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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Workshops, Treinamentos de Equipes e Cursos &#187; Céu</title>
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	<description>Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos, Workshops, Administração e Marketing, Gestão de Empresas, Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Feliz Natal a todas as Mentes. Mas Como cada ser humano vê o Natal?</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 13:03:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dia desses estava refletindo quanto ao clima oposto nos dois hemisférios Terrestre. Na época do Natal, em 25 de dezembro, temos um frio intenso no hemisfério norte, enquanto há um calor imenso no “hemisfério de baixo” - o sul do mundo. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/157__160x120_imagem-presepio.jpg" alt="imagem-presepio" title="imagem-presepio" />
</a>
Um dia desses estava refletindo quanto ao clima oposto nos dois hemisférios Terrestre. Na época do Natal, em 25 de dezembro, temos um frio intenso no hemisfério norte, enquanto há um calor imenso no “hemisfério de baixo” &#8211; o sul do mundo.<span id="more-2025"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A data para comemorarmos o Natal, como muitos sabem, foi definida exatamente para a época de um <strong>solstício</strong> (veja: “<span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"><a title="O que é Natal? Qual a Origem do Natal?" href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/16/o-que-e-natal-qual-a-origem-do-natal/" target="_blank">O que é Natal? Qual a Origem do Natal?</a></span>”), desse modo temos temperaturas extremas, pois de um lado é Inverno e do outro é Verão.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que você já tenha notado que o inverno é uma ótima estação para tomarmos vinho e comermos alimentos mais calóricos, certo? Bem, na época do Natal isso serve pra você que está no hemisfério Norte, agora, pra quem está no hemisfério Sul isso não combina nem um pouco, no máximo podemos tomar vinho branco gelado e o ideal é tomarmos sucos de frutas, cerveja e muita água. Quanto ao alimento deveríamos comer frutas frescas e tropicais, diferentemente do que ocorre no norte onde se comem frutas secas, castanhas etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Da mesma maneira que o clima influi nos alimentos que devemos ingerir, influi em nosso estado psicológico. Quando estamos às portas de uma determinada estação nossa mente vai se adaptando e esperando o “clima” que virá em todos os sentidos. A estação que chega traz uma série de perspectivas e expectativas. Por exemplo, o verão faz lembrarmo-nos da praia, das cachoeiras, dos parques aquáticos e outros ambientes abertos, enquanto que o inverno é tempo de se agasalhar e procurar ambientes fechados e afáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, acredito que o clima do mundo, no sentido mesmo da temperatura, influi no psicológico e no comportamento das pessoas. As vestimentas do Papai Noel, ou Pai Natal, tem a ver com o clima frio, por outro lado, não tem nada a ver com o Verão Escaldante do Hemisfério Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que essa questão frio-calor na época do Natal é notada e certamente já foi pensada por muitos. O que pretendo levar à reflexão agora é como cada Mente vê o Natal, ou seja, o que se passa no coração, nas experiências e nas expectativas natalinas e pós- natalinas. E quero pensar tão somente e exclusivamente para os Cristãos do Mundo e principalmente com relação aos cristãos ocidentais, excluo portanto o mundo não cristão. (veja<span style="text-decoration: underline;">: <a title="É Natal... Mas é para todo o Mundo?" href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/17/e-natal-mas-e-para-todo-o-mundo/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">É Natal&#8230; mas é para todo o Mundo</span></a>?)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao mundo Cristão há duas distinções religiosas básicas: os católicos e os evangélicos protestantes, que se dividem em mais de 33.600 denominações. Os Católicos que totalizam a metade de todos os cristãos são também Marianos, ou seja, proclamam o <em>magnificat</em> como está no Evangelho de <strong>Lucas</strong> <strong>1, 39-55:</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>39.Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. 40.Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. 41.Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. 42.Com voz forte, ela exclamou: “</em><strong><em>Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! </em></strong><em>43.Como mereço que </em><strong><em>a mãe do meu Senhor</em></strong><em> venha me visitar? 44.Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. 45.Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!”. 46.</em><strong><em>Maria então disse</em></strong><em> (este é o </em><strong><em>Magnificat</em></strong><em>) : 47.“A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48.porque ele olhou para a humildade de sua serva. </em><strong><em>Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz (bem Aventurada),</em></strong><em> 49.porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, 50.e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. 51.Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. 52.Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53.Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias. 54.Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55.conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a Celebração do Natal para os Católicos é também época de lembrar Maria, a propósito não há o filho sem a Mãe. Nós que somos Cristãos Deveríamos pensar na possibilidade de Deus estar nos falando através de Maria.</p>
<p style="text-align: justify;">Relembro alguns dos pontos que foram levantados por mim quanto a esta época natalina:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>O “clima”      no planeta e as influências naturais, tanto no psicológico, quanto nos      alimentos, etc.;</li>
<li>A      definição da data do Natal para um Solstício (veja o texto:<span style="color: #0000ff;"> <a title="O que é Natal? Qual a Origem do Natal?" href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/16/o-que-e-natal-qual-a-origem-do-natal/" target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">o que é      Natal? Qual a origem do Natal</span></strong></a></span>);</li>
<li>As diversidades      de pensamentos no Mundo que em sua maioria não é cristã (veja o texto<span style="text-decoration: underline;">: <a title="É Natal... Mas é para todo o Mundo?" href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/17/e-natal-mas-e-para-todo-o-mundo/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>É Natal&#8230;      mas é para todo o Mundo?</strong></span></a><strong>)</strong></span></li>
<li>Por fim a      distinção nas Mentes dos Católicos e da maioria dos Evangélicos quanto a      Maria. (veja o texto: <span style="color: #0000ff;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a title="Manisfesto de Dreden: Maria e os Protestantes" href="http://www.benitopepe.com.br/2009/10/10/manifesto-de-dresden-maria-e-os-protestantes/" target="_blank">Manifesto de Dresden: Maria e os protestantes</a></span></strong></span>)      Há outros textos relacionados, você encontrará os links no final de cada      texto. Boa Leitura e boa Reflexão! Espero teus comentários!</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim um Feliz Natal a todas as Mentes do Mundo!</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>O TAU na história e o cordão com três nós em São Francisco de Assis (parte 2)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2011/06/11/o-tau-na-historia-e-o-cordao-com-tres-nos-em-sao-francisco-de-assis-parte-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 01:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cruz não é morte nem finitude, mas é força transformante; é radicalidade de um Amor capaz de tudo, até de morrer pelo que se ama. O TAU, conhecido como a Cruz Franciscana, lembra para nós esta deslumbrante plenitude da Beleza divina: amor e paz. O Deus da Cruz é um Deus vivo, que se entrega seguro e serenamente à mais bela oferenda de Amor. Para São Francisco, o TAU lembra a missão do Senhor: reconciliadora e configuradora, sinal de salvação e de imortalidade; o TAU é uma fonte da mística franciscana da cruz: quem mais ama, mais sofre, porque muito ama, mais salva. Um poeta dos primeiros tempos do franciscanismo conta no "Sacrum Comercium", a entrega do sinal do TAU à Dama Pobreza pelo Senhor Ressuscitado, que o chama de "selo do reino dos céus". À Dama Pobreza clamam os menores: "Eia, pois, Senhora, tem compaixão de nós e marca-nos com o sinal da tua graça!" (SC 21,22).


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2011/06/11/o-tau-na-historia-e-o-cordao-com-tres-nos-em-sao-francisco-de-assis-parte-1/" target="_blank"><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/tau-com-nos.jpg" title="" class="shutterset_singlepic129" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/129__160x120_tau-com-nos.jpg" alt="tau-com-nos" title="tau-com-nos" />
</a>
</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2011/06/11/o-tau-na-historia-e-o-cordao-com-tres-nos-em-sao-francisco-de-assis-parte-1/" target="_blank"><strong>Veja a primeira parte deste texto, clique aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Continuando&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>TAU, Sinal da Cruz Vitoriosa</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cruz não é morte nem finitude, mas é força transformante; é radicalidade de um Amor capaz de tudo, até de morrer pelo que se ama. O TAU, conhecido como a Cruz Franciscana, lembra para nós esta deslumbrante plenitude da Beleza divina: amor e paz. O Deus da Cruz é um Deus vivo, que se entrega seguro e serenamente à mais bela oferenda de Amor. Para São Francisco, o TAU lembra a missão do Senhor:<span id="more-1643"></span></p>
<p style="text-align: justify;">reconciliadora e configuradora, sinal de salvação e de imortalidade; o TAU é uma fonte da mística franciscana da cruz: quem mais ama, mais sofre, porque muito ama, mais salva. Um poeta dos primeiros tempos do franciscanismo conta no &#8220;Sacrum Comercium&#8221;, a entrega do sinal do TAU à Dama Pobreza pelo Senhor Ressuscitado, que o chama de &#8220;selo do reino dos céus&#8221;. À Dama Pobreza clamam os menores: &#8220;Eia, pois, Senhora, tem compaixão de nós e marca-nos com o sinal da tua graça!&#8221; (SC 21,22).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O TAU e a Bênção</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Francisco se apropriou da bênção deuteronômica, transcreveu-a com o próprio punho e deu a Frei Leão: &#8220;Que o Senhor te abençoe e te guarde. Que o Senhor mostre a tua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz. Irmão Leão; o Senhor te abençoe!&#8221; Sob o texto da bênção, o próprio Frei Leão fez a seguinte anotação: &#8220;São Francisco escreveu esta bênção para mim, Irmão Leão, com seu próprio punho e letra, e do mesmo modo fez a letra TAU como base&#8221;. Assim, Francisco, num profundo momento de comunicação divina, com delicadeza paternal e maternal, abençoa seu filho, irmão, amigo e confidente. Abençoar é marcar com a presença, é transmitir energias que vêm da profundidade da vida. O Senhor te abençoe!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>O TAU e a Cura dos Enfermos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No relato de alguns milagres, conta-se que Francisco fazia o sinal da cruz sobre a parte enferma dos doentes. Após ter recebido os estigmas no Monte Alverne, Francisco traz em seu corpo as marcas do Senhor Crucificado e Ressuscitado. Marcado pelo Senhor, imprime a marca do Senhor que salva em tudo o que faz. Conta-nos um trecho das Fontes Franciscanas que um enfermo padecia de fortes dores; invoca Francisco e o santo lhe aparece e diz que veio para responder ao seu chamado, que traz o remédio para curá-lo. Em seguida, toca-lhe no lugar da dor com um pequeno bastão arrematado com o sinal do TAU, que traz consigo. O enfermo ficou curado e permaneceu em sua pele, no lugar da dor, o sinal do TAU (cf. 3Cel159). O Senhor identifica-se com o sofrimento de seu povo. Toma a paixão do humano e do mundo sobre si. Afasta a dor e deixa o sinal de Amor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A Cor do TAU</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O TAU, freqüentemente, é reproduzido em madeira, mas quando, pintado, sempre vem com a cor vermelha. O Mestre Nicolau Verdun, num quadro do século XII, representa o Anjo Exterminador que passa enquanto um israelita marca sobre a porta de sua casa um TAU com o Sangue do Cordeiro Pascal que se derrama num cálice. O Vermelho representa o sangue do Cordeiro que se imola para salvar. Sangue do Salvador, cálice da vida! Em Fontecolombo, Francisco deixou o TAU grafado em vermelho. O TAU pintado na casula de Frei Leão no mural de Greccio também é vermelho. O pergaminho escrito para Frei Leão no Monte Alverne, marca em vermelho o Tau que assina a bênção. O Vermelho é símbolo da vida que transcende, porque se imola pelos outros. Caminho de configuração com Jesus Crucificado para nascer na manhã da Ressurreição.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Usar o TAU é lembrar-se do Transcendental</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muita gente usa o Tau. Não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progressivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: Cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, <strong>saudar a todos com a Paz e o Bem</strong>. Usar o TAU é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o TAU é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Tau deve ser sinal de espiritualidade, deve ser um sinal de que aquele que o usa é uma pessoa que vive a intenção de permanecer em constante conversão e mudança de vida, em vontade firme de se tornar nova criatura; deve ser sinal de que aquele que o ostenta é uma pessoa que busca a sua salvação e de todos os homens na cruz de Jesus Cristo; deve ser um sinal de que aquele que o traz é uma pessoa que vive e esforçar-se por ser pobre, por se despojar e desprender dos bens terrenos para se enriquecer dos valores das bem-aventuranças: o Reino de Deus, a paz, a mansidão, a fraternidade universal, a misericórdia e o perdão, o respeito pela criação, a alegria, a partilha de bens, a luta pela justiça e a paixão por Jesus Cristo pobre, Crucificado e Ressuscitado.<a href="http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/juberto/12.htm#_ftn1"><em> </em></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro Tau franciscano é aquele todo de madeira, sem nenhum tipo de apetrecho fixado a ele (crucifixo, foto, desenho&#8230;), também não é aquele feito de aço ou outro metal (ouro, pratas, etc.). Ele também precisa ter o cordão com os três nós. Esse entendimento vem da época de Francisco, pois ele usava apenas um Tau de madeira preso a um cordão com os três nós. Tudo que difere disso faz com que eles não sejam “verdadeiros TAUs franciscanos”.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Entende-se que o melhor Tau não é o comprado, mas aquele que nós ganhamos de alguém, pois essa pessoa reconhece em nós os três nós&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Relembrando o Sinal bíblico usado pelo profeta Ezequiel:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Chamou o Senhor Deus o homem vestido de linho branco, que trazia à cintura os instrumentos de escriba e lhe disse: percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com um <strong>“T”</strong> na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem.” (Ez 9,3-4)</p>
<p style="text-align: justify;">Todo aquele que tinha sido assinalado com o “T” foi poupado do extermínio.</p>
<p style="text-align: justify;">O Papa Inocêncio III (1160-1216) explica o sentido do Tau: “Tem a forma de Cruz<a title="cruz salvação Jesus Cristo calvário" href="http://cantodapaz.com.br/blog/2007/01/27/ninguem-te-ama-como-eu-martin-valverde/"></a>; quem o traz consigo, vive sua fé.”</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, <strong>o Tau é:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A lembrança da Redenção, da Cruz, do Amor;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinal de penitência e conversão interior;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinal de dor pelos pecados do mundo;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Recordação de nosso batismo; nossa marca de Filhos de Deus;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Sinal de salvação.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">São Francisco selava o que escrevia com o Tau, para significar a densidade do Amor de Deus, concretizado na Cruz de Cristo, sinal de Salvação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Oração de São Francisco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Senhor<strong>!</strong> Fazei de mim um instrumento da vossa paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver ódio, que eu leve o amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver discórdia, que eu leve a união.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver erro, que eu leve a verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver desespero, que eu leve a esperança.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde houver trevas, que eu leve a luz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Ó Mestre</strong>, fazei que eu procure mais:</p>
<p style="text-align: justify;">consolar, que ser consolado;</p>
<p style="text-align: justify;">compreender, que ser compreendido;</p>
<p style="text-align: justify;">amar, que ser amado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois é dando que se recebe.</p>
<p style="text-align: justify;">É perdoando que se é perdoado.</p>
<p style="text-align: justify;">E é morrendo que se vive para a vida eterna.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Glorioso São Francisco</em><em>, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados.</em></p>
<p style="text-align: justify;">São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: cancaonova.com</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Termino com uma oração que tem afinidade com a questão da horizontalidade humana e a verticalidade na busca em Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">“Deus eterno e todo-poderoso, que nos concedeis conviver na terra com as realidades do Céu, fazei que nossos corações se voltem para o alto, onde está junto de vós a nossa humanidade. Por Cristo nosso Senhor. Amém”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>O TAU na história e o cordão com três nós em São Francisco de Assis (parte 1)</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 00:12:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O TAU está além de uma marca bíblica. O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego, derivado dos Fenícios e correspondente ao " T " na língua portuguesa. O Tau é a convergência das duas linhas: verticalidade e horizontalidade, significam o encontro entre o Céu e a Terra. O Divino e o humano. 
O texto que segue é um compendio que fiz me baseado em alguns artigos e principalmente no texto de Frei Vitório Mazzuco,  encontrados no site dos franciscanos (www.franciscanos.org.br), no final do texto eu adiciono algo mais e incluo a Oração de São Francisco.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/tau.jpg" title="" class="shutterset_singlepic128" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/128__160x120_tau.jpg" alt="tau" title="tau" />
</a>
 </strong>O TAU está além de<strong> </strong>uma marca bíblica. O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego, derivado dos Fenícios e correspondente ao &#8221; <strong>T</strong> &#8221; na língua portuguesa. O <strong>Tau</strong> é a convergência das duas linhas: verticalidade e horizontalidade, significam o encontro entre o <strong>Céu</strong> e a <strong>Terra</strong>. O Divino e o humano.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto que segue é um compendio que fiz me baseado em alguns artigos e principalmente no texto de Frei Vitório Mazzuco,  encontrados no site dos franciscanos (<a href="http://www.franciscanos.org.br/">www.franciscanos.org.br</a>), no final do texto eu adiciono algo mais e incluo a Oração de São Francisco.<span id="more-1639"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O TAU na Linguagem</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O TAU é a última letra do alfabeto judaico e a décima nona letra do alfabeto grego. O mundo judaico e, conseqüentemente, a linguagem bíblica mostram a busca do transcendente. É preciso colocar o Deus da Vida como centro da história. É a nossa verticalidade,  isto é, o nosso voltar-se para o Alto. O mundo grego nos ensinou a pensar e perguntar pelo sentido da vida, do humano e das coisas. Descobrir o significado de tudo é pisar melhor o chão, saber enraizar-se. É a nossa horizontalidade. A Teologia é, e a Filosofia também pode ser serva da fé e do pensamento. Quem sabe onde está, parte para voos mais altos. É como o galho de pessegueiro, cortado em forma de TAU é usado para buscar veios d&#8217;água. Ele vibra quando a fonte aparece cheia de energia. Coloquemos o TAU na fonte de nossas palavras!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O TAU, o cordão e os três nós</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Tau pendurado no pescoço por um cordão com três nós significa o elo que une a forma de nossa vida. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos: <strong>obediência</strong>, <strong>pobreza</strong>, <strong>pureza de coração</strong>. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é <strong>valor de quem sabe colocar tudo em comum</strong>. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é <strong>a coragem da partilha</strong>. <strong>Ser puro de coração é ser transparente</strong>, <strong>casto</strong>, <strong>verdadeiro</strong>. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel aos seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há certos sinais que revelam uma escolha de vida. O TAU, um dos mais famosos símbolos franciscanos, hoje está presente no peito das pessoas num cordão, num broche, enfeitando paredes numa escultura expressiva de madeira, num pôster ou pintura.</p>
<p style="text-align: justify;">Que escolha de vida revela o TAU? Ele é um símbolo antigo, misterioso e vital que <strong>recorda tempo e eternidade.</strong> A grande busca do humano querendo tocar sempre o divino e este vindo expressar-se na condição humana. Horizontalidade e verticalidade. As duas linhas: Céu e Terra! <strong>Temos o símbolo do TAU riscado nas cavernas do humano primitivo.</strong> Nos objetos do Faraó Achenaton no antigo Egito e na arte da civilização Maia. Francisco de Assis o atualizou e o   imortalizou. Ele não criou o TAU, mas o herdou como um símbolo seu de busca do Divino e Salvação Universal.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>TAU, Sinal bíblico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Existe somente um texto bíblico que menciona explicitamente o TAU, última letra do alfabeto hebraico, Ezequiel 9, 1-7: &#8220;Passa pela cidade, por Jerusalém, e marca com um TAU a fronte dos homens que gemem e choram por todas as práticas abomináveis que se cometem&#8221;. O TAU é a mais antiga grafia em forma de cruz. Na Bíblia é usado como ato de assinalar. Marcar com um sinal, é muito familiar na Bíblia. Assinalar significa lacrar, fechar dentro de um segredo, uma ação. É confirmar um testemunho e comprometer aquele que possui o segredo. O TAU é selo de Deus; significa estar sob o domínio do Senhor, é a garantia de ser reconhecido por Ele e ter a sua proteção. É segurança e redenção, voltar-se para o Divino, sopro criador animando nossa vida como aspiração e inspiração.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O TAU na Idade Média</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Vimos o significado salvífico que a letra hebraica do TAU recebe na Bíblia. Mas <strong>o TAU </strong>tem<strong> </strong>também um significado extrabíblico, bastante divulgado na Idade Média: perfeição, meta, finalidade última, santo propósito, vitória, ponto de equilíbrio entre forças contrárias. A sua linha vertical significa o superior, o espiritual, o absoluto, o celeste. A sua linha horizontal lembra a expansão da terra, o material, a carne. O TAU lembra a imagem do sustentáculo da serpente bíblica: clavada numa estaca como sinal da vitória sobre a morte. Uma vitória mística, isto é, nascer para uma vida superior perfeita e acabada. É cruz vitoriosa, perfeição, salvação, exorcismo. Um poder sobre as forças hostis, um talismã de fé, um amuleto de esperança usado por gente devota sensível.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O TAU do Penitente</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Francisco de Assis viveu em um ambiente no qual o TAU estava carregado de uma grande riqueza simbólica e tradicional. Assumiu para si a marca do TAU como sinal de sua conversão e da dura batalha que travou para vencer-se. Não era tão fácil para o jovem renunciar seus sonhos de cavalaria para chegar ao despojamento do Crucificado que o fascinou. Escolhe ser um cavaleiro penitente: eliminar os excessos, os vícios e viver a transparência simples das virtudes. Na sua luta interior chegou a uma vitória interior. Um homem que viveu a solidão e o desafio da comunhão fraterna; que viveu o silêncio e a canção universal das criaturas; que experimentou incompreensão e sucesso, que vestiu o hábito da penitência, que atraiu vidas, encontrou um modo de marcar as paredes de Santa Maria Madalena em Fontecolombo, de assinar cartas com este sinal. De lembrar a todos que o Senhor nos possui e nos salva sob o signo do TAU.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O TAU Franciscano</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O TAU franciscano atravessa oito séculos sendo usado e apreciado. É a materialização de uma intuição. Francisco de Assis é um humano que se move bem no universo dos símbolos. O que é o TAU franciscano? É <strong>Verdade</strong>, <strong>Palavra</strong>, <strong>Luz</strong>, <strong>Poder</strong> e <strong>Força da mente</strong> direcionada para um grande bem. Significa lutar e discernir o verdadeiro e o falso. É curar e vivificar. É eliminar o erro, a mentira e todo o elemento discordante que nega a paz. É unidade e reconciliação. Francisco de Assis está penetrado e iluminado, apaixonado e informado pela Palavra de Deus, a Palavra da Verdade. É um batalhador incansável da Paz, o Profeta da Harmonia e Simplicidade. É a encarnação do discernimento: pobre no material, vencedor no espiritual. Marcou-se com este sinal da luz, vida e sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O TAU Como Ideal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No mês de novembro de 1215, o Papa Inocêncio III presidia um Concílio na Igreja Constantiniana de Roma. Lá estavam presentes 1.200 prelados, 412 bispos, 800 abades e priores. Entre os participantes estavam São Domingos e São Francisco. Na sessão inaugural do Concílio, no dia 11 de novembro, o Papa falou com energia, apresentou um projeto de reforma para uma Igreja ferida pela heresia, pelo clero imerso no luxo e no poder temporal. Então, o Papa Inocêncio III recordou e lançou novamente o signo do TAU de Ezequiel 9, 1-7. Queria honrar novamente a cristandade com um projeto eclesial de motivação e superação. Era preciso uma reforma de costumes. Uma vida vivida numa dimensão missionária mais vigorosa sob o dinamismo de uma contínua conversão pessoal. São Francisco saiu do Concílio disposto a aceitar a convocação papal e andou marcando os irmãos com o TAU, vibrante de cuidado, ternura e misericórdia aprendida de seu Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>TAU nas Fontes Franciscanas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os biógrafos franciscanos nos dão testemunhos da importância que São Francisco dava ao TAU: &#8220;O Santo venerava com grande afeto este sinal&#8221;, &#8220;O sinal do TAU era preferido sobre qualquer outro sinal&#8221;, &#8220;O recomendava, freqüentemente, em suas palavras e o traçava com as próprias mãos no rodapé das breves cartas que escrevia, como se todo o seu cuidado fosse gravar o sinal do TAU, segundo o dito profético, sobre as fontes dos homens que gemem e lutam, convertidamente a Jesus&#8221;, &#8220;O traçava no início de todas as suas ações&#8221;, &#8220;Com ele selava as cartas e marcava as paredes das pequenas celas&#8221; (cf. LM 4,9; 2,9; 3Cel 3). Assim Francisco vestia-se da túnica e do TAU na total investidura de um ideal que abriu muitos caminhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2011/06/11/o-tau-na-historia-e-o-cordao-com-tres-nos-em-sao-francisco-de-assis-parte-2/" target="_blank"><strong>Veja a segunda parte deste texto clique aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Feliz Semana Santa! Feliz Páscoa!  Mas o que é a Páscoa?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2011/04/18/feliz-semana-santa-feliz-pascoa-mas-o-que-e-a-pascoa/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 21:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[O texto: “Mas o que é Páscoa?” eu publique originalmente no Site Planetanews.com em 2003. Desde então ele sempre foi um campeão de visitas durante a quaresma, Semana Santa e Páscoa. Foi copiado e publicado em inúmeros sites pela Internet. Agora eu o publico aqui e no final deste texto indico alguns links para outros artigos que escrevi falando sobre esse tema, faço um compêndio desses artigos sobre a Páscoa, Semana Santa, e datas relacionadas. Veja os links e um resumo de cada artigo, o que ele trata e qual a sua relação com os outros textos.




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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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O texto: <strong>“Mas o que é Páscoa?”</strong> eu publique originalmente no Site <strong>Planetanews.com</strong> em 2003. Desde então ele sempre foi um campeão de visitas durante a quaresma, Semana Santa e Páscoa. Foi copiado e publicado em inúmeros sites pela Internet. Agora eu o publico aqui e no final deste texto indico alguns links para outros artigos que escrevi falando sobre esse tema, faço um compêndio desses artigos sobre a <strong>Páscoa</strong>, <strong>Semana Santa</strong>, e <strong>datas relacionadas</strong>. Veja os links e um resumo de cada artigo, o que ele trata e qual a sua relação com os outros textos.<span id="more-1592"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas O que é Páscoa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Legal que muitos de nós fiquemos felizes com a Semana Santa, com a Páscoa, momentos de nos confraternizar, nos alegrar, de dar e receber ovos de Páscoa&#8230; Mas porquê isto? Bem! Para quem ao menos gosta da História e da essência dos fatos e atos ocorridos, vale continuar a leitura.</p>
<p style="text-align: justify;">Já há alguns milênios (3,5) os Judeus já comemoravam a Páscoa. Mas como? Jesus Cristo não havia nem mesmo nascido! É verdade! No início, as comemorações da Páscoa já eram nesta época do ano: Março, Abril (primavera no hemisfério norte) eram para comemorar as colheitas. Era, portanto, a festa das colheitas. A alegria de festejar e “bebemorar” com o sucesso de um período trabalhado e seus frutos (na verdade a festa da colheita era 50 dias após a páscoa).</p>
<p style="text-align: justify;">Muito bem! Mas os nossos Pais religiosos, os Judeus, foram escravizados no Egito (Império naquela época). Ficaram como escravos muitos anos&#8230; Até que, com ajuda de Deus, conseguiram sair da escravidão e voltar à terra prometida e foi o que ocorreu por coincidência ou projeto Divino também nesta mesma época da Páscoa e, assim, então, a comemoração dos Judeus passou a ser a da Passagem, do Êxodo, da libertação da terra do Egito.</p>
<p style="text-align: justify;">E agora onde está a Páscoa Cristã? A nossa Páscoa, que é, sem dúvida, a maior Festa e a maior comemoração de todas as festas cristãs, está exatamente neste mesmo período do ano, pois mais uma vez por coincidência ou não ocorre também nesta época.</p>
<p style="text-align: justify;">O Verbo que era a palavra se fez carne e veio habitar entre nós e após um período aqui na terra nos mostrou que nós também somos eternos, pois o que vivemos é uma Páscoa, ou seja, em Hebreu Páscoa quer dizer PASSAGEM assim sendo, Jesus o Cristo, nos mostrou que aqui é apenas um local de passagem e acima de tudo de aprendizagem. Portanto o mais importante não é o que construímos materialmente, mas, sim, o que construímos espiritualmente. Jesus, após ser crucificado e morto (na época da festa da Páscoa judaica, pois ele havia ido até Jerusalém para as comemorações &#8211; ele também era Judeu), ele ressuscita no 3º dia e aparece aos seus discípulos algumas vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto nós, os Cristãos, comemoramos esta época do ano como a maior de todas as festas, assim, ela é mais importante que o próprio Natal (Nascimento de Jesus). Apesar de o Calendário Gregoriano contar os anos do nascimento de Cristo, na verdade nós estamos há uns 1970 anos de comemorações de Páscoas Cristãs.</p>
<p style="text-align: justify;">E para quê os Ovos, os coelhos&#8230;? O raciocínio é sempre lógico como também muitas vezes é a Fé! Como foi aprendido que a verdadeira Vida é após esta Páscoa (Passagem) assim sendo temos que comemorar a Vida e o que é melhor para simbolizar a vida do que o ovo! E o coelho, é lógico. Como o bichinho procria, não é mesmo? Bem, devemos lembrar também que os fatos e símbolos foram incididos em outro mundo &#8211; o chamado mundo velho (berço da humanidade) &#8211; e com suas culturas, portanto também é interessante relembrar que tudo em História se deve contemporizar.</p>
<p style="text-align: justify;">A passagem por esta terra, por este planeta, é o que temos consciência neste momento, quanto ao futuro temos a esperança. Páscoa, portanto, é a passagem, mas não a passagem desta vida para outra, mas de toda a passagem por esta vida, com todos os seus anos de conhecimentos, aprendizagens, vivências e experiências. Portanto, a Páscoa é, em suma, a comemoração da VIDA!</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz páscoa para você!</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/03/o-que-e-pascoa-qual-a-origem-da-pascoa/" target="_blank">O que é Páscoa? Qual a Origem da Páscoa?</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste texto eu falo sobre a Páscoa, Quaresma, Semana Santa, como surgiu a festa da páscoa judaica e a cristã, o que significam os símbolos da páscoa, o pentecoste entre outros temas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/30/pascoa-e-renascer-e-vida-nova-e-passagem/" target="_blank">Páscoa é renascer, é Vida Nova! É Passagem</a>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui procuro resgatar o sentido espiritual da páscoa, enfatizando o viés vertical – homem-céu &#8211; e abdicando do sentido puramente secular ou pagão da festa, ou seja, a sua horizontalidade&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/25/carnaval-quando-e-como-e-definida-essa-data-por-que-surgiu-o-carnaval/" target="_blank">Carnaval, quando é? Como é definida essa data? Por que surgiu o Carnaval?</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como é definida a data do carnaval, veremos que a data tem a ver com a data da páscoa. Lembramos a questão astronômica da Lua cheia e a Páscoa, os 40 dias da quaresma&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-que-e-carnaval-qual-e-a-origem-do-carnaval/" target="_blank">O que é carnaval? Qual a Origem do Carnaval?</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma história do carnaval, sua relação com a data da páscoa, onde e como surgiu o carnaval, o carnaval nas diversas épocas da história desde sua origem no renascimento e em tempos modernos, o carnaval no Brasil, o carnaval carioca, sociedades carnavalescas, escolas de samba&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Feliz Natal! Feliz Aniversário! O Nascimento e a Vida de Jesus Cristo!</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 23:29:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Estamos aí em mais um Natal, mais um Ano Novo que começa. O natal é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, no entanto a data real do aniversário do Mestre ninguém sabe ao certo. Precisávamos de uma data, e nada melhor do que utilizarmo-nos de uma festa já existente na época inicial do Cristianismo, mas eu não quero falar disso agora, se você quer saber O que é natal? Qual a origem do Natal? (clique aqui!). Este ano vou falar da essência do Natal Cristão; da sua importância para a humanidade, ainda que não seja para todo o Mundo; e por fim, falo um pouco da Vida do maior Mestre que já viveu neste Planeta e da síntese de sua mensagem.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Estamos aí em mais um Natal, mais um Ano Novo que começa. O natal é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, no entanto a data real do aniversário do Mestre ninguém sabe ao certo. Precisávamos de uma data, e nada melhor do que utilizarmo-nos de uma festa já existente na época inicial do Cristianismo, mas eu não quero falar disso agora, se você quer saber <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/16/o-que-e-natal-qual-a-origem-do-natal/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">O que é natal? Qual a origem do Natal? (clique aqui!</span>). </a></strong>Este<strong> </strong>ano<strong> </strong>vou<strong> </strong>falar da essência do Natal Cristão; da sua importância para a humanidade, ainda que <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/17/e-natal-mas-e-para-todo-o-mundo/" target="_blank">não seja para todo o Mundo</a></span>; </strong>e por fim,<strong> </strong>falo um pouco da Vida do maior Mestre que já viveu neste Planeta e da síntese de sua mensagem.<span id="more-1497"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Natal não é “apenas” a data do Nascimento de Jesus Cristo. O Natal deve ser o <strong>re</strong>-<strong>nascimento</strong> de uma Nova Esperança para os Cristãos. Embora nós Cristãos, não somos a religião absoluta no Planeta e nem mesmo a maioria, pois somos tão somente 1/3 ou 33 % das religiões (isso se somando todas as 33.600 denominações ditas “cristãs”), nós influímos na Cultura de muita gente, o Mundo Cristão Ocidental transformou o Planeta e influi de alguma maneira em quase seis bilhões de pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos nossos dias, em muitos dos países do Planeta, há uma árvore de Natal em alguma praça, em algum ponto estratégico, em algum lugar. Isso por si só mostra a evidência e o poder de influência da religião Cristã. Também o <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/29/a-contagem-do-tempo-e-o-calendario-gregoriano/" target="_blank">calendário</a></span></strong> que o mundo usa é o calendário cristão.</p>
<p style="text-align: justify;"> Exatamente como fora anunciado, &#8220;o Verbo se fez Carne e habitou entre nós&#8221;. No seio de uma Virgem puríssima. Estamos no segundo ato do drama da humanidade. Agora, um anjo abre as portas de um novo paraíso,  e conversa com uma mulher. Ele é um anjo bom e ela a nada mais aspira do que ser a &#8220;serva do Senhor&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, Deus a fez &#8220;bendita entre as mulheres&#8221; e &#8220;todas as nações a chamarão bem-aventurada&#8221;. &#8220;O anjo Gabriel foi, por Deus, enviado a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão, que se chamava José, da casa de Davi, e o nome da Virgem era Maria&#8221;. (Lc 1, 26)</p>
<p style="text-align: justify;">Continuamos no Evangelho: Entrando o Anjo onde ela estava, disse: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres. Quando ela ouviu, turbou-se com o seu dizer e cogitava que saudação fosse esta. E o anjo lhe disse: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu Pai, e reinará na casa de Jacó eternamente. E o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, pois que não conheço varão? E respondendo, o anjo lhe disse: O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E por isso que o Santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, Temos que lembrarmo-nos da essência do Natal, de sua época, de uma situação econômica, e de um império que dominava o povo judeu. Precisamos lembrar que as mulheres naquela época e naquela região, não tinham valor, não eram se quer citadas, e mesmo assim nós temos o que temos de Maria e sobre Maria.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há aniversário, ou melhor, nascimento – Natal – se não houver a Mãe. Este ano proponho: lembremo-nos do <strong>aniversariante</strong>, de sua <strong>mensagem</strong> e de sua <strong>Mãe</strong>, será que o filho &#8211; o próprio Deus encarnado &#8211; desprezaria sua Mãe no dia do seu aniversário?</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto houver mulheres no mundo, ainda que bem distantes da profundidade de Maria, mas com vontade e prontidão para servir, o Mundo terá uma Esperança!</p>
<p style="text-align: justify;">Os Cristãos são os seguidores de Jesus Cristo. São aqueles que acreditam em uma Nova Vida, são os que têm Esperança na Transformação do Planeta e acreditam na Vida Eterna. Para sermos Verdadeiros Cristãos, devemos seguir a essência da mensagem do Cristo. A mensagem do mestre foi tão clara, simples e objetiva: “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo!” As palavras de Jesus segundo o evangelista Mateus no capitulo 22 versículos 37a39 diz exatamente assim: &#8220;Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo o entendimento&#8221; (Mt 22,37). E continua assim: &#8220;Amarás o teu próximo como a ti mesmo&#8221; (Mt 22, 39).</p>
<p style="text-align: justify;"> A Palavra  “<strong>evangelho”</strong> quer dizer: “<strong>Boa Nova”</strong>, ou a “<strong>Boa</strong> <strong>Notícia”</strong>! Há esperança! Há uma Nova Chance! Há uma Nova Oportunidade!</p>
<p style="text-align: justify;">Para isso bastava, e basta, que o homem se arrependa de seus erros, seus pecados. E busque a Vida Nova em Cristo. FELIZ NATAL!! Aproveite a Festa! Mas não ignore o Aniversariante que é o Dono da Festa&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>A Itália e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 14:11:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no Quattrocento (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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A arte renascentista começou a manifestar-se plenamente no <em>Quattrocento</em> (século XV) em Florença. A situação econômica, social e cultural daquela cidade era favorável ao esplendor artístico. O orgulho dos florentinos expressou-se em seguida nas estátuas dos santos patronos para os nichos de Orsanmichele (Or San Michele), obra de vários artistas, entre os quais Donatello e Lorenzo Ghiberti, assim como na maior cúpula construída desde a antiguidade, erguida por Filippo Brunelleschi na catedral.<span id="more-1457"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1401 foi realizado naquela cidade um concurso para a confecção das portas em bronze do batistério de San Giovanni, no qual o vencedor foi Ghiberti. O pagamento dessas obras escultóricas e arquitetônicas e a decoração dos palácios, igrejas e monastérios ficou a cargo de ricas famílias de comerciantes e dignitários, entre as quais se destacou a dos Medici.</p>
<p style="text-align: justify;">O iniciador da pintura renascentista foi Masaccio. A monumentalidade de suas composições e o naturalismo de suas obras fazem dele uma figura essencial da pintura do século XV, como se pode apreciar nos afrescos da capela Brancacci.<br />
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51300"></a>Contemporâneos de Masaccio foram fra Angélico, pintor idealista de cenas religiosas, e Paolo Uccello, preocupado com os escorços (figuras em posturas oblíquas ao plano da obra artística) e as perspectivas. À segunda metade do século XV, auge da tendência pictórica racionalista e investigadora, pertenceram Piero della Francesca, que se sentiu atraído pelo valor da luz como elemento expressivo, e Sandro Botticelli, com quem triunfou um estilo sinuoso e refinado.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento ou <em>Cinquecento</em> floresceu entre 1490 e 1527, ano em que Roma, que substituíra Florença como centro artístico, foi saqueada pelas tropas imperiais de Carlos V. O período contou com três figuras de primeira magnitude: Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael. Cada um desses artistas personificou um aspecto peculiar desse momento: Da Vinci foi o arquétipo do homem renascentista, um gênio solitário que se interessou pelas facetas múltiplas do conhecimento; Michelangelo encarnou o poder criador e concebeu vários projetos inspirando-se no corpo humano como veículo essencial para a expressão de emoções e sentimentos; e Rafael exemplificou o espírito clássico da harmonia, da beleza e da serenidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora Da Vinci, autor da &#8220;Gioconda&#8221; (ou &#8220;Mona Lisa&#8221;) e da &#8220;Última ceia&#8221;, tenha sido reconhecido em sua época como um grande artista, seu constante e profundo interesse no conhecimento da anatomia humana, do mecanismo do vôo das aves e da estrutura interna de animais e plantas não lhe permitiu produzir uma obra pictórica extensa. Os primeiros exemplos escultóricos de Michelangelo, como o &#8220;David&#8221;, revelam uma grande habilidade técnica que lhe permitiu mais tarde curvar suas figuras de forma helicoidal, explorando as possibilidades expressivas da anatomia humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que tenha se iniciado como escultor, sua obra mais conhecida é o gigantesco afresco da abóbada da capela Sistina, na qual combinou a teologia cristã e a filosofia neoplatônica. Rafael, que na juventude sofreu a influência de Da Vinci e Michelangelo, distinguiu-se por sua preferência pela harmonia e clareza clássicas, características que podem ser apreciadas em uma de suas obras mais célebres, &#8220;Escola de Atenas&#8221;. Nesse trabalho, um afresco para o Vaticano, representou juntos, em conversa tranqüila, diversos filósofos, artistas e homens de ciência, tanto da antiguidade como seus contemporâneos, dispostos em um cenário colossal de características greco-latinas.<br />
O criador do <em>Cinquecento</em> arquitetônico foi Donato Bramante, que chegou a Roma em 1499. Sua primeira obra-prima foi o pequeno templo de são Pedro em Montorio, de planta centralizada, semelhante à dos templos circulares clássicos. O papa Júlio II escolheu Bramante para edificar a nova basílica de São Pedro, de gigantescas proporções, que deveria substituir a igreja paleocristã do século IV. O projeto só foi completado muito tempo depois da morte de Bramante e dele participaram artistas como Rafael e Michelangelo, que desenhou a enorme cúpula.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/48459"></a>Em Veneza, onde Antonello da Messina havia introduzido o óleo, técnica própria do norte da Europa durante o século XV, sucedeu-se uma série de pintores brilhantes &#8212; Giorgione, Ticiano, Tintoretto, Veronese &#8212; com os quais chegou ao seu esplendor máximo a escola veneziana, cujas características são o colorido, a luz vaporosa, a sensualidade e os temas pagãos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Difusão da arte renascentista</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51302"></a>Fora da Itália difundiram-se com certa rapidez as novidades estéticas italianas graças às viagens de artistas à Itália e à difusão proporcionada pela invenção da imprensa. Embora na arquitetura demorassem um pouco a se impor os critérios renascentistas, devido à permanência do gótico, na escultura e sobretudo na pintura chegaram a se destacar artistas extraordinários. No norte da Europa, onde ficara famoso o esplendor da escola gótica flamenga, minuciosa e de ricos cromatismos graças ao emprego do óleo, destacaram-se o gravador e pintor alemão Albrecht Dürer, que conjugou o estilo clássico renascentista com o gótico germânico com grande habilidade, e o flamengo Pieter Brueghel o Velho, interessado na reprodução de cenas da vida cotidiana não isentas de ironia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51298"></a>Na Espanha, a arte do Renascimento foi muito mais religiosa do que nos demais países da Europa, fruto do espírito da Contra-Reforma, e alcançou seu maior brilhantismo com a arquitetura austera de El Escorial, obra de Juan de Herrera y Gutiérrez de la Vega e com a obra de El Greco, que se caracteriza por figuras alongadas, de marcante espiritualidade, uma técnica livre e uma gama de cores e brilhos de origem veneziana.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Literatura</strong><br />
Ao lado das artes plásticas, a literatura italiana viveu uma época proto-renascentista personificada por Dante Alighieri, contemporâneo de Giotto. Sua obra mais representativa, a <em>Divina comédia</em>, pertencia à Idade Média por sua construção e suas idéias, mas sua visão subjetiva e sua poderosa expressividade a aproximavam do Renascimento. Petrarca e Boccaccio também pertenceram ao período literário que precedeu o Renascimento, por seus estudos do latim e seus escritos em língua vernácula.</p>
<p style="text-align: justify;">O alto Renascimento foi representado na Europa por indivíduos notáveis como o francês François Rabelais, o português Luís de Camões, o italiano Ludovico Ariosto e o britânico Christopher Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Música</strong><br />
Também a música alcançou um enorme desenvolvimento no Renascimento, época na qual triunfou a música vocal polifônica, conjunto de várias vozes e instrumentos formando um todo harmonioso, e a profana, exemplificada no madrigal. O coro da capela Sistina, do Vaticano, que participava dos serviços religiosos oficiados pelo papa, atraiu músicos e intérpretes vocais de toda a Itália e até mesmo do norte da Europa. Entre seus membros destacaram-se os compositores Josquin des Prés e Giovanni Pierluigi da Palestrina, mestre da polifonia religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Reforma, Contra-Reforma e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 13:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.


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O esplendor intelectual alcançado pelos humanistas contribuiu para o surgimento da Reforma, movimento de rebelião contra a Igreja Católica que convulsionou o centro da Europa ao longo do século XVI. O detonador da ruptura da unidade religiosa européia foi o alemão Martinho Lutero, ao colocar nas portas da igreja do castelo de Wittenberg, em 1517, suas famosas 95 teses, nas quais atacava, entre outros problemas, a venda de indulgências pelos papas.<span id="more-1454"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A atitude de Lutero não foi um fato isolado nem circunstancial e sim a resposta a uma época de crise. A Reforma coincidiu com um profundo descontentamento econômico, o desprestígio da hierarquia eclesiástica, a propagação de correntes místicas, os contínuos conflitos bélicos e uma desorientação espiritual generalizada. Era evidente, sobretudo para o clero germânico, a necessidade de uma reforma que devolvesse à igreja a essência do cristianismo.</p>
<p style="text-align: justify;">O luteranismo, que rechaçava ainda a autoridade do papa, a maioria dos sacramentos e o culto à Virgem e defendia a livre interpretação da Bíblia e a prioridade da fé sobre os atos como meio de salvação, não tardou a propagar-se por todo o norte e centro da Europa, sobretudo entre a nobreza.</p>
<p style="text-align: justify;">A reação católica teve como seu primeiro protagonista o imperador Carlos V , obstinado na luta contra os protestantes e na busca da unidade religiosa. Apesar da vitória imperial na batalha de Mühlberg em 1547, o resultado final foi a assinatura da Paz de Augsburgo em 1555, que confirmou a ruptura entre católicos e protestantes. A Igreja Católica buscou, além disso, combater a Reforma mediante a chamada Contra-Reforma, movimento de reação que se apoiou no Concílio de Trento (1545-1563) e na Companhia de Jesus. O concílio reafirmou os dogmas católicos atacados por Lutero, fortaleceu a hierarquia eclesiástica e estimulou o ensino da religião. Por sua vez, a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada em 1534 pelo espanhol Ignácio de Loyola, propôs-se a difundir, sob as ordens do papa, a doutrina católica por todo o mundo; para tanto, os jesuítas realizaram um amplo e abrangente trabalho educativo, por meio da criação de inúmeras escolas e universidades.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A era dos grandes inventos e descobrimentos geográficos</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/51299"></a>O anseio pelo conhecimento e o espírito científico do homem renascentista, cujo melhor protótipo foi Leonardo da Vinci, provocaram uma verdadeira revolução. Difundiram-se e aperfeiçoaram-se inventos orientais como a pólvora, que transformou a estratégia militar, e a bússola, que permitiu os grandes descobrimentos geográficos. Talvez o fato mais marcante tenha sido a invenção da imprensa, atribuída ao alemão Johannes Gutenberg, que aperfeiçoou os sistemas medievais de impressão com a criação dos tipos ou caracteres metálicos móveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O desenvolvimento da cartografia, os avanços na arte da navegação, o conhecimento da bússola, o desaparecimento das rotas comerciais das caravanas para o Oriente, devido à presença dos turcos otomanos, e o espírito dinâmico e curioso do homem moderno foram fatores que se conjugaram para tornar possíveis os grandes descobrimentos marítimos dos séculos XV e XVI, nos quais espanhóis e portugueses tiveram papel preponderante.</p>
<p style="text-align: justify;">As explorações portuguesas, incentivadas pelo Infante D. Henrique o Navegador, foram protagonizadas por Bartolomeu Dias, que chegou até o cabo das Tormentas (posteriormente cabo da Boa Esperança), no sul da África; Vasco da Gama, que alcançou a costa da Índia; e Pedro Álvares Cabral, que no ano de 1500 descobriu o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Os espanhóis, por sua vez, exploraram mais o Atlântico, pois pretendiam chegar às Índias pelo oeste, convencidos da esfericidade da Terra. O pioneiro dessas explorações foi Cristóvão Colombo, que realizou quatro viagens às terras que acreditava serem a Índia e que constituíam um novo continente. O dia 12 de outubro de 1492, quando a primeira expedição de Colombo desembarcou nas novas terras, é considerado a data do descobrimento da América. A partir de então e durante todo o século XVI os espanhóis, seguidos dos franceses, britânicos e portugueses, lançaram-se ao descobrimento de novas terras: Hernán Cortés conquistou o império asteca, Vasco Núñez de Balboa chegou até o mar do Sul (posteriormente oceano Pacífico), Francisco Pizarro dominou o império inca, Álvar Núñez Cabeza de Vaca percorreu o sul do que seriam os Estados Unidos e Juan Sebastián Elcano conseguiu completar a primeira circunavegação da Terra, iniciada por Fernão de Magalhães.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Arte do Renascimento</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista alcançou sua expressão máxima nas artes plásticas. Tratava-se de uma arte baseada na observação do mundo visível e em uma série de princípios matemáticos e racionais, como equilíbrio, harmonia e perspectiva. Pouco a pouco foram sendo substituídas as expressivas formas góticas por novas linhas em conformidade com os modelos da antiguidade clássica. Nas mãos de homens como Leonardo da Vinci, a arte não foi apenas uma forma de plasmar a beleza, mas também um aspecto do conhecimento, um meio de explorar a natureza e demonstrar a realização dos descobrimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">A origem da arte renascentista encontra-se na Itália e foi precedida por uma fase proto-renascentista, o <em>Trecento</em>, que se estendeu do final do século XIII até o fim do século XIV, estimulada pelo espírito cultural franciscano. O exemplo de são Francisco de Assis incentivou diversos poetas e artistas italianos a valorizarem a natureza. As obras do mais destacado pintor do <em>Trecento</em>, Giotto, revelam um novo estilo pictórico preocupado mais com o espaço, os volumes e a penetração psicológica dos personagens do que com as linhas decorativas e as composições hieráticas de seus predecessores como Cimabue, Duccio di Buoninsegna e Simone Martini.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong><strong> </strong></p>


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		<title>O quadro Político, Econômico e Social na Idade Moderna e o Renascimento</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 22:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[No século XIV, a baixa Idade Média entrava em pleno declínio e, com ela, parte do sistema feudal. O Sacro Império Romano-Germânico, que lutara anteriormente contra o papado para obter o controle da Itália e conseguir a união da Europa, encontrava-se muito debilitado, fragmentado entre diferentes famílias nobres rivais sobre as quais se estendia a autoridade quase honorária do imperador.


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</a>
No século XIV, a baixa Idade Média entrava em pleno declínio e, com ela, parte do sistema feudal. O Sacro Império Romano-Germânico, que lutara anteriormente contra o papado para obter o controle da Itália e conseguir a união da Europa, encontrava-se muito debilitado, fragmentado entre diferentes famílias nobres rivais sobre as quais se estendia a autoridade quase honorária do imperador.<span id="more-1452"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A crise afetava também a Igreja Católica, que, primeiro, em 1309, teve sua sede pontifícia transferida temporariamente para Avignon, no sul da França, e depois sofreu as conseqüências do chamado cisma do Ocidente, no qual o mundo cristão se dividiu entre os partidários do papa Urbano VI e os do antipapa Clemente VII.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Evolução política</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A reorganização política teve início na Itália no final do século XIII, com sua desvinculação do poder imperial e sua fragmentação em diversas cidades-estados, que passaram do regime comunal ou municipal para o senhorial, exercido por algumas famílias nobres, como os Gonzaga, os Sforza e os Medici. Mais tarde essas cidades se converteram no centro dos vários estados italianos da época moderna &#8212; as repúblicas de Veneza e de Florença, o ducado de Milão, o reino de Nápoles e os estados pontifícios, que mantiveram entre si constantes conflitos na tentativa de conquistar a hegemonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fragmentação não ocorreu em outros territórios europeus onde, ao contrário, se estabeleceram diversas monarquias nacionais e autoritárias: a Espanha dos reis católicos, a Inglaterra de Henrique VII e a França de Luís XI. Isso se deveu, em primeiro lugar, à consolidação da autoridade do soberano frente ao poder da nobreza. Esses novos estados modernos caracterizaram-se pela centralização, a organização administrativa, a crescente burocratização e a criação de um exército poderoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Na implantação desses regimes autoritários, teve grande importância a mudança produzida na mentalidade política, que, baseando-se no direito romano e na filosofia aristotélica, legitimaria a autoridade suprema do monarca e a existência de um estado forte e organizado. A grande figura do pensamento político da época foi o florentino Nicolau Maquiavel, autor de <em>O príncipe</em> (1513), no qual elaborou uma teoria política que separava pela primeira vez a moral dos indivíduos da moral, ou razão, de estado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Economia e sociedade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora a base da economia continuasse a ser a agricultura, conquistaram grande impulso a indústria têxtil, a mineração e, sobretudo, as atividades comerciais, graças ao ápice do desenvolvimento das cidades mediterrâneas (Veneza, Marselha, Nápoles) e do norte da Europa (Antuérpia, Amsterdam, Hamburgo). A crescente importância do setor comercial resultou na fortuna de famílias como as dos Medici, os Strozzi ou os Fugger, que lhes permitiram intervir de forma direta na política ou dar seu apoio financeiro às monarquias que atravessavam crises econômicas.</p>
<p style="text-align: justify;">O descobrimento da América representou um fato transcendental para a vida econômica do Renascimento. Abriram-se novos mercados, floresceram cidades da orla atlântica, como Sevilha e Lisboa, e fluíram os metais e as riquezas, que proporcionaram grandes benefícios a burgueses e banqueiros e permitiram que a Espanha realizasse uma ampla política de intervenção em grande parte da Europa e do Mediterrâneo. No entanto, a excessiva afluência de tesouros americanos ao continente europeu favoreceu uma alarmante alta dos preços devido à abundância da moeda em circulação.</p>
<p style="text-align: justify;">O desaparecimento das grandes pestes medievais, o auge da vida urbana e certos melhoramentos nas condições de vida das populações ocasionaram um crescimento demográfico expressivo em quase toda a Europa ocidental, conseqüência da alta taxa de natalidade e do declínio da mortalidade infantil. As principais zonas de povoamento eram o norte da Itália, os Países Baixos e o centro da França.</p>
<p style="text-align: justify;">No topo da estrutura social estava a nobreza, que se havia instalado nas grandes cidades, em luxuosos palácios ou mansões, seguida pela alta burguesia, enriquecida pelo comércio e pelos negócios financeiros. Os camponeses, que constituíam a classe menos favorecida, viviam em condições extremamente desfavoráveis. Recorreram muitas vezes a revoltas, criando um clima de instabilidade social.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um mundo em transformação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O espírito renascentista expressou-se desde cedo no humanismo, movimento intelectual que teve início e alcançou seu apogeu na Itália, protagonizado por Giannozzo Manetti, Marsilio Ficino e Lorenzo Valla, entre outros. Os humanistas buscaram respostas para as questões do momento e para isso recorreram tanto ao cristianismo como à filosofia greco-latina. Criaram assim um sistema intelectual caracterizado pela supremacia do homem sobre a natureza e pela rejeição das estruturas mentais impostas pela religião medieval. A intenção do humanismo era desenvolver no homem o espírito crítico e a plena confiança em suas possibilidades, condições que lhe haviam sido proibidas durante a época medieval.</p>
<p style="text-align: justify;">Da Itália, o humanismo difundiu-se até o norte e estendeu-se por quase toda a Europa graças à invenção da imprensa, que facilitou a divulgação dos textos clássicos e das novas idéias com grande rapidez. O mais destacado humanista do norte da Europa foi Erasmo de Rotterdam, autor de <em>Encomium moriae</em> (1509; <em>O elogio da loucura</em>), obra em defesa da tolerância e da liberdade de pensamento que resumiu a essência moral do humanismo. Entre os humanistas espanhóis destacou-se Juan Luis Vives.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>Renascimento uma Visão Geral</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Nov 2010 22:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A descoberta de novos continentes, a visão antropocêntrica do mundo, a invenção da bússola e da imprensa, a afirmação dos estados nacionais e a difusão de variadas formas artísticas inspiradas no mundo greco-latino definiram a configuração do Renascimento, um brilhante período da cultura européia que se seguiu à Idade Média.


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A descoberta de novos continentes, a visão antropocêntrica do mundo, a invenção da bússola e da imprensa, a afirmação dos estados nacionais e a difusão de variadas formas artísticas inspiradas no mundo greco-latino definiram a configuração do Renascimento, um brilhante período da cultura européia que se seguiu à Idade Média.<span id="more-1449"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como Renascimento designa-se o poderoso movimento artístico e literário que surgiu na Itália dos séculos XV (<em>Quattrocento</em>) e XVI (<em>Cinquencento</em>), irradiando-se depois para a Europa ao norte dos Alpes, promovendo em toda parte um pronunciado florescimento da arquitetura, escultura, pintura e das artes decorativas, da literatura e da música e um novo enfoque da política. Embora hoje também se fale, metaforicamente, em renascenças na história da civilização egípcia antiga ou da chinesa, trata-se na verdade de um fenômeno específico da civilização européia moderna que, malgrado o intervalo da Idade Média, nunca esqueceu suas bases na civilização greco-romana da antiguidade, da civilização &#8220;clássica&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerado a princípio por eruditos e historiadores como um ressurgimento da cultura clássica depois de um amplo declínio medieval, mais tarde o termo adquiriu também uma série de conotações políticas, econômicas e até religiosas. Embora, de modo geral, o movimento tenha sido considerado como de total oposição ao período medieval, alguns historiadores tendem a ver o Renascimento mais como um processo evolutivo do que uma ruptura profunda, pois diversas manifestações renascentistas foram identificadas já no início do século XII. Entre esses prenúncios destacaram-se a redução da influência da Igreja Católica e do Sacro Império Romano-germânico, o surgimento das cidades-estados, o desenvolvimento das línguas nacionais e o início do desmoronamento das estruturas feudais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Historiografia </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi Jules Michelet quem, no século XIX, incorporou em definitivo a expressão Renascimento à terminologia histórica. Entretanto, a idéia de um renascer cultural encontra-se nos próprios humanistas dos séculos XII, XIV e XVI, que a definem enfaticamente. Em oposição ao que consideram ser as trevas medievais, exaltam os novos tempos, em que ressurgem as letras e as artes. Petrarca orgulha-se de haver feito renascer os estudos clássicos, esquecidos por muitos séculos. Bocaccio atribui a Dante o ressurgimento da poesia e a Giotto, o renascer da pintura. Lorenzo Valla<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-admin/44741"></a>, em <em>Elegantiae lingua latinae</em> (1471; <em>Elegâncias do latim</em>), proclama que &#8220;a pintura, a escultura e a arquitetura, depois de prolongada e profunda degeneração, em que chegaram quase a morrer com a própria cultura, renascem e revivem agora&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">É, porém, com a obra do artista e historiador de arte Giorgio Vasari que o termo <em>rinascita</em> define a renovação artística dos séculos XIII a XIV, de Giotto a Michelangelo. Descreve Vasari &#8220;a vida, as obras, o talento artístico e as vicissitudes dos que fizeram ressuscitar as artes já envelhecidas&#8221;. E acrescenta: &#8220;Quem contemplou a história da arte em sua ascensão e em seu declínio compreenderá mais facilmente o sucesso de seu renascimento [<em>della sua rinascita</em>] e da perfeição a que tem chegado em nossos dias.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Os primeiros passos na definição historiográfica do período registraram-se no século XVIII com o racionalismo, quando se formulou a antítese entre a Idade Média (caracterizada como um período que não se regia pela razão) e o Renascimento. Além disso, alguns homens de letras, como o francês Voltaire e o britânico Edward Gibbon, começaram a considerar a queda de Constantinopla, em 1453, como um fato de valor transcendental para o Ocidente, uma vez que tal acontecimento permitiu um conhecimento mais profundo da cultura greco-latina. Outro historiador britânico, William Roscoe, em seu livro <em>The Life of Lorenzo de Medici</em> (1795; <em>A vida de Lourenço de Medici</em>), demonstrou pela primeira vez o papel primordial exercido no início do século XVI por Florença, vista como a &#8220;nova Atenas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">No século XIX sistematizaram-se os estudos sobre o Renascimento. Michelet estabeleceu, em <em>L&#8217;Histoire de la Renaissance</em> (1855; <em>A História do Renascimento</em>), a expressão para designar uma determinada época cultural e histórica. É característica, nessa fase, a total identificação de Renascimento e humanismo: este, tendo desenterrado os tesouros artísticos e literários da antiguidade greco-romana, é considerado a base do Renascimento, da criação das obras de arte novas pelo aproveitamento das lições gregas e romanas. Essa identificação ainda inspira a mais influente de todas as obras sobre o Renascimento, a de Jacob Burckhardt.</p>
<p style="text-align: justify;">Contemporâneo de Michelet, o grande historiador Burckhardt escreveu <em>Die Kultur der Renaissance in Italien</em> (1860;<em> A cultura do Renascimento na Itália</em>), no qual considerou que a arte renascentista foi o ponto mais alto atingido pela produção cultural da Europa moderna, pois atingiu o meio-termo feliz entre o primitivismo ingênuo da Idade Média e a exaltação artificial do barroco. Pelo estudo do sereno equilíbrio dos gregos, os artistas do Renascimento teriam conseguido o mesmo equilíbrio entre realismo e idealismo: uma nova arte clássica.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Burckhardt, essa vitória não se limita à arquitetura, à escultura e à pintura. O Renascimento descobriu o mundo exterior, que a Idade Média cristã havia exorcizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Descobriu a beleza física do homem e da mulher. Descobriu, no centro desse mundo novo, o grande indivíduo. Homens como Leon Battista Alberti, Leonardo da Vinci e Michelangelo são gênios universais, grandes artistas, grandes poetas e grandes cientistas ao mesmo tempo. O Renascimento teria sido a mais &#8220;genial&#8221; de todas as épocas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo descoberto o mundo, o Renascimento também quis dominá-lo pela inteligência. Não dispondo ainda das ciências naturais e matemáticas, de Galileu e Descartes, pretendeu realizar sua ambiação pela magia, pelos estudos cabalísticos de Pico della Mirandola e pela astrologia, em que acreditava mais que na religião cristã. O ponto de vista estético dominava até a política: os &#8220;tiranos&#8221; como Giangaleazzo Visconti e Lourenço de Medici em Florença e o rei Ferrante em Nápoles transformaram seus estados em obras de arte, cientificamente administrados. Maquiavel escreveu-lhes a teoria.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, pelas façanhas desse individualismo, o Renascimento pagou um alto preço: a decadência moral. A Itália do século XVI afigura-se aos historiadores um país de criminosos inteligentíssimos. A autobiografia do ourives e escultor Benvenuto Cellini, um dos documentos mais característicos da época, descreve a vida de um homem genial e sem nenhum escrúpulo. O próprio Burckhardt, humanista pouco cristão, sente um calafrio ao falar de Maquiavel, e olha com horror fascinado os crimes de César Borgia. Posteriormente, no século XX, surgiram numerosos estudos sobre a arte do período, como os de Erwin Panofsky, André Chastel e Rudolf Wittkower.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem e os Links abaixo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Barsa</strong></p>


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		<title>O Renascimento e a Retomada do Racionalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 00:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa, com o Renascimento.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa com o Renascimento.<span id="more-1434"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Renascimento, período da história européia caracterizado por um renovado interesse pelo passado greco-romano clássico, especialmente pela sua arte. O Renascimento começou na Itália, no século XIV, e difundiu-se por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformou-se em uma sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas, com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da educação, das artes e da música.</p>
<p style="text-align: justify;"> O termo “Renascimento” foi empregado pela primeira vez em 1855, pelo historiador francês Jules Michelet, para referir-se ao “descobrimento do Mundo e do homem” no século XVI. O historiador suíço Jakob Burckhardt ampliou este conceito em sua obra <em>A civilização do renascimento italiano</em> (1860), definindo essa época como o renascimento da humanidade e da consciência moderna, após um longo período de decadência.</p>
<p style="text-align: justify;"> O Renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara, Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e demográfica dos séculos XII e XIII.</p>
<p style="text-align: justify;"> Uma das mais significativas rupturas renascentistas com as tradições medievais verifica-se no campo da história. A visão renascentista da história possuía três partes: a Antigüidade, a Idade Média e a Idade de Ouro ou Renascimento, que estava começando.</p>
<p style="text-align: justify;"> A idéia renascentista do humanismo pressupunha uma outra ruptura cultural com a tradição medieval. Redescobriram-se os <em>Diálogos</em> de Platão, os textos históricos de Heródoto e Tucídides e as obras dos dramaturgos e poetas gregos. O estudo da literatura antiga, da história e da filosofia moral tinha por objetivo criar seres humanos livres e civilizados, pessoas de requinte e julgamento, cidadãos, mais que apenas sacerdotes e monges.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os estudos humanísticos e as grandes conquistas artísticas da época foram fomentadas e apoiadas economicamente por grandes famílias como os Medici, em Florença; os Este, em Ferrara; os Sforza, em Milão; os Gonzaga, em Mântua; os duques de Urbino; os Dogos, em Veneza; e o Papado, em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo das belas-artes, a ruptura definitiva com a tradição medieval teve lugar em Florença, por volta de 1420, quando a arte renascentista alcançou o conceito científico da perspectiva linear, que possibilitou a representação tridimensional do espaço, de forma convincente, numa superfície plana.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os ideais renascentistas de harmonia e proporção conheceram o apogeu nas obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo, durante o século XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> Houve também progressos na medicina e anatomia, especialmente após a tradução, nos séculos XV e XVI, de inúmeros trabalhos de Hipócrates e Galeno. Entre os avanços realizados, destacam-se a inovadora astronomia de Nicolau Copérnico, Tycho Brahe e Johannes Kepler. A geografia se transformou graças aos conhecimentos empíricos adquiridos através das explorações e dos descobrimentos de novos continentes e pelas primeiras traduções das obras de Ptolomeu e Estrabão.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo da tecnologia, a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a difusão dos conhecimentos e o uso da pólvora transformou as táticas militares, entre os anos de 1450 e 1550.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo do direito, procurou-se substituir o abstrato método dialético dos juristas medievais por uma interpretação filológica e histórica das fontes do direito romano. Os renascentistas afirmaram que a missão central do governante era manter a segurança e a paz. Maquiavel sustentava que a <em>virtú</em> (a força criativa) do governante era a chave para a manutenção da sua posição e o bem-estar dos súditos.</p>
<p style="text-align: justify;"> O clero renascentista ajustou seu comportamento à ética e aos costumes de uma sociedade laica. As atividades dos papas, cardeais e bispos somente se diferenciavam das usuais entre os mercadores e políticos da época. Ao mesmo tempo, a cristandade manteve-se como um elemento vital e essencial da cultura renascentista. A aproximação humanista com a teologia e as Escrituras é observada tanto no poeta italiano Petrarca como no holandês Erasmo de Rotterdam, fato que gerou um poderoso impacto entre os católicos e protestantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Encarta</strong></p>


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		<title>Dia de Finados, 2 de Novembro. Saudades sim! Tristeza não!</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2010 23:46:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo ano no dia 2 de Novembro, em grande parte do mundo lembramo-nos dos nossos finados. É o dia dos mortos, é o dia em que milhares de pessoas vão ao cemitério ou outros locais onde se lembram dos seus entes queridos que se foram... Todos nós seres humanos sabemos que vamos morrer. Sabemos que somos finitos, mas através das religiões e da Fé nos são dadas a esperança da Vida Eterna.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Todo ano no dia 2 de Novembro, em grande parte do mundo, lembramo-nos dos nossos finados. É o dia dos mortos, é o dia em que milhares de pessoas vão ao cemitério ou outros locais onde se lembram dos seus entes queridos que se foram&#8230; Todos nós seres humanos sabemos que vamos morrer. Sabemos que somos finitos, mas através das religiões e da Fé nos são dadas a esperança da Vida Eterna.<span id="more-1383"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para os Católicos o dia de finados também é dia de ir à missa. É dia de orarmos e rezarmos por nossos antepassados, por nossas raízes milenares. Devemos nos lembrar de toda uma geração, de todos nossos patriarcas, de todos nossos ancestrais.</p>
<p style="text-align: justify;">O dia dos mortos já é celebrado há milênios, Leia o texto&gt;&gt; <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/11/01/origem-do-dia-dos-mortos-dia-de-finados-2-de-novembro/" target="_blank">“Origem do dia dos Mortos&#8230;”</a></span>. </strong>O que pretendo destacar neste ano quanto ao dia dos mortos (dia dos Finados) é o fato de que podemos ter saudades sim, é claro. Quem não tem saudades dos seus entes queridos? Pais, irmãos, tios, primos, e mesmo filhos que se foram, além dos amigos que nos precederam. Mas não devemos ficar tristes, a tristeza se dá para quem não tem a esperança de um reencontro.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos nos reencontrar com nossos entes queridos de diversas maneiras, além das espirituais. Podemos nos lembrar dos momentos felizes, dos aprendizados, das viagens, dos ensinamentos. Podemos reencontrarmo-nos através das imagens, das fotos, dos vídeos, das conversas com os amigos e familiares que nos fazem  lembrar dos entes queridos, e de tantas outras maneiras.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto é bom que fiquem as boas lembranças, que fiquem as boas imagens. A Vida do ser humano é mesmo fascinante. Somos os únicos seres que pensam a Vida e pensam a Morte. Ter saudades é mais do que normal, Porém para quem é religioso e acredita em uma vida espiritual, ou mesmo em uma metafísica que transforme esta vida Terrena em uma simples passagem &#8211; um estágio para outro momento &#8211; a tristeza não triunfa jamais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como dizem o Padre Marcelo Rossi e todo o clero, Saudade sim! Tristeza não!</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Nas Alturas da Espiritualidade Árabe e do Oriente</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 02:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este texto que segue me foi enviado pelo amigo José Maria Dias, a quem se devem os créditos e comentários.
Um dos elementos que  distingue a literatura árabe é a espiritualidade. É mais fácil  reconhecer a espiritualidade do que defini-la. Ela é a presença do sobrenatural em nossa vida e em nossos escritos. É a convicção de que há um mundo superior a este mundo, valores superiores ao interesse, a riqueza, ao prazer, à dominação e aos valores terrenos, e que a vida humana deve ser uma viagem que nos leva do limitado ao ilimitado em nós, da cegueira à compreensão, do amor de si ao dom de si. 



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Este texto que segue me foi enviado pelo amigo José Maria Dias, a quem se devem os créditos e comentários.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos elementos que  distingue a literatura árabe é a espiritualidade. É mais fácil  reconhecer a espiritualidade do que defini-la. Ela é a presença do sobrenatural em nossa vida e em nossos escritos. É a convicção de que há um mundo superior a este mundo, valores superiores ao interesse, a riqueza, ao prazer, à dominação e aos valores terrenos, e que a vida humana deve ser uma viagem que nos leva do limitado ao ilimitado em nós, da cegueira à compreensão, do amor de si ao dom de si.<span id="more-1374"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo concreto nos introduzirá de imediato no mundo fascinante da espiritualidade na literatura árabe; &#8220;Remeteram um dia, a Ibn Hassan An-Nuri a importância de 300 dinares de ouro, proveniente da venda de uma propriedade sua. Levou-os consigo até a ponte de Saráf, sentou-se à margem do rio e começou a lançar as peças de ouro uma após a outra na água. Cada vez que lançava uma peça, dizia: &#8220;Senhor meu, queres afastar-me de Ti, expondo-me à sedução desta peça de ouro&#8230; E desta&#8230; E  desta?”Até ter jogado toda a importância na água.  Ibn Hassan an-Nure não foi o único. Antes dele e depois  dele, inúmeros homens do mundo e eremitas foram mais atraídos pela amizade com Deus do que pelas riquezas e glórias desta terra, sentindo e agindo como se o Além fizesse parte de sua vida quotidiana. E como eram eles, ao mesmo tempo, grandes escritores ou poetas, registraram seus sentimentos e suas experiências em contos, preces, poemas, preleções e historias que iluminam a literatura árabe de uma aurora  eterna, projetando seus ideais para além dos limites do homem e do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que a literatura árabe é a literatura da espiritualidade? Pelas mesmas circunstâncias que a tornaram a literatura da sabedoria e da imaginação. O destino fez daquela terra a pátria dos profetas e dos santos, o lugar de encontro entre o homem e Deus. E a Natureza completou a obra do destino, dando ao Oriente Médio a configuração geográfica mais adequada a manter uma vida espiritual rica: as montanhas e o deserto.</p>
<p style="text-align: justify;"> No Oriente Médio, as montanhas têm sido sempre elevações espirituais tanto quanto geográficas. Naquelas alturas dominadas à noite por um firmamento tão límpido e estrelado que parece um teto apenas mais elevado do que outros, a inspiração divina tem descido sobre os homes, dos mais humildes aos mais preeminentes. Foi nas montanhas do Oriente Médio que Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos, que Zaratustra concebeu seu ideal do super-homem, que Jesus pregou o seu mais belo sermão da História (justamente chamado o sermão da montanha) e que Maomé foi incumbido de sua missão profética. O deserto foi, ao seu modo, outro caminho rumo ao sobrenatural. O deserto é como um oceano arenoso ilimitado. Suas ilhas são os oásis. Mas ele possui algo que nenhum oceano possui: as miragens, essas ilusões óticas que apagam  o limite entre o real e o irreal e transformam o deserto numa região feérica. De dia, alturas aparecem ao longe. Não se sabe se são montanhas ou miragens. De noite, luzes brilham no horizonte, não se sabe se são luzes ou estrelas.</p>
<p style="text-align: justify;">No Deserto toda hora, a imensidão e o silêncio dão a sensação do infinito&#8230; O homem se sente só e anseia instintivamente por um apoio sobre-humano, por uma presença divina&#8230; O santo se torna mais santo&#8230; O crente se torna mais crente&#8230;  O cético é invadido por uma dúvida e uma angustia irresistível.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi nesse duplo quadro de beleza e de inspiração que povos já dotados pela Natureza do senso do sobrenatural criaram uma literatura mais espiritual do mundo. Citemos mais um exemplo: &#8220;Conta Al-maqdisse que sendo companheiro de Ibrahim Ibn Adhas, interrogou-o um dia sobre sua conversão ao misticismo, e como havia abandonado seu trono para procurar a Deus&#8230; Ibrahim respondeu-lhe: Estava eu sentado em meu palácio quando vi pela janela um mendigo que se postara diante da minha porta. O mendigo tirou do seu alforje um pedaço de pão seco, molhou-o na água e comeu-o. Depois bebeu a água, rendeu graças a Deus e dormiu no chão. Mandei um dos meus servidores vigiar aquele faquir e trazê-lo a mim quando acordasse&#8230; Ao chegar mais tarde à minha presença, saudou-me e retribui-lhe a saudação, fiz que sentasse e disse-lhe: Ó faquir, tendo fome, comeste aquele pão e ficastes satisfeito? Sim. Tinhas sede e bebestes a água com prazer? Sim. Dormiste sem inquietação nem preocupação e estás repousado? Sim. Tudo isto me fez refletir profundamente: Que tenho a fazer, disse a mim mesmo, com todo luxo deste mundo, onde não encontro satisfação, enquanto a alma pode estar contente com o que acabo de ver e ouvir? Concluí então um pacto de arrependimento com Deus. Quando chegou à noite, cobri-me com um manto de pele e um barrete de lã e fugi de pés nus do meu palácio, para levar uma vida errante, como aquele mendigo vagabundeando em direção a Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, apesar do intercâmbio das culturas, é ainda o Oriente que produz as grandes obras espirituais da literatura universal. Basta mencionar os nomes de Tagore e de Giban. E a literatura  árabe, mesmo neste século de ferro, continua a pregar a superioridade dos bens espirituais sobre os bens materiais e a convidar o homem a procurar a felicidade e a grandeza menos na opulência e na dominação do que na paz de espírito e nos atos de abnegação e de heroísmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">(Texto enviado por José Maria Dias)</p>


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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 00:37:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vamos pensar e refletir um pouquinho sobre o porquê das diversas denominações religiosas e da divisão até mesmo dentro do Cristianismo. Sabemos que há milhares de religiões espalhadas pelo mundo a fora. As proporções são mais ou menos as seguintes: 


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/80__160x120_labirinto-da-vida.jpg" alt="labirinto-da-vida" title="labirinto-da-vida" />
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Este texto que segue foi recomposto por mim, mas é um tema originário do amigo José Maria dias a quem devo os créditos.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos pensar e refletir um pouquinho sobre o porquê das diversas denominações religiosas e da divisão até mesmo dentro do Cristianismo. Sabemos que há milhares de religiões espalhadas pelo mundo a fora. As proporções são mais ou menos as seguintes:<span id="more-1362"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>1. Cristãos, </strong>perfazem um total de <strong>2,2 bilhões de seguidores</strong> no mundo, se baseia na vida e nos ensinamentos de <strong>Jesus Cristo</strong> narrada por seus discípulos, os ensinamentos estão basicamente no <strong>Novo Testamento</strong> da <strong>Bíblia Sagrada</strong>. Todavia os Cristãos, seguidores de Cristo, estão divididos em denominações diferentes. São elas: <strong>1</strong>.<strong>1.</strong> <strong>Católicos</strong> com mais ou menos a metade de todos os Cristãos, algo como <strong>1,1 bilhão de seguidores</strong>; os <strong>Ortodoxos</strong> estão focados no oriente, são eles <strong>católicos russos</strong> e a <strong>católicos ortodoxos</strong>, ambos têm afinidade com a Igreja Católica Apostólica Romana. <strong>1.2</strong>. <strong>Protestantes</strong> <strong>Evangélicos</strong> em uma quantidade de aproximadamente <strong>33.600 denominações diferentes</strong> totalizam a outra metade, ou seja, <strong>1,1 bilhão</strong>. Juntos, Católicos e Protestantes <strong>perfazem 33%</strong> de pessoas seguidoras da doutrina Cristã no mundo, os outros 66% estão divididos entre outras religiões não cristãs.</p>
<p style="text-align: justify;"> Assim “apenas” 1/3 do Planeta é de Cristãos e estão concentrados em sua grande maioria no mundo ocidental, principalmente na Europa, América, Austrália e África do Sul.  A maioria dos religiosos no mundo, os outros 2/3 são de <strong>não-cristãos</strong>. De qualquer maneira <strong>Cristãos</strong> e <strong>mulçumanos</strong> são monoteístas, ou seja, acreditam em um único Deus. Estes perfazem aproximadamente 53% do Planeta religioso.</p>
<p style="text-align: justify;">  <strong>2</strong>. <strong>Islamismos</strong> (Mulçumanos) com aproximadamente 20% da população mundial. É uma das religiões que mais cresce no mundo atualmente. É também um sistema que monitora a política, a economia e a vida social. <strong>Seu livro sagrado é o</strong> <strong>Alcorão</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"> Outro fato que ocorre no mundo é que ele, quase sempre esteve dividido. Em época recente do pós-guerra tivemos dois blocos: os Capitalistas liderados pelos EEUU, e os Socialistas ou Comunistas liderados pela Rússia ou antiga União Soviética. Agora temos um embrião em desenvolvimento muito acelerado que germina nova divisão: o <strong>mundo ocidental</strong>, <strong>Cristão</strong> e o <strong>mundo oriental Mulçumano</strong>, ambos monoteístas. Será que o Deus mulçumano não é o Deus dos Cristãos?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3</strong>. <strong>Hinduísmo</strong>, com quase um bilhão de fiéis, é a <strong>terceira maior religião</strong> e a mais velha do mundo. A religião <strong>se baseia em textos</strong> <strong>como os Vedas, os Puranas, o Mahabharata e o Ramayama. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>4. Religiões Chinesas </strong>com ½ bilhão de seguidores.</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>5</strong>. <strong>Budismo</strong> com quase ½ bilhão de fies. De maneira similar ao Cristianismo, seus discípulos escreveram acerca de suas realizações e ensinamentos para que seus posteriores fiéis pudessem conhecê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;"> 6. <strong>Judaísmo:</strong> teve início na Palestina, ainda no século XVII a.C., seu patriarca é Abraão. Atualmente só possuem 14 milhões de seguidores no mundo. O judaísmo é a Religião que “deu origem” ao Cristianismo. Os primeiros Cristãos, em sua maioria, eram Judeus.</p>
<p style="text-align: justify;"> 7. <strong>Religiões Espíritas e/ou Afro-descendentes. </strong>Poderíamos incluir aí também as religiões ameríndias e outras afins. Há também um número bem grande de seguidores destas religiões no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"> Agora vamos lembrar o que diz a mais recente constituição do Brasil de 1988. No Art. 5, parágrafo VI, reza o seguinte, <strong>&#8220;É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e suas liturgias&#8221;.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Temos que refletir outra questão: será que a nossa religião Cristã é a única correta? As outras denominações pelo mundo a fora estão todas equivocadas? Bem, além desse questionamento e reflexão gostaria de lembrar que nós, do mundo ocidental, somos na imensa maioria Cristãos, seja lá de qual dos milhares de denominações formos&#8230;  Lembrando ainda que a cada dia surge uma “seita” nova se dizendo cristã. Outro fato é que esse mundo que se diz Cristão defronta-se com um paradoxo: <strong>cria leis e normas não cristãs</strong>. Para ver mais sobre este tema leia o texto: “<span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/18/o-mundo-que-se-diz-cristao-e-suas-leis-nao-cristas/" target="_blank"><strong>O mundo que se diz Cristão e suas leis não cristãs</strong>”.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos avante, este mundo “do lado de Cá” quer impor suas normas e leis e religião ao “mundo de lá”. Será que isso está correto? Quando impusemos nossa religião, aos índios, aos africanos escravizados na América por nós cristãos e aos povos da América latina como os descendentes dos Incas, etc. Estávamos certos em fazê-lo? Ainda mais pela força? Daí surge um dos motivos do Sincretismo religioso&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Gostaríamos agora, para completar este texto, de ouvir você nosso leitor que terá o livre arbítrio de se manifestar, sobre o que é, e como ou porque surgiram as várias religiões, e se são os verdadeiros caminhos para a vida eterna. Sabemos que cada religião tem o seu “sacerdote”, que prega sua doutrina litúrgica de acordo com sua “Bíblia” ou seu “livro sagrado”. É bom lembrar que cada “livro sagrado” correspondente a uma religião, e muitas vezes têm seu conteúdo particular para ser pregado de acordo com sua doutrina. Afinal, de qual delas provém o verdadeiro caminho para Deus? Será que este caminho é único, só há uma opção?</p>
<p style="text-align: justify;"> Todos os fiéis que seguem uma religião vão em busca de lenitivos para sua alma e soluções para seus problemas, além de  procurar o caminho para sua salvação eterna &#8211; referimo-nos às religiões e crenças que pregam a vida eterna. Os Cristãos, por exemplo, vão dizer que o caminho é um só, Jesus Cristo. “Eu Sou o Caminho a Verdade e a Vida, Ninguém vem ao Pai se não por mim”. Disse Jesus. No entanto cada religião diz que há um caminho, e há uma metodologia a ser seguida. Pense bem! Se o principal objetivo dos “Sacerdotes” que pregam as <strong>diversas palavras</strong> fosse tão somente a salvação, por que então as diferentes religiões e/ou denominações não fazem as pazes e trabalham juntas? E por que os Cristãos, que estão divididos entre milhares de denominações espalhadas pelo mundo a fora e ensinam que o verdadeiro caminho é o Senhor Jesus Cristo,  Não estão em unidade? Por que há tanta separação entre os próprios Cristãos? E por que nós cristãos nos julgamos o único caminho para Deus?</p>
<p style="text-align: justify;"> NB: FAÇA SEU COMENTARIO RESPEITANDO O QUE DIZ O ART. 5 da constituição.</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></p>


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		<title>Toda Nossa Senhora é Maria Mãe de Todos</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Oct 2010 01:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Como estamos próximos de mais uma festa mariana em 12 de Outubro, precisamos relembrar esse tema. Os Católicos sabem que todas as Nossas Senhoras são a mesma Maria mãe de Jesus Cristo, ou Maria mãe de Deus. Como somos todos irmãos, Maria também é Nossa Mãe. Assim, Nossa Senhora Aparecida é Maria. Da mesma maneira Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora de Fátima, de Lurdes, de Guadalupe, de Medjugore, de Lujan (na Argentina) e tantas outras aparições ou fatos misteriosos que envolvem Maria nossa Mãe.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/maria-nossa-mae.jpg" title="" class="shutterset_singlepic79" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/79__160x120_maria-nossa-mae.jpg" alt="maria-nossa-mae" title="maria-nossa-mae" />
</a>
Como estamos próximos de mais uma festa mariana em 12 de Outubro, precisamos relembrar esse tema. Os Católicos sabem que todas as Nossas Senhoras são a mesma Maria mãe de Jesus Cristo, ou Maria mãe de Deus. Como somos todos irmãos, Maria também é Nossa Mãe. Assim, <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/10/09/12-de-outubro-dia-de-nossa-senhora-aparecida-e-dia-das-criancas/" target="_blank"><strong>Nossa Senhora Aparecida</strong> </a>é Maria. Da mesma maneira <a title="Nossa Senhora da Penha" href="http://www.benitopepe.com.br/2011/10/09/igreja-da-penha-o-santuario-renovado-e-a-festa-da-penha-de-n%C2%BA-376/" target="_blank">Nossa Senhora da Penha</a>, Nossa Senhora de Fátima, de Lurdes, de Guadalupe, de Medjugore, de Lujan (na Argentina) e tantas outras aparições ou fatos misteriosos que envolvem Maria nossa Mãe.<span id="more-1323"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nossa Senhora da Conceição Aparecida ou Aparecida do Norte, é o mesmo caso. Mas não podemos confundir todas as Santas com Maria. Há diversas Santas Mulheres que viveram uma vida em clausura ou não e são Santas, ou porque foram martirizadas ou porque nao negaram a sua fé até a morte. Enfim são Santas (Separadas) do mundo, mas não só neste sentido e sim por milagres atribuidos às suas inteceções. Para exemplificar estes casos vou citar Santa Teresinha, que foi uma monja Carmelita.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo segue um resumo do texto sobre Santa Teresinha do Menino Jesus, apresentado pela Canção Nova na seção Santo do Dia:</p>
<p style="text-align: justify;">A santa de hoje (dia 01 de Outubro) nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração &#8211; e o de todos nós &#8211; foi feito para amar. Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária &#8220;desde a criação do mundo até a consumação dos séculos&#8221;. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia &#8220;História de uma alma&#8221; e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: <em>&#8220;Oh!&#8230;amo-O. Deus meu,&#8230;amo-Vos!&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada &#8220;Patrona Universal das Missões Católicas&#8221; em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, este foi apenas um parêntesis que abri para deixar claro aos que não sabiam que não podemos confundir as diversas Santas com as Aparições Marianas. Estas estão em outro nível, requerem videntes ou fatos extraordinários envolvendo a Mãe de Deus. E por que a Mãe de Deus não poderia interceder por nós?</p>
<p style="text-align: justify;">Para uma resposta mais completa leia os links que apresento abaixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro fato também interessante de lembrarmos é que <strong>em outubro</strong> não ocorre somente a festa de Nossa Senhora de Aparecida em São Paulo, na cidade de mesmo nome: Aparecida. Ocorrem diversas festividades marianas pelo Brasil a fora. Como vivo no <strong>Rio de Janeiro</strong>, vou lembrar a maior festividade mariana que temos por aqui, chama-se popularmente “Festa da Penha”. Esta festa está em sua <strong>375ª Festa de Nossa Senhora da Penha. </strong>Lembro-me desta festa desde criança quando ia com meus pais e avós até a famosa Escadaria, pelo caminho passávamos por diversas barracas onde se vendia milho cozido, cachorro quente, e tantas guloseimas. Esta tradição continua. Veja a programação para a <strong>Festa da Penha</strong> no Mês de Outubro do ano de 2010:</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="Festa da Penha em outubro de 2011" href="http://www.benitopepe.com.br/2011/10/09/igreja-da-penha-o-santuario-renovado-e-a-festa-da-penha-de-n%C2%BA-376/" target="_blank"><strong>Para ver a programação para o ano de 2011 clique aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">2 de outubro:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15h &#8211; Lavagem da escadaria</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>17h30min. &#8211; Caminhada Jovem e Procissão Luminosa saindo da Paróquia Bom Jesus</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong><strong>3 de outubro:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10h &#8211; Missa Solene, presidida por Dom Orani João Tempesta, com a apresentação do manto novo de N. Sra. da Penha</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15h &#8211; Folclore Brasileiro &#8211; Projeto Luar de Dança e Colégio N. Sra. da Penha</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong><strong>10 de outubro:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15h &#8211; 5<span style="text-decoration: underline;"><sup>a</sup></span> Romaria da Bíblia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> &#8211; Folclore Brasileiro</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> &#8211; Bateria da Grande Rio (Ladeira)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong><strong>12 de outubro:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>14h &#8211; Evento “Corações Unidos” </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(Comunidade Coração Novo)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">17 de outubro:</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15h &#8211; 9<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> Encontro de Corais</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong><strong>24 de outubro:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15h &#8211; 5<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> Festival do Folclore Português</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong><strong>31 de outubro:</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9h &#8211; 4<span style="text-decoration: underline;"><sup>a</sup></span> Corrida Rústica</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>15h &#8211; Encerramento da Festa com Procissão, Missa Campal presidida por Dom Edson de Castro Homem, coroação da imagem de N. Sra. da Penha, com a participação do cantor Jerry Adriani</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Serviços:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Festa de Nossa Senhora da Penha também é marcada pelas tradicionais barraquinhas com comidas típicas e variadas atrações. Nos domingos de Festa, haverá missa de hora em hora das 7h às 11h e 15h às 18h.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para Finalizar</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nossa Senhora da Penha também é Maria mãe de Jesus. Maria é Santa desde sua concepção, ela foi preparada e porque não dizer enviada por Deus para receber o seu próprio filho, e em unidade pela santíssima trindade, ao próprio Deus. Será que Deus enviaria seu filho em um ventre de qualquer simples mortal? Precisamos valorizar Maria, não podemos esquecer quem ela foi e quem ela é. Aliás, por que Deus não poderia usá-la em favor da humanidade? A propósito quem somos nós para dizer o que Deus pode e não pode fazer?</p>
<p style="text-align: justify;">Para mais detalhes Marianos sugiro os textos:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/10/09/12-de-outubro-dia-de-nossa-senhora-aparecida-e-dia-das-criancas/" target="_blank">12 de outubro dia de Nossa Senhora Aparecida e dia das crianças</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/10/10/manifesto-de-dresden-maria-e-os-protestantes/" target="_blank">Manifesto de Dresden: Maria e os Protestantes</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>No mais termino este texto com um trecho de uma música do Rei Roberto Carlos:</p>
<p style="text-align: justify;">“Minha mãe, Nossa Senhora, somos todos filhos seus. Todas as nossas senhoras são a mesma mãe de Deus” Letra e música de Roberto Carlos e Erasmo Carlos</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Quando é o dia de Cosme e Damião e quem foram esses Santos?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/09/19/quando-e-o-dia-de-cosme-e-damiao-e-quem-foram-esses-santos/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 01:29:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Cosme e Damião]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Os gêmeos Cosme e Damião nasceram no século III, por volta dos anos 260 d.C. na região da Arábia e viveram na Ásia Menor, no Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão a qual se dedicaram após estudarem e diplomarem-se na Síria. Tornaram-se profissionais muito competentes e dignos, e foram trabalhar como médicos e missionários na Egéia.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/cosme_e_damiao.jpg" title="" class="shutterset_singlepic77" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/77__160x120_cosme_e_damiao.jpg" alt="cosme_e_damiao" title="cosme_e_damiao" />
</a>
Os gêmeos Cosme e Damião nasceram no século III por volta dos anos 260 d.C. na região da Arábia e viveram na Ásia Menor, no Oriente. Desde muito jovens ambos manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão à qual se dedicaram após estudarem e diplomarem-se na Síria. Tornaram-se profissionais muito competentes e dignos,  e foram trabalhar como médicos e missionários na Egéia.<span id="more-1311"></span><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando é comemorado o dia de São Cosme e Damião?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja Católica promulga que esses santos são protetores das crianças, dos gêmeos e padroeiros dos médicos. Tiveram seus nomes incluídos no Cânon da Missa e são invocados como protetores contra as doenças do corpo e da alma. Há uma basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia <strong>26 de setembro</strong> e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados pela igreja católica nesta data.</p>
<p style="text-align: justify;">A  umbanda e as religioes afro-brasileiras, entre elas: cadomblé, batuque, xangô do nordeste e xambá,  selebram essa data no dia <strong>27 de Setembro</strong>.  Mas é bom lembrar que nestas religiões nao se trata de Cosme e Damião. Através do <strong>sincretismo religioso</strong>, muito forte no Brasil, as religioes Afro-brasileiras  atribuiem  aos Santos Católicos Cosme e Damião os nomes de divindade ibejis – dinvidade gêmea da vida, protetor dos gêmeos (twins). Ou  orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorubá. Esse fato ocorreu a partir da escravidão no Brasil. Para burlar a vigilância de seus senhores, passaram a associar suas entidades aos santos católicos, é isso o que chamamos de sincretismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um pequeno “histórico”!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há relatos que dizem que Cosme e Damião nao teriam existido e que seriam uma adaptação de alguns deuses da mitologia grega, no entanto esta tese é refutada pelos que acreditam na real existencia dos Santos gêmeos. É interessante também observarmos que estes Santos são chamados por diversas “seitas” como se fossem oriundos do paganismo, ou seja, não cristãos. Essa observação é facilmente refutada tendo-se em vista que foi justamente por serem cristãos e estarem preocupados em converterem os pagãos, que Cosme e Damião foram perseguidos pelos romanos e martirizados.</p>
<p style="text-align: justify;">Na época em que Cosme e Damião viveram era normal a população acreditar em várias divindades simultaneamente. Também era comum as pessoas adorarem astros e fenômenos da natureza. Sol, vento e chuva eram considerados manifestações divinas. Os “meninos”, porém, não confiavam muito nessa crença&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A mãe deles, Teodora, logo percebeu a movimentação e questionou o que estava acontecendo com os filhos. Os meninos eram órfãos de pai, um mercador árabe que morrera quando ainda eram bebês.  Os meninos não tinham conhecimento sobre os ensinamentos do messias. Mesmo assim,  os gêmeos passaram a invocar o nome desse “pai de todos” para curar animais. Como deu certo, eles começaram a fazer o mesmo com crianças doentes da vila onde moravam. Bastava um toque ou algumas palavras para que curassem os amigos. Criados pela mãe com ajuda da família, os gêmeos contaram a ela o que haviam descoberto. Carinhosa, Teodora prometeu ajudá-los a descobrir quem era o criador do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o culto aos santos teve início em 1535, quando foi erguida a primeira igreja católica do país, em Igarassu (PE), que recebeu o nome de São Cosme Damião.</p>
<p style="text-align: justify;">No Rio de Janeiro há vários locais em que se fazem festas para as crianças e distribuem-se doces e brinquedos. Muitos o fazem com organização através de senhas (uma espécie de convite) que são entregues antecipadamente, outros distribuem os doces e/ou brinquedos em suas residências ou trabalhos solicitando a formação de uma fila. Há quem prefira distribuir de dentro do seu carro, vão passeando e encontrando-se com as crianças que estão pelas ruas, aí entregam os saquinhos de doces. Enfim há uma quantidade imensa e diversificada de se distribuir ou organizar festas para as crianças nestes dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Bahia, principalmente em Salvador seu dia é comemorado fazendo-se uma festa, doando-se doces, balas e presentes e o famoso <strong>caruru</strong> (comida típica baiana) às crianças carentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Cosme e Damião são muito cultuados não só  pelo povo fluminense e baiano mas também em outros Estados do Brasil, como Pernambuco.  Tendo suas promessas estendidas por sete anos é muito comum fazerem a festa da mesa onde sete crianças ou multiplos de sete (quatorze, vinte e um, etc) sentam-se ao redor de uma mesa farta para comer diversos tipos de doces, cajuzinhos, maria mole, doce de leite, etc e o famoso carurú e receberem presentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eram médicos mas não cobravam por seus atendimentos. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Amavam a Cristo com todo o fervor de suas almas, e decidiram atrair pessoas ao Senhor Deus através de seu serviço. Por isso, não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam, e por esse motivo eram chamados de &#8220;anárgiros&#8221;, ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro / que não são comprados por dinheiro&#8221;. A riqueza que almejavam era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos perdidos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais. Seus corações ardiam por ganhar vidas, e nisto se envolveram através da prática da medicina. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Confiando sempre no poder da oração, operaram verdadeiros milagres, pois em Nome de Jesus curaram muitos doentes, vários desses à beira da morte. Cosme e Damião possuíam uma revelação clara do chamado que tinham como ministros do Evangelho, chamado que cumpriam no cotidiano da rotina profissional, ministrando Cristo através de seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram assassinados na época do império romano com a acusação de feitiçaria pois  operavam curas milagrosas e devido ao fato de não se prostrarem diante de outros deuses, o governo imperial ordenou a prisão dos dois médicos, acusados de acérrimos inimigos dos deuses pagãos. Foram jogados de um despenhadeiro. Em outras versões ouve-se que tentaram matá-los de várias formas, mas não conseguiram. Por fim foram degolados. Entre seus milagres estão a cura e a materialização (após a morte) para ajudar crianças vítimas de violência. Assim, morreram como mártires de Cristo em 303 d. C, aproximadamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Seus nomes verdadeiros eram <strong>Acta e Passio</strong>. Ao gêmeo <strong>Acta</strong> é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo <strong>Passio</strong> a tranquilidade da aceitação do seu martírio.</p>
<p style="text-align: justify;">Como vimos são amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, nesses dias de setembro, quando crianças saem aos bandos pedindo doces e esmolas em nome dos santos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé, em relação às representações de Cosme e Damião, é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Nas festas das tradições afro-brasileiras, enquanto as crianças se deliciam com a iguaria consagrada, os adultos ficam em volta entoando cânticos (oríns) aos orixás.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se pôde perceber é antagônico ver a total profanação dos Princípios Eternos pelos quais os gêmeos árabes morreram. Nunca Cosme de Damião deram-se aos ídolos e jamais praticaram magia ou ocultismo, embora tenham sido acusados de fazê-lo. E por isso foram presos e assassinados. Eles foram cristãos fiéis até o fim de suas vidas amaram a Deus sem medida e sem restrições manifestaram Jesus diariamente e assim, ganharam inúmeras almas ao Senhor, através do Amor e da Pregação.</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar termino com a <strong>oração atribuida à São Cosme e Damião:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal.</p>
<p style="text-align: justify;">Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranqüila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: “Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino do Céu”.</p>
<p style="text-align: justify;">São Cosme e Damião, rogai por nós. Amém.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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