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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Astronomia</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>A Contagem do Tempo e o Calendário Gregoriano</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/12/29/a-contagem-do-tempo-e-o-calendario-gregoriano/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 01:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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		<category><![CDATA[Papo Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Origem]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[da contagem do tempo e do nascimento do calendário, temos que lembrar que o homem desde que começou a pensar e isso parece ser bem remoto, sempre se preocupou com a observação do Céu, ainda que para se guiar através do Sol ou das Estrelas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/tempo-calendario.jpg" title="" class="shutterset_singlepic48" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/48__160x120_tempo-calendario.jpg" alt="tempo-calendario" title="tempo-calendario" />
</a>
Em Primeiro lugar como vamos falar da  Contagem do Tempo e do Calendário<strong>&#8230; FELIZ  2010!!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para falarmos da contagem do tempo e do nascimento do calendário, temos que lembrar que o homem desde que começou a pensar, de maneira racional e isso parece ser bem remoto, sempre se preocupou com a observação do Céu, ainda que para se guiar através do Sol ou das Estrelas.<span id="more-993"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem naturalmente observou que o Sol aparece em um ponto do Céu (leste) vai “subindo” até o ponto mais alto do Céu (zênite) e vai embora em outro ponto do Céu (oeste), dessa maneira se dá o dia e a noite. Notou-se que a Lua vai mudando de fase durante o transcorrer dos dias, assim passaram a chamar de mês cada vez que a lua completasse uma nova fase, isso se dá em mais ou menos  29 dias e 12 horas.  Observaram também que a cada dia o Sol “nascia” em um ponto um pouquinho diferente do anterior “caminhando” mais para o Norte ou para o Sul, e verificaram que quando o Sol nascia em determinado ponto, estavam em uma certa estação do ano: Verão, Outono, Inverno ou <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/25/primavera-a-estacao-das-flores/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Primavera</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira o homem, ainda que sem possuir os conhecimentos de astronomia que temos hoje, pôde <strong>fazer um calendário</strong> e identificar quando chegaria a estação que lhe interessava. Com isso ele passa a dispor de um conhecimento básico para saber a melhor época para plantar, para viajar, e muitos povos calculavam quando seria melhor conceber (ou engravidar), a fim de ter um clima mais apropriado, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Conhecer os <strong>dias</strong>, os <strong>meses</strong> e o <strong>ano</strong> foi uma “simples” questão de observação da natureza. Eles verificaram que o “tempo” era cíclico e que o clima voltava de época em época a ter as mesmas características.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que eles “não sabiam” é que a Terra dá uma <strong>volta ao redor do Sol</strong> e que isso leva um ano ou seja 365 dias. Para ser mais preciso, o tempo que a Terra leva para voltar ao mesmo ponto em torno do Sol é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,2 segundos, daí a necessidade do ano bissexto e dos acertos no calendário de tempos em tempos tais como a cada ciclo de 400 anos (começou-se em 1600), seria bissexto também, mas 1700, 1800 e 1900 não o foram. Assim o ano de 2000 foi bissexto e 2100, 2200 e 2300 não o serão.  Ou seja só serão bissextos os anos seculares divisíveis por 400.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A pesar de todo esse malabarismo com o acerto do calendário ainda há um resíduo de 26,8 segundos por ano, o que na soma a cada 400 anos equivale a um total de 2 horas, 58 minutos e 40 segundos em relação à realidade astronômica. Nessa proporção haverá uma defasagem de um dia a cada 3.223 anos, há uma ideia para corrigir isso tornando comum o ano 4000 que seria bissexto pela regra de Gregório.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Este calendário que o mundo ocidental e grande parte do mundo globalizado usa é o <strong>Calendário Gregoriano</strong> fundado pelo <strong>Papa Gregório XIII</strong> em 24 de fevereiro de 1582, depois de longos 5 anos de estudos e a fim de substituir o calendário Juliano. A contagem oficial começou em 15 de outubro de 1582, quando se “eliminou” dez dias (de 5 a 14 de Outubro de 1582), a fim de se acertar a defasagem do tempo das estações com a realidade do Céu, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Cada “Ano” é uma “volta completa” em torno do Sol dada pelo Planeta Terra ou qualquer outro Planeta, cada Planeta leva  uma quantidade diferente de dias para completar esta volta, do ponto de vista terrestre, considerando o nosso dia de “24 horas”,  Mercúrio demora só 88 dias, Marte leva 687 dias para dar a volta ao redor do Sol e a Terra, como dissemos, demora um pouco mais de 365 dias. Isso significa, na verdade, que um ano, quando não for bissexto (com 366 dias) não se dá exatamente na zero hora do dia 1º de Janeiro mas em algumas horas depois&#8230; algo como <strong>5h 48m 45,2s.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Interessante é que a cada <strong>ano novo</strong> o povo está ligado no Calendário que vai surgir: <strong>2010</strong>, <strong>2011</strong>, <strong>2012</strong>&#8230;  no entanto muitos nem sabem ou lembram que acabamos de dar uma volta ao redor do Sol, e vamos começar uma nova volta, falo com um tom poético&#8230; a propósito e de qualquer maneira podemos lembrar de “dar a volta por cima” no ano que passou e pensar no ANO NOVO e parafraseando nosso amado Compositor e Doutor em Zoologia Paulo Manzolini, dizer: “<strong>Levanta Sacode a poeira e dá a volta por cima</strong>” aliás esta expressão ficou famosa por causa dessa música. E falando-se em “poeira”, lembremo-nos que <strong>somos poeira das estrelas</strong>&#8230; como menciono no artigo&gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/09/a-origem-do-universo-e-da-vida-ha-vida-so-aqui-na-terra/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>A Origem do Universo e da Vida</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tem gente que diz que o “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Tempo está passando mais rápido</strong></span></a>”, mas será que isso está mesmo ocorrendo? Há quem diga que o tempo não existe e que isso é apenas uma “convenção humana”. Bem, o que importa mesmo é vivermos o Nosso Tempo com felicidade e alegria. Precisamos estar em Sintonia com o Tempo, mas não necessariamente com o Calendário, aliás calendários existem muitos e diversos, alguns já até foram extintos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para saber mais ou ler sobre esta questão do Tempo e do Calendário sugiro alguns livros:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“<strong>Sobre o Tempo</strong>” de Norbert Elias, <strong>este autor alega que o tempo não existe em si</strong>,  <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/60434/?franq=285888" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>você pode adquirir clicando Aqui!</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Recomendo</strong> o livro “<strong>Panorama visto do centro do Universo</strong>: a descoberta de nosso extraordinário lugar no cosmos” de Joel R. Primack e Nancy Ellen Abrams, este livro é muito interessante em vários aspectos e <strong>tem um capítulo especial sobre o Tempo</strong>, em uma panorâmica filosófica astronômica. <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21408863/?franq=285888" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Para adquirir clique Aqui!!</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“<strong>O Tempo que o Tempo tem</strong>: por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário” de Alexandre Cherman e Fernando Vieira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Espero que tenha uma boa leitura e um Bom Tempo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		</item>
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		<title>Referências Bibliográficas do Texto Heidegger e os Gregos</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/12/16/referencias-bibliograficas-do-texto-heidegger-e-os-gregos/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 19:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[Heidegger]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta bibliografia que posto agora  se refere ao texto >  “Heidegger e os gregos: o Ser e o Céu” você pode acompanhar este texto seguindo o link no final de cada tópico (postagem). Este texto contém uma pequena parte que tem relação com minha monografia intitulada > “A Filosofia e a Astronomia: Instâncias em que o Thauma Aparece”  da mesma maneira, caso queira, você poderá seguir o link no final de cada tópico apresentado.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/bibliografia.gif" title="" class="shutterset_singlepic45" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/45__160x120_bibliografia.gif" alt="bibliografia" title="bibliografia" />
</a>
Esta bibliografia que posto agora  se refere ao texto &gt;  “<strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/12/heidegger-e-os-gregos-o-ser-e-o-ceu/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Heidegger e os gregos: o Ser e o Céu</span></a>” </strong>você pode acompanhar este texto <strong>seguindo o link no final de cada tópico</strong> (postagem). Este texto contém uma pequena parte que tem relação com minha monografia intitulada &gt;<strong> “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/27/a-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece-capitulo-1/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">A Filosofia e a Astronomia: Instâncias em que o <em>Thauma</em> Aparece</span></a>” </strong> da mesma maneira, caso queira, você poderá seguir o link no final de cada tópico apresentado.<span id="more-966"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Segue a bibliografia:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ANDREETA, José Pedro. <em>Quem se atreve a ter certeza?</em> : a realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">BROCKELMAN, Paul. <em>Cosmologia e criação</em>: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHÂTELET, François. <em>Uma história da razão</em>: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Convite à filosofia</em>. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">__________. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">DESCARTES, René. <em>Discurso do método</em>. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L &amp; PM Pocket, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">HADOT, Pierre. <em>O que é a filosofia antiga? </em>2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">HEIDEGGER, Martin. <em>Ser e tempo; </em>tradução de Márcia Sá Cavalcante Schuback; Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">_________________. E<em>nsaios e conferencia;</em> tradução de Emmanuel Carneiro Leão, Gilvan Fogel, Márcia Sá Cavalcante Schuback. 3.ed. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">KANT, Immanuel. <em>Immanuel Kant</em>: Textos seletos. Introdução de Emmanuel Carneiro Leão. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">______________. <em>Textos básicos de filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">NOVELLO, Mário. <em>O que é cosmologia?</em>: A revolução do pensamento cosmológico. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, 7v.; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Benito Pepe</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">


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		</item>
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		<title>Heidegger e os Gregos: o Ser e o Céu</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/12/12/heidegger-e-os-gregos-o-ser-e-o-ceu/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 00:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Heidegger]]></category>

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		<description><![CDATA[o Nascimento da Filosofia Racional, depois   a “Reviravolta” do Pensamento Filosófico falamos também da  Astronomia e do Esquecimento do Céu e apresentamos a bibliografia


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/heidegger2.jpg" title="" class="shutterset_singlepic42" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/42__160x120_heidegger2.jpg" alt="heidegger2" title="heidegger2" />
</a>
Este texto será dividido em partes, temos nesta primeira parte além de uma <strong>introdução</strong> geral, um tópico falando sobre <strong><span style="color: #000000;">o Nascimento da Filosofia Racional,</span> </strong>depois<strong> </strong>há um tópico<strong> </strong>falando sobre <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/%E2%80%9Ca-reviravolta%E2%80%9D-do-pensamento-filosofico/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>a “Reviravolta” do Pensamento Filosófico</strong></span></a> logo após falamos do<strong> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/o-esquecimento-de-nossa-origem-cosmica/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Esquecimento de Nossa Origem Cósmica</span></a>. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim postamos<strong> </strong>as<strong> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/16/referencias-bibliograficas-do-texto-heidegger-e-os-gregos/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Referências Bibliográficas</span></a>.<span id="more-952"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto mencionar a relação de Heidegger com os gregos antigos, especialmente os pré-socráticos, que em sua visão, viam uma outra “manifestação” quando se falava na questão do Ser e/ou da “possibilidade” do desvelamento (<em>aletheia</em>) ou da “ocultação” natural. Heidegger propõe uma releitura dos pré-socráticos de maneira diferente das que foram feitas pela tradição: Platão e Aristóteles entre outros posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sequência final,  quando falamos do Céu, pretendemos ampliar os sentidos para além de uma epifania (<em>epiphaneia</em>), e ver o Céu como nossa origem cósmica, da mesma maneira, distorcida posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à “Filosofia”, precisamos lembrar que ela não era totalmente racionalista como passa a ser em seguida e que continua na contemporaneidade. Esta Filosofia é conhecida como racionalista, mas na sua origem  não era assim. Vemos por fim, através da <strong>nova cosmologia</strong>, uma possibilidade de “reviravolta” que poderia reativar o nosso pensamento à filosofia originária.</p>
<p style="text-align: justify;">Como acreditamos que para esta “reviravolta” a Nova Cosmologia pode contribuir, dedicamos um tópico especial para falar da Astronomia e do esquecimento do Céu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Nascimento da Filosofia Racional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há um “consenso” para se falar sobre o “nascimento” da Filosofia, ela surge  pelo questionamento dos homens que queriam e buscavam a <em>verdade, </em>mas não queriam “explicações incoerentes”, assim começa um processo de pensamento diferenciado e racional que pudesse contrapor-se, de certa maneira,  às tradições “míticas”. Como comenta Chaui</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A filosofia surgiu quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos, os acontecimentos naturais e as coisas da natureza, os acontecimentos humanos e as ações dos seres humanos podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer-se a si mesma. (2005, p.25).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas o questionamento que podemos e devemos fazer desde já é: será que a Filosofia tomou conta do pensamento&#8230;. ou  tirou um “mito” e contribuiu para a criação de outro?</p>
<p style="text-align: justify;">Praticamente todos os filósofos “antes” de Sócrates (séc. VI – V a.C.), por isso  chamados de   –  <em>pré</em>-<em>socráticos &#8211; </em> tiveram como características do pensamento <em>noções</em> que tentam explicar a realidade da natureza.   Aí  a filosofia e a ciência têm seu início.  Entre essas noções, mencionadas por Marcondes, cito a <em>Physis</em> e o <em>Cosmo</em>:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A <em>physis &#8211; </em></strong>Por os primeiros filósofos serem estudiosos ou teóricos da natureza (<em>physis</em>),  portanto o objeto de investigação desses “filósofos-cientistas” era o mundo natural. Eles buscavam explicação através desta mesma realidade e não fora dela, ou seja,  investigavam a própria natureza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O <em>cosmo &#8211; </em></strong>O termo <em>kosmos, </em>para eles, liga-se as ideias de ordem, harmonia e mesmo beleza (já que a beleza resulta da harmonia das formas; daí  o  termo “cosmético”). O cosmo é assim o mundo natural, o espaço celeste enquanto realidade ordenada de acordo com princípios racionais. O cosmo entendido assim, como ordem, se opõe ao <em>caos</em>, que seria a falta de ordem, o estado da matéria antes de sua organização.  Esta ordem do cosmo é racional, “razão” significando aí leis que regem e organizam essa realidade. (2005, p.24-27)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quanto a <em>physis</em> precisamos lembrar que a palavra vem do verbo <em>phiein</em> que significa surgir, nascer, brotar, “dar à luz”. Isso é importante para entendermos o sentido mais amplo que esta palavra tinha para os gregos antigos e que fará sentido com o que queremos mencionar mais à frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Também, podemos elucidar, como lembra Chaui que  foi “graças aos primeiros filósofos gregos e a ideia que a natureza é uma ordem que segue leis universais e necessárias  que”:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>No início do século XVII, Galileu Galilei deu novo impulso à física ao estudar o movimento dos graves ou “pesados” (ou a estabelecer as leis da queda dos corpos) e, para isso, a demonstrar as leis naturais do movimento uniforme e do movimento uniformemente variado.  (&#8230;)  Isaac Newton, no final daquele mesmo século,  a estabelecer as leis matemáticas da física, a demonstrar as três leis do movimento e a chamada “lei da gravitação universal”, que, como o nome indica, é  válida para todos os corpos naturais. (&#8230;)  E, no século XX, levou Albert Einstein a estabelecer uma lei válida para toda a matéria e energia do universo, lei que se exprime na fórmula E=mc2.  (2005, p.20).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Depois vem o período da modernidade e há uma retomada do racionalismo de uma maneira bem particular, quando são refutadas e quebradas muitas teses da Astronomia do passado, como foi o caso do geocentrismo, entre tantas outras refutações. Mas, com todas as “quebradeiras” a única coisa que não se quebrou foram as “esferas cristalinas” por que elas não existiam&#8230; Após tantas reformulações, o que é que sobra para este <em>ser</em>? Émile Noel questiona François Châtelet:  Qual é, então, a pergunta filosófica que Descartes faz?<strong> </strong>Châtelet  responde:</p>
<p style="text-align: justify;">.<em>..poderíamos dizer que até Descartes a filosofia fez esta pergunta:  Que é o ser?  Como ele é? Descartes pergunta: Que é o conhecimento? Isso equivale a validar o trabalho de Galileu, a mostrar em que condições gerais o trabalho de Galileu se torna inteligível. (1994, p.63).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">“Portanto em que consiste o heliocentrismo?” Prossegue Châtelet, “consiste em dizer ao sujeito empírico que está aqui neste mundo: Você  acha que o mundo é como você o vê. Mas vou lhe fazer uma proposta: vamos, em espírito, até o Sol, para observar o mundo a partir dali.” (1994, p.63)  Châtelet continua concluindo que às vezes as coisas podem ser mais simples do que nós imaginamos, mas nós precisamos ver de outro ângulo. Nós precisamos sair de “nosso casulo” e irmos à busca do <em>verdadeiro</em> conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de <em>racionalismo</em> modifica-se dos tempos gregos para a modernidade no que tange o seu jeito de ser, agora ele está mais pautado na matemática no que diz respeito às ciências naturais e especialmente na Astronomia. Para Descartes até mesmo Deus é uma “evidência” da luz natural e não da luz sobrenatural. É a <em>razão</em> que demonstra a existência de Deus. Não é mais o Deus de Moisés, de Abraão e de Jacó.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No próximo tópico </strong>&gt;  <strong> </strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/%E2%80%9Ca-reviravolta%E2%80%9D-do-pensamento-filosofico/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>“A reviravolta” do Pensamento Filosófico</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><strong><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></strong></a></p>


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		<title>A Astronomia de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 02:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/30__160x120_aristoteles-rep.jpg" alt="aristoteles-rep" title="aristoteles-rep" />
</a>
Continuando o texto: <a href="../2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">A Física e a Astronomia de Aristóteles</a></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos agora a <em>desmatematização</em> da filosofia e da natureza enfocada por Aristóteles em detrimento do valor que seu mestre Platão dava à matemática, aqui se mostra uma das diferenças entre eles. Segundo nos lembra Zingano, Aristóteles diria que:</p>
<p style="text-align: justify;">A matemática é o instrumento científico utilizado para examinar o mundo do ponto de vista de sua quantidade, mas ela não é capaz de nos dar por si só a natureza do mundo. (2005, p.65)<span id="more-822"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira fica claro que Aristóteles apontava a matemática apenas para a quantidade. Então a física de Aristóteles diferentemente do que passará a ser na modernidade é “qualitativa” e não “quantitativa” como vigora a partir de Galileu Galilei que é quem a matematiza “definitivamente”, e seus sucessores seguem o mesmo caminho. Nas palavras de Galileu: “ A matemática é a linguagem da natureza”.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles via a natureza e o lugar como algo qualitativo assim seria da “qualidade” de cada substância ou corpo ocupar o seu “lugar natural” e isso é o que faz parte da <em>entelékheia</em> de cada corpo. Então para Aristóteles, impor a um ser algo contrário à sua natureza é uma violência. É o que ocorre, por exemplo, quando retiramos uma pedra do chão, seu “lugar natural”, ao largarmos a pedra ela volta “naturalmente” para o “seu lugar”. Hierarquicamente Aristóteles configura a Terra no centro do “universo”; à sua volta, está a água; o ar está acima da terra e da água e, enfim, acima do ar, está o último elemento atmosférico, o fogo. Portanto  o fogo e o ar sobem naturalmente, enquanto a terra e água caem naturalmente, todos em  busca dos seus lugares naturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi à toa que Aristóteles adotou a tese do geocentrismo<a href="#_ftn1">[1]</a> (a terra no centro do “universo”) como para ele o movimento é eterno  adota também a tese do movimento natural, e como a terra é pesada teria que estar no centro, o lugar natural de um corpo pesado, por isso a terra estaria no centro do universo seu lugar natural. A origem desse pensamento vem da questão do mundo fechado e finito porém eterno<strong>. </strong>Para<strong> </strong> Aristóteles o universo é finito (um corpo tem que ter limites) porém ele é eterno, não foi criado ou seja não teve um momento de nascimento e também não terá um fim,  sempre existiu e sempre existirá. A partir desse pensamento ele defende a ideia do movimento eterno,  sempre houve corpos em movimento e corpos em repouso, e a Terra estaria em repouso no centro desse universo, enquanto que  os outros corpos estariam girando em movimentos circulares em torno dela.</p>
<p style="text-align: justify;">O espaço é pleno e não há o vazio, se o vazio existisse seria o mesmo que admitir o não-ser e isso seria uma contradição lógica, dessa forma Aristóteles  de maneira metafísica,  justifica o “quinto elemento” ou “<em>éter</em>” que seria quem estaria preenchendo o espaço entre os corpos celestes e da mesma maneira esses “corpos” seriam constituídos de <em>éter </em>por isso não se deteriorariam, e não teriam outro tipo de mutação a não ser a de translação, diferentemente do que ocorre na Terra e na região sublunar, onde os quatro elementos (terra, água, ar e fogo) esses sim passiveis de toda mutação e transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, Aristóteles em seu tratado <em>Do Céu</em>,  postula uma separação “física” e “real” entre a região supralunar (acima da lua) e a sublunar (abaixo da lua, o nosso mundo). Não seria possível um material daquela região “composto de éter” vir para a Terra e nem um material do planeta Terra ir para aquela região, há assim um isolamento definitivo, o céu composto de <em>éter</em> (incorruptível) não poderia misturar-se com a terra. Naquela região incorruptível<strong> </strong>haveria as “esferas celestes”,<strong> </strong>explicação<strong> </strong>dada<strong> </strong>por alguns astrônomos da época e que eram apoiadas e complementadas por Aristóteles para justificar o movimento dos astros “em torno da terra”.  Ali estariam girando ao redor da terra, em “círculos perfeitos”, as estrelas e os planetas<a href="#_ftn2">[2]</a> que estariam “colados” às esferas, cada um na sua “esfera cristalina” correspondente.  Essa tese foi proposta primeiramente por Eudoxo (astrônomo da época de Aristóteles), Calipos (também da época) aumenta a quantidade de esferas e sofistica o sistema, Aristóteles com sua tese do “lugar natural” e do <em>éter</em> ou quinta essência, solidifica essa explicação e o geocentrismo; e posteriormente com Ptolomeu já no séc. II d.C alcança sua maior expressão no <em>Almagesto.<a href="#_ftn3"><strong>[3]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Para explicar esse complexo de movimentos celeste, Aristóteles recorre ao ápice de toda a sua metafísica, dizendo que há um “primeiro motor”, que é imóvel mas dá origem a todo movimento celeste.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, como dissemos, e é lembrado por Reale</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) a física Aristotélica (e também grande parte da cosmologia) é, na verdade, uma metafísica do sensível. Assim não é de surpreender o fato de que a <em>Física</em> esteja prenhe de considerações metafísicas, chegando até a culminar com a demonstração da existência de um Primeiro Motor imóvel: radicalmente convencido de que, “se não houvesse o eterno, não existiria tampouco o devir” (2004, p.209)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com isso vemos claramente que, a pesar de suas diferenças com seu  mestre Platão, Aristóteles herda muito do Platonismo de maneira a não se separar do supra-sensível.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Considerações finais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles implanta a lógica (começando do nada) e com ela tem um bom instrumento, um método (um caminho) para estudar a <em>physis</em>, a natureza, o mundo.  Precisamos ter em mente a época em que Aristóteles viveu e seus poucos recursos, dessa maneira podemos perceber que ele foi um mestre e um ícone para o mundo ocidental, não só no que tange à filosofia, como  também para a própria ciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a Astronomia de Aristóteles,  abrimos um parêntesis especial para dizer que o tempo que dura o “sistema Aristotélico”, quanto à questão do Céu, é algo que por si só merece uma reflexão. Por exemplo, o sistema geocêntrico defendido por Aristóteles dura quase dois mil anos, isso mesmo! Dois milênios&#8230; até que seja refutado pelo heliocentrismo re-introduzido definitivamente por Copérnico em 1554. (embora Copérnico o tenha tomado de Aristarco de Samos (c. 310-230 a.C.)).</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto interessante é recordarmos que a separação do “mundo” em dois, sendo  um supralunar  (o dos astros acima da lua);  e um sublunar (o nosso mundo) “aqui em baixo” com sua separação física radical,  só é refutada muito tempo depois com Isaac Newton já no século XVII.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim pudemos ter uma pequena ideia da importância e relevância que Aristóteles teve e tem no mundo ocidental através de seus estudos nos diversos campos do conhecimento e que ainda hoje são considerados quando falamos em física e em astronomia,  portanto  não é à toa que estamos aqui mais uma vez falando de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> O geocentrismo (a terra no centro do “universo”)  era um pensamento quase que unânime na época de Aristóteles, uma notável exceção era Aristarco de Samos (c. 310-230 a.C.)  para ele era o Sol que estava no centro do “universo” e a terra girava em tordo dele – ou seja o heliocentrismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref2">[2]</a> A palavra “Planeta” vem do grego e quer dizer “corpo errante” ou “estrela errante”, aquele que não seguia uma trajetória, não ocupava uma posição constante, ou seja não fazia parte das “estrelas fixas”  no céu.  Assim eram chamados de planetas não só os próprios planetas conhecidos de então: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, como também a Lua e o Sol. É atribuída a Anaxímenes a primeira diferenciação formal entre Estrela e Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref3">[3]</a> <em>Almagesto</em> (“grande tratado”) é uma obra de Cláudio Ptolomeu composta de 13 livros e ficou famosa por seu nome árabe – <em>Al-Majist</em>. O intricado modelo criado por seu autor era necessário para explicar o movimento aparente dos planetas, preservando-se a ideia (equivocada) de um Universo geocêntrico. Esse modelo seria o paradigma da astronomia por 15 séculos, sendo desbancado pelo modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico, que por sua vez toma a ideia original de Aristarco de Samos.<strong> </strong></p>


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		<title>Primavera a estação das Flores</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/09/25/primavera-a-estacao-das-flores/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 18:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/29__160x120_flores-brancas-na-primavera.jpg" alt="flores-brancas-na-primavera" title="flores-brancas-na-primavera" />
</a>
Todos os anos há quem espere ansiosamente por esta bela estação, há quem diga que é a mais bela de todas as quatro estações. Nesta época do ano não temos mais o frio intenso do Inverno e ainda não temos o calor do Verão, há um clima ameno, agradável, e acima de tudo florido. É mesmo lindo poder apreciar as flores e o verde dos jardins e das montanhas que ressurgem depois de “congelarem”, é como se o <a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank">tempo </a>tivesse parado e agora voltado a surgir juntamente com a Vida que estava adormecida ou mesmo “Morta”.<span id="more-816"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta é a  estação do <strong>equinócio</strong>, como também o é a do Outono. Ambas precedem aos extremos climáticos do planeta, uma ao Inverno, outra ao Verão. Uma, ao intenso frio. A outra, ao intenso calor. O Equinócio é o momento do ano em que o dia dura exatamente o mesmo tempo que a noite, ou seja “12 horas”, isso colabora para termos um clima moderado e agradável. Neste momento do ano que no hemisfério Sul começa em 22 ou 23 de Setembro e vai até  21 ou 22  de Dezembro, e no hemisfério Norte começa em 20 ou 21 de Março e vai até 21 ou 22 junho, temos o Sol mais “próximo do equador”. Quem está nos trópicos  ou mais para os pólos sul ou norte, pode sentir melhor as estações do ano e nesse momento há uma amenidade intermediária ao extremo clima.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Prima Vera&#8230; Prima Vera&#8230; é como muitos brincam chamando essa estação, como se chamassem a sua amada Prima Vera para brincar&#8230; Aliás é um lindo momento para brincar pois se pode ficar exposto ao belo clima em um parque, em uma floresta urbana, como é o caso da “Floresta da Tijuca” no Rio de Janeiro, a maior floresta dentro de uma cidade em todo o Planeta Terra,  a propósito o Rio de Janeiro oferece uma diversidade imensa de lugares naturais com excelente clima nesta época do ano, são parques, praias, bosques, praças, além de diversas florestas e “parques nacionais” em reservas. Portanto se você está em um ponto do planeta que pode aproveitar essa estação do equinócio, seja a primavera do Sul ou o Outono do Norte, aproveite! ela dura pouco&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando começa a  estação da Primavera o dia é idêntico à noite, porém a cada dia que passa o dia vai ficando mais longo e a noite mais curta, dessa maneira vamos tendo mais tempo de sol a cada dia até culminarmos com o dia mais longo do ano no Verão, aí teremos o Solstício e o Sol começa a “retornar novamente” até chegar outra vez no outro equinócio, mas agora o de outono e aí vai o processo contrário o dia vai ficando mais curto e a noite mais longa até culminar com a noite mais longa do ano, chegamos no Inverno.</p>
<p style="text-align: justify;">A natureza é linda, nossa viagem nessa <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/17/a-nave-espacial-chamada-terra-ou-agua/" target="_blank">Nave espacial</a> também o é, vivamos as estações do ano. Viva a Primavera!!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidades e informações quanto à Primavera</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento do <strong>equinócio</strong> pode-se observar com fidelidade os pontos cardeais, sabendo-se que o sol nasce exatamente no ponto <strong>Leste</strong> e se põe no <strong>Oeste</strong> localiza-se com precisão o Norte e o Sul. Mas, como vimos, isso só ocorre neste dia, depois o sol vai se dirigindo para o Sul. Dependendo do hemisfério em que nos encontramos teremos uma perspectiva diferente. Se estivermos no Sul observamos o sol vindo em nossa direção se estamos no Norte observamos o sol indo “embora”.</p>
<p style="text-align: justify;">A palavra <strong>equinócio</strong> vem do Latim, <em>aequus</em> (igual) e <em>nox</em> (noite), e significa &#8220;noites iguais&#8221;, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">A primavera é o início da reprodução de muitas espécies vegetais e animais, muitos pássaros “namoram” nessa época.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja algumas das plantas que tem destaque nessa época do ano: rosa, girassol, margaridinha, orquídea, jasmim, hortênsia, helicônia, alamanda, clívia, gérbera, hibisco, gazânia, jasmim-estrela, lágrima-de-cristo, boca-de-leão, crisântemo, frésia, estefânia, narciso, violeta, dedaleira, dama-da-noite.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveite para visitar as cidades serranas é lindo!!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a> e lindas flores para você.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja os textos: </strong></p>
<p><a title="Permanent Link to O Homem e a Natureza; uma Dádiva? Um Acaso?  E o Ocaso?" href="../2009/10/15/o-homem-e-a-natureza-uma-dadiva-um-acaso-e-o-ocaso/">O Homem e a Natureza; uma Dádiva? Um Acaso? E o Ocaso?</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/17/a-nave-espacial-chamada-terra-ou-agua/" target="_blank">A Nave espacial chamada terra&#8230;</a></p>


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		<item>
		<title>A  Física de Aristóteles</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/09/24/a-fisica-de-aristoteles/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 21:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/aristoteles-01.jpg" title="" class="shutterset_singlepic28" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/28__160x120_aristoteles-01.jpg" alt="aristoteles-01" title="aristoteles-01" />
</a>
Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">A Física e a Astronomia de Aristóteles</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para se falar da física e da astronomia de Aristóteles é preciso ir um pouco antes deste grande filósofo, é nos pré-socráticos onde estão os embriões de um estudo sobre a <em>physis, </em>todavia bem diferente dos estudos aristotélicos.  De qualquer maneira é o estagirita quem retoma de uma forma “substancial” a física, e por isso passa a ser reconhecido por muitos  no mundo ocidental como o pai dessa “ciência”.<span id="more-808"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos estudos dos pré-socráticos estavam mais focados no campo dos elementos primordiais, na natureza e nas origens das coisas, na <em>arché. </em>Por exemplo, podemos lembrar aquele que é considerado pelo próprio  Aristóteles como o primeiro filósofo, Tales de Mileto<a href="#_ftn1">[1]</a>, este teria iniciado um “princípio físico”: “Tudo é Água”.<em> </em>Outros “pensadores” completaram os quatro elementos além da “água”, ou seja: “Terra”, “Ar” e “Fogo”. No caso de Aristóteles tem-se como base não essas questões, mas o movimento, e não somente o movimento de translação, no entanto um movimento que seria melhor chamá-lo “mutação” pois envolve mais claramente o sentido que este “filósofo-cientista” queria postular. Como nos lembra Cherman, Aristóteles fala no início do livro III da <em>Física:</em></p>
<p style="text-align: justify;">“A natureza é um princípio de movimento e de mudança e é objetivo de nossas indagações. Devemos portanto estar certos de que entendemos o que é o movimento, pois, se não sabemos isso, também não sabemos o que é a natureza.” (2004, p.22)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na antiguidade se entendia como física tudo o que se relacionava com a natureza, assim além da física propriamente, tínhamos a química, a biologia, a geologia, e outros estudos que dizem respeito à natureza como é o caso da Astronomia. Lembramos que para Aristóteles a matéria é “qualificada” e os quatro elementos são a matéria em sua mais simples qualificação. Os quatro elementos primordiais (água, ar, terra e fogo) constituiriam, segundo relações complexas, a matéria de tudo o que existe, e variando em suas qualidades passa-se de uma substância a outra. Dessa maneira Aristóteles pensava poder explicar as transformações que ocorrem na natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Distinguindo-se dos Eleatas, que pregavam o não movimento (não mobilismo), o estagirita os refuta resolvendo essa questão. Parmênides dizia que o movimento seria uma passagem do ser ao não-ser. De maneira diversa Aristóteles entende o “movimento” como a passagem de uma forma de ser para outra forma de ser, ou seja do “ser em potência” para o “ser em ato”. O ser tem muitos significados. O “não-ser” quando em  potência real  é capacidade e possibilidade efetiva de chegar ao ato. Entendendo-se o movimento como a passagem da potência ao ato, têm-se várias formas de mutação, considerando especialmente algumas categorias, conforme resume Reale:</p>
<p style="text-align: justify;">1) da substância; a mutação segundo a substância é “a geração e a corrupção&#8221;;</p>
<p style="text-align: justify;">2) da qualidade; a mutação segundo a qualidade é “a alteração”;</p>
<p style="text-align: justify;">3) da quantidade;  a mutação segundo a quantidade é “o aumento e a diminuição”;</p>
<p style="text-align: justify;">4) do lugar; a mutação segundo o lugar é “a translação” (2004, p.207).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando referimo-nos ao termo “mutação” abrangemos as diversas “modificações” da “substância”, contudo pretendemos  especificamente falar sobre a questão da “translação”, que é mais pertinente a astronomia aristotélica que queremos mencionar. A translação se refere ao movimento no sentido literal, ou seja, a passagem de um “objeto” de um “ponto” para  “outro”.  Veremos isso mais à frente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/30/a-astronomia-de-aristoteles/" target="_blank">A Astronomia de Aristóteles</a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p>Para  ver a <strong>Bibliografia e as Referências Bibliográficas</strong> vá ao final do tópico anterior <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank"><strong>clique aqui!</strong></a><strong> </strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> Tales da colônia grega de Mileto por isso chamado Tales de Mileto  (fim do século VII início do VI a.C.)  possui, antes de tudo, um saber que poderíamos qualificar de científico: prevê o eclipse do sol de 28 de maio de 585, afirma que a Terra repousa sobre a água; mas ele tem igualmente um saber técnico: se lhe atribui o desvio do curso de um rio. Como lembra Hadot (2004 p. 43)</p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>A Física e a Astronomia de Aristóteles – uma visão geral</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%e2%80%93-uma-visao-geral/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 16:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Introdução]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/universo-aristotelico.gif" title="" class="shutterset_singlepic26" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/26__160x120_universo-aristotelico.gif" alt="universo-aristotelico" title="universo-aristotelico" />
</a>
Essa é uma sequência do texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral de sua Obra e &#8220;Doutrina&#8221;.</a></p>
<p><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto explanar sucintamente sobre a  <em>physis</em> ou “física<em>” </em>tema<em> </em>que desde os seus primórdios  sempre retorna no mundo ocidental, esse assunto não se dá  só na origem da filosofia no mundo grego, mas é retomado em vários períodos da filosofia e da ciência, desde os pré-socráticos, no  período clássico, na modernidade e agora na contemporaneidade com a física quântica; a física sempre esteve em evidência. Falaremos aqui do período clássico especificamente em Aristóteles,  concluiremos com a Astronomia de Aristóteles.<span id="more-802"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles divide o “conhecimento” ou as ciências em três ramos: as “<strong>ciências</strong> <strong>teoréticas</strong>” (que buscam o saber em si mesmo) consistem na metafísica, na física,  e na matemática; as “<strong>ciências práticas</strong>” (buscam o saber para, através dele, alcançar a perfeição moral)  incluem a ética e a política; e as “<strong>ciências poiéticas</strong>” (são as que tendem a produção de determinada coisa). Aristóteles considerava  a “teologia” como filosofia primeira o que veio a ser classificado posteriormente como “metafísica”, termo que Aristóteles nunca usou, talvez essa palavra tenha surgido quando foram organizadas as obras deste filósofo por Andrônico de Rodes no século I a.C. As obras que não se enquadravam nos seguimentos anteriores e que ficaram depois da física teriam sido chamadas <em>metafísica</em> (<em>meta</em> = depois, além; <em>physis</em> = <em>física</em><em>).</em> <em>Aquilo que está além da física</em> nos dá “coincidentemente” um amplo sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Mencionamos essa divisão das obras de Aristóteles para esclarecer a distinção que a filosofia primeira, a “teologia” vem a ter em todo o corpus aristotélico, sabemos portanto que as outras, muitas vezes estarão em função desta. Nossa ênfase aloca-se na Física e na Astronomia de Aristóteles, quanto a física o estagirita a considerava a filosofia segunda, mas isso não menosprezava essa ciência muito pelo contrário ele a considerava muito importante,  Abbagnano nos lembra deste ponto quando fala dos fundamentos do Aristotelismo dizendo da:</p>
<p style="text-align: justify;">Importância atribuída por Aristóteles à natureza e o valor e a dignidade das indagações a ela dirigidas. Enquanto Platão pensava que tais indagações só poderiam atingir um grau de probabilidade muito inferior ao conhecimento científico (<em>Tim</em>., 29 c) Aristóteles considerava que nada há na natureza tão insignificante que não valha a pena ser estudado, visto que, em todos os casos, o verdadeiro objeto da pesquisa é a <em>substância</em> das coisas. (2007, p.90)</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a física Abbagnano lembra que</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) pode-se dizer que nasceu com Aristóteles, que a considerava “a filosofia segunda” e, no grupo das ciências teóricas, distingui-a da <em>teologia</em><strong> </strong>e da<strong> </strong><em>matemática</em><strong> </strong>(<em>Met</em>.,XI, 7, 1064 b 1) (2007, p.536)</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a física de Aristóteles é bem diferente da maneira como foi vista pelos seus predecessores tanto quanto pela forma como  será vista posteriormente e mesmo em nossos dias, e não poderia estar tão distante da “metafísica”, conforme lembra Reale.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Aristóteles, porém a física é a ciência das formas e das essências; comparada com a física moderna, a de Aristóteles, mais que ciência, revela-se uma ontologia ou metafísica do sensível. (2004, p.207)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na próxima postagem falamos mais da:  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/24/a-fisica-de-aristoteles/" target="_blank"><strong>Física de Aristóteles</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">AUBENQUE, Pierre. “Aristóteles”, <em>Dicionário dos Filósofos</em>, dir. Denis Huisman, trad. C. Berliner, São Paulo: Martins Fontes, 2001. (pp.61-72)</p>
<p style="text-align: justify;">CASTRO, Suzana de. <em>Três formulações do objeto da Metafísica de Aristóteles</em>&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">CHERMAN, Alexandre. <em>Sobre os ombros de gigantes</em>: uma história da física.1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">HADOT, Pierre. <em>O que é a filosofia antiga</em>? 2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">______________. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>


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		</item>
		<item>
		<title>A importância da Relação “Tempo-espaço” na Relatividade de Einstein</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/09/04/a-importancia-da-relacao-%e2%80%9ctempo%e2%80%9d-na-relatividade-de-einstein/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2009/09/04/a-importancia-da-relacao-%e2%80%9ctempo%e2%80%9d-na-relatividade-de-einstein/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 22:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[campos gravitacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Relação tempo-espaço]]></category>
		<category><![CDATA[teoria da relatividade geral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.benitopepe.com.br/?p=790</guid>
		<description><![CDATA[Continuando o texto sobre Einstein



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/21/albert-einstein-o-fisico-e-maior-pensador-do-seculo-xx/" target="_blank"><strong>Continuando o texto sobre Einstein</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/alberteinsteintempo.jpg" title="" class="shutterset_singlepic24" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/24__160x120_alberteinsteintempo.jpg" alt="alberteinsteintempo" title="alberteinsteintempo" />
</a>
Esse pensamento com relação à questão do tempo muda significativamente com Einstein. O tempo absoluto é muito diferente deste “tempo” simplesmente humano. Outra coisa bem interessante quanto ao “tempo” é que ele passa a ser visto como uma outra dimensão.<span id="more-790"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para localizar espacialmente um objeto, são suficientes três medidas: de <strong>comprimento</strong>, <strong>largura</strong> e <strong>altura</strong>. Assim, com um eixo de três coordenadas, se pode descrever a posição de um ponto no espaço. Para localizar um evento, que ocorre durante um intervalo determinado, exige-se a noção adicional de <strong>tempo</strong>. Assim, combinando o primeiro sistema, tridimensional, com a medida de tempo, chega-se à noção de <strong>espaço-tempo</strong>, <strong>tetradimensional</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito de espaço-tempo, que relaciona duas categorias tratadas de forma independente pela física tradicional, foi postulado por Albert Einstein na <strong>teoria especial da relatividade</strong>, de 1905, e na <strong>teoria geral da relatividade</strong>, de 1915. O senso comum nunca admitiu conexão entre espaço e tempo. Até o fim do século XIX, acreditava-se que o espaço físico era um plano contínuo de três dimensões &#8211; isto é, o conjunto de todos os pontos possíveis &#8211; ao qual se aplicavam os postulados da geometria euclidiana. As coordenadas cartesianas pareciam naturalmente adaptadas a esse espaço. O tempo era visto então como independente do espaço, como um contínuo separado, unidimensional, totalmente homogêneo em sua extensão infinita. Qualquer &#8220;momento atual&#8221; no tempo poderia ser tomado como uma origem: a partir dessa origem, se media o tempo transcorrido ou a transcorrer até qualquer outro momento passado ou futuro. A mecânica clássica, expressa matematicamente com rigor por <strong>Isaac Newton</strong>, repousa sobre a idéia de espaço e tempo absolutos.</p>
<p style="text-align: justify;">As noções tradicionais sobre espaço e tempo absolutos, no entanto, são teóricas e não intuitivas, como freqüentemente se acredita. Para o senso comum, elas são as únicas possíveis, pois se é muito simples pensar em comprimento e largura, e relativamente simples pensar em comprimento, largura e altura, imaginar um espaço <strong>tetradimensional</strong> é impossível. Para localizar um objeto no espaço, sabe-se que é necessário situá-lo em relação a outros objetos, que funcionam como sistema de referência, ou referencial espacial. O referencial ideal é o sistema de três eixos de coordenadas que partem de uma origem. Observe-se que quando alguém se refere a &#8220;um ponto fixo no espaço&#8221;, na verdade está falando de um ponto cujas coordenadas espaciais, em determinado referencial, são constantes, ou seja, o objeto está em repouso em relação ao referencial. Da mesma forma, quando se diz que um corpo se desloca no espaço, trata-se de um corpo cujas coordenadas num referencial dado são variáveis. A noção de espaço, como a de movimento, é sempre relativa a um referencial espacial. Não existe, portanto, um padrão único ou absoluto de inércia.</p>
<p style="text-align: justify;">A inexistência da inércia absoluta significa que não se pode afirmar que dois eventos ocorridos no mesmo lugar, mas em instantes diferentes, ocorreram realmente no mesmo lugar do espaço. Supondo por exemplo que uma bola ao quicar no interior de um trem em movimento toque o assoalho do veículo a cada segundo, ela será vista quicando sempre no mesmo lugar para um observador situado no interior do trem, ou seja, um observador para quem o assoalho do trem esteja em repouso relativo. Para um observador sentado à beira da estrada, no entanto, a bola vai quicar cada vez vários metros adiante da vez precedente, pois o assoalho do trem está em movimento em relação a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">O referencial espacial parece satisfatório para situar objetos, ou pontos, mas para situar os acontecimentos, ou os movimentos, é necessário acrescentar uma coordenada de tempo ao sistema de referência. Pode-se definir um referencial de espaço-tempo associando um relógio a cada ponto fixo de um sistema de coordenadas espaciais. Assim, se estabelece uma relação entre dois sistemas em movimento: caracteriza-se um evento ocorrido num sistema de comparação com outro evento, em outro sistema. O universo em que a coordenada de tempo de um sistema depende tanto da coordenada de tempo quando das coordenadas de espaço de um outro sistema em movimento relativo denomina-se Universo de Minkowski  e constitui a alteração essencial postulada pela teoria especial da relatividade em relação à física tradicional.</p>
<p style="text-align: justify;">As noções de tempo e de repouso ficam também, dessa forma, associadas ao referencial, e se torna impossível afirmar a priori que o intervalo de tempo entre dois acontecimentos seja sempre, em todos os casos, independente do referencial. O que se pode afirmar é que se dois acontecimentos tiveram coordenadas de espaço (<em>x</em>,<em> i </em>e<em> z</em>) e de tempo (<em>t</em>) coincidentes, eles definem o mesmo ponto no espaço-tempo. O <strong>espaço-tempo</strong> é a única verdadeira ideia absoluta. A separação em duas noções diferentes <strong>- </strong>espaço e tempo <strong>- </strong>só é possível quando se escolhe um sistema de referência espacial: um acontecimento fica então localizado em relação a esse referencial. Mas, da mesma forma, pode-se escolher um sistema de quatro coordenadas. O acontecimento, assim, se torna em relação ao espaço-tempo, contínuo tetradimensional.</p>
<p style="text-align: justify;">O universo de Minkowski contém uma classe distinta de sistemas de referência e tende a não ser afetado pela presença da matéria (massa) em seu interior. Em tal universo, todo conjunto de coordenadas, ou de eventos específicos de espaço-tempo, é descrito como um &#8220;aqui-agora&#8221;, ou um ponto universal. Os intervalos aparentes de espaço e tempo entre eventos dependem da velocidade do observador, que não pode, em nenhum caso, exceder a velocidade da luz. Em qualquer sistema de referência inercial, todas as leis físicas permanecem inalteradas.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja também o meu texto “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/comment-page-1/" target="_blank"><strong>O tempo está passando mais rápido</strong></a>?”</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do<a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"> Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.</p>


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		<title>Relatividade geral e a confirmação da Teoria</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 20:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[campos gravitacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade]]></category>
		<category><![CDATA[teoria da relatividade geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o texto sobre Einstein&#8230;



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #00ccff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/21/albert-einstein-o-fisico-e-maior-pensador-do-seculo-xx/" target="_blank"><strong>Continuando o texto sobre Einstein&#8230;</strong></a></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/curvatura-espaco.jpg" title="" class="shutterset_singlepic23" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/23__160x120_curvatura-espaco.jpg" alt="curvatura-espaco" title="curvatura-espaco" />
</a>
As aplicações da <strong>relatividade restrita</strong> são múltiplas, da <strong>fissão nuclear</strong> à <strong>metrologia</strong>. Depois de um início difícil, a <strong>Relatividade Geral</strong> foi comprovada pela experiência e tornou-se uma ferramenta de medição em <strong>astrofísica</strong>.<span id="more-786"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A principal limitação da relatividade especial era sua aplicação restrita a sistemas de referência inerciais, de velocidade retilínea e constante em relação uns aos outros. A generalização das hipóteses da relatividade restrita ampliou o princípio da invariabilidade das leis da natureza a qualquer sistema, inclusive os de tipo não inercial ou dotados de uma aceleração ou velocidade variável com relação aos sistemas inerciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Campos gravitacionais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo de Einstein, com a globalização dos postulados relativistas, foi desenvolver um modelo de campo gravitacional no qual definiu as características dos sistemas cinemáticos e dinâmicos em condições próximas ao limite da velocidade da luz. As ideias de Einstein foram enriquecidas por trabalhos de Hermann Bondi, Sir Fred Hoyle, Thomas Gold e Ernest Pascual Jordan.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A Confirmação da teoria</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As hipóteses de Einstein, apesar de sua brilhante demonstração teórica, só alcançaram pleno reconhecimento internacional depois do surgimento de <strong>provas experimentais </strong>de sua validade. Entre os principais resultados que apoiaram as hipóteses relativistas se incluem: a explicação das <strong>anomalias observadas desde o século XIX nas órbitas do planeta Mercúrio</strong>, mediante a inclusão do conceito de campo gravitacional relativista, no qual <strong>a trajetória da luz se curva na presença de fortes campos gravitacionais</strong>; a interpretação dos fenômenos das partículas atômicas lançadas em alta velocidade no interior de aceleradores como ciclotrons e similares; e a construção de teorias cosmológicas da estrutura de sistemas galáticos e estelares e da forma e origem do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida o maior triunfo e o que lhe acarretou fama em 1919 foi quando durante um eclipse solar possibilitou-se observações e fotografias que comprovaram os efeitos da <strong>curvatura do espaço</strong> ao se constatar que <strong>a luz vinda das</strong> <strong>“estrelas próximas”</strong> <strong>curvava-se</strong>, ou seja, as estrelas  “não estavam” onde se pensava que elas estariam como ocorre sem o efeito da <strong>gravidade do Sol</strong>. Um dos locais de onde foram feitas essas observações foi na cidade de Sobral, no Ceará, Brasil. Para o Brasil enviou-se uma equipe inglesa de cientistas astrônomos, desta maneira este país teve uma participação na confirmação da teoria de Einstein por ser um dos locais de onde se puderam observar aquele eclipse, lembrando que essas observações ocorreram em  diversos pontos do Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="51287"></a>As equações de Einstein permitiram <strong>prever a conversão de matéria em energia nos reatores e bombas nucleares</strong>. Nos últimos anos do século XX, outras previsões de Einstein na teoria da relatividade geral eram ainda objeto de pesquisa. <strong>Entre essas previsões se incluem a existência de ondas gravitacionais e dos buracos negros,</strong> objetos formados pelo colapso de estrelas de grande massa, dos quais nem a luz conseguiria escapar. Em maio de 1994, o telescópio espacial americano Hubble detectou pela primeira vez um objeto que correspondia às características de um buraco negro superdenso, situado a cinqüenta milhões de anos-luz da Terra, na galáxia gigante M87.</p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos observar as consequências e confirmações da teoria da relatividade ainda estão em estudo, e alguns dos postulados por Einstein, da mesma maneira,  poderão ser confirmados no futuro, isso demonstra a grandeza do grande físico e pensador do século XX.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No próximo tópico concluímos falando da <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/04/a-importancia-da-relacao-%E2%80%9Ctempo%E2%80%9D-na-relatividade-de-einstein/" target="_blank">importância da relação: &#8220;tempo-espaço&#8221;.</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.</p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>A Bomba Atômica, a Teoria da Relatividade e o  Pacifismo buscado por Einstein</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/08/23/a-bomba-atomica-a-teoria-da-relatividade-e-o-pacifismo-buscado-por-einstein/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 00:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Bomba Atômica]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o texto sobre Einstein&#8230;



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/21/albert-einstein-o-fisico-e-maior-pensador-do-seculo-xx/" target="_blank">Continuando o texto sobre Einstein&#8230;</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/lego_einstein.jpg" title="" class="shutterset_singlepic21" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/21__160x120_lego_einstein.jpg" alt="lego_einstein" title="lego_einstein" />
</a>
Em 1933, um ano após visitar universidades e instituições de pesquisas nos Estados Unidos, Einstein renunciou a seus cargos na Alemanha, onde os nazistas já estavam no poder, e fixou residência em território americano. Passou a ensinar no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, do qual se tornaria diretor. Em 1940 adotou a cidadania americana.<span id="more-767"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Durante esse período, o desenvolvimento de <strong>armas nucleares </strong>e as manifestações cada vez mais freqüentes de racismo no mundo constituíram as principais preocupações de Einstein. Os físicos alemães Otto Hahn e Lise Meitner tinham descoberto como provocar artificialmente a <strong>fissão do urânio</strong>. Na Itália, as pesquisas de Enrico Fermi indicavam ser possível provocar uma <strong>reação em cadeia</strong>, com a liberação de um número cada vez maior de átomos de urânio e, em conseqüência, de enorme quantidade de <strong>energia</strong>. Fermi, que acabara de chegar aos Estados Unidos, e os físicos húngaros Leo Szilard e Eugene Wigner pediram então a Einstein que entrasse em contato com a Casa Branca. Ele escreveu então uma carta ao presidente Franklin Roosevelt em que alertava para o risco que significaria para a humanidade a utilização pelos nazistas da tecnologia nuclear na fabricação de armas de grande poder destrutivo. Logo após receber a mensagem, o chefe de estado americano deu início ao projeto Manhattan, que tornou os Estados Unidos pioneiros no aproveitamento da <strong>energia atômica</strong> em todo o mundo e resultou na <strong>fabricação da primeira bomba atômica. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Embora não tivesse participado do projeto e sequer soubesse que uma bomba atômica tinha sido construída até que <strong>Hiroxima</strong> fosse arrasada, em <strong>1945</strong>, o nome de Einstein passou para a história associado ao advento da era atômica. Durante a segunda guerra mundial, ele participou da organização de grupos de apoio aos refugiados e, terminado o conflito, após o lançamento de bombas atômicas em <strong>Hiroxima</strong> e <strong>Nagasaki</strong>, uniu-se a outros cientistas que lutavam para evitar nova utilização da bomba. Intensificando a militância pacifista, defendeu particularmente o estabelecimento de uma organização mundial de controle sobre as armas atômicas. Em 1945, renunciou ao cargo de diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, mas continuou a trabalhar naquela instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">A intensa atividade intelectual de Einstein resultou na publicação de grande número de trabalhos, entre os quais vale destacar <em>Warum Krieg?</em> (1933;<em> Por que a guerra?</em>), em colaboração com Sigmund Freud; <em>Mein Weltbild</em> (1949;<em> O mundo como eu o vejo</em>); e <em>Out of My Later Years </em>(1950; <em>Meus últimos anos</em>). A principal característica de sua obra foi uma síntese do conhecimento sobre o mundo físico, que acabou por levar a uma compreensão mais abrangente e mais profunda do universo. Suas descobertas tornaram possível entender o comportamento das <strong>partículas</strong> animadas de grande velocidade e suas respectivas leis. Os princípios da relatividade revolucionaram a física newtoniana pois, com o emprego de aceleradores, tornou-se possível obter partículas animadas de enorme velocidade, cuja mecânica em muito se afasta das leis newtonianas.</p>
<p style="text-align: justify;">Einstein conseguiu reduzir as leis da mecânica e harmonizá-las com aquelas que regem as propriedades dos campos eletromagnéticos. Com sua <strong>concepção de fóton</strong>, permitiu que mais tarde se fundissem, na teoria ondulatória de Louis de Broglie, a mecânica e o eletromagnetismo, o que no século anterior parecia impossível. Albert Einstein morreu em Princeton, em 18 de abril de 1955.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Teoria da Relatividade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As <strong>hipóteses relativistas</strong> elaboradas por Albert Einstein no início do século XX para explicar a estrutura do cosmos transcenderam o âmbito científico e, com o passar dos anos, se transformaram num <strong>símbolo paradigmático da filosofia </strong>e do modo de entender o mundo durante o que se chamou de era da relativização.</p>
<p style="text-align: justify;">Teoria da relatividade é o modelo da física que, por meio de uma concepção generalizada dos sistemas naturais, descreve o movimento de corpos submetidos a velocidades semelhantes à da Luz. Enunciada fundamentalmente por Albert Einstein, no início do século XX, a teoria da relatividade suscitou ampla renovação científica ao alterar algumas ideias básicas da física clássica e oferecer uma explicação coerente e unificada para grande número de fenômenos da natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Em virtude de sua complexidade e das datas de publicação dos trabalhos de Einstein, a teoria da relatividade se distingue entre o <strong>modelo especial</strong>, ou <strong>restrito</strong>, postulado em <strong>1905</strong> e apoiado em alguns trabalhos precursores, e a <strong>Relatividade Geral</strong>, publicada por Einstein entre 1912 e <strong>1917</strong>, que inclui a noção de Campo Gravitacional e procura condensar num modelo único todas as manifestações físicas do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">Historicamente, a teoria da relatividade ampliou as idéias existentes no momento de sua aparição e englobou as teorias clássicas como um caso particular de suas propostas. Assim, a mecânica clássica, baseada nos princípios da dinâmica de <strong>Isaac Newton</strong>, e os fundamentos da eletricidade e do magnetismo, reunidos nas leis enunciadas por James Clerk Maxwell, constituem casos particulares da teoria relativista sob as condições especiais presentes em sistemas com componentes de movimento extremamente lento em comparação com a velocidade de deslocamento da luz que é de aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo (velocidade essa capaz de, teoricamente, dar 7 voltas no planeta terra em um segundo – com essa mesma velocidade se chegaria à Lua em um segundo, e no Sol em 8 minutos)</p>
<p style="text-align: justify;">No próximo tópico:  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/27/relatividade-especial-e-o-que-ela-acarretou-quais-foram-as-consequencias/" target="_blank">Relatividade Especial</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do<a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"> Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.</p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>Albert Einstein o Físico e maior pensador do século XX</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 22:33:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/einstein_lingua.jpg" title="" class="shutterset_singlepic20" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/20__160x120_einstein_lingua.jpg" alt="einstein_lingua" title="einstein_lingua" />
</a>
Inicio aqui uma série de postagens falando do maior físico, astrônomo e pensador do século XX, e porque não dizer de todos os tempos. Albert Einstein é considerado o mais célebre dos cientistas do século XX, foi responsável por teorias que revolucionaram não apenas a física, mas o próprio pensamento humano, ele acreditava que só a evolução moral impediria uma catástrofe a nível planetário.<span id="more-760"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Pequena Biografia </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Albert Einstein nasceu na cidade alemã de Ulm, em 14 de março de 1879. Filho de um pequeno industrial judeu, iniciou os estudos em Munique e cedo se destacou no estudo da matemática, física e filosofia. Ainda na infância, incentivado pela mãe, começou a estudar violino, instrumento que o acompanharia ao longo da vida. Com o objetivo de tornar-se professor, concluiu o curso de graduação no Instituto Politécnico de Zurique, em 1900, época em que já dedicava a maior parte de seu tempo ao estudo da física teórica. Obteve nessa época a cidadania suíça e, não tendo conseguido colocação na universidade, aceitou um lugar no departamento de patentes em Berna . Emprego este que lhe foi “arrumado” por um amigo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="48667"></a>Em 1905, ano em que concluiu o doutorado, Einstein publicou quatro ensaios científicos, cada um deles com uma grande descoberta no campo da física. No primeiro, fez uma análise teórica do movimento browniano, produzido pelo choque das partículas de um líquido sobre corpos microscópicos nele introduzidos; no segundo, formulou uma <strong>nova</strong> <strong>teoria da luz</strong>, com o importante <strong>conceito de</strong> <strong>fóton</strong>, baseando-se na teoria quântica proposta em 1900 pelo físico Max Planck; no terceiro, expôs a formulação inicial da <strong>teoria da relatividade</strong> e no quarto e último trabalho, propôs uma fórmula para a <strong>equivalência entre massa e energia</strong>, a célebre <strong>equação <em>E</em> =<em> mc<sup>2</sup></em></strong>, pela qual a energia <em>E</em> de uma quantidade de matéria, com massa <em>m</em>, é igual ao produto da massa pelo quadrado da velocidade da luz, representada por <em>c</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Momento da Descoberta da relatividade e Início da fama</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No ensaio dedicado à relatividade, intitulado &#8220;Elektrodynamik Bewegter Körper&#8221; (&#8221;Movimento eletrodinâmico dos corpos&#8221;), o cientista afirma que <strong>espaço e tempo são valores relativos </strong>e não absolutos, ao contrário do que se acreditava até então. Afirma ainda ser a da <strong>luz a velocidade máxima no universo</strong> e acrescenta: para o corpo que se deslocasse a essa velocidade, o tempo sofreria uma dilatação, ao mesmo tempo em que se registraria uma contração do espaço. Assim, o corpo que permanecesse em repouso envelheceria em relação ao outro corpo, em movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada vez mais respeitado no meio acadêmico, Einstein ensinou em Berna, Zurique e Praga, entre os anos de 1909 e 1913. Foi então convidado a ocupar uma cátedra na Universidade de Berlim, que pouco depois acumulou com a direção do respeitado Instituto Kaiser Wilhelm. Nessa época, sua grande preocupação era a <strong>generalização da teoria da relatividade</strong>, com a elaboração de uma <strong>nova teoria</strong> capaz de interpretar, por meio de considerações semelhantes, o campo eletromagnético e o campo gravitacional, que acabaria por receber a denominação de <strong>teoria do campo unificado</strong>. Em 1916, o cientista publicou <em>Grundlage der allgemeinen Relativitätstheorie</em> (<em>Fundamento geral da teoria da relatividade</em>), formulação final da teoria geral da relatividade. Nesse mesmo ano, passou a manifestar uma preocupação com os problemas sociais que o acompanharia ao longo de toda a sua carreira.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <strong>1919</strong>, Einstein tornou-se conhecido em todo o mundo, depois que <strong>sua teoria foi comprovada</strong> em experiência realizada <strong>durante um eclipse solar</strong>. Por essa época começou a viajar pelo mundo, não apenas para expor suas teorias físicas, mas também para debater problemas como o racismo e a paz mundial. Uma dessas viagens o traria ao Brasil, em 1925. Em <strong>1921</strong>, foi agraciado com o <strong>Prêmio Nobel de física</strong> e indicado para integrar a Organização de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. No mesmo ano, publicou <em>Über die spezielle und allgemeine Relativitätstheorie gemeinverständlich</em> (<em>Sobre a teoria da relatividade especial e geral</em>),<em> </em>obra de divulgação.</p>
<p style="text-align: justify;">A noção de equivalência entre massa e energia, a do <em>continuum</em> quadridimensional e outras descobertas de Einstein provocaram uma verdadeira renovação do pensamento humano, num período de grande fertilidade intelectual, com <strong>interpretações filosóficas</strong> das mais diversas tendências. Os resultados de suas descobertas foram utilizados como argumento tanto pelos defensores do <strong>empirismo</strong> de total rigor lógico quanto pelos adeptos do <strong>idealismo</strong> <strong>matemático</strong>, segundo o qual o universo pode ser reduzido à abstração das fórmulas e das relações numéricas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>No próximo tópico: </strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/23/a-bomba-atomica-a-teoria-da-relatividade-e-o-pacifismo-buscado-por-einstein/" target="_blank">a Bomba Atômica, a Teoria da Relatividade e o Pacifismo de Einstein</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>


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		<title>O Ano da Astronomia. Por que 2009 é o Ano da Astronomia?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/07/27/o-ano-da-astronomia-por-que-2009-e-o-ano-da-astronomia-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 20:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Ano da Astronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[


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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><span style="COLOR: #33ccff"><span style="COLOR: #000099">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/benito/ano-internacional-da-astronomia-2009.jpg" title="" class="shutterset_singlepic11" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/11__160x120_ano-internacional-da-astronomia-2009.jpg" alt="ano-internacional-da-astronomia-2009" title="ano-internacional-da-astronomia-2009" />
</a>
O Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009) é a celebração da ciência e em especial da própria Astronomia.</span><span> </span></span></div>
<div><span> </span></div>
<p style="text-align: justify;"><span><span style="COLOR: #000099">É bom relembrar algumas épocas e marcas da história da Astronomia. Em primeiro lugar a Astronomia é uma das ciências mais antigas do mundo, provavelmente a primeira de todas as ciências; a astronomia (ou a física &#8211; physis) tem um papel fundamental no inicio da filosofia no mundo ocidental que ocorre nos séculos VII e VI a.C.; e depois retoma com força e com uma particularidade especial no início da modernidade na segunda metade do milênio findado, com Copérnico, Galileu, Decartes, Isaac Newton, Giordano Bruno, kotler, entre outros; toma um novo e revolucionário fôlego na contemporaneidade com Albert Einstein e a famosa teoria da relatividade especial.<span id="more-284"></span></span></span></p>
<p><strong>Mas por que 2009 é o ano da Astronomia?</strong></p>
<p>Em 1609 tivemos uma das datas mais marcantes da história da Astronomia, foi quando pela primeira vez o homem pôde ver o céu não mais com os olhos desnudos ou seja a partir de Galileu Galilei pôde-se observar o céu com um telescópio, um instrumento que ajudou a revolucionar a ciência e em especial a Astronomia. Esse instrumento foi aperfeiçoado por Galileu, mas não foi construído por ele como alguns pensam. Galileu teve o mérito de desenvolvê-lo e principalmente de ter tido a ideia de usá-lo para ver o céu e não para observar navios ou inimigos à distância, mas um objetivo mais nobre: o Céu.</p>
<p>Com o telescópio, Galileu Galilei pôde observar a lua como nunca antes, viu que na Lua há montanhas e imensas crateras. Com esse instrumento óptico pode constatar que em Júpiter há 4 corpos que a circundam, são as grandes luas: Europa, Ganímedes (ou Ganimedes), Io e Calisto, mas sabe-se hoje que existem outros satélites naturais em Júpiter. Essa observação corrobora para a retomada do heliocentrismo (Copérnico 1554) com a afirmação de que se é possível haver outros corpos girando em torno de outros sem ser da própria Terra, então por que a terra não poderia também ela estar girando em torno de outro corpo como o Sol.</p>
<p>Passou-se desde então 400 anos de observações com instrumentos ópticos não mais olhos nus. E depois tivemos um outro número bem marcante que são os 40 anos do homem na Lua, isso mesmo, em 20 de Julho 1969 o homem pisa pela primeira vez na Lua, e como disse Neil Alden Armstrong quando deu esse 1º passo, &#8220;um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade&#8221;.</p>
<p>Pela participação da Astronomia desde os primórdios do homem através de sua contemplação e “veneração” do céu, criação dos seus mitos e depois o nascimento da filosofia e da ciência, podemos observar que a astronomia tem um estreito relacionamento com o pensamento filosófico basta ver as inúmeras possibilidades que se dão de uma para a outra, eu vejo uma sinergia entre a Astronomia e a Filosofia (Pensamento) e vice versa.</p>
<p>Por esses motivos e tantos outros que dão a importância e relevância da Astronomia é que o ano de 2009 foi proclamado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o ano internacional da Astronomia. Esses são objetivos gerais:</p>
<p>Difundir na sociedade uma mentalidade científica;</p>
<div><span style="COLOR: #000099">Fornecer uma imagem moderna da ciência e do cientista; </span></div>
<div><span style="COLOR: #000099">Promover acesso a novos conhecimentos e experiências observacionais; </span></div>
<div><span style="COLOR: #000099">Promover comunidades e clubes de Astronomia; </span></div>
<div><span style="COLOR: #000099">Promover e melhorar o ensino formal e informal da ciência; </span></div>
<div><span style="COLOR: #000099">Criar novas redes de divulgação e pesquisa e fortalecer as já existentes; </span></div>
<div><span style="COLOR: #000099">Melhorar a inclusão social na ciência, promovendo uma distribuição mais equilibrada entre os cientistas provenientes de camadas mais pobres, de mulheres e minorias raciais e sexuais.</p>
<p>Bem, amigo leitor então mãos à obra&#8230;</p>
<p>Abraços do Benito Pepe</p>
<p></span><span style="COLOR: #000099"><span style="COLOR: #3366ff"><br />
</span></span></div>


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		<title>O que é um Planetário?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/07/03/o-que-e-um-planetario/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2009/07/03/o-que-e-um-planetario/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 21:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Planetário]]></category>

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		<description><![CDATA[
Muita gente pensa que um Planetário é um lugar, mas na verdade “Planetário” é uma “máquina” (ou programa) que projeta um céu em uma cúpula (ou mesmo no seu computador), no entanto se dá o nome da máquina ao lugar, vamos entender essa diferença. 
  
A antiga cosmologia grega inspirou a Eratóstenes e seus discípulos a [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354358064296492642" style="float: right; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 167px; height: 129px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Sk6ASnaj_mI/AAAAAAAAAVo/6W75hyzqFGc/s200/telescopio.png" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;">Muita gente pensa que um Planetário é um lugar, mas na verdade “Planetário” é uma “máquina” (ou programa) que projeta um céu em uma cúpula (ou mesmo no seu computador), no entanto se dá o nome da máquina ao lugar, vamos entender essa diferença.<span class="fullpost"> <span id="more-190"></span></span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;"><span class="fullpost"> </span></span><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;">A antiga cosmologia grega inspirou a Eratóstenes e seus discípulos a construção de uma esfera oca, em cujo interior eram representados os planetas, como se a Terra fosse o centro. Daí derivam os planetários.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;"> </span></div>
<p style="text-align: justify;">Planetário é um instrumento óptico-elétrico-mecânico que reproduz o movimento dos corpos celestes. Consta de um conjunto de projetores especiais que lançam a imagem do céu no interior de uma cúpula hemisférica. O projetor principal, em forma de haltere, tem nas extremidades duas esferas, que reproduzem na cúpula as estrelas até a quinta magnitude. No corpo do instrumento há uma série de projetores móveis individuais para o Sol, a Lua e os planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, que se podem ver a olho nu.</p>
<p style="text-align: justify;">Pequenos projetores esféricos, adaptados ao instrumento principal, mostram as coordenadas celestes, círculos, horários etc., a fim de facilitar o estudo da navegação celeste. Todo o conjunto se movimenta em torno de três eixos e permite exibir o céu visto a qualquer hora, de qualquer latitude da Terra e em qualquer época, mesmo no futuro ou no passado. Nos modernos planetários, a presença de um quarto eixo de rotação permite contemplar o céu visto de fora da Terra, de qualquer ponto do espaço como se estivéssemos em uma nave espacial.</p>
<div><strong><span style="color:#000066;">Pequeno Histórico </span></strong></div>
<p align="justify"><span style="color:#000066;">A esfera armilar de Eratóstenes (250 a.C.) e os globos celestes de Anaximandro (6 a.C.) foram melhorados por Tycho Brahe em 1580. Em 1664 Andreas Busch construiu o &#8220;globo de Gottorp&#8221;, de quase quatro metros de diâmetro, longínquo precursor dos planetários. O globo de Roger Long, construído em 1758, acomodava trinta pessoas em seu interior. O de Wallace Walter Atwood, de 1912, continha 700 orifícios, correspondentes às estrelas até a quarta magnitude. O primeiro dispositivo heliocêntrico, ou seja, com o Sol no centro do sistema, foi construído em 1682 por Johanes Cuelen de la Haye. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;">Nos modelos mecânicos, era impossível reproduzir em escala as dimensões do sistema solar. Ao contrário do que se fizera até então, Walter Bauersfeld, da firma Carl Zeiss, imaginou uma representação celeste que permitisse a observação tal como é feita na natureza, ou seja, do interior da própria esfera celeste. Assim, construiu em 1919 o primeiro planetário Zeiss, dispositivo óptico com pequenas fontes de luz, convenientemente dispostas, e capaz de projetar, sobre a superfície interna de uma esfera oca, imagens que reproduziam, por sua posição relativa e brilho, o aspecto do céu noturno num dado local e num dado instante. </span></p>
<div><span style="color:#000066;">Os planetários se disseminaram a partir de então por todo o mundo. Os mais famosos são os de Paris, Chicago, Nova York, Los Angeles, Londres, Berlim, Buenos Aires e Tóquio. </span></div>
<div><span style="color:#000066;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;">O primeiro planetário do Brasil foi instalado em São Paulo em 1954 pela firma Carl Zeiss, que instalaria outros quatro no país: no Rio de Janeiro RJ e em Goiânia GO, em 1970, em Santa Maria RS, em 1971, e em Porto Alegre RS, em 1976. </span></div>
<div><span style="color:#000066;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000066;">Hoje os planetários podem ser utilizados no nosso computador através de diversos programas, alguns são gratuitos, outros muito pelo contrário bem carinhos. Bem, vou dar algumas dicas, mas sugiro que visitem sempre um Planetário “real” em sua cidade.</span></div>
<div> </div>
<div><strong>Dicas de Planetários Gratuitos para baixar para seu computador </strong></div>
<p style="text-align: justify;">Alguns Planetários que podem ser utilizados no nosso computador. Para localizá-lo e baixá-lo para sua máquina (computador) busque na Internet e escolha o seu preferido, todos da lista abaixo são gratuitos:</p>
<p><strong>Stellarium</strong>;</p>
<p><span style="color:#000066;"><strong>Celestia</strong>; </span></p>
<div><span style="color:#000066;"><strong>Google</strong> <strong>Sky</strong>; </span></div>
<div> </div>
<div><span style="color:#000066;"><strong>WorldWide Telescope</strong>; </span></div>
<div> </div>
<div><span style="color:#000066;"><strong>Skyorb</strong>.</span></div>
<div> </div>
<div><span class="fullpost"><span style="color:#000066;"><span style="color: #000000;">Boa viagem pelo maravilhoso universo&#8230;  </span></span></span></div>
<div><span class="fullpost"><span style="color:#000066;"><span style="color: #000000;"> </span></span></span></div>
<div><span class="fullpost"><span style="color:#000066;"><span style="color: #000000;">Abraços do Benito Pepe</span></span></span></div>
<div><span class="fullpost"><span style="color:#000066;"><span style="color:#3366ff;"><br />
</span></span><strong>Bibliografia</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;">
<div>
<div><span style="color:#000066;">ENCICLOPÉDIA BARSA. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.<br />
</span></div>
<p> </p></div>
</div>


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		</item>
		<item>
		<title>A Astronomia, “as viagens espaciais” e o marketing dentro da Indústria Cultural (1.4)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/02/25/a-astronomia-%e2%80%9cas-viagens-espaciais%e2%80%9d-e-o-marketing-dentro-da-industria-cultural-1-4/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 17:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens Espaciais]]></category>

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		<description><![CDATA[
Continuando&#8230;

Podemos observar no cinema ou na televisão uma boa quantidade de filmes ou seriados de ficção científica: invasões extraterrestres e viagens espaciais intergalácticas; que de maneira geral não permitem uma reflexão, não nos possibilitam, em princípio, um pensamento mais elaborado quanto a estas questões. Muito pelo contrário estes filmes que como toda a elaboração da [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306790957685536866" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 150px; height: 109px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SaWCQmoZ-GI/AAAAAAAAAO4/wWzbKTarN38/s200/nave+e+terra.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/24/a-industria-cultural-e-a-influencia-nas-das-ciencias-especialmente-a-astronomia/" target="_blank">Continuando&#8230;</a><br />
</span><br />
<span style="color:#3333ff;"><span style="color:#000099;">Podemos observar no cinema ou na televisão uma boa quantidade de filmes ou seriados de ficção científica: invasões extraterrestres e viagens espaciais intergalácticas; que de maneira geral não permitem uma reflexão, não nos possibilitam, em princípio, um pensamento mais</span> </span><span style="color:#000099;">elaborado quanto a estas questões. Muito pelo contrário estes filmes que como toda a elaboração da indústria cultural tende a ser acelerada, de maneira superficial, e funciona com a velocidade que não lega tempo para o pensamento.<span id="more-146"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#000099;">Assim comenta Chaui (2005)</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#000099;"><em>Como os meios de comunicação nos infantilizam, diminuem nossa atenção e capacidade de pensamento, invertem realidade e ficção e prometem, por intermédio da publicidade, colocar a felicidade imediatamente ao alcance de nossas mãos, acabam nos transformando num público dócil e passivo. (p.299)</em> </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Na realidade este é o seu objetivo, infantilizar, deve-se estar dócil e manipulável, aliás a indústria cultural e aqui não se trata só do cinema ou da televisão, mas de revistas, jornais, rádios, etc; enfim todos os meios de comunicações possíveis e imagináveis e os que possam vir a surgir, como a recente Internet, têm uma função que nos parece bem clara, “desenvolver-se” com as massas e como massa é algo maleável aí está uma das questões. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Conseqüentemente temos a idéia de <em>mass media</em> ou meio de massa que são utilizados pela televisão e pelos diversos veículos de comunicação. A mídia como é usada no Brasil, Estados Unidos e tantos outros países, é o moldador desta massa. Se há massa é necessário “moldá-la”. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Utiliza-se destes caminhos para justificarem-se algumas “viagens espaciais”; a indústria cultural colabora com os governos ou com quem lhes “pague”, na realidade estas viagens são aqui no “quintal” do planeta Terra, estamos falando por exemplo da estação espacial internacional (ISS) que está a aproximadamente e apenas 10% da distância Terra-Lua ou melhor está somente em órbita da Terra (em uma queda constante). Mas tudo isto é mostrado e transmitido pela televisão como se fosse uma grande viagem intergaláctica confundindo a realidade com a ficção dos filmes e seriados. E porque ocorre tudo isto? </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Bem, é necessário justificar-se uma verba solicitada ao congresso, como o dinheiro vem do povo é imperativo que se mostre na televisão e em outras mídias esta propaganda que, da mesma maneira como foi útil na época da guerra fria e da corrida espacial, agora está caminhando para um <em>turismo espacial</em> e uma supremacia deste “espaço” por alguns (poucos) países.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Como a indústria cultural está interligada à indústria de bens e serviços e a uma “ciência instrumental” e uma passou a depender da outra, da mesma forma a propaganda governamental e todos os seus objetivos são incessantemente articulados pela mídia.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Precisamos aqui fazer uma pequena distinção entre desejos e necessidades, esta é algo oriundo nos seres humanos, tais como: necessidade de alimento, locomoção, e comunicação por exemplo, mas para satisfazê-las não precisamos comer um caviar ou um pescado que custa centenas de euros em um restaurante francês, não precisamos de um automóvel de ultima geração para nos locomover, e para nos comunicar não precisamos de um celular ultramoderno, que o falar através dele, é o menos importante tão requintado que é este aparelhinho de nossos dias.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Tudo isto são desejos criados por uma “industria cultural” mercantilizada, em que se usa da estética e da tecnologia, para cada vez mais aprimorar o “embelezamento” dos produtos de consumo. Mas é preciso se separar e distinguir o que é belo do que é simplesmente útil. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Bem, a necessidade é satisfeita independente do desejo. O desejo é normalmente criado em nós e é recriado constante e infinitamente. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Como vimos há <em>necessidades</em> e há <em>desejos</em> o que em geral a mídia e o marketing éticos deveriam fazer seria identificar necessidades e desejos de um público e gerar os bens e serviços para atender a estas necessidades, na realidade o que ocorre é uma criação de desejos que são confundidos com necessidades e são implantados em uma estrutura maior, um esqueleto que passa a ficar interdependente. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">O marketing dentro da indústria cultural elabora a criação de tantos desejos nesta massa, que conseqüentemente o que temos são indivíduos que se tornam produtos. Vejamos e pensemos o tanto de coisas que carregamos quando saímos para trabalhar e até mesmo para o lazer, por que precisamos de tantas coisas? E o pior, tem que ser de tal marca. A imagem passa a nos perseguir. Como somos mercadorias ambulantes, assim nos diz Chaui (2005) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><em>A propaganda passa a estimular imagens de indivíduos vencedores na competição instituída pelo mercado de trabalho: roupas, calçados, bolsas e pastas de grife, sabonetes, perfumes e desodorantes que sugerem requinte e glamour, cosméticos de marcas famosas, etc., passam a constituir o próprio corpo do individuo, formam sua imagem como uma espécie de segunda natureza ou de máscara colada em sua pele. (p.295).<br />
</em><br />
Como nos relembra Chaui, nós precisamos ser mantidos infantis e desta forma mais desejosos de satisfações constantes, em outras palavras, precisamos toda hora de uma “balinha” de um docinho como crianças insaciáveis e pior sem maturidade. Não é interessante que reflitamos, que tenhamos críticas. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#000099;">Entendemos assim porque produtos e mais produtos nos fascinam tanto. Diferentemente de um estudo mais elaborado que exigiriam de nossa mente tanto esforço para compreendê-lo, pois somos doutrinados ou adestrados para de tal forma não entendê-lo, ou não se interessar por ele&#8230; será que precisamos, portanto, nos libertar desta caverna, como alegoricamente colocou Platão?</span></div>
<p>Abraços do Benito pepe<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#000099;"> </span></p>
<p>Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/26/comentarios-finais-e-referencias-bibliograficas-1-5/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Comentários Finais</span></a></p>
<div><span style="color:#000099;"><strong>Referência bibliográfica</strong></p>
<p>CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.</p>
<p></span></div>


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		<title>A Indústria Cultural e a influência nas (das) ciências, especialmente a Astronomia</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 14:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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Este é mais um texto que publico em partes. Começamos com uma pequena introdução; falamos da Teoria Crítica; da Industria Cultural; e entramos no tema: Astronomia, “as viagens espaciais” e o marketing dentro da Indústria Cultural; e por fim tecemos um comentário final.

1.1. Introdução 
 
O objetivo deste texto como o próprio título já evidencia, [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306375029269354946" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 122px; height: 131px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SaQH-YiaWcI/AAAAAAAAAOg/xCoV7OqLQ-I/s200/maquina+produzindo+homens.bmp" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Este é mais um texto que publico em partes. Começamos com uma pequena <strong>introdução</strong>; falamos da <strong>Teoria Crítica</strong>; da <strong>Industria Cultural</strong>; e entramos no tema: <strong>Astronomia, “as viagens espaciais” e o marketing dentro da Indústria Cultural</strong>; e por fim tecemos um <strong>comentário final</strong>.<span id="more-143"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#666666;"><strong>1.1. Introdução</strong> </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">O objetivo deste texto como o próprio título já evidencia, é o de comentar a força da <em>indústria cultural</em> e a relação que esta tem com as ciências principalmente a astronomia que será focada.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Iniciaremos falando um pouco da <em>Teoria Crítica</em>, pois aí está o embrião de um pensamento que questiona este tema. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">O termo Indústria Cultural nasce em um contexto que será sucintamente relatado. Temos por objetivo comentar a fascinação que a indústria cultural “cria” entre os seus espectadores que assistem <em>realidade</em> e <em>ficção</em> como se fosse a um espetáculo, um show, misturam a realidade e a ficção confundindo-as. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">Os governos, as empresas e quem mais se interessar utilizam-se destes <em>meios de massa</em>, e eles vivem interdependentes, como veremos. Evidentemente há uma <em>razão instrumental</em> um objetivo prático, um fim que é claro para quem se deslocar um pouco e observar de outro ângulo o que é transmitido. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">É a mídia, os meios de comunicação que “moldam” esta massa e estes produtos, a divulgação ou fabricação, no sentido mercantilista e social. O marketing se utiliza e está muito bem conjugado à indústria cultural, nos tornam produtos dentro deste produto maior. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#666666;">A desmistificação agora volta a mistificar-se criando outros mitos&#8230; sejam eles os personagens da industria cultural ou a própria natureza desencantada que volta a “encantar-se”, ou a nos encantar&#8230;</span></div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe<a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a></p>
<p style="text-align: justify;">No próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/24/a-teoria-critica-1-2/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Teoria Crítica</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span></p>


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