da matéria e imóvel, é ele o primeiro motor, o Deus de Aristóteles.</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><strong>&#8220;Diferenças&#8221; entre Platão e Aristóteles</strong></div>
<p style="text-align: justify;">Para entendermos Aristóteles é importante fazermos algumas distinções entre ele e seu mestre Platão. Uma das principais críticas de Aristóteles quanto a Platão, consiste na rejeição do dualismo representado pela teoria das ideas, como se vê na Metafísica 1, caps. 6 e 9; XII e XIV.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das questões que Aristóteles levanta é a problemática de se relacionar o mundo material (ou sensível) com o mundo das ideas (o mundo inteligível).</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente do dualismo platônico, em que o mundo da inteligência era separado do das coisas sensíveis, mas que visava antes de tudo a “salvar a ciência”, estabelecendo a coerência necessária entre o conceito e seu objeto. O realismo de Aristóteles procura restabelecer essa coerência sem abandonar o mundo sensível: explora a experiência, e nela mesma insere o dualismo entre o inteligível e o sensível.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto de Aristóteles visa em última análise restabelecer a unidade do homem consigo mesmo e com o mundo, tanto quanto o projeto de Platão, baseado numa visão do cosmos. Entretanto, Aristóteles censura a Platão por ter seguido um caminho ilusório, que retira a natureza do alcance da ciência. Aristóteles procura apoio na psicologia. O ser existe diferentemente na <strong>inteligência</strong> e nas <strong>coisas</strong>, mas o intelecto ativo, que é atributo da primeira (a inteligência), capta nas últimas (as coisas) o que elas têm de inteligível, estabelecendo-se dessa forma um plano de homogeneidade.</p>
<p>Das “diferenças” entre Platão e Aristóteles, Reale nos lembra que:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nas obras ‘esotéricas”, Aristóteles deixou de lado o componente místico-religioso-escatológico que era tão forte nos escritos do mestre (&#8230;) E que (&#8230;) Platão tinha interesse pelas ciências matemáticas, mas não pelas ciências empíricas (com exceção da medicina). (2004, p.191-2).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Podemos mencionar também o que lembra Zingano: “Platão, filósofo literário; Aristóteles, argumentador de rara precisão. Platão idealista; Aristóteles, investigador da natureza”. (2005, p.62).</p>
<p>Não obstante ao que foi narrado acima, é bom lembra que, conforme lembra Blackburn:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;) os acadêmicos, de forma geral, rejeitam que a obra de Aristóteles tenha se afastado de um platonismo originalmente aceito, chegando mesmo a ver em sua metafísica tardia um retorno a Platão. (1997, p.25)<br />
</em><br />
Visto isso podemos agora citar e posteriormente comentar sucintamente algumas das “matérias” do grande filósofo Aristóteles.</p>
<p><strong>As principais obras de Aristóteles</strong>, agrupadas por matérias, são:</p>
<div style="text-align: justify;">(1) <strong>Lógica</strong> (que <strong>constituem o <em>Órganon</em></strong>): <em><strong>Categorias</strong></em> (propõe uma classificação geral em dez classes de tudo o que existe), <em><strong>Da interpretação</strong>, <strong>Primeiros Analíticos</strong></em> (contém a doutrina das inferências silogísticas e representam a parte teórica mais madura da doutrina lógica aristotélica)<em> e <strong>segundos analíticos</strong> </em>(dizem respeito sobretudo a problemas de filosofia da lógica e de metodologia)<em>, <strong>Tópicos</strong>, <strong>Refutações dos sofistas</strong></em>;</div>
<div>(2) <strong>Filosofia da natureza</strong>: <em>Física, Do Céu, Da geração e da corrupção</em>;</div>
<div>(3) <strong>Psicologia e antropologia</strong>: <em>Sobre a alma,</em> além de um conjunto de pequenos tratados físicos;</div>
<div>(4) <strong>Zoologia</strong>: <em>Sobre a história dos animais</em>;</div>
<div>(5) <strong>Metafísica</strong>: <em>Metafísica</em> (obra mais famosa, contém 14 livros);</div>
<div>(6) <strong>Ética</strong>: <em>Ética a Nicômaco, Grande ética, Ética a Eudêmia</em>;</div>
<div>(7) <strong>Política</strong>: <em>Política, Econômica</em>;</div>
<div>(8) <strong>Retórica e poética</strong>: <em>Retórica, Poética</em>.</div>
<div>
<p>Abraços do <span style="color: #000000;">Benito Pepe</span><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
Próximo tópico: <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/12/algumas-das-%E2%80%9Cobras%E2%80%9D-de-aristoteles-a-questao-da-logica-e-da-causalidade/" target="_blank">Algumas das “obras” de Aristóteles: a questão da Lógica e da Causalidade</a></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<strong>Referências bibliográficas</strong> deste tópico. A Bibliografia completa será apresentada no final deste texto. </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de Filosofia</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</div>
<div style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</div>
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</p>


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