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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Homem</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Eficiência e  Eficácia o que importa é a “Caça”?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 20:02:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para respondermos a esta pergunta precisamos entender os termos: Eficiência e Eficácia. Sumamente vou lembrar que a Eficácia é quando “conseguimos que as coisas certas sejam realizadas”, enquanto que a Eficiência é “a capacidade de fazer as coisas corretamente”, isso difere, portanto, da capacidade de conseguir que as coisas certas sejam feitas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Para respondermos a esta pergunta precisamos entender os termos: <strong>Eficiência</strong> e <strong>Eficácia</strong>. Sumamente vou lembrar que a Eficácia é quando “conseguimos que as coisas certas sejam realizadas”, enquanto que a Eficiência é “a capacidade de fazer as coisas corretamente”, isso difere, portanto, da capacidade de conseguir que as coisas certas sejam feitas.<span id="more-1287"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> Podemos observar que, normalmente, a Eficácia está nas mãos do profissional de “conhecimento” e a Eficiência está literalmente nas mãos do “trabalhador braçal”. Bem, a partir dessa premissa voltemos à questão: o que é que importa em uma caçada? É a caça? Ou seja, o que nos interessa é o Resultado ou a Maneira como o alcançamos?</p>
<p style="text-align: justify;"> Parece óbvio para muitos que vão dizer: o que interessa é o resultado! Mas esta resposta está certa e errada, ela está certa, pois alcançamos o resultado esperado, mas ela está errada se não considerarmos a metodologia utiliza, como isso foi pensado, qual foi o ferramental, qual foi o planejamento, em fim o Pensamento vale tanto quanto a Ação.</p>
<p style="text-align: justify;"> Além do mais temos outro fator para levar em consideração: a <strong>Produtividade</strong>! Vamos dar um exemplo usado por Robbins:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tomemos o caso de Mike e Al, ambos motoristas de caminhão. Se Mike precisa levar seu caminhão carregado de Nova York para Los Angeles em 75 horas ou menos, ele será <strong>eficaz </strong>se conseguir realizar essa viagem de 4800 quilômetros dentro desse período de tempo. <strong>Mas as medidas da produtividade precisam levar em conta os custos embutidos no alcance do objetivo</strong>. É onde aparece a <strong>Eficácia. </strong>Digamos que Mike faça a viagem em 68 horas, com uma média de 2,3 quilômetros por litro de combustível. Al, por seu lado, faz a viagem em 68 horas também, mas com uma média de 2,8 quilômetros por litro (com veículo e cargas idênticos). Tanto Mike como Al são <strong>eficazes</strong> – eles atingiram a sua meta -, mas <strong>Al foi mais eficiente que Mike</strong>, pois <strong>consumiu menos combustível</strong> e, portanto, <strong>conseguiu seu objetivo</strong> a <strong>um custo menor</strong>. (p.20).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Podemos ver a caçada como a busca, o <strong>processo organizado</strong> para se alcançar o “animal,” e a caça como o que se alcançou, qual foi o “produto” do processo da caçada. Aí temos que analisar o que é mais importante o processo ou o resultado?  O que é que mais importa?</p>
<p style="text-align: justify;"> De qualquer maneira, como vimos depende do “caçador”, se estivermos em uma caçada esportiva, talvez o mais importante, empolgante, desafiador, seja o processo. Mas se o caçador depende deste animal caçado para sua subsistência,  o que mais interessa para ele é o animal pego, dominado e de maneira eficiente. Ou seja, em um processo de <strong>racionalização</strong> com economia de <strong>custo</strong>, <strong>esforço</strong> e <strong>tempo</strong>. A caçada para ele não é esportiva, não é um momento de lazer, é seu trabalho é sua vida&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Para que o amigo leitor entenda bem esse <strong>processo de racionalização</strong>, vou dar um exemplo pitoresco dado em sala de aula por um colega no meu segundo grau no SENAC fazendo meu primeiro curso: assistente de Administração, disse o colega:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Querido professor eu entendi bem esse processo de racionalização, agente tem que ter <strong>economia</strong> de <strong>tempo</strong>, <strong>custo</strong> e <strong>esforço</strong>, certo? Pois bem, eu faço isso quase todos os dias aqui em frente ao SENAC, sabe como? Bem, eu aproveito quando o Semáforo está fechado e saio do ônibus em um “processo de calote” não pago a passagem e tenho uma economia de “custos”; não preciso nem empurrar a roleta economia de “esforço” e nem precisa lembrar do tempo, não é? Eu saio na porta da escola&#8230;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> Esse exemplo acima é claro que foi uma brincadeira do colega em sala de aula, mas expressa muito bem um resultado “<strong>eficaz”</strong> e ao mesmo tempo “<strong>eficiente”</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"> Muitas vezes se confunde estes termos, eficiência x eficácia.  Mas é bom lembrar que são termos diferentes. Entendemos normalmente eficiência como parte do processo, está no caminho do fazer, de como fazer, um profissional mais eficiente sabe fazer bem o seu serviço, enquanto que eficácia já é o resultado bem feito e alcançado através de métodos e organização preestabelecida.</p>
<p style="text-align: justify;"> Outro ponto importante é saber que quem decide é aquele que pode ser ou não Eficaz, é aquele que define um caminho. Nesse caso temos que considerar também outro ponto: A tomada de decisão será melhor quando em grupo ou quando de maneira individual? Bem, se considerarmos o melhor acerto, ou seja, a eficácia, via de regra, a decisão tomada em grupo é mais assertiva. Agora se considerarmos a eficiência, incluindo-se aqui a velocidade para a tomada de decisão, então certamente a decisão individualizada é a mais eficiente.</p>
<p style="text-align: justify;"> É claro que, via de regra, um profissional eficiente será eficaz, pois produzirá o resultado esperado. No entanto nem sempre ocorre assim, há situações em que vemos um funcionário mais atrapalhado que “palhaço no circo”, aparenta estar enrolado nas suas atribuições e tarefas, mas ele tem, como muitos podem dizer, uma bagunça organizada, embora só ele entenda a sua mesa, o resultado esperado sempre ocorre. Ele não é eficiente, mas é eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;"> O contrário também ocorre: vemos muitos funcionários tão bem organizadinhos, na sua mesa cada coisa está em seu devido lugar, qualquer um que chega lá sabe o que e onde encontrar, no entanto quanto ao resultado esperado, ele não alcança, ele não é eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;"> O ideal então seria encontrarmos um funcionário que reunisse as duas qualidades de uma só vez, ou seja, fosse eficiente e eficaz. Bem, na dúvida entre uma dessas qualidades, qual escolher? Depende da empresa e da função do empregado, aliás, funcionário é aquele que funciona! Se o funcionário for um profissional de vendas ou de alguma outra atribuição direta com clientes ou fornecedores e que tragam resultados diretos para a empresa, então é sem dúvida mais importante que ele seja eficaz, ou seja, venda mais, ou compre melhor, se ele for do departamento de compras.</p>
<p style="text-align: justify;"> Caso estejamos nos referindo a um profissional de escritório, controle de estoque, finanças ou outro setor em que não se tenha contatos primordiais com cliente e/ou fornecedores,  aí a prioridade é a eficiência do profissional.</p>
<p style="text-align: justify;"> Poderíamos sintetizar que eficiência é fazer bem feito, eficácia é alcançar o resultado esperado, desta maneira quem é eficaz terá sido de uma maneira ou de outra eficiente. O único diferencial claro que podemos observar é medir a sua produtividade e o resultado do processo de racionalização: economia de tempo, custo e esforço.</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">DRUCKER, Peter Ferdinand. <em>O melhor de Peter Drucker</em>: obra completa. São Paulo: Nobel, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">ROBBINS, Stephen Paul. <em>Comportamento Organizacional</em>. 9. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">MEGGINSON, Leon; MOSLEY, Donald; PIETRI, Paul. <em>Administração: </em>Conceitos e Aplicações<em>. </em>São Paulo: HARBRA, 1986. </p>


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		<title>A Felicidade e a Alegria não devem ser violadas, corrompidas, mexidas!?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 22:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas vezes alteramos nosso estado “Feliz” de Espírito simplesmente pelo fato de querer melhorá-lo. Pensamos que sempre podemos mais e mais, essa é a dinâmica da sociedade capitalista em que vivemos. Nunca estamos totalmente felizes nem alegres com nosso status quo, a nossa realidade pode, ainda que satisfatória, nos perturbar, seja por nossa realidade anterior mais “satisfatória” seja por observação da realidade de outrem.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Muitas vezes alteramos nosso estado “Feliz” de Espírito simplesmente pelo fato de querer melhorá-lo. Pensamos que sempre podemos mais e mais, essa é a dinâmica da sociedade capitalista em que vivemos. Nunca estamos totalmente felizes nem alegres com nosso <em>status quo</em>, a nossa realidade pode, ainda que satisfatória, nos perturbar, seja por nossa realidade anterior mais “satisfatória” seja por observação da realidade de outrem.<span id="more-1271"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> Cada um de nós dá uma desculpa pelo motivo de sua “atitude insatisfatória” no presente. Por exemplo, uns vão dizer que é melhor gastar viajando ou fazendo isso ou aquilo do que gastar com médicos e com sua saúde. Outros vão dizer, fulano viveu a vida toda e tudo que construiu ficou aí, pois não viveu a vida, só pensou em trabalho, trabalho e mais trabalho. Outros ao contrário vão pensar: é melhor eu poupar e guardar meu dinheiro para um momento difícil em que eu possa precisar&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Cada um tem sua desculpa, seja ela para gastar ou para guardar. O que quero enfatizar não é a desculpa que usamos para fazer algo, mas sim a desculpa que damos para deixar de fazer algo que nos satisfaçam, desde que evidentemente seja necessário.</p>
<p style="text-align: justify;"> Quando estamos em um estado de felicidade e/ou alegria devemos evitar mexer na situação. Para isso lembremo-nos de uma equipe de futebol. Quando o time está ganhando não deve ser mexido, como dizem: “Time que ganha não se mexe”. É claro que se houver necessidade de mexer no time, seja por contusão, por expulsão etc., aí não tem jeito, mas esteja certo que vai mudar o <em>status quo, </em>e então mexemos na “alegria” do momento. O que virá não se sabe&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Devemos distinguir Alegria de Felicidade. Para um melhor entendimento destes termos vou dizer que entendo Alegria como algo mais passageiro, um fato, algo que <strong>nos dê</strong> alegria momentânea. Por exemplo, um momento com amigos batendo “papo”, um churrasco ou uma festa é normalmente um momento alegre. Embora muitos vão dizer isso é a Felicidade, eu prefiro chamar a Felicidade de algo mais duradouro. Essa é a distinção que quero fazer.</p>
<p style="text-align: justify;"> Um dos grandes problemas da humanidade contemporânea no mundo ocidental é a vida frenética e desenfreada, sempre estamos dizendo que não temos tempo pra nada. Aliás, quem não tem tempo para a Vida não tempo para Viver. Para uma completa felicidade é preciso ter o tempo para plantar, o tempo para colher e o tempo para “curtir” a terra, descansar, enfim re-viver, tanto a terra como nós mesmos, aí está o segredo da Felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"> Precisamos sair da Rotina. Sempre achei que a rotina “come” o nosso tempo, mas alguns vão dizer há uma contradição entre sair da rotina e não mexer no time que está ganhando, então vou dizer: Saia da Rotina, mas sem mexer no Time. Como fazer isso?</p>
<p>Vejamos uma mensagem extraída do livro “O Mensageiro”:</p>
<p>Arranje um tempo para trabalhar.<br />
É o preço para alcançar a vitória.</p>
<p>Arranje um tempo para meditar.<br />
É a fonte da força.</p>
<p>Arranje um tempo para brincar.<br />
É o segredo da juventude.</p>
<p>Arranje um tempo para ler.<br />
É o fundamento para o saber.</p>
<p>Arranje um tempo para a devoção.<br />
Ela limpa o pó mundano dos nossos olhos.</p>
<p>Arranje um tempo para os amigos.<br />
Eles são a fonte da felicidade.</p>
<p>Arranje um tempo para amar.<br />
O amor é o maior sacramento da vida.</p>
<p>Arranje um tempo para sonhar.<br />
Os sonhos levam nossa alma até as estrelas.</p>
<p>Arranje um tempo para sorrir.<br />
É o meio para aliviar as cargas que temos que levar.</p>
<p>Arranje um tempo para planejar.<br />
Aí, então, terá tempo para as nove coisas acima.</p>
<p style="text-align: justify;"> Espero que esta pequena mensagem possa te ajudar, ela me ajudou muito e sempre me ajudará, pois defendo a Ideia do Sair da Rotina como meu <em>status quo,</em> dessa maneira e é assim para mim: Buscar dividir o tempo com atividades e lazeres diversificados. Mas se para você teu <em>status quo </em>é diferente e você está feliz com ele não o mude, não mexa no time, entende? Time que ganha não se mexe! Mas se teu time não está ganhando mexa nele, mude seus hábitos, crie atividades diferentes das que você faz hoje, busque novas amizades, isso não significa que você deve abandonar as antigas, não! A não ser que sejam “amizades” que não te acrescentam nada e nunca te acrescentaram&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">  Outro ponto que quero enfatizar é a tal da “felicidade” relativizada. Essa é uma felicidade por inveja, ou seja lá o nome que queiramos dar. Quando estamos comparando o nosso <em>status quo </em>com os de outras pessoas, estamos relativizando nossa vida, aliás é isso o que o sistema capitalista mais aprecia, isso gera <strong>competitividade</strong>, <strong>concorrência</strong>, <strong>consumismo</strong> etc. Esse é o motor do capitalismo, sem isso o sistema não funcionaria pois gerar-se-ia uma “<strong>acomodação</strong>” e posterior “<strong>assimilação</strong>” tanto nas empresas quanto no consumo.</p>
<p style="text-align: justify;"> Para justificar esse argumento vou mencionar uma pesquisa feita nos Estados Unidos, o maior símbolo do capitalismo na atualidade. A pesquisa perguntou a diversas pessoas o que elas prefeririam: ganhar 50.000,00 dólares por ano enquanto todas as outras pessoas ao seu redor ganhassem 25.000,00 dólares, ou ganhar 100.000,00 dólares enquanto as demais pessoas próximas ganhariam 200.000,00 dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">                                                                                                                </p>
<p style="text-align: justify;">Você imagina qual foi a imensa maioria das respostas? Isso mesmo a grande maioria preferiria ganhar menos, desde que esse menos fosse o dobro dos seus visinhos. Isso é “Felicidade” relativizada e está pautada na Inveja, ou seja lá o nome que você queira dar.</p>
<p style="text-align: justify;"> Caro amigo leitor se não nos <em>pré-ocuparmos</em> em relativizar nossa Felicidade, se dividirmos o nosso Tempo como na mensagem acima, se não pensarmos em mudar o nosso <em>Status Quo</em>, quando em Felicidade.. Então estou certo estaremos e Seremos Felizes. A alegria é Estar&#8230; A Felicidade é Ser!</p>
<p> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Quem é “cego”?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 01:16:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos dirão: “cego é aquele que não quer ver”. Eu vou mais além. Cego não é apenas aquele que não quer ver, pois aquele que não quer ver, não vê porque não quer e dessa maneira  é um “cego consciente de sua cegueira”. O pior cego é aquele que pensa estar enxergando, mas no fundo não vê o que “pensa” ver, ele está em um mundo de “fábulas” onde  a “realidade” é uma coisa bem diferente... O cego, e agora me refiro mesmo ao “deficiente visual”, enxerga muito mais do que muitos que possuem sua visão plena, pois eles enxergam com o coração, enxergam através de outros sentidos, diferentemente dos que têm todos os sentidos. Estes não conseguem desenvolver essa verdadeira visão...


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Muitos dirão: “cego é aquele que não quer ver”. Eu vou mais além. Cego não é apenas aquele que não quer ver, pois aquele que não quer ver, não vê porque não quer e dessa maneira  é um “cego consciente de sua cegueira”. O pior cego é aquele que pensa estar enxergando, mas no fundo não vê o que “pensa” ver, ele está em um mundo de “fábulas” onde  a “realidade” é uma coisa bem diferente&#8230; O cego, e agora me refiro mesmo ao “deficiente visual”, enxerga muito mais do que muitos que possuem sua visão plena, pois eles enxergam com o coração, enxergam através de outros sentidos, diferentemente dos que têm todos os sentidos. Estes não conseguem desenvolver essa verdadeira visão&#8230;<span id="more-1209"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> É interessante lembrarmos que são conhecidos cinco sentidos e que a visão é apenas um destes sentidos.  Os outros são: a Audição, o Olfato, o Paladar e o Tato. Sabe-se também que alguns desenvolvem uns sentidos mais do que os outros, desta maneira é normal que quem não tenha bem apurado certo sentido terá os outros ou um dos outros muito melhor apurado que a média das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"> As empresas e as demais instituições necessitam de pessoas, e a partir do momento que se sabe que as pessoas são a parte mais importante de uma empresa, elas devem ser valorizadas. Qualquer empresa valoriza a capacidade de uma pessoa em sua tarefa, em sua atribuição. As empresas que valorizam <strong>a fala</strong>, por exemplo, buscam ou treinam quem melhor tenha esta aptidão e certamente será uma pessoa que tenha uma boa audição também, pois quem fala bem, via de regra, ouve bem. Neste caso o deficiente visual deve levar alguma vantagem, pois desenvolve melhor sua audição e, portanto tem mais atenção aos sons do ambiente. Leva vantagem também quando o foco estiver em qualquer dos outros sentidos, pois certamente ele os terá mais bem desenvolvidos, seja a Audição, como falamos, seja o Olfato, o Paladar ou e principalmente o Tato.</p>
<p style="text-align: justify;"> Todos os sentidos no fundo se resumem ao tato, além do <strong>tato</strong> propriamente dito, temos os sons que se propagam no ar e vêm <strong>tocar</strong> nossos tímpanos, temos o paladar que é sentido através do tato químico dos alimentos com as “papilas gustativas”; o olfato vem da mesma maneira química pelo ar tocar nosso sentido olfativo; a visão por fim funciona da mesma maneira as ondas e partículas da luz tocam nossas retinas. Portanto o tato é o nosso único sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"> Quando falamos da Programação Neurolinguística lembramos de imediato os tipos de pessoas que podemos conhecer, estas basicamente se dividem em três grupos: as pessoas <strong>Visuais</strong> (que têm predominância na visão); as <strong>Auditivas</strong> (que tem mais atenção na audição); e as <strong>Cinestésicas</strong> (as que usam mais o tato, emoções e sensações). Há pessoas que se mesclam nestas três categorias, tendo um equilíbrio entre elas, mas o normal é que haja uma predominância em um dos sentidos.</p>
<p style="text-align: justify;"> Por fim gostaria de concluir dizendo que certamente há outros sentidos que ainda não são conhecidos da ciência e para estes não se sabe ainda como é que se “enxerga”; dessa maneira quem pode ou poderá desenvolvê-lo melhor? Podemos chamá-lo de “sexto sentido” ou “primeiro sentido”. Talvez o verdadeiro sentido aí esteja e seja ele o próprio sentido da existência e da Vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>A Máquina pode substituir o Homem?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 02:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[Homem]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[Treinamento de Equipes]]></category>

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		<description><![CDATA[Após indagarmos o supracitado podemos refazer a pergunta: a máquina poderá substituir o homem? Bem, muitos vão dizer que com toda essa tecnologia e maquinário, não haverá mais espaço para o homem e virá um dia em que o homem não terá mais emprego. Isso não é verdade. Vamos relembrar alguns pequenos fatos. Na antiguidade quando não havia a escrita, existiam os homens contadores das histórias eram poetas que, de memória, contavam as histórias de seu povo. Contavam mitos, fatos e atos ocorridos no seu mundo. Depois surgiu a escrita e alguns aprenderam a escrever e a ler e, portanto continuaram empregados, outros não.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/homem-x-computador.jpg" title="" class="shutterset_singlepic65" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/65__160x120_homem-x-computador.jpg" alt="homem-x-computador" title="homem-x-computador" />
</a>
Durante muito tempo os administradores preocuparam-se exclusivamente com a eficiência da máquina  como meio de aumentar a produtividade da empresa. A própria teoria Clássica da Administração denominada por alguns autores de “teoria da máquina”  chegou ao requinte de tentar apurar a capacidade ótima dessa máquina, dimensionando em paralelo o trabalho do homem e calculando com bastante precisão o tipo motriz requerido, o rendimento potencial, o ritmo de operação, a necessidade de lubrificação, o consumo energético, a assistência para sua manutenção e o tipo de ambiente exigido para seu funcionamento, entre outros fatores.<span id="more-1186"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A ênfase sobre o equipamento e a conseqüente abordagem mecanicista da administração não resolveu o problema do aumento da eficiência da organização. O homem, configurado como um “aperta botões”, era visualizado como um objeto moldável aos interesses da organização e facilmente manipulável, uma vez que se acreditava fosse motivado exclusivamente por objetivos salariais e econômicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o passar dos tempos verificou-se que as organizações conseguiram resolver problemas relacionados com a primeira variável &#8211; <strong>a máquina</strong> &#8211; porém nenhum progresso fora alcançado com a segunda variável &#8211; <strong>o</strong> <strong>homem</strong> -, e a eficiência das organizações ainda estava a desejar.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da <strong>humanização da teoria da administração</strong> e com o surgimento da Escola das Relações Humanas, ocorreu uma reversão de abordagem e a preocupação principal dos administradores passou a ser <span style="text-decoration: underline;">o homem</span>. Os mesmos aspectos anteriormente colocados com relação à máquina passaram a ser colocados agora com relação ao homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas indagações surgiram:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong><em>Como conhecer e medir as potencialidades do homem? Como levá-lo a aplicar totalmente esse potencial e levá-lo a ser mais eficiente?</em></strong></li>
<li><strong><em>Qual a força básica que impulsiona suas energias à ação?</em></strong></li>
<li><strong><em>Quais são as necessidades de manutenção para um funcionamento estável duradouro?</em></strong></li>
<li><strong><em>Qual é o ambiente mais adequado para seu funcionamento? (<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/13/ambiente-de-trabalho-e-as-relacoes-interpessoais/" target="_blank">ambiente de trabalho e as relações Interpessoais</a>)</em></strong></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">            Obviamente surgiu uma infinidade de respostas, provocando o aparecimento de técnicas administrativas capazes de criar condições para uma efetiva melhoria do desempenho humano dentro da organização. Com os primeiros estudos acerca da <strong>motivação humana</strong>, surgiu a Teoria Behaviorista da Administração, preocupada não somente com o comportamento individual do homem dentro da organização, mas principalmente com o próprio comportamento organizacional. Segundo essa nova abordagem, o homem vai para o trabalho vislumbrando consciente ou inconscientemente as <strong>perspectivas de satisfação</strong> e de <strong>auto-realização</strong> que as atividades que irá desenvolver lhe permitirão alcançar. Inúmeras pesquisas feitas revelaram certas aspirações fundamentais que condicionaram o comportamento humano dentro da organização: </p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Desejo de sentir-se <strong>necessário</strong> e importante para a organização da qual participa;</li>
<li>Desejo de sentir o interesse do chefe por seu <strong>sucesso</strong> e bem-estar;</li>
<li>Desejo de receber <strong>reconhecimento</strong> e aprovação pelo que faz, principalmente quando bem sucedido e quando produz proveito à organização;</li>
<li>Desejo de receber consideração e respeito por meio de um tratamento capaz de manter seu amor-próprio e sua <strong>auto-apreciação</strong>;</li>
<li>Desejo de participar e <strong>sentir-se</strong> <strong>integrado</strong> e feliz dentro de um ambiente de relacionamento compatível;</li>
<li>Desejo de sentir-se <strong>compreendido</strong> pelos superiores quanto aos problemas pessoais que o envolvem, e que muitas vezes condicionam seu pensamento e sua ação;</li>
<li>Percepção de possibilidades de <strong>permanência na organização</strong> de progresso e de futuro;</li>
<li>Visualização de <strong>objetivos organizacionais</strong> capazes de fazê-lo sentir-se orgulhoso de ser membro da organização.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Após indagarmos o supracitado podemos refazer a pergunta: <strong>a máquina poderá substituir o homem?</strong> Bem, muitos vão dizer que com toda essa tecnologia e maquinário, não haverá mais espaço para o homem e virá um dia em que o homem não terá mais emprego. Isso não é verdade. Vamos relembrar alguns pequenos fatos. Na antiguidade quando não havia a escrita, existiam os <strong>homens contadores das histórias </strong>eram poetas que, de memória, contavam as histórias de seu povo. Contavam mitos, fatos e atos ocorridos no seu mundo. Depois surgiu a escrita e alguns aprenderam a escrever e a ler e, portanto continuaram empregados, outros não.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante  mais alguns séculos esses homens e seus descendentes continuaram a sobreviver sendo escribas&#8230;  Quando surgiu a gráfica com Gutenberg por volta de 1450, estes “escribas” deixaram de trabalhar? Claro que não! Os que aprenderam a trabalhar com a gráfica mantiveram-se empregados e além do mais surgiu na verdade muitos outros cargos de trabalho. Por exemplo, têm-se a necessidade de alguém para operar essa prensa, outros para fazer a manutenção, outros para fabricá-la, outros para comercializá-la, outros para transportá-la etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando surge uma nova máquina, surge também uma infinidade de novas funções para os homens, portanto não é verdade que as máquinas vão substituir os homens. E por fim, são os homens que fazem as máquinas ou são estas que nos fazem?</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"> Link Relacionado:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/22/a-importancia-do-treinamento-treinar-pra-que/" target="_blank"> &#8221;A Importância do Treinamento. Treinar pra que?&#8221;</a></p>


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		<title>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%e2%80%9cmutacoes%e2%80%9d-do-homem-original-negro/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Homem]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Origem]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/04/os-brancos-eram-negros-ha-milhares-de-anos-atras/" target="_blank"><strong>Continuando o texto, veja o início clique Aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/deus-negro.jpg" title="" class="shutterset_singlepic50" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/50__160x120_deus-negro.jpg" alt="deus-negro" title="deus-negro" />
</a>
Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.<span id="more-1027"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo o trabalho tanto de Langaney quanto de Sforza: se existem diferenças genéticas entre <strong>grupos étnicos</strong>, elas estão somente na freqüência com que cada gene ou grupos de genes se apresentam nas diversas populações. O que faz, então, com que os etíopes tenham a pele escura, enquanto os belgas têm pele clara? Ainda é cedo para esperar uma resposta definitiva, mas hoje há um consenso de que as diferenças são circunstanciais. “Provavelmente, uma simples questão de clima”, explica Langaney. <strong>Do ponto de vista bioquímico, por exemplo, não existem classificações como brancos, negros e amarelos:</strong> <strong>apenas pessoas com menos ou mais melanina.</strong> É essa substância, presente nas camadas profundas da epiderme, que responde pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Quanto mais melanina, mais escura a pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não conseguimos explicar o mecanismo de incidência do sol na coloração da pele, nem como isso se transfere hereditariamente, mas sabemos muito bem, por outro lado, que a síntese da vitamina D depende diretamente dos raios ultravioleta”, revela Langaney. Presentes em maior quantidade nas zonas tropicais, esses raios são menos absorvidos por peles escuras do que pelas claras. A falta de vitamina D, por sua vez, causa raquitismo. “Basta uma simples olhadela no mapa-múndi para notar que, geograficamente, de acordo com a região em que se estabeleceram, as populações são menos ou mais claras.” <strong>Antes das grandes migrações que, a partir do século XVI, marcaram a história da humanidade, todos os grupos de pele mais escura se situavam nas zonas tropicais</strong>, <strong>enquanto os mais claros são sempre aqueles próximos das latitudes mais altas.</strong> <strong>Ao mesmo tempo, zonas intermediárias, como as Filipinas ou a Índia, são ocupadas por pessoas de cores igualmente intermediárias.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a teoria mais aceita atualmente, os homens que migraram da África Central ou do Oriente Próximo em direção ao norte teriam mudado de cor de pele para melhor absorver os raios ultravioleta . Assim, escapariam à ameaça do raquitismo, já que o Sol aparecia menos por lá do que nas terras de onde, supõe-se, vieram.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, tudo leva a crer que <strong>as diferenças de cor que notamos entre um negro e um asiático, por exemplo, ocorreram há pouco tempo na escala de desenvolvimento da humanidade.</strong> Principalmente quando comparadas com características essenciais: é quase certo que o código genético que determina que todos tenham 4,5 metros quadrados de pele antecedeu em muito o que determina a coloração da pele. Para usar o mesmo exemplo, <strong>a cor da pele parece levar de 20.000 a 40.000 anos para se modificar.</strong> A conclusão vem do fato de a América ter sido povoada, a partir da Ásia do Norte, há não mais de 40.000 anos. Este intervalo teria sido suficiente para que a incidência solar dos trópicos fizesse efeito e escurecesse as populações que ali se estabeleceram, os ameríndios. “E o que são 40.000 anos diante dos 4 milhões de anos que forjaram biologicamente a espécie humana?”, pergunta Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Assim como a cor da pele, as estaturas também parecem estar ligadas ao tipo de meio ambiente eleito por uma população.</strong> E não deve ter sido necessário muito mais tempo do que o gasto nas mudanças de cor para que populações africanas desenvolvessem estaturas tão discrepantes como entre pigmeus (1,50 metro), habitantes da floresta equatorial, e os saras (1,80 m) que habitam zonas áridas do continente. É certo que a transformação das sociedades rurais agrícolas em sociedades urbanas industrializadas interferiu violentamente nessa divisão: um estudo da média de altura dos recrutas militares franceses entre 1880 e 1970 mostra que a população masculina do país chegou a crescer 7 centímetros nesses noventa anos. As exceções só confirmam a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">A seu modo, Sforza também reforça a tese de que as diferenças aparentes são mais ligadas a fatores climáticos e ambientais do que a origens distintas. <strong>Em sua árvore genealógica, a cor da pele não é um critério e nada impede que brancos e negros saiam da mesma família.</strong> Os branquelos lapões do norte europeu vieram do mesmo grupo — caucasianos — que originou os escuros berberes da África. As diferenças, assim como a distância genética, portanto, foram adquiridas através do tempo. <strong>Quanto mais distantes geograficamente, menos as populações se parecem</strong>. “A rede genética mostra que as discordâncias se fizeram durante a colonização do mundo”, esclarece Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a cadeia genética de cada uma dessas famílias tenha sofrido alterações à medida que elas se afastavam e se subdividiam, nenhuma desenvolveu qualquer tipo de gene específico. Recentemente, Sforza demonstrou que, além da coincidência geográfica, <strong>a familiaridade genética se superpõe quase sempre a uma familiaridade lingüística</strong>. Ou seja, quanto mais geneticamente próximos os grupos, mais suas línguas se correspondem.</p>
<p style="text-align: justify;">Arqueologicamente, <strong>hoje poucos duvidam da origem africana do “homem moderno”</strong>: supõe-se que ele <strong>surgiu entre a África Central e o Oriente Próximo</strong>, há <strong>100.000 ou 150.000 anos.</strong> Pelo menos é o que indicam seus vestígios mais antigos, entre 100.000 e 125.000 anos, encontrados no continente africano. Mas foi com a descoberta do Homem de Qafzeh, um crânio desenterrado na Palestina, que a tese da migração do Homo sapiens sapiens começou a se concretizar: Eva, o nome dado ao mais perfeito exemplar do passado humano, viveu há 92.000 anos. Para Sforza, a data-chave do momento em que os ramos africanos e não-africanos se separaram para iniciar a grande andança, espalhando tipos tão diferentes pelos quatro cantos do mundo que, às vezes, é difícil acreditar virem todos do mesmo ancestral. Para Langaney e Sforza, apenas mais uma prova da sabedoria do velho ditado popular: as aparências realmente enganam.</p>
<p style="text-align: justify;">É amigo leitor, podemos dizer filosoficamente: os nossos sentidos nos enganar&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Brancos eram Negros há milhares de anos atrás</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma pesquisa científica falando sobre a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra, dizia sumamente que todos (os homens modernos) vieram de uma única raça: a Negra. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/49__160x120_branco-negro2.jpg" alt="branco-negro2" title="branco-negro2" />
</a>
Há alguns anos atrás assisti em um Canal Cultural  de uma TV fechada uma pesquisa científica falando sobre <strong>a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra</strong>, dizia sumamente que <strong>todos os homens modernos vieram de uma única raça</strong>: <strong>a Negra</strong>. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.<span id="more-1019"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Desde então procurava saber mais sobre o assunto até que encontrei na <strong>Revista Super</strong> <strong>Interessante</strong> uma reportagem falando sobre esse tema. Seu título: <strong>“Brancos, negros, índios e amarelos: Todos parentes”. </strong>O texto abaixo é uma adaptação livre e atualizada dessa reportagem. Em suma veremos que Brancos, Índios e Amarelos  vieram todos dos Negros Africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos atrás no “Museu do Homem de Paris” houve uma exposição intitulada “<strong>Todos Diferentes, Todos Parentes</strong>”,  a reportagem que agora posto lembra que se Morton estivesse vivo (Morton foi um grande cientista que morreu em 1851, estudava a “diferença” entre as raças humanas) ele certamente teria um enfarto fulminante ao ver que várias pessoas, incluindo crianças, remontavam, em uma tela de computador,  aquilo que ele levou décadas em sua vida fazendo no laboratório. Diariamente, centenas de jovens e curiosos em geral se divertiram na mostra  criando “homens” inimagináveis, numa miscelânea que inclui os mais variados tipos de cabelo, olhos, rosto ou mesmo o tamanho do nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira se confunde com a própria explicação da origem do homem moderno, o Homo sapiens sapiens: a de que, ao contrário do que pensava <strong>Morton</strong>, as diferenças físicas, tão gritantes a nossos olhos, não passam de detalhes na história de uma espécie que, embora numerosa e espalhada por todo o mundo, em última análise <strong>provém de um único ancestral.</strong> As aparências enganam. “O sentido da visão tem um papel primordial nas percepções humanas, enquanto várias espécies de animais que diferem na cor dos pêlos ou da pele parecem não dar a menor importância a isso”, brinca o francês André Langaney, chefe do laboratório de Biometria de Genética da Universidade de Genebra.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que as questões de um século atrás ainda persistem: <strong>se somos descendentes de um mesmo antepassado, por que alguns têm a pele negra, cabelos crespos e olhos escuros, enquanto outros têm olhos puxados, cabelos lisos e a pele amarela?</strong> Por que os pigmeus medem em média 1,50 metro, enquanto suecos chegam a 1,77 metro? As diferenças são tantas, que apenas enumerá-las já soa como uma missão impossível — quanto mais listar respostas para cada uma&#8230; Mas para geneticistas como Langaney ou o célebre italiano Luigi Luca Cavalli-Sforza, um dos maiores especialistas no assunto, <strong>muito mais numerosas e essenciais são as igualdades</strong>. Todo homem, seja ianomâmi ou finlandês, possui cerca de 4,5 metros quadrados de pele, 100 órgãos, 450 músculos motores, 211 ossos, 950 quilômetros de tubos (veias e artérias), 100.000 quilômetros de fibras nervosas, 5 litros de sangue, 60 trilhões de células, etc. etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão importante ainda é que jamais se encontraram genes que pudessem ser considerados característicos de uma única população, por mais isolada que ela viva. Isto é: os cerca de 3 bilhões de componentes do patrimônio genético são compartilhados pelos 6 bilhões de homens que ocupam o Planeta. Sem exceções. É o que asseguram décadas de pesquisas, em especial as realizadas por aqueles dois especialistas. Langaney concentrou seu trabalho em três genes que são fundamentais no ser humano. O primeiro, responsável pelo tipo sangüíneo, é o sistema ABO. O outro, o do fator Rhesus, determina o Rh positivo e negativo. Quanto ao terceiro, o Gm, é o gene que produz a imunoglobulina, substância essencial para o sistema imunológico. Tais genes se encontram em centenas de grupos étnicos, cujas células a equipe de Langaney vasculhou. E <strong>o pesquisador é taxativo: isto descarta a possibilidade de existirem genes “brancos”, “negros” ou “amarelos”, como se acreditou até há pouco.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Nenhuma população se isolou por um tempo suficiente para se constituir como uma raça completamente diferenciada”, garante Cavalli-Sforza. Professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, ele diz isso com a autoridade de quem <strong>nos últimos cinqüenta anos se dedicou a construir a mais completa e ambiciosa árvore genealógica da espécie humana </strong>e hoje se dá ao conforto de andar de chinelos nos corredores da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Sforza testou nada menos de 120 características humanas gravadas nos genes, inclusive o fator Rhesus e os sistemas ABO e Gm. E também não poupou o computador de Stanford para reagrupar milhares de trabalhos lingüísticos e arqueológicos, a partir dos quais <strong>selecionou os 42 grupos mais estudados, numa amostragem perfeita dos</strong> <strong>habitantes dos cinco continentes.</strong> Etíopes, pigmeus, europeus em geral, lapões, esquimós, japoneses, polinésios e índios americanos são apenas algumas das etnias escolhidas por ele. E, a partir desses estudos, o geneticista genovês radicado nos Estados Unidos chegou a uma conclusão inovadora: a de que era possível reconstituir a história da evolução humana com base na freqüência de certos genes, o chamado critério de distância genética.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator Rhesus é um exemplo que pode ajudar a entender essa conclusão. Sforza verificou que 16% dos ingleses tinham o fator Rhesus negativo, enquanto a freqüência nos bascos era de 9% e nos japoneses 0%. “Se nos limitarmos ao Rhesus, podemos dizer que os ingleses são mais próximos dos bascos que dos japoneses.” É lógico que, para obter a distância genética entre as populações, <strong>Sforza não usou apenas um gene; analisou mais de uma centena.</strong> Graças a esse critério, pôde chegar então às sete grandes famílias, os colonizadores da Terra: africanos, caucasianos, asiáticos do sul, asiáticos do norte, australianos, insulares do Pacífico e ameríndios.</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%E2%80%9Cmutacoes%E2%80%9D-do-homem-original-negro/" target="_blank"><strong>Veja a segundo parte deste texto</strong> &gt; <strong>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<title>O Homem e a Natureza; uma Dádiva? Um Acaso?  E o Ocaso?</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 22:16:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/em-defesa-do-planeta-2.jpg" title="" class="shutterset_singlepic34" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/34__160x120_em-defesa-do-planeta-2.jpg" alt="em-defesa-do-planeta-2" title="em-defesa-do-planeta-2" />
</a>
Que a Vida é algo “Maravilhoso”  acho que não se questiona muito. Na sua imensa maioria os seres vivos defendem a sua vida e a querem prorrogar ao máximo, seja por instinto ou racionalmente, queremos viver mais e mais&#8230;  se a Vida é uma Dádiva ou um Acaso, pouco Caso faz para muitos, mas quanto ao Ocaso, aí preocupa a tantos “humanos”.<span id="more-872"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste texto não vou argumentar as ideias: Dádiva ou Acaso. Esse tema pode ser lido no meu texto, “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/09/a-origem-do-universo-e-da-vida-ha-vida-so-aqui-na-terra/" target="_blank">A origem do Universo e da Vida (há vida só aqui na Terra?)</a>” o que pretendo aqui é polemizar a Relação do homem com a natureza em épocas passadas e a diferença que ocorre a partir da modernidade, e a sua preocupação com o Ocaso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem há poucos milhares de anos atrás tinha um convívio e harmonia com a natureza que poderíamos dizer que ele sentia-se parte da natureza, o ser humano contemplava aquela Natureza e até a reverenciava. Ele, ainda que intuitivamente,  sabia que fazia parte desse Todo que os gregos antigos diziam:  <em>physis</em>. O homem, a natureza, os deuses gregos, tudo era imanente ao <em>cosmos. </em>Dessa maneira sabia-se que um estava ligado ao outro,  nasceram juntos, eram irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Hoje quando falamos e pensamos na natureza, muitas vezes nos vemos refletindo quanto aos animais, as florestas, o ar com sua “quantidade certa” de oxigênio respirável para o ser humano, a água, etc. Mas será que estamos pensando na Natureza, na ecologia no sentido amplamente planetário ou será que estamos pensando em nós mesmos? Bem, que nós somos os seres vivos que mais influíram na Natureza, em todos os tempos do planeta, parece algo verdadeiro. Nós não só influímos na natureza como a transformamos, a modificamos, a exploramos como se fosse algo exclusivamente posto aqui para Nós esses animais onipotentes e egocêntricos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Portanto se faz necessário que esses animais onipotentes façam alguma coisa para não deixar escapar a Sua Fonte de Vida. É óbvio que quem transforma e/ou explora alguma coisa deve fazer algo para não acabar definitivamente com a sua Fonte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os homens observam os animais  na natureza e muitas vezes se perguntam: que estranhos são esses animais, o que é que se passa pela cabeça deles? Fazem essas perguntas sem perceber que os estranhos não são os animais, somos nós. Nós somos os estranhos, somos os diferentes em muitos aspectos, ainda que guardemos muito de nossa animalidade, estamos em um processo de “humanização” deixando nosso território animal e entrando no novo território humano.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Planeta Terra está aí há 4 bilhões de anos, diversas espécies já passaram por aqui, algumas precisaram acabar para que outras proliferassem, se algumas daquelas espécies não tivessem sido extintas, é provável que nós não estivéssemos aqui. E quem poderia afirmar que para outras espécies virem a existir aqui no Planeta não seria necessário que nossa espécie fosse embora?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nós queremos, isto sim, é nos perpetuarmos no planeta. É lógico que temos que cuidar da natureza, é claro que Nós os maiores exploradores e destruidores de todos os tempos desse Planeta, precisamos cuidar para que ele não acabe por nós mesmo, mas não podemos pensar, como é  praxe no pensamento, que estamos cuidando para as futuras gerações. Acho que o nosso pensamento deveria estar pautado em outros termos. Será que vamos acabar com o planeta de uma forma que nenhuma vida mais seja possível?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A nossa espécie é apenas uma, das milhares, que passaram ou passarão pelo planeta, mas as outras espécies extintas não acabaram com o planeta. Houve situações naturais que o fizeram, mas a natureza, como sábia,  deu nova Vida no Planeta e ao Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>O Apolíneo e o Dionisíaco – em Nietzsche: a perda da proximidade com a Natureza que tinha o homem antigo (Continuação)</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 17:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[/span>Veja a Primeira parte deste texto, clique Aqui!
Finalizando e retornando aos deuses gregos, relembramos: Apolo filho de Zeus e Leto, que era um dos mais importantes e multifacetados deuses do Olimpo; identificado como o deus da luz e do sol. E, Dionísio filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#3366ff;"> 
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teste3/cosmos.jpg" title="" class="shutterset_singlepic72" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/72__160x120_cosmos.jpg" alt="cosmos" title="cosmos" />
</a>
</span><strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/05/16/o-apolineo-e-o-dionisiaco-%e2%80%93-apolo-e-dioniso-em-nietzsche-a-perda-da-proximidade-com-a-natureza-que-tinha-o-homem-antigo/" target="_blank">Veja a Primeira parte deste texto, clique Aqui!</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Finalizando e retornando aos deuses gregos, relembramos: <strong>Apolo</strong> filho de Zeus e Leto, que era um dos mais importantes e multifacetados deuses do Olimpo; identificado como o deus da luz e do sol. E, <strong>Dionísio</strong> filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de uma mortal; o deus grego equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho, do lazer e do prazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Dioniso só “aparece” através de Apolo. Apolo – luz, Sol; Dioniso – Terra.<span id="more-181"></span> Para um existir é necessário o outro, só há terra porque existe o Sol. “Tensão de contrários”. Nesse contexto eu pergunto: Será que a humanidade perdeu todo sentido de pertencimento a uma ordem maior, ao cosmos, sua origem?</p>
<p style="text-align: justify;"> Como supomos hoje através dos “conhecimentos” em astronomia, foi através de mortes e ressurgimentos de algumas estrelas: “poeiras” que formam estrelas que ao morrer tornam-se novamente poeiras “encontrando-se” com outras (“poeiras”) que com elementos químicos cada vez mais complexos formam novas estrelas. Portanto o nosso Sol e todo o sistema solar e tudo o que nele existe assim fora formado. Em outras palavras nós somos “poeira das estrelas”, e assim não há dúvidas que nossa origem é cósmica, nós viemos deste vasto, imenso, infinito ou finito universo, que tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos desde o chamado Big Bang. E da mesma forma que é espantoso, que é um verdadeiro <em>thauma</em> relatar mitos da criação através da mitologia ou das diversas religiões, é da mesma maneira um verdadeiro espanto os relatos da nova cosmologia, conforme diz Dennis Overbye apud Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que poderia aproximar mais do caráter de mito do que a noção de que o universo de fato apareceu, talvez do nada; de que os átomos em nossos ossos e sangue foram formados em estrelas a anos-luz de distância e bilhões de anos atrás; ou de que as partículas ainda mais antigas de que são compostos esses átomos são fósseis de energias e forças que existiram durante o primeiro microssegundo da criação, as quais mal podemos compreender? Somos todos artefatos do universo, lembranças andantes do mistério último. Somos poeiras andantes, poeiras de estrelas andantes. (2001, p.93).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Começamos a elaborar um pensamento através da mitologia, principalmente da mitologia grega e terminamos com a nossa nova “mitologia científica”.Com o advento da física quântica a idéia de fenômeno, no que se refere à cosmologia muda substancialmente, o sentido de “existência” também; da mesma maneira as “certezas” de outrora agora com o “principio da incerteza”(<strong>2</strong>) de Heisenberg modificam nosso pensamento quanto à questão da existência, como diz Andreeta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sabemos que tudo o que existe no nosso universo (e também nós mesmos) é constituído de minúsculas partículas de matéria e de energia, e que forças naturais atuam sobre essas partículas, aglomerando-as para formar tudo o que existe. Porém, hoje não existe mais distinção entre matéria e energia. Segundo Einstein, matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma “substancia quântica universal”. Os conhecimentos científicos atuais parecem, portanto, convergir com os da filosofia antiga, que afirmam que tudo o que existe deve provir de uma única fonte. (2004, p.9).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Será que voltaremos à origem do pensamento, através do entendimento no futuro, desta nova cosmologia ou física? Recordaremos que somos parte de um todo e todos somos um?</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">ANDREETA, José Pedro. <em>Quem se atreve a ter certeza?</em> : a realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p style="text-align: justify;">BROCKELMAN, Paul. <em>Cosmologia e</em> <em>criação</em>: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de F</em>ilosofia. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</p>
<p style="text-align: justify;">JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. <em>Dicionário básico de filosofia</em>. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">NIETZSCHE, Friedrich. <em>O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Links e/ou Notas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(1) Veja minha monografia apresentada na especialização em filosofia contemporânea à Puc-rio.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/27/a-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece-capitulo-1/" target="_blank">PEPE, Benito. A filosofia e a astronomia: instâncias em que o <em>thauma</em> aparece</a><a href="http://www.benitopepe.com/2008/12/filosofia-e-astronomia-instncias-em-que.html"><br />
</a></p>
<p style="text-align: justify;">(2) O princípio da incerteza de Heisenberg consiste num enunciado da mecânica quântica, formulado inicialmente em 1927, impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas simultâneas de uma classe de pares de observáveis. Por exemplo: não se pode saber ao mesmo tempo a posição e a velocidade de um elétron. </p>


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		<title>O Apolíneo e o Dionisíaco – Apolo e Dioniso em Nietzsche: a perda da proximidade com a Natureza que tinha o homem antigo</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 16:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Apolíneo]]></category>
		<category><![CDATA[Apolo]]></category>
		<category><![CDATA[Dionisíaco]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza]]></category>

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Há diversos deuses apresentados pela mitologia grega, o “principal” deles é Zeus que seria o “deus dos deuses” para os gregos antigos. Apollo e Dioniso, dois desses deuses da mitologia grega são tratados por Nietzsch de uma maneira bastante interessante e que contribui de maneira “espetacular” para a compreensão de sua obra, especialmente e especificamente [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336466935950934674" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 147px; float: right; height: 136px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Sg7wZ4j5ApI/AAAAAAAAAUQ/RTyvtwksZcM/s200/apolo+e+dionisio.bmp" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Há diversos deuses apresentados pela mitologia grega, o “principal” deles é Zeus que seria o “deus dos deuses” para os gregos antigos. Apollo e Dioniso, dois desses deuses da mitologia grega são tratados por Nietzsch de uma maneira bastante interessante e que contribui de maneira “espetacular” para a compreensão de sua obra, especialmente e especificamente citados em “O nascimento da tragédia” (1872). A arte grega tem origem além do homem e representa “forças” que estão presentes no Mundo.<span id="more-180"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;">Um dos aspectos importantes para a compreensão da “explanação” que segue, é entendermos que os deuses gregos, diferentemente do Deus da tradição judaica-cristã, são imanentes à Natureza, eles não estão fora dela; esses deuses têm um grau de pertencimento intrínseco e nascem junto com o “cosmos” diferentemente do Deus Judaico-cristão que está fora do universo e o cria para o homem.</span><span style="color:#666666;"> </span> </p>
<p></span></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a <em>Physis</em> (“física”) grega, tem um sentido bem diferenciado de como é considerada a nossa natureza desde o período da modernidade em diante (século XV); a physis grega era qualitativa e não quantitativa como é estudada a “nossa natureza” , podemos dizê-la como aquilo que se mostra, o que aparece, o que brilha. O <em>Thauma</em>, o espanto, a perplexidade, admiração, estarrecimento, maravilhamento, estranhamento, que aparece na Natureza é um dos aspectos que nos seus primórdios levaram os homens à filosofia inicial e assim os primeiros filósofos são tratados como os filósofos da natureza ou <em>physis</em>. A <em>physis</em> e a filosofia são instâncias em que o thauma aparece. (<strong>1</strong>)</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das questões aos olhos de Nietzsche é que a Arte Apolínea surge da “alegre, necessidade da imagem”. Mas a imitação da natureza pelos gregos era totalmente diferente da imitação dessa natureza pelos modernos. Com os modernos a natureza se torna objeto. Nos gregos e por exemplo em Heráclito se dizia que a physis ama se ocultar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apolíneo-dionisíaco</strong> é uma expressão relativa ao que vem dos deuses: Apolo e Dioniso – expressão popularizada e tratada por Nietzsche como um contraste no livro ‘O nascimento da tragédia”, entre o espírito da ordem, da racionalidade e da harmonia intelectual, representado por Apolo, e o espírito da vontade de viver espontânea e extasiada, representado por Dioniso. Conforme diz Blackburn no verbete apolíneo/dionisíaco.</p>
<p style="text-align: justify;">Um quadro das distinções corriqueiramente apresentadas entre Apolo e Dioniso, embora não retratem “verdadeiramente” suas essências, podem ser descritas da maneira que segue.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apolo</strong>:<br />
Bela Aparência; Sonho; Forma (limite); Princípio de individuação; Resplandecente; Ordem; Serenidade; etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dioniso</strong>:<br />
Música; Embriaguez; Uno Primordial (não há forma, sem limite); Indiferenciação; Essência; Desmedida; Domínio Subterrâneo; etc.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem constitui um elo com o mundo. Não deveríamos nos afastar dessa realidade que era vivenciada na época antiga. “O Nascimento da tragédia” apresentado por Nietzsche, parece prever o que ocorreria com o homem 1 século depois desse livro ser publicado, hoje o homem evita toda a finitude e a “realidade” que é mostrada na tragédia grega. O homem dos nossos dias não aceita sofrer, não enfrentar a dor, não aceita a angústia, procura afastar-se de “todo mal” através de medicamentos e mais “medicamentos”, foge de tudo e de todos, utiliza-se de um movimento desenfreado, da agitação, das “atividades”, evita a solidão, não dá tempo para si próprio, tem medo do “real;” e o pior é que a “normalidade” da sociedade é uma loucura assustadora. A propósito: Quem é “louco”? Quem é “sano”?</p>
<p style="text-align: justify;">Outra questão está ligada ao conhecimento, há uma diferenciação entre o <strong>conhecimento trágico</strong> (dos pré-socráticos) e o <strong>conhecimento racional</strong> (em Sócrates). No “conhecimento” racional valoriza-se a causalidade e o efeito, a causa e efeito não apareciam nos pré-socráticos como aparecem na contemporaneidade, mas eram imanentes, eram intrínsecas à natureza. O conhecimento racional vai se colocar acima da Arte e da Vida, e pior, começa a julgá-las. A partir de Sócrates e de Eurípides a instância mais importante passa a ser o “conhecimento” e não mais a “arte”. Platão depois, vai dizer que a “arte” é apenas uma cópia da cópia (nosso mundo) de um “original” que estaria no mundo das ideias (o mundo supra-sensível).</p>
<p>Com todo esse processo perdemos algo especial que vinha dos gregos originais, entre essas perdas estão o sentido de pertencimento e Valor absoluto da natureza, Conforme comenta Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>O que perdemos, portanto, foi a habilidade de ver nossa vida como parte de uma ordem e uma realidade mais amplas, para além de nossos transitórios desejos e sonhos diários. Ao ver a natureza e todo o universo como uma “matéria” posta aqui para nossa transformação e uso infinitamente produtivos, reduzimos a realidade a um mero valor extrínseco para nós; ela não é mais vivenciada como intrinsecamente valiosa em si. Por conseqüência, perdemos todo senso de pertencer a um drama e a uma realidade mais vastos e significativos. (2001, p.23)<br />
</em><br />
Abraços do </span><span style="color: #000000;">Benito Pepe</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color:#666666;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/05/16/o-apolineo-e-o-dionisiaco-%E2%80%93-em-nietzsche-a-perda-da-proximidade-com-a-natureza-que-tinha-o-homem-antigo-continuacao/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">No próximo tópico continuamos esse texto; apresentamos a Bibliografia e as notas e links.</span></a><span style="color:#3366ff;"> (&lt;&lt;&lt;Clique Aqui para ver a 2ª Parte)</span></span></p>
</div>


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		<title>O Ser humano em um processo de Desterritorialização, os “movimentos”, o Tempo e o poder no conhecimento, especialmente na Astronomia (Parte 2)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/21/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-2/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/21/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 19:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Movimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta é a continuação do Artigo clique aqui para ver a (Parte 1)
 1.3. Os “movimentos” 

O delírio é o motor que move; por exemplo: as grandes navegações foram motivadas por este delírio, tanto quanto os estudos do universo, da natureza, do cosmos, também o foram. 
A inteligência brota no homem depois que este fica [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Esta é a continuação do Artigo clique aqui para ver a (Parte 1)</span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282344642051566514" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 279px; height: 176px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SU6odwKr67I/AAAAAAAAAH4/9z3Eeuq5h5E/s320/ponte+falsolugar005.jpg" border="0" alt="" /> <strong><span style="color:#336666;">1.3. Os “movimentos” </span></strong><br />
<strong><br />
</strong><span style="color:#336666;">O delírio é o motor que move; por exemplo: as grandes navegações foram motivadas por este delírio, tanto quanto os estudos do universo, da natureza, do cosmos, também o foram. <span id="more-107"></span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">A inteligência brota no homem depois que este fica em pé e este é um processo de movimento – um processo de “hominização”.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">O pensamento certamente não surge de uma forma racional como o conhecemos hoje, portanto “o pensamento não pode ficar reduzido ao racional” como lembram Deleuze e Guattari em Mil Platôs(1) </span><span style="color:#336666;">Gostaríamos de lembrar as diversas tribos espalhadas pelo mundo. Os pensamentos nômades; e então, no nosso campo: a Etnoastronomia com um pensamento peculiar. O pensamento não pode se reduzir à representação, ao sujeito-objeto.</span><br />
<span class="fullpost"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Gostaríamos também de questionar: será que na origem do pensamento desde seus primórdios não tivemos também o thauma, o espanto no que tange à Astronomia, ao encantamento que o Céu deve ter propiciado a este “homem embrionário”? É claro que de maneira rudimentar e muitas vezes cosmogônicas(2)</span><span style="color:#336666;"> e não cosmológicas, este homem já pensava o Céu.</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
É o pensamento que faz o homem, não é o homem que faz o pensamento, o pensamento precede o homem &#8211; no sentido mesmo de não pertencer ao homem. Nossos sentidos nos enganam, você vê o sol girando em torno da terra mas na verdade, se sabe hoje, é a terra que gira e que se move dando-nos a impressão de ser o sol e o céu que se movem ao redor da Terra. </span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
O que é uma vida humana se não pensarmos nos nossos valores, em nossa animalidade em nossa desterritorialização, em nossa origem cósmica ? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Observemos que nossos movimentos são muito maiores que se possa pensar. Portanto quem somos nós hoje? Homens ínfimos em uma imensidão cósmica, inimaginável em sua totalidade, tal como nós mesmos o somos inimagináveis em nossa totalidade. Talvez por sermos “poeira das estrelas” ou seja, formados, constituídos, elaborados por “químicas” provindas de bilhões e bilhões de anos do universo, por nascimentos e mortes de outras estrelas, somos por isso uma parte deste universo físico. Temos em nosso corpo e quem sabe em nossa mente, em nossa alma, uma essência deste cosmos. Talvez seja por isso tão importante continuarmos a estudar o universo, quem sabe assim nos conheçamos melhor? Se é que um dia isto será possível&#8230;</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
Acreditamos que da mesma maneira que viemos do cosmos, o nosso pensamento é imanente ao cosmos, ele não vem de nós, ele é em nós, ele vem em nós.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Tanto a física moderna ou melhor ainda a física contemporânea e especificamente a física quântica, quanto o pensamento são autônomos. Assim a natureza também o é. O homem é um ser da natureza, portanto para entendê-lo é necessário entender a natureza; e a natureza do homem. Mas como dissemos nossa natureza se transforma, se expande e agora em aceleração. Façamos uma analogia com o tempo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;"><strong>1.4. A questão do tempo e o poder no conhecimento especialmente na</strong> <strong>Astronomia</strong></span><br />
<strong><br />
</strong><span style="color:#336666;">No universo há uma expansão do espaço-tempo que está em aceleração, nós estamos dentro deste espaço, dentro deste universo, mas esse tempo não pode ser percebido por nós. Há um tempo macro e um tempo micro; nós estamos no micro, este sim é percebido por nós, e ainda assim ele é mais psicológico do que “real”, ele é determinado por nossas rotinas, por nossos hábitos, pelos sistemas e instituições nas quais estamos envolvidos, inseridos.</span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
O que acelera o tempo é a dinâmica do capitalismo. O nosso “tempo” cronológico não mudou em nada, o dia continua tendo 24 horas (ou melhor 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos) há milhões de anos o tempo cronológico é praticamente o mesmo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Temos também o movimento-tempo do Estado que manipula tudo, inclusive o conhecimento da astronomia que por muitas vezes foi e é usado como desculpas para outros objetivos menos nobres como foi o caso da “guerra nas estrelas”; das “viagens espaciais”, dos satélites espiões em órbita da terra, etc; e agora o “turismo espacial”. Dentro de algumas décadas assistiremos a um anuncio assim: saia do Planeta e o veja por completo em seu Esplendido Azul – pague a sua “viagem” em 60 x sem juros&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">O conhecimento sempre foi um poder, e o conhecimento em astronomia não fugiu e não foge à regra. Por exemplo no passado quando os homens “ocidentalizados” vinham à América e utilizavam-se dos conhecimentos das efemérides(3)</span><span style="color:#336666;"> como eclipses lunares ou solares para intimidar os “índios” afirmando que se estes não fizessem tais ou tal coisa o “homem branco” mandaria a Lua se apagar naquela noite. É claro que o “homem branco” já sabia que haveria um eclipse naquela noite, e usavam este “conhecimento” como poder de persuasão. Este é um fato que também ocorre hoje em nossos dias mas de maneira às vezes mais sutil, outras nem tanto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;"><br />
O poder do conhecimento nas “ciências armamentistas” por exemplo, é um pequeno exemplo que está aí. Quem tem mais conhecimento em armas químicas, biológicas, bomba atômica, aviões “invisíveis” etc e tal, tem mais poder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">E hoje mais do que nunca não podemos menosprezar a questão da importância do tempo e suas conseqüências. Com a nova dinâmica do capitalismo o tempo: nos transportes; na produção; na logística de distribuição e reposição; nas transmissões de informações; acelera-se de maneira nunca antes imagináveis. Enfim: Time is money (tempo é dinheiro), melhor seria dizer: tempo é poder. E melhor ainda, o conhecimento deste tempo, e de como obtê-lo é poder. A importância não está no operário mas no poder do conhecimento, e aí entra a possibilidade da manipulação deste “saber” e desse tempo. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">Por fim como nós estamos “aqui no alto da montanha” nos resta viver, não simplesmente sobreviver, precisamos acima de tudo nos “movimentar” e mesmo que não tenhamos mais tempo de vida, que tenhamos mais vida no nosso tempo ou no tempo que tivermos. Enfim o “movimento” continua&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/" target="_blank">clique aqui para ver a (Parte 1) deste Artigo</a></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">BIBLIOGRAFIA</span></p>
<p style="text-align: justify;">ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">DELEUZE, Gilles. A ilha deserta: e outros textos. 1.ed. São Paulo: Iluminuras, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(1) Livros publicados por Gilles Deleuze e Félix Guattari (edição original 1980) traduzidos para o português em 5 volumes, esta obra foi concluída na sua tradução em 1997.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(2) Quando nos referimos à cosmogonia diferimos da cosmologia no sentido que esta está pautada em “leis científicas” matemáticas e físicas, enquanto que aquela está mais no plano do imaginário e pautada nos deuses gregos ou outros deuses de povos primitivos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#336666;">(3) Efemérides &#8211; é o termo usado por magos, astrônomos, astrológos e monarcas desde a antiguidade para anunciar tanto as ocorrências de alguns acontecimentos celestiais: eclipses, cometas que passariam; bem como escolher a posição dos astros para assinaturas e tratados imperiais, tudo de acordo com a posição dos astros de cada dia, normalmente encontrados num conjunto de tabelas denominadas hoje efemérides astronômicas que indicam a posição dos astros para cada dia do ano. </span><br />
<span style="color:#336666;"><br />
</span><span style="color:#336666;">Abraços do Benito Pepe</span><br />
<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#336666;">www.benitopepe.com.br</span></a></p>
</div>


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