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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Workshops, Treinamentos de Equipes e Cursos &#187; Natureza</title>
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	<description>Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos, Workshops, Administração e Marketing, Gestão de Empresas, Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Fragmentos do Livro Política de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 16:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este texto que segue é um fragmento do Livro a Política de Aristóteles, é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques - Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP. 
Política de Aristóteles
Livro I Capítulo 1 [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Este texto que segue é um fragmento do Livro a <strong><em>Política</em></strong> de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Política de Aristóteles</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Livro I <strong>Capítulo 1</strong> [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.<span id="more-1505"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os que julgam que o governo político (politikón), real (basilikón), familiar (oikonomikón) e senhorial (despotikón) são uma mesma coisa exprimem-se de maneira inexata, e não vêem em cada um [desses diversos modos de autoridade] senão uma diferença de mais e menos, não uma diferença de espécie; assim, se a autoridade é exercida sobre um pequeno número, trata-se de um senhor; se esse número é maior, de um chefe de família; se é ainda mais elevado, de um chefe político ou rei, como se não houvesse a menor distinção entre uma grande família e uma pequena cidade. Quanto aos governos político e real, [dizem que a diferença é que] se um homem governa sozinho, é um rei; se, ao contrário, ele exerce o poder segundo os ensinamentos da ciência política, sendo alternadamente governante e governado, trata-se propriamente de um poder político.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, nada disso é verdade, o que ficará claro ao examinarmos o assunto segundo o método que até agora nos guiou. Assim como em outros domínios é necessário proceder à divisão do composto (sýntheton) até chegar a seus elementos mais simples (asýntheton), isto é, às menores partes do todo. Desse modo, ao considerar os elementos dos quais a cidade se compõe, veremos melhor em que diferem as formas de autoridade mencionadas, e se é possível obter delas um conhecimento exato.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Capítulo 2</strong> É, portanto, pela consideração das coisas a partir de sua origem e em seu desenvolvimento que se pode, aqui como em outros domínios, chegar ao ponto de vista mais elucidativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, é necessário que se unam, aos pares, aqueles seres que são incapazes de existir um sem o outro: esse é o caso do homem e da mulher, em vista da reprodução (o que não é neles o efeito de uma escolha deliberada mas, como em todas as outras espécies animais e as plantas, resulta de uma tendência natural (physikón) para deixar atrás de si um outro ser a eles semelhante); esse também é o caso da união de um homem cuja natureza é comandar com outro que por natureza obedece, visando a conservação de ambos. Pois aquele ser que, graças à sua inteligência, tem a capacidade de prever é, por natureza, um chefe (árchon) e um senhor (despózon), ao passo que o ser que é capaz de executar as ordens do outro por meio de seu corpo, é um subordinado e um escravo por natureza; daí vem que o escravo e o senhor têm o mesmo interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">[1252b] A distinção entre a mulher e o escravo foi, portanto, imposta pela natureza, pois esta não procede jamais à maneira mesquinha dos cuteleiros de Delfos mas faz cada objeto para um único uso; e, de fato, cada instrumento só pode cumprir perfeitamente suas funções se servir não para muitos usos mas para um só. Entre os bárbaros, contudo, a mulher e o escravo confundem-se na mesma classe; a razão disso é que não há entre eles quem seja capaz, por natureza, de comandar, e sua associação é a de um escravo com uma escrava. Daí a fala dos poetas:</p>
<p style="text-align: justify;"> “O Heleno tem o direito de comandar o Bárbaro” como se, por natureza, o bárbaro e o escravo fossem a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessas duas associações [entre homem e mulher, senhor e escravo] surge inicialmente a família (oikía); e é com razão que escreveu Hesíodo:</p>
<p style="text-align: justify;">“Primeiro a casa, a mulher e o boi para o arado” pois o boi serve de escravo aos pobres.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a associação estabelecida pela natureza para a satisfação das necessidades cotidianas é a família, cujos membros Carondas denomina homosipýous (que tiram o pão da mesma arca) e Epimênides de Creta, homocápous (que comem na mesma manjedoura) 3. Por outro lado, a primeira associação formada por diversas famílias para suprir necessidades que não se limitam à vida cotidiana é a aldeia (kóme), cuja forma mais natural parece ser a de uma colônia da família, e seus membros são chamados, por alguns, de homogálactas (que sugaram o mesmo leite), e compreendem os filhos e os filhos desses filhos; é justamente por isso que as cidades (póleis) foram originalmente governadas por reis, como ainda o são em nossos dias as nações (éthne), pois elas se formaram pela reunião de pessoas submetidas aos reis. Toda família, de  fato, submete-se ao reinado do patriarca, o mesmo ocorre com as extensões da família, em razão do parentesco de seus membros. É o que diz Homero:</p>
<p style="text-align: justify;">“Cada qual prescreve leis a suas mulheres e filhos” pois as famílias andavam dispersas, e era assim que se vivia antigamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos deuses, a razão pela qual se admite unanimemente que eles são governados por um rei é que os próprios homens são, ainda hoje, ou foram, no passado, governados dessa maneira; os homens não apenas representam os deuses à sua imagem, mas também atribuem-lhes um modo de vida semelhante ao seu. Por fim, a comunidade formada por muitas aldeias é a cidade (pólis) no pleno sentido da palavra; da qual se pode dizer que atinge desde então a completa auto-suficiência (autarkéias). Surgindo para permitir viver (tôu zên), ela existe para permitir viver bem (tôu êu zên).</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, se as primeiras comunidades são um fato da natureza, também o é a cidade, porque ela é o fim daquelas comunidades, e a natureza de uma coisa é o seu fim: aquilo que cada coisa se torna quando atinge seu completo desenvolvimento, nós chamamos de natureza daquela coisa, quer se trate de um homem,  de um cavalo ou de uma família.</p>
<p style="text-align: justify;">[1253a] Além disso, a causa final e o fim (télos) de uma coisa é o que é o melhor para ela; ora, bastar-se a si mesma é, ao mesmo tempo, um fim e um bem por excelência.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas considerações tornam evidente que a cidade é uma realidade natural e que o homem  é, por natureza, um animal político (politikón zôon). E aquele que, por natureza e não por mero acidente, não faz parte de uma cidade é ou um ser degradado ou um ser superior ao homem; ele é como aquele a quem Homero censura por ser sem clã, sem lei e sem lar” 5; um tal homem  é, por natureza, ávido de combates, e é como uma peça isolada no jogo de damas. É evidente, assim, a razão pela qual o homem é um animal político em grau maior que as abelhas ou todos os outros animais que vivem reunidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizemos, de fato, que a natureza nada faz em vão, e o homem é o único entre todos os animais  a possuir o dom da fala. Sem dúvida os sons da voz (phoné) exprimem a dor e o prazer e são encontrados nos animais em geral, pois sua natureza lhes permite experimentar esses sentimentos e comunicá-los uns aos outros. Mas quanto ao discurso (lógos), ele serve para exprimir o útil e o nocivo e, em conseqüência, o justo e o injusto.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato,  essa é a característica que distingue o homem de todos os outros  animais: só ele sabe discernir o bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros sentimentos da mesma ordem; ora, é precisamente a posse comum desses sentimentos que engendra a família e a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade, portanto, é por natureza anterior à família e a cada homem tomado individualmente, pois o todo é necessariamente anterior à parte; assim, se o corpo é destruído, não haverá mais nem pé nem mão, a não ser por simples analogia, como quando se fala de uma mão de pedra, pois uma mão separada do corpo não será melhor que esta.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as coisas se definem sempre pelas suas funções e potencialidades; por conseguinte, quando elas não têm mais suas características próprias, não se deve dizer mais que se trata das mesmas coisas, mas apenas que elas têm o mesmo nome (homónima). É evidente, nessas condições, que a cidade existe naturalmente e que é anterior aos indivíduos, pois cada um destes, isoladamente, não é capaz de bastar-se a si mesmo e está [em relação à cidade] na mesma situação que uma parte em relação ao todo; o homem que é incapaz de viver em comunidade, ou que disso não tem necessidade porque basta-se a si próprio, não faz parte de uma cidade e deve ser, portanto, um bruto ou um deus.</p>
<p style="text-align: justify;">O impulso que leva todos os homens para uma comunidade desse tipo tem sua origem na natureza; mas aquele que em primeiro lugar fundou essa comunidade é ainda assim credor dos maiores benefícios. Pois se o homem, ao atingir sua máxima realização, é o melhor dos animais, também é, quando está afastado da lei e da justiça, o pior de todos eles. A injustiça que tem armas nas mãos é a mais perigosa e o homem está provido, por natureza, de armas que devem servir à prudência e à virtude (phronései kài aretêi) mas que ele pode empregar para fins exatamente opostos. Eis por que o homem, sem a virtude, é a mais ímpia e feroz das criaturas, e a que mais vergonhosamente se orienta para os prazeres do amor e da gula. E a virtude da justiça é um valor político, pois a comunidade política tem como sua regra a [administração da] justiça (ou seja, a discriminação do que é justo).</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP.</p>


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		<title>A Itália e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 14:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no Quattrocento (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no <em>Quattrocento</em> (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.<span id="more-1457"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1401 foi realizado naquela cidade um concurso para a confecção das portas em bronze do batistério de San Giovanni, no qual o vencedor foi Ghiberti. O pagamento dessas obras escultóricas e arquitetônicas e a decoração dos palácios, igrejas e monastérios ficou a cargo de ricas famílias de comerciantes e dignitários, entre as quais se destacou a dos Medici.</p>
<p style="text-align: justify;">O iniciador da pintura renascentista foi Masaccio. A monumentalidade de suas composições e o naturalismo de suas obras fazem dele uma figura essencial da pintura do século XV, como se pode apreciar nos afrescos da capela Brancacci.<br />
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51300"></a>Contemporâneos de Masaccio foram fra Angélico, pintor idealista de cenas religiosas, e Paolo Uccello, preocupado com os escorços (figuras em posturas oblíquas ao plano da obra artística) e as perspectivas. À segunda metade do século XV, auge da tendência pictórica racionalista e investigadora, pertenceram Piero della Francesca, que se sentiu atraído pelo valor da luz como elemento expressivo, e Sandro Botticelli, com quem triunfou um estilo sinuoso e refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento ou <em>Cinquecento</em> floresceu entre 1490 e 1527, ano em que Roma, que substituíra Florença como centro artístico, foi saqueada pelas tropas imperiais de Carlos V. O período contou com três figuras de primeira magnitude: Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael. Cada um desses artistas personificou um aspecto peculiar desse momento: Da Vinci foi o arquétipo do homem renascentista, um gênio solitário que se interessou pelas facetas múltiplas do conhecimento; Michelangelo encarnou o poder criador e concebeu vários projetos inspirando-se no corpo humano como veículo essencial para a expressão de emoções e sentimentos; e Rafael exemplificou o espírito clássico da harmonia, da beleza e da serenidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora Da Vinci, autor da &#8220;Gioconda&#8221; (ou &#8220;Mona Lisa&#8221;) e da &#8220;Última ceia&#8221;, tenha sido reconhecido em sua época como um grande artista, seu constante e profundo interesse no conhecimento da anatomia humana, do mecanismo do vôo das aves e da estrutura interna de animais e plantas não lhe permitiu produzir uma obra pictórica extensa. Os primeiros exemplos escultóricos de Michelangelo, como o &#8220;David&#8221;, revelam uma grande habilidade técnica que lhe permitiu mais tarde curvar suas figuras de forma helicoidal, explorando as possibilidades expressivas da anatomia humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que tenha se iniciado como escultor, sua obra mais conhecida é o gigantesco afresco da abóbada da capela Sistina, na qual combinou a teologia cristã e a filosofia neoplatônica. Rafael, que na juventude sofreu a influência de Da Vinci e Michelangelo, distinguiu-se por sua preferência pela harmonia e clareza clássicas, características que podem ser apreciadas em uma de suas obras mais célebres, &#8220;Escola de Atenas&#8221;. Nesse trabalho, um afresco para o Vaticano, representou juntos, em conversa tranqüila, diversos filósofos, artistas e homens de ciência, tanto da antiguidade como seus contemporâneos, dispostos em um cenário colossal de características greco-latinas.<br />
O criador do <em>Cinquecento</em> arquitetônico foi Donato Bramante, que chegou a Roma em 1499. Sua primeira obra-prima foi o pequeno templo de são Pedro em Montorio, de planta centralizada, semelhante à dos templos circulares clássicos. O papa Júlio II escolheu Bramante para edificar a nova basílica de São Pedro, de gigantescas proporções, que deveria substituir a igreja paleocristã do século IV. O projeto só foi completado muito tempo depois da morte de Bramante e dele participaram artistas como Rafael e Michelangelo, que desenhou a enorme cúpula.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/48459"></a>Em Veneza, onde Antonello da Messina havia introduzido o óleo, técnica própria do norte da Europa durante o século XV, sucedeu-se uma série de pintores brilhantes &#8212; Giorgione, Ticiano, Tintoretto, Veronese &#8212; com os quais chegou ao seu esplendor máximo a escola veneziana, cujas características são o colorido, a luz vaporosa, a sensualidade e os temas pagãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Difusão da arte renascentista</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51302"></a>Fora da Itália difundiram-se com certa rapidez as novidades estéticas italianas graças às viagens de artistas à Itália e à difusão proporcionada pela invenção da imprensa. Embora na arquitetura demorassem um pouco a se impor os critérios renascentistas, devido à permanência do gótico, na escultura e sobretudo na pintura chegaram a se destacar artistas extraordinários. No norte da Europa, onde ficara famoso o esplendor da escola gótica flamenga, minuciosa e de ricos cromatismos graças ao emprego do óleo, destacaram-se o gravador e pintor alemão Albrecht Dürer, que conjugou o estilo clássico renascentista com o gótico germânico com grande habilidade, e o flamengo Pieter Brueghel o Velho, interessado na reprodução de cenas da vida cotidiana não isentas de ironia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51298"></a>Na Espanha, a arte do Renascimento foi muito mais religiosa do que nos demais países da Europa, fruto do espírito da Contra-Reforma, e alcançou seu maior brilhantismo com a arquitetura austera de El Escorial, obra de Juan de Herrera y Gutiérrez de la Vega e com a obra de El Greco, que se caracteriza por figuras alongadas, de marcante espiritualidade, uma técnica livre e uma gama de cores e brilhos de origem veneziana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Literatura</strong><br />
Ao lado das artes plásticas, a literatura italiana viveu uma época proto-renascentista personificada por Dante Alighieri, contemporâneo de Giotto. Sua obra mais representativa, a <em>Divina comédia</em>, pertencia à Idade Média por sua construção e suas idéias, mas sua visão subjetiva e sua poderosa expressividade a aproximavam do Renascimento. Petrarca e Boccaccio também pertenceram ao período literário que precedeu o Renascimento, por seus estudos do latim e seus escritos em língua vernácula.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento foi representado na Europa por indivíduos notáveis como o francês François Rabelais, o português Luís de Camões, o italiano Ludovico Ariosto e o britânico Christopher Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Música</strong><br />
Também a música alcançou um enorme desenvolvimento no Renascimento, época na qual triunfou a música vocal polifônica, conjunto de várias vozes e instrumentos formando um todo harmonioso, e a profana, exemplificada no madrigal. O coro da capela Sistina, do Vaticano, que participava dos serviços religiosos oficiados pelo papa, atraiu músicos e intérpretes vocais de toda a Itália e até mesmo do norte da Europa. Entre seus membros destacaram-se os compositores Josquin des Prés e Giovanni Pierluigi da Palestrina, mestre da polifonia religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Reforma, Contra-Reforma e o Renascimento</title>
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		<description><![CDATA[O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.<span id="more-1454"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A atitude de Lutero não foi um fato isolado nem circunstancial e sim a resposta a uma época de crise. A Reforma coincidiu com um profundo descontentamento econômico, o desprestígio da hierarquia eclesiástica, a propagação de correntes místicas, os contínuos conflitos bélicos e uma desorientação espiritual generalizada. Era evidente, sobretudo para o clero germânico, a necessidade de uma reforma que devolvesse à igreja a essência do cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O luteranismo, que rechaçava ainda a autoridade do papa, a maioria dos sacramentos e o culto à Virgem e defendia a livre interpretação da Bíblia e a prioridade da fé sobre os atos como meio de salvação, não tardou a propagar-se por todo o norte e centro da Europa, sobretudo entre a nobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">A reação católica teve como seu primeiro protagonista o imperador Carlos V , obstinado na luta contra os protestantes e na busca da unidade religiosa. Apesar da vitória imperial na batalha de Mühlberg em 1547, o resultado final foi a assinatura da Paz de Augsburgo em 1555, que confirmou a ruptura entre católicos e protestantes. A Igreja Católica buscou, além disso, combater a Reforma mediante a chamada Contra-Reforma, movimento de reação que se apoiou no Concílio de Trento (1545-1563) e na Companhia de Jesus. O concílio reafirmou os dogmas católicos atacados por Lutero, fortaleceu a hierarquia eclesiástica e estimulou o ensino da religião. Por sua vez, a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada em 1534 pelo espanhol Ignácio de Loyola, propôs-se a difundir, sob as ordens do papa, a doutrina católica por todo o mundo; para tanto, os jesuítas realizaram um amplo e abrangente trabalho educativo, por meio da criação de inúmeras escolas e universidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A era dos grandes inventos e descobrimentos geográficos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51299"></a>O anseio pelo conhecimento e o espírito científico do homem renascentista, cujo melhor protótipo foi Leonardo da Vinci, provocaram uma verdadeira revolução. Difundiram-se e aperfeiçoaram-se inventos orientais como a pólvora, que transformou a estratégia militar, e a bússola, que permitiu os grandes descobrimentos geográficos. Talvez o fato mais marcante tenha sido a invenção da imprensa, atribuída ao alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçoou os sistemas medievais de impressão com a criação dos tipos ou caracteres metálicos móveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento da cartografia, os avanços na arte da navegação, o conhecimento da bússola, o desaparecimento das rotas comerciais das caravanas para o Oriente, devido à presença dos turcos otomanos, e o espírito dinâmico e curioso do homem moderno foram fatores que se conjugaram para tornar possíveis os grandes descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, nos quais espanhóis e portugueses tiveram papel preponderante.</p>
<p style="text-align: justify;">As explorações portuguesas, incentivadas pelo Infante D. Henrique o Navegador, foram protagonizadas por Bartolomeu Dias, que chegou até o cabo das Tormentas (posteriormente cabo da Boa Esperança), no sul da África; Vasco da Gama, que alcançou a costa da Índia; e Pedro Álvares Cabral, que no ano de 1500 descobriu o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Os espanhóis, por sua vez, exploraram mais o Atlântico, pois pretendiam chegar às Índias pelo oeste, convencidos da esfericidade da Terra. O pioneiro dessas explorações foi Cristóvão Colombo, que realizou quatro viagens às terras que acreditava serem a Índia e que constituíam um novo continente. O dia 12 de outubro de 1492, quando a primeira expedição de Colombo desembarcou nas novas terras, é considerado a data do descobrimento da América. A partir de então e durante todo o século XVI os espanhóis, seguidos dos franceses, britânicos e portugueses, lançaram-se ao descobrimento de novas terras: Hernán Cortés conquistou o império asteca, Vasco Núñez de Balboa chegou até o mar do Sul (posteriormente oceano Pacífico), Francisco Pizarro dominou o império inca, Álvar Núñez Cabeza de Vaca percorreu o sul do que seriam os Estados Unidos e Juan Sebastián Elcano conseguiu completar a primeira circunavegação da Terra, iniciada por Fernão de Magalhães.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte do Renascimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista alcançou sua expressão máxima nas artes plásticas. Tratava-se de uma arte baseada na observação do mundo visível e em uma série de princípios matemáticos e racionais, como equilíbrio, harmonia e perspectiva. Pouco a pouco foram sendo substituídas as expressivas formas góticas por novas linhas em conformidade com os modelos da antiguidade clássica. Nas mãos de homens como Leonardo da Vinci, a arte não foi apenas uma forma de plasmar a beleza, mas também um aspecto do conhecimento, um meio de explorar a natureza e demonstrar a realização dos descobrimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A origem da arte renascentista encontra-se na Itália e foi precedida por uma fase proto-renascentista, o <em>Trecento</em>, que se estendeu do final do século XIII até o fim do século XIV, estimulada pelo espírito cultural franciscano. O exemplo de são Francisco de Assis incentivou diversos poetas e artistas italianos a valorizarem a natureza. As obras do mais destacado pintor do <em>Trecento</em>, Giotto, revelam um novo estilo pictórico preocupado mais com o espaço, os volumes e a penetração psicológica dos personagens do que com as linhas decorativas e as composições hieráticas de seus predecessores como Cimabue, Duccio di Buoninsegna e Simone Martini.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong><strong> </strong></p>


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		<title>O quadro Político, Econômico e Social na Idade Moderna e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 22:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Origem]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[No século XIV, a baixa Idade Média entrava em pleno declínio e, com ela, parte do sistema feudal. O Sacro Império Romano-Germânico, que lutara anteriormente contra o papado para obter o controle da Itália e conseguir a união da Europa, encontrava-se muito debilitado, fragmentado entre diferentes famílias nobres rivais sobre as quais se estendia a autoridade quase honorária do imperador.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
No século XIV, a baixa Idade Média entrava em pleno declínio e, com ela, parte do sistema feudal. O Sacro Império Romano-Germânico, que lutara anteriormente contra o papado para obter o controle da Itália e conseguir a união da Europa, encontrava-se muito debilitado, fragmentado entre diferentes famílias nobres rivais sobre as quais se estendia a autoridade quase honorária do imperador.<span id="more-1452"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A crise afetava também a Igreja Católica, que, primeiro, em 1309, teve sua sede pontifícia transferida temporariamente para Avignon, no sul da França, e depois sofreu as conseqüências do chamado cisma do Ocidente, no qual o mundo cristão se dividiu entre os partidários do papa Urbano VI e os do antipapa Clemente VII.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Evolução política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A reorganização política teve início na Itália no final do século XIII, com sua desvinculação do poder imperial e sua fragmentação em diversas cidades-estados, que passaram do regime comunal ou municipal para o senhorial, exercido por algumas famílias nobres, como os Gonzaga, os Sforza e os Medici. Mais tarde essas cidades se converteram no centro dos vários estados italianos da época moderna &#8212; as repúblicas de Veneza e de Florença, o ducado de Milão, o reino de Nápoles e os estados pontifícios, que mantiveram entre si constantes conflitos na tentativa de conquistar a hegemonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fragmentação não ocorreu em outros territórios europeus onde, ao contrário, se estabeleceram diversas monarquias nacionais e autoritárias: a Espanha dos reis católicos, a Inglaterra de Henrique VII e a França de Luís XI. Isso se deveu, em primeiro lugar, à consolidação da autoridade do soberano frente ao poder da nobreza. Esses novos estados modernos caracterizaram-se pela centralização, a organização administrativa, a crescente burocratização e a criação de um exército poderoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Na implantação desses regimes autoritários, teve grande importância a mudança produzida na mentalidade política, que, baseando-se no direito romano e na filosofia aristotélica, legitimaria a autoridade suprema do monarca e a existência de um estado forte e organizado. A grande figura do pensamento político da época foi o florentino Nicolau Maquiavel, autor de <em>O príncipe</em> (1513), no qual elaborou uma teoria política que separava pela primeira vez a moral dos indivíduos da moral, ou razão, de estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Economia e sociedade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora a base da economia continuasse a ser a agricultura, conquistaram grande impulso a indústria têxtil, a mineração e, sobretudo, as atividades comerciais, graças ao ápice do desenvolvimento das cidades mediterrâneas (Veneza, Marselha, Nápoles) e do norte da Europa (Antuérpia, Amsterdam, Hamburgo). A crescente importância do setor comercial resultou na fortuna de famílias como as dos Medici, os Strozzi ou os Fugger, que lhes permitiram intervir de forma direta na política ou dar seu apoio financeiro às monarquias que atravessavam crises econômicas.</p>
<p style="text-align: justify;">O descobrimento da América representou um fato transcendental para a vida econômica do Renascimento. Abriram-se novos mercados, floresceram cidades da orla atlântica, como Sevilha e Lisboa, e fluíram os metais e as riquezas, que proporcionaram grandes benefícios a burgueses e banqueiros e permitiram que a Espanha realizasse uma ampla política de intervenção em grande parte da Europa e do Mediterrâneo. No entanto, a excessiva afluência de tesouros americanos ao continente europeu favoreceu uma alarmante alta dos preços devido à abundância da moeda em circulação.</p>
<p style="text-align: justify;">O desaparecimento das grandes pestes medievais, o auge da vida urbana e certos melhoramentos nas condições de vida das populações ocasionaram um crescimento demográfico expressivo em quase toda a Europa ocidental, conseqüência da alta taxa de natalidade e do declínio da mortalidade infantil. As principais zonas de povoamento eram o norte da Itália, os Países Baixos e o centro da França.</p>
<p style="text-align: justify;">No topo da estrutura social estava a nobreza, que se havia instalado nas grandes cidades, em luxuosos palácios ou mansões, seguida pela alta burguesia, enriquecida pelo comércio e pelos negócios financeiros. Os camponeses, que constituíam a classe menos favorecida, viviam em condições extremamente desfavoráveis. Recorreram muitas vezes a revoltas, criando um clima de instabilidade social.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um mundo em transformação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista expressou-se desde cedo no humanismo, movimento intelectual que teve início e alcançou seu apogeu na Itália, protagonizado por Giannozzo Manetti, Marsilio Ficino e Lorenzo Valla, entre outros. Os humanistas buscaram respostas para as questões do momento e para isso recorreram tanto ao cristianismo como à filosofia greco-latina. Criaram assim um sistema intelectual caracterizado pela supremacia do homem sobre a natureza e pela rejeição das estruturas mentais impostas pela religião medieval. A intenção do humanismo era desenvolver no homem o espírito crítico e a plena confiança em suas possibilidades, condições que lhe haviam sido proibidas durante a época medieval.</p>
<p style="text-align: justify;">Da Itália, o humanismo difundiu-se até o norte e estendeu-se por quase toda a Europa graças à invenção da imprensa, que facilitou a divulgação dos textos clássicos e das novas idéias com grande rapidez. O mais destacado humanista do norte da Europa foi Erasmo de Rotterdam, autor de <em>Encomium moriae</em> (1509; <em>O elogio da loucura</em>), obra em defesa da tolerância e da liberdade de pensamento que resumiu a essência moral do humanismo. Entre os humanistas espanhóis destacou-se Juan Luis Vives.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Nas Alturas da Espiritualidade Árabe e do Oriente</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/10/23/nas-alturas-da-espiritualidade-arabe-e-do-oriente/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 02:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Papo Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto que segue me foi enviado pelo amigo José Maria Dias, a quem se devem os créditos e comentários.
Um dos elementos que  distingue a literatura árabe é a espiritualidade. É mais fácil  reconhecer a espiritualidade do que defini-la. Ela é a presença do sobrenatural em nossa vida e em nossos escritos. É a convicção de que há um mundo superior a este mundo, valores superiores ao interesse, a riqueza, ao prazer, à dominação e aos valores terrenos, e que a vida humana deve ser uma viagem que nos leva do limitado ao ilimitado em nós, da cegueira à compreensão, do amor de si ao dom de si. 



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Este texto que segue me foi enviado pelo amigo José Maria Dias, a quem se devem os créditos e comentários.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos elementos que  distingue a literatura árabe é a espiritualidade. É mais fácil  reconhecer a espiritualidade do que defini-la. Ela é a presença do sobrenatural em nossa vida e em nossos escritos. É a convicção de que há um mundo superior a este mundo, valores superiores ao interesse, a riqueza, ao prazer, à dominação e aos valores terrenos, e que a vida humana deve ser uma viagem que nos leva do limitado ao ilimitado em nós, da cegueira à compreensão, do amor de si ao dom de si.<span id="more-1374"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo concreto nos introduzirá de imediato no mundo fascinante da espiritualidade na literatura árabe; &#8220;Remeteram um dia, a Ibn Hassan An-Nuri a importância de 300 dinares de ouro, proveniente da venda de uma propriedade sua. Levou-os consigo até a ponte de Saráf, sentou-se à margem do rio e começou a lançar as peças de ouro uma após a outra na água. Cada vez que lançava uma peça, dizia: &#8220;Senhor meu, queres afastar-me de Ti, expondo-me à sedução desta peça de ouro&#8230; E desta&#8230; E  desta?”Até ter jogado toda a importância na água.  Ibn Hassan an-Nure não foi o único. Antes dele e depois  dele, inúmeros homens do mundo e eremitas foram mais atraídos pela amizade com Deus do que pelas riquezas e glórias desta terra, sentindo e agindo como se o Além fizesse parte de sua vida quotidiana. E como eram eles, ao mesmo tempo, grandes escritores ou poetas, registraram seus sentimentos e suas experiências em contos, preces, poemas, preleções e historias que iluminam a literatura árabe de uma aurora  eterna, projetando seus ideais para além dos limites do homem e do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que a literatura árabe é a literatura da espiritualidade? Pelas mesmas circunstâncias que a tornaram a literatura da sabedoria e da imaginação. O destino fez daquela terra a pátria dos profetas e dos santos, o lugar de encontro entre o homem e Deus. E a Natureza completou a obra do destino, dando ao Oriente Médio a configuração geográfica mais adequada a manter uma vida espiritual rica: as montanhas e o deserto.</p>
<p style="text-align: justify;"> No Oriente Médio, as montanhas têm sido sempre elevações espirituais tanto quanto geográficas. Naquelas alturas dominadas à noite por um firmamento tão límpido e estrelado que parece um teto apenas mais elevado do que outros, a inspiração divina tem descido sobre os homes, dos mais humildes aos mais preeminentes. Foi nas montanhas do Oriente Médio que Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos, que Zaratustra concebeu seu ideal do super-homem, que Jesus pregou o seu mais belo sermão da História (justamente chamado o sermão da montanha) e que Maomé foi incumbido de sua missão profética. O deserto foi, ao seu modo, outro caminho rumo ao sobrenatural. O deserto é como um oceano arenoso ilimitado. Suas ilhas são os oásis. Mas ele possui algo que nenhum oceano possui: as miragens, essas ilusões óticas que apagam  o limite entre o real e o irreal e transformam o deserto numa região feérica. De dia, alturas aparecem ao longe. Não se sabe se são montanhas ou miragens. De noite, luzes brilham no horizonte, não se sabe se são luzes ou estrelas.</p>
<p style="text-align: justify;">No Deserto toda hora, a imensidão e o silêncio dão a sensação do infinito&#8230; O homem se sente só e anseia instintivamente por um apoio sobre-humano, por uma presença divina&#8230; O santo se torna mais santo&#8230; O crente se torna mais crente&#8230;  O cético é invadido por uma dúvida e uma angustia irresistível.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi nesse duplo quadro de beleza e de inspiração que povos já dotados pela Natureza do senso do sobrenatural criaram uma literatura mais espiritual do mundo. Citemos mais um exemplo: &#8220;Conta Al-maqdisse que sendo companheiro de Ibrahim Ibn Adhas, interrogou-o um dia sobre sua conversão ao misticismo, e como havia abandonado seu trono para procurar a Deus&#8230; Ibrahim respondeu-lhe: Estava eu sentado em meu palácio quando vi pela janela um mendigo que se postara diante da minha porta. O mendigo tirou do seu alforje um pedaço de pão seco, molhou-o na água e comeu-o. Depois bebeu a água, rendeu graças a Deus e dormiu no chão. Mandei um dos meus servidores vigiar aquele faquir e trazê-lo a mim quando acordasse&#8230; Ao chegar mais tarde à minha presença, saudou-me e retribui-lhe a saudação, fiz que sentasse e disse-lhe: Ó faquir, tendo fome, comeste aquele pão e ficastes satisfeito? Sim. Tinhas sede e bebestes a água com prazer? Sim. Dormiste sem inquietação nem preocupação e estás repousado? Sim. Tudo isto me fez refletir profundamente: Que tenho a fazer, disse a mim mesmo, com todo luxo deste mundo, onde não encontro satisfação, enquanto a alma pode estar contente com o que acabo de ver e ouvir? Concluí então um pacto de arrependimento com Deus. Quando chegou à noite, cobri-me com um manto de pele e um barrete de lã e fugi de pés nus do meu palácio, para levar uma vida errante, como aquele mendigo vagabundeando em direção a Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, apesar do intercâmbio das culturas, é ainda o Oriente que produz as grandes obras espirituais da literatura universal. Basta mencionar os nomes de Tagore e de Giban. E a literatura  árabe, mesmo neste século de ferro, continua a pregar a superioridade dos bens espirituais sobre os bens materiais e a convidar o homem a procurar a felicidade e a grandeza menos na opulência e na dominação do que na paz de espírito e nos atos de abnegação e de heroísmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">(Texto enviado por José Maria Dias)</p>


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		<title>A Felicidade e a Alegria não devem ser violadas, corrompidas, mexidas!?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 22:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes alteramos nosso estado “Feliz” de Espírito simplesmente pelo fato de querer melhorá-lo. Pensamos que sempre podemos mais e mais, essa é a dinâmica da sociedade capitalista em que vivemos. Nunca estamos totalmente felizes nem alegres com nosso status quo, a nossa realidade pode, ainda que satisfatória, nos perturbar, seja por nossa realidade anterior mais “satisfatória” seja por observação da realidade de outrem.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Muitas vezes alteramos nosso estado “Feliz” de Espírito simplesmente pelo fato de querer melhorá-lo. Pensamos que sempre podemos mais e mais, essa é a dinâmica da sociedade capitalista em que vivemos. Nunca estamos totalmente felizes nem alegres com nosso <em>status quo</em>, a nossa realidade pode, ainda que satisfatória, nos perturbar, seja por nossa realidade anterior mais “satisfatória” seja por observação da realidade de outrem.<span id="more-1271"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> Cada um de nós dá uma desculpa pelo motivo de sua “atitude insatisfatória” no presente. Por exemplo, uns vão dizer que é melhor gastar viajando ou fazendo isso ou aquilo do que gastar com médicos e com sua saúde. Outros vão dizer, fulano viveu a vida toda e tudo que construiu ficou aí, pois não viveu a vida, só pensou em trabalho, trabalho e mais trabalho. Outros ao contrário vão pensar: é melhor eu poupar e guardar meu dinheiro para um momento difícil em que eu possa precisar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Cada um tem sua desculpa, seja ela para gastar ou para guardar. O que quero enfatizar não é a desculpa que usamos para fazer algo, mas sim a desculpa que damos para deixar de fazer algo que nos satisfaçam, desde que evidentemente seja necessário.</p>
<p style="text-align: justify;"> Quando estamos em um estado de felicidade e/ou alegria devemos evitar mexer na situação. Para isso lembremo-nos de uma equipe de futebol. Quando o time está ganhando não deve ser mexido, como dizem: “Time que ganha não se mexe”. É claro que se houver necessidade de mexer no time, seja por contusão, por expulsão etc., aí não tem jeito, mas esteja certo que vai mudar o <em>status quo, </em>e então mexemos na “alegria” do momento. O que virá não se sabe&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Devemos distinguir Alegria de Felicidade. Para um melhor entendimento destes termos vou dizer que entendo Alegria como algo mais passageiro, um fato, algo que <strong>nos dê</strong> alegria momentânea. Por exemplo, um momento com amigos batendo “papo”, um churrasco ou uma festa é normalmente um momento alegre. Embora muitos vão dizer isso é a Felicidade, eu prefiro chamar a Felicidade de algo mais duradouro. Essa é a distinção que quero fazer.</p>
<p style="text-align: justify;"> Um dos grandes problemas da humanidade contemporânea no mundo ocidental é a vida frenética e desenfreada, sempre estamos dizendo que não temos tempo pra nada. Aliás, quem não tem tempo para a Vida não tempo para Viver. Para uma completa felicidade é preciso ter o tempo para plantar, o tempo para colher e o tempo para “curtir” a terra, descansar, enfim re-viver, tanto a terra como nós mesmos, aí está o segredo da Felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> Precisamos sair da Rotina. Sempre achei que a rotina “come” o nosso tempo, mas alguns vão dizer há uma contradição entre sair da rotina e não mexer no time que está ganhando, então vou dizer: Saia da Rotina, mas sem mexer no Time. Como fazer isso?</p>
<p>Vejamos uma mensagem extraída do livro “O Mensageiro”:</p>
<p>Arranje um tempo para trabalhar.<br />
É o preço para alcançar a vitória.</p>
<p>Arranje um tempo para meditar.<br />
É a fonte da força.</p>
<p>Arranje um tempo para brincar.<br />
É o segredo da juventude.</p>
<p>Arranje um tempo para ler.<br />
É o fundamento para o saber.</p>
<p>Arranje um tempo para a devoção.<br />
Ela limpa o pó mundano dos nossos olhos.</p>
<p>Arranje um tempo para os amigos.<br />
Eles são a fonte da felicidade.</p>
<p>Arranje um tempo para amar.<br />
O amor é o maior sacramento da vida.</p>
<p>Arranje um tempo para sonhar.<br />
Os sonhos levam nossa alma até as estrelas.</p>
<p>Arranje um tempo para sorrir.<br />
É o meio para aliviar as cargas que temos que levar.</p>
<p>Arranje um tempo para planejar.<br />
Aí, então, terá tempo para as nove coisas acima.</p>
<p style="text-align: justify;"> Espero que esta pequena mensagem possa te ajudar, ela me ajudou muito e sempre me ajudará, pois defendo a Ideia do Sair da Rotina como meu <em>status quo,</em> dessa maneira e é assim para mim: Buscar dividir o tempo com atividades e lazeres diversificados. Mas se para você teu <em>status quo </em>é diferente e você está feliz com ele não o mude, não mexa no time, entende? Time que ganha não se mexe! Mas se teu time não está ganhando mexa nele, mude seus hábitos, crie atividades diferentes das que você faz hoje, busque novas amizades, isso não significa que você deve abandonar as antigas, não! A não ser que sejam “amizades” que não te acrescentam nada e nunca te acrescentaram&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">  Outro ponto que quero enfatizar é a tal da “felicidade” relativizada. Essa é uma felicidade por inveja, ou seja lá o nome que queiramos dar. Quando estamos comparando o nosso <em>status quo </em>com os de outras pessoas, estamos relativizando nossa vida, aliás é isso o que o sistema capitalista mais aprecia, isso gera <strong>competitividade</strong>, <strong>concorrência</strong>, <strong>consumismo</strong> etc. Esse é o motor do capitalismo, sem isso o sistema não funcionaria pois gerar-se-ia uma “<strong>acomodação</strong>” e posterior “<strong>assimilação</strong>” tanto nas empresas quanto no consumo.</p>
<p style="text-align: justify;"> Para justificar esse argumento vou mencionar uma pesquisa feita nos Estados Unidos, o maior símbolo do capitalismo na atualidade. A pesquisa perguntou a diversas pessoas o que elas prefeririam: ganhar 50.000,00 dólares por ano enquanto todas as outras pessoas ao seu redor ganhassem 25.000,00 dólares, ou ganhar 100.000,00 dólares enquanto as demais pessoas próximas ganhariam 200.000,00 dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                </p>
<p style="text-align: justify;">Você imagina qual foi a imensa maioria das respostas? Isso mesmo a grande maioria preferiria ganhar menos, desde que esse menos fosse o dobro dos seus visinhos. Isso é “Felicidade” relativizada e está pautada na Inveja, ou seja lá o nome que você queira dar.</p>
<p style="text-align: justify;"> Caro amigo leitor se não nos <em>pré-ocuparmos</em> em relativizar nossa Felicidade, se dividirmos o nosso Tempo como na mensagem acima, se não pensarmos em mudar o nosso <em>Status Quo</em>, quando em Felicidade.. Então estou certo estaremos e Seremos Felizes. A alegria é Estar&#8230; A Felicidade é Ser!</p>
<p> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/04/os-brancos-eram-negros-ha-milhares-de-anos-atras/" target="_blank"><strong>Continuando o texto, veja o início clique Aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
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</a>
Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.<span id="more-1027"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo o trabalho tanto de Langaney quanto de Sforza: se existem diferenças genéticas entre <strong>grupos étnicos</strong>, elas estão somente na freqüência com que cada gene ou grupos de genes se apresentam nas diversas populações. O que faz, então, com que os etíopes tenham a pele escura, enquanto os belgas têm pele clara? Ainda é cedo para esperar uma resposta definitiva, mas hoje há um consenso de que as diferenças são circunstanciais. “Provavelmente, uma simples questão de clima”, explica Langaney. <strong>Do ponto de vista bioquímico, por exemplo, não existem classificações como brancos, negros e amarelos:</strong> <strong>apenas pessoas com menos ou mais melanina.</strong> É essa substância, presente nas camadas profundas da epiderme, que responde pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Quanto mais melanina, mais escura a pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não conseguimos explicar o mecanismo de incidência do sol na coloração da pele, nem como isso se transfere hereditariamente, mas sabemos muito bem, por outro lado, que a síntese da vitamina D depende diretamente dos raios ultravioleta”, revela Langaney. Presentes em maior quantidade nas zonas tropicais, esses raios são menos absorvidos por peles escuras do que pelas claras. A falta de vitamina D, por sua vez, causa raquitismo. “Basta uma simples olhadela no mapa-múndi para notar que, geograficamente, de acordo com a região em que se estabeleceram, as populações são menos ou mais claras.” <strong>Antes das grandes migrações que, a partir do século XVI, marcaram a história da humanidade, todos os grupos de pele mais escura se situavam nas zonas tropicais</strong>, <strong>enquanto os mais claros são sempre aqueles próximos das latitudes mais altas.</strong> <strong>Ao mesmo tempo, zonas intermediárias, como as Filipinas ou a Índia, são ocupadas por pessoas de cores igualmente intermediárias.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a teoria mais aceita atualmente, os homens que migraram da África Central ou do Oriente Próximo em direção ao norte teriam mudado de cor de pele para melhor absorver os raios ultravioleta . Assim, escapariam à ameaça do raquitismo, já que o Sol aparecia menos por lá do que nas terras de onde, supõe-se, vieram.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, tudo leva a crer que <strong>as diferenças de cor que notamos entre um negro e um asiático, por exemplo, ocorreram há pouco tempo na escala de desenvolvimento da humanidade.</strong> Principalmente quando comparadas com características essenciais: é quase certo que o código genético que determina que todos tenham 4,5 metros quadrados de pele antecedeu em muito o que determina a coloração da pele. Para usar o mesmo exemplo, <strong>a cor da pele parece levar de 20.000 a 40.000 anos para se modificar.</strong> A conclusão vem do fato de a América ter sido povoada, a partir da Ásia do Norte, há não mais de 40.000 anos. Este intervalo teria sido suficiente para que a incidência solar dos trópicos fizesse efeito e escurecesse as populações que ali se estabeleceram, os ameríndios. “E o que são 40.000 anos diante dos 4 milhões de anos que forjaram biologicamente a espécie humana?”, pergunta Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Assim como a cor da pele, as estaturas também parecem estar ligadas ao tipo de meio ambiente eleito por uma população.</strong> E não deve ter sido necessário muito mais tempo do que o gasto nas mudanças de cor para que populações africanas desenvolvessem estaturas tão discrepantes como entre pigmeus (1,50 metro), habitantes da floresta equatorial, e os saras (1,80 m) que habitam zonas áridas do continente. É certo que a transformação das sociedades rurais agrícolas em sociedades urbanas industrializadas interferiu violentamente nessa divisão: um estudo da média de altura dos recrutas militares franceses entre 1880 e 1970 mostra que a população masculina do país chegou a crescer 7 centímetros nesses noventa anos. As exceções só confirmam a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">A seu modo, Sforza também reforça a tese de que as diferenças aparentes são mais ligadas a fatores climáticos e ambientais do que a origens distintas. <strong>Em sua árvore genealógica, a cor da pele não é um critério e nada impede que brancos e negros saiam da mesma família.</strong> Os branquelos lapões do norte europeu vieram do mesmo grupo — caucasianos — que originou os escuros berberes da África. As diferenças, assim como a distância genética, portanto, foram adquiridas através do tempo. <strong>Quanto mais distantes geograficamente, menos as populações se parecem</strong>. “A rede genética mostra que as discordâncias se fizeram durante a colonização do mundo”, esclarece Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a cadeia genética de cada uma dessas famílias tenha sofrido alterações à medida que elas se afastavam e se subdividiam, nenhuma desenvolveu qualquer tipo de gene específico. Recentemente, Sforza demonstrou que, além da coincidência geográfica, <strong>a familiaridade genética se superpõe quase sempre a uma familiaridade lingüística</strong>. Ou seja, quanto mais geneticamente próximos os grupos, mais suas línguas se correspondem.</p>
<p style="text-align: justify;">Arqueologicamente, <strong>hoje poucos duvidam da origem africana do “homem moderno”</strong>: supõe-se que ele <strong>surgiu entre a África Central e o Oriente Próximo</strong>, há <strong>100.000 ou 150.000 anos.</strong> Pelo menos é o que indicam seus vestígios mais antigos, entre 100.000 e 125.000 anos, encontrados no continente africano. Mas foi com a descoberta do Homem de Qafzeh, um crânio desenterrado na Palestina, que a tese da migração do Homo sapiens sapiens começou a se concretizar: Eva, o nome dado ao mais perfeito exemplar do passado humano, viveu há 92.000 anos. Para Sforza, a data-chave do momento em que os ramos africanos e não-africanos se separaram para iniciar a grande andança, espalhando tipos tão diferentes pelos quatro cantos do mundo que, às vezes, é difícil acreditar virem todos do mesmo ancestral. Para Langaney e Sforza, apenas mais uma prova da sabedoria do velho ditado popular: as aparências realmente enganam.</p>
<p style="text-align: justify;">É amigo leitor, podemos dizer filosoficamente: os nossos sentidos nos enganar&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Brancos eram Negros há milhares de anos atrás</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma pesquisa científica falando sobre a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra, dizia sumamente que todos (os homens modernos) vieram de uma única raça: a Negra. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/49__160x120_branco-negro2.jpg" alt="branco-negro2" title="branco-negro2" />
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Há alguns anos atrás assisti em um Canal Cultural  de uma TV fechada uma pesquisa científica falando sobre <strong>a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra</strong>, dizia sumamente que <strong>todos os homens modernos vieram de uma única raça</strong>: <strong>a Negra</strong>. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.<span id="more-1019"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Desde então procurava saber mais sobre o assunto até que encontrei na <strong>Revista Super</strong> <strong>Interessante</strong> uma reportagem falando sobre esse tema. Seu título: <strong>“Brancos, negros, índios e amarelos: Todos parentes”. </strong>O texto abaixo é uma adaptação livre e atualizada dessa reportagem. Em suma veremos que Brancos, Índios e Amarelos  vieram todos dos Negros Africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos atrás no “Museu do Homem de Paris” houve uma exposição intitulada “<strong>Todos Diferentes, Todos Parentes</strong>”,  a reportagem que agora posto lembra que se Morton estivesse vivo (Morton foi um grande cientista que morreu em 1851, estudava a “diferença” entre as raças humanas) ele certamente teria um enfarto fulminante ao ver que várias pessoas, incluindo crianças, remontavam, em uma tela de computador,  aquilo que ele levou décadas em sua vida fazendo no laboratório. Diariamente, centenas de jovens e curiosos em geral se divertiram na mostra  criando “homens” inimagináveis, numa miscelânea que inclui os mais variados tipos de cabelo, olhos, rosto ou mesmo o tamanho do nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira se confunde com a própria explicação da origem do homem moderno, o Homo sapiens sapiens: a de que, ao contrário do que pensava <strong>Morton</strong>, as diferenças físicas, tão gritantes a nossos olhos, não passam de detalhes na história de uma espécie que, embora numerosa e espalhada por todo o mundo, em última análise <strong>provém de um único ancestral.</strong> As aparências enganam. “O sentido da visão tem um papel primordial nas percepções humanas, enquanto várias espécies de animais que diferem na cor dos pêlos ou da pele parecem não dar a menor importância a isso”, brinca o francês André Langaney, chefe do laboratório de Biometria de Genética da Universidade de Genebra.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que as questões de um século atrás ainda persistem: <strong>se somos descendentes de um mesmo antepassado, por que alguns têm a pele negra, cabelos crespos e olhos escuros, enquanto outros têm olhos puxados, cabelos lisos e a pele amarela?</strong> Por que os pigmeus medem em média 1,50 metro, enquanto suecos chegam a 1,77 metro? As diferenças são tantas, que apenas enumerá-las já soa como uma missão impossível — quanto mais listar respostas para cada uma&#8230; Mas para geneticistas como Langaney ou o célebre italiano Luigi Luca Cavalli-Sforza, um dos maiores especialistas no assunto, <strong>muito mais numerosas e essenciais são as igualdades</strong>. Todo homem, seja ianomâmi ou finlandês, possui cerca de 4,5 metros quadrados de pele, 100 órgãos, 450 músculos motores, 211 ossos, 950 quilômetros de tubos (veias e artérias), 100.000 quilômetros de fibras nervosas, 5 litros de sangue, 60 trilhões de células, etc. etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão importante ainda é que jamais se encontraram genes que pudessem ser considerados característicos de uma única população, por mais isolada que ela viva. Isto é: os cerca de 3 bilhões de componentes do patrimônio genético são compartilhados pelos 6 bilhões de homens que ocupam o Planeta. Sem exceções. É o que asseguram décadas de pesquisas, em especial as realizadas por aqueles dois especialistas. Langaney concentrou seu trabalho em três genes que são fundamentais no ser humano. O primeiro, responsável pelo tipo sangüíneo, é o sistema ABO. O outro, o do fator Rhesus, determina o Rh positivo e negativo. Quanto ao terceiro, o Gm, é o gene que produz a imunoglobulina, substância essencial para o sistema imunológico. Tais genes se encontram em centenas de grupos étnicos, cujas células a equipe de Langaney vasculhou. E <strong>o pesquisador é taxativo: isto descarta a possibilidade de existirem genes “brancos”, “negros” ou “amarelos”, como se acreditou até há pouco.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Nenhuma população se isolou por um tempo suficiente para se constituir como uma raça completamente diferenciada”, garante Cavalli-Sforza. Professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, ele diz isso com a autoridade de quem <strong>nos últimos cinqüenta anos se dedicou a construir a mais completa e ambiciosa árvore genealógica da espécie humana </strong>e hoje se dá ao conforto de andar de chinelos nos corredores da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Sforza testou nada menos de 120 características humanas gravadas nos genes, inclusive o fator Rhesus e os sistemas ABO e Gm. E também não poupou o computador de Stanford para reagrupar milhares de trabalhos lingüísticos e arqueológicos, a partir dos quais <strong>selecionou os 42 grupos mais estudados, numa amostragem perfeita dos</strong> <strong>habitantes dos cinco continentes.</strong> Etíopes, pigmeus, europeus em geral, lapões, esquimós, japoneses, polinésios e índios americanos são apenas algumas das etnias escolhidas por ele. E, a partir desses estudos, o geneticista genovês radicado nos Estados Unidos chegou a uma conclusão inovadora: a de que era possível reconstituir a história da evolução humana com base na freqüência de certos genes, o chamado critério de distância genética.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator Rhesus é um exemplo que pode ajudar a entender essa conclusão. Sforza verificou que 16% dos ingleses tinham o fator Rhesus negativo, enquanto a freqüência nos bascos era de 9% e nos japoneses 0%. “Se nos limitarmos ao Rhesus, podemos dizer que os ingleses são mais próximos dos bascos que dos japoneses.” É lógico que, para obter a distância genética entre as populações, <strong>Sforza não usou apenas um gene; analisou mais de uma centena.</strong> Graças a esse critério, pôde chegar então às sete grandes famílias, os colonizadores da Terra: africanos, caucasianos, asiáticos do sul, asiáticos do norte, australianos, insulares do Pacífico e ameríndios.</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%E2%80%9Cmutacoes%E2%80%9D-do-homem-original-negro/" target="_blank"><strong>Veja a segundo parte deste texto</strong> &gt; <strong>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<title>O Homem e a Natureza; uma Dádiva? Um Acaso?  E o Ocaso?</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 22:16:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que a Vida é algo “Maravilhoso”  acho que não se questiona muito. Na sua imensa maioria os seres vivos defendem a sua vida e a querem prorrogar ao máximo, seja por instinto ou racionalmente, queremos viver mais e mais&#8230;  se a Vida é uma Dádiva ou um Acaso, pouco Caso faz para muitos, mas quanto [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Que a Vida é algo “Maravilhoso”  acho que não se questiona muito. Na sua imensa maioria os seres vivos defendem a sua vida e a querem prorrogar ao máximo, seja por instinto ou racionalmente, queremos viver mais e mais&#8230;  se a Vida é uma Dádiva ou um Acaso, pouco Caso faz para muitos, mas quanto ao Ocaso, aí preocupa a tantos “humanos”.<span id="more-872"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste texto não vou argumentar as ideias: Dádiva ou Acaso. Esse tema pode ser lido no meu texto, “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/09/a-origem-do-universo-e-da-vida-ha-vida-so-aqui-na-terra/" target="_blank">A origem do Universo e da Vida (há vida só aqui na Terra?)</a>” o que pretendo aqui é polemizar a Relação do homem com a natureza em épocas passadas e a diferença que ocorre a partir da modernidade, e a sua preocupação com o Ocaso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem há poucos milhares de anos atrás tinha um convívio e harmonia com a natureza que poderíamos dizer que ele sentia-se parte da natureza, o ser humano contemplava aquela Natureza e até a reverenciava. Ele, ainda que intuitivamente,  sabia que fazia parte desse Todo que os gregos antigos diziam:  <em>physis</em>. O homem, a natureza, os deuses gregos, tudo era imanente ao <em>cosmos. </em>Dessa maneira sabia-se que um estava ligado ao outro,  nasceram juntos, eram irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Hoje quando falamos e pensamos na natureza, muitas vezes nos vemos refletindo quanto aos animais, as florestas, o ar com sua “quantidade certa” de oxigênio respirável para o ser humano, a água, etc. Mas será que estamos pensando na Natureza, na ecologia no sentido amplamente planetário ou será que estamos pensando em nós mesmos? Bem, que nós somos os seres vivos que mais influíram na Natureza, em todos os tempos do planeta, parece algo verdadeiro. Nós não só influímos na natureza como a transformamos, a modificamos, a exploramos como se fosse algo exclusivamente posto aqui para Nós esses animais onipotentes e egocêntricos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Portanto se faz necessário que esses animais onipotentes façam alguma coisa para não deixar escapar a Sua Fonte de Vida. É óbvio que quem transforma e/ou explora alguma coisa deve fazer algo para não acabar definitivamente com a sua Fonte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os homens observam os animais  na natureza e muitas vezes se perguntam: que estranhos são esses animais, o que é que se passa pela cabeça deles? Fazem essas perguntas sem perceber que os estranhos não são os animais, somos nós. Nós somos os estranhos, somos os diferentes em muitos aspectos, ainda que guardemos muito de nossa animalidade, estamos em um processo de “humanização” deixando nosso território animal e entrando no novo território humano.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Planeta Terra está aí há 4 bilhões de anos, diversas espécies já passaram por aqui, algumas precisaram acabar para que outras proliferassem, se algumas daquelas espécies não tivessem sido extintas, é provável que nós não estivéssemos aqui. E quem poderia afirmar que para outras espécies virem a existir aqui no Planeta não seria necessário que nossa espécie fosse embora?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nós queremos, isto sim, é nos perpetuarmos no planeta. É lógico que temos que cuidar da natureza, é claro que Nós os maiores exploradores e destruidores de todos os tempos desse Planeta, precisamos cuidar para que ele não acabe por nós mesmo, mas não podemos pensar, como é  praxe no pensamento, que estamos cuidando para as futuras gerações. Acho que o nosso pensamento deveria estar pautado em outros termos. Será que vamos acabar com o planeta de uma forma que nenhuma vida mais seja possível?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A nossa espécie é apenas uma, das milhares, que passaram ou passarão pelo planeta, mas as outras espécies extintas não acabaram com o planeta. Houve situações naturais que o fizeram, mas a natureza, como sábia,  deu nova Vida no Planeta e ao Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>O Apolíneo e o Dionisíaco – em Nietzsche: a perda da proximidade com a Natureza que tinha o homem antigo (Continuação)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/05/16/o-apolineo-e-o-dionisiaco-%e2%80%93-em-nietzsche-a-perda-da-proximidade-com-a-natureza-que-tinha-o-homem-antigo-continuacao/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 17:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Veja a Primeira parte deste texto, clique Aqui! Finalizando e retornando aos deuses gregos, relembramos: Apolo filho de Zeus e Leto, que era um dos mais importantes e multifacetados deuses do Olimpo; identificado como o deus da luz e do sol. E, Dionísio filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#3366ff;"> 
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teste3/cosmos.jpg" title="" class="shutterset_singlepic72" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/72__160x120_cosmos.jpg" alt="cosmos" title="cosmos" />
</a>
</span><strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/05/16/o-apolineo-e-o-dionisiaco-%e2%80%93-apolo-e-dioniso-em-nietzsche-a-perda-da-proximidade-com-a-natureza-que-tinha-o-homem-antigo/" target="_blank">Veja a Primeira parte deste texto, clique Aqui!</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Finalizando e retornando aos deuses gregos, relembramos: <strong>Apolo</strong> filho de Zeus e Leto, que era um dos mais importantes e multifacetados deuses do Olimpo; identificado como o deus da luz e do sol. E, <strong>Dionísio</strong> filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de uma mortal; o deus grego equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho, do lazer e do prazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Dioniso só “aparece” através de Apolo. Apolo – luz, Sol; Dioniso – Terra.<span id="more-181"></span> Para um existir é necessário o outro, só há terra porque existe o Sol. “Tensão de contrários”. Nesse contexto eu pergunto: Será que a humanidade perdeu todo sentido de pertencimento a uma ordem maior, ao cosmos, sua origem?</p>
<p style="text-align: justify;"> Como supomos hoje através dos “conhecimentos” em astronomia, foi através de mortes e ressurgimentos de algumas estrelas: “poeiras” que formam estrelas que ao morrer tornam-se novamente poeiras “encontrando-se” com outras (“poeiras”) que com elementos químicos cada vez mais complexos formam novas estrelas. Portanto o nosso Sol e todo o sistema solar e tudo o que nele existe assim fora formado. Em outras palavras nós somos “poeira das estrelas”, e assim não há dúvidas que nossa origem é cósmica, nós viemos deste vasto, imenso, infinito ou finito universo, que tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos desde o chamado Big Bang. E da mesma forma que é espantoso, que é um verdadeiro <em>thauma</em> relatar mitos da criação através da mitologia ou das diversas religiões, é da mesma maneira um verdadeiro espanto os relatos da nova cosmologia, conforme diz Dennis Overbye apud Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que poderia aproximar mais do caráter de mito do que a noção de que o universo de fato apareceu, talvez do nada; de que os átomos em nossos ossos e sangue foram formados em estrelas a anos-luz de distância e bilhões de anos atrás; ou de que as partículas ainda mais antigas de que são compostos esses átomos são fósseis de energias e forças que existiram durante o primeiro microssegundo da criação, as quais mal podemos compreender? Somos todos artefatos do universo, lembranças andantes do mistério último. Somos poeiras andantes, poeiras de estrelas andantes. (2001, p.93).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Começamos a elaborar um pensamento através da mitologia, principalmente da mitologia grega e terminamos com a nossa nova “mitologia científica”.Com o advento da física quântica a idéia de fenômeno, no que se refere à cosmologia muda substancialmente, o sentido de “existência” também; da mesma maneira as “certezas” de outrora agora com o “principio da incerteza”(<strong>2</strong>) de Heisenberg modificam nosso pensamento quanto à questão da existência, como diz Andreeta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sabemos que tudo o que existe no nosso universo (e também nós mesmos) é constituído de minúsculas partículas de matéria e de energia, e que forças naturais atuam sobre essas partículas, aglomerando-as para formar tudo o que existe. Porém, hoje não existe mais distinção entre matéria e energia. Segundo Einstein, matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma “substancia quântica universal”. Os conhecimentos científicos atuais parecem, portanto, convergir com os da filosofia antiga, que afirmam que tudo o que existe deve provir de uma única fonte. (2004, p.9).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Será que voltaremos à origem do pensamento, através do entendimento no futuro, desta nova cosmologia ou física? Recordaremos que somos parte de um todo e todos somos um?</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">ANDREETA, José Pedro. <em>Quem se atreve a ter certeza?</em> : a realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p style="text-align: justify;">BROCKELMAN, Paul. <em>Cosmologia e</em> <em>criação</em>: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de F</em>ilosofia. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</p>
<p style="text-align: justify;">JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. <em>Dicionário básico de filosofia</em>. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">NIETZSCHE, Friedrich. <em>O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Links e/ou Notas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(1) Veja minha monografia apresentada na especialização em filosofia contemporânea à Puc-rio.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/27/a-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece-capitulo-1/" target="_blank">PEPE, Benito. A filosofia e a astronomia: instâncias em que o <em>thauma</em> aparece</a><a href="http://www.benitopepe.com/2008/12/filosofia-e-astronomia-instncias-em-que.html"><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">(2) O princípio da incerteza de Heisenberg consiste num enunciado da mecânica quântica, formulado inicialmente em 1927, impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis. Por exemplo: não se pode saber ao mesmo tempo a posição e a velocidade de um elétron. </p>


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		<title>O Apolíneo e o Dionisíaco – Apolo e Dioniso em Nietzsche: a perda da proximidade com a Natureza que tinha o homem antigo</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 16:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Apolíneo]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336466935950934674" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 147px; float: right; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Sg7wZ4j5ApI/AAAAAAAAAUQ/RTyvtwksZcM/s200/apolo+e+dionisio.bmp" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Há diversos deuses apresentados pela mitologia grega, o “principal” deles é Zeus que seria o “deus dos deuses” para os gregos antigos. Apollo e Dioniso, dois desses deuses da mitologia grega são tratados por Nietzsch de uma maneira bastante interessante e que contribui de maneira “espetacular” para a compreensão de sua obra, especialmente e especificamente citados em “O nascimento da tragédia” (1872). A arte grega tem origem além do homem e representa “forças” que estão presentes no Mundo.<span id="more-180"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;">Um dos aspectos importantes para a compreensão da “explanação” que segue, é entendermos que os deuses gregos, diferentemente do Deus da tradição judaica-cristã, são imanentes à Natureza, eles não estão fora dela; esses deuses têm um grau de pertencimento intrínseco e nascem junto com o “cosmos” diferentemente do Deus Judaico-cristão que está fora do universo e o cria para o homem.</span><span style="color:#666666;"> </span> </p>
<p></span></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a <em>Physis</em> (“física”) grega, tem um sentido bem diferenciado de como é considerada a nossa natureza desde o período da modernidade em diante (século XV); a physis grega era qualitativa e não quantitativa como é estudada a “nossa natureza” , podemos dizê-la como aquilo que se mostra, o que aparece, o que brilha. O <em>Thauma</em>, o espanto, a perplexidade, admiração, estarrecimento, maravilhamento, estranhamento, que aparece na Natureza é um dos aspectos que nos seus primórdios levaram os homens à filosofia inicial e assim os primeiros filósofos são tratados como os filósofos da natureza ou <em>physis</em>. A <em>physis</em> e a filosofia são instâncias em que o thauma aparece. (<strong>1</strong>)</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das questões aos olhos de Nietzsche é que a Arte Apolínea surge da “alegre, necessidade da imagem”. Mas a imitação da natureza pelos gregos era totalmente diferente da imitação dessa natureza pelos modernos. Com os modernos a natureza se torna objeto. Nos gregos e por exemplo em Heráclito se dizia que a physis ama se ocultar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apolíneo-dionisíaco</strong> é uma expressão relativa ao que vem dos deuses: Apolo e Dioniso – expressão popularizada e tratada por Nietzsche como um contraste no livro ‘O nascimento da tragédia”, entre o espírito da ordem, da racionalidade e da harmonia intelectual, representado por Apolo, e o espírito da vontade de viver espontânea e extasiada, representado por Dioniso. Conforme diz Blackburn no verbete apolíneo/dionisíaco.</p>
<p style="text-align: justify;">Um quadro das distinções corriqueiramente apresentadas entre Apolo e Dioniso, embora não retratem “verdadeiramente” suas essências, podem ser descritas da maneira que segue.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apolo</strong>:<br />
Bela Aparência; Sonho; Forma (limite); Princípio de individuação; Resplandecente; Ordem; Serenidade; etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dioniso</strong>:<br />
Música; Embriaguez; Uno Primordial (não há forma, sem limite); Indiferenciação; Essência; Desmedida; Domínio Subterrâneo; etc.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem constitui um elo com o mundo. Não deveríamos nos afastar dessa realidade que era vivenciada na época antiga. “O Nascimento da tragédia” apresentado por Nietzsche, parece prever o que ocorreria com o homem 1 século depois desse livro ser publicado, hoje o homem evita toda a finitude e a “realidade” que é mostrada na tragédia grega. O homem dos nossos dias não aceita sofrer, não enfrentar a dor, não aceita a angústia, procura afastar-se de “todo mal” através de medicamentos e mais “medicamentos”, foge de tudo e de todos, utiliza-se de um movimento desenfreado, da agitação, das “atividades”, evita a solidão, não dá tempo para si próprio, tem medo do “real;” e o pior é que a “normalidade” da sociedade é uma loucura assustadora. A propósito: Quem é “louco”? Quem é “sano”?</p>
<p style="text-align: justify;">Outra questão está ligada ao conhecimento, há uma diferenciação entre o <strong>conhecimento trágico</strong> (dos pré-socráticos) e o <strong>conhecimento racional</strong> (em Sócrates). No “conhecimento” racional valoriza-se a causalidade e o efeito, a causa e efeito não apareciam nos pré-socráticos como aparecem na contemporaneidade, mas eram imanentes, eram intrínsecas à natureza. O conhecimento racional vai se colocar acima da Arte e da Vida, e pior, começa a julgá-las. A partir de Sócrates e de Eurípides a instância mais importante passa a ser o “conhecimento” e não mais a “arte”. Platão depois, vai dizer que a “arte” é apenas uma cópia da cópia (nosso mundo) de um “original” que estaria no mundo das ideias (o mundo supra-sensível).</p>
<p>Com todo esse processo perdemos algo especial que vinha dos gregos originais, entre essas perdas estão o sentido de pertencimento e Valor absoluto da natureza, Conforme comenta Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>O que perdemos, portanto, foi a habilidade de ver nossa vida como parte de uma ordem e uma realidade mais amplas, para além de nossos transitórios desejos e sonhos diários. Ao ver a natureza e todo o universo como uma “matéria” posta aqui para nossa transformação e uso infinitamente produtivos, reduzimos a realidade a um mero valor extrínseco para nós; ela não é mais vivenciada como intrinsecamente valiosa em si. Por conseqüência, perdemos todo senso de pertencer a um drama e a uma realidade mais vastos e significativos. (2001, p.23)<br />
</em><br />
Abraços do </span><span style="color: #000000;">Benito Pepe</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color:#666666;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/05/16/o-apolineo-e-o-dionisiaco-%E2%80%93-em-nietzsche-a-perda-da-proximidade-com-a-natureza-que-tinha-o-homem-antigo-continuacao/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">No próximo tópico continuamos esse texto; apresentamos a Bibliografia e as notas e links.</span></a><span style="color:#3366ff;"> (&lt;&lt;&lt;Clique Aqui para ver a 2ª Parte)</span></span></p>
</div>


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