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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Ciência</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/04/os-brancos-eram-negros-ha-milhares-de-anos-atras/" target="_blank"><strong>Continuando o texto, veja o início clique Aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
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Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.<span id="more-1027"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo o trabalho tanto de Langaney quanto de Sforza: se existem diferenças genéticas entre <strong>grupos étnicos</strong>, elas estão somente na freqüência com que cada gene ou grupos de genes se apresentam nas diversas populações. O que faz, então, com que os etíopes tenham a pele escura, enquanto os belgas têm pele clara? Ainda é cedo para esperar uma resposta definitiva, mas hoje há um consenso de que as diferenças são circunstanciais. “Provavelmente, uma simples questão de clima”, explica Langaney. <strong>Do ponto de vista bioquímico, por exemplo, não existem classificações como brancos, negros e amarelos:</strong> <strong>apenas pessoas com menos ou mais melanina.</strong> É essa substância, presente nas camadas profundas da epiderme, que responde pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Quanto mais melanina, mais escura a pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não conseguimos explicar o mecanismo de incidência do sol na coloração da pele, nem como isso se transfere hereditariamente, mas sabemos muito bem, por outro lado, que a síntese da vitamina D depende diretamente dos raios ultravioleta”, revela Langaney. Presentes em maior quantidade nas zonas tropicais, esses raios são menos absorvidos por peles escuras do que pelas claras. A falta de vitamina D, por sua vez, causa raquitismo. “Basta uma simples olhadela no mapa-múndi para notar que, geograficamente, de acordo com a região em que se estabeleceram, as populações são menos ou mais claras.” <strong>Antes das grandes migrações que, a partir do século XVI, marcaram a história da humanidade, todos os grupos de pele mais escura se situavam nas zonas tropicais</strong>, <strong>enquanto os mais claros são sempre aqueles próximos das latitudes mais altas.</strong> <strong>Ao mesmo tempo, zonas intermediárias, como as Filipinas ou a Índia, são ocupadas por pessoas de cores igualmente intermediárias.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a teoria mais aceita atualmente, os homens que migraram da África Central ou do Oriente Próximo em direção ao norte teriam mudado de cor de pele para melhor absorver os raios ultravioleta . Assim, escapariam à ameaça do raquitismo, já que o Sol aparecia menos por lá do que nas terras de onde, supõe-se, vieram.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, tudo leva a crer que <strong>as diferenças de cor que notamos entre um negro e um asiático, por exemplo, ocorreram há pouco tempo na escala de desenvolvimento da humanidade.</strong> Principalmente quando comparadas com características essenciais: é quase certo que o código genético que determina que todos tenham 4,5 metros quadrados de pele antecedeu em muito o que determina a coloração da pele. Para usar o mesmo exemplo, <strong>a cor da pele parece levar de 20.000 a 40.000 anos para se modificar.</strong> A conclusão vem do fato de a América ter sido povoada, a partir da Ásia do Norte, há não mais de 40.000 anos. Este intervalo teria sido suficiente para que a incidência solar dos trópicos fizesse efeito e escurecesse as populações que ali se estabeleceram, os ameríndios. “E o que são 40.000 anos diante dos 4 milhões de anos que forjaram biologicamente a espécie humana?”, pergunta Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Assim como a cor da pele, as estaturas também parecem estar ligadas ao tipo de meio ambiente eleito por uma população.</strong> E não deve ter sido necessário muito mais tempo do que o gasto nas mudanças de cor para que populações africanas desenvolvessem estaturas tão discrepantes como entre pigmeus (1,50 metro), habitantes da floresta equatorial, e os saras (1,80 m) que habitam zonas áridas do continente. É certo que a transformação das sociedades rurais agrícolas em sociedades urbanas industrializadas interferiu violentamente nessa divisão: um estudo da média de altura dos recrutas militares franceses entre 1880 e 1970 mostra que a população masculina do país chegou a crescer 7 centímetros nesses noventa anos. As exceções só confirmam a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">A seu modo, Sforza também reforça a tese de que as diferenças aparentes são mais ligadas a fatores climáticos e ambientais do que a origens distintas. <strong>Em sua árvore genealógica, a cor da pele não é um critério e nada impede que brancos e negros saiam da mesma família.</strong> Os branquelos lapões do norte europeu vieram do mesmo grupo — caucasianos — que originou os escuros berberes da África. As diferenças, assim como a distância genética, portanto, foram adquiridas através do tempo. <strong>Quanto mais distantes geograficamente, menos as populações se parecem</strong>. “A rede genética mostra que as discordâncias se fizeram durante a colonização do mundo”, esclarece Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a cadeia genética de cada uma dessas famílias tenha sofrido alterações à medida que elas se afastavam e se subdividiam, nenhuma desenvolveu qualquer tipo de gene específico. Recentemente, Sforza demonstrou que, além da coincidência geográfica, <strong>a familiaridade genética se superpõe quase sempre a uma familiaridade lingüística</strong>. Ou seja, quanto mais geneticamente próximos os grupos, mais suas línguas se correspondem.</p>
<p style="text-align: justify;">Arqueologicamente, <strong>hoje poucos duvidam da origem africana do “homem moderno”</strong>: supõe-se que ele <strong>surgiu entre a África Central e o Oriente Próximo</strong>, há <strong>100.000 ou 150.000 anos.</strong> Pelo menos é o que indicam seus vestígios mais antigos, entre 100.000 e 125.000 anos, encontrados no continente africano. Mas foi com a descoberta do Homem de Qafzeh, um crânio desenterrado na Palestina, que a tese da migração do Homo sapiens sapiens começou a se concretizar: Eva, o nome dado ao mais perfeito exemplar do passado humano, viveu há 92.000 anos. Para Sforza, a data-chave do momento em que os ramos africanos e não-africanos se separaram para iniciar a grande andança, espalhando tipos tão diferentes pelos quatro cantos do mundo que, às vezes, é difícil acreditar virem todos do mesmo ancestral. Para Langaney e Sforza, apenas mais uma prova da sabedoria do velho ditado popular: as aparências realmente enganam.</p>
<p style="text-align: justify;">É amigo leitor, podemos dizer filosoficamente: os nossos sentidos nos enganar&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Brancos eram Negros há milhares de anos atrás</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma pesquisa científica falando sobre a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra, dizia sumamente que todos (os homens modernos) vieram de uma única raça: a Negra. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.


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Há alguns anos atrás assisti em um Canal Cultural  de uma TV fechada uma pesquisa científica falando sobre <strong>a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra</strong>, dizia sumamente que <strong>todos os homens modernos vieram de uma única raça</strong>: <strong>a Negra</strong>. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.<span id="more-1019"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Desde então procurava saber mais sobre o assunto até que encontrei na <strong>Revista Super</strong> <strong>Interessante</strong> uma reportagem falando sobre esse tema. Seu título: <strong>“Brancos, negros, índios e amarelos: Todos parentes”. </strong>O texto abaixo é uma adaptação livre e atualizada dessa reportagem. Em suma veremos que Brancos, Índios e Amarelos  vieram todos dos Negros Africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos atrás no “Museu do Homem de Paris” houve uma exposição intitulada “<strong>Todos Diferentes, Todos Parentes</strong>”,  a reportagem que agora posto lembra que se Morton estivesse vivo (Morton foi um grande cientista que morreu em 1851, estudava a “diferença” entre as raças humanas) ele certamente teria um enfarto fulminante ao ver que várias pessoas, incluindo crianças, remontavam, em uma tela de computador,  aquilo que ele levou décadas em sua vida fazendo no laboratório. Diariamente, centenas de jovens e curiosos em geral se divertiram na mostra  criando “homens” inimagináveis, numa miscelânea que inclui os mais variados tipos de cabelo, olhos, rosto ou mesmo o tamanho do nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira se confunde com a própria explicação da origem do homem moderno, o Homo sapiens sapiens: a de que, ao contrário do que pensava <strong>Morton</strong>, as diferenças físicas, tão gritantes a nossos olhos, não passam de detalhes na história de uma espécie que, embora numerosa e espalhada por todo o mundo, em última análise <strong>provém de um único ancestral.</strong> As aparências enganam. “O sentido da visão tem um papel primordial nas percepções humanas, enquanto várias espécies de animais que diferem na cor dos pêlos ou da pele parecem não dar a menor importância a isso”, brinca o francês André Langaney, chefe do laboratório de Biometria de Genética da Universidade de Genebra.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que as questões de um século atrás ainda persistem: <strong>se somos descendentes de um mesmo antepassado, por que alguns têm a pele negra, cabelos crespos e olhos escuros, enquanto outros têm olhos puxados, cabelos lisos e a pele amarela?</strong> Por que os pigmeus medem em média 1,50 metro, enquanto suecos chegam a 1,77 metro? As diferenças são tantas, que apenas enumerá-las já soa como uma missão impossível — quanto mais listar respostas para cada uma&#8230; Mas para geneticistas como Langaney ou o célebre italiano Luigi Luca Cavalli-Sforza, um dos maiores especialistas no assunto, <strong>muito mais numerosas e essenciais são as igualdades</strong>. Todo homem, seja ianomâmi ou finlandês, possui cerca de 4,5 metros quadrados de pele, 100 órgãos, 450 músculos motores, 211 ossos, 950 quilômetros de tubos (veias e artérias), 100.000 quilômetros de fibras nervosas, 5 litros de sangue, 60 trilhões de células, etc. etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão importante ainda é que jamais se encontraram genes que pudessem ser considerados característicos de uma única população, por mais isolada que ela viva. Isto é: os cerca de 3 bilhões de componentes do patrimônio genético são compartilhados pelos 6 bilhões de homens que ocupam o Planeta. Sem exceções. É o que asseguram décadas de pesquisas, em especial as realizadas por aqueles dois especialistas. Langaney concentrou seu trabalho em três genes que são fundamentais no ser humano. O primeiro, responsável pelo tipo sangüíneo, é o sistema ABO. O outro, o do fator Rhesus, determina o Rh positivo e negativo. Quanto ao terceiro, o Gm, é o gene que produz a imunoglobulina, substância essencial para o sistema imunológico. Tais genes se encontram em centenas de grupos étnicos, cujas células a equipe de Langaney vasculhou. E <strong>o pesquisador é taxativo: isto descarta a possibilidade de existirem genes “brancos”, “negros” ou “amarelos”, como se acreditou até há pouco.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Nenhuma população se isolou por um tempo suficiente para se constituir como uma raça completamente diferenciada”, garante Cavalli-Sforza. Professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, ele diz isso com a autoridade de quem <strong>nos últimos cinqüenta anos se dedicou a construir a mais completa e ambiciosa árvore genealógica da espécie humana </strong>e hoje se dá ao conforto de andar de chinelos nos corredores da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Sforza testou nada menos de 120 características humanas gravadas nos genes, inclusive o fator Rhesus e os sistemas ABO e Gm. E também não poupou o computador de Stanford para reagrupar milhares de trabalhos lingüísticos e arqueológicos, a partir dos quais <strong>selecionou os 42 grupos mais estudados, numa amostragem perfeita dos</strong> <strong>habitantes dos cinco continentes.</strong> Etíopes, pigmeus, europeus em geral, lapões, esquimós, japoneses, polinésios e índios americanos são apenas algumas das etnias escolhidas por ele. E, a partir desses estudos, o geneticista genovês radicado nos Estados Unidos chegou a uma conclusão inovadora: a de que era possível reconstituir a história da evolução humana com base na freqüência de certos genes, o chamado critério de distância genética.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator Rhesus é um exemplo que pode ajudar a entender essa conclusão. Sforza verificou que 16% dos ingleses tinham o fator Rhesus negativo, enquanto a freqüência nos bascos era de 9% e nos japoneses 0%. “Se nos limitarmos ao Rhesus, podemos dizer que os ingleses são mais próximos dos bascos que dos japoneses.” É lógico que, para obter a distância genética entre as populações, <strong>Sforza não usou apenas um gene; analisou mais de uma centena.</strong> Graças a esse critério, pôde chegar então às sete grandes famílias, os colonizadores da Terra: africanos, caucasianos, asiáticos do sul, asiáticos do norte, australianos, insulares do Pacífico e ameríndios.</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%E2%80%9Cmutacoes%E2%80%9D-do-homem-original-negro/" target="_blank"><strong>Veja a segundo parte deste texto</strong> &gt; <strong>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<title>Ética, política e Poética – “Ciências Práticas” em Aristóteles</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/19/etica-politica-e-poetica-%e2%80%93-%e2%80%9cciencias-praticas%e2%80%9d-em-aristoteles/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 22:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
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Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral&#8230;</a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><span style="color: #333333;">Como estamos vendo, Aristóteles versa em todas as áreas do conhecimento, mas diferentemente da ciência teórica que é <strong>demonstrativa</strong>, e que para se “conhecer o mundo” precisa-se demonstrar as causas; no caso da ética não ocorre isso e sim uma <strong>deliberação</strong>, e saber deliberar é o “<strong>saber</strong>” no campo da <strong>ação</strong>. Assim, para Aristóteles, o homem prudente e virtuoso é aquele que <strong>delibera bem</strong>.</span><span id="more-189"></span><br />
</span><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong>Quanto a ética e a política<br />
</strong><br />
A ética e a política estão no campo da deliberação e deliberar bem é saber decidir, a virtude representa o “<strong>meio termo</strong>”, a justa medida de equilíbrio entre o excesso e a falta de um atributo qualquer. Mas, veremos que Aristóteles distingue a ética da política.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">O que são deliberações?</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">“Deliberações são atividades racionais de descoberta da verdade no campo prático, tendo a estrutura típica de um ato de dar razões e justificar crenças, mas não se reduzem a demonstrações”. Como nos lembra Zingano (2005, p.104)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles escreveu muito sobre política, no diálogo perdido <em>Da</em> <em>justiça</em> já se anunciavam alguns dos temas expostos nos oito fragmentos reunidos por Andronico sob o título de <em>Política</em>. Ele escreveu ao longo de toda a sua vida, mas também nesse tema, como em outros diversos, é pouco o que resta sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles foi o primeiro filósofo a distinguir a <strong>ética</strong> da <strong>política</strong>, centrada a <strong>ética</strong> na <strong>ação</strong> <strong>voluntária</strong> e <strong>moral</strong> do indivíduo enquanto tal, e a <strong>política</strong>, nas <strong>vinculações deste com a comunidade</strong>. Dotado de <em>lógos</em>, (“palavra”, “discurso”) isto é, de comunicação, o homem é um animal político, inclinado a fazer parte de uma <em>pólis</em>, a &#8220;cidade&#8221; enquanto sociedade política. A cidade precede assim a família, e até o indivíduo, porque responde a um impulso natural. Dos círculos em que o homem se move, estão a família, a “tribo”, o trabalho e a <em>pólis</em>, mas só este último constitui uma sociedade perfeita. Daí serem políticas, de certo modo, todas as relações humanas. A <em>pólis</em> é o fim (<em>télos</em>) e a causa final da associação humana. Uma forma especial de amizade, a concórdia, constitui seu alicerce.</p>
<p style="text-align: justify;">Os regimes políticos caracterizam-se pela solução que oferecem às relações entre a parte e o todo na comunidade. Há três formas de regimes: <strong>monarquia</strong>, <strong>aristocracia</strong> e <strong>politéia</strong> (um compromisso entre a democracia e a oligarquia, mas que tende à primeira). À monarquia interessa basicamente a unidade da <em>pólis</em>; à aristocracia, seu aprimoramento; à democracia, a liberdade. O regime perfeito integrará as vantagens dessas três formas, rejeitando as <strong>deformações</strong> de cada uma: <strong>tirania</strong>, <strong>oligarquia</strong> e <strong>demagogia</strong>. A relação unidade-pluralidade aparece, ainda, sob outro aspecto: o da lei e da concórdia como processos complementares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles diz que o homem não é apenas um “animal racional” mas também um “animal político”. Porém essa atribuição se dá aos homens que têm seus direitos políticos e os usam em parte maior ou menor para a administração da cidade ou seja os homens-cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Ética a Nicômaco Aristóteles diz:</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><em>(&#8230;) aquilo que é próprio de cada criatura lhe é naturalmente melhor e mais agradável; para o homem, a vida conforme o intelecto (a razão) é melhor e mais agradável, já que o intelecto, mais que qualquer outra parte do homem, é o homem. Esta vida, portanto, é também a mais feliz. (1985, p.203)<br />
</em><br />
Assim, para Aristóteles a verdadeira felicidade do homem só se alcança quando este vive plenamente sua racionalidade e vivê-la significa, viver a nossa “alma racional” e os valores da alma são os valores supremos para Aristóteles.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Poética em Aristóteles </strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong><br />
</strong>Diferentemente de Platão, que dizia ser a arte apenas uma cópia da cópia por ela copiar algo que já era uma cópia do Mundo das Ideias Aristóteles não condena a Arte apesar de também reconhecê-la como mimese (imitação da “realidade”), Aristóteles até atribui valor à Arte enquanto “purificador” (conceito de “catarse”), ela liberta das paixões. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost">Portanto entre as ciências do fazer, ou ciências práticas, apenas a obra de arte mereceu estudo sistemático de Aristóteles. Assim, ele distingue as artes úteis das artes de imitação, sendo que estas últimas, ao contrário do que o nome parece indicar, exprimem o dinamismo criador do homem completando a obra da natureza: ele tem de captar através da ideia o que na natureza se encontra, por assim dizer, apenas esboçado ou latente. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
Na <em>Poética</em>, Aristóteles confere grande relevo a sua teoria da tragédia, que exerceu notável influência sobre o teatro desde a época do Renascimento. Segundo sua própria concepção de poesia, salientou a importância da imitação ou <em>Mimese</em>, não como mero decalque da realidade, mas como uma recriação da vida: a tragédia imita &#8220;não os homens, mas uma ação e a vida&#8221;. Também a ação, para Aristóteles, é fundamental: os caracteres devem surgir como sua decorrência, recomendando o filósofo o recurso à ação histórica, tomada de empréstimo para a obra de arte. Preocupado ainda com o efeito da tragédia sobre o espectador, enuncia seu conceito de “Catarse” (<em>cathársis</em>, purificação das paixões), objetivo que, para Aristóteles, é indispensável. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#996633;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div><span class="fullpost"> </span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#996633;">Próximo tópico relacionado: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">Física e ciências naturais (Astronomia)  em Aristóteles. Introdução.</a></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;"> </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong>Referências bibliográficas deste tópico</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong><br />
</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;">Aristóteles. <em>Ética a Nicómaco</em>. Brasília. UnB, 1985. </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</span></div>


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		<title>Ética, Ciência e a Crise da Modernidade</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/03/15/etica-ciencia-e-a-crise-da-modernidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 02:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[
Apresento mais uma serie de postagens, agora com este novo tema. Começamos com uma introdução e entramos nos tópicos: A Ética; e, A Ciência.

1.1. Introdução

Este texto tem como objetivo comentar a ética e a influência na ciência ou melhor a necessidade de se pensar esta ciência em termos éticos. Para isso utilizamo-nos como “pano de [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313617062137573330" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 120px; height: 98px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Sb3CkLUqL9I/AAAAAAAAASg/Eu3oE5lnIMI/s200/ciencia.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Apresento mais uma serie de postagens, agora com este novo tema. Começamos com uma introdução e entramos nos tópicos: A Ética; e, A Ciência.<span id="more-168"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
<strong>1.1. Introdução<br />
</strong><br />
Este texto tem como objetivo comentar a ética e a influência na ciência ou melhor a necessidade de se pensar esta ciência em termos éticos. Para isso utilizamo-nos como “pano de fundo” do período da modernidade e do que ocorre posteriormente: a chamada crise da modernidade.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
</span></div>
<div><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost">Achamos pertinente comentar um pouquinho sobre ética, ciência e modernidade e refletir sobre esse racionalismo científico com ar de superioridade, a fim de ilustrar e facilitar ao leitor a compreensão sobre o tema e a importância de se buscar na ética o andamento da ciência. </span></div>
<p style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">Notamos nos dias de hoje várias instituições que se preocupam com um código de ética. Isso demonstra claramente a necessidade que a sociedade tem de “controlar” as medidas e atitudes das diversas profissões. Esse fato demonstra também uma ansiedade das pessoas umas com relação às outras. Será que podemos permitir que a ciência por exemplo, faça o que ela quiser? A ciência pode pesquisar o que ela quiser? Eles respondem: nós estamos pesquisando tal arma química, mas nós nunca vamos usá-la! Eu questiono: para que então desenvolver uma tal arma química se nunca vai ser usada? Eles retrucam: é apenas para evitarmos um ataque&#8230;(?)</div>
<div style="text-align: justify;">Há um problema maior aí&#8230; muitos “desenvolvimentos” científicos não teriam nem mesmo o porquê de serem inicialmente questionados. Mas, infelizmente posteriormente foram usados na guerra e, pior ainda, desenvolveram-se outros “inventos” de avanços tecnológicos inimagináveis já propriamente para o uso militar, como é o caso dos aviões. E agora os super aviões de caça dos nossos dias; Além de uma infinidade de armas e mais armas, até biológicas&#8230; É então aí que devemos pensar a ética. Podemos “deixar” que a ciência faça o que ela quiser? Ou devemos questionar e refletir: o que estamos fazendo com o planeta? O que fazemos com a humanidade; e com as diversas vidas aqui existentes, que não conseguem mexer nem com um centésimo do que esta espécie chamada humanidade fez e faz com o planeta e com a própria vida?</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>1.2. A ética </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div style="text-align: justify;"><strong> </strong>É difícil falar sobre ética, pois é um tema um tanto quanto complexo. Poderíamos entendê-la de várias formas. Uma delas poderia ser como a busca ou caminho para ou pela “verdade” que de maneira mais complexa ainda, seria, talvez, e em algumas condições, subjetiva. Se relembrarmos da origem da filosofia na Grécia e depois, por exemplo, os sofistas, que através da retórica e do convencimento pelas palavras, da oratória, julgavam que “a verdade é resultado da persuasão e do consenso entre os homens”. Mas isso é combatido por Sócrates, Platão e Aristóteles, mais especificamente por Sócrates que os “combate” buscando o que julgava ser a essência da <em>verdade</em> através da <em>razão</em> e não do “simples” convencimento e consenso. Ele fazia isto através de perguntas básicas, feitas a diversos profissionais especialistas, tais como: ao sapateiro – o que é um sapato? Ao “juiz” &#8211; o que é a justiça? Ou o que é a verdade? E assim, a partir de um questionamento, buscava desvelar, através da razão e da lógica e não mais por um simples convencimento retórico, o que seria esta verdade.</div>
<div style="text-align: justify;">Poderíamos dizer então que, de certa forma, Sócrates inaugura a ética dentro do discurso. Sócrates, como comenta Marcondes em <em>Iniciação à história da filosofia</em> (2005, p.40), seria “um divisor de águas. É nesse momento que a problemática ético-política passa ao primeiro plano da discussão filosófica como questão urgente da sociedade grega superando a questão da natureza como temática central;” pois a temática racionalista filosófica, inicialmente, era a natureza, iniciada por Tales de Mileto que buscava na própria natureza a explicação para ela própria, se afastando assim do mito em que tudo era explicado pelos deuses&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">Temos aqui um pequeno histórico para entender a ética de forma mais concreta, permanente e universal. Como define Blackburn (1997) no dicionário OXFORD de filosofia. A ética tem como objeto o:</div>
<div style="text-align: justify;"><em>Estudo dos conceitos envolvidos no raciocínio prático : o bem, a ação correta, o dever, a obrigação, a virtude, a liberdade, a racionalidade, a escolha. É também o estudo de segunda ordem das características objetivas, subjetivas, relativas ou céticas que as afirmações feitas nesses termos possam apresentar. (p.129)</em></p>
<p>Também, Japiassú e Marcondes no dicionário básico de filosofia (2006), mencionam de maneira similar, mas com algumas particularidades, que a ética do grego ethike, diz respeito aos costumes e tem por objetivo “elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral etc)” (p.97).</p></div>
<div style="text-align: justify;">Assim teríamos a questão da subjetividade na ética, e a formação da própria sociedade interagindo entre ela e os indivíduos. A ética ajudando-nos a refletir sobre os costumes, sobre as práticas da ciência, da religião, da família, da empresa, em fim: em todas as instituições da sociedade. A ética nos ajuda a pensar a subjetividade. Que sujeito é esse em tal momento da história? Que sujeito é este hoje? Que “conhecimento” é este que buscamos pela ciência?</p>
<p><strong>1.3. A ciência </strong></div>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<div style="text-align: justify;"><strong> </strong>A ética seria desta maneira então, <em>intermediária</em>, buscaria a justiça, a harmonia e os caminhos para alcançá-las. Quando buscamos, a justiça, a <em>verdade</em>, o entendimento e o <em>conhecimento</em>, o buscamos para satisfazer uma necessidade do sujeito. E, destes termos, gostaria de me ater ao conhecimento e mais precisamente ao conhecimento pela ciência, uma vez que podemos obter conhecimento por vários caminhos não só os científicos, aliás é até paradoxal dizer o que é ciência. “Karl Popper um dos filósofos que mais influenciaram a ciência em nosso século, chamou-o de “problema da demarcação”; O que é que distingue a ciência da não-ciência? Como podemos demarcar a fronteira entre elas?” Como citado por Appiah, (2006, p.123).</div>
<div style="text-align: justify;">É importante também mencionar que a ciência deve ser entendida de maneira diversa, conforme o tempo em que a estudamos. O que chamamos de “conhecimento científico”, também, pode variar nos diversos períodos da história. Os casos são múltiplos. Na área médica, por exemplo, quando ouvimos uma voz científica dizendo: evite comer ou fazer tal coisa, que faz mal à saúde, e depois alguns anos mais tarde se contradizem dizendo que não é bem assim&#8230; pode comer sim!, Pode fazer sim! Porém isto não ocorre só na medicina, isto se passa nos diversos seguimentos da ciência. Será então que só a ciência teria a verdade? E esta verdade seria boa? Mas o que é a verdade?</div>
<div style="text-align: justify;">Ouve épocas que uma certa disciplina era considerada como ciência (da forma que a concebemos) e que agora não o é mais. É o caso da astrologia que se difere totalmente da Astronomia, no entanto elas no passado se mesclavam. Também não cabe aqui questionar a validade de uma em detrimento da outra. Muitas vezes algum “astrólogo especifico acerta predições com bastante freqüência” e “é provável que as pessoas que lêem o horóscopo não se importem muito se eles são ou não científicos”, como diz Appiah , 2006 (p.122).</div>
<div style="text-align: justify;">Outra questão, não menos importante, era saber que entre os parâmetros para definir o que é ciência, está ou estava a <em>causalidade</em> ou <em>determinismo</em>, quando diz que todos os eventos têm causas. Porém neste século passado recentemente findado, os cientistas argumentaram que o determinismo não é uma verdade. A teoria quântica, diz que há alguns eventos que não têm causas. A teoria fala em probabilidades. Se, para sabermos o que é científico precisávamos de uma causalidade e agora viemos a dizer que não, mas outrossim, que é uma questão de probabilidades, significa que algumas coisas não podem ser entendidas com as premissas cientificamente elaboradas no transcorrer do tempo e no passado, e quem sabe se no futuro não se dirá o mesmo do presente&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">Partindo destes pré-supostos, poderemos entender melhor agora o que veio a ser a <em>modernidade</em>, a <em>revolução científica</em> ocorrida neste período e posteriormente, a <em>crise da modernidade.<br />
</em><br />
Abraços do Benito Pepe<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
No próximo tópico: <span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/16/a-modernidade-e-a-crise-da-modernidade/" target="_blank">A Modernidade e a Crise da Modernidade</a><br />
</span></div>


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		<item>
		<title>O estruturalismo científico-astronômico (1.5)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-estruturalismo-cientifico-astronomico-1-5/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 12:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este tópico (O estruturalismo científico-astronômico) eu já havia postado isoladamente, agora eu o posto novamente em seqüência de todo este texto acadêmico.
Na estrutura da linguagem científica temos: em física, a estrutura nuclear do átomo; em astrofísica, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos agora, mas este conhecimento [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZa9O1SctCI/AAAAAAAAANw/zspybAqLoy8/s1600-h/estrutura+do+universo.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302633673795613730" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 148px; height: 148px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZa9O1SctCI/AAAAAAAAANw/zspybAqLoy8/s200/estrutura+do+universo.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Este tópico (<em>O estruturalismo científico-astronômico</em>) eu já havia postado isoladamente, agora eu o posto novamente em seqüência de</span> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/12/estruturalismo-pensamento-e-o-conhecimento-especialmente-na-astronomia/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">todo este texto acadêmico.</span></a></p>
<p><span style="color:#666666;">Na estrutura da linguagem científica temos: em <em>física</em>, a estrutura nuclear do átomo; em <em>astrofísica</em>, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos agora, mas este conhecimento do universo muda com o tempo, muda com o sujeito. Esta é uma estrutura um pouco diferente da linha de raciocínio que apresentávamos até agora.<span id="more-137"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;">Enquanto o estruturalismo nas ciências sociais tornam o sujeito “corpos” dentro de um sistema e o eliminam. O Estruturalismo dentro das ciências naturais e especificamente na Astronomia se inter-relaciona com ele fundamentalmente. O estruturalismo que é utilizado na estrutura do Cosmos ainda não acabou com o universo, não o matou; mas na filosofia o estruturalismo através das ciências humanas aniquilou, matou o homem. </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Dois grandes livros de Alexandre Koyré (1892-1964) citados por Delacampagne (1997), <em>Estudos galileanos</em> (1939) e <em>Do mundo fechado ao universo infinito</em> (1975) mostram que:</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>(&#8230;) a matematização da física inaugurada por Galileu não é nem uma reforma de detalhe, nem uma inovação puramente técnica. Corresponde, ao contrário, a uma revolução intelectual, isto é, a uma transformação da nossa imagem do mundo – desaparecimento da crença medieval em um cosmo fechado e hierarquizado, substituído pela idéia de um universo infinito e homogêneo nas três direções – , em suma, a uma mudança global dos nossos hábitos de pensamento, tanto científicos quanto filosóficos e religiosos. (p.240).<br />
</em><br />
A grande estrutura do universo muda conforme muda o nosso “conhecimento”, ampliando-se nossas linguagens sejam elas matemáticas, físicas ou outras que fazem com que tenhamos uma nova visão desta estrutura maior . Assim o cosmos muda o nosso pensamento o nosso pensamento muda o <em>cosmos</em>. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Para dar outro exemplo. Na época dos gregos e principalmente na idade média imaginava-se um universo fechado em que a Terra seria o centro e que até a lua existiria uma matéria-física sub-lunar a mesma que regia no planeta, e acima da lua uma outra matéria-física que seria imóvel e imutável e ali estariam os corpos fixos. Um universo finito e limitado pela abóbada celeste. Depois na modernidade pensou-se em um centro não mais para a Terra e sim para o Sol. Hoje a visão do cosmos está muito mais ampliada, além de sabermos que a nossa estrela o Sol não está no centro desta estrutura cósmica, e nem mesmo sabemos se há algum centro nesta estrutura universal, imaginamos uma infinitude ainda mais sem bases estruturais microscópicas, ou seja perdemos qualquer fundamentação no sentido mesmo de fundação de estrutura básica para construir este universo. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">As estruturas microscópicas dos átomos que foram confirmadas, recentemente depois de cogitadas pelos pré-socráticos há mais de 2500 anos atrás, foram neste século passado encontrando uma nova barreira que poderíamos chamar de “estruturas ocultas da matéria”, pois a física quântica quebra de certa forma todo um determinismo da matéria. Tínhamos que o átomo seria a menor partícula da matéria, mas “sabe-se” hoje que as sub-partículas ou partículas elementares ou quantum, além de possivelmente não serem a ultima fronteira estrutural, não têm uma localização determinada e certa. O mundo quântico é indeterminado, é oculto. Mas mesmo assim se inter-relaciona conosco, conforme afirma Andreeta (2004). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">De todos os paradigmas podemos citar mais um: antes dizíamos que a reta era a distância mais curta entre dois pontos. Mas hoje com o conhecimento das quatro dimensões, três de espaço e uma de tempo, sabemos que muitas vezes o caminho mais curto no espaço é “uma curva”, ainda que não do objeto lançado, mas de todo o espaço-tempo. Conforme menciona Blackburn (1997) Espaço-tempo é:</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>A estrutura que resulta de se conceber o espaço e o tempo conjuntamente, como uma entidade tetradimensional. Os pontos no espaço-tempo são chamados de acontecimentos. Na teoria da relatividade, cada acontecimento no espaço-tempo está associado a um cone de luz do passado (o conjunto dos acontecimentos passados que podem tê-lo influenciado) e a um cone de luz do futuro (o conjunto dos acontecimentos futuros que pode vir a influenciar), estando a possibilidade da influência em questão limitada pela velocidade da luz. (p.122).<br />
</em><br />
Agora para ilustrar um pouco as dimensões da estrutura “conhecida” do universo ou seja o “mapa do universo” vamos partir da Terra que está a 8 minutos luz (4) de distância do Sol. A estrela mais próxima de nós é a <em>alfa de Centauro</em>, (visualmente “próxima” ao cruzeiro do sul) que está a 4 anos luz distante. Estamos a aproximadamente 27.000 anos luz do centro de nossa Galáxia a <em>Via-Lactea</em> (uma Galáxia que tem aproximadamente 100.000 anos luz de extensão e 200 bilhões de estrelas). Há algumas “pequenas” galáxias satélites em torno de nossa galáxia mas a outra Galáxia significativa mais próxima da gente é Andrômeda que está há 2,2 milhões de anos luz de distância. Em nosso grupo de galáxias temos umas 30 galáxias, que estão ligadas em uma área de distâncias aproximadamente de 3 ou 4 milhões de anos luz. Depois seguimos com um aglomerado que agrupa outros grupos que se distanciam entre 10 e 20 milhões de anos luz. Após teríamos nuvens de aglomerados com 30 e 50 milhões de anos luz; filamentos e Superaglomerados com 10.000 galáxias; e finalmente, estruturas ou grandes muralhas com um bilhão de anos luz e tudo isto correspondendo a apenas 5% do universo observável. (este é um dos possíveis relatos da estrutura cósmica para as três dimensões espaciais conhecidas) </span></p>
<div><span style="color:#666666;">São impressionantes estes números que mencionei propositadamente para lembrarmos como o pensamento modifica-se com o tempo e como se mudam as visões dos estudiosos da natureza e do cosmos nestes últimos milênios e principalmente no último século. </span></div>
<div><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Mesmo quando “vemos” algo com o telescópio estamos ainda assim vendo algo que está a milhares, milhões ou bilhões de anos luz de distância ou seja não está lá agora como o vemos&#8230;. mas o maior paradoxo são as tentativas de descrever o cosmos em toda a sua complexidade através de teorias que se apóiam em outras teorias não menos complexas e ainda mesmo não totalmente aceitas pela própria comunidade científica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">O tamanho do Universo é o tamanho de nossa linguagem; de nosso pensamento; é o tamanho de nosso “conhecimento”. Mas podemos “viajar” com nosso pensamento, ainda que sem sair do lugar. Como nos descreve Appiah (2006), através de sons e símbolos gráficos podemos nos conectar com outros lugares e períodos passados por distâncias inimagináveis, viajamos no <em>tempo</em> e no <em>espaço</em>. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>Suponhamos que eu pergunte: Há criaturas com consciência do outro lado da galáxia? Com isso, estou em certo sentido conectado, através destas palavras, com um lugar a centenas de anos luz ao qual eu literalmente não poderia chegar mesmo que viajasse durante muitas vidas em uma nave espacial. (p.84)<br />
</em><br />
É sem dúvida um grande thauma, um verdadeiro espanto, este imenso universo; é impressionante que este homem que ainda é um “bebê” no planeta, possa imaginá-lo e “viajar” por sua imensidão embora sem sair do lugar. Acreditamos que o pensamento seja mais veloz do que a luz, a imaginação idem, assim vencemos obstáculos e descobrimos outros a vencer novamente, e o nosso universo cresce conosco e agente cresce com nosso universo. Se há uma imagem e semelhança nossa em algum lugar do universo é o próprio cosmos e toda a sua química, todos os seus elementos espalhados por essa imensidão que de alguma forma nos mantém interligados, interconectados com a própria criação. Somos poeira das estrelas portanto somos estrelas. Somos o cosmos. Se acabarmos com o universo, acabaremos conosco.</p>
<p>Abraços do</p>
<p></span> <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Benito Pepe</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
<span style="color:#666666;">NOTA:</p>
<p>(4) A velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km/s e com esta velocidade, para se ter uma idéia poderíamos (teoricamente) dar 7 voltas ao redor da terra em um segundo. Mesmo nesta velocidade impressionante levar-se-ia 8 minutos até o sol ou seja é o tempo que a luz do sol leva para chegar até nosso planeta.</p>
<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E BIBLIOGRAFIA (De Todo o Texto)</strong></p>
<p><strong> </strong>ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p>ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BROCKELMAN, Paul. Cosmologia e criação: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia.<br />
</span></div>


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		<title>A retomada do racionalismo na Idade Moderna e a Influência na (da) Ciência: especialmente a Astronomia (capítulo 3 &#8211; comentários iniciais)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/01/11/a-retomada-do-racionalismo-na-idade-moderna-e-a-influencia-na-da-ciencia-especialmente-a-astronomia-capitulo-3-comentarios-iniciais/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 14:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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Para ver o primeiro capítulo clique aqui.

Na idade moderna tivemos um renascimento de toda uma cultura greco-romana que teve e ainda tem grande influência em todo o mundo ocidental. Dentre elas gostaríamos de destacar o renascimento, ou melhor, o momento da retomada do racionalismo em nossa cultura, que de certa forma esteve adormecido por um [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290047142814657218" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 132px; height: 129px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SWoF2TiJqsI/AAAAAAAAAKo/tflcLeYdFpI/s200/Idade+moderna.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/27/a-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece-capitulo-1/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Para ver o primeiro capítulo clique aqui</span><span style="color:#3366ff;">.</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;">Na idade moderna tivemos um renascimento de toda uma cultura greco-romana que teve e ainda tem grande influência em todo o mundo ocidental. Dentre elas gostaríamos de destacar o renascimento, ou melhor, o momento da retomada do racionalismo em nossa cultura, que de certa forma esteve adormecido por um longo tempo; e que não cabe aqui questionarmos se foi benéfico ou não ao mundo moderno e nem mesmo à contemporaneidade, principalmente no que tange ao racionalismo científico.<span id="more-118"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#cc6600;">Gostaríamos também de especificar a influência desse racionalismo através das ciências e especialmente da astronomia que foi um dos questionamentos mais importantes da humanidade em todos os tempos. Podemos afirmar que a cosmologia tem o seu princípio no thauma, da mesma forma que ocorre com a Filosofia. Através da Astronomia, sentimos verdadeiros espantos. Surgem grandes interrogações para todos os que admiram a natureza; o mundo à sua volta; o planeta em que vivemos e os nossos planetas vizinhos ainda misteriosos. E para quem mergulha um pouco mais fundo no assunto, reflete e se questiona sobre outros planetas de sistemas estelares distintos, o espanto é maior. </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;">Como dissemos, 200 bilhões de estrelas formam a nossa galáxia local (ou Via Láctea), e isto sabemos hoje, faz parte tão ínfima entre outras bilhões e bilhões de diversas galáxias espalhadas por este vasto; infinito, finito (?) ilimitado, limitado (?) Universo; aí o thauma, o espanto é realmente tanto quanto infinito. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;">Neste capítulo vamos “apreciar”, esta tomada, dessa benévola ou não influência do racionalismo que ocorre na modernidade. Nossa principal intenção é a de “contemplar” um pequeno histórico ocorrido nessa fase do racionalismo e a maneira diversa em que os homens modernos passam a ver a natureza e o universo. E dessa forma recodifica seu posicionamento, “transporta”, transmuta o homem do seu lugar central do universo e o põe em um cantinho, passando-o a uma “realidade” diferente da que ele pensava ter no cosmos, assim, de certa maneira, também o “reforma”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;">Nos mitos de criação encontramos algumas tipologias, verificamos também alguma, “lógica” ao menos na maneira do discurso. Os diversos povos que nos antecederam já pensaram o universo em que vivemos, claro que de formas e maneiras bem distintas das que vieram a ocorrer a partir da modernidade. Mas mesmo assim, alguns mitos têm correspondências na moderna cosmologia e até na contemporânea. É o caso das visões egípcias do fim dos tempos. Mas alguns poderiam dizer: &#8211; é claro que sempre vamos achar algum mito que tenha correspondência com a astronomia de hoje, com tantas e diversas concepções cosmogônicas é lógico que vai haver algumas que correspondam. Não cabe a nós julgarmos estes pensamentos. Deixamos a conclusão para o leitor. O que cabe aqui é relatar os fatos ocorridos e principalmente os ocasionados com a entrada e retomada do racionalismo. Uma maneira diferente de pensar&#8230;</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#cc6600;"><br />
</span></div>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/01/12/o-racionalismo-na-modernidade-continuacao-capitulo-3-2/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">No próximo tópico veremos o Racionalismo na Modernidade</span></a><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/01/12/o-racionalismo-na-modernidade-continuacao-capitulo-3-2/" target="_blank">.</a><br />
</span><br />
Abraços do <strong>Benito Pepe</strong></div>


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		</item>
		<item>
		<title>O estruturalismo científico-astronômico-filosófico</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/15/o-estruturalismo-cientifico-astronomico-filosofico/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 20:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Estruturalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Galáxias espalhadas pelo Universo.
Foto tirada através do
Telescópio espacial Hubble.

Na estrutura da linguagem científica temos: em física, a estrutura nuclear do átomo; em astrofísica, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos, mas este conhecimento do universo muda com o tempo, muda com o sujeito. Esta é uma estrutura [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281972744307096338" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 194px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SU1WOdG4OxI/AAAAAAAAAHI/Tn5vfQHvlFs/s200/Estrutura+univeso+galaxias.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SUbD0whQxxI/AAAAAAAAAGY/z7xptDYIkoo/s1600-h/Estrutura+univeso+galaxias.jpg"></a>Galáxias espalhadas pelo Universo.</div>
<div>Foto tirada através do</div>
<div>Telescópio espacial Hubble.</div>
<div></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Na estrutura da linguagem científica temos: em física, a estrutura nuclear do átomo; em astrofísica, a estrutura do universo. E é a esta estrutura do universo a que nos ateremos, mas este conhecimento do universo muda com o tempo, muda com o sujeito. Esta é uma estrutura um pouco diferente da linha de raciocínio que comumente usamos para o estruturalismo filosófico. <span id="more-104"></span></span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Enquanto o estruturalismo nas ciências sociais tornam o sujeito “corpos” dentro de um sistema e o eliminam. O Estruturalismo dentro das ciências naturais e especificamente na Astronomia se inter-relaciona com ele fundamentalmente. O estruturalismo que é utilizado na estrutura do Cosmos ainda não acabou com o universo, não o matou; mas na filosofia o estruturalismo através das ciências humanas “aniquilou, matou” o homem.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Dois grandes livros de Alexandre Koyré (1892-1964) citados por Delacampagne (1997), Estudos galileanos (1939) e Do mundo fechado ao universo infinito (1975) mostram que:</span></p>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#666666;">(&#8230;) a matematização da física inaugurada por Galileu não é nem uma reforma de detalhe, nem uma inovação puramente técnica. Corresponde, ao contrário, a uma revolução intelectual, isto é, a uma transformação da nossa imagem do mundo – desaparecimento da crença medieval em um cosmo fechado e hierarquizado, substituído pela idéia de um universo infinito e homogêneo nas três direções – , em suma, a uma mudança global dos nossos hábitos de pensamento, tanto científicos quanto filosóficos e religiosos. (p.240). </span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#666666;"><br />
</span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">A grande estrutura do universo muda conforme muda o nosso “conhecimento”, ampliando-se nossas linguagens sejam elas matemáticas, físicas ou outras que fazem com que tenhamos uma nova visão desta estrutura maior. Assim o cosmos muda o nosso pensamento o nosso pensamento muda o cosmos.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Para dar outro exemplo. Na época dos gregos e principalmente na idade média imaginava-se um universo fechado em que a Terra seria o centro e que até a lua existiria uma matéria-física sub-lunar a mesma que regia no planeta, e acima da lua uma outra matéria-física que seria imóvel e imutável e ali estariam os corpos fixos. Um universo finito e limitado pela abóbada celeste. Depois na modernidade pensou-se em um centro não mais para a Terra e sim para o Sol. Hoje a visão do cosmos está muito mais ampliada, além de sabermos que a nossa estrela o Sol não está no centro desta estrutura cósmica, e nem mesmo sabemos se há algum centro nesta estrutura universal, <em>imaginamos uma infinitude ainda mais sem bases estruturais microscópicas</em>, ou seja perdemos qualquer fundamentação no sentido mesmo de fundação de estrutura básica para construir este universo.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">As estruturas microscópicas dos átomos que foram confirmadas, recentemente depois de cogitadas pelos pré-socráticos há mais de 2500 anos atrás, foram neste século passado encontrando uma nova barreira que poderíamos chamar de “estruturas ocultas da matéria”, pois a física quântica quebra de certa forma todo um determinismo da matéria. Tínhamos que o átomo seria a menor partícula da matéria, mas “sabe-se” hoje que as sub-partículas ou partículas elementares ou quantum, além de possivelmente não serem a ultima fronteira estrutural, não têm uma localização determinada e certa. O mundo quântico é indeterminado, é oculto. Mas mesmo assim se inter-relaciona conosco, conforme afirma Andreeta (2004).</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">De todos os paradigmas podemos citar mais um: antes dizíamos que a reta era a distância mais curta entre dois pontos. Mas hoje com o conhecimento das quatro dimensões, três de espaço e uma de tempo, sabemos que muitas vezes o caminho mais curto no espaço é “uma curva”, ainda que não do objeto lançado, mas de todo o espaço-tempo. Conforme menciona Blackburn (1997) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em>Espaço-tempo é: A estrutura que resulta de se conceber o espaço e o tempo conjuntamente, como uma entidade tetradimensional. Os pontos no espaço-tempo são chamados de acontecimentos. Na teoria da relatividade, cada acontecimento no espaço-tempo está associado a um cone de luz do passado (o conjunto dos acontecimentos passados que podem tê-lo influenciado) e a um cone de luz do futuro (o conjunto dos acontecimentos futuros que pode vir a influenciar), estando a possibilidade da influência em questão limitada pela velocidade da luz. (p.122). </em></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><em><br />
</em></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Agora para ilustrar um pouco as dimensões da estrutura “conhecida” do universo ou seja o “mapa do universo” vamos partir da Terra que está a 8 minutos luz(1) de distância do Sol. A estrela mais próxima de nós é a <em>alfa de Centauro</em>, (visualmente “próxima” ao cruzeiro do sul) que está a 4 anos luz distante. Estamos a aproximadamente 27.000 anos luz do centro de nossa Galáxia a <em>Via-Lactea</em> (uma Galáxia que tem aproximadamente 100.000 anos luz de extensão e 200 bilhões de estrelas). Há algumas “pequenas” galáxias satélites em torno de nossa galáxia, mas a outra Galáxia significativa mais próxima da gente é <em>Andrômeda</em> que está há 2,2 milhões de anos luz de distância. Em nosso grupo de galáxias temos umas 30 galáxias, que estão ligadas em uma área de distâncias aproximadamente de 3 ou 4 milhões de anos luz. Depois seguimos com um aglomerado que agrupa outros grupos que se distanciam entre 10 e 20 milhões de anos luz. Após teríamos nuvens de aglomerados com 30 e 50 milhões de anos luz; filamentos e Superaglomerados com 10.000 galáxias; e finalmente, estruturas ou grandes muralhas com um bilhão de anos luz e tudo isto correspondendo a apenas 5% do universo observável. (este é um dos possíveis relatos da estrutura cósmica para as três dimensões espaciais conhecidas).</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">São impressionantes estes números que mencionei propositadamente para lembrarmos como o pensamento modifica-se com o tempo e como se modificaram as visões dos estudiosos da natureza e do cosmos nestes últimos milênios e principalmente no último século.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Mesmo quando “vemos” algo com o telescópio estamos ainda assim vendo algo que está a milhares, milhões ou bilhões de anos luz de distância ou seja não está lá agora como o vemos&#8230;. mas o maior paradoxo são as tentativas de descrever o cosmos em toda a sua complexidade através de teorias que se apóiam em outras teorias não menos complexas e ainda mesmo não totalmente aceitas pela própria comunidade científica.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">O tamanho do Universo é o tamanho de nossa linguagem; de nosso pensamento; é o tamanho de nosso “conhecimento”. Mas podemos “viajar” com nosso pensamento, ainda que sem sair do lugar. Como nos descreve Appiah (2006), através de sons e símbolos gráficos podemos nos conectar com outros lugares e períodos passados por distâncias inimagináveis, viajamos no tempo e no espaço.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Suponhamos que eu pergunte: Há criaturas com consciência do outro lado da galáxia? Com isso, estou em certo sentido conectado, através destas palavras, com um lugar a centenas de anos luz ao qual eu literalmente não poderia chegar mesmo que viajasse durante muitas vidas em uma nave espacial. (p.84)</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">É sem dúvida um grande <em>thauma</em>, um verdadeiro espanto, este imenso universo; é impressionante que este homem que ainda é um “bebê” no planeta, possa imaginá-lo e “viajar” por sua imensidão embora sem sair do lugar. Acreditamos que o pensamento seja mais veloz do que a luz, a imaginação idem, assim vencemos obstáculos e descobrimos outros a vencer novamente, e o nosso universo cresce conosco e agente cresce com nosso universo. Se há uma imagem e semelhança nossa em algum lugar do universo é o próprio cosmos e toda a sua química, todos os seus elementos espalhados por essa imensidão que de alguma forma nos mantém interligados, interconectados com a própria criação.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Somos poeira das estrelas portanto somos estrelas. Somos o cosmos. Se acabarmos com o universo, acabaremos conosco. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Abraços do Benito Pepe</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">(1) A velocidade da luz é de aproximadamente 300.000 km por segundo. Velocidade essa capaz de, teoricamente, dar 7 voltas ao redor da terra neste um segundo.<br />
</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;">Mais de Astronomia&#8230;</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><strong>Bibliografia</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><strong><br />
</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">ANDREETA, José Pedro. Quem se atreve a ter certeza?: A realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">APPIAH, Kwame Anthony. Introdução à filosofia contemporânea. 1.ed. Petrópolis: Vozes, 2006.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">DELACAMPAGNE, Christian. História da filosofia no século XX; tradução, Lucy Magalhães. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. </span></div>


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