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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Workshops, Treinamentos de Equipes e Cursos &#187; Ciência</title>
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	<description>Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos, Workshops, Administração e Marketing, Gestão de Empresas, Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Religião Versus Ciência</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 01:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sob certo aspecto, não existe conflito algum entre religião e ciência, mas, visto sobre outro ângulo, esse conflito é implacável. Os dois pontos de vista são corretos, pois apenas acentuam os aspectos diferentes dessas relações. Estudemo-los, pois, separadamente.  O primeiro, isto é o da inexistência do conflito, acentua que as crenças religiosas se referem ao mundo extra-sensório. Portanto não podem ser comprovadas pelos métodos científicos, e também não podem ser negadas. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Este texto que segue me foi enviado pelo amigo José Maria dias, a quem se devem os créditos da compilação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sob certo aspecto, não existe conflito algum entre religião e ciência, mas, visto sobre outro ângulo, esse conflito é implacável. Os dois pontos de vista são corretos, pois apenas acentuam os aspectos diferentes dessas relações. Estudemo-los, pois, separadamente.  O primeiro, isto é o da inexistência do conflito, acentua que as crenças religiosas se referem ao mundo extra-sensório. Portanto não podem ser comprovadas pelos métodos científicos, e também não podem ser negadas.<span id="more-1464"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Outra forma de apresentar a questão consiste em afirmar que a religião trata de causas originais e a ciência das imediatas. O cientista pode crer em Deus e, todavia, ser um ótimo biólogo; apenas encara os fatos e princípios da Biologia como outras tantas manifestações da obra divina. No laboratório, sua conduta pode ser apropriada à situação científica e, na igreja, adequada à situação religiosa sem qualquer incongruência. Tal atitude é perfeitamente natural; todavia sabemos de muitos grandes cientistas que foram homens pios, ao passo que muitos outros foram ateus, e sabemos, também, que muitos deles, pios e ímpios, tiveram grandes problemas com a religião organizada justamente devido aos seus pontos de vista científicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em parte, a raiz do problema é a seguinte; a linha divisória entre o conhecido e o ignoto é inconstante. O que ainda ontem era, ignorado, hoje é conhecido. Ainda não há muito tempo, a origem do homem sobre a terra era ignorada pelo intelecto humano. A crença religiosa preencheu a lacuna com a “narrativa precisa” dessa origem. Tal narrativa foi aceita por ter sido encarada como uma revelação divina. Entretanto, a investigação científica começou a levar a origem terrestre do homem para o domínio dos fatos. Foi então que surgiu um sério conflito. O cientista não podia aceitar a narrativa religiosa como absolutamente verídica, sobretudo para a ciência. Tal situação criou uma tensão entre ele e o leigo comum e as autoridades religiosas. Enquanto a linha divisória entre o conhecido e o ignoto for assim inconstante, ou, em outras palavras, enquanto a ciência continuar a progredir, existirá sempre o conflito entre religião e ciência. Nenhuma das duas será destruída por esse choque, pois quando a religião perde uma batalha limita-se a bater em retirada para níveis mais elevados.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideologia religiosa torna-se cada vez mais imprecisa, mais e mais filosófica, cada vez menos antropomórfica. Transfere-se do fundamental para o liberal, do dogma para a filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">A outra raiz do conflito reside no fato de que a ciência, da mesma forma que qualquer outra instituição organizada, possui uma fé própria. Desenvolve hábitos de atitudes espirituais e éticas diferentes das que prevalecem nas religiões tradicionais. A procura científica da verdade empírica como o mais elevado objetivo a ser atingido é exatamente o oposto da procura religiosa da verdade não-empírica. O cientista desenvolve um ceticismo inerente sobre as asserções relativas à existência, sem levar em conta a identidade do seu autor. Assim está sempre inclinado a encarar com algum ceticismo as afirmações sobre a natureza do paraíso, a vida após a morte, o mal do pecado, a ocorrência dos milagres e o caráter revelador da Bíblia.</p>
<p style="text-align: justify;">A religião afasta-se desse ceticismo pela reinterpretação das suas  asserções, tornando-as simbólicas e alegóricas, e não literais. Falo, também, salientando a importância dos sentimentos religiosos para com as crenças religiosas. Entretanto nunca se entrega. O mais sério conflito entre religião e ciência surge quando a própria religião é submetida a análise cientifica. Dependente, como é da fé subjetiva, a religião murcha como uma folha diante da chama quando enfrentada pela atitude científica. Assim o homem que vai a igreja sem a ideia da adoração, mas com a intenção de analisar as causas do comportamento que observa, achar-se-á incompatibilizado com a ocasião. Encontrar-se-á na mesma posição daquele que assiste a um jogo de futebol, não com a intenção de apreciar o jogo, mas, sim, com a de observar os estranhos gritos e atitudes da multidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Se todos os integrantes da multidão assumissem a mesma atitude não haveria qualquer entusiasmo, nenhum interesse. A análise sistemática é o oposto do entusiasmo coletivo. Se o público em geral, levasse a cabo uma análise da conduta religiosa lançando mão dos instrumentos sistemáticos da pesquisa, seria a morte da religião. Desnecessário dizer que tal hipótese é improvável. A maior parte dos cientistas tentará analisar todas as coisas antes de interessar-se pela religião, e a maioria dos leigos nem sequer pode compreender a exposição do problema. O que passa por ser estudo religioso é, em geral, a história da doutrina religiosa, e não a explicação cientifica do comportamento religioso propriamente dito.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Sociedade Humana de Kingsley Davis da Editora Fundo de cultura.</p>


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		<title>A Itália e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 14:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no Quattrocento (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/96__160x120_duomo-firenze.jpg" alt="duomo-firenze" title="duomo-firenze" />
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A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no <em>Quattrocento</em> (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.<span id="more-1457"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1401 foi realizado naquela cidade um concurso para a confecção das portas em bronze do batistério de San Giovanni, no qual o vencedor foi Ghiberti. O pagamento dessas obras escultóricas e arquitetônicas e a decoração dos palácios, igrejas e monastérios ficou a cargo de ricas famílias de comerciantes e dignitários, entre as quais se destacou a dos Medici.</p>
<p style="text-align: justify;">O iniciador da pintura renascentista foi Masaccio. A monumentalidade de suas composições e o naturalismo de suas obras fazem dele uma figura essencial da pintura do século XV, como se pode apreciar nos afrescos da capela Brancacci.<br />
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51300"></a>Contemporâneos de Masaccio foram fra Angélico, pintor idealista de cenas religiosas, e Paolo Uccello, preocupado com os escorços (figuras em posturas oblíquas ao plano da obra artística) e as perspectivas. À segunda metade do século XV, auge da tendência pictórica racionalista e investigadora, pertenceram Piero della Francesca, que se sentiu atraído pelo valor da luz como elemento expressivo, e Sandro Botticelli, com quem triunfou um estilo sinuoso e refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento ou <em>Cinquecento</em> floresceu entre 1490 e 1527, ano em que Roma, que substituíra Florença como centro artístico, foi saqueada pelas tropas imperiais de Carlos V. O período contou com três figuras de primeira magnitude: Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael. Cada um desses artistas personificou um aspecto peculiar desse momento: Da Vinci foi o arquétipo do homem renascentista, um gênio solitário que se interessou pelas facetas múltiplas do conhecimento; Michelangelo encarnou o poder criador e concebeu vários projetos inspirando-se no corpo humano como veículo essencial para a expressão de emoções e sentimentos; e Rafael exemplificou o espírito clássico da harmonia, da beleza e da serenidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora Da Vinci, autor da &#8220;Gioconda&#8221; (ou &#8220;Mona Lisa&#8221;) e da &#8220;Última ceia&#8221;, tenha sido reconhecido em sua época como um grande artista, seu constante e profundo interesse no conhecimento da anatomia humana, do mecanismo do vôo das aves e da estrutura interna de animais e plantas não lhe permitiu produzir uma obra pictórica extensa. Os primeiros exemplos escultóricos de Michelangelo, como o &#8220;David&#8221;, revelam uma grande habilidade técnica que lhe permitiu mais tarde curvar suas figuras de forma helicoidal, explorando as possibilidades expressivas da anatomia humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que tenha se iniciado como escultor, sua obra mais conhecida é o gigantesco afresco da abóbada da capela Sistina, na qual combinou a teologia cristã e a filosofia neoplatônica. Rafael, que na juventude sofreu a influência de Da Vinci e Michelangelo, distinguiu-se por sua preferência pela harmonia e clareza clássicas, características que podem ser apreciadas em uma de suas obras mais célebres, &#8220;Escola de Atenas&#8221;. Nesse trabalho, um afresco para o Vaticano, representou juntos, em conversa tranqüila, diversos filósofos, artistas e homens de ciência, tanto da antiguidade como seus contemporâneos, dispostos em um cenário colossal de características greco-latinas.<br />
O criador do <em>Cinquecento</em> arquitetônico foi Donato Bramante, que chegou a Roma em 1499. Sua primeira obra-prima foi o pequeno templo de são Pedro em Montorio, de planta centralizada, semelhante à dos templos circulares clássicos. O papa Júlio II escolheu Bramante para edificar a nova basílica de São Pedro, de gigantescas proporções, que deveria substituir a igreja paleocristã do século IV. O projeto só foi completado muito tempo depois da morte de Bramante e dele participaram artistas como Rafael e Michelangelo, que desenhou a enorme cúpula.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/48459"></a>Em Veneza, onde Antonello da Messina havia introduzido o óleo, técnica própria do norte da Europa durante o século XV, sucedeu-se uma série de pintores brilhantes &#8212; Giorgione, Ticiano, Tintoretto, Veronese &#8212; com os quais chegou ao seu esplendor máximo a escola veneziana, cujas características são o colorido, a luz vaporosa, a sensualidade e os temas pagãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Difusão da arte renascentista</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51302"></a>Fora da Itália difundiram-se com certa rapidez as novidades estéticas italianas graças às viagens de artistas à Itália e à difusão proporcionada pela invenção da imprensa. Embora na arquitetura demorassem um pouco a se impor os critérios renascentistas, devido à permanência do gótico, na escultura e sobretudo na pintura chegaram a se destacar artistas extraordinários. No norte da Europa, onde ficara famoso o esplendor da escola gótica flamenga, minuciosa e de ricos cromatismos graças ao emprego do óleo, destacaram-se o gravador e pintor alemão Albrecht Dürer, que conjugou o estilo clássico renascentista com o gótico germânico com grande habilidade, e o flamengo Pieter Brueghel o Velho, interessado na reprodução de cenas da vida cotidiana não isentas de ironia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51298"></a>Na Espanha, a arte do Renascimento foi muito mais religiosa do que nos demais países da Europa, fruto do espírito da Contra-Reforma, e alcançou seu maior brilhantismo com a arquitetura austera de El Escorial, obra de Juan de Herrera y Gutiérrez de la Vega e com a obra de El Greco, que se caracteriza por figuras alongadas, de marcante espiritualidade, uma técnica livre e uma gama de cores e brilhos de origem veneziana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Literatura</strong><br />
Ao lado das artes plásticas, a literatura italiana viveu uma época proto-renascentista personificada por Dante Alighieri, contemporâneo de Giotto. Sua obra mais representativa, a <em>Divina comédia</em>, pertencia à Idade Média por sua construção e suas idéias, mas sua visão subjetiva e sua poderosa expressividade a aproximavam do Renascimento. Petrarca e Boccaccio também pertenceram ao período literário que precedeu o Renascimento, por seus estudos do latim e seus escritos em língua vernácula.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento foi representado na Europa por indivíduos notáveis como o francês François Rabelais, o português Luís de Camões, o italiano Ludovico Ariosto e o britânico Christopher Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Música</strong><br />
Também a música alcançou um enorme desenvolvimento no Renascimento, época na qual triunfou a música vocal polifônica, conjunto de várias vozes e instrumentos formando um todo harmonioso, e a profana, exemplificada no madrigal. O coro da capela Sistina, do Vaticano, que participava dos serviços religiosos oficiados pelo papa, atraiu músicos e intérpretes vocais de toda a Itália e até mesmo do norte da Europa. Entre seus membros destacaram-se os compositores Josquin des Prés e Giovanni Pierluigi da Palestrina, mestre da polifonia religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Reforma, Contra-Reforma e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 13:35:23 +0000</pubDate>
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</a>
O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.<span id="more-1454"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A atitude de Lutero não foi um fato isolado nem circunstancial e sim a resposta a uma época de crise. A Reforma coincidiu com um profundo descontentamento econômico, o desprestígio da hierarquia eclesiástica, a propagação de correntes místicas, os contínuos conflitos bélicos e uma desorientação espiritual generalizada. Era evidente, sobretudo para o clero germânico, a necessidade de uma reforma que devolvesse à igreja a essência do cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O luteranismo, que rechaçava ainda a autoridade do papa, a maioria dos sacramentos e o culto à Virgem e defendia a livre interpretação da Bíblia e a prioridade da fé sobre os atos como meio de salvação, não tardou a propagar-se por todo o norte e centro da Europa, sobretudo entre a nobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">A reação católica teve como seu primeiro protagonista o imperador Carlos V , obstinado na luta contra os protestantes e na busca da unidade religiosa. Apesar da vitória imperial na batalha de Mühlberg em 1547, o resultado final foi a assinatura da Paz de Augsburgo em 1555, que confirmou a ruptura entre católicos e protestantes. A Igreja Católica buscou, além disso, combater a Reforma mediante a chamada Contra-Reforma, movimento de reação que se apoiou no Concílio de Trento (1545-1563) e na Companhia de Jesus. O concílio reafirmou os dogmas católicos atacados por Lutero, fortaleceu a hierarquia eclesiástica e estimulou o ensino da religião. Por sua vez, a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada em 1534 pelo espanhol Ignácio de Loyola, propôs-se a difundir, sob as ordens do papa, a doutrina católica por todo o mundo; para tanto, os jesuítas realizaram um amplo e abrangente trabalho educativo, por meio da criação de inúmeras escolas e universidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A era dos grandes inventos e descobrimentos geográficos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51299"></a>O anseio pelo conhecimento e o espírito científico do homem renascentista, cujo melhor protótipo foi Leonardo da Vinci, provocaram uma verdadeira revolução. Difundiram-se e aperfeiçoaram-se inventos orientais como a pólvora, que transformou a estratégia militar, e a bússola, que permitiu os grandes descobrimentos geográficos. Talvez o fato mais marcante tenha sido a invenção da imprensa, atribuída ao alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçoou os sistemas medievais de impressão com a criação dos tipos ou caracteres metálicos móveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento da cartografia, os avanços na arte da navegação, o conhecimento da bússola, o desaparecimento das rotas comerciais das caravanas para o Oriente, devido à presença dos turcos otomanos, e o espírito dinâmico e curioso do homem moderno foram fatores que se conjugaram para tornar possíveis os grandes descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, nos quais espanhóis e portugueses tiveram papel preponderante.</p>
<p style="text-align: justify;">As explorações portuguesas, incentivadas pelo Infante D. Henrique o Navegador, foram protagonizadas por Bartolomeu Dias, que chegou até o cabo das Tormentas (posteriormente cabo da Boa Esperança), no sul da África; Vasco da Gama, que alcançou a costa da Índia; e Pedro Álvares Cabral, que no ano de 1500 descobriu o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Os espanhóis, por sua vez, exploraram mais o Atlântico, pois pretendiam chegar às Índias pelo oeste, convencidos da esfericidade da Terra. O pioneiro dessas explorações foi Cristóvão Colombo, que realizou quatro viagens às terras que acreditava serem a Índia e que constituíam um novo continente. O dia 12 de outubro de 1492, quando a primeira expedição de Colombo desembarcou nas novas terras, é considerado a data do descobrimento da América. A partir de então e durante todo o século XVI os espanhóis, seguidos dos franceses, britânicos e portugueses, lançaram-se ao descobrimento de novas terras: Hernán Cortés conquistou o império asteca, Vasco Núñez de Balboa chegou até o mar do Sul (posteriormente oceano Pacífico), Francisco Pizarro dominou o império inca, Álvar Núñez Cabeza de Vaca percorreu o sul do que seriam os Estados Unidos e Juan Sebastián Elcano conseguiu completar a primeira circunavegação da Terra, iniciada por Fernão de Magalhães.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte do Renascimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista alcançou sua expressão máxima nas artes plásticas. Tratava-se de uma arte baseada na observação do mundo visível e em uma série de princípios matemáticos e racionais, como equilíbrio, harmonia e perspectiva. Pouco a pouco foram sendo substituídas as expressivas formas góticas por novas linhas em conformidade com os modelos da antiguidade clássica. Nas mãos de homens como Leonardo da Vinci, a arte não foi apenas uma forma de plasmar a beleza, mas também um aspecto do conhecimento, um meio de explorar a natureza e demonstrar a realização dos descobrimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A origem da arte renascentista encontra-se na Itália e foi precedida por uma fase proto-renascentista, o <em>Trecento</em>, que se estendeu do final do século XIII até o fim do século XIV, estimulada pelo espírito cultural franciscano. O exemplo de são Francisco de Assis incentivou diversos poetas e artistas italianos a valorizarem a natureza. As obras do mais destacado pintor do <em>Trecento</em>, Giotto, revelam um novo estilo pictórico preocupado mais com o espaço, os volumes e a penetração psicológica dos personagens do que com as linhas decorativas e as composições hieráticas de seus predecessores como Cimabue, Duccio di Buoninsegna e Simone Martini.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong><strong> </strong></p>


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		<title>O quadro Político, Econômico e Social na Idade Moderna e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 22:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[No século XIV, a baixa Idade Média entrava em pleno declínio e, com ela, parte do sistema feudal. O Sacro Império Romano-Germânico, que lutara anteriormente contra o papado para obter o controle da Itália e conseguir a união da Europa, encontrava-se muito debilitado, fragmentado entre diferentes famílias nobres rivais sobre as quais se estendia a autoridade quase honorária do imperador.


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No século XIV, a baixa Idade Média entrava em pleno declínio e, com ela, parte do sistema feudal. O Sacro Império Romano-Germânico, que lutara anteriormente contra o papado para obter o controle da Itália e conseguir a união da Europa, encontrava-se muito debilitado, fragmentado entre diferentes famílias nobres rivais sobre as quais se estendia a autoridade quase honorária do imperador.<span id="more-1452"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A crise afetava também a Igreja Católica, que, primeiro, em 1309, teve sua sede pontifícia transferida temporariamente para Avignon, no sul da França, e depois sofreu as conseqüências do chamado cisma do Ocidente, no qual o mundo cristão se dividiu entre os partidários do papa Urbano VI e os do antipapa Clemente VII.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Evolução política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A reorganização política teve início na Itália no final do século XIII, com sua desvinculação do poder imperial e sua fragmentação em diversas cidades-estados, que passaram do regime comunal ou municipal para o senhorial, exercido por algumas famílias nobres, como os Gonzaga, os Sforza e os Medici. Mais tarde essas cidades se converteram no centro dos vários estados italianos da época moderna &#8212; as repúblicas de Veneza e de Florença, o ducado de Milão, o reino de Nápoles e os estados pontifícios, que mantiveram entre si constantes conflitos na tentativa de conquistar a hegemonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fragmentação não ocorreu em outros territórios europeus onde, ao contrário, se estabeleceram diversas monarquias nacionais e autoritárias: a Espanha dos reis católicos, a Inglaterra de Henrique VII e a França de Luís XI. Isso se deveu, em primeiro lugar, à consolidação da autoridade do soberano frente ao poder da nobreza. Esses novos estados modernos caracterizaram-se pela centralização, a organização administrativa, a crescente burocratização e a criação de um exército poderoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Na implantação desses regimes autoritários, teve grande importância a mudança produzida na mentalidade política, que, baseando-se no direito romano e na filosofia aristotélica, legitimaria a autoridade suprema do monarca e a existência de um estado forte e organizado. A grande figura do pensamento político da época foi o florentino Nicolau Maquiavel, autor de <em>O príncipe</em> (1513), no qual elaborou uma teoria política que separava pela primeira vez a moral dos indivíduos da moral, ou razão, de estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Economia e sociedade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora a base da economia continuasse a ser a agricultura, conquistaram grande impulso a indústria têxtil, a mineração e, sobretudo, as atividades comerciais, graças ao ápice do desenvolvimento das cidades mediterrâneas (Veneza, Marselha, Nápoles) e do norte da Europa (Antuérpia, Amsterdam, Hamburgo). A crescente importância do setor comercial resultou na fortuna de famílias como as dos Medici, os Strozzi ou os Fugger, que lhes permitiram intervir de forma direta na política ou dar seu apoio financeiro às monarquias que atravessavam crises econômicas.</p>
<p style="text-align: justify;">O descobrimento da América representou um fato transcendental para a vida econômica do Renascimento. Abriram-se novos mercados, floresceram cidades da orla atlântica, como Sevilha e Lisboa, e fluíram os metais e as riquezas, que proporcionaram grandes benefícios a burgueses e banqueiros e permitiram que a Espanha realizasse uma ampla política de intervenção em grande parte da Europa e do Mediterrâneo. No entanto, a excessiva afluência de tesouros americanos ao continente europeu favoreceu uma alarmante alta dos preços devido à abundância da moeda em circulação.</p>
<p style="text-align: justify;">O desaparecimento das grandes pestes medievais, o auge da vida urbana e certos melhoramentos nas condições de vida das populações ocasionaram um crescimento demográfico expressivo em quase toda a Europa ocidental, conseqüência da alta taxa de natalidade e do declínio da mortalidade infantil. As principais zonas de povoamento eram o norte da Itália, os Países Baixos e o centro da França.</p>
<p style="text-align: justify;">No topo da estrutura social estava a nobreza, que se havia instalado nas grandes cidades, em luxuosos palácios ou mansões, seguida pela alta burguesia, enriquecida pelo comércio e pelos negócios financeiros. Os camponeses, que constituíam a classe menos favorecida, viviam em condições extremamente desfavoráveis. Recorreram muitas vezes a revoltas, criando um clima de instabilidade social.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um mundo em transformação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista expressou-se desde cedo no humanismo, movimento intelectual que teve início e alcançou seu apogeu na Itália, protagonizado por Giannozzo Manetti, Marsilio Ficino e Lorenzo Valla, entre outros. Os humanistas buscaram respostas para as questões do momento e para isso recorreram tanto ao cristianismo como à filosofia greco-latina. Criaram assim um sistema intelectual caracterizado pela supremacia do homem sobre a natureza e pela rejeição das estruturas mentais impostas pela religião medieval. A intenção do humanismo era desenvolver no homem o espírito crítico e a plena confiança em suas possibilidades, condições que lhe haviam sido proibidas durante a época medieval.</p>
<p style="text-align: justify;">Da Itália, o humanismo difundiu-se até o norte e estendeu-se por quase toda a Europa graças à invenção da imprensa, que facilitou a divulgação dos textos clássicos e das novas idéias com grande rapidez. O mais destacado humanista do norte da Europa foi Erasmo de Rotterdam, autor de <em>Encomium moriae</em> (1509; <em>O elogio da loucura</em>), obra em defesa da tolerância e da liberdade de pensamento que resumiu a essência moral do humanismo. Entre os humanistas espanhóis destacou-se Juan Luis Vives.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Renascimento uma Visão Geral</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 22:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A descoberta de novos continentes, a visão antropocêntrica do mundo, a invenção da bússola e da imprensa, a afirmação dos estados nacionais e a difusão de variadas formas artísticas inspiradas no mundo greco-latino definiram a configuração do Renascimento, um brilhante período da cultura européia que se seguiu à Idade Média.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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A descoberta de novos continentes, a visão antropocêntrica do mundo, a invenção da bússola e da imprensa, a afirmação dos estados nacionais e a difusão de variadas formas artísticas inspiradas no mundo greco-latino definiram a configuração do Renascimento, um brilhante período da cultura européia que se seguiu à Idade Média.<span id="more-1449"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como Renascimento designa-se o poderoso movimento artístico e literário que surgiu na Itália dos séculos XV (<em>Quattrocento</em>) e XVI (<em>Cinquencento</em>), irradiando-se depois para a Europa ao norte dos Alpes, promovendo em toda parte um pronunciado florescimento da arquitetura, escultura, pintura e das artes decorativas, da literatura e da música e um novo enfoque da política. Embora hoje também se fale, metaforicamente, em renascenças na história da civilização egípcia antiga ou da chinesa, trata-se na verdade de um fenômeno específico da civilização européia moderna que, malgrado o intervalo da Idade Média, nunca esqueceu suas bases na civilização greco-romana da antiguidade, da civilização &#8220;clássica&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerado a princípio por eruditos e historiadores como um ressurgimento da cultura clássica depois de um amplo declínio medieval, mais tarde o termo adquiriu também uma série de conotações políticas, econômicas e até religiosas. Embora, de modo geral, o movimento tenha sido considerado como de total oposição ao período medieval, alguns historiadores tendem a ver o Renascimento mais como um processo evolutivo do que uma ruptura profunda, pois diversas manifestações renascentistas foram identificadas já no início do século XII. Entre esses prenúncios destacaram-se a redução da influência da Igreja Católica e do Sacro Império Romano-germânico, o surgimento das cidades-estados, o desenvolvimento das línguas nacionais e o início do desmoronamento das estruturas feudais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Historiografia </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi Jules Michelet quem, no século XIX, incorporou em definitivo a expressão Renascimento à terminologia histórica. Entretanto, a idéia de um renascer cultural encontra-se nos próprios humanistas dos séculos XII, XIV e XVI, que a definem enfaticamente. Em oposição ao que consideram ser as trevas medievais, exaltam os novos tempos, em que ressurgem as letras e as artes. Petrarca orgulha-se de haver feito renascer os estudos clássicos, esquecidos por muitos séculos. Bocaccio atribui a Dante o ressurgimento da poesia e a Giotto, o renascer da pintura. Lorenzo Valla<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/44741"></a>, em <em>Elegantiae lingua latinae</em> (1471; <em>Elegâncias do latim</em>), proclama que &#8220;a pintura, a escultura e a arquitetura, depois de prolongada e profunda degeneração, em que chegaram quase a morrer com a própria cultura, renascem e revivem agora&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">É, porém, com a obra do artista e historiador de arte Giorgio Vasari que o termo <em>rinascita</em> define a renovação artística dos séculos XIII a XIV, de Giotto a Michelangelo. Descreve Vasari &#8220;a vida, as obras, o talento artístico e as vicissitudes dos que fizeram ressuscitar as artes já envelhecidas&#8221;. E acrescenta: &#8220;Quem contemplou a história da arte em sua ascensão e em seu declínio compreenderá mais facilmente o sucesso de seu renascimento [<em>della sua rinascita</em>] e da perfeição a que tem chegado em nossos dias.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros passos na definição historiográfica do período registraram-se no século XVIII com o racionalismo, quando se formulou a antítese entre a Idade Média (caracterizada como um período que não se regia pela razão) e o Renascimento. Além disso, alguns homens de letras, como o francês Voltaire e o britânico Edward Gibbon, começaram a considerar a queda de Constantinopla, em 1453, como um fato de valor transcendental para o Ocidente, uma vez que tal acontecimento permitiu um conhecimento mais profundo da cultura greco-latina. Outro historiador britânico, William Roscoe, em seu livro <em>The Life of Lorenzo de Medici</em> (1795; <em>A vida de Lourenço de Medici</em>), demonstrou pela primeira vez o papel primordial exercido no início do século XVI por Florença, vista como a &#8220;nova Atenas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XIX sistematizaram-se os estudos sobre o Renascimento. Michelet estabeleceu, em <em>L&#8217;Histoire de la Renaissance</em> (1855; <em>A História do Renascimento</em>), a expressão para designar uma determinada época cultural e histórica. É característica, nessa fase, a total identificação de Renascimento e humanismo: este, tendo desenterrado os tesouros artísticos e literários da antiguidade greco-romana, é considerado a base do Renascimento, da criação das obras de arte novas pelo aproveitamento das lições gregas e romanas. Essa identificação ainda inspira a mais influente de todas as obras sobre o Renascimento, a de Jacob Burckhardt.</p>
<p style="text-align: justify;">Contemporâneo de Michelet, o grande historiador Burckhardt escreveu <em>Die Kultur der Renaissance in Italien</em> (1860;<em> A cultura do Renascimento na Itália</em>), no qual considerou que a arte renascentista foi o ponto mais alto atingido pela produção cultural da Europa moderna, pois atingiu o meio-termo feliz entre o primitivismo ingênuo da Idade Média e a exaltação artificial do barroco. Pelo estudo do sereno equilíbrio dos gregos, os artistas do Renascimento teriam conseguido o mesmo equilíbrio entre realismo e idealismo: uma nova arte clássica.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Burckhardt, essa vitória não se limita à arquitetura, à escultura e à pintura. O Renascimento descobriu o mundo exterior, que a Idade Média cristã havia exorcizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Descobriu a beleza física do homem e da mulher. Descobriu, no centro desse mundo novo, o grande indivíduo. Homens como Leon Battista Alberti, Leonardo da Vinci e Michelangelo são gênios universais, grandes artistas, grandes poetas e grandes cientistas ao mesmo tempo. O Renascimento teria sido a mais &#8220;genial&#8221; de todas as épocas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo descoberto o mundo, o Renascimento também quis dominá-lo pela inteligência. Não dispondo ainda das ciências naturais e matemáticas, de Galileu e Descartes, pretendeu realizar sua ambiação pela magia, pelos estudos cabalísticos de Pico della Mirandola e pela astrologia, em que acreditava mais que na religião cristã. O ponto de vista estético dominava até a política: os &#8220;tiranos&#8221; como Giangaleazzo Visconti e Lourenço de Medici em Florença e o rei Ferrante em Nápoles transformaram seus estados em obras de arte, cientificamente administrados. Maquiavel escreveu-lhes a teoria.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, pelas façanhas desse individualismo, o Renascimento pagou um alto preço: a decadência moral. A Itália do século XVI afigura-se aos historiadores um país de criminosos inteligentíssimos. A autobiografia do ourives e escultor Benvenuto Cellini, um dos documentos mais característicos da época, descreve a vida de um homem genial e sem nenhum escrúpulo. O próprio Burckhardt, humanista pouco cristão, sente um calafrio ao falar de Maquiavel, e olha com horror fascinado os crimes de César Borgia. Posteriormente, no século XX, surgiram numerosos estudos sobre a arte do período, como os de Erwin Panofsky, André Chastel e Rudolf Wittkower.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>O Renascimento – outra perspectiva</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 21:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Renascimento começou na Itália e seu desenvolvimento e difusão foram possíveis graças a uma série de circunstâncias da história italiana. Com o progresso das cidades e do comércio, muita gente enriqueceu a ponto de ficar em condições de proteger os artistas e gastar bastante com a Arte; os protetores dos artistas eram chamados "mecenas". Estes acabavam conhecidos e respeitados por todos. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/florenca.jpg" title="" class="shutterset_singlepic92" >
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</a>
O Renascimento começou na Itália e seu desenvolvimento e difusão foram possíveis graças a uma série de circunstâncias da história italiana. Com o progresso das cidades e do comércio, muita gente enriqueceu a ponto de ficar em condições de proteger os artistas e gastar bastante com a Arte; os protetores dos artistas eram chamados &#8220;mecenas&#8221;. Estes acabavam conhecidos e respeitados por todos.<span id="more-1441"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A Arte os ajudava a conseguir créditos e a divulgar as atividades das suas empresas, contribuindo para o seu progresso. Os príncipes, cada vez mais poderosos, desejando legalizar sua autoridade, recorriam aos &#8220;humanistas&#8221; que justificavam e divulgavam seus atos e ideias. Como a fato de ser mecenas era sinal de prestígio, o interesse social uniu-se ao econômico e ao político em benefício do Renascimento. A produção artística foi favorecida pelo equilíbrio existente entre as forças universais representadas pelo Papado e pelo Império, que se empenhavam numa luta para o controle político da Itália. Além disso tudo, a Itália tinha sempre diante dos olhos os monumentos, construções e obras de arte da Antigüidade grego-romana. </p>
<p style="text-align: justify;">Foi só bem mais tarde, por ocasião das guerras da Itália com outros países, que o Renascimento atingiu o resto da Europa. Em nenhum desses outros países, no entanto, foi tão &#8220;completo&#8221; quanto na Itália. Adquiriram-se características próprias em cada um deles, só um aspecto do movimento (intelectual ou artístico) mereceu destaque. Desde o século XIV, a Itália conheceu obras literárias de característica já renascentistas, mas ainda mesclada de elementos medievais (A Divina Comédia, de Dante; Decamerão de Boccaccio; África de Petrarca); seu período de maior produção artística foi entre 1450 e 1550. No restante da Europa foi principalmente durante o século XVI que o Renascimento produziu suas melhores obras. Os homens que viveram durante o Renascimento tiveram consciência de que sua época era bem diferente da Idade Média. Consideravam a cultura medieval muito inferior a da Antigüidade e opunham uma à outra, como se não houvesse continuidade entre elas, julgavam viver um período de luzes depois das &#8220;trevas&#8221; medievais.</p>
<p style="text-align: justify;">Houve por isso, um retorno à cultura greco-romana, tanto no plano artístico como na maneira de pensar. Isso trouxe a descoberta do valor e das possibilidades do homem, que passou a ser considerado o centro de tudo. Na Idade Média, o centro era Deus. Foi também acentuada a importância do estudo da natureza (em vez dos ensinamentos dos mestres e da tradição, como na Idade Média. A característica mais marcante do Renascimento foi o seu profundo racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa de acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada.</p>
<p style="text-align: justify;">Os métodos experimentais, a observação científica, o desenvolvimento da contabilidade, a organização política racional, que começaram no Renascimento, são exemplos desse racionalismo. O Renascimento teve dois aspectos: o civil, ligados às cidades dirigidas pela alta burguesia e pela nobreza ligada ao comércio, e o cortesão, relativo aos príncipes e nobres da corte. Foi o renascimento cortesão que se difundiu pela maioria dos países europeus, pois os temas do Renascimento civil só poderiam penetrar em regiões onde as condições sociais e econômicas fossem semelhantes às da Itália, como foi o caso dos Países Baixos (Bélgica e Holanda).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: <strong>História Moderna e Contemporânea</strong> de José Jobson de Andrade Arruda. </p>


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		<title>O Renascimento e a Retomada do Racionalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 00:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa, com o Renascimento.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa com o Renascimento.<span id="more-1434"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Renascimento, período da história européia caracterizado por um renovado interesse pelo passado greco-romano clássico, especialmente pela sua arte. O Renascimento começou na Itália, no século XIV, e difundiu-se por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformou-se em uma sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas, com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da educação, das artes e da música.</p>
<p style="text-align: justify;"> O termo “Renascimento” foi empregado pela primeira vez em 1855, pelo historiador francês Jules Michelet, para referir-se ao “descobrimento do Mundo e do homem” no século XVI. O historiador suíço Jakob Burckhardt ampliou este conceito em sua obra <em>A civilização do renascimento italiano</em> (1860), definindo essa época como o renascimento da humanidade e da consciência moderna, após um longo período de decadência.</p>
<p style="text-align: justify;"> O Renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara, Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e demográfica dos séculos XII e XIII.</p>
<p style="text-align: justify;"> Uma das mais significativas rupturas renascentistas com as tradições medievais verifica-se no campo da história. A visão renascentista da história possuía três partes: a Antigüidade, a Idade Média e a Idade de Ouro ou Renascimento, que estava começando.</p>
<p style="text-align: justify;"> A idéia renascentista do humanismo pressupunha uma outra ruptura cultural com a tradição medieval. Redescobriram-se os <em>Diálogos</em> de Platão, os textos históricos de Heródoto e Tucídides e as obras dos dramaturgos e poetas gregos. O estudo da literatura antiga, da história e da filosofia moral tinha por objetivo criar seres humanos livres e civilizados, pessoas de requinte e julgamento, cidadãos, mais que apenas sacerdotes e monges.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os estudos humanísticos e as grandes conquistas artísticas da época foram fomentadas e apoiadas economicamente por grandes famílias como os Medici, em Florença; os Este, em Ferrara; os Sforza, em Milão; os Gonzaga, em Mântua; os duques de Urbino; os Dogos, em Veneza; e o Papado, em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo das belas-artes, a ruptura definitiva com a tradição medieval teve lugar em Florença, por volta de 1420, quando a arte renascentista alcançou o conceito científico da perspectiva linear, que possibilitou a representação tridimensional do espaço, de forma convincente, numa superfície plana.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os ideais renascentistas de harmonia e proporção conheceram o apogeu nas obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo, durante o século XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> Houve também progressos na medicina e anatomia, especialmente após a tradução, nos séculos XV e XVI, de inúmeros trabalhos de Hipócrates e Galeno. Entre os avanços realizados, destacam-se a inovadora astronomia de Nicolau Copérnico, Tycho Brahe e Johannes Kepler. A geografia se transformou graças aos conhecimentos empíricos adquiridos através das explorações e dos descobrimentos de novos continentes e pelas primeiras traduções das obras de Ptolomeu e Estrabão.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo da tecnologia, a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a difusão dos conhecimentos e o uso da pólvora transformou as táticas militares, entre os anos de 1450 e 1550.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo do direito, procurou-se substituir o abstrato método dialético dos juristas medievais por uma interpretação filológica e histórica das fontes do direito romano. Os renascentistas afirmaram que a missão central do governante era manter a segurança e a paz. Maquiavel sustentava que a <em>virtú</em> (a força criativa) do governante era a chave para a manutenção da sua posição e o bem-estar dos súditos.</p>
<p style="text-align: justify;"> O clero renascentista ajustou seu comportamento à ética e aos costumes de uma sociedade laica. As atividades dos papas, cardeais e bispos somente se diferenciavam das usuais entre os mercadores e políticos da época. Ao mesmo tempo, a cristandade manteve-se como um elemento vital e essencial da cultura renascentista. A aproximação humanista com a teologia e as Escrituras é observada tanto no poeta italiano Petrarca como no holandês Erasmo de Rotterdam, fato que gerou um poderoso impacto entre os católicos e protestantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Encarta</strong></p>


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		<title>As Palavras foram desacopladas do Papel?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/10/30/as-palavras-foram-desacopladas-do-papel/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Oct 2010 23:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Litera Scripta manet - “A palavra escrita permaneci”, profetizou Horácio na Roma Antiga de quase 2000 anos atrás. O espantoso é que já agora, no início do terceiro milênio, com a revolução digital em plena ebulição, a palavra escrita continua de pé. Revigorada pela nova tecnologia, apesar das várias roupagens inovadas que a mídia vem experimentando, a palavra escrita não foi destronada da posição central que ocupa em nossas vidas. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/87__160x120_caneta-e-pc.jpg" alt="caneta-e-pc" title="caneta-e-pc" />
</a>
</em><em>Texto adaptado por José Maria Dias</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Litera Scripta manet</em> &#8211; “A palavra escrita permaneci”, profetizou Horácio na Roma Antiga de quase 2000 anos atrás. O espantoso é que já agora, no início do terceiro milênio, com a revolução digital em plena ebulição, a palavra escrita continua de pé. Revigorada pela nova tecnologia, apesar das várias roupagens inovadas que a mídia vem experimentando, a palavra escrita não foi destronada da posição central que ocupa em nossas vidas.<span id="more-1404"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Fala-se com arroubo sobre os inesgotáveis recursos de novas tecnologias, como o vídeo ou a realidade virtual, mas qualquer reflexão sobre o tema invariavelmente orbita em torno da matéria-prima desta página. Na verdade a palavra escrita não apenas permanece, ela floresce como trepadeira nas fronteiras da revolução digital.   A explosão de mensagens via correio eletrônico constitui o maior surto de correspondência já visto desde o século<br />
XVIII.</p>
<p style="text-align: justify;"> Hoje, o novo desafio dos “informautas”- os astronautas da informática &#8211; É justamente inundar o espaço cibernético com “Zilhões e Zilhões” de Gigabytes de devaneios no novo alfabeto mundial ASCII (código criado em 1968 nos Estados Unidos. Para  padronizar os caracteres usados entre as redes de computadores. Para o cidadão comum, que felizmente não precisa se atormentar com as minúsculas do jargão informática, pois ela não usa papel e sim vagas nuvens de elétrons viajando em altíssima velocidade que substituem o produto de árvores cortadas entregues por carteiros.  </p>
<p style="text-align: justify;">Tal evolução não se limita apenas agradar aos ecologistas, ou diminuir  o tamanho dos lixões das grandes metrópoles. Ela marca a maior mudança ocorrida no meio de comunicação. É verdade que o texto do alfabeto Romano continua sendo composto por 26 letras, como no tempo de Horácio. Mas ele se libertou da depressão do papel, que o sepultava e distanciava. Hoje ele se tornou tão pioneiro quanto a mais inebriante novidade da mídia eletrônica.  A reviravolta de hoje está produzindo uma transformação tão radical quanto a prensa tipográfica gerou meio milênio atrás. Estamos demolindo as fronteiras arbitrárias que separavam autor, editor, e leitores. Essas categorias não existiam antes da invenção dos tipos móveis, e não sobreviverão a mais duas décadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Texto adaptado por José Maria Dias)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte:</strong> Revista Veja. História. Sociologia. Antropologia. Filosofia: Século XX. 1968-1993. Ensaios e Estudos. Revista Veja: Edição Comemorativa. 25 Anos. <strong>Veja: 25 Anos &#8211; Reflexões para o Futuro. </strong>Revista Veja (Org.)</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Mineiros do Chile. Maior parto do Planeta Terra e o Renascimento de uma Empresa</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 02:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu nunca tinha visto um parto com tantos filhos de uma só vez e além do mais com homens maduros. A captura ou salvamento dos mineiros no Chile me fez lembrar um grande parto, sabe por quê? Porque esses homens nasceram novamente e tiveram uma gestação “rápida”, 69 dias. Porém eles já nasceram maduros, certamente mais maduros do que no seu nascimento anterior e até mesmo antes de estarem ali naquele útero terrestre.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/82__160x120_mineiros-do-chile_0.jpg" alt="mineiros-do-chile_0" title="mineiros-do-chile_0" />
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Eu nunca tinha visto um parto com tantos filhos de uma só vez e além do mais com homens maduros. A captura ou salvamento dos mineiros no Chile me fez lembrar um grande parto, sabe por quê? Porque esses homens nasceram novamente e tiveram uma gestação “rápida”, 69 dias. Porém eles já nasceram maduros, certamente mais maduros do que no seu nascimento anterior e até mesmo antes de estarem ali naquele útero terrestre.<span id="more-1365"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Os 33 mineiros da <strong>Mina San José</strong>, no Chile, vão ser lembrados por várias gerações pelo que podemos chamar: nascer novamente. Eles estavam no útero da <em>Pachamama</em> (mãe Terra) há quase 700 metros de profundidade. Isso é correspondente a altura do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, só que para baixo, para dentro da Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos imaginar e comparar o caminho percorrido pelo Canal ou túnel feito com uma broca para retirar os mineiros através da <strong>Capsula Fênix</strong>, com o Canal Vaginal por onde saem as crianças que nascem por parto natural. O útero foi o <strong>Espaço, a Galeria</strong> onde estes mineiros estavam confinados. A Capsula Fênix foi a bolsa e o oxigênio foi o líquido amniótico que possibilitaram de ultima hora os seus renascimentos. Essa passagem do útero (Mina sub terrestre) à luz da Vida levou mais ou menos <strong>15 minutos</strong> para cada gêmeo, e foram 33 partos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta capsula também nos pareceu um foguete, aliás, foi por causa de toda uma tecnologia e pelo desenvolvimento da ciência do século XX-XXI que pudemos salvar aqueles mineiros, se esse acidente tivesse ocorrido há algumas poucas décadas atrás eles morreriam no útero da pachamama.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos comparar também este “parto” com uma empresa que tenha “quebrado” e depois comece a se reerguer, ou melhor, renasça mais uma vez. Assim é para um parto como o dos mineiros em que o nascituro vem à vida já maduro. Ou seja, com o aprendizado vivido no passado, com a memória dos erros e dos acertos. Sem dúvida uma vida que recomeça com a experiência do passado é mais “tranqüila” do que uma vida que começa do zero, é como uma empresa que não tem conhecimento do mercado, do produto nem dos clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo deverá ocorrer com essa mina San José, se ela voltar a operar, terá que ter certeza de que erros como os que ocorreram, não ocorram mais. Os administradores da Mina devem certificar-se de todos os cuidados quanto à segurança dos Mineiros e neste caso todo o cuidado será pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">Viver novamente é uma oportunidade para poucos. Quem tem essa chance, deve aproveitá-la ainda mais com a experiência do passado em suas entranhas. Esses mineiros vão valorizar cada momento de suas vidas, darão valor a coisas que nós que “temos tudo” não damos. Até mesmo o simples fato da <strong>liberdade,</strong> de poder olhar o nascer e o por do Sol, as estrelas à noite, as plantas de um jardim, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Simples valores são os maiores valores da Vida. A própria Vida é o maior Valor. Não há um homem na face da terra que na possibilidade de ter sua plena saúde recuperada e a certeza de ter mais alguns anos de Vida no Planeta, que não daria toda a sua fortuna para tê-la. Se alguém pudesse saber quando iria morrer, e fosse possível, daria tudo para ter mais anos aqui na <em>pachamama</em>. (veja o texto&gt;&gt;  “<span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/05/o-mundo-vai-acabar-o-homem-pode-ser-eterno-no-planeta-2/" target="_blank"><strong>O mundo vai acabar? O homem pode ser eterno no Planeta</strong>?</a></span>”)</p>
<p style="text-align: justify;">Uma empresa faz o mesmo, daria tudo para viver “eternamente”&#8230; Mas no caso das empresas, muitas vezes ocorre o contrário, são os homens que dão sua Vida para que a empresa viva. Se isso começar a ocorrer temos que repensar, precisamos refletir sobre nossos valores&#8230; Dê tudo para e por sua empresa, mas não a sua Vida!</p>
<p style="text-align: justify;">Conheço muitos pequenos empresários que vivem toda a sua vida se dedicando pela “vida da empresa” e quando vão viver a sua vida ela acabou&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso é preciso calma, dar tempo ao tempo, ir vivendo a vida. Não adianta querer abraçar o mundo todo de uma só vez, pois isso é impossível. Para abraçarmos o mundo, temos que nos dar as mãos, temos que ter companheirismo. Imagine se aqueles mineiros do Chile começassem a brigar e não se organizassem. O nervosismo seria intolerável e eles poderiam se autodestruir ou ter um problema irrecuperável de nervos.</p>
<p>A importância do Relacionamento no Confinamento de uma empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em toda empresa é assim, precisamos lembrar que aquele ambiente é a nossa principal casa, estamos “confinados” ali. E aí passamos a maior parte do tempo em que estamos acordados. Por isso temos que ver nossos colegas de trabalho como familiares de trabalho, se nos entrosarmos bem, teremos dias mais alegres e a felicidade no Ambiente de Trabalho reinará. No entanto precisamos lembrar que estamos em uma empresa, portanto temos que ser profissionais. (veja o texto&gt;&gt; “<strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/04/ambiente-de-trabalho-nas-pequenas-empresas-e-o-marketing-interno-endomarketing/" target="_blank">Ambiente de Trabalho nas Pequenas Empresas e o Marketing Interno</a></span></strong>”)</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos destes Mineiros renasceram já orando e agradecendo a Deus pela sua segunda chance de Vida. Quando oramos a Hora chega. Ora que a tua hOra vem!!</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe </p>


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		<title>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/04/os-brancos-eram-negros-ha-milhares-de-anos-atras/" target="_blank"><strong>Continuando o texto, veja o início clique Aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/50__160x120_deus-negro.jpg" alt="deus-negro" title="deus-negro" />
</a>
Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.<span id="more-1027"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo o trabalho tanto de Langaney quanto de Sforza: se existem diferenças genéticas entre <strong>grupos étnicos</strong>, elas estão somente na freqüência com que cada gene ou grupos de genes se apresentam nas diversas populações. O que faz, então, com que os etíopes tenham a pele escura, enquanto os belgas têm pele clara? Ainda é cedo para esperar uma resposta definitiva, mas hoje há um consenso de que as diferenças são circunstanciais. “Provavelmente, uma simples questão de clima”, explica Langaney. <strong>Do ponto de vista bioquímico, por exemplo, não existem classificações como brancos, negros e amarelos:</strong> <strong>apenas pessoas com menos ou mais melanina.</strong> É essa substância, presente nas camadas profundas da epiderme, que responde pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Quanto mais melanina, mais escura a pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não conseguimos explicar o mecanismo de incidência do sol na coloração da pele, nem como isso se transfere hereditariamente, mas sabemos muito bem, por outro lado, que a síntese da vitamina D depende diretamente dos raios ultravioleta”, revela Langaney. Presentes em maior quantidade nas zonas tropicais, esses raios são menos absorvidos por peles escuras do que pelas claras. A falta de vitamina D, por sua vez, causa raquitismo. “Basta uma simples olhadela no mapa-múndi para notar que, geograficamente, de acordo com a região em que se estabeleceram, as populações são menos ou mais claras.” <strong>Antes das grandes migrações que, a partir do século XVI, marcaram a história da humanidade, todos os grupos de pele mais escura se situavam nas zonas tropicais</strong>, <strong>enquanto os mais claros são sempre aqueles próximos das latitudes mais altas.</strong> <strong>Ao mesmo tempo, zonas intermediárias, como as Filipinas ou a Índia, são ocupadas por pessoas de cores igualmente intermediárias.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a teoria mais aceita atualmente, os homens que migraram da África Central ou do Oriente Próximo em direção ao norte teriam mudado de cor de pele para melhor absorver os raios ultravioleta . Assim, escapariam à ameaça do raquitismo, já que o Sol aparecia menos por lá do que nas terras de onde, supõe-se, vieram.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, tudo leva a crer que <strong>as diferenças de cor que notamos entre um negro e um asiático, por exemplo, ocorreram há pouco tempo na escala de desenvolvimento da humanidade.</strong> Principalmente quando comparadas com características essenciais: é quase certo que o código genético que determina que todos tenham 4,5 metros quadrados de pele antecedeu em muito o que determina a coloração da pele. Para usar o mesmo exemplo, <strong>a cor da pele parece levar de 20.000 a 40.000 anos para se modificar.</strong> A conclusão vem do fato de a América ter sido povoada, a partir da Ásia do Norte, há não mais de 40.000 anos. Este intervalo teria sido suficiente para que a incidência solar dos trópicos fizesse efeito e escurecesse as populações que ali se estabeleceram, os ameríndios. “E o que são 40.000 anos diante dos 4 milhões de anos que forjaram biologicamente a espécie humana?”, pergunta Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Assim como a cor da pele, as estaturas também parecem estar ligadas ao tipo de meio ambiente eleito por uma população.</strong> E não deve ter sido necessário muito mais tempo do que o gasto nas mudanças de cor para que populações africanas desenvolvessem estaturas tão discrepantes como entre pigmeus (1,50 metro), habitantes da floresta equatorial, e os saras (1,80 m) que habitam zonas áridas do continente. É certo que a transformação das sociedades rurais agrícolas em sociedades urbanas industrializadas interferiu violentamente nessa divisão: um estudo da média de altura dos recrutas militares franceses entre 1880 e 1970 mostra que a população masculina do país chegou a crescer 7 centímetros nesses noventa anos. As exceções só confirmam a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">A seu modo, Sforza também reforça a tese de que as diferenças aparentes são mais ligadas a fatores climáticos e ambientais do que a origens distintas. <strong>Em sua árvore genealógica, a cor da pele não é um critério e nada impede que brancos e negros saiam da mesma família.</strong> Os branquelos lapões do norte europeu vieram do mesmo grupo — caucasianos — que originou os escuros berberes da África. As diferenças, assim como a distância genética, portanto, foram adquiridas através do tempo. <strong>Quanto mais distantes geograficamente, menos as populações se parecem</strong>. “A rede genética mostra que as discordâncias se fizeram durante a colonização do mundo”, esclarece Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a cadeia genética de cada uma dessas famílias tenha sofrido alterações à medida que elas se afastavam e se subdividiam, nenhuma desenvolveu qualquer tipo de gene específico. Recentemente, Sforza demonstrou que, além da coincidência geográfica, <strong>a familiaridade genética se superpõe quase sempre a uma familiaridade lingüística</strong>. Ou seja, quanto mais geneticamente próximos os grupos, mais suas línguas se correspondem.</p>
<p style="text-align: justify;">Arqueologicamente, <strong>hoje poucos duvidam da origem africana do “homem moderno”</strong>: supõe-se que ele <strong>surgiu entre a África Central e o Oriente Próximo</strong>, há <strong>100.000 ou 150.000 anos.</strong> Pelo menos é o que indicam seus vestígios mais antigos, entre 100.000 e 125.000 anos, encontrados no continente africano. Mas foi com a descoberta do Homem de Qafzeh, um crânio desenterrado na Palestina, que a tese da migração do Homo sapiens sapiens começou a se concretizar: Eva, o nome dado ao mais perfeito exemplar do passado humano, viveu há 92.000 anos. Para Sforza, a data-chave do momento em que os ramos africanos e não-africanos se separaram para iniciar a grande andança, espalhando tipos tão diferentes pelos quatro cantos do mundo que, às vezes, é difícil acreditar virem todos do mesmo ancestral. Para Langaney e Sforza, apenas mais uma prova da sabedoria do velho ditado popular: as aparências realmente enganam.</p>
<p style="text-align: justify;">É amigo leitor, podemos dizer filosoficamente: os nossos sentidos nos enganar&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Brancos eram Negros há milhares de anos atrás</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma pesquisa científica falando sobre a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra, dizia sumamente que todos (os homens modernos) vieram de uma única raça: a Negra. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/branco-negro2.jpg" title="" class="shutterset_singlepic49" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/49__160x120_branco-negro2.jpg" alt="branco-negro2" title="branco-negro2" />
</a>
Há alguns anos atrás assisti em um Canal Cultural  de uma TV fechada uma pesquisa científica falando sobre <strong>a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra</strong>, dizia sumamente que <strong>todos os homens modernos vieram de uma única raça</strong>: <strong>a Negra</strong>. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.<span id="more-1019"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Desde então procurava saber mais sobre o assunto até que encontrei na <strong>Revista Super</strong> <strong>Interessante</strong> uma reportagem falando sobre esse tema. Seu título: <strong>“Brancos, negros, índios e amarelos: Todos parentes”. </strong>O texto abaixo é uma adaptação livre e atualizada dessa reportagem. Em suma veremos que Brancos, Índios e Amarelos  vieram todos dos Negros Africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos atrás no “Museu do Homem de Paris” houve uma exposição intitulada “<strong>Todos Diferentes, Todos Parentes</strong>”,  a reportagem que agora posto lembra que se Morton estivesse vivo (Morton foi um grande cientista que morreu em 1851, estudava a “diferença” entre as raças humanas) ele certamente teria um enfarto fulminante ao ver que várias pessoas, incluindo crianças, remontavam, em uma tela de computador,  aquilo que ele levou décadas em sua vida fazendo no laboratório. Diariamente, centenas de jovens e curiosos em geral se divertiram na mostra  criando “homens” inimagináveis, numa miscelânea que inclui os mais variados tipos de cabelo, olhos, rosto ou mesmo o tamanho do nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira se confunde com a própria explicação da origem do homem moderno, o Homo sapiens sapiens: a de que, ao contrário do que pensava <strong>Morton</strong>, as diferenças físicas, tão gritantes a nossos olhos, não passam de detalhes na história de uma espécie que, embora numerosa e espalhada por todo o mundo, em última análise <strong>provém de um único ancestral.</strong> As aparências enganam. “O sentido da visão tem um papel primordial nas percepções humanas, enquanto várias espécies de animais que diferem na cor dos pêlos ou da pele parecem não dar a menor importância a isso”, brinca o francês André Langaney, chefe do laboratório de Biometria de Genética da Universidade de Genebra.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que as questões de um século atrás ainda persistem: <strong>se somos descendentes de um mesmo antepassado, por que alguns têm a pele negra, cabelos crespos e olhos escuros, enquanto outros têm olhos puxados, cabelos lisos e a pele amarela?</strong> Por que os pigmeus medem em média 1,50 metro, enquanto suecos chegam a 1,77 metro? As diferenças são tantas, que apenas enumerá-las já soa como uma missão impossível — quanto mais listar respostas para cada uma&#8230; Mas para geneticistas como Langaney ou o célebre italiano Luigi Luca Cavalli-Sforza, um dos maiores especialistas no assunto, <strong>muito mais numerosas e essenciais são as igualdades</strong>. Todo homem, seja ianomâmi ou finlandês, possui cerca de 4,5 metros quadrados de pele, 100 órgãos, 450 músculos motores, 211 ossos, 950 quilômetros de tubos (veias e artérias), 100.000 quilômetros de fibras nervosas, 5 litros de sangue, 60 trilhões de células, etc. etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão importante ainda é que jamais se encontraram genes que pudessem ser considerados característicos de uma única população, por mais isolada que ela viva. Isto é: os cerca de 3 bilhões de componentes do patrimônio genético são compartilhados pelos 6 bilhões de homens que ocupam o Planeta. Sem exceções. É o que asseguram décadas de pesquisas, em especial as realizadas por aqueles dois especialistas. Langaney concentrou seu trabalho em três genes que são fundamentais no ser humano. O primeiro, responsável pelo tipo sangüíneo, é o sistema ABO. O outro, o do fator Rhesus, determina o Rh positivo e negativo. Quanto ao terceiro, o Gm, é o gene que produz a imunoglobulina, substância essencial para o sistema imunológico. Tais genes se encontram em centenas de grupos étnicos, cujas células a equipe de Langaney vasculhou. E <strong>o pesquisador é taxativo: isto descarta a possibilidade de existirem genes “brancos”, “negros” ou “amarelos”, como se acreditou até há pouco.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Nenhuma população se isolou por um tempo suficiente para se constituir como uma raça completamente diferenciada”, garante Cavalli-Sforza. Professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, ele diz isso com a autoridade de quem <strong>nos últimos cinqüenta anos se dedicou a construir a mais completa e ambiciosa árvore genealógica da espécie humana </strong>e hoje se dá ao conforto de andar de chinelos nos corredores da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Sforza testou nada menos de 120 características humanas gravadas nos genes, inclusive o fator Rhesus e os sistemas ABO e Gm. E também não poupou o computador de Stanford para reagrupar milhares de trabalhos lingüísticos e arqueológicos, a partir dos quais <strong>selecionou os 42 grupos mais estudados, numa amostragem perfeita dos</strong> <strong>habitantes dos cinco continentes.</strong> Etíopes, pigmeus, europeus em geral, lapões, esquimós, japoneses, polinésios e índios americanos são apenas algumas das etnias escolhidas por ele. E, a partir desses estudos, o geneticista genovês radicado nos Estados Unidos chegou a uma conclusão inovadora: a de que era possível reconstituir a história da evolução humana com base na freqüência de certos genes, o chamado critério de distância genética.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator Rhesus é um exemplo que pode ajudar a entender essa conclusão. Sforza verificou que 16% dos ingleses tinham o fator Rhesus negativo, enquanto a freqüência nos bascos era de 9% e nos japoneses 0%. “Se nos limitarmos ao Rhesus, podemos dizer que os ingleses são mais próximos dos bascos que dos japoneses.” É lógico que, para obter a distância genética entre as populações, <strong>Sforza não usou apenas um gene; analisou mais de uma centena.</strong> Graças a esse critério, pôde chegar então às sete grandes famílias, os colonizadores da Terra: africanos, caucasianos, asiáticos do sul, asiáticos do norte, australianos, insulares do Pacífico e ameríndios.</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%E2%80%9Cmutacoes%E2%80%9D-do-homem-original-negro/" target="_blank"><strong>Veja a segundo parte deste texto</strong> &gt; <strong>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<title>Ética, política e Poética – “Ciências Práticas” em Aristóteles</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/19/etica-politica-e-poetica-%e2%80%93-%e2%80%9cciencias-praticas%e2%80%9d-em-aristoteles/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 22:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/27__160x120_aristoteles.jpg" alt="aristoteles" title="aristoteles" />
</a>
Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral&#8230;</a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><span style="color: #333333;">Como estamos vendo, Aristóteles versa em todas as áreas do conhecimento, mas diferentemente da ciência teórica que é <strong>demonstrativa</strong>, e que para se “conhecer o mundo” precisa-se demonstrar as causas; no caso da ética não ocorre isso e sim uma <strong>deliberação</strong>, e saber deliberar é o “<strong>saber</strong>” no campo da <strong>ação</strong>. Assim, para Aristóteles, o homem prudente e virtuoso é aquele que <strong>delibera bem</strong>.</span><span id="more-189"></span><br />
</span><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong>Quanto a ética e a política<br />
</strong><br />
A ética e a política estão no campo da deliberação e deliberar bem é saber decidir, a virtude representa o “<strong>meio termo</strong>”, a justa medida de equilíbrio entre o excesso e a falta de um atributo qualquer. Mas, veremos que Aristóteles distingue a ética da política.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">O que são deliberações?</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">“Deliberações são atividades racionais de descoberta da verdade no campo prático, tendo a estrutura típica de um ato de dar razões e justificar crenças, mas não se reduzem a demonstrações”. Como nos lembra Zingano (2005, p.104)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles escreveu muito sobre política, no diálogo perdido <em>Da</em> <em>justiça</em> já se anunciavam alguns dos temas expostos nos oito fragmentos reunidos por Andronico sob o título de <em>Política</em>. Ele escreveu ao longo de toda a sua vida, mas também nesse tema, como em outros diversos, é pouco o que resta sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles foi o primeiro filósofo a distinguir a <strong>ética</strong> da <strong>política</strong>, centrada a <strong>ética</strong> na <strong>ação</strong> <strong>voluntária</strong> e <strong>moral</strong> do indivíduo enquanto tal, e a <strong>política</strong>, nas <strong>vinculações deste com a comunidade</strong>. Dotado de <em>lógos</em>, (“palavra”, “discurso”) isto é, de comunicação, o homem é um animal político, inclinado a fazer parte de uma <em>pólis</em>, a &#8220;cidade&#8221; enquanto sociedade política. A cidade precede assim a família, e até o indivíduo, porque responde a um impulso natural. Dos círculos em que o homem se move, estão a família, a “tribo”, o trabalho e a <em>pólis</em>, mas só este último constitui uma sociedade perfeita. Daí serem políticas, de certo modo, todas as relações humanas. A <em>pólis</em> é o fim (<em>télos</em>) e a causa final da associação humana. Uma forma especial de amizade, a concórdia, constitui seu alicerce.</p>
<p style="text-align: justify;">Os regimes políticos caracterizam-se pela solução que oferecem às relações entre a parte e o todo na comunidade. Há três formas de regimes: <strong>monarquia</strong>, <strong>aristocracia</strong> e <strong>politéia</strong> (um compromisso entre a democracia e a oligarquia, mas que tende à primeira). À monarquia interessa basicamente a unidade da <em>pólis</em>; à aristocracia, seu aprimoramento; à democracia, a liberdade. O regime perfeito integrará as vantagens dessas três formas, rejeitando as <strong>deformações</strong> de cada uma: <strong>tirania</strong>, <strong>oligarquia</strong> e <strong>demagogia</strong>. A relação unidade-pluralidade aparece, ainda, sob outro aspecto: o da lei e da concórdia como processos complementares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles diz que o homem não é apenas um “animal racional” mas também um “animal político”. Porém essa atribuição se dá aos homens que têm seus direitos políticos e os usam em parte maior ou menor para a administração da cidade ou seja os homens-cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Ética a Nicômaco Aristóteles diz:</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><em>(&#8230;) aquilo que é próprio de cada criatura lhe é naturalmente melhor e mais agradável; para o homem, a vida conforme o intelecto (a razão) é melhor e mais agradável, já que o intelecto, mais que qualquer outra parte do homem, é o homem. Esta vida, portanto, é também a mais feliz. (1985, p.203)<br />
</em><br />
Assim, para Aristóteles a verdadeira felicidade do homem só se alcança quando este vive plenamente sua racionalidade e vivê-la significa, viver a nossa “alma racional” e os valores da alma são os valores supremos para Aristóteles.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Poética em Aristóteles </strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong><br />
</strong>Diferentemente de Platão, que dizia ser a arte apenas uma cópia da cópia por ela copiar algo que já era uma cópia do Mundo das Ideias Aristóteles não condena a Arte apesar de também reconhecê-la como mimese (imitação da “realidade”), Aristóteles até atribui valor à Arte enquanto “purificador” (conceito de “catarse”), ela liberta das paixões. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost">Portanto entre as ciências do fazer, ou ciências práticas, apenas a obra de arte mereceu estudo sistemático de Aristóteles. Assim, ele distingue as artes úteis das artes de imitação, sendo que estas últimas, ao contrário do que o nome parece indicar, exprimem o dinamismo criador do homem completando a obra da natureza: ele tem de captar através da ideia o que na natureza se encontra, por assim dizer, apenas esboçado ou latente. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
Na <em>Poética</em>, Aristóteles confere grande relevo a sua teoria da tragédia, que exerceu notável influência sobre o teatro desde a época do Renascimento. Segundo sua própria concepção de poesia, salientou a importância da imitação ou <em>Mimese</em>, não como mero decalque da realidade, mas como uma recriação da vida: a tragédia imita &#8220;não os homens, mas uma ação e a vida&#8221;. Também a ação, para Aristóteles, é fundamental: os caracteres devem surgir como sua decorrência, recomendando o filósofo o recurso à ação histórica, tomada de empréstimo para a obra de arte. Preocupado ainda com o efeito da tragédia sobre o espectador, enuncia seu conceito de “Catarse” (<em>cathársis</em>, purificação das paixões), objetivo que, para Aristóteles, é indispensável. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#996633;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div><span class="fullpost"> </span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#996633;">Próximo tópico relacionado: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">Física e ciências naturais (Astronomia)  em Aristóteles. Introdução.</a></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;"> </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong>Referências bibliográficas deste tópico</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong><br />
</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;">Aristóteles. <em>Ética a Nicómaco</em>. Brasília. UnB, 1985. </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</span></div>


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		<title>Ética, Ciência e a Crise da Modernidade</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/03/15/etica-ciencia-e-a-crise-da-modernidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 02:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Apresento mais uma serie de postagens, agora com este novo tema. Começamos com uma introdução e entramos nos tópicos: A Ética; e, A Ciência. 1.1. Introdução Este texto tem como objetivo comentar a ética e a influência na ciência ou melhor a necessidade de se pensar esta ciência em termos éticos. Para isso utilizamo-nos como [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313617062137573330" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 120px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Sb3CkLUqL9I/AAAAAAAAASg/Eu3oE5lnIMI/s200/ciencia.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Apresento mais uma serie de postagens, agora com este novo tema. Começamos com uma introdução e entramos nos tópicos: A Ética; e, A Ciência.<span id="more-168"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
<strong>1.1. Introdução<br />
</strong><br />
Este texto tem como objetivo comentar a ética e a influência na ciência ou melhor a necessidade de se pensar esta ciência em termos éticos. Para isso utilizamo-nos como “pano de fundo” do período da modernidade e do que ocorre posteriormente: a chamada crise da modernidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
</span></div>
<div><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost">Achamos pertinente comentar um pouquinho sobre ética, ciência e modernidade e refletir sobre esse racionalismo científico com ar de superioridade, a fim de ilustrar e facilitar ao leitor a compreensão sobre o tema e a importância de se buscar na ética o andamento da ciência. </span></div>
<p style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">Notamos nos dias de hoje várias instituições que se preocupam com um código de ética. Isso demonstra claramente a necessidade que a sociedade tem de “controlar” as medidas e atitudes das diversas profissões. Esse fato demonstra também uma ansiedade das pessoas umas com relação às outras. Será que podemos permitir que a ciência por exemplo, faça o que ela quiser? A ciência pode pesquisar o que ela quiser? Eles respondem: nós estamos pesquisando tal arma química, mas nós nunca vamos usá-la! Eu questiono: para que então desenvolver uma tal arma química se nunca vai ser usada? Eles retrucam: é apenas para evitarmos um ataque&#8230;(?)</div>
<div style="text-align: justify;">Há um problema maior aí&#8230; muitos “desenvolvimentos” científicos não teriam nem mesmo o porquê de serem inicialmente questionados. Mas, infelizmente posteriormente foram usados na guerra e, pior ainda, desenvolveram-se outros “inventos” de avanços tecnológicos inimagináveis já propriamente para o uso militar, como é o caso dos aviões. E agora os super aviões de caça dos nossos dias; Além de uma infinidade de armas e mais armas, até biológicas&#8230; É então aí que devemos pensar a ética. Podemos “deixar” que a ciência faça o que ela quiser? Ou devemos questionar e refletir: o que estamos fazendo com o planeta? O que fazemos com a humanidade; e com as diversas vidas aqui existentes, que não conseguem mexer nem com um centésimo do que esta espécie chamada humanidade fez e faz com o planeta e com a própria vida?</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>1.2. A ética </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div style="text-align: justify;"><strong> </strong>É difícil falar sobre ética, pois é um tema um tanto quanto complexo. Poderíamos entendê-la de várias formas. Uma delas poderia ser como a busca ou caminho para ou pela “verdade” que de maneira mais complexa ainda, seria, talvez, e em algumas condições, subjetiva. Se relembrarmos da origem da filosofia na Grécia e depois, por exemplo, os sofistas, que através da retórica e do convencimento pelas palavras, da oratória, julgavam que “a verdade é resultado da persuasão e do consenso entre os homens”. Mas isso é combatido por Sócrates, Platão e Aristóteles, mais especificamente por Sócrates que os “combate” buscando o que julgava ser a essência da <em>verdade</em> através da <em>razão</em> e não do “simples” convencimento e consenso. Ele fazia isto através de perguntas básicas, feitas a diversos profissionais especialistas, tais como: ao sapateiro – o que é um sapato? Ao “juiz” &#8211; o que é a justiça? Ou o que é a verdade? E assim, a partir de um questionamento, buscava desvelar, através da razão e da lógica e não mais por um simples convencimento retórico, o que seria esta verdade.</div>
<div style="text-align: justify;">Poderíamos dizer então que, de certa forma, Sócrates inaugura a ética dentro do discurso. Sócrates, como comenta Marcondes em <em>Iniciação à história da filosofia</em> (2005, p.40), seria “um divisor de águas. É nesse momento que a problemática ético-política passa ao primeiro plano da discussão filosófica como questão urgente da sociedade grega superando a questão da natureza como temática central;” pois a temática racionalista filosófica, inicialmente, era a natureza, iniciada por Tales de Mileto que buscava na própria natureza a explicação para ela própria, se afastando assim do mito em que tudo era explicado pelos deuses&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">Temos aqui um pequeno histórico para entender a ética de forma mais concreta, permanente e universal. Como define Blackburn (1997) no dicionário OXFORD de filosofia. A ética tem como objeto o:</div>
<div style="text-align: justify;"><em>Estudo dos conceitos envolvidos no raciocínio prático : o bem, a ação correta, o dever, a obrigação, a virtude, a liberdade, a racionalidade, a escolha. É também o estudo de segunda ordem das características objetivas, subjetivas, relativas ou céticas que as afirmações feitas nesses termos possam apresentar. (p.129)</em></p>
<p>Também, Japiassú e Marcondes no dicionário básico de filosofia (2006), mencionam de maneira similar, mas com algumas particularidades, que a ética do grego ethike, diz respeito aos costumes e tem por objetivo “elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral etc)” (p.97).</p></div>
<div style="text-align: justify;">Assim teríamos a questão da subjetividade na ética, e a formação da própria sociedade interagindo entre ela e os indivíduos. A ética ajudando-nos a refletir sobre os costumes, sobre as práticas da ciência, da religião, da família, da empresa, em fim: em todas as instituições da sociedade. A ética nos ajuda a pensar a subjetividade. Que sujeito é esse em tal momento da história? Que sujeito é este hoje? Que “conhecimento” é este que buscamos pela ciência?</p>
<p><strong>1.3. A ciência </strong></div>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div style="text-align: justify;"><strong> </strong>A ética seria desta maneira então, <em>intermediária</em>, buscaria a justiça, a harmonia e os caminhos para alcançá-las. Quando buscamos, a justiça, a <em>verdade</em>, o entendimento e o <em>conhecimento</em>, o buscamos para satisfazer uma necessidade do sujeito. E, destes termos, gostaria de me ater ao conhecimento e mais precisamente ao conhecimento pela ciência, uma vez que podemos obter conhecimento por vários caminhos não só os científicos, aliás é até paradoxal dizer o que é ciência. “Karl Popper um dos filósofos que mais influenciaram a ciência em nosso século, chamou-o de “problema da demarcação”; O que é que distingue a ciência da não-ciência? Como podemos demarcar a fronteira entre elas?” Como citado por Appiah, (2006, p.123).</div>
<div style="text-align: justify;">É importante também mencionar que a ciência deve ser entendida de maneira diversa, conforme o tempo em que a estudamos. O que chamamos de “conhecimento científico”, também, pode variar nos diversos períodos da história. Os casos são múltiplos. Na área médica, por exemplo, quando ouvimos uma voz científica dizendo: evite comer ou fazer tal coisa, que faz mal à saúde, e depois alguns anos mais tarde se contradizem dizendo que não é bem assim&#8230; pode comer sim!, Pode fazer sim! Porém isto não ocorre só na medicina, isto se passa nos diversos seguimentos da ciência. Será então que só a ciência teria a verdade? E esta verdade seria boa? Mas o que é a verdade?</div>
<div style="text-align: justify;">Ouve épocas que uma certa disciplina era considerada como ciência (da forma que a concebemos) e que agora não o é mais. É o caso da astrologia que se difere totalmente da Astronomia, no entanto elas no passado se mesclavam. Também não cabe aqui questionar a validade de uma em detrimento da outra. Muitas vezes algum “astrólogo especifico acerta predições com bastante freqüência” e “é provável que as pessoas que lêem o horóscopo não se importem muito se eles são ou não científicos”, como diz Appiah , 2006 (p.122).</div>
<div style="text-align: justify;">Outra questão, não menos importante, era saber que entre os parâmetros para definir o que é ciência, está ou estava a <em>causalidade</em> ou <em>determinismo</em>, quando diz que todos os eventos têm causas. Porém neste século passado recentemente findado, os cientistas argumentaram que o determinismo não é uma verdade. A teoria quântica, diz que há alguns eventos que não têm causas. A teoria fala em probabilidades. Se, para sabermos o que é científico precisávamos de uma causalidade e agora viemos a dizer que não, mas outrossim, que é uma questão de probabilidades, significa que algumas coisas não podem ser entendidas com as premissas cientificamente elaboradas no transcorrer do tempo e no passado, e quem sabe se no futuro não se dirá o mesmo do presente&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">Partindo destes pré-supostos, poderemos entender melhor agora o que veio a ser a <em>modernidade</em>, a <em>revolução científica</em> ocorrida neste período e posteriormente, a <em>crise da modernidade.<br />
</em><br />
Abraços do Benito Pepe<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
No próximo tópico: <span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/16/a-modernidade-e-a-crise-da-modernidade/" target="_blank">A Modernidade e a Crise da Modernidade</a><br />
</span></div>


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		</item>
		<item>
		<title>O estruturalismo científico-astronômico (1.5)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-estruturalismo-cientifico-astronomico-1-5/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-estruturalismo-cientifico-astronomico-1-5/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 12:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Este tópico (O estruturalismo científico-astronômico) eu já havia postado isoladamente, agora eu o posto novamente em seqüência de todo este texto acadêmico. Na estrutura da linguagem científica temos: em física, a estrutura nuclear do átomo; em astrofísica, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos agora, mas este [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZa9O1SctCI/AAAAAAAAANw/zspybAqLoy8/s1600-h/estrutura+do+universo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302633673795613730" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 148px; height: 148px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZa9O1SctCI/AAAAAAAAANw/zspybAqLoy8/s200/estrutura+do+universo.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Este tópico (<em>O estruturalismo científico-astronômico</em>) eu já havia postado isoladamente, agora eu o posto novamente em seqüência de</span> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/12/estruturalismo-pensamento-e-o-conhecimento-especialmente-na-astronomia/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">todo este texto acadêmico.</span></a></p>
<p><span style="color:#666666;">Na estrutura da linguagem científica temos: em <em>física</em>, a estrutura nuclear do átomo; em <em>astrofísica</em>, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos agora, mas este conhecimento do universo muda com o tempo, muda com o sujeito. Esta é uma estrutura um pouco diferente da linha de raciocínio que apresentávamos até agora.<span id="more-137"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;">Enquanto o estruturalismo nas ciências sociais tornam o sujeito “corpos” dentro de um sistema e o eliminam. O Estruturalismo dentro das ciências naturais e especificamente na Astronomia se inter-relaciona com ele fundamentalmente. O estruturalismo que é utilizado na estrutura do Cosmos ainda não acabou com o universo, não o matou; mas na filosofia o estruturalismo através das ciências humanas aniquilou, matou o homem. </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Dois grandes livros de Alexandre Koyré (1892-1964) citados por Delacampagne (1997), <em>Estudos galileanos</em> (1939) e <em>Do mundo fechado ao universo infinito</em> (1975) mostram que:</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>(&#8230;) a matematização da física inaugurada por Galileu não é nem uma reforma de detalhe, nem uma inovação puramente técnica. Corresponde, ao contrário, a uma revolução intelectual, isto é, a uma transformação da nossa imagem do mundo – desaparecimento da crença medieval em um cosmo fechado e hierarquizado, substituído pela idéia de um universo infinito e homogêneo nas três direções – , em suma, a uma mudança global dos nossos hábitos de pensamento, tanto científicos quanto filosóficos e religiosos. (p.240).<br />
</em><br />
A grande estrutura do universo muda conforme muda o nosso “conhecimento”, ampliando-se nossas linguagens sejam elas matemáticas, físicas ou outras que fazem com que tenhamos uma nova visão desta estrutura maior . Assim o cosmos muda o nosso pensamento o nosso pensamento muda o <em>cosmos</em>. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Para dar outro exemplo. Na época dos gregos e principalmente na idade média imaginava-se um universo fechado em que a Terra seria o centro e que até a lua existiria uma matéria-física sub-lunar a mesma que regia no planeta, e acima da lua uma outra matéria-física que seria imóvel e imutável e ali estariam os corpos fixos. Um universo finito e limitado pela abóbada celeste. Depois na modernidade pensou-se em um centro não mais para a Terra e sim para o Sol. Hoje a visão do cosmos está muito mais ampliada, além de sabermos que a nossa estrela o Sol não está no centro desta estrutura cósmica, e nem mesmo sabemos se há algum centro nesta estrutura universal, imaginamos uma infinitude ainda mais sem bases estruturais microscópicas, ou seja perdemos qualquer fundamentação no sentido mesmo de fundação de estrutura básica para construir este universo. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">As estruturas microscópicas dos átomos que foram confirmadas, recentemente depois de cogitadas pelos pré-socráticos há mais de 2500 anos atrás, foram neste século passado encontrando uma nova barreira que poderíamos chamar de “estruturas ocultas da matéria”, pois a física quântica quebra de certa forma todo um determinismo da matéria. Tínhamos que o átomo seria a menor partícula da matéria, mas “sabe-se” hoje que as sub-partículas ou partículas elementares ou quantum, além de possivelmente não serem a ultima fronteira estrutural, não têm uma localização determinada e certa. O mundo quântico é indeterminado, é oculto. Mas mesmo assim se inter-relaciona conosco, conforme afirma Andreeta (2004). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">De todos os paradigmas podemos citar mais um: antes dizíamos que a reta era a distância mais curta entre dois pontos. Mas hoje com o conhecimento das quatro dimensões, três de espaço e uma de tempo, sabemos que muitas vezes o caminho mais curto no espaço é “uma curva”, ainda que não do objeto lançado, mas de todo o espaço-tempo. Conforme menciona Blackburn (1997) Espaço-tempo é:</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>A estrutura que resulta de se conceber o espaço e o tempo conjuntamente, como uma entidade tetradimensional. Os pontos no espaço-tempo são chamados de acontecimentos. Na teoria da relatividade, cada acontecimento no espaço-tempo está associado a um cone de luz do passado (o conjunto dos acontecimentos passados que podem tê-lo influenciado) e a um cone de luz do futuro (o conjunto dos acontecimentos futuros que pode vir a influenciar), estando a possibilidade da influência em questão limitada pela velocidade da luz. (p.122).<br />
</em><br />
Agora para ilustrar um pouco as dimensões da estrutura “conhecida” do universo ou seja o “mapa do universo” vamos partir da Terra que está a 8 minutos luz (4) de distância do Sol. A estrela mais próxima de nós é a <em>alfa de Centauro</em>, (visualmente “próxima” ao cruzeiro do sul) que está a 4 anos luz distante. Estamos a aproximadamente 27.000 anos luz do centro de nossa Galáxia a <em>Via-Lactea</em> (uma Galáxia que tem aproximadamente 100.000 anos luz de extensão e 200 bilhões de estrelas). Há algumas “pequenas” galáxias satélites em torno de nossa galáxia mas a outra Galáxia significativa mais próxima da gente é Andrômeda que está há 2,2 milhões de anos luz de distância. Em nosso grupo de galáxias temos umas 30 galáxias, que estão ligadas em uma área de distâncias aproximadamente de 3 ou 4 milhões de anos luz. Depois seguimos com um aglomerado que agrupa outros grupos que se distanciam entre 10 e 20 milhões de anos luz. Após teríamos nuvens de aglomerados com 30 e 50 milhões de anos luz; filamentos e Superaglomerados com 10.000 galáxias; e finalmente, estruturas ou grandes muralhas com um bilhão de anos luz e tudo isto correspondendo a apenas 5% do universo observável. (este é um dos possíveis relatos da estrutura cósmica para as três dimensões espaciais conhecidas) </span></p>
<div><span style="color:#666666;">São impressionantes estes números que mencionei propositadamente para lembrarmos como o pensamento modifica-se com o tempo e como se mudam as visões dos estudiosos da natureza e do cosmos nestes últimos milênios e principalmente no último século. </span></div>
<div><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Mesmo quando “vemos” algo com o telescópio estamos ainda assim vendo algo que está a milhares, milhões ou bilhões de anos luz de distância ou seja não está lá agora como o vemos&#8230;. mas o maior paradoxo são as tentativas de descrever o cosmos em toda a sua complexidade através de teorias que se apóiam em outras teorias não menos complexas e ainda mesmo não totalmente aceitas pela própria comunidade científica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">O tamanho do Universo é o tamanho de nossa linguagem; de nosso pensamento; é o tamanho de nosso “conhecimento”. Mas podemos “viajar” com nosso pensamento, ainda que sem sair do lugar. Como nos descreve Appiah (2006), através de sons e símbolos gráficos podemos nos conectar com outros lugares e períodos passados por distâncias inimagináveis, viajamos no <em>tempo</em> e no <em>espaço</em>. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>Suponhamos que eu pergunte: Há criaturas com consciência do outro lado da galáxia? Com isso, estou em certo sentido conectado, através destas palavras, com um lugar a centenas de anos luz ao qual eu literalmente não poderia chegar mesmo que viajasse durante muitas vidas em uma nave espacial. (p.84)<br />
</em><br />
É sem dúvida um grande thauma, um verdadeiro espanto, este imenso universo; é impressionante que este homem que ainda é um “bebê” no planeta, possa imaginá-lo e “viajar” por sua imensidão embora sem sair do lugar. Acreditamos que o pensamento seja mais veloz do que a luz, a imaginação idem, assim vencemos obstáculos e descobrimos outros a vencer novamente, e o nosso universo cresce conosco e agente cresce com nosso universo. Se há uma imagem e semelhança nossa em algum lugar do universo é o próprio cosmos e toda a sua química, todos os seus elementos espalhados por essa imensidão que de alguma forma nos mantém interligados, interconectados com a própria criação. Somos poeira das estrelas portanto somos estrelas. Somos o cosmos. Se acabarmos com o universo, acabaremos conosco.</p>
<p>Abraços do</p>
<p></span> <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Benito Pepe</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
<span style="color:#666666;">NOTA:</p>
<p>(4) A velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km/s e com esta velocidade, para se ter uma idéia poderíamos (teoricamente) dar 7 voltas ao redor da terra em um segundo. Mesmo nesta velocidade impressionante levar-se-ia 8 minutos até o sol ou seja é o tempo que a luz do sol leva para chegar até nosso planeta.</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA (De Todo o Texto)</strong></p>
<p><strong> </strong>ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p>ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BROCKELMAN, Paul. Cosmologia e criação: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.<br />
</span></div>


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		<title>A retomada do racionalismo na Idade Moderna e a Influência na (da) Ciência: especialmente a Astronomia (capítulo 3 &#8211; comentários iniciais)</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 14:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290047142814657218" style="margin: 0px 0px 10px 10px; width: 132px; float: right; height: 129px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SWoF2TiJqsI/AAAAAAAAAKo/tflcLeYdFpI/s200/Idade+moderna.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/27/a-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece-capitulo-1/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Para ver o primeiro capítulo clique aqui</span><span style="color:#3366ff;">.</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na idade moderna tivemos um renascimento de toda uma cultura greco-romana que teve e ainda tem grande influência em todo o mundo ocidental. Dentre elas gostaríamos de destacar o <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/11/08/o-renascimento-e-a-retomada-do-racionalismo/" target="_blank">renascimento</a></span></strong>, ou melhor, o momento da retomada do racionalismo em nossa cultura, que de certa forma esteve adormecido por um longo tempo; e que não cabe aqui questionarmos se foi benéfico ou não ao mundo moderno e nem mesmo à contemporaneidade, principalmente no que tange ao racionalismo científico.<span id="more-118"></span><br />
</span><span class="fullpost"><span style="color: #000000;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><span style="color: #000000;">Gostaríamos também de especificar a influência desse racionalismo através das ciências e especialmente da astronomia que foi um dos questionamentos mais importantes da humanidade em todos os tempos. Podemos afirmar que a cosmologia tem o seu princípio no thauma, da mesma forma que ocorre com a Filosofia. Através da Astronomia, sentimos verdadeiros espantos. Surgem grandes interrogações para todos os que admiram a natureza; o mundo à sua volta; o planeta em que vivemos e os nossos planetas vizinhos ainda misteriosos. E para quem mergulha um pouco mais fundo no assunto, reflete e se questiona sobre outros planetas de sistemas estelares distintos, o espanto é maior. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><span style="color: #000000;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"></span><span style="color: #000000;">Como dissemos, 200 bilhões de estrelas formam a nossa galáxia local (ou Via Láctea), e isto sabemos hoje, faz parte tão ínfima entre outras bilhões e bilhões de diversas galáxias espalhadas por este vasto; infinito, finito (?) ilimitado, limitado (?) Universo; aí o thauma, o espanto é realmente tanto quanto infinito. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;"><span style="color: #000000;"> </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Neste capítulo vamos “apreciar”, esta tomada, dessa benévola ou não influência do racionalismo que ocorre na modernidade. Nossa principal intenção é a de “contemplar” um pequeno histórico ocorrido nessa fase do racionalismo e a maneira diversa em que os homens modernos passam a ver a natureza e o universo. E dessa forma recodifica seu posicionamento, “transporta”, transmuta o homem do seu lugar central do universo e o põe em um cantinho, passando-o a uma “realidade” diferente da que ele pensava ter no cosmos, assim, de certa maneira, também o “reforma”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;"><br />
<span style="color: #000000;"> </span></span><span style="color: #000000;">Nos mitos de criação encontramos algumas tipologias, verificamos também alguma, “lógica” ao menos na maneira do discurso. Os diversos povos que nos antecederam já pensaram o universo em que vivemos, claro que de formas e maneiras bem distintas das que vieram a ocorrer a partir da modernidade. Mas mesmo assim, alguns mitos têm correspondências na moderna cosmologia e até na contemporânea. É o caso das visões egípcias do fim dos tempos. Mas alguns poderiam dizer: &#8211; é claro que sempre vamos achar algum mito que tenha correspondência com a astronomia de hoje, com tantas e diversas concepções cosmogônicas é lógico que vai haver algumas que correspondam. Não cabe a nós julgarmos estes pensamentos. Deixamos a conclusão para o leitor. O que cabe aqui é relatar os fatos ocorridos e principalmente os ocasionados com a entrada e retomada do racionalismo. Uma maneira diferente de pensar&#8230;</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;"><br />
</span></div>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/01/12/o-racionalismo-na-modernidade-continuacao-capitulo-3-2/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">No próximo tópico veremos o Racionalismo na Modernidade</span></a><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/01/12/o-racionalismo-na-modernidade-continuacao-capitulo-3-2/" target="_blank">.</a><br />
</span><br />
Abraços do <strong>Benito Pepe</strong></p>


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