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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Conhecimento</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Eficiência e  Eficácia o que importa é a “Caça”?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 20:02:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para respondermos a esta pergunta precisamos entender os termos: Eficiência e Eficácia. Sumamente vou lembrar que a Eficácia é quando “conseguimos que as coisas certas sejam realizadas”, enquanto que a Eficiência é “a capacidade de fazer as coisas corretamente”, isso difere, portanto, da capacidade de conseguir que as coisas certas sejam feitas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Para respondermos a esta pergunta precisamos entender os termos: <strong>Eficiência</strong> e <strong>Eficácia</strong>. Sumamente vou lembrar que a Eficácia é quando “conseguimos que as coisas certas sejam realizadas”, enquanto que a Eficiência é “a capacidade de fazer as coisas corretamente”, isso difere, portanto, da capacidade de conseguir que as coisas certas sejam feitas.<span id="more-1287"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> Podemos observar que, normalmente, a Eficácia está nas mãos do profissional de “conhecimento” e a Eficiência está literalmente nas mãos do “trabalhador braçal”. Bem, a partir dessa premissa voltemos à questão: o que é que importa em uma caçada? É a caça? Ou seja, o que nos interessa é o Resultado ou a Maneira como o alcançamos?</p>
<p style="text-align: justify;"> Parece óbvio para muitos que vão dizer: o que interessa é o resultado! Mas esta resposta está certa e errada, ela está certa, pois alcançamos o resultado esperado, mas ela está errada se não considerarmos a metodologia utiliza, como isso foi pensado, qual foi o ferramental, qual foi o planejamento, em fim o Pensamento vale tanto quanto a Ação.</p>
<p style="text-align: justify;"> Além do mais temos outro fator para levar em consideração: a <strong>Produtividade</strong>! Vamos dar um exemplo usado por Robbins:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Tomemos o caso de Mike e Al, ambos motoristas de caminhão. Se Mike precisa levar seu caminhão carregado de Nova York para Los Angeles em 75 horas ou menos, ele será <strong>eficaz </strong>se conseguir realizar essa viagem de 4800 quilômetros dentro desse período de tempo. <strong>Mas as medidas da produtividade precisam levar em conta os custos embutidos no alcance do objetivo</strong>. É onde aparece a <strong>Eficácia. </strong>Digamos que Mike faça a viagem em 68 horas, com uma média de 2,3 quilômetros por litro de combustível. Al, por seu lado, faz a viagem em 68 horas também, mas com uma média de 2,8 quilômetros por litro (com veículo e cargas idênticos). Tanto Mike como Al são <strong>eficazes</strong> – eles atingiram a sua meta -, mas <strong>Al foi mais eficiente que Mike</strong>, pois <strong>consumiu menos combustível</strong> e, portanto, <strong>conseguiu seu objetivo</strong> a <strong>um custo menor</strong>. (p.20).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Podemos ver a caçada como a busca, o <strong>processo organizado</strong> para se alcançar o “animal,” e a caça como o que se alcançou, qual foi o “produto” do processo da caçada. Aí temos que analisar o que é mais importante o processo ou o resultado?  O que é que mais importa?</p>
<p style="text-align: justify;"> De qualquer maneira, como vimos depende do “caçador”, se estivermos em uma caçada esportiva, talvez o mais importante, empolgante, desafiador, seja o processo. Mas se o caçador depende deste animal caçado para sua subsistência,  o que mais interessa para ele é o animal pego, dominado e de maneira eficiente. Ou seja, em um processo de <strong>racionalização</strong> com economia de <strong>custo</strong>, <strong>esforço</strong> e <strong>tempo</strong>. A caçada para ele não é esportiva, não é um momento de lazer, é seu trabalho é sua vida&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Para que o amigo leitor entenda bem esse <strong>processo de racionalização</strong>, vou dar um exemplo pitoresco dado em sala de aula por um colega no meu segundo grau no SENAC fazendo meu primeiro curso: assistente de Administração, disse o colega:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Querido professor eu entendi bem esse processo de racionalização, agente tem que ter <strong>economia</strong> de <strong>tempo</strong>, <strong>custo</strong> e <strong>esforço</strong>, certo? Pois bem, eu faço isso quase todos os dias aqui em frente ao SENAC, sabe como? Bem, eu aproveito quando o Semáforo está fechado e saio do ônibus em um “processo de calote” não pago a passagem e tenho uma economia de “custos”; não preciso nem empurrar a roleta economia de “esforço” e nem precisa lembrar do tempo, não é? Eu saio na porta da escola&#8230;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> Esse exemplo acima é claro que foi uma brincadeira do colega em sala de aula, mas expressa muito bem um resultado “<strong>eficaz”</strong> e ao mesmo tempo “<strong>eficiente”</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"> Muitas vezes se confunde estes termos, eficiência x eficácia.  Mas é bom lembrar que são termos diferentes. Entendemos normalmente eficiência como parte do processo, está no caminho do fazer, de como fazer, um profissional mais eficiente sabe fazer bem o seu serviço, enquanto que eficácia já é o resultado bem feito e alcançado através de métodos e organização preestabelecida.</p>
<p style="text-align: justify;"> Outro ponto importante é saber que quem decide é aquele que pode ser ou não Eficaz, é aquele que define um caminho. Nesse caso temos que considerar também outro ponto: A tomada de decisão será melhor quando em grupo ou quando de maneira individual? Bem, se considerarmos o melhor acerto, ou seja, a eficácia, via de regra, a decisão tomada em grupo é mais assertiva. Agora se considerarmos a eficiência, incluindo-se aqui a velocidade para a tomada de decisão, então certamente a decisão individualizada é a mais eficiente.</p>
<p style="text-align: justify;"> É claro que, via de regra, um profissional eficiente será eficaz, pois produzirá o resultado esperado. No entanto nem sempre ocorre assim, há situações em que vemos um funcionário mais atrapalhado que “palhaço no circo”, aparenta estar enrolado nas suas atribuições e tarefas, mas ele tem, como muitos podem dizer, uma bagunça organizada, embora só ele entenda a sua mesa, o resultado esperado sempre ocorre. Ele não é eficiente, mas é eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;"> O contrário também ocorre: vemos muitos funcionários tão bem organizadinhos, na sua mesa cada coisa está em seu devido lugar, qualquer um que chega lá sabe o que e onde encontrar, no entanto quanto ao resultado esperado, ele não alcança, ele não é eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;"> O ideal então seria encontrarmos um funcionário que reunisse as duas qualidades de uma só vez, ou seja, fosse eficiente e eficaz. Bem, na dúvida entre uma dessas qualidades, qual escolher? Depende da empresa e da função do empregado, aliás, funcionário é aquele que funciona! Se o funcionário for um profissional de vendas ou de alguma outra atribuição direta com clientes ou fornecedores e que tragam resultados diretos para a empresa, então é sem dúvida mais importante que ele seja eficaz, ou seja, venda mais, ou compre melhor, se ele for do departamento de compras.</p>
<p style="text-align: justify;"> Caso estejamos nos referindo a um profissional de escritório, controle de estoque, finanças ou outro setor em que não se tenha contatos primordiais com cliente e/ou fornecedores,  aí a prioridade é a eficiência do profissional.</p>
<p style="text-align: justify;"> Poderíamos sintetizar que eficiência é fazer bem feito, eficácia é alcançar o resultado esperado, desta maneira quem é eficaz terá sido de uma maneira ou de outra eficiente. O único diferencial claro que podemos observar é medir a sua produtividade e o resultado do processo de racionalização: economia de tempo, custo e esforço.</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">DRUCKER, Peter Ferdinand. <em>O melhor de Peter Drucker</em>: obra completa. São Paulo: Nobel, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">ROBBINS, Stephen Paul. <em>Comportamento Organizacional</em>. 9. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">MEGGINSON, Leon; MOSLEY, Donald; PIETRI, Paul. <em>Administração: </em>Conceitos e Aplicações<em>. </em>São Paulo: HARBRA, 1986. </p>


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		<title>A Importância do Treinamento. Treinar pra que?</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 00:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando falamos em treinamento, principalmente nas médias empresas, vem logo a pergunta: treinar pra que? Essa pergunta não parte só do funcionário, mas também é uma “preocupação” do empresário que pensa de maneira subliminar e mesquinha. Ele pensa que vai preparar melhor um funcionário para depois perdê-lo para o mercado, pensa que estará “cavando a sua própria sepultura” treinando pessoas para outrem.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Quando falamos em treinamento, principalmente nas médias empresas, vem logo a pergunta: treinar pra que? Essa pergunta não parte só do funcionário, mas também é uma “preocupação” do empresário que pensa de maneira subliminar e mesquinha. Ele pensa que vai preparar melhor um funcionário para depois perdê-lo para o mercado, pensa que estará “cavando a sua própria sepultura” treinando pessoas para outrem. <span id="more-1111"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bem, essa é uma maneira bem equivocada de pensar. Em Primeiro lugar porque quem pensa assim sempre terá funcionários de menor nível em suas empresas, em segundo lugar precisamos lembrar que todos, bem ou mal, sempre treinamos nosso pessoal, ainda que de maneira “prática” e sem uma metodologia adequada, sempre treinamos e ensinamos nossos funcionários a fim de que eles possam executar as tarefas e/ou vendas com a melhor eficiência e eficácia possível. Fazemos isso para conseguir melhores resultados, tanto financeiros, como no atendimento ao cliente a fim de conquistá-lo e mantê-lo em nossa empresa. Então, já treinamos. Mas precisamos treinar com método.  Mas  como fazer isso?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Como disse, todos treinamos nosso pessoal, os preparamos para que se enquadrem nas normas e regras de nossa empresa, e acima de tudo,  preparamos nossos funcionários para que eles possam ter mais resultados para si e conseqüentemente para nossas empresas. O fato é que o fazemos de maneira arbitrária. Lembremo-nos que cada empresa tem a sua especialização e o seu pessoal sabe fazer o seu serviço, dessa maneira se queremos serviços bancários vamos a um banco, se queremos serviços de pintura, contratamos um profissional do setor, se queremos anúncios e publicidades, contratamos uma corretora ou agência de publicidade&#8230; então porque não fazer o mesmo quando nos referimos ao treinamento de nosso pessoal?  Precisamos de uma <strong>empresa especializada em treinamento</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um detalhe importante é que quando falamos em <strong>pessoal</strong> estamos falando da matéria mais importante e que é o maior diferencial de qualquer empresa. <strong>As pessoas são, sem dúvida nenhuma, a parte mais importante e essencial de uma empresa</strong>. Não são as Empresas que fazem negócios com os Clientes, <strong>são as Pessoas que fazem negócios com as Pessoas.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">È importante quando treinamos nosso pessoal, lembrar ao funcionário que o seu aprendizado será um bem, em primeiro lugar para ele mesmo. Ele deve vestir em primeiro lugar a sua própria camisa, que será a sua <strong>marca</strong> e o seu desenvolvimento enquanto pessoa e ser humano, capaz de obter o seu sucesso, e depois sim, ele poderá vestir a camisa de nossa empresa. Quem não veste a sua camisa,  não pode vestir a nossa. <strong>Quem não quer aprender a servir não serve para viver</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vejamos alguns dos pontos que foram abordados durante um de  nossos encontros no grupo de empresários que coordeno no Rio de Janeiro, chamado “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/11/21/a-importancia-do-relacionamento-empresarial-e-do-tempo/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Relaciono</strong></span></a>”, com relação a este tema “<strong>Treinamento</strong>”,  conforme os transcrevo abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Os funcionários “nos treinam também”, então porque não treiná-lo?;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Aprendemos a trabalhar também e principalmente através de nossos clientes, tanto dos externos, quanto dos nossos funcionários que são nossos Clientes Internos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não exija de uma pessoa que não pode ajudar, que não corresponda;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>A ovelha negra não termina nunca;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Temos que amar o trabalho que fazemos (entusiasmo);</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Quando treinamos teremos várias pessoas preparadas e divulgando a nossa empresa;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Lembremo-nos da importância da empresa e do lado social (não pensar só em lucro);</li>
<li>Quando temos funcionários capazes, aptos ao aprendizado, mas não o treinamos o perderemos, porque estes querem aprender e vão buscar isso em outra empresa&#8230;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sempre teremos funcionários que precisam de motivação; quando se fala em treinamento, se fala também em treinamento motivacional.</li>
<li>Há alguns <strong>tipos de funcionários</strong> característicos em qualquer empresa, aqueles que <strong>sabem fazer</strong> e <strong>estão motivados</strong>; estes “não precisam de treinamento”, mas podem ajudar a treinar; há aqueles que <strong>sabem fazer</strong>, mas <strong>não estão motivados</strong>, estes precisamos fazer treinamento de motivação;  há aqueles que <strong>estão motivados mas não sabem fazer</strong>, estes, treinamos para que eles aprendam a fazer; e por fim há aqueles que <strong>não sabem fazer e não estão motivados a aprender</strong>, estes dispense da sua empresa&#8230;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É interessante lembrar que mesmo quem “saiba fazer” precisa de treinamento sim, sabe por que? Porque quem não treina perde o foco mais cedo ou mais tarde.  Vamos ver dois exemplos de  homens que obtiveram o maior destaque na sua área de atuação e vejamos se eles treinavam ou não. Um deles foi o nosso amado <strong>Airton Sena</strong>, treinava demasiadamente, era muito disciplinado e determinado, sabia fazer, mas não parava de treinar;  o outro é o maior campeão de Fórmula 1 de todos os tempos: <strong>Michael Schumacher, </strong>treinava obcecadamente, cada vez que ganhava uma corrida treinava mais e mais para continuar ganhando&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Outro motivo para o treinamento é estar preparado para um  momento quando se defrontar com uma situação, às vezes inusitada, às vezes não rotineira, mas que é bom estar bem atendo e ágil para quando se passar por ela se “tirar de letra”.   (grande exemplo são os treinamentos de guerra)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Por fim fazer treinamentos através de uma empresa que apresente <strong>boas dinâmicas</strong> é também muito gostoso,  divertido e prazeroso. <strong>Aprender com prazer é o nosso lema</strong>. Se você se convenceu da importância do treinamento, <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/contato/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">entre em contato comigo</span></a> </strong>que te apresento uma ótima empresa de treinamento onde sou instrutor e facilitador com muito prazer,  pois também estou aprendendo e treinando eternamente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Veja também &gt;&gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/06/01/a-maquina-pode-substituir-o-homem/" target="_blank">A Máquina pode substituir o Homem?</a></p>


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		</item>
		<item>
		<title>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%e2%80%9cmutacoes%e2%80%9d-do-homem-original-negro/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%e2%80%9cmutacoes%e2%80%9d-do-homem-original-negro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Origem]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/04/os-brancos-eram-negros-ha-milhares-de-anos-atras/" target="_blank"><strong>Continuando o texto, veja o início clique Aqui!</strong></a></p>
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Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.<span id="more-1027"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo o trabalho tanto de Langaney quanto de Sforza: se existem diferenças genéticas entre <strong>grupos étnicos</strong>, elas estão somente na freqüência com que cada gene ou grupos de genes se apresentam nas diversas populações. O que faz, então, com que os etíopes tenham a pele escura, enquanto os belgas têm pele clara? Ainda é cedo para esperar uma resposta definitiva, mas hoje há um consenso de que as diferenças são circunstanciais. “Provavelmente, uma simples questão de clima”, explica Langaney. <strong>Do ponto de vista bioquímico, por exemplo, não existem classificações como brancos, negros e amarelos:</strong> <strong>apenas pessoas com menos ou mais melanina.</strong> É essa substância, presente nas camadas profundas da epiderme, que responde pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Quanto mais melanina, mais escura a pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não conseguimos explicar o mecanismo de incidência do sol na coloração da pele, nem como isso se transfere hereditariamente, mas sabemos muito bem, por outro lado, que a síntese da vitamina D depende diretamente dos raios ultravioleta”, revela Langaney. Presentes em maior quantidade nas zonas tropicais, esses raios são menos absorvidos por peles escuras do que pelas claras. A falta de vitamina D, por sua vez, causa raquitismo. “Basta uma simples olhadela no mapa-múndi para notar que, geograficamente, de acordo com a região em que se estabeleceram, as populações são menos ou mais claras.” <strong>Antes das grandes migrações que, a partir do século XVI, marcaram a história da humanidade, todos os grupos de pele mais escura se situavam nas zonas tropicais</strong>, <strong>enquanto os mais claros são sempre aqueles próximos das latitudes mais altas.</strong> <strong>Ao mesmo tempo, zonas intermediárias, como as Filipinas ou a Índia, são ocupadas por pessoas de cores igualmente intermediárias.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a teoria mais aceita atualmente, os homens que migraram da África Central ou do Oriente Próximo em direção ao norte teriam mudado de cor de pele para melhor absorver os raios ultravioleta . Assim, escapariam à ameaça do raquitismo, já que o Sol aparecia menos por lá do que nas terras de onde, supõe-se, vieram.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, tudo leva a crer que <strong>as diferenças de cor que notamos entre um negro e um asiático, por exemplo, ocorreram há pouco tempo na escala de desenvolvimento da humanidade.</strong> Principalmente quando comparadas com características essenciais: é quase certo que o código genético que determina que todos tenham 4,5 metros quadrados de pele antecedeu em muito o que determina a coloração da pele. Para usar o mesmo exemplo, <strong>a cor da pele parece levar de 20.000 a 40.000 anos para se modificar.</strong> A conclusão vem do fato de a América ter sido povoada, a partir da Ásia do Norte, há não mais de 40.000 anos. Este intervalo teria sido suficiente para que a incidência solar dos trópicos fizesse efeito e escurecesse as populações que ali se estabeleceram, os ameríndios. “E o que são 40.000 anos diante dos 4 milhões de anos que forjaram biologicamente a espécie humana?”, pergunta Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Assim como a cor da pele, as estaturas também parecem estar ligadas ao tipo de meio ambiente eleito por uma população.</strong> E não deve ter sido necessário muito mais tempo do que o gasto nas mudanças de cor para que populações africanas desenvolvessem estaturas tão discrepantes como entre pigmeus (1,50 metro), habitantes da floresta equatorial, e os saras (1,80 m) que habitam zonas áridas do continente. É certo que a transformação das sociedades rurais agrícolas em sociedades urbanas industrializadas interferiu violentamente nessa divisão: um estudo da média de altura dos recrutas militares franceses entre 1880 e 1970 mostra que a população masculina do país chegou a crescer 7 centímetros nesses noventa anos. As exceções só confirmam a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">A seu modo, Sforza também reforça a tese de que as diferenças aparentes são mais ligadas a fatores climáticos e ambientais do que a origens distintas. <strong>Em sua árvore genealógica, a cor da pele não é um critério e nada impede que brancos e negros saiam da mesma família.</strong> Os branquelos lapões do norte europeu vieram do mesmo grupo — caucasianos — que originou os escuros berberes da África. As diferenças, assim como a distância genética, portanto, foram adquiridas através do tempo. <strong>Quanto mais distantes geograficamente, menos as populações se parecem</strong>. “A rede genética mostra que as discordâncias se fizeram durante a colonização do mundo”, esclarece Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a cadeia genética de cada uma dessas famílias tenha sofrido alterações à medida que elas se afastavam e se subdividiam, nenhuma desenvolveu qualquer tipo de gene específico. Recentemente, Sforza demonstrou que, além da coincidência geográfica, <strong>a familiaridade genética se superpõe quase sempre a uma familiaridade lingüística</strong>. Ou seja, quanto mais geneticamente próximos os grupos, mais suas línguas se correspondem.</p>
<p style="text-align: justify;">Arqueologicamente, <strong>hoje poucos duvidam da origem africana do “homem moderno”</strong>: supõe-se que ele <strong>surgiu entre a África Central e o Oriente Próximo</strong>, há <strong>100.000 ou 150.000 anos.</strong> Pelo menos é o que indicam seus vestígios mais antigos, entre 100.000 e 125.000 anos, encontrados no continente africano. Mas foi com a descoberta do Homem de Qafzeh, um crânio desenterrado na Palestina, que a tese da migração do Homo sapiens sapiens começou a se concretizar: Eva, o nome dado ao mais perfeito exemplar do passado humano, viveu há 92.000 anos. Para Sforza, a data-chave do momento em que os ramos africanos e não-africanos se separaram para iniciar a grande andança, espalhando tipos tão diferentes pelos quatro cantos do mundo que, às vezes, é difícil acreditar virem todos do mesmo ancestral. Para Langaney e Sforza, apenas mais uma prova da sabedoria do velho ditado popular: as aparências realmente enganam.</p>
<p style="text-align: justify;">É amigo leitor, podemos dizer filosoficamente: os nossos sentidos nos enganar&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Brancos eram Negros há milhares de anos atrás</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Homem]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[uma pesquisa científica falando sobre a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra, dizia sumamente que todos (os homens modernos) vieram de uma única raça: a Negra. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/49__160x120_branco-negro2.jpg" alt="branco-negro2" title="branco-negro2" />
</a>
Há alguns anos atrás assisti em um Canal Cultural  de uma TV fechada uma pesquisa científica falando sobre <strong>a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra</strong>, dizia sumamente que <strong>todos os homens modernos vieram de uma única raça</strong>: <strong>a Negra</strong>. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.<span id="more-1019"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Desde então procurava saber mais sobre o assunto até que encontrei na <strong>Revista Super</strong> <strong>Interessante</strong> uma reportagem falando sobre esse tema. Seu título: <strong>“Brancos, negros, índios e amarelos: Todos parentes”. </strong>O texto abaixo é uma adaptação livre e atualizada dessa reportagem. Em suma veremos que Brancos, Índios e Amarelos  vieram todos dos Negros Africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos atrás no “Museu do Homem de Paris” houve uma exposição intitulada “<strong>Todos Diferentes, Todos Parentes</strong>”,  a reportagem que agora posto lembra que se Morton estivesse vivo (Morton foi um grande cientista que morreu em 1851, estudava a “diferença” entre as raças humanas) ele certamente teria um enfarto fulminante ao ver que várias pessoas, incluindo crianças, remontavam, em uma tela de computador,  aquilo que ele levou décadas em sua vida fazendo no laboratório. Diariamente, centenas de jovens e curiosos em geral se divertiram na mostra  criando “homens” inimagináveis, numa miscelânea que inclui os mais variados tipos de cabelo, olhos, rosto ou mesmo o tamanho do nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira se confunde com a própria explicação da origem do homem moderno, o Homo sapiens sapiens: a de que, ao contrário do que pensava <strong>Morton</strong>, as diferenças físicas, tão gritantes a nossos olhos, não passam de detalhes na história de uma espécie que, embora numerosa e espalhada por todo o mundo, em última análise <strong>provém de um único ancestral.</strong> As aparências enganam. “O sentido da visão tem um papel primordial nas percepções humanas, enquanto várias espécies de animais que diferem na cor dos pêlos ou da pele parecem não dar a menor importância a isso”, brinca o francês André Langaney, chefe do laboratório de Biometria de Genética da Universidade de Genebra.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que as questões de um século atrás ainda persistem: <strong>se somos descendentes de um mesmo antepassado, por que alguns têm a pele negra, cabelos crespos e olhos escuros, enquanto outros têm olhos puxados, cabelos lisos e a pele amarela?</strong> Por que os pigmeus medem em média 1,50 metro, enquanto suecos chegam a 1,77 metro? As diferenças são tantas, que apenas enumerá-las já soa como uma missão impossível — quanto mais listar respostas para cada uma&#8230; Mas para geneticistas como Langaney ou o célebre italiano Luigi Luca Cavalli-Sforza, um dos maiores especialistas no assunto, <strong>muito mais numerosas e essenciais são as igualdades</strong>. Todo homem, seja ianomâmi ou finlandês, possui cerca de 4,5 metros quadrados de pele, 100 órgãos, 450 músculos motores, 211 ossos, 950 quilômetros de tubos (veias e artérias), 100.000 quilômetros de fibras nervosas, 5 litros de sangue, 60 trilhões de células, etc. etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão importante ainda é que jamais se encontraram genes que pudessem ser considerados característicos de uma única população, por mais isolada que ela viva. Isto é: os cerca de 3 bilhões de componentes do patrimônio genético são compartilhados pelos 6 bilhões de homens que ocupam o Planeta. Sem exceções. É o que asseguram décadas de pesquisas, em especial as realizadas por aqueles dois especialistas. Langaney concentrou seu trabalho em três genes que são fundamentais no ser humano. O primeiro, responsável pelo tipo sangüíneo, é o sistema ABO. O outro, o do fator Rhesus, determina o Rh positivo e negativo. Quanto ao terceiro, o Gm, é o gene que produz a imunoglobulina, substância essencial para o sistema imunológico. Tais genes se encontram em centenas de grupos étnicos, cujas células a equipe de Langaney vasculhou. E <strong>o pesquisador é taxativo: isto descarta a possibilidade de existirem genes “brancos”, “negros” ou “amarelos”, como se acreditou até há pouco.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Nenhuma população se isolou por um tempo suficiente para se constituir como uma raça completamente diferenciada”, garante Cavalli-Sforza. Professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, ele diz isso com a autoridade de quem <strong>nos últimos cinqüenta anos se dedicou a construir a mais completa e ambiciosa árvore genealógica da espécie humana </strong>e hoje se dá ao conforto de andar de chinelos nos corredores da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Sforza testou nada menos de 120 características humanas gravadas nos genes, inclusive o fator Rhesus e os sistemas ABO e Gm. E também não poupou o computador de Stanford para reagrupar milhares de trabalhos lingüísticos e arqueológicos, a partir dos quais <strong>selecionou os 42 grupos mais estudados, numa amostragem perfeita dos</strong> <strong>habitantes dos cinco continentes.</strong> Etíopes, pigmeus, europeus em geral, lapões, esquimós, japoneses, polinésios e índios americanos são apenas algumas das etnias escolhidas por ele. E, a partir desses estudos, o geneticista genovês radicado nos Estados Unidos chegou a uma conclusão inovadora: a de que era possível reconstituir a história da evolução humana com base na freqüência de certos genes, o chamado critério de distância genética.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator Rhesus é um exemplo que pode ajudar a entender essa conclusão. Sforza verificou que 16% dos ingleses tinham o fator Rhesus negativo, enquanto a freqüência nos bascos era de 9% e nos japoneses 0%. “Se nos limitarmos ao Rhesus, podemos dizer que os ingleses são mais próximos dos bascos que dos japoneses.” É lógico que, para obter a distância genética entre as populações, <strong>Sforza não usou apenas um gene; analisou mais de uma centena.</strong> Graças a esse critério, pôde chegar então às sete grandes famílias, os colonizadores da Terra: africanos, caucasianos, asiáticos do sul, asiáticos do norte, australianos, insulares do Pacífico e ameríndios.</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%E2%80%9Cmutacoes%E2%80%9D-do-homem-original-negro/" target="_blank"><strong>Veja a segundo parte deste texto</strong> &gt; <strong>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<title>Nas investigações filosóficas (1.3)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/02/17/nas-investigacoes-filosoficas-1-3/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 21:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Investigações Filosóficas]]></category>
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		<description><![CDATA[
Concluindo o texto: Wittgenstein a Linguagem e o Conhecimento&#8230;

Nas Investigações filosóficas (1953) para Wittgenstein diferentemente do Tractatus a linguagem não é mais uma representação da realidade. Aliás a linguagem pode até distorcer a realidade. Afinal o que é a Realidade?

O pensamento não é só racional não é só linguagem verbal, você pensa a dor mas [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303882463873374370" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 113px; float: right; height: 113px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZss_-2YmKI/AAAAAAAAAOQ/uBnbw10gfKY/s200/wittgenstein+segunda.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/16/wittgenstein-a-linguagem-e-o-conhecimento-especialmente-na-astronomia/" target="_blank">Concluindo o texto: Wittgenstein a Linguagem e o Conhecimento&#8230;</a></span><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
<span style="color:#333333;">Nas <em>Investigações filosóficas</em> (1953) para Wittgenstein diferentemente do <em>Tractatus</em> a linguagem não é mais uma representação da realidade. Aliás a linguagem pode até distorcer a realidade. Afinal o que é a Realidade?<span id="more-141"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#333333;">O pensamento não é só racional não é só linguagem verbal, você pensa a dor mas não racionalmente, o mesmo ocorre com o êxtase ou com o prazer na intimidade de um casal, você pode pensar o orgasmo mas não racionalmente. </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Quando um casal apaixonado está namorando ao luar em uma linda praia com um encantador céu estrelado, e um dos dois mostra ao outro aquela maravilhosa imagem, nenhuma palavra é necessária, nem possível para esclarecer algo racionalmente, nenhuma palavra pode relatar a “realidade”, pode-se até querer mencionar o tom de cor que a lua apresenta, mas isto jamais será transmitido por palavras, é de fato necessária aquela inesquecível imagem. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">No <em>Tractatus</em> o sentido das preposições era determinado, agora em <em>Investigações</em> o sentido não é mais determinado é indeterminado. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Da mesma maneira que os jogos têm regras, a linguagem que usamos também as têm. O jogo de linguagem é usado com regras. Desta forma criam-se conceitos; “Pensemos, pois, naqueles casos para os quais dizemos que um jogo é jogado segundo uma regra determinada! A regra pode ser um auxílio no ensino do jogo. É comunicada àquele que aprende e sua aplicação é exercida.” <em>Investigações filosóficas</em> (54). Mas os conceitos são abertos não tem um fechamento conclusivo. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">No caso da astronomia, já há muito tempo a <em>matemática</em> tem em sua <em>linguagem</em>, em suas regras um valor imprescindível, principalmente depois de Galileu Galilei (<strong>2</strong>) na modernidade. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Mas Wittgenstein questiona: “em que medida a lógica é algo sublime?” (89) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">A descrição de um fato está nas regras de linguagem. No assim chamado 1* Wittgenstein a parte que era levada em consideração eram as descrições de fatos, enquanto que o 2* Wittgenstein vai encarar a descrição como um jogo de linguagem (algo manipulável). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">O conceito de realidade é algo metafísico. No <em>Tractatus</em> o conceito de real é metafísico, as proposições demonstram a realidade. Mas nem sempre, se sabe, a verdade é um problema filosófico: a porta está aberta, não é algo questionável; é sim ou não, é verdade ou falso. Da mesma forma no que tange a astronomia, poderíamos encontrar sentenças verdadeiras descritas através da linguagem matemática ou outras, mas também podemos encontrar temas filosóficos que são questionáveis&#8230; </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Portanto é claro que o sentido da filosofia não é só questionar é também ter algo prático no mundo real, se não, não há sentido. De qualquer maneira, “A filosofia é uma luta contra o enfeitiçamento do nosso entendimento pelos meios da nossa linguagem.” (109). O filósofo é aquele que supera o senso comum. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Quando você fala você tem a “ilusão”, às vezes, que o que você está falando está claro para outrem. Mas isto não ocorre sempre. Não obstante uma mãe sabe melhor o que o seu filho quer do que ele mesmo, por exemplo um neném chorando com fome. Então muitas vezes as palavras são desnecessárias e às vezes, mal colocadas, até atrapalham. Podemos dizer o mesmo das diversas linguagens. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Wittgenstein é um filósofo contemporâneo que “tenta quebrar” o racionalismo moderno, não supervaloriza o filósofo pondo-o em igualdade com outras áreas do saber. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Portanto acreditamos que se há uma “verdade” ela deve ser buscada em conjunto, não podemos menosprezar nenhuma área do saber. Assim a filosofia, as ciências naturais bem como a Astronomia e toda forma de conhecimento devem estar em sinergia. Devemos nos ater ao limite das nossas linguagens e conscientizarmo-nos que estamos “presos,” ainda que não saibamos, dentro de um sistema que pode ser fechado, não há como sabermos que a terra é azul a não ser indo ao espaço ou seja precisamos sair de nossa posição. Da mesma maneira precisamos nos libertar da fixação em nossas linguagens. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Finalizando relembro Kant em a <em>Crítica da razão prática</em>, trecho mencionado por Châtelet (1994): </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><em>Duas coisas enchem o coração de admiração e veneração, sempre novas e sempre crescentes, à medida que a reflexão se dirige e se consagra a elas: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim (&#8230;) o primeiro espetáculo, de uma inumerável multidão de mundos, aniquila, por assim dizer a minha importância, por ser eu uma criatura animal que deve voltar à matéria de que é formado o planeta (um simples ponto no Universo) depois de (não se sabe como) ter sido dotada de força vital durante curto espaço de tempo. O segundo espetáculo ao contrário eleva infinitamente o meu valor, como o de uma inteligência por minha personalidade, na qual a lei moral me manifesta uma vida independente da animalidade e até mesmo de todo o mundo sensível. (p.102).<br />
</em><br />
Abraços do </span><span style="color:#3366ff;">Benito Pepe</span><span style="color:#333333;"> </span></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Nota:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">(<strong>2</strong>) Galileu Galilei (1564-1642) é conhecido como um dos pais da Física moderna</span></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA<br />
</strong><br />
APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">BROCKELMAN, Paul. Cosmologia e criação: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 6: de Nietzsche à escola de Frankfurt; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">MARCONDES, Danilo. Filosofia analítica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">__________________. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">MARQUES, Edgar. Wittgenstein &amp; o Tractatus. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo, Abril Cultural, 1975 (Col. Os Pensadores) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">_____________________. Tractatus logico-philosophicus. São Paulo, EDUSP, 1994.</span> </div>


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		<title>Wittgenstein a Linguagem e o Conhecimento, especialmente na Astronomia</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 22:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem]]></category>
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		<description><![CDATA[
Publico agora mais uma seqüência de um texto acadêmico de filosofia intitulado: Wittgenstein a Linguagem e o Conhecimento especialmente na Astronomia. Este texto é dividido em 3 partes. Uma pequena Introdução, uma parte que falamos do Tractatus e por fim as investigações filosóficas. Falaremos de como Wittgenstein via a questão da linguagem.
1.1. Introdução 
 
Apesar de sermos [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303525701166195282" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 108px; float: right; height: 153px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZnohqMqYlI/AAAAAAAAAOA/pIGXkmYp7OM/s200/wittgenstein.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Publico agora mais uma seqüência de um texto acadêmico de filosofia intitulado: <em>Wittgenstein a Linguagem e o Conhecimento especialmente na Astronomia</em>. Este texto é dividido em 3 partes. Uma pequena <em>Introdução</em>, uma parte que falamos do <em>Tractatus</em> e por fim as <em>investigações</em> <em>filosóficas</em>. Falaremos de como Wittgenstein via a questão da linguagem.<span id="more-139"></span></span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#996633;"><strong><span style="color: #888888;">1.1. Introdução</span></strong></span></span><span class="fullpost"><span style="color: #888888;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><span style="color: #888888;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><span style="color: #888888;">Apesar de sermos seres similares aos demais animais temos traços que nos distinguem muito destes, um deles e provavelmente o mais importante é a linguagem, a usamos para falar, escrever e alguns diriam: pensar. Mas as linguagens são muito mais amplas do que essas que relatei e modificam-se com o tempo. Será portanto que nossa linguagem pode limitar o nosso pensamento, o nosso conhecimento?</span></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><span style="color: #888888;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Wittgenstein é sem dúvida um dos nomes mais importantes no século XX e que têm grande efeito sobre este tema da linguagem. Podemos distinguir duas etapas de suas obras: a primeira seria com o Tractatus logico-philosophicus (1921) e a segunda com as Investigações filosóficas (1953), esta publicada dois anos após sua morte. Notaremos que há uma clara distinção em alguns aspectos, mas uma adequação em outros. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
<span style="color: #888888;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Nas Investigações filosóficas para Wittgenstein diferentemente do Tractatus a linguagem não é mais uma representação da realidade. Aliás a linguagem pode até distorcer a realidade. A propósito poderíamos questionar: O que é a Realidade? </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
<span style="color: #888888;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Comentaremos um pouco sobre o papel da filosofia que é bem parecido nas duas fases. “A filosofia é uma luta contra o enfeitiçamento do nosso entendimento pelos meios da nossa linguagem”.(1) O filósofo é aquele que supera o senso comum. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><br />
<span style="color: #888888;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Explanaremos como Wittgenstein via a questão da linguagem. Faremos uma analogia entre seu ponto de vista com relação ao “conhecimento” e enfatizaremos especialmente a Astronomia como poderia ser qualquer outro conhecimento dito científico. Daremos uma pincelada analógica entre essas duas fases: o Tractatus e as Investigações, mesclando um pouco nosso discurso dentro dessas etapas visto que, de certa forma, o próprio Wittgenstein também o fez.</span></div>
<p><span style="color: #888888;">Abraços do Benito Pepe</span><a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color: #888888;"> </span></a></p>
<div><span style="color:#996633;"><span style="color: #888888;">Próximo tópico: </span><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/17/no-tractatus-1-2/" target="_blank"><span style="color: #3366ff;">No Tractatus</span></a><br />
</span></span></div>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Nota:<br />
</strong><br />
(1) Investigações filosóficas -109<br />
</span></div>


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		<title>Estruturalismo, Pensamento e o Conhecimento especialmente na Astronomia</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 19:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[
Apresento agora (em tópicos) um outro texto acadêmico falando do estruturalismo na filosofia e um outro estruturalismo que vou chamar de estruturalismo científico-astronômico. Refletiremos também quanto à questão do “conhecimento” especialmente na Astronomia.

1.1. Introdução

(&#8230;) dois movimentos aparecem depois guerra. O primeiro se propõe a encontrar, pela “interpretação”, o sentido perdido da cultura moderna; o segundo [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302003973280498834" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 145px; float: right; height: 142px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZSAhcEYBJI/AAAAAAAAANY/Fsur5wZXUk0/s200/Saussure.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Apresento agora (em tópicos) um outro texto acadêmico falando do estruturalismo na filosofia e um outro estruturalismo que vou chamar de <em>estruturalismo científico-astronômico</em>. Refletiremos também quanto à questão do “conhecimento” especialmente na Astronomia.<span id="more-134"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;"><strong>1.1. Introdução</strong></span></span></p>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;"><em>(&#8230;) dois movimentos aparecem depois guerra. O primeiro se propõe a encontrar, pela “interpretação”, o sentido perdido da cultura moderna; o segundo a esclarecer, pela análise de suas “estruturas”, o funcionamento dos processos simbólicos. “Hermenêutica” filosófica e “estruturalismo” científico tornam-se assim, no limiar da segunda metade do século, duas maneiras concorrentes de responder à “crise” da Europa (&#8230;) (p.233-4).<br />
</em><br />
Procuraremos enfatizar esta segunda corrente que é o estruturalismo. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost" style="color:#666666;">O estruturalismo foi desenvolvido em diversas áreas: na lingüística (Saussure), na antropologia (Lévi-Strauss), na sociologia (Radcliffe-Brown), na literatura (R. Barthes), na filosofia (Foucault, Derrida e Deleuze), na psicanálise (Lacan), no marxismo (Althusser), na psicologia (Piaget), entre outras. </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Como vimos há vários segmentos do estruturalismo, mas vamos comentar sobre três destes “seguimentos”, todos tendo início e base na linguagem (lingüística), são eles: propriamente o estruturalismo na lingüística, estruturalismo na antropologia, e o outro na filosofia. Faremos uma analogia com um outro segmento que vamos chamá-lo de estruturalismo científico-astronômico.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
É bom destacar que Estruturalismo nos termos que vamos abordar nos primeiros tópicos, está enfocando o campo das ciências sociais ou humanas, porém na área das ciências naturais, e especialmente na Astronomia estaremos comentando o estruturalismo no sentido de <em>estrutura física</em> e a relação do homem com este saber. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div><strong><span style="color:#666666;">1.2. A origem do termo e a lingüística</span></strong></div>
<div><strong><span style="color:#666666;"><br />
</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Sem dúvida o nome mais importante e que vem a dar origem ao termo estruturalismo e todos os seus desdobramentos é o nome do lingüista suíço Ferdinand Saussure (1857-1913). Ele ministrou um curso de lingüística geral e que vem a ser publicado posteriormente através das anotações de seus alunos três anos depois de sua morte, portanto em 1916. Estes estudos tornam-se uma grande revolução epistemológica. Propunha-se a abordar qualquer língua como um sistema no qual cada um dos elementos só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura. Saussure lança as bases de uma verdadeira ciência da linguagem; e é “da estrutura que é a linguagem, dentro de cujas possibilidade move-se o nosso pensamento.” Conforme comenta Reale (2006 p.83). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">A língua é um fato social, a linguagem (é uma potencialidade) algo mais ligado à natureza (fenômeno expressivo mais abrangente); a fala é um fato individual; é com a fala que se concretiza a língua. Cada um fala a língua de sua maneira. Já a escrita representa a fala que por sua vez representa o pensamento, portanto a escrita é uma representação da representação. A língua é o principal contrato tratado na sociedade. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Mesmo que Saussure tivesse o estilo de seus contemporâneos ou seja interessado em linguística histórica, desenvolve naquele Curso uma teoria mais geral de semiologia (estudo dos signos). Essa visão mais ampla objetivava examinar como os elementos da linguagem se relacionavam no presente (“sincronicamente” ao invés de “diacronicamente”). Desta maneira ele focou não o uso da linguagem (o falar), mas no sistema subjacente de linguagem (idioma) do qual qualquer expressão particular era manifestaçao. Por consequente ele argumentou que sinais linguísticos eram compostos por duas partes, um “significante” (o padrão sonoro da palavra, seja sua projeção mental – como quando silenciosamente recitamos uma musica ou uma poesia para nós mesmos – ou de fato, sua realização física como parte do ato de falar) e um “significado” (ou seja o conceito ou o que aquela palavra quer dizer). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Portanto era uma abordagem bem diferente das anteriores proclamadas por outros estudiosos relativos à linguagem, estes focavam-se no relacionamento entre as palavras e as coisas que elas denominavam no mundo. Saussure ao invés concentrava-se na constituição interna dos sinais e não na sua relação com os objetos no mundo físico. Ele fez da anatomia e estrutura da linguagem algo que pode ser estudado e analisado profundamente. </span></div>
<div><span style="color:#666666;">Saussure “cria” uma observação em rede. </span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Saussure deixa com o seu legado muitas bases para os estudos de diversos antropólogos, psicanalistas, pensadores e tantos outros cientistas sociais ou não, como veremos mais à frente.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
Conforme Abbagnano (2007)</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>(&#8230;) o Estruturalismo, globalmente considerado, é ao mesmo tempo método de investigação, análise epistemológica e posicionamento filosófico. Se bem que haja autores no quais o Estruturalismo é sobretudo prática científica (p. Ex., Lévi-Strauss) e outros nos quais é sobretudo reflexão epistemológica e filosófica (p. Ex., Foucault e Althusser)(&#8230;) (p.441).<br />
</em><br />
<span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/13/o-estruturalismo-na-antropologia-e-a-etnoastronomia-1-3/" target="_blank">No proximo tópico comentamos sobre o estruturalismo na antropologia e no caso da astronomia mencionamos a etnoastronomia.<br />
</a></span></span></div>
<p>Abraços do Benito Pepe<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a></p>
<div><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></div>
<div><strong><br />
</strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div><strong> </strong></div>
<div style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</div>
<div style="text-align: justify;">DELACAMPAGNE, Christian. <em>História da filosofia no século XX</em>; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</div>
<div style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</div>
</div>
<p>Apresentaremos neste texto um dos movimentos do pensamento mais importantes que ocorreram no século XX. Conforme nos lembra Delacampagne (1997)</p>


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		</item>
		<item>
		<title>O Ser humano em um processo de Desterritorialização, os “movimentos”, o Tempo e o poder no conhecimento, especialmente na Astronomia (Parte 1)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/19/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%e2%80%9cmovimentos%e2%80%9d-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-1/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 20:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Desterritorialização]]></category>
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		<category><![CDATA[Ser Humano]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[
1.1. Introdução
Pretendemos neste texto relembrar de forma figurativa e alegórica a história da humanidade, em sua transformação física-biológica-psicológica. 


Conforme menciona Deleuze(1) “O homem é um animal se despojando da espécie” deixamos nossa animalidade e estamos em um processo de humanização. Este é um processo que demanda sofrimento e está em aceleração progressiva nos últimos séculos. [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281609984700051026" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 177px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SUwMTEQz7lI/AAAAAAAAAG4/gsICUjfDX8Y/s200/geografia.gif" border="0" alt="" /><br />
<strong><span style="color:#009900;">1.1. Introdução</span></strong></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Pretendemos neste texto relembrar de forma figurativa e alegórica a história da humanidade, em sua transformação física-biológica-psicológica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Conforme menciona Deleuze(1) </span><span style="color:#009900;">“O homem é um animal se despojando da espécie” deixamos nossa animalidade e estamos em um processo de humanização. Este é um processo que demanda sofrimento e está em aceleração progressiva nos últimos séculos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#009900;">Uma das questões para reflexão é que o homem “tem” sua humanidade, mas mantém sua animalidade.<span id="more-106"></span></span></div>
<div><span style="color:#009900;"></p>
<p style="text-align: justify;">As diversas instituições nos moldam e são moldadas por nós.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Veremos como o que chamamos de “mal da altitude” nos aflige e requer movimento constante. O delírio é o motor que move. E o movimento faz com que nos tornemos o que somos ou o que vamos ser. </span></div>
<div><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Mas “somos movimento” desde nossas <em>origens cósmicas estelares</em>. O nosso pensamento é imanente ao cosmos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">A física quântica mostra que a natureza é autônoma; assim o pensamento também o é. </span></div>
<div><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">O universo se expande. O nosso pensamento, o nosso “conhecimento” também. Mas o conhecimento é usado como forma de poder. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">É a dinâmica do capitalismo que acelera o tempo. No capitalismo tempo não é só dinheiro, tempo é poder.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"></p>
<p></span><span style="color:#009900;"><strong>1.2. O Ser Humano e o Processo de Desterritorialização<br />
</strong><br />
A Desterritorialização é uma saída do “território”. Este é um conceito de Deleuze e Guattari. Mas este processo requer “naturalmente” uma Reterritorização, ou seja a “criação” de um outro novo Território. (Mas este conceito é mais amplo do que pode parecer em princípio, não está propriamente ligado a apenas um território físico)</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Inicialmente a Desterritorialização era usada para processos psicanalíticos, mas depois é ampliada para toda a filosofia. Poderíamos considerar que a “criação” de novos “territórios”, ainda que realmente necessários, são agora, mais móveis e descontínuos. Não como os originais, que certamente levaram muitíssimos milênios para modificarem-se. Os novíssimos territórios criados pela humanidade modificam-se como os ventos&#8230; </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Quando queremos nos utilizar do conceito Deleuziano de Desterritorialização, pretendemos neste texto, nos concentrar no sentido mais relacionado às questões físico-biológicas e antropológicas da humanidade e não propriamente a um território geográfico. Mas sim ao que tange ao próprio homem enquanto espécie “deixando” os seus territórios naturais, saindo da sua “floresta” e entrando na sua “cidade”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Este é um grande êxito de uma “duração” que começa em um processo lento e gradual lá nos primórdios dessa espécie há pelo menos dois milhões de anos e entra em aceleração progressiva nos mais recentes milênios desta humanidade. Naturalmente tivemos a necessidade de transformações e adaptações múltiplas para chegarmos em nosso novo território. Mas esta re-territorialização, “necessária”, transforma o homem que por sua vez transforma este território. (a natureza em todos os sentidos) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Quando estávamos lá na pura natureza, no nosso território natural, na nossa origem; o nosso Éden era nosso Paraíso. Fomos nos modificando, nos transformando, e assim deixamos o Ser que éramos. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se observarmos a natureza com um pouco de atenção, perceberemos que embora tenhamo-nos distanciado daquele território original, ainda estamos envolvidos com a nossa “essência” dessa natureza. Este processo de desterritorialização e reterritorialização, quando mais lento, era provavelmente menos sofrido ou traumático, pois a lentidão milenar é uma coisa totalmente diferente deste novo processo em que passa a humanidade e que é um processo, como dissemos, em aceleração progressiva; é muito rápido, portanto, não mais milenar. Há algum tempo passou a ser secular e agora estamos “transformando-nos” em décadas e quem sabe apenas a cada novo ano. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Poderíamos fazer uma alusão com uma de nossas necessidades básicas: a Locomoção. Seria até análogo com o conceito em questão. Pois bem, então se caminharmos do nível do mar até uma montanha distante, seguindo as suas trilhas durante vários dias de caminhada e chegarmos ao topo da Cordilheira dos Andes por exemplo, deixaremos uma pressão atmosférica maior – no nível do mar – e alcançaremos uma altitude de 4 ou 5 mil metros com uma pressão atmosférica e nível de oxigênio baixíssimo. Faríamos isto em muitos, muitos dias de caminhada, o que nos facilitaria acostumar aos poucos nosso organismo a essa nova altitude, sem muito sofrimento.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Agora, se pegarmos um automóvel e fizermos a mesma viagem em algumas horas, certamente sentiríamos muito mais o problema da altitude. E se fizéssemos esta mesma viagem em um avião? Deixaríamos o nível do mar e em alguns minutos estaríamos em uma cidade dessa altitude. Com certeza quem não tem o hábito de fazê-lo precisará de um medicamento próprio para a altitude ou tomar o famoso “chá de folha de coca”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Bem, com esta analogia gostaríamos de destacar o que de fato ocorre com a humanidade nos dias de hoje. O homem ocidental deixou sua natureza “em avião”. Antes “caminhávamos a pé”, como o fazem ainda algumas tribos espalhadas pelo Planeta, há tribos que vivem em harmonia com a natureza e portanto em sintonia com a sua essência natural. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se observarmos a natureza, veremos claramente que um animal está em harmonia com a sua essência, por exemplo: procria e cria os seus filhotes sem precisar de médicos ou orientadores. O macho faz o seu papel de procriador, a fêmea gera e cuida de sua cria com toda a dedicação, intensidade e exclusividade necessárias; precisando deixar de lado o macho e às vezes até abandoná-lo, quando não mais necessário, a fim de manter seus filhotes em segurança pois muitos machos são até perigosos para os seus filhotes.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
O macho por sua vez, em muitas espécies, “possui” várias fêmeas. Talvez pelo fato da natureza do macho, ele necessite mais intensamente ou quantitativamente do “sexo”, mesmo depois da cria. Enquanto a fêmea necessita mais de afeto e proteção. Portanto estes animais estão vivendo sua animalidade e seu “território” em toda a sua intensidade. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Nossa espécie bem diferente dos demais animais modificou drasticamente sua animalidade, e em um processo, como dissemos antes: lento e agora acelerado, se desterritorializou. Então vivemos um dos momentos mais problemáticos da humanidade, <em>fomos e somos influenciados pelas diversas instituições</em>. É claro que depois que estamos no topo da montanha precisamos nos re-adaptar, queiramos ou não, com esta nova altitude. Faremos isto nos “adequando” ao “novo território” e/ou através dos “medicamentos”, ou passamos mal. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Ainda que descêssemos ao nível do mar, o “mal da altitude” não cessaria rapidamente. E o mais notório é que depois de conhecer a altitude, ainda que com sofrimento, não queremos deixá-la para sempre, pensamos de vez em quando em ir ao “nível do mar”, mas voltamos à “montanha”.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
Em outras palavras nossa “humanidade” não deixa facilmente nossa “animalidade” e nossa animalidade busca a humanidade. Nossa desterritorialização sempre nos proporcionará novos territórios, isto nos parece um processo da vida humana seja ele com casualidade ou ao acaso dependendo do magistério que o estuda, seja a ciência ou a religião. O fato é que os filósofos não estão propriamente apegados a um ou outro magistério, mas desde nossos primórdios lá na Grécia antiga dizemos: sou um filósofo, ou seja, um amante do saber. Mas como dizia Sócrates: só sei que nada sei. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Se tivéssemos caminhado não sofreríamos tanto o “mal da altitude”, mas certamente sofreríamos outros males. Esta é a humanidade se desterritorializando, deixando sua animalidade e alcançando sua humanidade, mas agora sofrendo o “mal da altitude” por fazê-lo de “avião”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Cabe a nós nos conformar e esperar o advir? Mas, se só esperamos não saímos do lugar. Como dissemos alegoricamente, o êxodo requer movimento. Embora nos pareça ser a vida humana um advir eterno, é preciso o movimento. E assim nos cabe, ao menos, permitir que esta viagem seja a menos sofrível possível e a mais agradável o tanto quanto desejável. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">(1) Deleuze no texto: “Instintos e instituições” (1955), pode ser visto no livro A ilha deserta, vide Bibliografia.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/21/o-ser-humano-em-um-processo-de-desterritorializacao-os-%E2%80%9Cmovimentos%E2%80%9D-o-tempo-e-o-poder-no-conhecimento-especialmente-na-astronomia-parte-2/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Continua na (Parte 2) clique aqui</span></a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><strong><span style="color:#009900;">Bibliografia</span></strong></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">ANDREETA, José Pedro. <em>Quem se atreve a ter certeza?:</em> A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">APPIAH, Kwame Anthony. <em>Introdução à filosofia contemporânea</em>. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">CHÂTELET, François. <em>Uma história da razão</em>: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">DELACAMPAGNE, Christian. <em>História da filosofia no século XX</em>; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">DELEUZE, Gilles. <em>A ilha deserta</em>: e outros textos. 1.ed. São Paulo: Iluminuras, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.<br />
</span><span style="color:#009900;"> </span></p>


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