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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Movimento</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>A  Física de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 21:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
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		<category><![CDATA[Movimento]]></category>

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</a>
Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">A Física e a Astronomia de Aristóteles</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para se falar da física e da astronomia de Aristóteles é preciso ir um pouco antes deste grande filósofo, é nos pré-socráticos onde estão os embriões de um estudo sobre a <em>physis, </em>todavia bem diferente dos estudos aristotélicos.  De qualquer maneira é o estagirita quem retoma de uma forma “substancial” a física, e por isso passa a ser reconhecido por muitos  no mundo ocidental como o pai dessa “ciência”.<span id="more-808"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos estudos dos pré-socráticos estavam mais focados no campo dos elementos primordiais, na natureza e nas origens das coisas, na <em>arché. </em>Por exemplo, podemos lembrar aquele que é considerado pelo próprio  Aristóteles como o primeiro filósofo, Tales de Mileto<a href="#_ftn1">[1]</a>, este teria iniciado um “princípio físico”: “Tudo é Água”.<em> </em>Outros “pensadores” completaram os quatro elementos além da “água”, ou seja: “Terra”, “Ar” e “Fogo”. No caso de Aristóteles tem-se como base não essas questões, mas o movimento, e não somente o movimento de translação, no entanto um movimento que seria melhor chamá-lo “mutação” pois envolve mais claramente o sentido que este “filósofo-cientista” queria postular. Como nos lembra Cherman, Aristóteles fala no início do livro III da <em>Física:</em></p>
<p style="text-align: justify;">“A natureza é um princípio de movimento e de mudança e é objetivo de nossas indagações. Devemos portanto estar certos de que entendemos o que é o movimento, pois, se não sabemos isso, também não sabemos o que é a natureza.” (2004, p.22)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na antiguidade se entendia como física tudo o que se relacionava com a natureza, assim além da física propriamente, tínhamos a química, a biologia, a geologia, e outros estudos que dizem respeito à natureza como é o caso da Astronomia. Lembramos que para Aristóteles a matéria é “qualificada” e os quatro elementos são a matéria em sua mais simples qualificação. Os quatro elementos primordiais (água, ar, terra e fogo) constituiriam, segundo relações complexas, a matéria de tudo o que existe, e variando em suas qualidades passa-se de uma substância a outra. Dessa maneira Aristóteles pensava poder explicar as transformações que ocorrem na natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Distinguindo-se dos Eleatas, que pregavam o não movimento (não mobilismo), o estagirita os refuta resolvendo essa questão. Parmênides dizia que o movimento seria uma passagem do ser ao não-ser. De maneira diversa Aristóteles entende o “movimento” como a passagem de uma forma de ser para outra forma de ser, ou seja do “ser em potência” para o “ser em ato”. O ser tem muitos significados. O “não-ser” quando em  potência real  é capacidade e possibilidade efetiva de chegar ao ato. Entendendo-se o movimento como a passagem da potência ao ato, têm-se várias formas de mutação, considerando especialmente algumas categorias, conforme resume Reale:</p>
<p style="text-align: justify;">1) da substância; a mutação segundo a substância é “a geração e a corrupção&#8221;;</p>
<p style="text-align: justify;">2) da qualidade; a mutação segundo a qualidade é “a alteração”;</p>
<p style="text-align: justify;">3) da quantidade;  a mutação segundo a quantidade é “o aumento e a diminuição”;</p>
<p style="text-align: justify;">4) do lugar; a mutação segundo o lugar é “a translação” (2004, p.207).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando referimo-nos ao termo “mutação” abrangemos as diversas “modificações” da “substância”, contudo pretendemos  especificamente falar sobre a questão da “translação”, que é mais pertinente a astronomia aristotélica que queremos mencionar. A translação se refere ao movimento no sentido literal, ou seja, a passagem de um “objeto” de um “ponto” para  “outro”.  Veremos isso mais à frente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/30/a-astronomia-de-aristoteles/" target="_blank">A Astronomia de Aristóteles</a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p>Para  ver a <strong>Bibliografia e as Referências Bibliográficas</strong> vá ao final do tópico anterior <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank"><strong>clique aqui!</strong></a><strong> </strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> Tales da colônia grega de Mileto por isso chamado Tales de Mileto  (fim do século VII início do VI a.C.)  possui, antes de tudo, um saber que poderíamos qualificar de científico: prevê o eclipse do sol de 28 de maio de 585, afirma que a Terra repousa sobre a água; mas ele tem igualmente um saber técnico: se lhe atribui o desvio do curso de um rio. Como lembra Hadot (2004 p. 43)</p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>O Ser humano em um processo de Desterritorialização, os “movimentos”, o Tempo e o poder no conhecimento, especialmente na Astronomia (Parte 2)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/21/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 19:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta é a continuação do Artigo clique aqui para ver a (Parte 1)
 1.3. Os “movimentos” 

O delírio é o motor que move; por exemplo: as grandes navegações foram motivadas por este delírio, tanto quanto os estudos do universo, da natureza, do cosmos, também o foram. 
A inteligência brota no homem depois que este fica [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Esta é a continuação do Artigo clique aqui para ver a (Parte 1)</span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282344642051566514" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 279px; height: 176px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SU6odwKr67I/AAAAAAAAAH4/9z3Eeuq5h5E/s320/ponte+falsolugar005.jpg" border="0" alt="" /> <strong><span style="color:#336666;">1.3. Os “movimentos” </span></strong><br />
<strong><br />
</strong><span style="color:#336666;">O delírio é o motor que move; por exemplo: as grandes navegações foram motivadas por este delírio, tanto quanto os estudos do universo, da natureza, do cosmos, também o foram. <span id="more-107"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">A inteligência brota no homem depois que este fica em pé e este é um processo de movimento – um processo de “hominização”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">O pensamento certamente não surge de uma forma racional como o conhecemos hoje, portanto “o pensamento não pode ficar reduzido ao racional” como lembram Deleuze e Guattari em Mil Platôs(1) </span><span style="color:#336666;">Gostaríamos de lembrar as diversas tribos espalhadas pelo mundo. Os pensamentos nômades; e então, no nosso campo: a Etnoastronomia com um pensamento peculiar. O pensamento não pode se reduzir à representação, ao sujeito-objeto.</span><br />
<span class="fullpost"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Gostaríamos também de questionar: será que na origem do pensamento desde seus primórdios não tivemos também o thauma, o espanto no que tange à Astronomia, ao encantamento que o Céu deve ter propiciado a este “homem embrionário”? É claro que de maneira rudimentar e muitas vezes cosmogônicas(2)</span><span style="color:#336666;"> e não cosmológicas, este homem já pensava o Céu.</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
É o pensamento que faz o homem, não é o homem que faz o pensamento, o pensamento precede o homem &#8211; no sentido mesmo de não pertencer ao homem. Nossos sentidos nos enganam, você vê o sol girando em torno da terra mas na verdade, se sabe hoje, é a terra que gira e que se move dando-nos a impressão de ser o sol e o céu que se movem ao redor da Terra. </span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
O que é uma vida humana se não pensarmos nos nossos valores, em nossa animalidade em nossa desterritorialização, em nossa origem cósmica ? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Observemos que nossos movimentos são muito maiores que se possa pensar. Portanto quem somos nós hoje? Homens ínfimos em uma imensidão cósmica, inimaginável em sua totalidade, tal como nós mesmos o somos inimagináveis em nossa totalidade. Talvez por sermos “poeira das estrelas” ou seja, formados, constituídos, elaborados por “químicas” provindas de bilhões e bilhões de anos do universo, por nascimentos e mortes de outras estrelas, somos por isso uma parte deste universo físico. Temos em nosso corpo e quem sabe em nossa mente, em nossa alma, uma essência deste cosmos. Talvez seja por isso tão importante continuarmos a estudar o universo, quem sabe assim nos conheçamos melhor? Se é que um dia isto será possível&#8230;</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
Acreditamos que da mesma maneira que viemos do cosmos, o nosso pensamento é imanente ao cosmos, ele não vem de nós, ele é em nós, ele vem em nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Tanto a física moderna ou melhor ainda a física contemporânea e especificamente a física quântica, quanto o pensamento são autônomos. Assim a natureza também o é. O homem é um ser da natureza, portanto para entendê-lo é necessário entender a natureza; e a natureza do homem. Mas como dissemos nossa natureza se transforma, se expande e agora em aceleração. Façamos uma analogia com o tempo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;"><strong>1.4. A questão do tempo e o poder no conhecimento especialmente na</strong> <strong>Astronomia</strong></span><br />
<strong><br />
</strong><span style="color:#336666;">No universo há uma expansão do espaço-tempo que está em aceleração, nós estamos dentro deste espaço, dentro deste universo, mas esse tempo não pode ser percebido por nós. Há um tempo macro e um tempo micro; nós estamos no micro, este sim é percebido por nós, e ainda assim ele é mais psicológico do que “real”, ele é determinado por nossas rotinas, por nossos hábitos, pelos sistemas e instituições nas quais estamos envolvidos, inseridos.</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
O que acelera o tempo é a dinâmica do capitalismo. O nosso “tempo” cronológico não mudou em nada, o dia continua tendo 24 horas (ou melhor 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos) há milhões de anos o tempo cronológico é praticamente o mesmo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Temos também o movimento-tempo do Estado que manipula tudo, inclusive o conhecimento da astronomia que por muitas vezes foi e é usado como desculpas para outros objetivos menos nobres como foi o caso da “guerra nas estrelas”; das “viagens espaciais”, dos satélites espiões em órbita da terra, etc; e agora o “turismo espacial”. Dentro de algumas décadas assistiremos a um anuncio assim: saia do Planeta e o veja por completo em seu Esplendido Azul – pague a sua “viagem” em 60 x sem juros&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">O conhecimento sempre foi um poder, e o conhecimento em astronomia não fugiu e não foge à regra. Por exemplo no passado quando os homens “ocidentalizados” vinham à América e utilizavam-se dos conhecimentos das efemérides(3)</span><span style="color:#336666;"> como eclipses lunares ou solares para intimidar os “índios” afirmando que se estes não fizessem tais ou tal coisa o “homem branco” mandaria a Lua se apagar naquela noite. É claro que o “homem branco” já sabia que haveria um eclipse naquela noite, e usavam este “conhecimento” como poder de persuasão. Este é um fato que também ocorre hoje em nossos dias mas de maneira às vezes mais sutil, outras nem tanto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;"><br />
O poder do conhecimento nas “ciências armamentistas” por exemplo, é um pequeno exemplo que está aí. Quem tem mais conhecimento em armas químicas, biológicas, bomba atômica, aviões “invisíveis” etc e tal, tem mais poder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">E hoje mais do que nunca não podemos menosprezar a questão da importância do tempo e suas conseqüências. Com a nova dinâmica do capitalismo o tempo: nos transportes; na produção; na logística de distribuição e reposição; nas transmissões de informações; acelera-se de maneira nunca antes imagináveis. Enfim: Time is money (tempo é dinheiro), melhor seria dizer: tempo é poder. E melhor ainda, o conhecimento deste tempo, e de como obtê-lo é poder. A importância não está no operário mas no poder do conhecimento, e aí entra a possibilidade da manipulação deste “saber” e desse tempo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Por fim como nós estamos “aqui no alto da montanha” nos resta viver, não simplesmente sobreviver, precisamos acima de tudo nos “movimentar” e mesmo que não tenhamos mais tempo de vida, que tenhamos mais vida no nosso tempo ou no tempo que tivermos. Enfim o “movimento” continua&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/" target="_blank">clique aqui para ver a (Parte 1) deste Artigo</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">BIBLIOGRAFIA</span></p>
<p style="text-align: justify;">ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">DELEUZE, Gilles. A ilha deserta: e outros textos. 1.ed. São Paulo: Iluminuras, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(1) Livros publicados por Gilles Deleuze e Félix Guattari (edição original 1980) traduzidos para o português em 5 volumes, esta obra foi concluída na sua tradução em 1997.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(2) Quando nos referimos à cosmogonia diferimos da cosmologia no sentido que esta está pautada em “leis científicas” matemáticas e físicas, enquanto que aquela está mais no plano do imaginário e pautada nos deuses gregos ou outros deuses de povos primitivos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(3) Efemérides &#8211; é o termo usado por magos, astrônomos, astrológos e monarcas desde a antiguidade para anunciar tanto as ocorrências de alguns acontecimentos celestiais: eclipses, cometas que passariam; bem como escolher a posição dos astros para assinaturas e tratados imperiais, tudo de acordo com a posição dos astros de cada dia, normalmente encontrados num conjunto de tabelas denominadas hoje efemérides astronômicas que indicam a posição dos astros para cada dia do ano. </span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
</span><span style="color:#336666;">Abraços do Benito Pepe</span><br />
<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#336666;">www.benitopepe.com.br</span></a></p>
</div>


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		<title>O Ser humano em um processo de Desterritorialização, os “movimentos”, o Tempo e o poder no conhecimento, especialmente na Astronomia (Parte 1)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 20:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desterritorialização]]></category>
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		<category><![CDATA[Ser Humano]]></category>
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1.1. Introdução
Pretendemos neste texto relembrar de forma figurativa e alegórica a história da humanidade, em sua transformação física-biológica-psicológica. 


Conforme menciona Deleuze(1) “O homem é um animal se despojando da espécie” deixamos nossa animalidade e estamos em um processo de humanização. Este é um processo que demanda sofrimento e está em aceleração progressiva nos últimos séculos. [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281609984700051026" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 177px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SUwMTEQz7lI/AAAAAAAAAG4/gsICUjfDX8Y/s200/geografia.gif" border="0" alt="" /><br />
<strong><span style="color:#009900;">1.1. Introdução</span></strong></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Pretendemos neste texto relembrar de forma figurativa e alegórica a história da humanidade, em sua transformação física-biológica-psicológica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Conforme menciona Deleuze(1) </span><span style="color:#009900;">“O homem é um animal se despojando da espécie” deixamos nossa animalidade e estamos em um processo de humanização. Este é um processo que demanda sofrimento e está em aceleração progressiva nos últimos séculos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#009900;">Uma das questões para reflexão é que o homem “tem” sua humanidade, mas mantém sua animalidade.<span id="more-106"></span></span></div>
<div><span style="color:#009900;"></p>
<p style="text-align: justify;">As diversas instituições nos moldam e são moldadas por nós.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Veremos como o que chamamos de “mal da altitude” nos aflige e requer movimento constante. O delírio é o motor que move. E o movimento faz com que nos tornemos o que somos ou o que vamos ser. </span></div>
<div><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Mas “somos movimento” desde nossas <em>origens cósmicas estelares</em>. O nosso pensamento é imanente ao cosmos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">A física quântica mostra que a natureza é autônoma; assim o pensamento também o é. </span></div>
<div><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">O universo se expande. O nosso pensamento, o nosso “conhecimento” também. Mas o conhecimento é usado como forma de poder. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">É a dinâmica do capitalismo que acelera o tempo. No capitalismo tempo não é só dinheiro, tempo é poder.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"></p>
<p></span><span style="color:#009900;"><strong>1.2. O Ser Humano e o Processo de Desterritorialização<br />
</strong><br />
A Desterritorialização é uma saída do “território”. Este é um conceito de Deleuze e Guattari. Mas este processo requer “naturalmente” uma Reterritorização, ou seja a “criação” de um outro novo Território. (Mas este conceito é mais amplo do que pode parecer em princípio, não está propriamente ligado a apenas um território físico)</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Inicialmente a Desterritorialização era usada para processos psicanalíticos, mas depois é ampliada para toda a filosofia. Poderíamos considerar que a “criação” de novos “territórios”, ainda que realmente necessários, são agora, mais móveis e descontínuos. Não como os originais, que certamente levaram muitíssimos milênios para modificarem-se. Os novíssimos territórios criados pela humanidade modificam-se como os ventos&#8230; </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Quando queremos nos utilizar do conceito Deleuziano de Desterritorialização, pretendemos neste texto, nos concentrar no sentido mais relacionado às questões físico-biológicas e antropológicas da humanidade e não propriamente a um território geográfico. Mas sim ao que tange ao próprio homem enquanto espécie “deixando” os seus territórios naturais, saindo da sua “floresta” e entrando na sua “cidade”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Este é um grande êxito de uma “duração” que começa em um processo lento e gradual lá nos primórdios dessa espécie há pelo menos dois milhões de anos e entra em aceleração progressiva nos mais recentes milênios desta humanidade. Naturalmente tivemos a necessidade de transformações e adaptações múltiplas para chegarmos em nosso novo território. Mas esta re-territorialização, “necessária”, transforma o homem que por sua vez transforma este território. (a natureza em todos os sentidos) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Quando estávamos lá na pura natureza, no nosso território natural, na nossa origem; o nosso Éden era nosso Paraíso. Fomos nos modificando, nos transformando, e assim deixamos o Ser que éramos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se observarmos a natureza com um pouco de atenção, perceberemos que embora tenhamo-nos distanciado daquele território original, ainda estamos envolvidos com a nossa “essência” dessa natureza. Este processo de desterritorialização e reterritorialização, quando mais lento, era provavelmente menos sofrido ou traumático, pois a lentidão milenar é uma coisa totalmente diferente deste novo processo em que passa a humanidade e que é um processo, como dissemos, em aceleração progressiva; é muito rápido, portanto, não mais milenar. Há algum tempo passou a ser secular e agora estamos “transformando-nos” em décadas e quem sabe apenas a cada novo ano. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Poderíamos fazer uma alusão com uma de nossas necessidades básicas: a Locomoção. Seria até análogo com o conceito em questão. Pois bem, então se caminharmos do nível do mar até uma montanha distante, seguindo as suas trilhas durante vários dias de caminhada e chegarmos ao topo da Cordilheira dos Andes por exemplo, deixaremos uma pressão atmosférica maior – no nível do mar – e alcançaremos uma altitude de 4 ou 5 mil metros com uma pressão atmosférica e nível de oxigênio baixíssimo. Faríamos isto em muitos, muitos dias de caminhada, o que nos facilitaria acostumar aos poucos nosso organismo a essa nova altitude, sem muito sofrimento.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Agora, se pegarmos um automóvel e fizermos a mesma viagem em algumas horas, certamente sentiríamos muito mais o problema da altitude. E se fizéssemos esta mesma viagem em um avião? Deixaríamos o nível do mar e em alguns minutos estaríamos em uma cidade dessa altitude. Com certeza quem não tem o hábito de fazê-lo precisará de um medicamento próprio para a altitude ou tomar o famoso “chá de folha de coca”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Bem, com esta analogia gostaríamos de destacar o que de fato ocorre com a humanidade nos dias de hoje. O homem ocidental deixou sua natureza “em avião”. Antes “caminhávamos a pé”, como o fazem ainda algumas tribos espalhadas pelo Planeta, há tribos que vivem em harmonia com a natureza e portanto em sintonia com a sua essência natural. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se observarmos a natureza, veremos claramente que um animal está em harmonia com a sua essência, por exemplo: procria e cria os seus filhotes sem precisar de médicos ou orientadores. O macho faz o seu papel de procriador, a fêmea gera e cuida de sua cria com toda a dedicação, intensidade e exclusividade necessárias; precisando deixar de lado o macho e às vezes até abandoná-lo, quando não mais necessário, a fim de manter seus filhotes em segurança pois muitos machos são até perigosos para os seus filhotes.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
O macho por sua vez, em muitas espécies, “possui” várias fêmeas. Talvez pelo fato da natureza do macho, ele necessite mais intensamente ou quantitativamente do “sexo”, mesmo depois da cria. Enquanto a fêmea necessita mais de afeto e proteção. Portanto estes animais estão vivendo sua animalidade e seu “território” em toda a sua intensidade. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Nossa espécie bem diferente dos demais animais modificou drasticamente sua animalidade, e em um processo, como dissemos antes: lento e agora acelerado, se desterritorializou. Então vivemos um dos momentos mais problemáticos da humanidade, <em>fomos e somos influenciados pelas diversas instituições</em>. É claro que depois que estamos no topo da montanha precisamos nos re-adaptar, queiramos ou não, com esta nova altitude. Faremos isto nos “adequando” ao “novo território” e/ou através dos “medicamentos”, ou passamos mal. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Ainda que descêssemos ao nível do mar, o “mal da altitude” não cessaria rapidamente. E o mais notório é que depois de conhecer a altitude, ainda que com sofrimento, não queremos deixá-la para sempre, pensamos de vez em quando em ir ao “nível do mar”, mas voltamos à “montanha”.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Em outras palavras nossa “humanidade” não deixa facilmente nossa “animalidade” e nossa animalidade busca a humanidade. Nossa desterritorialização sempre nos proporcionará novos territórios, isto nos parece um processo da vida humana seja ele com casualidade ou ao acaso dependendo do magistério que o estuda, seja a ciência ou a religião. O fato é que os filósofos não estão propriamente apegados a um ou outro magistério, mas desde nossos primórdios lá na Grécia antiga dizemos: sou um filósofo, ou seja, um amante do saber. Mas como dizia Sócrates: só sei que nada sei. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se tivéssemos caminhado não sofreríamos tanto o “mal da altitude”, mas certamente sofreríamos outros males. Esta é a humanidade se desterritorializando, deixando sua animalidade e alcançando sua humanidade, mas agora sofrendo o “mal da altitude” por fazê-lo de “avião”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Cabe a nós nos conformar e esperar o advir? Mas, se só esperamos não saímos do lugar. Como dissemos alegoricamente, o êxodo requer movimento. Embora nos pareça ser a vida humana um advir eterno, é preciso o movimento. E assim nos cabe, ao menos, permitir que esta viagem seja a menos sofrível possível e a mais agradável o tanto quanto desejável. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">(1) Deleuze no texto: “Instintos e instituições” (1955), pode ser visto no livro A ilha deserta, vide Bibliografia.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/21/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-2/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Continua na (Parte 2) clique aqui</span></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="color:#009900;">Bibliografia</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">ANDREETA, José Pedro. <em>Quem se atreve a ter certeza?:</em> A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">APPIAH, Kwame Anthony. <em>Introdução à filosofia contemporânea</em>. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">CHÂTELET, François. <em>Uma história da razão</em>: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">DELACAMPAGNE, Christian. <em>História da filosofia no século XX</em>; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">DELEUZE, Gilles. <em>A ilha deserta</em>: e outros textos. 1.ed. São Paulo: Iluminuras, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.<br />
</span><span style="color:#009900;"> </span></p>


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			<wfw:commentRss>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>O tempo está passando mais rápido?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 20:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aceleração]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
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Esta é uma pergunta que muitos fazem constantemente, e a resposta é sempre afirmativa para a maioria das pessoas, pois sentem realmente o tempo “voando”, entretanto a resposta está Certa e Errada. É, Sim, o tempo está “expandindo” rapidamente, porém também é Não! (não tem como percebermos).
Ela é Sim pois de fato há uma aceleração [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277133842785103170" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 139px; float: right; height: 125px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/STwlRUNl7UI/AAAAAAAAADE/M7iz8tL5pvQ/s200/Tempo.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/STwktF-HHjI/AAAAAAAAAC8/wZlb8K_c7MA/s1600-h/Tempo.JPG"></a></div>
<div style="text-align: justify;">Esta é uma pergunta que muitos fazem constantemente, e a resposta é sempre afirmativa para a maioria das pessoas, pois sentem realmente o tempo “voando”, entretanto a resposta está Certa e Errada. É, Sim, o tempo está “expandindo” rapidamente, porém também é Não! (não tem como percebermos).<span id="more-93"></span></div>
<p style="text-align: justify;">Ela é Sim pois de fato há uma aceleração da expansão do universo e portanto do tempo, mas isto ocorre em escalas que não podem ser sentidas pelos seres deste planeta, isto é tão imensamente maior, que nossos sentidos não podem perceber o que ocorre, é como se puséssemos uma formiga em um automóvel e acelerássemos este carro, ela lá dentro não perceberia o que está ocorrendo. Eu exagerei neste exemplo para ficar bem claro que a expansão do universo ainda que em aceleração não faz diferença para nós que na verdade não somos formigas neste carro, mas algo bem menor do que bactérias invisíveis para o cosmos.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a resposta também é Não! O tempo não está passando mais rápido? Não, não está passando mais rápido. Por que então nós sentimos que um ano, por exemplo, passa cada vez mais rápido do que o outro, começamos no dia 1* de Janeiro, daqui a pouco já é carnaval, logo chega a páscoa, depois vem as festas juninas e o inverno logo passa (refiro-me ao hemisfério sul) é chegada a primavera, vem o verão&#8230; é natal novamente e&#8230; pronto. Acabou mais um ano, mas isto ocorre mesmo? Como pode ocorrer isto?<br />
<span class="fullpost"><br />
Isto é apenas uma conseqüência da Percepção, da Observação, da Rotina em que vivemos. A sensação do tempo depende de nossa vida e das experiências vivenciadas. A nossa mente sente o tempo passar através dos movimentos percebidos, das observações, ou da Rotina e isto é computado em nosso cérebro de forma similar ao computador que entra em uma pagina da internet pela primeira vez de forma mais lenta e depois de “conhecer” o caminho “carrega” mais rapidamente a página da próxima vez, assim quando vivemos uma nova experiência a vivemos mais lentamente, ela parece mais demorada, ela é mais observada mais percebida pois nosso cérebro precisa apreender as novas informações os novos caminhos. Outro exemplo facilmente compreensível é propriamente os caminhos para uma viagem de automóvel. Normalmente quando vamos pela primeira vez a algum lugar distante nos parece mais longe do que quando vamos várias vezes depois, isto ocorre porque o cérebro a primeira vez estava com mais atenção e observando tudo à sua volta, o caminho as placas etc, quando já sabemos o caminho de “cor e salteado” não nos preocupamos com detalhes, assim nos “distraímos” com outras coisas e quando vemos já chegamos ao destino.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de vermos isto é fazendo uma analogia com o tempo de vida de cada pessoa e a proporcionalidade com o tempo total de sua vida. Considerando uma vida humana em 100 anos para facilitar as contas que vou apresentar. Temos que uma criança de 1 aninho terá vivido apenas 1% do seu tempo, uma criança de 10 anos – 10% e assim sucessivamente. Outra analogia é notarmos que para uma criança de 1 aninho chegar ao próximo natal levará 1 ano como todos nós, mas para ela isto corresponde a tudo o que ela já viveu até agora, ou seja 1 ano, mas se a criança tem 5 anos o próximo natal corresponderá apenas 20% do que ela viveu e se tiver 10 aninhos a apenas 10% de sua vida e isto vai diminuindo gradativamente até no meu caso, por exemplo, 40 aninhos – um ano é tão somente 2,5% de minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém deve ficar apavorado com isto. Embora meu propósito seja mais de refletir, para este caso, tenho uma sugestão e que procuro fazer sempre que possível. Em primeiro lugar é necessário viver o mais intensamente o quanto seja plausível, faça coisas novas e diferentes, viaje para lugares diferentes de bela natureza ou culturais, onde a história do local seja estudada por você, assim você vive e sente uma história nova e não apenas passa pelo lugar, quando for em locais de bela natureza pare, sinta a natureza, veja o nascer ou por do sol, viva e experimente que você faz parte deste conjunto. Faça cursos o quanto possíveis forem, leia muito e intensamente, novos conhecimentos sempre nos dão mais vida, ainda que não nos dêem mais anos de vida nos darão mais vida nos anos que tivermos pela frente. Assista a bons filmes, vá ao teatro, converse sobre os assuntos e temas mais diversos, mas principalmente por aqueles que não sejam fúteis, a futilidade também é importante para descontrair, para quebrar uma tensão, para relaxar, mas não deve ser uma rotina em nossa vida, pois a futilidade é muito boa para passar o tempo ou seja quando não temos nada o que fazer, mas se isto estiver ocorrendo com freqüência é porque já estamos jogando fora o nosso tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro-me bem há alguns anos quando ainda estava no segundo grau no SENAC um professor que disse para a turma &#8211; aproveitem o seu tempo agora que vocês podem estudar, fazer outros cursos além deste que vocês fazem apenas durante 4 horas do seu dia, eu ouvia isto e refletia: &#8211; é verdade, meu pai e meu irmão ficam no trabalho de 8 horas até as 19 horas e eu só estudo das 13 às 17 horas, isto fez com que eu passasse a fazer outros cursos aproveitando que estava no SENAC fazendo meu 2* grau e lá há diversos cursos bem baratinhos. (perdi a conta de quantos fiz).</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje ouço sempre as pessoas dizendo que não tem tempo para isto ou para aquilo, engraçado como estas mesmas pessoas tem tempo para futilidades. Acho que na verdade nós somos por essência preguiçosos, é mais fácil sentar em frente ao televisor e ir apertando o controlo remoto e mudando de uma besteira para outra, de uma futilidade para outra. É&#8230; depois quando agente vai ver&#8230; já passou um dia, outro, depois um mês, outro e assim vão os anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não façamos isto! Lutemos contra a preguiça, lutemos contra a futilidade, contra a rotina, da mesma forma que devemos lutar contra a doença tomando medicamentos ou nos alimentando, mesmo que o apetite seja perdido na anomalia, como também ocorre para os exercícios físicos: temos preguiça em faze-los, mas depois que passamos a praticar nos sentimos mais dispostos e saudáveis. Corpo sano em mente sana, certo? Muito bem! Vejo o tempo assim também, quando procuramos ocupa-lo sabiamente e o preenchemos com sabedorias ou com um lazer agradável e útil ou com algo que verdadeiramente nos preencha satisfatoriamente, percebemos que o tempo é algo agradável e olhamos para trás com satisfação ao verificar que preenchemos o nosso tempo ou o nosso ser com coisas que podem ser “medidas” e às vezes até reverenciadas por nós mesmos e pelos outros.<br />
Bom tempo, bem ocupado, para você neste ano!!</p>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;">Abraços d<span style="color: #888888;">o <strong>Benito Pepe</strong></span></div>
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<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/04/a-estrada-do-tempo-e-da-vida/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Veja também &#8220;<strong>A Estrada do tempo e da vida</strong>&#8221; clique aqui.</span></a></div>
<div><a href="http://www.blogger.com/%3C/div"><br />
</a><a href="http://www.planetanews.com/materias/benito_intro.mp3"><span style="color:#3366ff;">Ouça a entrevista concedida por mim para uma rádio: &#8211; <strong>introdução da matéria</strong>.</span><br />
</a><br />
Ouça a <a href="http://www.planetanews.com/materias/benito_interview.mp3"><strong><span style="color:#3366ff;">Entrevista propriamente dita.</span></strong></a></div>


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