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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Estruturalismo</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>O estruturalismo científico-astronômico (1.5)</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 12:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este tópico (O estruturalismo científico-astronômico) eu já havia postado isoladamente, agora eu o posto novamente em seqüência de todo este texto acadêmico.
Na estrutura da linguagem científica temos: em física, a estrutura nuclear do átomo; em astrofísica, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos agora, mas este conhecimento [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZa9O1SctCI/AAAAAAAAANw/zspybAqLoy8/s1600-h/estrutura+do+universo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302633673795613730" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 148px; height: 148px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZa9O1SctCI/AAAAAAAAANw/zspybAqLoy8/s200/estrutura+do+universo.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Este tópico (<em>O estruturalismo científico-astronômico</em>) eu já havia postado isoladamente, agora eu o posto novamente em seqüência de</span> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/12/estruturalismo-pensamento-e-o-conhecimento-especialmente-na-astronomia/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">todo este texto acadêmico.</span></a></p>
<p><span style="color:#666666;">Na estrutura da linguagem científica temos: em <em>física</em>, a estrutura nuclear do átomo; em <em>astrofísica</em>, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos agora, mas este conhecimento do universo muda com o tempo, muda com o sujeito. Esta é uma estrutura um pouco diferente da linha de raciocínio que apresentávamos até agora.<span id="more-137"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;">Enquanto o estruturalismo nas ciências sociais tornam o sujeito “corpos” dentro de um sistema e o eliminam. O Estruturalismo dentro das ciências naturais e especificamente na Astronomia se inter-relaciona com ele fundamentalmente. O estruturalismo que é utilizado na estrutura do Cosmos ainda não acabou com o universo, não o matou; mas na filosofia o estruturalismo através das ciências humanas aniquilou, matou o homem. </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Dois grandes livros de Alexandre Koyré (1892-1964) citados por Delacampagne (1997), <em>Estudos galileanos</em> (1939) e <em>Do mundo fechado ao universo infinito</em> (1975) mostram que:</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>(&#8230;) a matematização da física inaugurada por Galileu não é nem uma reforma de detalhe, nem uma inovação puramente técnica. Corresponde, ao contrário, a uma revolução intelectual, isto é, a uma transformação da nossa imagem do mundo – desaparecimento da crença medieval em um cosmo fechado e hierarquizado, substituído pela idéia de um universo infinito e homogêneo nas três direções – , em suma, a uma mudança global dos nossos hábitos de pensamento, tanto científicos quanto filosóficos e religiosos. (p.240).<br />
</em><br />
A grande estrutura do universo muda conforme muda o nosso “conhecimento”, ampliando-se nossas linguagens sejam elas matemáticas, físicas ou outras que fazem com que tenhamos uma nova visão desta estrutura maior . Assim o cosmos muda o nosso pensamento o nosso pensamento muda o <em>cosmos</em>. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Para dar outro exemplo. Na época dos gregos e principalmente na idade média imaginava-se um universo fechado em que a Terra seria o centro e que até a lua existiria uma matéria-física sub-lunar a mesma que regia no planeta, e acima da lua uma outra matéria-física que seria imóvel e imutável e ali estariam os corpos fixos. Um universo finito e limitado pela abóbada celeste. Depois na modernidade pensou-se em um centro não mais para a Terra e sim para o Sol. Hoje a visão do cosmos está muito mais ampliada, além de sabermos que a nossa estrela o Sol não está no centro desta estrutura cósmica, e nem mesmo sabemos se há algum centro nesta estrutura universal, imaginamos uma infinitude ainda mais sem bases estruturais microscópicas, ou seja perdemos qualquer fundamentação no sentido mesmo de fundação de estrutura básica para construir este universo. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">As estruturas microscópicas dos átomos que foram confirmadas, recentemente depois de cogitadas pelos pré-socráticos há mais de 2500 anos atrás, foram neste século passado encontrando uma nova barreira que poderíamos chamar de “estruturas ocultas da matéria”, pois a física quântica quebra de certa forma todo um determinismo da matéria. Tínhamos que o átomo seria a menor partícula da matéria, mas “sabe-se” hoje que as sub-partículas ou partículas elementares ou quantum, além de possivelmente não serem a ultima fronteira estrutural, não têm uma localização determinada e certa. O mundo quântico é indeterminado, é oculto. Mas mesmo assim se inter-relaciona conosco, conforme afirma Andreeta (2004). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">De todos os paradigmas podemos citar mais um: antes dizíamos que a reta era a distância mais curta entre dois pontos. Mas hoje com o conhecimento das quatro dimensões, três de espaço e uma de tempo, sabemos que muitas vezes o caminho mais curto no espaço é “uma curva”, ainda que não do objeto lançado, mas de todo o espaço-tempo. Conforme menciona Blackburn (1997) Espaço-tempo é:</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>A estrutura que resulta de se conceber o espaço e o tempo conjuntamente, como uma entidade tetradimensional. Os pontos no espaço-tempo são chamados de acontecimentos. Na teoria da relatividade, cada acontecimento no espaço-tempo está associado a um cone de luz do passado (o conjunto dos acontecimentos passados que podem tê-lo influenciado) e a um cone de luz do futuro (o conjunto dos acontecimentos futuros que pode vir a influenciar), estando a possibilidade da influência em questão limitada pela velocidade da luz. (p.122).<br />
</em><br />
Agora para ilustrar um pouco as dimensões da estrutura “conhecida” do universo ou seja o “mapa do universo” vamos partir da Terra que está a 8 minutos luz (4) de distância do Sol. A estrela mais próxima de nós é a <em>alfa de Centauro</em>, (visualmente “próxima” ao cruzeiro do sul) que está a 4 anos luz distante. Estamos a aproximadamente 27.000 anos luz do centro de nossa Galáxia a <em>Via-Lactea</em> (uma Galáxia que tem aproximadamente 100.000 anos luz de extensão e 200 bilhões de estrelas). Há algumas “pequenas” galáxias satélites em torno de nossa galáxia mas a outra Galáxia significativa mais próxima da gente é Andrômeda que está há 2,2 milhões de anos luz de distância. Em nosso grupo de galáxias temos umas 30 galáxias, que estão ligadas em uma área de distâncias aproximadamente de 3 ou 4 milhões de anos luz. Depois seguimos com um aglomerado que agrupa outros grupos que se distanciam entre 10 e 20 milhões de anos luz. Após teríamos nuvens de aglomerados com 30 e 50 milhões de anos luz; filamentos e Superaglomerados com 10.000 galáxias; e finalmente, estruturas ou grandes muralhas com um bilhão de anos luz e tudo isto correspondendo a apenas 5% do universo observável. (este é um dos possíveis relatos da estrutura cósmica para as três dimensões espaciais conhecidas) </span></p>
<div><span style="color:#666666;">São impressionantes estes números que mencionei propositadamente para lembrarmos como o pensamento modifica-se com o tempo e como se mudam as visões dos estudiosos da natureza e do cosmos nestes últimos milênios e principalmente no último século. </span></div>
<div><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Mesmo quando “vemos” algo com o telescópio estamos ainda assim vendo algo que está a milhares, milhões ou bilhões de anos luz de distância ou seja não está lá agora como o vemos&#8230;. mas o maior paradoxo são as tentativas de descrever o cosmos em toda a sua complexidade através de teorias que se apóiam em outras teorias não menos complexas e ainda mesmo não totalmente aceitas pela própria comunidade científica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">O tamanho do Universo é o tamanho de nossa linguagem; de nosso pensamento; é o tamanho de nosso “conhecimento”. Mas podemos “viajar” com nosso pensamento, ainda que sem sair do lugar. Como nos descreve Appiah (2006), através de sons e símbolos gráficos podemos nos conectar com outros lugares e períodos passados por distâncias inimagináveis, viajamos no <em>tempo</em> e no <em>espaço</em>. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>Suponhamos que eu pergunte: Há criaturas com consciência do outro lado da galáxia? Com isso, estou em certo sentido conectado, através destas palavras, com um lugar a centenas de anos luz ao qual eu literalmente não poderia chegar mesmo que viajasse durante muitas vidas em uma nave espacial. (p.84)<br />
</em><br />
É sem dúvida um grande thauma, um verdadeiro espanto, este imenso universo; é impressionante que este homem que ainda é um “bebê” no planeta, possa imaginá-lo e “viajar” por sua imensidão embora sem sair do lugar. Acreditamos que o pensamento seja mais veloz do que a luz, a imaginação idem, assim vencemos obstáculos e descobrimos outros a vencer novamente, e o nosso universo cresce conosco e agente cresce com nosso universo. Se há uma imagem e semelhança nossa em algum lugar do universo é o próprio cosmos e toda a sua química, todos os seus elementos espalhados por essa imensidão que de alguma forma nos mantém interligados, interconectados com a própria criação. Somos poeira das estrelas portanto somos estrelas. Somos o cosmos. Se acabarmos com o universo, acabaremos conosco.</p>
<p>Abraços do</p>
<p></span> <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Benito Pepe</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
<span style="color:#666666;">NOTA:</p>
<p>(4) A velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km/s e com esta velocidade, para se ter uma idéia poderíamos (teoricamente) dar 7 voltas ao redor da terra em um segundo. Mesmo nesta velocidade impressionante levar-se-ia 8 minutos até o sol ou seja é o tempo que a luz do sol leva para chegar até nosso planeta.</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA (De Todo o Texto)</strong></p>
<p><strong> </strong>ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p>ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BROCKELMAN, Paul. Cosmologia e criação: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.<br />
</span></div>


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		</item>
		<item>
		<title>O estruturalismo na Filosofia (1.4)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/02/13/o-estruturalismo-na-filosofia-1-4/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 22:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Continuando&#8230;

No que tange ao Estruturalismo em Filosofia, não podemos destacar um nome específico, mas alguns nomes são importantes embora eles próprios não se julguem estruturalistas. Poderiamos citar entre eles: Michel Focaut (1926-1984), Jacques Derrida (1930-2004) e Gilles Deleuze (1925-1995).

No estruturalismo tira-se a idéia de sujeito isolado e o põe em uma condiçao de Estrutura, (em [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302429810560334162" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 118px; height: 155px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZYD0bjj-VI/AAAAAAAAANo/YQmQCG2cCxc/s200/homem_predio.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/12/estruturalismo-pensamento-e-o-conhecimento-especialmente-na-astronomia/" target="_blank">Continuando&#8230;</a><br />
</span><br />
<span style="color:#996633;">No que tange ao Estruturalismo em Filosofia, não podemos destacar um nome específico, mas alguns nomes são importantes embora eles próprios não se julguem estruturalistas. Poderiamos citar entre eles: Michel Focaut (1926-1984), Jacques Derrida (1930-2004) e Gilles Deleuze (1925-1995).<span id="more-136"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#996633;">No estruturalismo tira-se a idéia de sujeito isolado e o põe em uma condiçao de Estrutura, (em efeito dessa rede) e as possibilidades desse sujeito são margeadas neste sistema – são as redes, estruturas que fazem um sujeito pensar desta ou de outra forma &#8211; . É o que fala Focault com relaçao ao poder por exemplo, não há um lugar prévio para o poder o poder circula como a língua circula. Como nos diz Reale (2006) </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><em>Os estruturalistas pretenderam inverter a direção em que andava o saber sobre o homem, decidindo destronar o sujeito (o eu a consciência ou o espírito) e suas celebradas capacidades de liberdade, autodeterminação, autotranscendência e criatividade em favor de “estruturas” profundas e inconscientes, onipresentes e onideterminantes, isto é, de estruturas onívoras em relação ao “eu”. E isso a fim de tornar científicas as “ciências humanas” (p.82).<br />
</em><br />
Os sujeitos estão se construindo a todo tempo neste sistema, nesta estrutura. E poderiámos questionar: que tipo de “sujeito” nasce na Internet de nossos dias, com vários nicknames? E que “indivíduos” são estes que circulam pelas ruas, centros comercias e onde quer que vá está sendo filmado com camêras por todo lugar? E que “pessoa” é esta que usa um dinheiro digital (cartão de crédito ou débito) e é localizado instantaneamente esteja onde estiver em qualquer lugar do mundo? E os celulares com GPS, e etc? Enfim Buscamos a nossa liberdade e conseguimos a nossa prisão. Estamos certamente dentro de uma “estrutura”, uma “cadeia” virtual. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Derrida diz que tudo o que nós encontramos na língua são diferenças – os sons precisam ser diferentes, a língua é um sistema de diferenças, necessita que haja diferenças entre os conceitos.</span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
Só existe língua porque há diferença entre os sons, entre os fonemas.</span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">A questão do tempo em Derrida: pensar a diferença é pensar o tempo – o espaço entre as letras e o tempo; a diferença entre as culturas e o tempo etc.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">A linguagem é um jogo (xadrez por exemplo) basta o movimento de uma peça para mudar o cenário do jogo. Compara-se a posição do sujeito na posição social como uma peça do jogo de xadrez. </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">O que procuramos destacar quanto ao estruturalismo na filosofia é o fato destes filósofos dizerem de várias maneiras que o “sujeito” está “moldado” em um quadro ou ligado a uma estrutura. Deleuze também não foje à regra; por exemplo quando cria o conceito de “Desterritorialização(3)”. Estes filósofos também têm em comum uma especie de enganjamento político, em outras palavras uma prática filosófica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Finalizando este tópico gostarimos de destacar o que Focault fala em <em>As palavras e as coisas</em> sobre as estruturas epistêmicas da história do saber ocidental e que é relembrado por Reale (2006)</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><em>Em fins do século XVIII, o saber assume novo aspecto: ele não se detém nem se reduz à representação do visível, mas busca nova dimensão do real, ou seja, a da estrutura oculta. O pensamento e o saber se retraem do âmbito da representação visível para sondar o das estruturas ocultas. Assim, por exemplo, é a estrutura da linguagem ou o sistema gramatical que dá sentido as palavras; é a função biológica que se torna o princípio da classificação dos seres vivos na anatomia comparada (&#8230;) (p.88).</em></span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #800080;">As estruturas modificam-se vagarosamente com o tempo e os sujeitos se “acomodam” às novas estruturas.</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Com René Descartes (1596-1650) por exemplo, a razão surge com força quando se nota que a ilusão dos sentidos nos fazia pensar que a terra era imóvel, como isso se mostrou falso, assim vê-se a necessidade de se basear na razão e não nos sentidos. A razão seria um local de segurança, assim o apoio não era mais nos sentidos, não era mais empírico, mas agora a própria razão. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
E poderíamos completar que agora não são mais apenas as observações astronômicas que têm um valor máximo, mas também se desenvolve ainda mais e de maneira nunca antes imaginada as “estruturas ocultas do universo”. Como Veremos a seguir.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">Mas também não podemos desconsiderar a chamada “Crise da Razão”, que ocorre principalmente depois destas grandes guerras mundiais, e que questionam até a própria possibilidade de um conhecimento científico, como nos lembra Delacampagne (1997).</p>
<p>Abraços do Benito Pepe</p>
<p></span> <a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"> </span></div>
<p><span class="fullpost"><span style="color:#3366ff;"> </span></span></p>
<div><span style="color: #00ccff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-estruturalismo-cientifico-astronomico-1-5/" target="_blank">No próximo tópico:</a></span><span style="color:#996633;"><span style="color: #00ccff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-estruturalismo-cientifico-astronomico-1-5/" target="_blank"> O estruturalismo científico</a><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-estruturalismo-cientifico-astronomico-1-5/" target="_blank">-astronômico</a> <a href="http://www.benitopepe.com/2009/02/o-estruturalismo-cientifico-astronomico.html"><br />
</a></span><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
<strong>Referências bibliográficas</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong><br />
</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</span></div>
<p><span style="color:#996633;"><strong>Nota: </strong></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><strong><br />
</strong>(3) A Desterritorialização é uma saída do “território”. Este é um conceito de Deleuze e Guattari. Mas este processo requer “naturalmente” uma Reterritorização, ou seja a “criação” de um outro novo Território. (mas este conceito é mais amplo do que pode parecer em princípio, não está propriamente ligado a apenas um território físico).</span></div>


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		<title>O estruturalismo na antropologia e a etnoastronomia (1.3)</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 20:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Etnoastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Continuando o texto&#8230;

Um dos nomes a se destacar no que tange ao estruturalismo e principalmente na antropologia é Lévi-Strauss (1908-) que segundo cita Reale (2006) teve a seguinte intuição: “as ciências humanas, e a antropologia em particular, não podem continuar indiferentes diante dos sucessos da lingüística; devem adotar seus métodos”. (p.84)

Lévi-Strauss aplicou o método estruturalista [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302383547258611538" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 115px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZXZvjU5p1I/AAAAAAAAANg/0Su5VBSEd6I/s200/Etnoastronomia.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/12/estruturalismo-pensamento-e-o-conhecimento-especialmente-na-astronomia/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Continuando o texto&#8230;</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
<span style="color:#6666cc;">Um dos nomes a se destacar no que tange ao estruturalismo e principalmente na antropologia é Lévi-Strauss (1908-) que segundo cita Reale (2006) teve a seguinte intuição: “as ciências humanas, e a antropologia em particular, não podem continuar indiferentes diante dos sucessos da lingüística; devem adotar seus métodos”. (p.84)<span id="more-135"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#6666cc;">Lévi-Strauss aplicou o método estruturalista em dois pontos principais: nos estudos de relações de parentesco e nos mitos de povos primitivos, ditos como povos sem “história”. </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Foi assim que em <em>As estruturas elementares do parentesco</em> (1949), logo após a 2* guerra mundial, sobre a base de uma analogia de método e de objeto entre lingüística e antropologia, olha a sociedade como conjunto de indivíduos colocados em comunicação por meio de diversos aspectos da cultura. Assim as regras de matrimônio e os sistemas de parentesco são considerados como uma espécie de linguagem. E a mensagem é constituída “pelas mulheres do grupo que circulam entre os clãs, as estirpes e as famílias”. Lévi-Strauss citado por Reale (p.84). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Como dito Lévi-Strauss também menciona as questões mitológicas. Ele analisa milhares de mitos nas mais variadas sociedades humanas encontrando nelas modos de construção análoga em todas. Ele as entendeu como recursos de uma narrativa da história tribal, como expressões legítimas de manifestações de desejos e projeções ocultas, todas elas merecedoras de serem admitidas no papel de matéria-prima antropológica. E Lévi-Strauss conclui que existem estruturas “psico-lógicas” profundas, estruturas elementares do pensamento humano contido em todas as sociedades independente da raça, clima ou religião seguida.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">“A antropologia e as ciências etnográficas põem a nu sistemas compactos de regras, valores, idéias e mitos que nos plasmam desde o nascimento e nos acompanham até o túmulo.” Reale (p.83). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Como cita Reale (2006) &#8211; Lévi-Strauss dirá em <em>Tristes trópicos</em> (1955) e também em <em>Antropologia estrutural</em>, “que a vida dos primitivos é melhor, mais autêntica e mais harmonizada com a natureza do que a dos povos civilizados” (p.86). Gostaríamos de completar lembrando que estes povos chamados “primitivos” já tinham uma harmonia muito estreita não só com a natureza nossa mãe e confinante próxima, mas também com o Cosmos distante, como podemos observar através de exemplos diversos em etnoastronomia ou “astronomia antropológica” que é o estudo que observa como os diversos povos vêem e interpretam os movimentos celestes. As concepções sobre o Universo destes grupos étnicos e culturais chamados “primitivos” e que vêem o mundo de um modo diferente do ocidental, e que às vezes fazem muito mais sentido do que a fria ciência astronômica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Citando alguns exemplos da utilidade que estes povos faziam das observações astronômicas poderíamos mencionar um “Tablete” que servia a um principio prático: instruir as mulheres sobre os períodos mais adequados para uma gravidez evitando-se assim que a gravidez fosse terminar durante períodos de migração entre o abrigo de verão e o de inverno daquele agrupamento humano; delimitar os períodos favoráveis à agricultura; obter um sistema de localização através do céu; e acima de tudo cria-se um embrião no homem para o maior espanto de todos os espantos o esplendor provocado pelo encantamento do universo. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Naturalmente o calendário surge desta observação da “passagem do tempo” e das configurações observadas entre o céu e a natureza. Mas, como nos diz Tapenaiky professor wayampi (uma sociedade indígena brasileira) “O calendário dos brancos parece um quadrado cheio de números. Os brancos só mudam os números. O calendário wayampi é redondo e só com palavras, com nomes de animais e de frutas marcando o tempo, por exemplo, o tempo da bacaba ou o tempo do açaí”. (1) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Na Etnoastronomia e também na etnolinguistica verificamos como a nossa visão do mundo depende de nossa linguagem.</span></div>
<div><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Hoje se sabe que as mesmas técnicas que nos proporciona observar as profundezas cósmicas, paradoxalmente nos impedem de ver as estrelas com a tal poluição luminosa, e além do mais toda a conseqüência gerada pelas diversas técnicas e tecnologias do mundo ocidental nos fazem esquecer o Céu por não podermos observá-lo com a naturalidade de outrora. Mas este olhar para o céu foi uma das atividades mais nobres exercidas pelo ser humano, e possivelmente foi ela que nos fascinou a ponto de gerar o produto cultural que chamamos de ciência. Há milênios nasceu a astronomia a mais antiga de todas as ciências.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #666699;"><strong>A importância ou não do pensamento científico segundo Lévi-Strauss:</strong></span></p>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#6666cc;">De fato, na história da humanidade aconteceu um fenômeno importante, capital, que é o nascimento do pensamento científico e seu desenvolvimento. Esse fato é um valor intrínseco, em si mesmo, que eu realmente coloco fora do relativismo cultural. Agora, se você olha as coisas um pouco mais do alto, dirá que esse pensamento científico que respeitamos e que nos apaixona em seus progressos passo a passo, que se efetua no decorrer dos séculos, anos ou dias, é na realidade profundamente vão. Já que o que nos ensina é, ao mesmo tempo, a melhor compreender as coisas em seus detalhes e que não podemos jamais compreender na totalidade, no conjunto. </span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><em>O pensamento científico, ao mesmo tempo que alimenta nossa reflexão e aumenta nossos conhecimentos, mostra a insignificância última desse conhecimento. Depende do seu ponto de vista e do nível, que é o nosso, o do homem do século XX, do mundo ocidental, o pensamento científico é algo essencial, fundamental, e devemos utilizá–lo. Porém, se nos tornamos metafísicos, diremos que de fato ele é essencial, mas ao mesmo tempo é preciso saber que não serve para nada.<br />
</em><br />
Podemos perceber com essas palavras que Lévi-Strauss deixa claro que há outros valores e importância maior para a vida. Não elimina a necessidade da ciência mas não lhe dá importância suprema como muitos o fazem. Os mitos e “donos” da “verdade” não podem ser transferidos de magistérios, antes a religião agora a ciência, acreditamos que não. Mas sabemos da importância da Astronomia em todos os tempos, talvez um dos caminhos para o estudo de nossa origem cósmica.</p>
<p>Abraços do Benito Pepe</p>
<p></span> <a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/13/o-estruturalismo-na-filosofia-1-4/" target="_blank">No próximo tópico: O estruturalismo na Filosofia</a><br />
</span></p>
<p><span style="color:#6666cc;"><strong>Referências Bibliográficas:<br />
</strong><br />
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006. </span></div>
<div><span style="color:#6666cc;"><br />
<strong>Notas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(1) Tapenaiky, na reportagem de Luiz Carlos Borges, in <em>SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL</em>, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia, p.40.</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#6666cc;">(2) Lévi-Strauss, em entrevista à Bernardo Carvalho, in <em>FOLHA DE S. PAULO</em>, 22 de outubro de 1989.<br />
</span></div>


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		<title>Estruturalismo, Pensamento e o Conhecimento especialmente na Astronomia</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 19:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

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		<description><![CDATA[
Apresento agora (em tópicos) um outro texto acadêmico falando do estruturalismo na filosofia e um outro estruturalismo que vou chamar de estruturalismo científico-astronômico. Refletiremos também quanto à questão do “conhecimento” especialmente na Astronomia.

1.1. Introdução

(&#8230;) dois movimentos aparecem depois guerra. O primeiro se propõe a encontrar, pela “interpretação”, o sentido perdido da cultura moderna; o segundo [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302003973280498834" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 145px; float: right; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZSAhcEYBJI/AAAAAAAAANY/Fsur5wZXUk0/s200/Saussure.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Apresento agora (em tópicos) um outro texto acadêmico falando do estruturalismo na filosofia e um outro estruturalismo que vou chamar de <em>estruturalismo científico-astronômico</em>. Refletiremos também quanto à questão do “conhecimento” especialmente na Astronomia.<span id="more-134"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;"><strong>1.1. Introdução</strong></span></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;"><em>(&#8230;) dois movimentos aparecem depois guerra. O primeiro se propõe a encontrar, pela “interpretação”, o sentido perdido da cultura moderna; o segundo a esclarecer, pela análise de suas “estruturas”, o funcionamento dos processos simbólicos. “Hermenêutica” filosófica e “estruturalismo” científico tornam-se assim, no limiar da segunda metade do século, duas maneiras concorrentes de responder à “crise” da Europa (&#8230;) (p.233-4).<br />
</em><br />
Procuraremos enfatizar esta segunda corrente que é o estruturalismo. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost" style="color:#666666;">O estruturalismo foi desenvolvido em diversas áreas: na lingüística (Saussure), na antropologia (Lévi-Strauss), na sociologia (Radcliffe-Brown), na literatura (R. Barthes), na filosofia (Foucault, Derrida e Deleuze), na psicanálise (Lacan), no marxismo (Althusser), na psicologia (Piaget), entre outras. </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Como vimos há vários segmentos do estruturalismo, mas vamos comentar sobre três destes “seguimentos”, todos tendo início e base na linguagem (lingüística), são eles: propriamente o estruturalismo na lingüística, estruturalismo na antropologia, e o outro na filosofia. Faremos uma analogia com um outro segmento que vamos chamá-lo de estruturalismo científico-astronômico.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
É bom destacar que Estruturalismo nos termos que vamos abordar nos primeiros tópicos, está enfocando o campo das ciências sociais ou humanas, porém na área das ciências naturais, e especialmente na Astronomia estaremos comentando o estruturalismo no sentido de <em>estrutura física</em> e a relação do homem com este saber. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div><strong><span style="color:#666666;">1.2. A origem do termo e a lingüística</span></strong></div>
<div><strong><span style="color:#666666;"><br />
</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Sem dúvida o nome mais importante e que vem a dar origem ao termo estruturalismo e todos os seus desdobramentos é o nome do lingüista suíço Ferdinand Saussure (1857-1913). Ele ministrou um curso de lingüística geral e que vem a ser publicado posteriormente através das anotações de seus alunos três anos depois de sua morte, portanto em 1916. Estes estudos tornam-se uma grande revolução epistemológica. Propunha-se a abordar qualquer língua como um sistema no qual cada um dos elementos só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura. Saussure lança as bases de uma verdadeira ciência da linguagem; e é “da estrutura que é a linguagem, dentro de cujas possibilidade move-se o nosso pensamento.” Conforme comenta Reale (2006 p.83). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">A língua é um fato social, a linguagem (é uma potencialidade) algo mais ligado à natureza (fenômeno expressivo mais abrangente); a fala é um fato individual; é com a fala que se concretiza a língua. Cada um fala a língua de sua maneira. Já a escrita representa a fala que por sua vez representa o pensamento, portanto a escrita é uma representação da representação. A língua é o principal contrato tratado na sociedade. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Mesmo que Saussure tivesse o estilo de seus contemporâneos ou seja interessado em linguística histórica, desenvolve naquele Curso uma teoria mais geral de semiologia (estudo dos signos). Essa visão mais ampla objetivava examinar como os elementos da linguagem se relacionavam no presente (“sincronicamente” ao invés de “diacronicamente”). Desta maneira ele focou não o uso da linguagem (o falar), mas no sistema subjacente de linguagem (idioma) do qual qualquer expressão particular era manifestaçao. Por consequente ele argumentou que sinais linguísticos eram compostos por duas partes, um “significante” (o padrão sonoro da palavra, seja sua projeção mental – como quando silenciosamente recitamos uma musica ou uma poesia para nós mesmos – ou de fato, sua realização física como parte do ato de falar) e um “significado” (ou seja o conceito ou o que aquela palavra quer dizer). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Portanto era uma abordagem bem diferente das anteriores proclamadas por outros estudiosos relativos à linguagem, estes focavam-se no relacionamento entre as palavras e as coisas que elas denominavam no mundo. Saussure ao invés concentrava-se na constituição interna dos sinais e não na sua relação com os objetos no mundo físico. Ele fez da anatomia e estrutura da linguagem algo que pode ser estudado e analisado profundamente. </span></div>
<div><span style="color:#666666;">Saussure “cria” uma observação em rede. </span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Saussure deixa com o seu legado muitas bases para os estudos de diversos antropólogos, psicanalistas, pensadores e tantos outros cientistas sociais ou não, como veremos mais à frente.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
Conforme Abbagnano (2007)</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>(&#8230;) o Estruturalismo, globalmente considerado, é ao mesmo tempo método de investigação, análise epistemológica e posicionamento filosófico. Se bem que haja autores no quais o Estruturalismo é sobretudo prática científica (p. Ex., Lévi-Strauss) e outros nos quais é sobretudo reflexão epistemológica e filosófica (p. Ex., Foucault e Althusser)(&#8230;) (p.441).<br />
</em><br />
<span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/13/o-estruturalismo-na-antropologia-e-a-etnoastronomia-1-3/" target="_blank">No proximo tópico comentamos sobre o estruturalismo na antropologia e no caso da astronomia mencionamos a etnoastronomia.<br />
</a></span></span></div>
<p>Abraços do Benito Pepe<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a></p>
<div><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></div>
<div><strong><br />
</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</div>
<div style="text-align: justify;">DELACAMPAGNE, Christian. <em>História da filosofia no século XX</em>; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</div>
<div style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</div>
</div>
<p>Apresentaremos neste texto um dos movimentos do pensamento mais importantes que ocorreram no século XX. Conforme nos lembra Delacampagne (1997)</p>


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		<title>O estruturalismo científico-astronômico-filosófico</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 20:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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Galáxias espalhadas pelo Universo.
Foto tirada através do
Telescópio espacial Hubble.

Na estrutura da linguagem científica temos: em física, a estrutura nuclear do átomo; em astrofísica, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos, mas este conhecimento do universo muda com o tempo, muda com o sujeito. Esta é uma estrutura [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281972744307096338" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 194px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SU1WOdG4OxI/AAAAAAAAAHI/Tn5vfQHvlFs/s200/Estrutura+univeso+galaxias.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SUbD0whQxxI/AAAAAAAAAGY/z7xptDYIkoo/s1600-h/Estrutura+univeso+galaxias.jpg"></a>Galáxias espalhadas pelo Universo.</div>
<div>Foto tirada através do</div>
<div>Telescópio espacial Hubble.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Na estrutura da linguagem científica temos: em física, a estrutura nuclear do átomo; em astrofísica, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos, mas este conhecimento do universo muda com o tempo, muda com o sujeito. Esta é uma estrutura um pouco diferente da linha de raciocínio que comumente usamos para o estruturalismo filosófico. <span id="more-104"></span></span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Enquanto o estruturalismo nas ciências sociais tornam o sujeito “corpos” dentro de um sistema e o eliminam. O Estruturalismo dentro das ciências naturais e especificamente na Astronomia se inter-relaciona com ele fundamentalmente. O estruturalismo que é utilizado na estrutura do Cosmos ainda não acabou com o universo, não o matou; mas na filosofia o estruturalismo através das ciências humanas “aniquilou, matou” o homem.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Dois grandes livros de Alexandre Koyré (1892-1964) citados por Delacampagne (1997), Estudos galileanos (1939) e Do mundo fechado ao universo infinito (1975) mostram que:</span></p>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#666666;">(&#8230;) a matematização da física inaugurada por Galileu não é nem uma reforma de detalhe, nem uma inovação puramente técnica. Corresponde, ao contrário, a uma revolução intelectual, isto é, a uma transformação da nossa imagem do mundo – desaparecimento da crença medieval em um cosmo fechado e hierarquizado, substituído pela idéia de um universo infinito e homogêneo nas três direções – , em suma, a uma mudança global dos nossos hábitos de pensamento, tanto científicos quanto filosóficos e religiosos. (p.240). </span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#666666;"><br />
</span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">A grande estrutura do universo muda conforme muda o nosso “conhecimento”, ampliando-se nossas linguagens sejam elas matemáticas, físicas ou outras que fazem com que tenhamos uma nova visão desta estrutura maior. Assim o cosmos muda o nosso pensamento o nosso pensamento muda o cosmos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Para dar outro exemplo. Na época dos gregos e principalmente na idade média imaginava-se um universo fechado em que a Terra seria o centro e que até a lua existiria uma matéria-física sub-lunar a mesma que regia no planeta, e acima da lua uma outra matéria-física que seria imóvel e imutável e ali estariam os corpos fixos. Um universo finito e limitado pela abóbada celeste. Depois na modernidade pensou-se em um centro não mais para a Terra e sim para o Sol. Hoje a visão do cosmos está muito mais ampliada, além de sabermos que a nossa estrela o Sol não está no centro desta estrutura cósmica, e nem mesmo sabemos se há algum centro nesta estrutura universal, <em>imaginamos uma infinitude ainda mais sem bases estruturais microscópicas</em>, ou seja perdemos qualquer fundamentação no sentido mesmo de fundação de estrutura básica para construir este universo.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">As estruturas microscópicas dos átomos que foram confirmadas, recentemente depois de cogitadas pelos pré-socráticos há mais de 2500 anos atrás, foram neste século passado encontrando uma nova barreira que poderíamos chamar de “estruturas ocultas da matéria”, pois a física quântica quebra de certa forma todo um determinismo da matéria. Tínhamos que o átomo seria a menor partícula da matéria, mas “sabe-se” hoje que as sub-partículas ou partículas elementares ou quantum, além de possivelmente não serem a ultima fronteira estrutural, não têm uma localização determinada e certa. O mundo quântico é indeterminado, é oculto. Mas mesmo assim se inter-relaciona conosco, conforme afirma Andreeta (2004).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">De todos os paradigmas podemos citar mais um: antes dizíamos que a reta era a distância mais curta entre dois pontos. Mas hoje com o conhecimento das quatro dimensões, três de espaço e uma de tempo, sabemos que muitas vezes o caminho mais curto no espaço é “uma curva”, ainda que não do objeto lançado, mas de todo o espaço-tempo. Conforme menciona Blackburn (1997) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>Espaço-tempo é: A estrutura que resulta de se conceber o espaço e o tempo conjuntamente, como uma entidade tetradimensional. Os pontos no espaço-tempo são chamados de acontecimentos. Na teoria da relatividade, cada acontecimento no espaço-tempo está associado a um cone de luz do passado (o conjunto dos acontecimentos passados que podem tê-lo influenciado) e a um cone de luz do futuro (o conjunto dos acontecimentos futuros que pode vir a influenciar), estando a possibilidade da influência em questão limitada pela velocidade da luz. (p.122). </em></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em><br />
</em></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Agora para ilustrar um pouco as dimensões da estrutura “conhecida” do universo ou seja o “mapa do universo” vamos partir da Terra que está a 8 minutos luz(1) de distância do Sol. A estrela mais próxima de nós é a <em>alfa de Centauro</em>, (visualmente “próxima” ao cruzeiro do sul) que está a 4 anos luz distante. Estamos a aproximadamente 27.000 anos luz do centro de nossa Galáxia a <em>Via-Lactea</em> (uma Galáxia que tem aproximadamente 100.000 anos luz de extensão e 200 bilhões de estrelas). Há algumas “pequenas” galáxias satélites em torno de nossa galáxia, mas a outra Galáxia significativa mais próxima da gente é <em>Andrômeda</em> que está há 2,2 milhões de anos luz de distância. Em nosso grupo de galáxias temos umas 30 galáxias, que estão ligadas em uma área de distâncias aproximadamente de 3 ou 4 milhões de anos luz. Depois seguimos com um aglomerado que agrupa outros grupos que se distanciam entre 10 e 20 milhões de anos luz. Após teríamos nuvens de aglomerados com 30 e 50 milhões de anos luz; filamentos e Superaglomerados com 10.000 galáxias; e finalmente, estruturas ou grandes muralhas com um bilhão de anos luz e tudo isto correspondendo a apenas 5% do universo observável. (este é um dos possíveis relatos da estrutura cósmica para as três dimensões espaciais conhecidas).</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">São impressionantes estes números que mencionei propositadamente para lembrarmos como o pensamento modifica-se com o tempo e como se modificaram as visões dos estudiosos da natureza e do cosmos nestes últimos milênios e principalmente no último século.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Mesmo quando “vemos” algo com o telescópio estamos ainda assim vendo algo que está a milhares, milhões ou bilhões de anos luz de distância ou seja não está lá agora como o vemos&#8230;. mas o maior paradoxo são as tentativas de descrever o cosmos em toda a sua complexidade através de teorias que se apóiam em outras teorias não menos complexas e ainda mesmo não totalmente aceitas pela própria comunidade científica.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">O tamanho do Universo é o tamanho de nossa linguagem; de nosso pensamento; é o tamanho de nosso “conhecimento”. Mas podemos “viajar” com nosso pensamento, ainda que sem sair do lugar. Como nos descreve Appiah (2006), através de sons e símbolos gráficos podemos nos conectar com outros lugares e períodos passados por distâncias inimagináveis, viajamos no tempo e no espaço.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Suponhamos que eu pergunte: Há criaturas com consciência do outro lado da galáxia? Com isso, estou em certo sentido conectado, através destas palavras, com um lugar a centenas de anos luz ao qual eu literalmente não poderia chegar mesmo que viajasse durante muitas vidas em uma nave espacial. (p.84)</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">É sem dúvida um grande <em>thauma</em>, um verdadeiro espanto, este imenso universo; é impressionante que este homem que ainda é um “bebê” no planeta, possa imaginá-lo e “viajar” por sua imensidão embora sem sair do lugar. Acreditamos que o pensamento seja mais veloz do que a luz, a imaginação idem, assim vencemos obstáculos e descobrimos outros a vencer novamente, e o nosso universo cresce conosco e agente cresce com nosso universo. Se há uma imagem e semelhança nossa em algum lugar do universo é o próprio cosmos e toda a sua química, todos os seus elementos espalhados por essa imensidão que de alguma forma nos mantém interligados, interconectados com a própria criação.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Somos poeira das estrelas portanto somos estrelas. Somos o cosmos. Se acabarmos com o universo, acabaremos conosco. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Abraços do Benito Pepe</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">(1) A velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km por segundo. Velocidade essa capaz de, teoricamente, dar 7 voltas ao redor da terra neste um segundo.<br />
</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">Mais de Astronomia&#8230;</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><strong>Bibliografia</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><strong><br />
</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. </span></div>


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