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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Céu</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>O esquecimento de nossa origem Cósmica</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/o-esquecimento-de-nossa-origem-cosmica/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 00:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Heidegger]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>

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		<description><![CDATA[Ocorre uma perda, um esquecimento desta nossa origem cósmica. Uma das maneiras que teríamos para nos aproximar um pouco dela seria o estudo da Nova Cosmologia


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/44__160x120_esquecimento.jpg" alt="esquecimento" title="esquecimento" />
</a>
Continuando o texto &gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/12/heidegger-e-os-gregos-o-ser-e-o-ceu/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Heidegger e os Gregos: o Ser e o Céu</span></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em nossos dias, da mesma forma que é mais “fácil” estar aí jogado <em>esquecendo</em> o ser e se <em>ocupando</em> em várias atividades e coisas do dia a dia como: trabalho, assistindo à Televisão, indo ao cinema, teatro, “baladas” e outras tantas e diversas atividades; da mesma maneira se <em>esquece</em> o Céu, se esquece o universo, se <em>ocupando </em>com tantas “atividades noturnas”. Assim perdemos o sentido de nossa origem. Conforme comenta Brockelman:<span id="more-962"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que perdemos, portanto, foi a habilidade de ver nossa vida como parte de uma ordem e uma realidade mais amplas, para além de nossos transitórios desejos e sonhos diários. Ao ver  a natureza e todo o universo como uma “matéria” posta aqui para nossa transformação e uso infinitamente produtivos, reduzimos a realidade a um mero valor extrínseco para nós; ela não é mais vivenciada como intrinsecamente valiosa em si. Por conseqüência, perdemos todo senso de pertencer a um drama e a uma realidade mais vastos e significativos. (2001, p.23)</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ocorre uma perda, um esquecimento desta nossa origem cósmica. Uma das maneiras que teríamos para nos aproximar um pouco dela seria o estudo da Nova Cosmologia, conforme diz  Brockelman há</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;) uma realidade além de nós e que, entretanto,  nos inclui. A cosmologia permite um vislumbre dessa realidade mais ampla ao mostrar que a natureza é o resultado de um mistério originador ou do que Vaclav Havel chama o “milagre do Ser” que brilha através dela. (2001, p.82). </em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas hoje em dia é difícil encontrar uma pessoa que se <em>envolva</em> com a astronomia, eu digo envolva no sentido mais profundo da palavra, no sentido mesmo de submergir. Isto se dá,  por três motivos principais: 1) as pessoas buscam normalmente se envolver com coisas que não as façam  pensar muito (querem o lazer simples e despreocupado);  2) muitas vezes buscam algo que possa trazer retorno financeiro e não vêem na astronomia algo com esta possibilidade (principalmente no Brasil);  3) com tanta poluição luminosa em nossas cidades é praticamente impossível se observar o Céu. (isso só ocorre quando viajamos para cidades distantes das grandes metrópoles).</p>
<p style="text-align: justify;">E é neste terceiro ponto que gostaríamos de nos ater. Heidegger menciona o “esquecimento do Ser” através do tempo no mundo ocidental,  como já comentamos anteriormente.  Mas gostaria de evidenciar: nós esquecemos o Ser, porque nos ocupamos demais com tantas e tantas atividades provindas da técnica; nós esquecemos o <em>cosmos, </em>o<em> </em>universo, o Céu porque desenvolvemos uma <em>técnica </em>que da mesma forma e paradoxalmente que nos aprofundou nos confins do universo, “desenvolve” no planeta e na atmosfera da Terra, tanta e tanta poluição de todos os níveis que não nos permitem  “<em>ver</em>” a noite,  aqui destacamos a poluição  luminosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós “somos morcegos” que erroneamente iluminamos o nosso Céu e assim na verdade o “apagamos”, o ofuscamos.  Nós precisávamos do Céu para nossa “busca noturna” mas com tanta luz perdemos esta possibilidade e com isso veio a “fome” e o esquecimento do cosmos, nossa origem.</p>
<p style="text-align: justify;">Como supomos hoje através dos “conhecimentos” de astronomia, foi através de mortes e ressurgimentos de algumas estrelas: “poeiras” que formam estrelas que ao morrer tornam-se novamente poeiras “encontrando-se” com outras  que com elementos químicos cada vez mais complexos formam novas estrelas.  Portanto o nosso Sol e todo o sistema solar assim fora formado. Em outras palavras nós somos “poeira das estrelas”, e assim não há dúvidas que nossa origem é cósmica, nós viemos deste vasto, imenso, infinito ou finito universo, que tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos desde o chamado Big Bang.  E da mesma forma que é espantoso, que é um verdadeiro <em>thauma</em> relatar mitos da criação através das diversas religiões,  é da mesma maneira um verdadeiro espanto os relatos da nova cosmologia, conforme diz Dennis Overbye<a href="#_ftn1">[1]</a> citado por Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que poderia aproximar mais do caráter de mito do que a noção de que o universo de fato apareceu, talvez do nada; de que os átomos em nossos ossos e sangue foram formados em estrelas a anos-luz de distância e bilhões de anos atrás; ou de que as partículas ainda mais antigas de que são compostos esses átomos são fósseis de energias e forças que existiram durante o primeiro microssegundo da criação, as quais mal podemos compreender? Somos todos artefatos do universo, lembranças andantes do mistério último. Somos poeiras andantes, poeiras de estrelas andantes. (2001, p.93).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas o nosso questionamento é: se nós nos esquecemos do sentido do Ser, será que nos preocuparemos com esta nossa origem? Kant citado por Châtelet,diz</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Duas coisas enchem o coração de admiração e veneração, sempre novas e sempre crescentes, à medida que a reflexão se dirige e se consagra a elas: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim (&#8230;) o primeiro espetáculo,  de uma inumerável multidão de  mundos, aniquila, por assim dizer a minha importância, por ser eu uma criatura animal que deve voltar à matéria de que é formado o planeta (um simples ponto no Universo) depois de (não se sabe como) ter sido dotada de força vital durante curto espaço de tempo. O segundo espetáculo ao contrário eleva infinitamente o meu valor, como o de uma inteligência por minha personalidade, na qual a lei moral me manifesta uma vida independente da animalidade e até mesmo de todo o mundo sensível. (1994, p.102).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Este deslumbramento já ocorre há tempos imemoriáveis. Poderíamos citar os diversos povos do oriente que se fascinavam  muito com o cosmos: os chineses, babilônios, assírios e egípcios; e também povos aqui das Américas como: os   Maias, os Incas e mesmo nossos índios e outros povos chamados “primitivos”; que já se preocupavam e se ocupavam com a observação do Céu, mas vieram os nossos dias e novas ocupações surgiram, a técnica faz com que possamos nos aprofundar no mais distante do cosmos e ao mesmo tempo, faz o povo esquecer deste Céu&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Certamente Galileu Galilei<a href="#_ftn2">[2]</a>, entre outros astrônomos da chamada modernidade, tinha uma visão de “fenômeno” bem diferente das que têm os estudiosos da Nova Astronomia na contemporaneidade, como é o caso dos estudos da física quântica e seus desdobramentos teóricos, ainda tão embrionários, mas inimagináveis naquela época. Entretanto  poderíamos considerar Galileu como aquele que por primeiro toma a iniciativa de observar os fenômenos do cosmos com “outros olhos” em dois sentidos: 1) não eram mais nus, pois se utilizava de um instrumento, uma luneta, para observar o Céu; 2) se utilizava da matemática nos seus estudos experimentais da natureza (elaborando algumas leis entre elas a lei da queda livre dos corpos).</p>
<p style="text-align: justify;">Com o advento da física quântica a ideia de fenômeno, no que se refere à cosmologia muda substancialmente, o sentido de “existência” também; da mesma maneira as “certezas” de outrora agora com o “principio da incerteza” de Heisenberg<a href="#_ftn3">[3]</a> modificam nosso pensamento quanto à questão da existência, como diz Andreeta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sabemos que tudo o que existe no nosso universo (e também nós mesmos) é constituído de minúsculas partículas de matéria e de energia, e que forças naturais atuam sobre essas partículas, aglomerando-as para formar tudo o que existe. Porém, hoje não existe mais distinção entre matéria e energia. Segundo Einstein, matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma “substancia quântica universal”. Os conhecimentos científicos atuais parecem, portanto, convergir com os da filosofia antiga, que afirmam que tudo o que existe deve provir de uma única fonte. (2004, p.9).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade muitos fenômenos parecem inexplicáveis para o homem, contudo e de qualquer forma, este ser que é capaz de perguntar sobre o Ser,  ainda que nunca tenha as respostas, deve continuar na busca, aliás isto é uma das características deste homem, um constante desbravador, um constante questionador, um ser em  <em>thauma</em> por natureza, como também o é a própria natureza,  o cosmos,  o universo.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Agora o senso comum não tem mais o mesmo valor, a “necessidade” de especializações nas diversas áreas, faz com que um indivíduo ou pequenos grupos, tome para si “conhecimentos” que antes não eram tão segmentados e podiam ser compartilhados com um grupo muito maior de pessoas. Hoje o conhecimento mais do que nunca é estreitado e especializado (um generalista sabe um pouco de tudo, um especialista sabe um muito de pouco) e assim ocorre com a humanidade, mas essa “massa” toma “conhecimento” e utiliza-se das novas descobertas sem mesmo imaginar como elas chegaram àquele ponto, e toda essa tecnologia contribui para impulsionar o esquecimento do “ser”; assim o espanto passa a estar nos diversos fetiches, “brinquedos”, mimos que são criados para nos encantar.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem da contemporaneidade atribuído de tantas tarefas e rotinas, não percebe de imediato as novas revoluções no pensamento que ocorrem com Einstein e a física quântica, ou melhor, percebem mas não sabem de onde vem. Nem mesmo nós que estudamos as relações da Astronomia e da Filosofia podemos imaginar o que de fato ocorrerá com o pensamento nos próximos séculos depois de re-começarmos a entender que “tudo faz parte de um Todo” e,  continuando com as palavras de Andreeta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Vistos no plano atômico, todos os corpos que constituem o universo do ser humano possuem um comportamento dinâmico de troca de partículas. Os átomos que estão agregados aos corpos não são permanentes. Eles fluem constantemente através dos corpos sólidos: a pedra e o corpo físico humano compartilham os mesmos átomos. (&#8230;) Como os átomos fluem constantemente de um corpo para  outro, a separação entre os corpos é, portanto, ilusória. Mesmo que o ser humano queira, não pode se isolar dela e de nada. (2004, p.20).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos nos afastar do <em>thauma</em> originário, do espanto que faz com que estejamos aqui, o Poder de Ser. Precisamos voltar às origens, precisamos voltar a ser crianças,  precisamos  re-des-cobrir a epifania manifesta no mundo, na vida!  Nas palavras de Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que se reclama, então é uma nova maneira de ver as coisas que possa nos ajudar a viver de forma mais apropriada na natureza; na inesquecível expressão de Emily Dickinson,  trata-se de ver as coisas com “um olho desguarnecido”. Precisamos nos deslumbrar com o extraordinário milagre da vida, com a espantosa epifania que ela manifesta. Precisamos ser tocados e transformados em nosso âmago</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Talvez nossa cultura industrial moderna esteja passando por essa transformação em seu modo de ver as coisas, e talvez uma mudança de paradigma esteja permitindo ver a natureza e a vida com novos olhos. (2001, p.25).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Essa mudança de paradigma, sem precedentes  é sem duvida a física quântica e toda a nova revolução que ela vem causar ao pensamento. Então teremos mais uma vez a Astronomia ou Física colaborando na maneira de pensar; e dessa vez esperamos que proporcione com este novo <em>Thauma</em> um retorno ao sentido do Ser e a um relembrar do Céu.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;">No próximo tópico &gt; Referências Bibliográficas e Bibliografia</h3>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas:</strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> OVERBYE, Dennis. Lonely Hearts of  the Cosmos. Nova York: Harper Collins, 1991, p.3.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref2">[2]</a> Galileu Galilei (1564-1642) é conhecido como um dos pais da física moderna.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref3">[3]</a> O princípio da incerteza de Heisenberg consiste num enunciado da mecânica quântica, formulado inicialmente em 1927,  impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas <em>simultâneas</em> de uma classe de pares de observáveis. Por exemplo: não  se pode saber ao mesmo tempo a posição e a velocidade de um elétron.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>


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		</item>
		<item>
		<title>Heidegger e os Gregos: o Ser e o Céu</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 00:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Heidegger]]></category>

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		<description><![CDATA[o Nascimento da Filosofia Racional, depois   a “Reviravolta” do Pensamento Filosófico falamos também da  Astronomia e do Esquecimento do Céu e apresentamos a bibliografia


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/heidegger2.jpg" title="" class="shutterset_singlepic42" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/42__160x120_heidegger2.jpg" alt="heidegger2" title="heidegger2" />
</a>
Este texto será dividido em partes, temos nesta primeira parte além de uma <strong>introdução</strong> geral, um tópico falando sobre <strong><span style="color: #000000;">o Nascimento da Filosofia Racional,</span> </strong>depois<strong> </strong>há um tópico<strong> </strong>falando sobre <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/%E2%80%9Ca-reviravolta%E2%80%9D-do-pensamento-filosofico/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>a “Reviravolta” do Pensamento Filosófico</strong></span></a> logo após falamos do<strong> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/o-esquecimento-de-nossa-origem-cosmica/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Esquecimento de Nossa Origem Cósmica</span></a>. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim postamos<strong> </strong>as<strong> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/16/referencias-bibliograficas-do-texto-heidegger-e-os-gregos/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Referências Bibliográficas</span></a>.<span id="more-952"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto mencionar a relação de Heidegger com os gregos antigos, especialmente os pré-socráticos, que em sua visão, viam uma outra “manifestação” quando se falava na questão do Ser e/ou da “possibilidade” do desvelamento (<em>aletheia</em>) ou da “ocultação” natural. Heidegger propõe uma releitura dos pré-socráticos de maneira diferente das que foram feitas pela tradição: Platão e Aristóteles entre outros posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sequência final,  quando falamos do Céu, pretendemos ampliar os sentidos para além de uma epifania (<em>epiphaneia</em>), e ver o Céu como nossa origem cósmica, da mesma maneira, distorcida posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à “Filosofia”, precisamos lembrar que ela não era totalmente racionalista como passa a ser em seguida e que continua na contemporaneidade. Esta Filosofia é conhecida como racionalista, mas na sua origem  não era assim. Vemos por fim, através da <strong>nova cosmologia</strong>, uma possibilidade de “reviravolta” que poderia reativar o nosso pensamento à filosofia originária.</p>
<p style="text-align: justify;">Como acreditamos que para esta “reviravolta” a Nova Cosmologia pode contribuir, dedicamos um tópico especial para falar da Astronomia e do esquecimento do Céu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Nascimento da Filosofia Racional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há um “consenso” para se falar sobre o “nascimento” da Filosofia, ela surge  pelo questionamento dos homens que queriam e buscavam a <em>verdade, </em>mas não queriam “explicações incoerentes”, assim começa um processo de pensamento diferenciado e racional que pudesse contrapor-se, de certa maneira,  às tradições “míticas”. Como comenta Chaui</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A filosofia surgiu quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos, os acontecimentos naturais e as coisas da natureza, os acontecimentos humanos e as ações dos seres humanos podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer-se a si mesma. (2005, p.25).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas o questionamento que podemos e devemos fazer desde já é: será que a Filosofia tomou conta do pensamento&#8230;. ou  tirou um “mito” e contribuiu para a criação de outro?</p>
<p style="text-align: justify;">Praticamente todos os filósofos “antes” de Sócrates (séc. VI – V a.C.), por isso  chamados de   –  <em>pré</em>-<em>socráticos &#8211; </em> tiveram como características do pensamento <em>noções</em> que tentam explicar a realidade da natureza.   Aí  a filosofia e a ciência têm seu início.  Entre essas noções, mencionadas por Marcondes, cito a <em>Physis</em> e o <em>Cosmo</em>:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A <em>physis &#8211; </em></strong>Por os primeiros filósofos serem estudiosos ou teóricos da natureza (<em>physis</em>),  portanto o objeto de investigação desses “filósofos-cientistas” era o mundo natural. Eles buscavam explicação através desta mesma realidade e não fora dela, ou seja,  investigavam a própria natureza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O <em>cosmo &#8211; </em></strong>O termo <em>kosmos, </em>para eles, liga-se as ideias de ordem, harmonia e mesmo beleza (já que a beleza resulta da harmonia das formas; daí  o  termo “cosmético”). O cosmo é assim o mundo natural, o espaço celeste enquanto realidade ordenada de acordo com princípios racionais. O cosmo entendido assim, como ordem, se opõe ao <em>caos</em>, que seria a falta de ordem, o estado da matéria antes de sua organização.  Esta ordem do cosmo é racional, “razão” significando aí leis que regem e organizam essa realidade. (2005, p.24-27)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quanto a <em>physis</em> precisamos lembrar que a palavra vem do verbo <em>phiein</em> que significa surgir, nascer, brotar, “dar à luz”. Isso é importante para entendermos o sentido mais amplo que esta palavra tinha para os gregos antigos e que fará sentido com o que queremos mencionar mais à frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Também, podemos elucidar, como lembra Chaui que  foi “graças aos primeiros filósofos gregos e a ideia que a natureza é uma ordem que segue leis universais e necessárias  que”:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>No início do século XVII, Galileu Galilei deu novo impulso à física ao estudar o movimento dos graves ou “pesados” (ou a estabelecer as leis da queda dos corpos) e, para isso, a demonstrar as leis naturais do movimento uniforme e do movimento uniformemente variado.  (&#8230;)  Isaac Newton, no final daquele mesmo século,  a estabelecer as leis matemáticas da física, a demonstrar as três leis do movimento e a chamada “lei da gravitação universal”, que, como o nome indica, é  válida para todos os corpos naturais. (&#8230;)  E, no século XX, levou Albert Einstein a estabelecer uma lei válida para toda a matéria e energia do universo, lei que se exprime na fórmula E=mc2.  (2005, p.20).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Depois vem o período da modernidade e há uma retomada do racionalismo de uma maneira bem particular, quando são refutadas e quebradas muitas teses da Astronomia do passado, como foi o caso do geocentrismo, entre tantas outras refutações. Mas, com todas as “quebradeiras” a única coisa que não se quebrou foram as “esferas cristalinas” por que elas não existiam&#8230; Após tantas reformulações, o que é que sobra para este <em>ser</em>? Émile Noel questiona François Châtelet:  Qual é, então, a pergunta filosófica que Descartes faz?<strong> </strong>Châtelet  responde:</p>
<p style="text-align: justify;">.<em>..poderíamos dizer que até Descartes a filosofia fez esta pergunta:  Que é o ser?  Como ele é? Descartes pergunta: Que é o conhecimento? Isso equivale a validar o trabalho de Galileu, a mostrar em que condições gerais o trabalho de Galileu se torna inteligível. (1994, p.63).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">“Portanto em que consiste o heliocentrismo?” Prossegue Châtelet, “consiste em dizer ao sujeito empírico que está aqui neste mundo: Você  acha que o mundo é como você o vê. Mas vou lhe fazer uma proposta: vamos, em espírito, até o Sol, para observar o mundo a partir dali.” (1994, p.63)  Châtelet continua concluindo que às vezes as coisas podem ser mais simples do que nós imaginamos, mas nós precisamos ver de outro ângulo. Nós precisamos sair de “nosso casulo” e irmos à busca do <em>verdadeiro</em> conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de <em>racionalismo</em> modifica-se dos tempos gregos para a modernidade no que tange o seu jeito de ser, agora ele está mais pautado na matemática no que diz respeito às ciências naturais e especialmente na Astronomia. Para Descartes até mesmo Deus é uma “evidência” da luz natural e não da luz sobrenatural. É a <em>razão</em> que demonstra a existência de Deus. Não é mais o Deus de Moisés, de Abraão e de Jacó.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No próximo tópico </strong>&gt;  <strong> </strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/%E2%80%9Ca-reviravolta%E2%80%9D-do-pensamento-filosofico/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>“A reviravolta” do Pensamento Filosófico</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><strong><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></strong></a></p>


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		<item>
		<title>A Astronomia e o esquecimento do Céu (4.3)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 19:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Esquecimento]]></category>

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Ainda no texto: A Filosofia e a Astronomia&#8230;

Em nossos dias, da mesma forma que é mais “fácil” estar aí jogado esquecendo o ser e se ocupando em várias atividades e coisas do dia a dia como: trabalho, assistindo à Televisão, indo ao cinema, teatro, “baladas” e outras tantas e diversas atividades; da mesma maneira se [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296439498011696562" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px; height: 125px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SYC7qWVV3bI/AAAAAAAAAMo/4e6yxcvc9JY/s200/Poeira+das+Estrelas.bmp" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/27/a-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece-capitulo-1/" target="_blank"><strong><span style="color:#3366ff;">Ainda no texto: A Filosofia e a Astronomia&#8230;</span></strong></a><a href="http://www.benitopepe.com/2008/12/filosofia-e-astronomia-instncias-em-que.html"><strong><br />
</strong></a><br />
<span style="color:#3333ff;">Em nossos dias, da mesma forma que é mais “fácil” estar aí jogado esquecendo o ser e se ocupando em várias atividades e coisas do dia a dia como: trabalho, assistindo à Televisão, indo ao cinema, teatro, “baladas” e outras tantas e diversas atividades; da mesma maneira se esquece o Céu, se esquece o universo, se ocupando com tantas “atividades noturnas”. Assim perdemos o sentido de nossa origem. Conforme comenta Brockelman:<span id="more-128"></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#3333ff;"><em>O que perdemos, portanto, foi a habilidade de ver nossa vida como parte de uma ordem e uma realidade mais amplas, para além de nossos transitórios desejos e sonhos diários. Ao ver a natureza e todo o universo como uma “matéria” posta aqui para nossa transformação e uso infinitamente produtivos, reduzimos a realidade a um mero valor extrínseco para nós; ela não é mais vivenciada como intrinsecamente valiosa em si. Por conseqüência, perdemos todo senso de pertencer a um drama e a uma realidade mais vastos e significativos. (2001, p.23)<br />
</em><br />
Ocorre uma perda, um esquecimento desta nossa origem cósmica. Uma das maneiras que teríamos para nos aproximar um pouco dela seria o estudo da nova cosmologia, conforme diz Brockelman, há </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;"><em>(&#8230;) uma realidade além de nós e que, entretanto, nos inclui. A cosmologia permite um vislumbre dessa realidade mais ampla ao mostrar que a natureza é o resultado de um mistério originador ou do que Vaclav Havel chama o “milagre do Ser” que brilha através dela. (2001, p.82).<br />
</em><br />
Mas hoje em dia é difícil encontrar uma pessoa que se envolva com a astronomia, eu digo envolva no sentido mais profundo da palavra, no sentido mesmo de submergir. Isto se dá, por três motivos principais: 1) as pessoas buscam normalmente se envolver com coisas que não as façam pensar muito (querem o lazer simples e despreocupado); 2) muitas vezes buscam algo que possa trazer retorno financeiro e não vêem na astronomia algo com esta possibilidade (principalmente no Brasil); 3) com tanta poluição luminosa em nossas cidades é praticamente impossível se observar o Céu. (isto só ocorre quando viajamos para cidades distantes das grandes metrópoles). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#3333ff;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;">E é neste terceiro ponto que gostaríamos de nos ater. Heidegger menciona o esquecimento do Ser através do tempo no mundo ocidental, como já comentamos anteriormente. Mas gostaria de evidenciar: nós esquecemos o Ser, porque nos ocupamos demais com tantas e tantas atividades provindas da técnica; nós esquecemos o cosmos, o universo, o Céu porque desenvolvemos uma técnica que da mesma forma e paradoxalmente que nos aprofundou nos confins do universo, “desenvolve” no planeta e na atmosfera da Terra, tanta e tanta poluição de todos os níveis que não nos permitem “ver” a noite, aqui destacamos a poluição luminosa. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;">Nós somos morcegos que erroneamente iluminamos o nosso Céu e assim na verdade o “apagamos”, o ofuscamos. Nós precisávamos do Céu para nossa “busca noturna” mas com tanta luz perdemos esta possibilidade e com isso veio a “fome” e o esquecimento do cosmos, nossa origem.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;">Como supomos hoje através dos “conhecimentos” de astronomia, e como dissemos, foi através de mortes e ressurgimentos de algumas estrelas: “poeiras” que formam estrelas que ao morrer tornam-se novamente poeiras “encontrando-se” com outras que com elementos químicos cada vez mais complexos formam novas estrelas. Portanto o nosso Sol e todo o sistema solar assim fora formado. Em outras palavras nós somos “poeira das estrelas”, e assim sendo não há dúvidas que nossa origem é cósmica, nós viemos deste vasto, imenso, infinito ou finito universo, que tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos desde o chamado Big Bang. E da mesma forma que é espantoso, que é um verdadeiro thauma relatar mitos da criação através das diversas religiões, é da mesma maneira um verdadeiro espanto os relatos da nova cosmologia, conforme diz Dennis Overbye citado por Brockelman: </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;"><em>O que poderia aproximar mais do caráter de mito do que a noção de que o universo de fato apareceu, talvez do nada; de que os átomos em nossos ossos e sangue foram formados em estrelas a anos-luz de distancia e bilhões de anos atrás; ou de que as partículas ainda mais antigas de que são compostos esses átomos são fósseis de energias e forças que existiram durante o primeiro microssegundo da criação, as quais mal podemos compreender? Somos todos artefatos do universo, lembranças andantes do mistério último. Somos poeiras andantes, poeiras de estrelas andantes. (2001, p.93).</em></span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #3366ff;">Mas o nosso questionamento é: se nós nos esquecemos do sentido do Ser, será que nós nos preocuparemos com esta nossa origem? Cito novamente na íntegra o trecho do Kant mencionado por Châtelet, pois me parece profundamente relevante para esta monografia; Kant diz</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3333ff;"><em>Duas coisas enchem o coração de admiração e veneração, sempre novas e sempre crescentes, à medida que a reflexão se dirige e se consagra a elas: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim (&#8230;) o primeiro espetáculo, de uma inumerável multidão de mundos, aniquila, por assim dizer a minha importância, por ser eu uma criatura animal que deve voltar à matéria de que é formado o planeta (um simples ponto no Universo) depois de (não se sabe como) ter sido dotada de força vital durante curto espaço de tempo. O segundo espetáculo ao contrário eleva infinitamente o meu valor, como o de uma inteligência por minha personalidade, na qual a lei moral me manifesta uma vida independente da animalidade e até mesmo de todo o mundo sensível. (1994, p.102).<br />
</em><br />
Este deslumbramento já ocorre há tempos imemoriáveis. Poderíamos citar os diversos povos do oriente que se fascinavam muito com o cosmos: os chineses, babilônios, assírios e egípcios; e também povos aqui das Américas como: os Maias, os Incas e mesmo nossos índios e outros povos chamados “primitivos”; que já se preocupavam e se ocupavam com a observação do Céu, mas vieram os nossos dias e novas ocupações surgiram, a técnica faz com que possamos nos aprofundar no mais distante do cosmos e ao mesmo tempo faz o povo esquecer deste Céu&#8230;</p>
<p>Abraços do</p>
<p></span> <span style="color:#3366ff;"><strong>Benito Pepe</strong></span><strong><br />
</strong><br />
<span style="color:#3333ff;"><span style="color:#3366ff;"><strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/01/31/consideracoes-finais-quanto-ao-texto-%E2%80%9Ca-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece%E2%80%9D/" target="_blank">No próximo tópico apresento minhas Considerações Finais.</a><br />
</strong></span></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas<br />
</strong><br />
BROCKELMAN, Paul. Cosmologia e criação: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001.</p>
<p>CHÂTELET, François. Uma história da razão: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</p>
<p></span></div>


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		<title>Identificação do Céu</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/01/23/identificacao-do-ceu/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 18:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
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Estão abertas as inscrições para o Curso de Identificação do Céu que ocorre no Planetário da Gávea no Rio de Janeiro. O curso tem como objetivo principal a identificação das estrelas mais brilhantes e constelações mais conhecidas, bem como uma visão geral da Astronomia contemporânea. Este curso ocorre algumas vezes por ano, é interessante fazê-lo [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294570899029022530" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 160px; height: 132px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SXoYLkq-10I/AAAAAAAAAMI/VIK6iRUPne8/s200/identificacao_do_ceu.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Estão abertas as inscrições para o Curso de Identificação do Céu que ocorre no Planetário da Gávea no Rio de Janeiro. O curso tem como objetivo principal a identificação das estrelas mais brilhantes e constelações mais conhecidas, bem como uma visão geral da Astronomia contemporânea. Este curso ocorre algumas vezes por ano, é interessante fazê-lo novamente quem já o tenha feito.<span id="more-125"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
Procure fazer este curso em épocas diferentes pois as constelações são vistas em posições e horários diferentes durante o transcorrer do ano. Sendo assim, por exemplo no verão ao anoitecer vemos aqui no hemisfério sul a constelação de Órion (onde encontramos as “três Marias” o que chamamos de o cinturão de órion). No inverno vemos ao anoitecer a constelação de Escorpião. Refiro-me às primeiras horas da noite.</p>
<p>Por isso é que acho interessante fazer este curso ao menos duas vezes, uma no verão e outra no inverno. Ou uma na primavera e outra no outono. Eu mesmo, por ser apaixonado em observar o céu, já o fiz várias vezes, é muito bom mesmo!! A apresentação do céu projetada na cúpula do que se chama planetário (na verdade planetário é a maquina que projeta os corpos celestes) é maravilhosa, é possível projetar-se dezenas de milhares de estrelas e constelações na cúpula. Algo que no mundo real fora do planetário nos dias de hoje é quase impossível de se encontrar, só em locais de montanhas com uma escuridão fabulosa ou numa praia deserta (o que as cidades não nos possibilitam).</p>
<p>Tanto o Alexandre Cherman quanto o Fernando Vieira são muito atenciosos e já dão este curso há muitos anos. Portanto não perca esta oportunidade venha ao planetário.</p>
<p>Neste verão o curso ocorre de 26 a 30, de Janeiro das 19h30 às 21h</p>
<p>Investimento: R$ 80,00 (incluídos livro e certificado de conclusão )</p>
<p>Abraços do <strong><span style="color: #888888;">Benito Pepe</span></strong></p>
<p><strong>Links relacionados:</strong></p>
<p><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/12/observacao-do-ceu/" target="_blank">Observação do Céu no Planetário da Gávea – Grátis.</a><br />
</span><br />
<span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/01/21/palestras-sobre-astronomia-e-visitacao-ao-planetario-da-gavea-gratis/" target="_blank">Planetário da Gávea – Rio de Janeiro</a><br />
</span></p>
<p></span></div>


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		</item>
		<item>
		<title>Observação do Céu</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/12/observacao-do-ceu/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2008/12/12/observacao-do-ceu/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 19:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
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		<description><![CDATA[
Foto Aérea do Planetário da Gávea no Rio de Janeiro
Indico um programa, muito legal para quem gosta de ver o Céu. 
Observar alguns objetos celestes é possível através dos telescópios do Planetário da Gávea, na praça dos telescópios.
É gratuito, e ocorre todas 3º, 4º e 5º feiras das 19:30 às 20:30, quando no Horário de [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281974662696357218" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 225px; height: 157px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SU1X-HqhTWI/AAAAAAAAAHY/VUpMfLeiYDI/s320/Planetario+da+Gavea.jpg" border="0" alt="" /><br />
<a href="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SU1X00Z_PLI/AAAAAAAAAHQ/qZjjOO07b4M/s1600-h/Planetario+da+Gavea.jpg"></a>Foto Aérea do Planetário da Gávea no Rio de Janeiro</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Indico um programa, muito legal para quem gosta de ver o Céu. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;">Observar alguns objetos celestes é possível através dos telescópios do Planetário da Gávea, na praça dos telescópios.<span id="more-103"></span></p>
<p>É gratuito, e ocorre todas 3º, 4º e 5º feiras das 19:30 às 20:30, quando no Horário de Verão. Fora dessa época diminua uma hora. (nos feriados não há observação – Astrônomo não é de ferro hehehe)</p>
<p>Você poderá conhecer as localizações e características dos astros que podem ser vistos a olho nu, além de outros que podem ser vistos através dos telescópios.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#009900;"><br />
A observação do Céu é orientada por uma equipe de astrônomos da própria Fundação que se coloca à disposição do público para esclarecer dúvidas (eles são muito atenciosos).</p>
<p style="text-align: justify;">Há uma distribuição de senhas para 260 pessoas, mas normalmente não atinge nem de perto esse número, vá tranqüilo, a não ser que esteja ocorrendo algum fenômeno muito divulgado na mídia, aí procure chegar cedo mesmo.</p>
<p>É claro que se estiver chovendo ou com muitas nuvens não há observação.</p>
<p>Essa dica eu assino em baixo, vá lá e me diga o que achou.</p>
<p></span></div>
<div><span style="color:#009900;">Abraços do Benito Pepe </span></div>
<div><a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;">http://www.benitopepe.com.br</span></a></p>
<p><span style="color:#3366ff;">Será que o universo é finito? Veja clicando aqui</span></div>


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