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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Workshops, Treinamentos de Equipes e Cursos &#187; Ética</title>
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	<description>Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos, Workshops, Administração e Marketing, Gestão de Empresas, Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>A Fábula do Rato e uma Analogia com o Ambiente de Trabalho</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2011 06:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A fábula que segue  nos leva a refletir quanto aos “problemas de trabalho” e as relações interpessoais. A Fábula do Rato, nos mostra claramente como deveríamos nos comportar no Ambiente de Trabalho. Muitas vezes esquecemos que fazemos parte da mesma Rede de Relações Interpessoais.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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A fábula que segue  nos leva a refletir quanto aos “problemas de trabalho” e as relações interpessoais. A Fábula do Rato, nos mostra claramente como deveríamos nos comportar no Ambiente de Trabalho. Muitas vezes esquecemos que fazemos parte da mesma Rede de Relações Interpessoais.<span id="more-1535"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nós os seres humanos, não podemos voar como os pássaros; no entanto, aprendemos a voar a uma altura inimaginável por qualquer ave voadora, nossos aviões voam a mais de 10.000 metros de altitude, e com nossos foguetes alcançamos 400 mil quilômetros e fomos à lua.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós os seres humanos, não podemos correr na terra como um Guepardo (também conhecido como chita, lobo-tigre leopardo-caçador e onça-africana) que alcança 115 ou 120km/h; no entanto com nossa Ferrari alcançamos mais de 350 Km/h e há outros “carros de passeio” que  alcançam mais de 400 km/h.</p>
<p style="text-align: justify;">Em fim nós os seres humanos, podemos alcançar muito mais, no entanto será que alcançaremos um entendimento, uma compreensão, uma relação interpessoal no ambiente de trabalho mais harmônica, mais eficaz, mais feliz?</p>
<p style="text-align: justify;">Segue a fábula&#8230; tente imaginar em qual animal você se encaixaria. Seria o Rato? A Galinha? O Porco? Ou a Vaca?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A fábula do Rato:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um <strong>Rato</strong>, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:</p>
<p style="text-align: justify;">- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!!</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Galinha</strong> disse:</p>
<p style="text-align: justify;">- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.</p>
<p style="text-align: justify;">Então o rato foi até o <strong>Porco</strong> e disse:</p>
<p style="text-align: justify;">- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!</p>
<p style="text-align: justify;">- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.</p>
<p style="text-align: justify;">O rato dirigiu-se à <strong>Vaca</strong>. E ela lhe disse:</p>
<p style="text-align: justify;">- O que? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!</p>
<p style="text-align: justify;">Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.</p>
<p style="text-align: justify;">A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.</p>
<p style="text-align: justify;">No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma <strong>canja de galinha</strong>. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. (a Galinha)</p>
<p style="text-align: justify;">Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Para alimentá-los, o fazendeiro matou <strong>o porco</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A mulher não melhorou e acabou morrendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou <strong>a vaca</strong>, para alimentar todo aquele povo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Moral da Estória</strong>: “Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.”</p>
<p style="text-align: justify;">Caros colegas lembremo-nos da “rede de trabalho” em que estamos envolvidos, todos fazemos parte da mesma “teia”&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Assista a um Vídeo em que Narro esta Fábula:</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><object style="height: 390px; width: 640px;"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AvVcScaKsyk?version=3" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="360" src="http://www.youtube.com/v/AvVcScaKsyk?version=3" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>


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		<title>Quatro Cegos e a Avaliação de um Elefante. Como cada um o vê?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/12/28/quatro-cegos-e-a-avaliacao-de-um-elefante-como-cada-um-o-ve/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 21:55:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta fábula do folclore Indu que segue abaixo é clássica e mostra como cada indivíduo que vê as coisas somente do seu ponto de vista pode pensar estar certo, no entanto pode concluir estar errado quando vê as coisas por outro lado, de outro ponto de vista. Quando ouvimos todos os lados envolvidos em uma situação e outros pontos de vista, podemos tirar uma conclusão mais eficaz e completa de uma situação. A empatia é fator preponderante.


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Esta fábula do folclore Indu que segue abaixo é clássica e mostra como cada indivíduo que vê as coisas somente do seu ponto de vista pode pensar estar certo, no entanto pode concluir estar errado quando vê as coisas por outro lado, de outro ponto de vista. Quando ouvimos todos os lados envolvidos em uma situação e outros pontos de vista, podemos tirar uma conclusão mais eficaz e completa de uma situação. A empatia é fator preponderante.<span id="more-1515"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes ouvimos alguém nos contar uma “história”, ou uma determinada situação ocorrida. Mas quando ouvimos só um ponto de vista, quando ouvimos apenas um lado da questão, ocorre o inevitável: concluímos erradamente. Veja a Estória que segue:</p>
<p style="text-align: justify;">Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os reuniu no pátio do palácio. Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o colocou diante do grupo. Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os cegos até o elefante para que o apalpassem. Um apalpava a barriga, outro a cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas. Quando todos os cegos tinham apalpado o animal, o príncipe ordenou que cada um explicasse aos outros como era o elefante, então, o que tinha apalpado a barriga, disse que o elefante era como uma enorme panela.</p>
<p style="text-align: justify;">O que tinha apalpado a cauda até os pelos da extremidade discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma vassoura. “Nada disso”, interrompeu o que tinha apalpado a orelha. “Se alguma coisa se parece é com um grande leque aberto”. O que apalpara a tromba deu uma risada e interferiu: “Vocês estão por fora. O elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de água…”. “Essa não”, replicou o que apalpara a perna, “ele é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de flexibilidade, é rígido como um poste…”. <strong>Os cegos se envolveram numa discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que o certo era o que ele dizia.</strong> Evidentemente cada um se apoiava na sua própria experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que afirmavam. O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam a um acordo, mas quando percebeu que eram incapazes de aceitar que os outros podiam ter tido outras experiências, ordenou que se calassem. “O elefante é tudo isso que vocês falaram.”, Explicou. “Tudo isso que cada um de vocês percebeu é só uma parte do elefante. Não devem negar o que os outros perceberam. <strong>Deveriam juntar as experiências de todos e tentar imaginar como a parte que cada um apalpou se une com as outras para formar esse todo que é o elefante.”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto amigo leitor, muito cuidado quando você ouvir alguém te contar uma historinha, ela pode estar totalmente equivocada. Se você quer saber mesmo da verdade e sem pré-conceitos e parcialidade então ouça todos os lados possíveis, quanto mais “cegos” você ouvir melhor será a tua conclusão de como é um “elefante”, no final junte todas as partes. A propósito não é assim que se faz em uma investigação?</p>
<p style="text-align: justify;">Ou será que um detetive só escuta um lado e pronto. Basta! Já pode dar como encerrado o caso? Na verdade os juízes ouvem todos os lados antes de tomar uma decisão em um processo e caso as partes não se completem ele se vê em aporia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/06/13/quem-e-%e2%80%9ccego%e2%80%9d/" target="_blank">Por fim quem é cego? Cego é aquele que não quer ver? Veja este outro texto, clique aqui!.</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu conto esta fábula em minhas palestras, eu as conto de uma maneira um pouco diferente e divertida. Apresento quatro cegos que vão conhecer um elefante pela primeira vez, um deles o apalpa pelo corpo e o descreve como uma parede, outro apalpa o rabinho do elefante e o vê como uma cobra, um terceiro segura na enorme pata do elefante e o vê como um tronco de árvore, e ultimo ceguinho vai segurar a tromba do elefante e o que ele acha que parece? Bem diga aí&#8230; O que parece? Deixa de ter uma mente poluída hem? Esse ceguinho diz que a tromba parece uma mangueira bem grande. É, cada um vê o que quer&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Depois eu ainda pergunto para a platéia&#8230; O que faz mais barulho: uma Banda ou a Bunda desse Elefante? Bem esta parte deixa para as palestras.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Fragmentos do Livro Política de Aristóteles</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/12/26/fragmentos-do-livro-politica-de-aristoteles/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 16:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Este texto que segue é um fragmento do Livro a Política de Aristóteles, é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques - Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP. 
Política de Aristóteles
Livro I Capítulo 1 [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Este texto que segue é um fragmento do Livro a <strong><em>Política</em></strong> de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Política de Aristóteles</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Livro I <strong>Capítulo 1</strong> [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.<span id="more-1505"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os que julgam que o governo político (politikón), real (basilikón), familiar (oikonomikón) e senhorial (despotikón) são uma mesma coisa exprimem-se de maneira inexata, e não vêem em cada um [desses diversos modos de autoridade] senão uma diferença de mais e menos, não uma diferença de espécie; assim, se a autoridade é exercida sobre um pequeno número, trata-se de um senhor; se esse número é maior, de um chefe de família; se é ainda mais elevado, de um chefe político ou rei, como se não houvesse a menor distinção entre uma grande família e uma pequena cidade. Quanto aos governos político e real, [dizem que a diferença é que] se um homem governa sozinho, é um rei; se, ao contrário, ele exerce o poder segundo os ensinamentos da ciência política, sendo alternadamente governante e governado, trata-se propriamente de um poder político.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, nada disso é verdade, o que ficará claro ao examinarmos o assunto segundo o método que até agora nos guiou. Assim como em outros domínios é necessário proceder à divisão do composto (sýntheton) até chegar a seus elementos mais simples (asýntheton), isto é, às menores partes do todo. Desse modo, ao considerar os elementos dos quais a cidade se compõe, veremos melhor em que diferem as formas de autoridade mencionadas, e se é possível obter delas um conhecimento exato.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Capítulo 2</strong> É, portanto, pela consideração das coisas a partir de sua origem e em seu desenvolvimento que se pode, aqui como em outros domínios, chegar ao ponto de vista mais elucidativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, é necessário que se unam, aos pares, aqueles seres que são incapazes de existir um sem o outro: esse é o caso do homem e da mulher, em vista da reprodução (o que não é neles o efeito de uma escolha deliberada mas, como em todas as outras espécies animais e as plantas, resulta de uma tendência natural (physikón) para deixar atrás de si um outro ser a eles semelhante); esse também é o caso da união de um homem cuja natureza é comandar com outro que por natureza obedece, visando a conservação de ambos. Pois aquele ser que, graças à sua inteligência, tem a capacidade de prever é, por natureza, um chefe (árchon) e um senhor (despózon), ao passo que o ser que é capaz de executar as ordens do outro por meio de seu corpo, é um subordinado e um escravo por natureza; daí vem que o escravo e o senhor têm o mesmo interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">[1252b] A distinção entre a mulher e o escravo foi, portanto, imposta pela natureza, pois esta não procede jamais à maneira mesquinha dos cuteleiros de Delfos mas faz cada objeto para um único uso; e, de fato, cada instrumento só pode cumprir perfeitamente suas funções se servir não para muitos usos mas para um só. Entre os bárbaros, contudo, a mulher e o escravo confundem-se na mesma classe; a razão disso é que não há entre eles quem seja capaz, por natureza, de comandar, e sua associação é a de um escravo com uma escrava. Daí a fala dos poetas:</p>
<p style="text-align: justify;"> “O Heleno tem o direito de comandar o Bárbaro” como se, por natureza, o bárbaro e o escravo fossem a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessas duas associações [entre homem e mulher, senhor e escravo] surge inicialmente a família (oikía); e é com razão que escreveu Hesíodo:</p>
<p style="text-align: justify;">“Primeiro a casa, a mulher e o boi para o arado” pois o boi serve de escravo aos pobres.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a associação estabelecida pela natureza para a satisfação das necessidades cotidianas é a família, cujos membros Carondas denomina homosipýous (que tiram o pão da mesma arca) e Epimênides de Creta, homocápous (que comem na mesma manjedoura) 3. Por outro lado, a primeira associação formada por diversas famílias para suprir necessidades que não se limitam à vida cotidiana é a aldeia (kóme), cuja forma mais natural parece ser a de uma colônia da família, e seus membros são chamados, por alguns, de homogálactas (que sugaram o mesmo leite), e compreendem os filhos e os filhos desses filhos; é justamente por isso que as cidades (póleis) foram originalmente governadas por reis, como ainda o são em nossos dias as nações (éthne), pois elas se formaram pela reunião de pessoas submetidas aos reis. Toda família, de  fato, submete-se ao reinado do patriarca, o mesmo ocorre com as extensões da família, em razão do parentesco de seus membros. É o que diz Homero:</p>
<p style="text-align: justify;">“Cada qual prescreve leis a suas mulheres e filhos” pois as famílias andavam dispersas, e era assim que se vivia antigamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos deuses, a razão pela qual se admite unanimemente que eles são governados por um rei é que os próprios homens são, ainda hoje, ou foram, no passado, governados dessa maneira; os homens não apenas representam os deuses à sua imagem, mas também atribuem-lhes um modo de vida semelhante ao seu. Por fim, a comunidade formada por muitas aldeias é a cidade (pólis) no pleno sentido da palavra; da qual se pode dizer que atinge desde então a completa auto-suficiência (autarkéias). Surgindo para permitir viver (tôu zên), ela existe para permitir viver bem (tôu êu zên).</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, se as primeiras comunidades são um fato da natureza, também o é a cidade, porque ela é o fim daquelas comunidades, e a natureza de uma coisa é o seu fim: aquilo que cada coisa se torna quando atinge seu completo desenvolvimento, nós chamamos de natureza daquela coisa, quer se trate de um homem,  de um cavalo ou de uma família.</p>
<p style="text-align: justify;">[1253a] Além disso, a causa final e o fim (télos) de uma coisa é o que é o melhor para ela; ora, bastar-se a si mesma é, ao mesmo tempo, um fim e um bem por excelência.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas considerações tornam evidente que a cidade é uma realidade natural e que o homem  é, por natureza, um animal político (politikón zôon). E aquele que, por natureza e não por mero acidente, não faz parte de uma cidade é ou um ser degradado ou um ser superior ao homem; ele é como aquele a quem Homero censura por ser sem clã, sem lei e sem lar” 5; um tal homem  é, por natureza, ávido de combates, e é como uma peça isolada no jogo de damas. É evidente, assim, a razão pela qual o homem é um animal político em grau maior que as abelhas ou todos os outros animais que vivem reunidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizemos, de fato, que a natureza nada faz em vão, e o homem é o único entre todos os animais  a possuir o dom da fala. Sem dúvida os sons da voz (phoné) exprimem a dor e o prazer e são encontrados nos animais em geral, pois sua natureza lhes permite experimentar esses sentimentos e comunicá-los uns aos outros. Mas quanto ao discurso (lógos), ele serve para exprimir o útil e o nocivo e, em conseqüência, o justo e o injusto.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato,  essa é a característica que distingue o homem de todos os outros  animais: só ele sabe discernir o bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros sentimentos da mesma ordem; ora, é precisamente a posse comum desses sentimentos que engendra a família e a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade, portanto, é por natureza anterior à família e a cada homem tomado individualmente, pois o todo é necessariamente anterior à parte; assim, se o corpo é destruído, não haverá mais nem pé nem mão, a não ser por simples analogia, como quando se fala de uma mão de pedra, pois uma mão separada do corpo não será melhor que esta.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as coisas se definem sempre pelas suas funções e potencialidades; por conseguinte, quando elas não têm mais suas características próprias, não se deve dizer mais que se trata das mesmas coisas, mas apenas que elas têm o mesmo nome (homónima). É evidente, nessas condições, que a cidade existe naturalmente e que é anterior aos indivíduos, pois cada um destes, isoladamente, não é capaz de bastar-se a si mesmo e está [em relação à cidade] na mesma situação que uma parte em relação ao todo; o homem que é incapaz de viver em comunidade, ou que disso não tem necessidade porque basta-se a si próprio, não faz parte de uma cidade e deve ser, portanto, um bruto ou um deus.</p>
<p style="text-align: justify;">O impulso que leva todos os homens para uma comunidade desse tipo tem sua origem na natureza; mas aquele que em primeiro lugar fundou essa comunidade é ainda assim credor dos maiores benefícios. Pois se o homem, ao atingir sua máxima realização, é o melhor dos animais, também é, quando está afastado da lei e da justiça, o pior de todos eles. A injustiça que tem armas nas mãos é a mais perigosa e o homem está provido, por natureza, de armas que devem servir à prudência e à virtude (phronései kài aretêi) mas que ele pode empregar para fins exatamente opostos. Eis por que o homem, sem a virtude, é a mais ímpia e feroz das criaturas, e a que mais vergonhosamente se orienta para os prazeres do amor e da gula. E a virtude da justiça é um valor político, pois a comunidade política tem como sua regra a [administração da] justiça (ou seja, a discriminação do que é justo).</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP.</p>


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		<title>O Melhor Aprendizado é através da Prática ou da Teoria?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 22:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde jovem eu escuto as pessoas dizerem: na teoria é uma coisa na prática é outra. De fato Há duas maneiras básicas de se aprender: uma é com a prática, a outra é com a teoria. Nesse contexto podemos aprender errando e acertando, isso ocorre com a prática. A outra forma de aprender é também com os erros e acertos, no entanto agora consideramos os erros e acertos de outrem, isso ocorre através da teoria. Em outras palavras aprendermos com nossos erros (prática) e/ou com os erros dos outros (teoria).


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Desde jovem eu escuto as pessoas dizerem: na teoria é uma coisa na prática é outra. De fato Há duas maneiras básicas de se aprender: uma é com a prática, a outra é com a teoria. Nesse contexto podemos aprender errando e acertando, isso ocorre com a prática. A outra forma de aprender é também com os erros e acertos, no entanto agora consideramos os erros e acertos de outrem, isso ocorre através da teoria. Em outras palavras aprendermos com nossos erros (prática) e/ou com os erros dos outros (teoria).<span id="more-1484"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O esperto aprende com seus próprios erros. O sábio aprende com os erros dos outros. O virtuoso aprende com os acertos dos sábios e inova para a sua realidade. Podemos aprender no dia a dia, praticando, observando os outros fazendo, pedindo ajuda aos que já fazem tal tarefa há anos etc. Normalmente as pequenas empresas ensinam seus profissionais através da prática diária e, via de regra, com os próprios colegas de trabalho.  Quando pensamos em treinar nossos funcionários, devemos estar cientes que eles podem aprender fazendo, com acertos e erros. Mas podemos também lembrar que se eles experimentarem um treinamento, poderão somar à sua prática uma teoria que nada mais é do que o conhecimento de outros que expõem seus erros e acertos em uma apresentação apurada em vários livros.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria é a soma de experiências vividas por várias pessoas que desenvolveram e acrescentaram conhecimento a uma tarefa, a uma rotina, a uma função, a uma atividade. Lembremos da famosa frase de Isaac Newton: “se alcancei patamares tão elevados, foi porque me apoiei sobre os ombros de gigantes”. Isaac Newton queria dizer com isso que foi através de suas leituras e seus exaustivos estudos que ele pode chegar aonde chegou. Em outras palavras a soma de teorias lhe proporcionou uma prática que até então nunca fora imaginada na história da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos lembrar também alguns dos grandes executivos da história recente, por exemplo, <strong>Jack Welch</strong>, nomeado presidente da GE, e que foi considerado o executivo do século XX. Ele defendia e praticava um aprendizado constante e alinhava teoria à pratica. Veja alguns dos seus pensamentos:</p>
<p style="text-align: justify;">- Controle seu destino antes que alguém o faça.</p>
<p style="text-align: justify;">- Encare a realidade como ela é, não como ela era ou como você gostaria que ela fosse.</p>
<p style="text-align: justify;">- Seja gentil com todas as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não gerencie, lidere.</p>
<p style="text-align: justify;">- Mude antes de ser obrigado a mudar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Se não tiver uma vantagem competitiva, não entre na competição.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, estes pensamentos podem ser experimentados por nós através de nossas práticas diárias ou através de nossa meditação e reflexão. A teoria é uma prática que já foi experimentada. Então, qual aprendizado você prefere? Acho interessante alinhar teoria à prática e não pensar só em uma. A prática sem a Teoria é egocentrismo, achar que somos todo poderoso e não precisamos aprender com os outros. E a Teoria sem a prática é em vão, aprender e não praticar é o mesmo que ler um bom livro de culinária, aprender excelentes pratos, mas nunca ir á cozinha prepará-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Não obstante ao exposto acima, é bom lembrarmos que há funções que na grande maioria das vezes se aprende mesmo é na prática e no dia a dia. Mas quando se fala em funções de maior nível intelectual, é claro que a teoria é fundamental.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Um Bom Ambiente de Trabalho é Fruto da Sorte?</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 02:17:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente terminamos mais um Treinamento de Equipes, este apresentado para a equipe do Palladium Hotel em Laranjeiras no Rio de Janeiro, ali enfocamos a questão do Ambiente de Trabalho e as Relações Interpessoais. Um dos tópicos deste Treinamento levanta a seguinte questão: o Bom Ambiente de Trabalho é Fruto da Sorte ou somos nós quem o Fazemos?


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/101__160x120_maos-unidas_0.jpg" alt="maos-unidas_0" title="maos-unidas_0" />
</a>
Recentemente terminamos mais um <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/22/a-importancia-do-treinamento-treinar-pra-que/" target="_blank"><strong>Treinamento</strong> </a>de Equipes, este apresentado para a equipe do <strong>Palladium Hotel </strong>em Laranjeiras no Rio de Janeiro, ali enfocamos a questão do <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/04/ambiente-de-trabalho-nas-pequenas-empresas-e-o-marketing-interno-endomarketing/" target="_blank"><strong>Ambiente de Trabalho e as Relações Interpessoais</strong>.</a> Um dos tópicos deste Treinamento levanta a seguinte questão: o Bom Ambiente de Trabalho é Fruto da Sorte ou somos nós quem o Fazemos?<span id="more-1468"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos objetivos ao levantar este ponto é simplesmente o de propiciar uma reflexão simples, no entanto muito esquecida: somos nós que fazemos o Ambiente de Trabalho. É claro e óbvio que, quando falamos do <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/05/distincao-entre-os-ambientes-fisico-e-social-na-pequena-empresa-2-1/" target="_blank">Ambiente Social</a></strong>, nós influímos no seu “Status”, ou seja, nós o construímos. E isso se passa não só pela liderança, chefia, gerência, supervisão, síndicos etc. Somos nós as peças primordiais nesse tabuleiro, sem as Pessoas não há o jogo.</p>
<p style="text-align: justify;">O “ambiente de trabalho” pode ser visto como um “jogo de xadrez” em que nós somos as peças, a parte social e principal. E o tabuleiro é o lado físico. Depende de nós termos ou não um bom Astral, mas para se ter um bom Astral é necessário estar em sintonia com nossas Inteligências. (<strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/05/inteligencias-aplicadas-no-ambiente-de-trabalho/" target="_blank">Veja as três Inteligências básicas</a></strong>) Então o Ambiente de trabalho é fruto da Sorte quando a Sorte é vista como o Astral que construímos.</p>
<p style="text-align: justify;">A Alegria, o bom humor, a simpatia, a empatia, o prazer ao executar as nossas tarefas, a prontidão, o espírito de equipe, e, o espírito empreendedor. Enfim o bom Astral depende de nós. E para se ter um bom ambiente de trabalho é preciso estar em sintonia também e principalmente com os colegas, é ver e viver nossa empresa como se fora nossa casa, e lembrar que ali passamos a maior parte de Nossa Vida. A empresa é Mais do que nossa casa&#8230; Então Crie um Bom e Doce Lar para você.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Religião Versus Ciência</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 01:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sob certo aspecto, não existe conflito algum entre religião e ciência, mas, visto sobre outro ângulo, esse conflito é implacável. Os dois pontos de vista são corretos, pois apenas acentuam os aspectos diferentes dessas relações. Estudemo-los, pois, separadamente.  O primeiro, isto é o da inexistência do conflito, acentua que as crenças religiosas se referem ao mundo extra-sensório. Portanto não podem ser comprovadas pelos métodos científicos, e também não podem ser negadas. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/ciencia_versus_religiao.jpg" title="" class="shutterset_singlepic98" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/98__160x120_ciencia_versus_religiao.jpg" alt="ciencia_versus_religiao" title="ciencia_versus_religiao" />
</a>
Este texto que segue me foi enviado pelo amigo José Maria dias, a quem se devem os créditos da compilação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob certo aspecto, não existe conflito algum entre religião e ciência, mas, visto sobre outro ângulo, esse conflito é implacável. Os dois pontos de vista são corretos, pois apenas acentuam os aspectos diferentes dessas relações. Estudemo-los, pois, separadamente.  O primeiro, isto é o da inexistência do conflito, acentua que as crenças religiosas se referem ao mundo extra-sensório. Portanto não podem ser comprovadas pelos métodos científicos, e também não podem ser negadas.<span id="more-1464"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de apresentar a questão consiste em afirmar que a religião trata de causas originais e a ciência das imediatas. O cientista pode crer em Deus e, todavia, ser um ótimo biólogo; apenas encara os fatos e princípios da Biologia como outras tantas manifestações da obra divina. No laboratório, sua conduta pode ser apropriada à situação científica e, na igreja, adequada à situação religiosa sem qualquer incongruência. Tal atitude é perfeitamente natural; todavia sabemos de muitos grandes cientistas que foram homens pios, ao passo que muitos outros foram ateus, e sabemos, também, que muitos deles, pios e ímpios, tiveram grandes problemas com a religião organizada justamente devido aos seus pontos de vista científicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em parte, a raiz do problema é a seguinte; a linha divisória entre o conhecido e o ignoto é inconstante. O que ainda ontem era, ignorado, hoje é conhecido. Ainda não há muito tempo, a origem do homem sobre a terra era ignorada pelo intelecto humano. A crença religiosa preencheu a lacuna com a “narrativa precisa” dessa origem. Tal narrativa foi aceita por ter sido encarada como uma revelação divina. Entretanto, a investigação científica começou a levar a origem terrestre do homem para o domínio dos fatos. Foi então que surgiu um sério conflito. O cientista não podia aceitar a narrativa religiosa como absolutamente verídica, sobretudo para a ciência. Tal situação criou uma tensão entre ele e o leigo comum e as autoridades religiosas. Enquanto a linha divisória entre o conhecido e o ignoto for assim inconstante, ou, em outras palavras, enquanto a ciência continuar a progredir, existirá sempre o conflito entre religião e ciência. Nenhuma das duas será destruída por esse choque, pois quando a religião perde uma batalha limita-se a bater em retirada para níveis mais elevados.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideologia religiosa torna-se cada vez mais imprecisa, mais e mais filosófica, cada vez menos antropomórfica. Transfere-se do fundamental para o liberal, do dogma para a filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">A outra raiz do conflito reside no fato de que a ciência, da mesma forma que qualquer outra instituição organizada, possui uma fé própria. Desenvolve hábitos de atitudes espirituais e éticas diferentes das que prevalecem nas religiões tradicionais. A procura científica da verdade empírica como o mais elevado objetivo a ser atingido é exatamente o oposto da procura religiosa da verdade não-empírica. O cientista desenvolve um ceticismo inerente sobre as asserções relativas à existência, sem levar em conta a identidade do seu autor. Assim está sempre inclinado a encarar com algum ceticismo as afirmações sobre a natureza do paraíso, a vida após a morte, o mal do pecado, a ocorrência dos milagres e o caráter revelador da Bíblia.</p>
<p style="text-align: justify;">A religião afasta-se desse ceticismo pela reinterpretação das suas  asserções, tornando-as simbólicas e alegóricas, e não literais. Falo, também, salientando a importância dos sentimentos religiosos para com as crenças religiosas. Entretanto nunca se entrega. O mais sério conflito entre religião e ciência surge quando a própria religião é submetida a análise cientifica. Dependente, como é da fé subjetiva, a religião murcha como uma folha diante da chama quando enfrentada pela atitude científica. Assim o homem que vai a igreja sem a ideia da adoração, mas com a intenção de analisar as causas do comportamento que observa, achar-se-á incompatibilizado com a ocasião. Encontrar-se-á na mesma posição daquele que assiste a um jogo de futebol, não com a intenção de apreciar o jogo, mas, sim, com a de observar os estranhos gritos e atitudes da multidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Se todos os integrantes da multidão assumissem a mesma atitude não haveria qualquer entusiasmo, nenhum interesse. A análise sistemática é o oposto do entusiasmo coletivo. Se o público em geral, levasse a cabo uma análise da conduta religiosa lançando mão dos instrumentos sistemáticos da pesquisa, seria a morte da religião. Desnecessário dizer que tal hipótese é improvável. A maior parte dos cientistas tentará analisar todas as coisas antes de interessar-se pela religião, e a maioria dos leigos nem sequer pode compreender a exposição do problema. O que passa por ser estudo religioso é, em geral, a história da doutrina religiosa, e não a explicação cientifica do comportamento religioso propriamente dito.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Sociedade Humana de Kingsley Davis da Editora Fundo de cultura.</p>


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		<title>A Itália e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 14:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no Quattrocento (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no <em>Quattrocento</em> (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.<span id="more-1457"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1401 foi realizado naquela cidade um concurso para a confecção das portas em bronze do batistério de San Giovanni, no qual o vencedor foi Ghiberti. O pagamento dessas obras escultóricas e arquitetônicas e a decoração dos palácios, igrejas e monastérios ficou a cargo de ricas famílias de comerciantes e dignitários, entre as quais se destacou a dos Medici.</p>
<p style="text-align: justify;">O iniciador da pintura renascentista foi Masaccio. A monumentalidade de suas composições e o naturalismo de suas obras fazem dele uma figura essencial da pintura do século XV, como se pode apreciar nos afrescos da capela Brancacci.<br />
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51300"></a>Contemporâneos de Masaccio foram fra Angélico, pintor idealista de cenas religiosas, e Paolo Uccello, preocupado com os escorços (figuras em posturas oblíquas ao plano da obra artística) e as perspectivas. À segunda metade do século XV, auge da tendência pictórica racionalista e investigadora, pertenceram Piero della Francesca, que se sentiu atraído pelo valor da luz como elemento expressivo, e Sandro Botticelli, com quem triunfou um estilo sinuoso e refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento ou <em>Cinquecento</em> floresceu entre 1490 e 1527, ano em que Roma, que substituíra Florença como centro artístico, foi saqueada pelas tropas imperiais de Carlos V. O período contou com três figuras de primeira magnitude: Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael. Cada um desses artistas personificou um aspecto peculiar desse momento: Da Vinci foi o arquétipo do homem renascentista, um gênio solitário que se interessou pelas facetas múltiplas do conhecimento; Michelangelo encarnou o poder criador e concebeu vários projetos inspirando-se no corpo humano como veículo essencial para a expressão de emoções e sentimentos; e Rafael exemplificou o espírito clássico da harmonia, da beleza e da serenidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora Da Vinci, autor da &#8220;Gioconda&#8221; (ou &#8220;Mona Lisa&#8221;) e da &#8220;Última ceia&#8221;, tenha sido reconhecido em sua época como um grande artista, seu constante e profundo interesse no conhecimento da anatomia humana, do mecanismo do vôo das aves e da estrutura interna de animais e plantas não lhe permitiu produzir uma obra pictórica extensa. Os primeiros exemplos escultóricos de Michelangelo, como o &#8220;David&#8221;, revelam uma grande habilidade técnica que lhe permitiu mais tarde curvar suas figuras de forma helicoidal, explorando as possibilidades expressivas da anatomia humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que tenha se iniciado como escultor, sua obra mais conhecida é o gigantesco afresco da abóbada da capela Sistina, na qual combinou a teologia cristã e a filosofia neoplatônica. Rafael, que na juventude sofreu a influência de Da Vinci e Michelangelo, distinguiu-se por sua preferência pela harmonia e clareza clássicas, características que podem ser apreciadas em uma de suas obras mais célebres, &#8220;Escola de Atenas&#8221;. Nesse trabalho, um afresco para o Vaticano, representou juntos, em conversa tranqüila, diversos filósofos, artistas e homens de ciência, tanto da antiguidade como seus contemporâneos, dispostos em um cenário colossal de características greco-latinas.<br />
O criador do <em>Cinquecento</em> arquitetônico foi Donato Bramante, que chegou a Roma em 1499. Sua primeira obra-prima foi o pequeno templo de são Pedro em Montorio, de planta centralizada, semelhante à dos templos circulares clássicos. O papa Júlio II escolheu Bramante para edificar a nova basílica de São Pedro, de gigantescas proporções, que deveria substituir a igreja paleocristã do século IV. O projeto só foi completado muito tempo depois da morte de Bramante e dele participaram artistas como Rafael e Michelangelo, que desenhou a enorme cúpula.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/48459"></a>Em Veneza, onde Antonello da Messina havia introduzido o óleo, técnica própria do norte da Europa durante o século XV, sucedeu-se uma série de pintores brilhantes &#8212; Giorgione, Ticiano, Tintoretto, Veronese &#8212; com os quais chegou ao seu esplendor máximo a escola veneziana, cujas características são o colorido, a luz vaporosa, a sensualidade e os temas pagãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Difusão da arte renascentista</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51302"></a>Fora da Itália difundiram-se com certa rapidez as novidades estéticas italianas graças às viagens de artistas à Itália e à difusão proporcionada pela invenção da imprensa. Embora na arquitetura demorassem um pouco a se impor os critérios renascentistas, devido à permanência do gótico, na escultura e sobretudo na pintura chegaram a se destacar artistas extraordinários. No norte da Europa, onde ficara famoso o esplendor da escola gótica flamenga, minuciosa e de ricos cromatismos graças ao emprego do óleo, destacaram-se o gravador e pintor alemão Albrecht Dürer, que conjugou o estilo clássico renascentista com o gótico germânico com grande habilidade, e o flamengo Pieter Brueghel o Velho, interessado na reprodução de cenas da vida cotidiana não isentas de ironia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51298"></a>Na Espanha, a arte do Renascimento foi muito mais religiosa do que nos demais países da Europa, fruto do espírito da Contra-Reforma, e alcançou seu maior brilhantismo com a arquitetura austera de El Escorial, obra de Juan de Herrera y Gutiérrez de la Vega e com a obra de El Greco, que se caracteriza por figuras alongadas, de marcante espiritualidade, uma técnica livre e uma gama de cores e brilhos de origem veneziana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Literatura</strong><br />
Ao lado das artes plásticas, a literatura italiana viveu uma época proto-renascentista personificada por Dante Alighieri, contemporâneo de Giotto. Sua obra mais representativa, a <em>Divina comédia</em>, pertencia à Idade Média por sua construção e suas idéias, mas sua visão subjetiva e sua poderosa expressividade a aproximavam do Renascimento. Petrarca e Boccaccio também pertenceram ao período literário que precedeu o Renascimento, por seus estudos do latim e seus escritos em língua vernácula.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento foi representado na Europa por indivíduos notáveis como o francês François Rabelais, o português Luís de Camões, o italiano Ludovico Ariosto e o britânico Christopher Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Música</strong><br />
Também a música alcançou um enorme desenvolvimento no Renascimento, época na qual triunfou a música vocal polifônica, conjunto de várias vozes e instrumentos formando um todo harmonioso, e a profana, exemplificada no madrigal. O coro da capela Sistina, do Vaticano, que participava dos serviços religiosos oficiados pelo papa, atraiu músicos e intérpretes vocais de toda a Itália e até mesmo do norte da Europa. Entre seus membros destacaram-se os compositores Josquin des Prés e Giovanni Pierluigi da Palestrina, mestre da polifonia religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Reforma, Contra-Reforma e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 13:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.


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O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.<span id="more-1454"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A atitude de Lutero não foi um fato isolado nem circunstancial e sim a resposta a uma época de crise. A Reforma coincidiu com um profundo descontentamento econômico, o desprestígio da hierarquia eclesiástica, a propagação de correntes místicas, os contínuos conflitos bélicos e uma desorientação espiritual generalizada. Era evidente, sobretudo para o clero germânico, a necessidade de uma reforma que devolvesse à igreja a essência do cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O luteranismo, que rechaçava ainda a autoridade do papa, a maioria dos sacramentos e o culto à Virgem e defendia a livre interpretação da Bíblia e a prioridade da fé sobre os atos como meio de salvação, não tardou a propagar-se por todo o norte e centro da Europa, sobretudo entre a nobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">A reação católica teve como seu primeiro protagonista o imperador Carlos V , obstinado na luta contra os protestantes e na busca da unidade religiosa. Apesar da vitória imperial na batalha de Mühlberg em 1547, o resultado final foi a assinatura da Paz de Augsburgo em 1555, que confirmou a ruptura entre católicos e protestantes. A Igreja Católica buscou, além disso, combater a Reforma mediante a chamada Contra-Reforma, movimento de reação que se apoiou no Concílio de Trento (1545-1563) e na Companhia de Jesus. O concílio reafirmou os dogmas católicos atacados por Lutero, fortaleceu a hierarquia eclesiástica e estimulou o ensino da religião. Por sua vez, a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada em 1534 pelo espanhol Ignácio de Loyola, propôs-se a difundir, sob as ordens do papa, a doutrina católica por todo o mundo; para tanto, os jesuítas realizaram um amplo e abrangente trabalho educativo, por meio da criação de inúmeras escolas e universidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A era dos grandes inventos e descobrimentos geográficos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51299"></a>O anseio pelo conhecimento e o espírito científico do homem renascentista, cujo melhor protótipo foi Leonardo da Vinci, provocaram uma verdadeira revolução. Difundiram-se e aperfeiçoaram-se inventos orientais como a pólvora, que transformou a estratégia militar, e a bússola, que permitiu os grandes descobrimentos geográficos. Talvez o fato mais marcante tenha sido a invenção da imprensa, atribuída ao alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçoou os sistemas medievais de impressão com a criação dos tipos ou caracteres metálicos móveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento da cartografia, os avanços na arte da navegação, o conhecimento da bússola, o desaparecimento das rotas comerciais das caravanas para o Oriente, devido à presença dos turcos otomanos, e o espírito dinâmico e curioso do homem moderno foram fatores que se conjugaram para tornar possíveis os grandes descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, nos quais espanhóis e portugueses tiveram papel preponderante.</p>
<p style="text-align: justify;">As explorações portuguesas, incentivadas pelo Infante D. Henrique o Navegador, foram protagonizadas por Bartolomeu Dias, que chegou até o cabo das Tormentas (posteriormente cabo da Boa Esperança), no sul da África; Vasco da Gama, que alcançou a costa da Índia; e Pedro Álvares Cabral, que no ano de 1500 descobriu o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Os espanhóis, por sua vez, exploraram mais o Atlântico, pois pretendiam chegar às Índias pelo oeste, convencidos da esfericidade da Terra. O pioneiro dessas explorações foi Cristóvão Colombo, que realizou quatro viagens às terras que acreditava serem a Índia e que constituíam um novo continente. O dia 12 de outubro de 1492, quando a primeira expedição de Colombo desembarcou nas novas terras, é considerado a data do descobrimento da América. A partir de então e durante todo o século XVI os espanhóis, seguidos dos franceses, britânicos e portugueses, lançaram-se ao descobrimento de novas terras: Hernán Cortés conquistou o império asteca, Vasco Núñez de Balboa chegou até o mar do Sul (posteriormente oceano Pacífico), Francisco Pizarro dominou o império inca, Álvar Núñez Cabeza de Vaca percorreu o sul do que seriam os Estados Unidos e Juan Sebastián Elcano conseguiu completar a primeira circunavegação da Terra, iniciada por Fernão de Magalhães.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte do Renascimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista alcançou sua expressão máxima nas artes plásticas. Tratava-se de uma arte baseada na observação do mundo visível e em uma série de princípios matemáticos e racionais, como equilíbrio, harmonia e perspectiva. Pouco a pouco foram sendo substituídas as expressivas formas góticas por novas linhas em conformidade com os modelos da antiguidade clássica. Nas mãos de homens como Leonardo da Vinci, a arte não foi apenas uma forma de plasmar a beleza, mas também um aspecto do conhecimento, um meio de explorar a natureza e demonstrar a realização dos descobrimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A origem da arte renascentista encontra-se na Itália e foi precedida por uma fase proto-renascentista, o <em>Trecento</em>, que se estendeu do final do século XIII até o fim do século XIV, estimulada pelo espírito cultural franciscano. O exemplo de são Francisco de Assis incentivou diversos poetas e artistas italianos a valorizarem a natureza. As obras do mais destacado pintor do <em>Trecento</em>, Giotto, revelam um novo estilo pictórico preocupado mais com o espaço, os volumes e a penetração psicológica dos personagens do que com as linhas decorativas e as composições hieráticas de seus predecessores como Cimabue, Duccio di Buoninsegna e Simone Martini.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong><strong> </strong></p>


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		<title>República, uma Forma de Governo, no Brasil desde 15 de Novembro de 1889</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/11/07/republica-uma-forma-de-governo-no-brasil-desde-15-de-novembro-de-1889/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 00:54:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://www.benitopepe.com.br/?p=1423</guid>
		<description><![CDATA[República é uma forma de Governo baseada no conceito de que a soberania reside no povo, que delega o poder de governar em seu nome a um grupo de representantes e eleitos. Se você quer saber da história da Proclamação da Republica no Brasil clique Aqui. Para começar, é importante diferenciar república de democracia. No estado republicano teórico, no qual o governo se converte em porta-voz dos desejos do povo que o elegeu, república e democracia podem ser dois conceitos idênticos (existem também as monarquias democráticas).


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/90__160x120_pessoas-o-povo.jpg" alt="Dossier 10 :Les objectifs communs : ajuster les prestations et les cotisations de maniÂre Ë faire partager de faÂon Å½quilibrÅ½e les consÅ½quences financiÂres du vieillissement entre les gÅ½nÅ½rations.Â©CE / EC" title="Dossier 10 :Les objectifs communs : ajuster les prestations et les cotisations de maniÂre Ë faire partager de faÂon Å½quilibrÅ½e les consÅ½quences financiÂres du vieillissement entre les gÅ½nÅ½rations.Â©CE / EC" />
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República é uma forma de Governo baseada no conceito de que a soberania reside no povo, que delega o poder de governar em seu nome a um grupo de representantes e eleitos. Se você quer saber da história da <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/11/08/15-de-novembro-de-1889-proclamacao-da-republica/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Proclamação da Republica no Brasil clique Aqui</span></a></span></strong>. Para começar, é importante diferenciar república de democracia. No estado republicano teórico, no qual o governo se converte em porta-voz dos desejos do povo que o elegeu, república e democracia podem ser dois conceitos idênticos (existem também as monarquias democráticas).<span id="more-1423"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As repúblicas históricas, por outra parte, nunca se ajustaram a um modelo teórico e, no século XX, o termo “república” é utilizado por ditaduras, Estados de partido único e democracias. Na realidade, passaram a significar qualquer forma de Estado dirigida por um presidente ou outra figura de título semelhante, que não seja um monarca.</p>
<p style="text-align: justify;">Forma de governo de longa tradição histórica, a república adquiriu seu significado moderno com a constituição presidencialista americana de 1787.</p>
<p style="text-align: justify;">República é o regime político em que o chefe de estado é eleito pelo povo de forma direta ou indireta, por meio de uma assembléia representativa, para cumprir um mandato por “tempo determinado”. A república pode ser parlamentarista, sistema em que o poder se concentra no Parlamento, ou presidencialista, em que o chefe de estado detém também a chefia de governo. Por definição, a organização política republicana está voltada para a gestão do interesse comum da sociedade. O nome vem do latim <em>res publica</em>, que significa &#8220;coisa pública&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A forma republicana de governo, que não é necessariamente democrática, variou muito ao longo da história, da república de Roma às cidades-repúblicas da Idade Média e aos Estados-nações do período moderno. A partir dos regimes instalados pela independência americana e a revolução francesa, no século XVIII, a república tornou-se o sistema preferido das nações que se formavam com a conquista da autonomia política, como os países da América Latina e o Brasil, que se tornou republicano em 15 de novembro de 1889.</p>
<p style="text-align: justify;">TEORIAS REPUBLICANAS</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A República</em> de <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/tag/platao/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Platão</span> </a></strong>apresenta um estado ideal. Construiu sua república a partir do que considerava os elementos básicos ou característicos da alma humana: o apetite, a razão e o ânimo. Segundo ele, seria composta por três grupos diferenciados: uma classe comercial (o apetite), uma classe executiva (a razão) e, por último, os guardiães ou reis-filósofos (o ânimo).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A Política</em> de <a href="http://www.benitopepe.com.br/tag/aristoteles/" target="_blank"><strong><span style="color: #0000ff;">Aristóteles</span></strong> </a>apresenta outro conceito republicano, que prevaleceu na maior parte do mundo ocidental. Classificava os governos com base nos seus dirigentes: um, uns poucos ou muitos. Dentro dessas categorias, distinguia entre formas boas e formas ruins de governo — monarquia (boa) contra tirania, aristocracia (boa) contra oligarquia.</p>
<p style="text-align: justify;">James Madison, que com freqüência é chamado de pai da Constituição dos Estados Unidos, definia as repúblicas como sistemas de governo que possibilitavam o controle direto ou indireto do povo sobre seus governantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns especialistas consideram como república embrionária a antiga confederação de tribos hebraicas que existiu na Palestina do século XV a.C. até o estabelecimento da monarquia, em 1020 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">A era do republicanismo moderno começou com a Guerra da Independência dos Estados Unidos de 1776 e a Revolução Francesa de 1789.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XX, surgiram duas grandes ondas de formação de novos Estados, a primeira depois da I Guerra Mundial e a segunda depois da II Guerra Mundial. Quase todos os Estados cuja independência foi alcançada recentemente se organizaram como repúblicas, embora na primeira onda alguns tenham conquistado sua autonomia na forma de monarquia.</p>
<p style="text-align: justify;">A Revolução Russa de 1917 e a subseqüente transformação do império russo na União Soviética são uma prova cabal de que república e democracia não são palavras sinônimas.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Fontes: Enciclopédia Barsa e Enciclopédia Encarta. </em> </p>


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		<title>A Comunicação na Empresa através da Percepção do Outro</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 19:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Administração]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente de Trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[Gestão de Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão Empresarial]]></category>
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		<category><![CDATA[Treinamento de Equipes]]></category>

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		<description><![CDATA[Não existe uma fórmula para perceber e lidar com o ser humano, pois ele é singular e imprevisível. Suas reações são as mais variáveis e compreende-lo no seu conjunto é uma tarefa quase impossível. Nesse momento entra o papel do profissional de atendimento, que antes mesmo de procurar entender os clientes, tanto o externo quanto o interno (nossos colegas de trabalho) necessita saber administrar as suas próprias emoções. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/84__160x120_comunicacao-eficaz.jpg" alt="comunicacao-eficaz" title="comunicacao-eficaz" />
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Não existe uma fórmula para perceber e lidar com o ser humano, pois ele é singular e imprevisível. Suas reações são as mais variáveis e compreende-lo no seu conjunto é uma tarefa quase impossível. Nesse momento entra o papel do profissional de atendimento, que antes mesmo de procurar entender os clientes, tanto o externo quanto o interno (nossos colegas de trabalho) necessita saber administrar as suas próprias emoções.<span id="more-1376"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O que é perceber?</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A percepção é o modo como o indivíduo organiza e interpreta a informação que vem através dos sentidos. Os órgãos dos sentidos como sabemos são 5: Visão, Audição, Olfato, Tato e Paladar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a percepção não é apenas um processo fisiológico. Os sentidos irão receber os estímulos e interpretar de acordo com os nossos valores, Crenças e Historia de Vida.  Por isso, diferentes pessoas têm percepções variadas de uma mesma situação. Ver uma pessoa correndo na rua pode representar alguém que esteja atrasado, alguém correndo para pegar o ônibus ou mesmo correndo de um assalto, vai depender da percepção de quem esta vendo e do conjunto circunstancial envolvido.</p>
<p style="text-align: justify;">Não deixe que seus medos, sua posição social, seus preconceitos, raiva, entre outros, influenciem no seu profissionalismo. É preciso desenvolver a capacidade de enxergar de outro ângulo a questão sem ficar mobilizado pelo próprio julgamento. Veja este exemplo, de como deveríamos ver as pessoas:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>“De todas as pessoas que eu conheço, a mais sensata vem a ser o meu alfaiate, pois todas as vezes que eu o visito ele me tira novas medidas. Ao passo que as demais pessoas tiram minhas medidas uma única vez e já acham o suficiente para um julgamento eterno.”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é Comunicação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Comunicação é um processo que consiste em transmitir a uma ou mais pessoas, ideias ou sentimentos, com o objetivo de atingir a sua compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem várias formas com as quais nos comunicamos uns com os outros. Os diversos gestos com os membros, as expressões faciais, o tom e o timbre da voz, entre outros. É importante que esta comunicação esteja em sintonia e que as expressões faciais e gestos mostrem o que realmente se fala com palavras e com a voz.</p>
<p style="text-align: justify;">A comunicação eficaz é fundamental para o atendimento. Portanto, é preciso a compreensão desse processo para que se possa obter um atendimento de qualidade. É necessário, então, estarmos atentos aos seguintes itens:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Sinais Vocais – Tom de Voz/ Pausa:     </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Evite gírias ou vícios de linguagem (<strong><em>gata, fofa, querida, Nenhê, meu senhor, tá legal, olha só, hum-hum, “peraí ”, etc.);</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A voz precisa ser audível – nem muito baixa, nem muito alta, pois o cliente deve sentir prazer em ouvi-lo e entender o que está sendo dito;</p>
<p style="text-align: justify;">Não utilize sempre o mesmo tom de voz, use entonações para evitar a monotonia;</p>
<p style="text-align: justify;">Use pausas, não tenha pressa e deixe o cliente falar;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Evite palavras como:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Problema &#8211; “<strong><em>Qual é o problema?”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dificuldade &#8211; “<strong><em>O senhor está com alguma dificuldade?</em></strong>”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Substitua por</strong> – <strong><em>“Em que posso ajudá-lo?”</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Evite palavras técnicas:</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">É necessário adequar a sua comunicação à compreensão do cliente. Ser oportuno e preciso.</p>
<p style="text-align: justify;">Saber o momento certo de argumentar e de forma certa. Saber ouvir e observar o cliente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em todo momento é preciso <strong>saber</strong> <strong>ouvir</strong> e não apenas escutar o cliente.  </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Postura Empática</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Postura empática é se colocar no lugar do outro. Em primeiro lugar, ouça o cliente; Após ouvi-lo, reflita: “<strong><em>Se eu fosse esse cliente, o que eu gostaria de ouvir agora?” </em>“<em>Como eu gostaria de ser tratado?” </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Substitua a famosa expressão: <strong>“Sinto muito”</strong> por <strong>“Eu entendo como o Sr. se</strong> <strong>sente, vou solucionar/encaminhar a questão”</strong> ou <strong>“Faremos o possível para buscar uma solução”.  </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Procure se colocar no lugar do outro, veja a situação ou problema como se estivesse ocorrendo com você.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Atingir a Compreensão</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Procure verificar se o cliente entendeu sua mensagem. Mas, ATENÇÃO, evite a pergunta “O Sr. entendeu?” ou “Está me entendendo?”  </p>
<p style="text-align: justify;">No final surpreenda o cliente:</p>
<p style="text-align: justify;">“O Sr. tem mais alguma dúvida?”</p>
<p style="text-align: justify;">“Posso ajudá-lo em mais alguma coisa?”</p>
<p style="text-align: justify;">“ Se o Sr. precisar, entre novamente em contato comigo, estou pronto(a) para atende-lo.” </p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Quando se dirigir ao cliente Utilize:</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ajude-me a entender melhor&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Fale-me mais sobre&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É muito importante saber&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Entendendo seu ponto de vista&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o seu ponto de vista&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Compreendo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Certamente&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Percebo o que o senhor está relatando&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Comunicação Não Verbal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda expressão ou movimento pode significar algo. Ao se comunicar com o cliente, utilize também os recursos da comunicação não verbal para enriquecer o seu atendimento. Entretanto, deve-se estar atento para detalhes como:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Condutas Corporais:</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Movimentos com o corpo, cabeça e extremidades devem projetar interesse, entusiasmo e segurança. É fundamental passar para o cliente que ele é bem-vindo, sem exageros de gestos.  </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Portanto: </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não gesticule em excesso;</p>
<p style="text-align: justify;">Não toque no cliente;</p>
<p style="text-align: justify;">Mantenha uma Postura correta;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Expressões Faciais:</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Gestos feitos com o rosto devem projetar alegria e cortesia.</p>
<p style="text-align: justify;">O sorriso é um abraço ao cliente, desde que ele seja natural, vindo de dentro;</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidado com os pequenos gestos com o rosto (boca, olhos, etc.) e com o sorriso forçado.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo isso com todo carinho, você está tendo e fazendo uma comunicação eficiente e o resultado de sua comunicação será eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">A Propósito espero que eu tenha conseguido efetuar uma boa e sucinta comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe </p>


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		</item>
		<item>
		<title>É possível confiar nos colegas de trabalho?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/09/24/e-possivel-confiar-nos-colegas-de-trabalho/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 22:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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		<category><![CDATA[Relacionamento Empresarial]]></category>
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		<description><![CDATA[Há pessoas que convivem anos e anos com uma pessoa e quando menos se espera tem uma surpresa... Sentem a sua confiança traída. Isso ocorre em todos os campos do convívio social, pode ser na relação matrimonial: marido e mulher; colegas e “amigos” de muitos anos; parentes da mesma família (relação sangüínea) inclusive os não sangüíneos também é claro; em fim esse mal da traição ocorre em todos os campos sociais, e destarte na empresa também! Então? É possível confiar em um colega de trabalho?


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Há pessoas que convivem anos e anos com uma pessoa e quando menos se espera tem uma surpresa&#8230; Sentem a sua confiança traída. Isso ocorre em todos os campos do convívio social, pode ser na relação matrimonial: marido e mulher; colegas e “amigos” de muitos anos; parentes da mesma família (relação sangüínea) inclusive os não sangüíneos também é claro; em fim esse mal da traição ocorre em todos os campos sociais, e destarte na empresa também! Então? É possível confiar em um colega de trabalho?<span id="more-1317"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Particularmente acho que, infelizmente e, via de regra é claro, não é possível confiar plenamente em todos os colegas de trabalho. Vamos ver por que&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar um colega de trabalho que não esteja totalmente comprometido com a empresa, não terá pudor também com relação aos colegas, o seu maior interesse é com sigo mesmo. Ele está pensando no seu cargo e em sua renda. Pensa “erroneamente” que o colega é um rival, um oponente, um concorrente. Assim age também com a própria empresa que lhe dá o sustento.</p>
<p style="text-align: justify;">Como disse, quem pensa assim está equivocado. Pior ainda é aquele empregado que pensa que o patrão é um oponente. Está mais “preocupado” com a vida do patrão/supervisão do que com suas atribuições. Há também aqueles que só vêem o seu lado financeiro, estes estão prontos para “puxar o tapete” a qualquer momento. Jogam o lixo para debaixo do tapete, ou seja, escondem os seus erros, suas falhas, e só apontam os erros dos outros. Mas esquecem que o tapete volta e meia é limpo, e aí se encontra o tal lixo. Pensam que o patrão é bobo e nunca vai olhar debaixo do tapete.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos entendem que somos seres humanos e passiveis de erros. Não somos máquinas reguladas e programadas para fazer tal tarefa. Somos tomados e muitas vezes levados pela emoção e pela intuição em detrimento da razão. Isso não é ruim, é uma característica do ser humano. O problema é quando só olhamos o nosso lado, quando tomamos decisões unilaterais sem comentar nem negociar com os colegas de trabalho, principalmente quando estas tomadas de decisões unilaterais ferem as regras e os acordos pré-estabelecidos no ambiente de trabalho. Quando cometamos tais erros, que considero graves dentro de uma empresa, estamos cavando a nossa própria sepultura aos poucos em pedacinhos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Um colega que percebe tais atitudes por parte de outro colega de trabalho deve redobrar suas atenções com relação a tais colegas. Deve medir seus valores! Onde está o teu tesouro aí está o teu coração:</p>
<p style="text-align: justify;">Se o seu coração está  em Deus é porque seu tesouro é o próprio Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o seu coração está  na riqueza é porque seus tesouros são os bens materiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Um coração dividido entre a luz e as trevas não sobrevive.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso Jesus diz: “não<em> podeis servir a Deus e à Riquez</em>a (Mt 6,24 b).</p>
<p style="text-align: justify;">A sede pelo dinheiro tem levado muitas pessoas a se distanciar do Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que será que você não consegue perseverar no caminho de Deus?</p>
<p style="text-align: justify;">Seu coração já decidiu ser inteiramente do Senhor, ou está  dividido entre Ele e a riqueza? </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Bem, não tenho nada contra a riqueza e o dinheiro, muito pelo contrário sou a favor dos que querem trabalhar honestamente para construir seu patrimônio, sua vida digna etc. o que não concordo de jeito nenhum é puxar o tapete do colega, em outras palavras não podemos agir de maneira unilateral, mexer nas regras do jogo depois que ele começou. Enfim: um colega de trabalho deve ser integro, honesto e quando pensar em algo que não concorde ou pretenda mudar, deve fazer isso através do diálogo, não traindo a confiança de um colega de trabalho, isso jamais!</p>
<p style="text-align: justify;">Caro leitor tome muito cuidado com os colegas de trabalho que não tem pudor.  Quando você percebe que tem um colega que o dinheiro, por exemplo, está acima de uma amizade e da integridade, fuja dele, evite ser amigo dessa pessoa, cedo ou tarde ele estará com a sua sepultura pronta e você pode entrar junto. Lembre-se do velho ditado “quem anda com porcos farelos come.”</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que acredito em pessoas sérias e centradas no seu trabalho com honestidade, inteireza e bom senso, inclusive posso afirmar que estas são a maioria na empresa. O problema é não se contaminar com uma minoria que é perturbadora da paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidado com os lobos vestidos em pele de carneiro parecem carneirinhos inofensivos, mas são lobos vorazes.  Vestem uma máscara, escondem sua verdade!</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe </p>


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		<title>Quem é “cego”?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 01:16:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos dirão: “cego é aquele que não quer ver”. Eu vou mais além. Cego não é apenas aquele que não quer ver, pois aquele que não quer ver, não vê porque não quer e dessa maneira  é um “cego consciente de sua cegueira”. O pior cego é aquele que pensa estar enxergando, mas no fundo não vê o que “pensa” ver, ele está em um mundo de “fábulas” onde  a “realidade” é uma coisa bem diferente... O cego, e agora me refiro mesmo ao “deficiente visual”, enxerga muito mais do que muitos que possuem sua visão plena, pois eles enxergam com o coração, enxergam através de outros sentidos, diferentemente dos que têm todos os sentidos. Estes não conseguem desenvolver essa verdadeira visão...


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Muitos dirão: “cego é aquele que não quer ver”. Eu vou mais além. Cego não é apenas aquele que não quer ver, pois aquele que não quer ver, não vê porque não quer e dessa maneira  é um “cego consciente de sua cegueira”. O pior cego é aquele que pensa estar enxergando, mas no fundo não vê o que “pensa” ver, ele está em um mundo de “fábulas” onde  a “realidade” é uma coisa bem diferente&#8230; O cego, e agora me refiro mesmo ao “deficiente visual”, enxerga muito mais do que muitos que possuem sua visão plena, pois eles enxergam com o coração, enxergam através de outros sentidos, diferentemente dos que têm todos os sentidos. Estes não conseguem desenvolver essa verdadeira visão&#8230;<span id="more-1209"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> É interessante lembrarmos que são conhecidos cinco sentidos e que a visão é apenas um destes sentidos.  Os outros são: a Audição, o Olfato, o Paladar e o Tato. Sabe-se também que alguns desenvolvem uns sentidos mais do que os outros, desta maneira é normal que quem não tenha bem apurado certo sentido terá os outros ou um dos outros muito melhor apurado que a média das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"> As empresas e as demais instituições necessitam de pessoas, e a partir do momento que se sabe que as pessoas são a parte mais importante de uma empresa, elas devem ser valorizadas. Qualquer empresa valoriza a capacidade de uma pessoa em sua tarefa, em sua atribuição. As empresas que valorizam <strong>a fala</strong>, por exemplo, buscam ou treinam quem melhor tenha esta aptidão e certamente será uma pessoa que tenha uma boa audição também, pois quem fala bem, via de regra, ouve bem. Neste caso o deficiente visual deve levar alguma vantagem, pois desenvolve melhor sua audição e, portanto tem mais atenção aos sons do ambiente. Leva vantagem também quando o foco estiver em qualquer dos outros sentidos, pois certamente ele os terá mais bem desenvolvidos, seja a Audição, como falamos, seja o Olfato, o Paladar ou e principalmente o Tato.</p>
<p style="text-align: justify;"> Todos os sentidos no fundo se resumem ao tato, além do <strong>tato</strong> propriamente dito, temos os sons que se propagam no ar e vêm <strong>tocar</strong> nossos tímpanos, temos o paladar que é sentido através do tato químico dos alimentos com as “papilas gustativas”; o olfato vem da mesma maneira química pelo ar tocar nosso sentido olfativo; a visão por fim funciona da mesma maneira as ondas e partículas da luz tocam nossas retinas. Portanto o tato é o nosso único sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"> Quando falamos da Programação Neurolinguística lembramos de imediato os tipos de pessoas que podemos conhecer, estas basicamente se dividem em três grupos: as pessoas <strong>Visuais</strong> (que têm predominância na visão); as <strong>Auditivas</strong> (que tem mais atenção na audição); e as <strong>Cinestésicas</strong> (as que usam mais o tato, emoções e sensações). Há pessoas que se mesclam nestas três categorias, tendo um equilíbrio entre elas, mas o normal é que haja uma predominância em um dos sentidos.</p>
<p style="text-align: justify;"> Por fim gostaria de concluir dizendo que certamente há outros sentidos que ainda não são conhecidos da ciência e para estes não se sabe ainda como é que se “enxerga”; dessa maneira quem pode ou poderá desenvolvê-lo melhor? Podemos chamá-lo de “sexto sentido” ou “primeiro sentido”. Talvez o verdadeiro sentido aí esteja e seja ele o próprio sentido da existência e da Vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>A Doutrina de Platão</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 20:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Doutrina]]></category>
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		<category><![CDATA[Teoria das Ideias]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando o texto: &#8220;Platão uma Visão Geral de sua Obra e Doutrina&#8220; A filosofia de Platão recebeu inúmeras interpretações não só devido a sua complexidade, mas por apresentar diversas etapas, em especial no que se refere à evolução das soluções que deu à teoria das idéias, poetizada e obscurecida pelo uso da linguagem simbólica. No [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/platao-doutrina.jpg" title="" class="shutterset_singlepic17" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/17__160x120_platao-doutrina.jpg" alt="platao-doutrina" title="platao-doutrina" />
</a>
Continuando o texto: &#8220;<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/02/platao-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Platão uma Visão Geral de sua Obra e Doutrina</a>&#8220;</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A filosofia de Platão recebeu inúmeras interpretações não só devido a sua complexidade, mas por apresentar diversas etapas, em especial no que se refere à evolução das soluções que deu à teoria das idéias, poetizada e obscurecida pelo uso da linguagem simbólica. No entanto, suas doutrinas centram-se num propósito principal: <strong>opor-se ao relativismo dos sofistas</strong>, o que implica a suposição de haver conhecimento independente de fatores circunstanciais.<span id="more-701"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Assim, <strong>o objetivo platônico era o conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade,</strong> a ciência do universal e do necessário, para poder estabelecer os princípios éticos que devem nortear a realidade social, em busca da concórdia numa sociedade em crise. Nesse sentido, sua obra pode ser considerada como um conjunto coerente, articulado pelo tema condutor da <strong>teoria das idéias</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom lembrar que Platão nunca declarou esse nome “Teoria das ideias”, mas é como essa “doutrina do conhecimento” passou a ser chamada.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Teoria das ideias: conhecimento e metafísica</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como primeiro passo para sua metafísica, Platão julgou indispensável elaborar uma <strong>teoria</strong> <strong>do</strong> <strong>conhecimento</strong>. O problema com o qual ele se defrontou foi <strong>o problema do ser</strong>. Uma vez que os <strong>sentidos</strong> nos revelam as coisas como <strong>múltiplas e mutáveis</strong>, ao passo que a <strong>inteligência</strong> nos revela sua <strong>unidade e permanência</strong>, procurou uma solução que conciliasse o testemunho dos sentidos e as exigências do conhecimento intelectual. Baseou-se nos <strong>conceitos matemáticos</strong> e nas noções éticas para demonstrar que a <strong>essência real e eterna</strong> das coisas existe. Usou como <strong>argumento</strong> a possibilidade de <strong>pensar</strong> figuras geométricas puras, <strong>que não existem no mundo físico</strong>. Da mesma forma, todo homem tem as noções de bem e justiça, por exemplo, que não têm correspondente no mundo sensível. Concluiu pela existência de <strong>um mundo de essências imutáveis e perfeitas</strong>, as <strong>ideias</strong> arquetípicas (“modelos”, formas imutáveis). Estas constituiriam a realidade inteligível, objeto de conhecimento científico ou epistemológico, cujas leis o mundo sensível, objeto de opinião, reproduziria de forma imperfeita.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem, por ter <strong>corpo</strong> e <strong>alma</strong>, pertenceria simultaneamente a esses <strong>dois mundos</strong>.<br />
Na hierarquia das ideias, situa-se no topo a ideia do bem, da qual participam as demais. Logo abaixo estão as ideias de beleza, verdade e simetria e, em plano inferior, os valores éticos e os conceitos matemáticos. Além disso, cada classe de <strong>ser</strong> existente no mundo sensível possui sua <strong>forma</strong> ideal: homem, cachorro, casa etc. A relação entre os diferentes seres que constituem uma classe e seu arquétipo (“modelo”), por exemplo, entre um homem e a ideia de homem, se explica pelo fato de serem os objetos sensíveis cópias ou imitações da ideia perfeita, (que só existe no mundo das ideias).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A  Alma na visão de Platão</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Platão, a alma é anterior ao corpo, e antes de aprisionar-se nele, pertenceu ao <strong>mundo das ideias</strong>. Sua natureza é tripartida: no nível inferior, está a <strong>alma sensível</strong>, morada dos desejos e das paixões, à qual corresponde a virtude da moderação ou temperança; vem em seguida a <strong>alma irascível</strong>, que impele à ação e ao valor; sobre elas está a <strong>alma racional</strong>, que pertence à ordem inteligível e permite ao homem recordar sua existência anterior (<strong>teoria da reminiscência</strong>) e aceder ao mundo das ideias, mediante o <strong>cultivo da filosofia</strong>. A alma superior é imortal e retornará à esfera das ideias após a morte do corpo. Tais faculdades ou capacidades da alma se relacionam harmoniosamente por meio da virtude mais importante, o sentimento de justiça, e constituem aspectos de uma única e mesma realidade.</p>
<p><strong>Ética e política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A morte de Sócrates e as experiências políticas na Sicília levaram Platão a verificar que não é possível ser justo na cidade injusta e que a realização da filosofia implica não só a educação do homem, mas a reforma da sociedade e do estado. O <strong>sentido da filosofia</strong>, o <strong>amor da sabedoria</strong>, é o de conduzir o homem do <strong>mundo das aparências</strong> ao <strong>mundo da realidade</strong>, ou da contemplação <strong>das sombras</strong> à <strong>visão das ideias</strong> <strong>imutáveis</strong> <strong>e</strong> <strong>eternas</strong>, iluminadas pela ideia suprema do <strong>bem</strong>. As concepções éticas e políticas de Platão são um prolongamento natural de sua teoria da alma. Uma vez que o homem acede às ideias por meio da razão e que as ideias são presididas pelo bem, o homem sábio será também necessariamente bom. Para isso, contudo, é preciso que a sociedade reproduza a ordem da alma.</p>
<p style="text-align: justify;">A justiça consiste na relação harmônica entre as partes, sob o cuidado da razão. Por isso, Platão sugeriu em <strong><em>A república</em></strong>, obra em que expõe suas idéias políticas, filosóficas, estéticas e jurídicas, um estado composto por três estamentos: (1) os regentes filósofos, sob o predomínio da alma racional; (2) os guerreiros guardiãs, defensores do estado e cujos valores residem na alma irascível; (3) e a classe inferior dos produtores, regidos pela alma sensível, controlados mediante a temperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Platão foi um dos filósofos mais influentes de todos os tempos. Seu pensamento domina a filosofia cristã antiga e medieval. Os ideais estéticos e humanistas do Renascimento constituíram também uma recuperação do platonismo. Há elementos platônicos também em pensadores modernos, como Leibniz e Hegel. Platão morreu em Atenas, em 348 ou 347 a.C., mas continua tão vivo como antes com sua doutrina e ensinamento talvez nunca antes vistos de maneira tão imensa e clara.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><strong>Benito Pepe</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de Filosofia</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1994.<em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.<strong> </strong></p>


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		<title>Ética, política e Poética – “Ciências Práticas” em Aristóteles</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/19/etica-politica-e-poetica-%e2%80%93-%e2%80%9cciencias-praticas%e2%80%9d-em-aristoteles/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 22:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Continuando o texto: Aristóteles uma Visão Geral&#8230; Como estamos vendo, Aristóteles versa em todas as áreas do conhecimento, mas diferentemente da ciência teórica que é demonstrativa, e que para se “conhecer o mundo” precisa-se demonstrar as causas; no caso da ética não ocorre isso e sim uma deliberação, e saber deliberar é o “saber” no [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/aristoteles.jpg" title="" class="shutterset_singlepic27" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/27__160x120_aristoteles.jpg" alt="aristoteles" title="aristoteles" />
</a>
Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral&#8230;</a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><span style="color: #333333;">Como estamos vendo, Aristóteles versa em todas as áreas do conhecimento, mas diferentemente da ciência teórica que é <strong>demonstrativa</strong>, e que para se “conhecer o mundo” precisa-se demonstrar as causas; no caso da ética não ocorre isso e sim uma <strong>deliberação</strong>, e saber deliberar é o “<strong>saber</strong>” no campo da <strong>ação</strong>. Assim, para Aristóteles, o homem prudente e virtuoso é aquele que <strong>delibera bem</strong>.</span><span id="more-189"></span><br />
</span><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong>Quanto a ética e a política<br />
</strong><br />
A ética e a política estão no campo da deliberação e deliberar bem é saber decidir, a virtude representa o “<strong>meio termo</strong>”, a justa medida de equilíbrio entre o excesso e a falta de um atributo qualquer. Mas, veremos que Aristóteles distingue a ética da política.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">O que são deliberações?</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">“Deliberações são atividades racionais de descoberta da verdade no campo prático, tendo a estrutura típica de um ato de dar razões e justificar crenças, mas não se reduzem a demonstrações”. Como nos lembra Zingano (2005, p.104)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles escreveu muito sobre política, no diálogo perdido <em>Da</em> <em>justiça</em> já se anunciavam alguns dos temas expostos nos oito fragmentos reunidos por Andronico sob o título de <em>Política</em>. Ele escreveu ao longo de toda a sua vida, mas também nesse tema, como em outros diversos, é pouco o que resta sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles foi o primeiro filósofo a distinguir a <strong>ética</strong> da <strong>política</strong>, centrada a <strong>ética</strong> na <strong>ação</strong> <strong>voluntária</strong> e <strong>moral</strong> do indivíduo enquanto tal, e a <strong>política</strong>, nas <strong>vinculações deste com a comunidade</strong>. Dotado de <em>lógos</em>, (“palavra”, “discurso”) isto é, de comunicação, o homem é um animal político, inclinado a fazer parte de uma <em>pólis</em>, a &#8220;cidade&#8221; enquanto sociedade política. A cidade precede assim a família, e até o indivíduo, porque responde a um impulso natural. Dos círculos em que o homem se move, estão a família, a “tribo”, o trabalho e a <em>pólis</em>, mas só este último constitui uma sociedade perfeita. Daí serem políticas, de certo modo, todas as relações humanas. A <em>pólis</em> é o fim (<em>télos</em>) e a causa final da associação humana. Uma forma especial de amizade, a concórdia, constitui seu alicerce.</p>
<p style="text-align: justify;">Os regimes políticos caracterizam-se pela solução que oferecem às relações entre a parte e o todo na comunidade. Há três formas de regimes: <strong>monarquia</strong>, <strong>aristocracia</strong> e <strong>politéia</strong> (um compromisso entre a democracia e a oligarquia, mas que tende à primeira). À monarquia interessa basicamente a unidade da <em>pólis</em>; à aristocracia, seu aprimoramento; à democracia, a liberdade. O regime perfeito integrará as vantagens dessas três formas, rejeitando as <strong>deformações</strong> de cada uma: <strong>tirania</strong>, <strong>oligarquia</strong> e <strong>demagogia</strong>. A relação unidade-pluralidade aparece, ainda, sob outro aspecto: o da lei e da concórdia como processos complementares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles diz que o homem não é apenas um “animal racional” mas também um “animal político”. Porém essa atribuição se dá aos homens que têm seus direitos políticos e os usam em parte maior ou menor para a administração da cidade ou seja os homens-cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Ética a Nicômaco Aristóteles diz:</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><em>(&#8230;) aquilo que é próprio de cada criatura lhe é naturalmente melhor e mais agradável; para o homem, a vida conforme o intelecto (a razão) é melhor e mais agradável, já que o intelecto, mais que qualquer outra parte do homem, é o homem. Esta vida, portanto, é também a mais feliz. (1985, p.203)<br />
</em><br />
Assim, para Aristóteles a verdadeira felicidade do homem só se alcança quando este vive plenamente sua racionalidade e vivê-la significa, viver a nossa “alma racional” e os valores da alma são os valores supremos para Aristóteles.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Poética em Aristóteles </strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong><br />
</strong>Diferentemente de Platão, que dizia ser a arte apenas uma cópia da cópia por ela copiar algo que já era uma cópia do Mundo das Ideias Aristóteles não condena a Arte apesar de também reconhecê-la como mimese (imitação da “realidade”), Aristóteles até atribui valor à Arte enquanto “purificador” (conceito de “catarse”), ela liberta das paixões. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost">Portanto entre as ciências do fazer, ou ciências práticas, apenas a obra de arte mereceu estudo sistemático de Aristóteles. Assim, ele distingue as artes úteis das artes de imitação, sendo que estas últimas, ao contrário do que o nome parece indicar, exprimem o dinamismo criador do homem completando a obra da natureza: ele tem de captar através da ideia o que na natureza se encontra, por assim dizer, apenas esboçado ou latente. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
Na <em>Poética</em>, Aristóteles confere grande relevo a sua teoria da tragédia, que exerceu notável influência sobre o teatro desde a época do Renascimento. Segundo sua própria concepção de poesia, salientou a importância da imitação ou <em>Mimese</em>, não como mero decalque da realidade, mas como uma recriação da vida: a tragédia imita &#8220;não os homens, mas uma ação e a vida&#8221;. Também a ação, para Aristóteles, é fundamental: os caracteres devem surgir como sua decorrência, recomendando o filósofo o recurso à ação histórica, tomada de empréstimo para a obra de arte. Preocupado ainda com o efeito da tragédia sobre o espectador, enuncia seu conceito de “Catarse” (<em>cathársis</em>, purificação das paixões), objetivo que, para Aristóteles, é indispensável. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#996633;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div><span class="fullpost"> </span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#996633;">Próximo tópico relacionado: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">Física e ciências naturais (Astronomia)  em Aristóteles. Introdução.</a></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;"> </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong>Referências bibliográficas deste tópico</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong><br />
</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;">Aristóteles. <em>Ética a Nicómaco</em>. Brasília. UnB, 1985. </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</span></div>


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		<title>Ética, Ciência e a Crise da Modernidade</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 02:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313617062137573330" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 120px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Sb3CkLUqL9I/AAAAAAAAASg/Eu3oE5lnIMI/s200/ciencia.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Apresento mais uma serie de postagens, agora com este novo tema. Começamos com uma introdução e entramos nos tópicos: A Ética; e, A Ciência.<span id="more-168"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
<strong>1.1. Introdução<br />
</strong><br />
Este texto tem como objetivo comentar a ética e a influência na ciência ou melhor a necessidade de se pensar esta ciência em termos éticos. Para isso utilizamo-nos como “pano de fundo” do período da modernidade e do que ocorre posteriormente: a chamada crise da modernidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
</span></div>
<div><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost">Achamos pertinente comentar um pouquinho sobre ética, ciência e modernidade e refletir sobre esse racionalismo científico com ar de superioridade, a fim de ilustrar e facilitar ao leitor a compreensão sobre o tema e a importância de se buscar na ética o andamento da ciência. </span></div>
<p style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">Notamos nos dias de hoje várias instituições que se preocupam com um código de ética. Isso demonstra claramente a necessidade que a sociedade tem de “controlar” as medidas e atitudes das diversas profissões. Esse fato demonstra também uma ansiedade das pessoas umas com relação às outras. Será que podemos permitir que a ciência por exemplo, faça o que ela quiser? A ciência pode pesquisar o que ela quiser? Eles respondem: nós estamos pesquisando tal arma química, mas nós nunca vamos usá-la! Eu questiono: para que então desenvolver uma tal arma química se nunca vai ser usada? Eles retrucam: é apenas para evitarmos um ataque&#8230;(?)</div>
<div style="text-align: justify;">Há um problema maior aí&#8230; muitos “desenvolvimentos” científicos não teriam nem mesmo o porquê de serem inicialmente questionados. Mas, infelizmente posteriormente foram usados na guerra e, pior ainda, desenvolveram-se outros “inventos” de avanços tecnológicos inimagináveis já propriamente para o uso militar, como é o caso dos aviões. E agora os super aviões de caça dos nossos dias; Além de uma infinidade de armas e mais armas, até biológicas&#8230; É então aí que devemos pensar a ética. Podemos “deixar” que a ciência faça o que ela quiser? Ou devemos questionar e refletir: o que estamos fazendo com o planeta? O que fazemos com a humanidade; e com as diversas vidas aqui existentes, que não conseguem mexer nem com um centésimo do que esta espécie chamada humanidade fez e faz com o planeta e com a própria vida?</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>1.2. A ética </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div style="text-align: justify;"><strong> </strong>É difícil falar sobre ética, pois é um tema um tanto quanto complexo. Poderíamos entendê-la de várias formas. Uma delas poderia ser como a busca ou caminho para ou pela “verdade” que de maneira mais complexa ainda, seria, talvez, e em algumas condições, subjetiva. Se relembrarmos da origem da filosofia na Grécia e depois, por exemplo, os sofistas, que através da retórica e do convencimento pelas palavras, da oratória, julgavam que “a verdade é resultado da persuasão e do consenso entre os homens”. Mas isso é combatido por Sócrates, Platão e Aristóteles, mais especificamente por Sócrates que os “combate” buscando o que julgava ser a essência da <em>verdade</em> através da <em>razão</em> e não do “simples” convencimento e consenso. Ele fazia isto através de perguntas básicas, feitas a diversos profissionais especialistas, tais como: ao sapateiro – o que é um sapato? Ao “juiz” &#8211; o que é a justiça? Ou o que é a verdade? E assim, a partir de um questionamento, buscava desvelar, através da razão e da lógica e não mais por um simples convencimento retórico, o que seria esta verdade.</div>
<div style="text-align: justify;">Poderíamos dizer então que, de certa forma, Sócrates inaugura a ética dentro do discurso. Sócrates, como comenta Marcondes em <em>Iniciação à história da filosofia</em> (2005, p.40), seria “um divisor de águas. É nesse momento que a problemática ético-política passa ao primeiro plano da discussão filosófica como questão urgente da sociedade grega superando a questão da natureza como temática central;” pois a temática racionalista filosófica, inicialmente, era a natureza, iniciada por Tales de Mileto que buscava na própria natureza a explicação para ela própria, se afastando assim do mito em que tudo era explicado pelos deuses&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">Temos aqui um pequeno histórico para entender a ética de forma mais concreta, permanente e universal. Como define Blackburn (1997) no dicionário OXFORD de filosofia. A ética tem como objeto o:</div>
<div style="text-align: justify;"><em>Estudo dos conceitos envolvidos no raciocínio prático : o bem, a ação correta, o dever, a obrigação, a virtude, a liberdade, a racionalidade, a escolha. É também o estudo de segunda ordem das características objetivas, subjetivas, relativas ou céticas que as afirmações feitas nesses termos possam apresentar. (p.129)</em></p>
<p>Também, Japiassú e Marcondes no dicionário básico de filosofia (2006), mencionam de maneira similar, mas com algumas particularidades, que a ética do grego ethike, diz respeito aos costumes e tem por objetivo “elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral etc)” (p.97).</p></div>
<div style="text-align: justify;">Assim teríamos a questão da subjetividade na ética, e a formação da própria sociedade interagindo entre ela e os indivíduos. A ética ajudando-nos a refletir sobre os costumes, sobre as práticas da ciência, da religião, da família, da empresa, em fim: em todas as instituições da sociedade. A ética nos ajuda a pensar a subjetividade. Que sujeito é esse em tal momento da história? Que sujeito é este hoje? Que “conhecimento” é este que buscamos pela ciência?</p>
<p><strong>1.3. A ciência </strong></div>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div style="text-align: justify;"><strong> </strong>A ética seria desta maneira então, <em>intermediária</em>, buscaria a justiça, a harmonia e os caminhos para alcançá-las. Quando buscamos, a justiça, a <em>verdade</em>, o entendimento e o <em>conhecimento</em>, o buscamos para satisfazer uma necessidade do sujeito. E, destes termos, gostaria de me ater ao conhecimento e mais precisamente ao conhecimento pela ciência, uma vez que podemos obter conhecimento por vários caminhos não só os científicos, aliás é até paradoxal dizer o que é ciência. “Karl Popper um dos filósofos que mais influenciaram a ciência em nosso século, chamou-o de “problema da demarcação”; O que é que distingue a ciência da não-ciência? Como podemos demarcar a fronteira entre elas?” Como citado por Appiah, (2006, p.123).</div>
<div style="text-align: justify;">É importante também mencionar que a ciência deve ser entendida de maneira diversa, conforme o tempo em que a estudamos. O que chamamos de “conhecimento científico”, também, pode variar nos diversos períodos da história. Os casos são múltiplos. Na área médica, por exemplo, quando ouvimos uma voz científica dizendo: evite comer ou fazer tal coisa, que faz mal à saúde, e depois alguns anos mais tarde se contradizem dizendo que não é bem assim&#8230; pode comer sim!, Pode fazer sim! Porém isto não ocorre só na medicina, isto se passa nos diversos seguimentos da ciência. Será então que só a ciência teria a verdade? E esta verdade seria boa? Mas o que é a verdade?</div>
<div style="text-align: justify;">Ouve épocas que uma certa disciplina era considerada como ciência (da forma que a concebemos) e que agora não o é mais. É o caso da astrologia que se difere totalmente da Astronomia, no entanto elas no passado se mesclavam. Também não cabe aqui questionar a validade de uma em detrimento da outra. Muitas vezes algum “astrólogo especifico acerta predições com bastante freqüência” e “é provável que as pessoas que lêem o horóscopo não se importem muito se eles são ou não científicos”, como diz Appiah , 2006 (p.122).</div>
<div style="text-align: justify;">Outra questão, não menos importante, era saber que entre os parâmetros para definir o que é ciência, está ou estava a <em>causalidade</em> ou <em>determinismo</em>, quando diz que todos os eventos têm causas. Porém neste século passado recentemente findado, os cientistas argumentaram que o determinismo não é uma verdade. A teoria quântica, diz que há alguns eventos que não têm causas. A teoria fala em probabilidades. Se, para sabermos o que é científico precisávamos de uma causalidade e agora viemos a dizer que não, mas outrossim, que é uma questão de probabilidades, significa que algumas coisas não podem ser entendidas com as premissas cientificamente elaboradas no transcorrer do tempo e no passado, e quem sabe se no futuro não se dirá o mesmo do presente&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">Partindo destes pré-supostos, poderemos entender melhor agora o que veio a ser a <em>modernidade</em>, a <em>revolução científica</em> ocorrida neste período e posteriormente, a <em>crise da modernidade.<br />
</em><br />
Abraços do Benito Pepe<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
No próximo tópico: <span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/16/a-modernidade-e-a-crise-da-modernidade/" target="_blank">A Modernidade e a Crise da Modernidade</a><br />
</span></div>


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