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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Aristóteles</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>A Astronomia de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 02:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Considerações Finais]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>

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Continuando o texto: <a href="../2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">A Física e a Astronomia de Aristóteles</a></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos agora a <em>desmatematização</em> da filosofia e da natureza enfocada por Aristóteles em detrimento do valor que seu mestre Platão dava à matemática, aqui se mostra uma das diferenças entre eles. Segundo nos lembra Zingano, Aristóteles diria que:</p>
<p style="text-align: justify;">A matemática é o instrumento científico utilizado para examinar o mundo do ponto de vista de sua quantidade, mas ela não é capaz de nos dar por si só a natureza do mundo. (2005, p.65)<span id="more-822"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira fica claro que Aristóteles apontava a matemática apenas para a quantidade. Então a física de Aristóteles diferentemente do que passará a ser na modernidade é “qualitativa” e não “quantitativa” como vigora a partir de Galileu Galilei que é quem a matematiza “definitivamente”, e seus sucessores seguem o mesmo caminho. Nas palavras de Galileu: “ A matemática é a linguagem da natureza”.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles via a natureza e o lugar como algo qualitativo assim seria da “qualidade” de cada substância ou corpo ocupar o seu “lugar natural” e isso é o que faz parte da <em>entelékheia</em> de cada corpo. Então para Aristóteles, impor a um ser algo contrário à sua natureza é uma violência. É o que ocorre, por exemplo, quando retiramos uma pedra do chão, seu “lugar natural”, ao largarmos a pedra ela volta “naturalmente” para o “seu lugar”. Hierarquicamente Aristóteles configura a Terra no centro do “universo”; à sua volta, está a água; o ar está acima da terra e da água e, enfim, acima do ar, está o último elemento atmosférico, o fogo. Portanto  o fogo e o ar sobem naturalmente, enquanto a terra e água caem naturalmente, todos em  busca dos seus lugares naturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi à toa que Aristóteles adotou a tese do geocentrismo<a href="#_ftn1">[1]</a> (a terra no centro do “universo”) como para ele o movimento é eterno  adota também a tese do movimento natural, e como a terra é pesada teria que estar no centro, o lugar natural de um corpo pesado, por isso a terra estaria no centro do universo seu lugar natural. A origem desse pensamento vem da questão do mundo fechado e finito porém eterno<strong>. </strong>Para<strong> </strong> Aristóteles o universo é finito (um corpo tem que ter limites) porém ele é eterno, não foi criado ou seja não teve um momento de nascimento e também não terá um fim,  sempre existiu e sempre existirá. A partir desse pensamento ele defende a ideia do movimento eterno,  sempre houve corpos em movimento e corpos em repouso, e a Terra estaria em repouso no centro desse universo, enquanto que  os outros corpos estariam girando em movimentos circulares em torno dela.</p>
<p style="text-align: justify;">O espaço é pleno e não há o vazio, se o vazio existisse seria o mesmo que admitir o não-ser e isso seria uma contradição lógica, dessa forma Aristóteles  de maneira metafísica,  justifica o “quinto elemento” ou “<em>éter</em>” que seria quem estaria preenchendo o espaço entre os corpos celestes e da mesma maneira esses “corpos” seriam constituídos de <em>éter </em>por isso não se deteriorariam, e não teriam outro tipo de mutação a não ser a de translação, diferentemente do que ocorre na Terra e na região sublunar, onde os quatro elementos (terra, água, ar e fogo) esses sim passiveis de toda mutação e transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, Aristóteles em seu tratado <em>Do Céu</em>,  postula uma separação “física” e “real” entre a região supralunar (acima da lua) e a sublunar (abaixo da lua, o nosso mundo). Não seria possível um material daquela região “composto de éter” vir para a Terra e nem um material do planeta Terra ir para aquela região, há assim um isolamento definitivo, o céu composto de <em>éter</em> (incorruptível) não poderia misturar-se com a terra. Naquela região incorruptível<strong> </strong>haveria as “esferas celestes”,<strong> </strong>explicação<strong> </strong>dada<strong> </strong>por alguns astrônomos da época e que eram apoiadas e complementadas por Aristóteles para justificar o movimento dos astros “em torno da terra”.  Ali estariam girando ao redor da terra, em “círculos perfeitos”, as estrelas e os planetas<a href="#_ftn2">[2]</a> que estariam “colados” às esferas, cada um na sua “esfera cristalina” correspondente.  Essa tese foi proposta primeiramente por Eudoxo (astrônomo da época de Aristóteles), Calipos (também da época) aumenta a quantidade de esferas e sofistica o sistema, Aristóteles com sua tese do “lugar natural” e do <em>éter</em> ou quinta essência, solidifica essa explicação e o geocentrismo; e posteriormente com Ptolomeu já no séc. II d.C alcança sua maior expressão no <em>Almagesto.<a href="#_ftn3"><strong>[3]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Para explicar esse complexo de movimentos celeste, Aristóteles recorre ao ápice de toda a sua metafísica, dizendo que há um “primeiro motor”, que é imóvel mas dá origem a todo movimento celeste.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, como dissemos, e é lembrado por Reale</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) a física Aristotélica (e também grande parte da cosmologia) é, na verdade, uma metafísica do sensível. Assim não é de surpreender o fato de que a <em>Física</em> esteja prenhe de considerações metafísicas, chegando até a culminar com a demonstração da existência de um Primeiro Motor imóvel: radicalmente convencido de que, “se não houvesse o eterno, não existiria tampouco o devir” (2004, p.209)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com isso vemos claramente que, a pesar de suas diferenças com seu  mestre Platão, Aristóteles herda muito do Platonismo de maneira a não se separar do supra-sensível.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Considerações finais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles implanta a lógica (começando do nada) e com ela tem um bom instrumento, um método (um caminho) para estudar a <em>physis</em>, a natureza, o mundo.  Precisamos ter em mente a época em que Aristóteles viveu e seus poucos recursos, dessa maneira podemos perceber que ele foi um mestre e um ícone para o mundo ocidental, não só no que tange à filosofia, como  também para a própria ciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a Astronomia de Aristóteles,  abrimos um parêntesis especial para dizer que o tempo que dura o “sistema Aristotélico”, quanto à questão do Céu, é algo que por si só merece uma reflexão. Por exemplo, o sistema geocêntrico defendido por Aristóteles dura quase dois mil anos, isso mesmo! Dois milênios&#8230; até que seja refutado pelo heliocentrismo re-introduzido definitivamente por Copérnico em 1554. (embora Copérnico o tenha tomado de Aristarco de Samos (c. 310-230 a.C.)).</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto interessante é recordarmos que a separação do “mundo” em dois, sendo  um supralunar  (o dos astros acima da lua);  e um sublunar (o nosso mundo) “aqui em baixo” com sua separação física radical,  só é refutada muito tempo depois com Isaac Newton já no século XVII.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim pudemos ter uma pequena ideia da importância e relevância que Aristóteles teve e tem no mundo ocidental através de seus estudos nos diversos campos do conhecimento e que ainda hoje são considerados quando falamos em física e em astronomia,  portanto  não é à toa que estamos aqui mais uma vez falando de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> O geocentrismo (a terra no centro do “universo”)  era um pensamento quase que unânime na época de Aristóteles, uma notável exceção era Aristarco de Samos (c. 310-230 a.C.)  para ele era o Sol que estava no centro do “universo” e a terra girava em tordo dele – ou seja o heliocentrismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref2">[2]</a> A palavra “Planeta” vem do grego e quer dizer “corpo errante” ou “estrela errante”, aquele que não seguia uma trajetória, não ocupava uma posição constante, ou seja não fazia parte das “estrelas fixas”  no céu.  Assim eram chamados de planetas não só os próprios planetas conhecidos de então: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, como também a Lua e o Sol. É atribuída a Anaxímenes a primeira diferenciação formal entre Estrela e Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref3">[3]</a> <em>Almagesto</em> (“grande tratado”) é uma obra de Cláudio Ptolomeu composta de 13 livros e ficou famosa por seu nome árabe – <em>Al-Majist</em>. O intricado modelo criado por seu autor era necessário para explicar o movimento aparente dos planetas, preservando-se a ideia (equivocada) de um Universo geocêntrico. Esse modelo seria o paradigma da astronomia por 15 séculos, sendo desbancado pelo modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico, que por sua vez toma a ideia original de Aristarco de Samos.<strong> </strong></p>


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		<title>A  Física de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 21:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">A Física e a Astronomia de Aristóteles</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para se falar da física e da astronomia de Aristóteles é preciso ir um pouco antes deste grande filósofo, é nos pré-socráticos onde estão os embriões de um estudo sobre a <em>physis, </em>todavia bem diferente dos estudos aristotélicos.  De qualquer maneira é o estagirita quem retoma de uma forma “substancial” a física, e por isso passa a ser reconhecido por muitos  no mundo ocidental como o pai dessa “ciência”.<span id="more-808"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos estudos dos pré-socráticos estavam mais focados no campo dos elementos primordiais, na natureza e nas origens das coisas, na <em>arché. </em>Por exemplo, podemos lembrar aquele que é considerado pelo próprio  Aristóteles como o primeiro filósofo, Tales de Mileto<a href="#_ftn1">[1]</a>, este teria iniciado um “princípio físico”: “Tudo é Água”.<em> </em>Outros “pensadores” completaram os quatro elementos além da “água”, ou seja: “Terra”, “Ar” e “Fogo”. No caso de Aristóteles tem-se como base não essas questões, mas o movimento, e não somente o movimento de translação, no entanto um movimento que seria melhor chamá-lo “mutação” pois envolve mais claramente o sentido que este “filósofo-cientista” queria postular. Como nos lembra Cherman, Aristóteles fala no início do livro III da <em>Física:</em></p>
<p style="text-align: justify;">“A natureza é um princípio de movimento e de mudança e é objetivo de nossas indagações. Devemos portanto estar certos de que entendemos o que é o movimento, pois, se não sabemos isso, também não sabemos o que é a natureza.” (2004, p.22)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na antiguidade se entendia como física tudo o que se relacionava com a natureza, assim além da física propriamente, tínhamos a química, a biologia, a geologia, e outros estudos que dizem respeito à natureza como é o caso da Astronomia. Lembramos que para Aristóteles a matéria é “qualificada” e os quatro elementos são a matéria em sua mais simples qualificação. Os quatro elementos primordiais (água, ar, terra e fogo) constituiriam, segundo relações complexas, a matéria de tudo o que existe, e variando em suas qualidades passa-se de uma substância a outra. Dessa maneira Aristóteles pensava poder explicar as transformações que ocorrem na natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Distinguindo-se dos Eleatas, que pregavam o não movimento (não mobilismo), o estagirita os refuta resolvendo essa questão. Parmênides dizia que o movimento seria uma passagem do ser ao não-ser. De maneira diversa Aristóteles entende o “movimento” como a passagem de uma forma de ser para outra forma de ser, ou seja do “ser em potência” para o “ser em ato”. O ser tem muitos significados. O “não-ser” quando em  potência real  é capacidade e possibilidade efetiva de chegar ao ato. Entendendo-se o movimento como a passagem da potência ao ato, têm-se várias formas de mutação, considerando especialmente algumas categorias, conforme resume Reale:</p>
<p style="text-align: justify;">1) da substância; a mutação segundo a substância é “a geração e a corrupção&#8221;;</p>
<p style="text-align: justify;">2) da qualidade; a mutação segundo a qualidade é “a alteração”;</p>
<p style="text-align: justify;">3) da quantidade;  a mutação segundo a quantidade é “o aumento e a diminuição”;</p>
<p style="text-align: justify;">4) do lugar; a mutação segundo o lugar é “a translação” (2004, p.207).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando referimo-nos ao termo “mutação” abrangemos as diversas “modificações” da “substância”, contudo pretendemos  especificamente falar sobre a questão da “translação”, que é mais pertinente a astronomia aristotélica que queremos mencionar. A translação se refere ao movimento no sentido literal, ou seja, a passagem de um “objeto” de um “ponto” para  “outro”.  Veremos isso mais à frente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/30/a-astronomia-de-aristoteles/" target="_blank">A Astronomia de Aristóteles</a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p>Para  ver a <strong>Bibliografia e as Referências Bibliográficas</strong> vá ao final do tópico anterior <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank"><strong>clique aqui!</strong></a><strong> </strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> Tales da colônia grega de Mileto por isso chamado Tales de Mileto  (fim do século VII início do VI a.C.)  possui, antes de tudo, um saber que poderíamos qualificar de científico: prevê o eclipse do sol de 28 de maio de 585, afirma que a Terra repousa sobre a água; mas ele tem igualmente um saber técnico: se lhe atribui o desvio do curso de um rio. Como lembra Hadot (2004 p. 43)</p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>A Física e a Astronomia de Aristóteles – uma visão geral</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 16:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
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		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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</a>
Essa é uma sequência do texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral de sua Obra e &#8220;Doutrina&#8221;.</a></p>
<p><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto explanar sucintamente sobre a  <em>physis</em> ou “física<em>” </em>tema<em> </em>que desde os seus primórdios  sempre retorna no mundo ocidental, esse assunto não se dá  só na origem da filosofia no mundo grego, mas é retomado em vários períodos da filosofia e da ciência, desde os pré-socráticos, no  período clássico, na modernidade e agora na contemporaneidade com a física quântica; a física sempre esteve em evidência. Falaremos aqui do período clássico especificamente em Aristóteles,  concluiremos com a Astronomia de Aristóteles.<span id="more-802"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles divide o “conhecimento” ou as ciências em três ramos: as “<strong>ciências</strong> <strong>teoréticas</strong>” (que buscam o saber em si mesmo) consistem na metafísica, na física,  e na matemática; as “<strong>ciências práticas</strong>” (buscam o saber para, através dele, alcançar a perfeição moral)  incluem a ética e a política; e as “<strong>ciências poiéticas</strong>” (são as que tendem a produção de determinada coisa). Aristóteles considerava  a “teologia” como filosofia primeira o que veio a ser classificado posteriormente como “metafísica”, termo que Aristóteles nunca usou, talvez essa palavra tenha surgido quando foram organizadas as obras deste filósofo por Andrônico de Rodes no século I a.C. As obras que não se enquadravam nos seguimentos anteriores e que ficaram depois da física teriam sido chamadas <em>metafísica</em> (<em>meta</em> = depois, além; <em>physis</em> = <em>física</em><em>).</em> <em>Aquilo que está além da física</em> nos dá “coincidentemente” um amplo sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Mencionamos essa divisão das obras de Aristóteles para esclarecer a distinção que a filosofia primeira, a “teologia” vem a ter em todo o corpus aristotélico, sabemos portanto que as outras, muitas vezes estarão em função desta. Nossa ênfase aloca-se na Física e na Astronomia de Aristóteles, quanto a física o estagirita a considerava a filosofia segunda, mas isso não menosprezava essa ciência muito pelo contrário ele a considerava muito importante,  Abbagnano nos lembra deste ponto quando fala dos fundamentos do Aristotelismo dizendo da:</p>
<p style="text-align: justify;">Importância atribuída por Aristóteles à natureza e o valor e a dignidade das indagações a ela dirigidas. Enquanto Platão pensava que tais indagações só poderiam atingir um grau de probabilidade muito inferior ao conhecimento científico (<em>Tim</em>., 29 c) Aristóteles considerava que nada há na natureza tão insignificante que não valha a pena ser estudado, visto que, em todos os casos, o verdadeiro objeto da pesquisa é a <em>substância</em> das coisas. (2007, p.90)</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a física Abbagnano lembra que</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) pode-se dizer que nasceu com Aristóteles, que a considerava “a filosofia segunda” e, no grupo das ciências teóricas, distingui-a da <em>teologia</em><strong> </strong>e da<strong> </strong><em>matemática</em><strong> </strong>(<em>Met</em>.,XI, 7, 1064 b 1) (2007, p.536)</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a física de Aristóteles é bem diferente da maneira como foi vista pelos seus predecessores tanto quanto pela forma como  será vista posteriormente e mesmo em nossos dias, e não poderia estar tão distante da “metafísica”, conforme lembra Reale.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Aristóteles, porém a física é a ciência das formas e das essências; comparada com a física moderna, a de Aristóteles, mais que ciência, revela-se uma ontologia ou metafísica do sensível. (2004, p.207)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na próxima postagem falamos mais da:  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/24/a-fisica-de-aristoteles/" target="_blank"><strong>Física de Aristóteles</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">AUBENQUE, Pierre. “Aristóteles”, <em>Dicionário dos Filósofos</em>, dir. Denis Huisman, trad. C. Berliner, São Paulo: Martins Fontes, 2001. (pp.61-72)</p>
<p style="text-align: justify;">CASTRO, Suzana de. <em>Três formulações do objeto da Metafísica de Aristóteles</em>&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">CHERMAN, Alexandre. <em>Sobre os ombros de gigantes</em>: uma história da física.1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">HADOT, Pierre. <em>O que é a filosofia antiga</em>? 2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">______________. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>


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		<title>Ética, política e Poética – “Ciências Práticas” em Aristóteles</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/19/etica-politica-e-poetica-%e2%80%93-%e2%80%9cciencias-praticas%e2%80%9d-em-aristoteles/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 22:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
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		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poética]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/27__160x120_aristoteles.jpg" alt="aristoteles" title="aristoteles" />
</a>
Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral&#8230;</a></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#996633;"><span style="color: #333333;">Como estamos vendo, Aristóteles versa em todas as áreas do conhecimento, mas diferentemente da ciência teórica que é <strong>demonstrativa</strong>, e que para se “conhecer o mundo” precisa-se demonstrar as causas; no caso da ética não ocorre isso e sim uma <strong>deliberação</strong>, e saber deliberar é o “<strong>saber</strong>” no campo da <strong>ação</strong>. Assim, para Aristóteles, o homem prudente e virtuoso é aquele que <strong>delibera bem</strong>.</span><span id="more-189"></span><br />
</span><span class="fullpost"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong>Quanto a ética e a política<br />
</strong><br />
A ética e a política estão no campo da deliberação e deliberar bem é saber decidir, a virtude representa o “<strong>meio termo</strong>”, a justa medida de equilíbrio entre o excesso e a falta de um atributo qualquer. Mas, veremos que Aristóteles distingue a ética da política.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">O que são deliberações?</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">“Deliberações são atividades racionais de descoberta da verdade no campo prático, tendo a estrutura típica de um ato de dar razões e justificar crenças, mas não se reduzem a demonstrações”. Como nos lembra Zingano (2005, p.104)</span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles escreveu muito sobre política, no diálogo perdido <em>Da</em> <em>justiça</em> já se anunciavam alguns dos temas expostos nos oito fragmentos reunidos por Andronico sob o título de <em>Política</em>. Ele escreveu ao longo de toda a sua vida, mas também nesse tema, como em outros diversos, é pouco o que resta sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles foi o primeiro filósofo a distinguir a <strong>ética</strong> da <strong>política</strong>, centrada a <strong>ética</strong> na <strong>ação</strong> <strong>voluntária</strong> e <strong>moral</strong> do indivíduo enquanto tal, e a <strong>política</strong>, nas <strong>vinculações deste com a comunidade</strong>. Dotado de <em>lógos</em>, (“palavra”, “discurso”) isto é, de comunicação, o homem é um animal político, inclinado a fazer parte de uma <em>pólis</em>, a &#8220;cidade&#8221; enquanto sociedade política. A cidade precede assim a família, e até o indivíduo, porque responde a um impulso natural. Dos círculos em que o homem se move, estão a família, a “tribo”, o trabalho e a <em>pólis</em>, mas só este último constitui uma sociedade perfeita. Daí serem políticas, de certo modo, todas as relações humanas. A <em>pólis</em> é o fim (<em>télos</em>) e a causa final da associação humana. Uma forma especial de amizade, a concórdia, constitui seu alicerce.</p>
<p style="text-align: justify;">Os regimes políticos caracterizam-se pela solução que oferecem às relações entre a parte e o todo na comunidade. Há três formas de regimes: <strong>monarquia</strong>, <strong>aristocracia</strong> e <strong>politéia</strong> (um compromisso entre a democracia e a oligarquia, mas que tende à primeira). À monarquia interessa basicamente a unidade da <em>pólis</em>; à aristocracia, seu aprimoramento; à democracia, a liberdade. O regime perfeito integrará as vantagens dessas três formas, rejeitando as <strong>deformações</strong> de cada uma: <strong>tirania</strong>, <strong>oligarquia</strong> e <strong>demagogia</strong>. A relação unidade-pluralidade aparece, ainda, sob outro aspecto: o da lei e da concórdia como processos complementares.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles diz que o homem não é apenas um “animal racional” mas também um “animal político”. Porém essa atribuição se dá aos homens que têm seus direitos políticos e os usam em parte maior ou menor para a administração da cidade ou seja os homens-cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Ética a Nicômaco Aristóteles diz:</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><em>(&#8230;) aquilo que é próprio de cada criatura lhe é naturalmente melhor e mais agradável; para o homem, a vida conforme o intelecto (a razão) é melhor e mais agradável, já que o intelecto, mais que qualquer outra parte do homem, é o homem. Esta vida, portanto, é também a mais feliz. (1985, p.203)<br />
</em><br />
Assim, para Aristóteles a verdadeira felicidade do homem só se alcança quando este vive plenamente sua racionalidade e vivê-la significa, viver a nossa “alma racional” e os valores da alma são os valores supremos para Aristóteles.</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Poética em Aristóteles </strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><strong><br />
</strong>Diferentemente de Platão, que dizia ser a arte apenas uma cópia da cópia por ela copiar algo que já era uma cópia do Mundo das Ideias Aristóteles não condena a Arte apesar de também reconhecê-la como mimese (imitação da “realidade”), Aristóteles até atribui valor à Arte enquanto “purificador” (conceito de “catarse”), ela liberta das paixões. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
</span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost">Portanto entre as ciências do fazer, ou ciências práticas, apenas a obra de arte mereceu estudo sistemático de Aristóteles. Assim, ele distingue as artes úteis das artes de imitação, sendo que estas últimas, ao contrário do que o nome parece indicar, exprimem o dinamismo criador do homem completando a obra da natureza: ele tem de captar através da ideia o que na natureza se encontra, por assim dizer, apenas esboçado ou latente. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><span class="fullpost"><br />
Na <em>Poética</em>, Aristóteles confere grande relevo a sua teoria da tragédia, que exerceu notável influência sobre o teatro desde a época do Renascimento. Segundo sua própria concepção de poesia, salientou a importância da imitação ou <em>Mimese</em>, não como mero decalque da realidade, mas como uma recriação da vida: a tragédia imita &#8220;não os homens, mas uma ação e a vida&#8221;. Também a ação, para Aristóteles, é fundamental: os caracteres devem surgir como sua decorrência, recomendando o filósofo o recurso à ação histórica, tomada de empréstimo para a obra de arte. Preocupado ainda com o efeito da tragédia sobre o espectador, enuncia seu conceito de “Catarse” (<em>cathársis</em>, purificação das paixões), objetivo que, para Aristóteles, é indispensável. </span></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#996633;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div><span class="fullpost"> </span></div>
<p style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"> </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#996633;">Próximo tópico relacionado: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">Física e ciências naturais (Astronomia)  em Aristóteles. Introdução.</a></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;"> </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong>Referências bibliográficas deste tópico</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;"><strong><br />
</strong></span></div>
<div><span style="color:#996633;">Aristóteles. <em>Ética a Nicómaco</em>. Brasília. UnB, 1985. </span></div>
<div><span style="color:#996633;"><br />
</span></div>
<div><span style="color:#996633;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</span></div>


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		</item>
		<item>
		<title>Algumas das “obras” de Aristóteles: a questão da Lógica e da Causalidade</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/12/algumas-das-%e2%80%9cobras%e2%80%9d-de-aristoteles-a-questao-da-logica-e-da-causalidade/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2009/06/12/algumas-das-%e2%80%9cobras%e2%80%9d-de-aristoteles-a-questao-da-logica-e-da-causalidade/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2009 01:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Visão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[ Continuando o texto: Aristóteles uma Visão Geral..
Aristóteles pode ser considerado o pai da Lógica no mundo ocidental. Nos primeiros séculos da era cristã, os escritos lógicos de Aristóteles foram reunidos sob a denominação de Órganon (já que se considerava a lógica apenas um instrumento da ciência, um órganon). Conforme menciona Chaui:

(&#8230;) a lógica é [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#3366ff;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346629889001012482" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 93px; height: 118px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SjMLjm9kPQI/AAAAAAAAAVA/pInRt6osL6Q/s200/Aristoteles+em+bronze.jpg" border="0" alt="" /></span><a href="http://www.benitopepe.com/2009/06/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra.html"><span style="color:#3366ff;"> </span></a>Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral..</a></p>
<div style="text-align: justify;">Aristóteles pode ser considerado o pai da Lógica no mundo ocidental. Nos primeiros séculos da era cristã, os escritos lógicos de Aristóteles foram reunidos sob a denominação de <em>Órganon</em> (já que se considerava a lógica apenas <strong>um <em>instrumento</em> da ciência</strong>, um <em><strong>órganon</strong></em>). Conforme menciona Chaui:<span id="more-186"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
<em>(&#8230;) a lógica é um instrumento do pensamento para pensarmos corretamente. Não se referindo a nenhum ser, a nenhuma coisa, a nenhum objeto, a lógica não se refere a nenhum conteúdo, mas à forma ou às formas do pensamento ou às estruturas do raciocínio em vista de uma prova ou de uma demonstração. (&#8230;) A lógica é o que devemos estudar e aprender antes de iniciar uma investigação filosófica ou científica, pois somente ela pode indicar qual é o tipo de proposição, de raciocínio, de demonstração, de prova e de definição que uma determinada ciência deve usar. (2002, p.357)<br />
</em><br />
A Primeira das obras integrantes do <em>Órganon</em>, foi os <em>Tópicos</em> que classificam os diferentes modos de atribuição de um <strong>predicado</strong> a um <strong>sujeito</strong>. Cabe destacar ainda nos <em>Tópicos</em> o esboço da teoria do <strong>silogismo</strong>, que, no entanto, só foi consolidada nos <em>Primeiros analíticos</em>.“O <strong>silogismo</strong> é um argumento no qual, certas premissas estando postas delas resulta necessariamente uma conclusão”. Como nos lembra Zingano (2005, p.88).</p>
<p>Essa teoria se caracteriza pelo propósito de <strong>demonstrar a correção formal do raciocínio</strong>, independentemente de sua verdade objetiva. Assim, se todo B é A e se todo C é B, todo C é A. A primeira proposição é a maior; a segunda, a menor; e a última, a conclusão.</p>
<p>Entretanto é nos <em>segundos analíticos</em> que Aristóteles vai estudar um determinado tipo de silogismo: o <strong>silogismo científico</strong>, ou seja aquele que tem preocupação com a verdade.</p>
<p>Conforme transcreve Chaui:</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">“Só há ciência quando conhecemos pelas causas” e acrescenta que este é o lema fundamental de Aristóteles (e de todo o pensamento ocidental), Chaui lembra que no livro I dos <em>segundos analíticos,</em> Aristóteles diz que:</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Consideramos que possuímos uma ciência de modo absoluto, e não de modo acidental como nos sofistas, quando julgamos conhecer a causa pela qual a coisa é, sabendo que ela é a causa disso e que é impossível que o efeito seja diferente do que é. (2002, p.346)<br />
</em><br />
Dessa maneira temos que um <strong>argumento válido</strong> difere-se de um argumento <strong>cientificamente válido, ou sólido.</strong> Através de sua causalidade e coerência lógica.</p>
<p>Aristóteles distingue <strong>quatro</strong> <strong>sentidos ou dimensões da causalidade</strong>:</p>
<div>1. <em>Causa Formal</em> – Trata-se da forma ou modelo, que faz com que a coisa seja o que ela é. Assim responde-se à pergunta: o que é “x”?</div>
<div>2. <em>Causa Material</em> – É o elemento constituinte da coisa, a matéria de que é feita essa “coisa”. Responde à pergunta: de que é feito isso?</div>
<div>3. <em>Causa Eficiente</em> – Consiste na fonte primaria da mudança, o agente da transformação da “coisa”. Responde à pergunta: por que “x” é “x”? O que fez com que “x” viesse a ser “x”?</div>
<div>4. <em>Causa Final</em> – Trata-se do objetivo, do propósito, da finalidade da coisa. Responde a pergunta: para que “isso”?</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos dar um exemplo para essas causas usando o próprio exemplo que Aristóteles menciona. Para se fazer uma estátua de uma deusa grega precisamos do mármore, do bronze ou outro material seja argila etc. Esses materiais são como o próprio nome diz as <strong>causas materiais</strong>, ou seja a matéria que é usada na elaboração da estátua; essa estátua terá uma forma, um desenho, que é a deusa grega, esta é <strong>causa formal</strong>, a forma da estátua; para se elaborar essa estátua precisamos de um profissional, artesão ou escultor, este é o que dá a forma à Estatua, e esta é a <strong>causa eficiente</strong> para ela existir; por fim temos o objetivo final porque ou para que ela foi feita e esta é a <strong>causa</strong> <strong>final</strong>, que pode ser para se colocar no templo com o propósito do culto, para uma decoração, uma homenagem ou seja lá para qual fim tenha sido elaborada.</p>
<p style="text-align: justify;">A aplicação desta lógica e desta causalidade se refere mais facilmente às coisas do mundo do devir, mas para Aristóteles há uma causa primeira e esta é buscada através da metafísica, que é sumamente a teologia. Segundo Aristóteles, como nos lembra Reale, a metafísica:</p>
<p><em>a) “indaga as causas e os princípios primeiros ou supremos”;<br />
b) “indaga o ser enquanto ser”;<br />
c) “indaga a substancia”;<br />
d) “indaga Deus e a substancia supra sensível”. (2004, p.195)<br />
</em><br />
Quanto à metafísica falaremos mais em outro tópico.</p>
<p>Abraços do <strong>Benito Pepe</strong><a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"> </span></div>
<div>Próximo tópico: <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/19/etica-politica-e-poetica-%E2%80%93-%E2%80%9Cciencias-praticas%E2%80%9D-em-aristoteles/" target="_blank">Ética, política e Poética – “Ciências Práticas” em Aristóteles</a></span></div>
<div><span style="color: #888888;"><span style="color: #000000;"><br />
</span></span></div>
<div><strong>Referências bibliográficas</strong> deste tópico:</div>
<div style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</div>
<div style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</div>
<div style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</div>


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		<title>Obras e doutrinas; de Aristóteles – uma introdução</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 01:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
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Esta é uma continuação do Texto: Aristóteles&#8230;
Antes de citarmos algumas das obras de Aristóteles precisamos lembrar que havia dois tipos básicos de textos: os escritos para o público em geral, ou seja as obras com o intuito de publicação para “fora da escola”, os escritos “exotéricos”, que eram normalmente em forma de diálogos; e os [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346254141098525202" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 139px; height: 144px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SjG10M8jghI/AAAAAAAAAU4/J_US6O0fJ5c/s200/aristoteles-obras.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;">Esta é uma continuação do Texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles&#8230;</a></div>
<div style="text-align: justify;">Antes de citarmos algumas das obras de Aristóteles precisamos lembrar que havia dois tipos básicos de textos: os escritos para o público em geral, ou seja as obras com o intuito de publicação para “fora da escola”, os escritos “exotéricos”, que eram normalmente em forma de diálogos; e os textos para os alunos do Liceu, ou seja “material de aula”, os “esotéricos”, esses portanto seriam escritos didáticos destinados aos seus discípulos.<span id="more-185"></span><br />
<span class="fullpost"><br />
Perderam-se quase todas as obras publicadas por Aristóteles, com exceção da <em>Constituição de</em> <em>Atenas</em>, descoberta em 1890. As obras conhecidas resultaram de notas para cursos e conferências do filósofo, ordenadas de início por alguns discípulos e depois, de forma mais sistemática, por Andronico de Rodes (c. 50 a.C.).</p>
<p>Sendo os escritos exotéricos perdidos em grande parte, foram os escritos esotéricos, os que em sua maioria, permaneceram até os dias de hoje. Estes tratam da problemática filosófica e de alguns ramos das ciências naturais.</p>
<p>Quanto às “ciências” ou o “conhecimento”, Aristóteles os divide da seguinte maneira, como está contido no livro, <em>Metafísica</em>, 1025b25:</p>
<p>Os conhecimentos <strong>Práticos</strong> (<em>práxis</em>); os <strong>Produtivos</strong> (<em>poiesis</em>) e os <strong>Teóricos</strong>.</p>
<p>Quanto ao conhecimento <strong>Teórico</strong>, se divide por um lado em: <strong>Física</strong> que está no campo das “Ciências Naturais”, e por outro lado em <strong>Matemática</strong> (quantidade, número) e <strong>Filosofia</strong> <strong>Primeira</strong> (teologia) estas duas ultimas estão no campo das “ciências gerais”.</p>
<p>Portanto a <strong>filosofia primeira</strong>, posteriormente chamada de <strong>metafísica</strong>, ou <strong>ontologia</strong> (termo que vem depois, para tratar do ser enquanto ser), inclui a <strong>teologia</strong> o ser imóvel, a causa primeira, o “primeiro motor”.</p>
<p>Dessa maneira podemos perceber que apesar de sua aptidão à cientificidade, Aristóteles colocava a Física em “segundo lugar”, chamando de filosofia primeira justamente a teologia e a ontologia. Mas quanto a ontologia (= discurso do ser; <em>onto</em> &#8211; ser, <em>logia</em> &#8211; discurso), para Aristóteles não haveria um discurso único. “O ser se diz em múltiplos sentidos”.</p>
<p>Como nenhum filósofo antes dele, Aristóteles compreendeu a necessidade de integrar o pensamento anterior a sua própria pesquisa. Por isso começa procurando resolver o problema do conhecimento do ser a partir das antinomias acumuladas por seus predecessores: unidade e multiplicidade, percepção intelectual e percepção sensível, identidade e mudança. Problemas fundamentais, ao mesmo tempo, do ser e do conhecimento.</p>
<p>De qualquer maneira para Aristóteles existe um Ser separado da matéria e imóvel, é ele o primeiro motor, o Deus de Aristóteles.</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><strong>&#8220;Diferenças&#8221; entre Platão e Aristóteles</strong></div>
<p style="text-align: justify;">Para entendermos Aristóteles é importante fazermos algumas distinções entre ele e seu mestre Platão. Uma das principais críticas de Aristóteles quanto a Platão, consiste na rejeição do dualismo representado pela teoria das ideas, como se vê na Metafísica 1, caps. 6 e 9; XII e XIV.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das questões que Aristóteles levanta é a problemática de se relacionar o mundo material (ou sensível) com o mundo das ideas (o mundo inteligível).</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente do dualismo platônico, em que o mundo da inteligência era separado do das coisas sensíveis, mas que visava antes de tudo a “salvar a ciência”, estabelecendo a coerência necessária entre o conceito e seu objeto. O realismo de Aristóteles procura restabelecer essa coerência sem abandonar o mundo sensível: explora a experiência, e nela mesma insere o dualismo entre o inteligível e o sensível.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto de Aristóteles visa em última análise restabelecer a unidade do homem consigo mesmo e com o mundo, tanto quanto o projeto de Platão, baseado numa visão do cosmos. Entretanto, Aristóteles censura a Platão por ter seguido um caminho ilusório, que retira a natureza do alcance da ciência. Aristóteles procura apoio na psicologia. O ser existe diferentemente na <strong>inteligência</strong> e nas <strong>coisas</strong>, mas o intelecto ativo, que é atributo da primeira (a inteligência), capta nas últimas (as coisas) o que elas têm de inteligível, estabelecendo-se dessa forma um plano de homogeneidade.</p>
<p>Das “diferenças” entre Platão e Aristóteles, Reale nos lembra que:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Nas obras ‘esotéricas”, Aristóteles deixou de lado o componente místico-religioso-escatológico que era tão forte nos escritos do mestre (&#8230;) E que (&#8230;) Platão tinha interesse pelas ciências matemáticas, mas não pelas ciências empíricas (com exceção da medicina). (2004, p.191-2).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Podemos mencionar também o que lembra Zingano: “Platão, filósofo literário; Aristóteles, argumentador de rara precisão. Platão idealista; Aristóteles, investigador da natureza”. (2005, p.62).</p>
<p>Não obstante ao que foi narrado acima, é bom lembra que, conforme lembra Blackburn:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;) os acadêmicos, de forma geral, rejeitam que a obra de Aristóteles tenha se afastado de um platonismo originalmente aceito, chegando mesmo a ver em sua metafísica tardia um retorno a Platão. (1997, p.25)<br />
</em><br />
Visto isso podemos agora citar e posteriormente comentar sucintamente algumas das “matérias” do grande filósofo Aristóteles.</p>
<p><strong>As principais obras de Aristóteles</strong>, agrupadas por matérias, são:</p>
<div style="text-align: justify;">(1) <strong>Lógica</strong> (que <strong>constituem o <em>Órganon</em></strong>): <em><strong>Categorias</strong></em> (propõe uma classificação geral em dez classes de tudo o que existe), <em><strong>Da interpretação</strong>, <strong>Primeiros Analíticos</strong></em> (contém a doutrina das inferências silogísticas e representam a parte teórica mais madura da doutrina lógica aristotélica)<em> e <strong>segundos analíticos</strong> </em>(dizem respeito sobretudo a problemas de filosofia da lógica e de metodologia)<em>, <strong>Tópicos</strong>, <strong>Refutações dos sofistas</strong></em>;</div>
<div>(2) <strong>Filosofia da natureza</strong>: <em>Física, Do Céu, Da geração e da corrupção</em>;</div>
<div>(3) <strong>Psicologia e antropologia</strong>: <em>Sobre a alma,</em> além de um conjunto de pequenos tratados físicos;</div>
<div>(4) <strong>Zoologia</strong>: <em>Sobre a história dos animais</em>;</div>
<div>(5) <strong>Metafísica</strong>: <em>Metafísica</em> (obra mais famosa, contém 14 livros);</div>
<div>(6) <strong>Ética</strong>: <em>Ética a Nicômaco, Grande ética, Ética a Eudêmia</em>;</div>
<div>(7) <strong>Política</strong>: <em>Política, Econômica</em>;</div>
<div>(8) <strong>Retórica e poética</strong>: <em>Retórica, Poética</em>.</div>
<div>
<p>Abraços do <span style="color: #000000;">Benito Pepe</span><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
Próximo tópico: <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/12/algumas-das-%E2%80%9Cobras%E2%80%9D-de-aristoteles-a-questao-da-logica-e-da-causalidade/" target="_blank">Algumas das “obras” de Aristóteles: a questão da Lógica e da Causalidade</a></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="fullpost"><br />
<strong>Referências bibliográficas</strong> deste tópico. A Bibliografia completa será apresentada no final deste texto. </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">BLACKBURN, Simon. <em>Dicionário Oxford de Filosofia</em>. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1997.</div>
<div style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</div>
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</p>


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		<title>Aristóteles, uma Visão Geral de sua obra e &quot;doutrina&quot;</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 21:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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Este texto é dividido em partes, esta é a primeira postagem, no final de cada postagem você encontrará um link para a seqüência do texto. Os assuntos apresentados são os seguintes: Comentários Iniciais; Obras e Doutrina de Aristóteles – uma introdução; A questão da Lógica e da Causalidade; Ética,  Política e Poética;  Física [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345449775691933954" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 121px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/Si7aP-TPKQI/AAAAAAAAAUw/1Gl_50RIdpA/s200/aristoteles.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Este texto é dividido em partes, esta é a primeira postagem, no final de cada postagem você encontrará um link para a seqüência do texto. Os assuntos apresentados são os seguintes: Comentários Iniciais; Obras e Doutrina de Aristóteles – uma introdução; A questão da Lógica e da Causalidade; Ética,  Política e Poética;  Física e Ciências Naturais; a Astronomia de Aristóteles; Metafísica; e o Cristianismo (o tomismo).<span id="more-184"></span><span class="fullpost"> </span></span></div>
<div><span style="color:#333333;"> </span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#333333;"><strong>1.1 Comentários Iniciais</strong></span></div>
<p style="text-align: justify;">Pelo rigor de sua metodologia, pela amplitude dos campos em que atuou e por seu empenho em considerar todas as manifestações do conhecimento humano como ramos de um mesmo tronco, Aristóteles foi o primeiro pesquisador científico no sentido atual do termo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que qualquer outro pensador, Aristóteles determinou a orientação e o conteúdo da história intelectual do Ocidente. Durante séculos seu sistema filosófico e científico mediou o pensamento Cristão e Islâmico, e até o fim do século XVII o mundo ocidental foi aristotélico, como veremos neste texto e especialmente no tópico “<strong>A Astronomia</strong>..”, através do sistema Geocêntrico, defendido por Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles criou uma vastíssima ontologia, ou teoria da natureza e relações do ser, na qual as substâncias interagem de várias maneiras para produzir objetos que diferem em propriedades como quantidade, qualidade, tempo, posição e condição de ação. A partir dessa ontologia, Aristóteles desenvolveu uma “filosofia da natureza” em que a matéria sofre processos de mudança dinâmica e espontânea que são, por sua vez, mediados por princípios preexistentes de forma e estrutura.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Elaborou então uma hierarquia de existências que começam com os quatro corpos primários (<strong>terra</strong>, <strong>água</strong>, <strong>fogo</strong>, <strong>ar</strong>), os quais formam substâncias inorgânicas e, depois, os seres vivos: as plantas apresentam as funções de crescimento, nutrição e reprodução; os animais possuem, além dessas, as de sensação, desejo e locomoção; e os seres humanos, a faculdade da razão. Com sua “alma racional”, o homem pode exercer a suprema atividade, a obtenção do conhecimento.</p>
<p>Aristóteles nasceu em Estagira (donde ser dito &#8220;o Estagirita&#8221;), Macedônia, em 384 a.C. Isso pode parecer insignificante mas tem importância pelo fato de ele ser um “caipira”. Ele era de uma região agrícola, e não uma área portuária como Atenas. Aristóteles era de família de médicos, provavelmente por esse motivo grande parte de sua obra, sejam tratados de biologia.</p>
<p>Desde de jovem com 17 anos ingressa na Academia de Platão, e lá permanece por 20 anos, enquanto Platão viveu. Na Academia Aristóteles conheceu famosos cientistas entre eles o célebre Eudóxio.</p>
<p>Depois da Morte de Platão (seu grande mestre) sai de Atenas para onde regressa em 335. Quando volta a Atenas, funda o <strong>Liceu</strong>, “sua escola”, já com 50 anos de idade e tornado um pesquisador e filósofo maduro. Durante 13 anos dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras.</p>
<p>Aristóteles foi preceptor de Alexandre o Grande, o que lhe acarretou um certo problema com Atenas. Houve uma revolta contra os macedônios. Com a morte de Alexandre (323), Aristóteles teve de fugir à perseguição dos democratas atenienses, refugiando-se em Cálcide, na Eubéia, onde morreu em 322 a.C. no exílio.</p>
<p>Após a morte de Aristóteles, a escola <strong>peripatética</strong> (do grego <em>peripatós</em> = “passeio”, como também era chamado o <strong>Liceu</strong> pelo fato de Aristóteles ministrar seus ensinamentos passeando pelos jardins), dedicou-se a investigações científicas. A filosofia do Liceu foi retomada por discípulos como Teofrasto de Eresso e Eudemo de Rodes, que editou os escritos éticos do <em>Corpus</em> <em>aristotelicum</em>.</p>
<p></span></div>
<div><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Depois da redescoberta e exegese das obras de Aristóteles por Andronico de Rodes, por volta do ano 50 a.C., o pensamento aristotélico foi objeto de muitas exposições e comentários no mundo greco-romano. Com a queda do Império Romano, as obras de Aristóteles se perderam no Ocidente, mas foram preservadas por sábios e exegetas árabes, siríacos e judeus, entre os quais há que destacar Avicena e Averroés. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">Com efeito, entre os séculos IX e XIII, a filosofia islâmica fundou-se em várias interpretações do pensamento aristotélico. Os muçulmanos mantiveram vivo o legado de Aristóteles e o devolveram à Europa nos séculos XII e XIII, quando Tomás de Aquino faria do aristotelismo o alicerce filosófico da teologia cristã.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#333333;">A força do aristotelismo declinou com a afirmação da ciência moderna, mas ainda afeta de modo sutil a orientação do pensamento ocidental. Na contemporaneidade, por exemplo, serviu de ponto de partida para a &#8220;psicologia descritiva&#8221; de Franz Brentano e contribuiu para a fenomenologia de Edmund Husserl. Reponta ainda no neotomismo.</p>
<p>Dá-se o nome de aristotelismo à atividade e ao pensamento das escolas filosóficas que se inspiraram na obra de Aristóteles. O Estagirita desenvolveu uma forma de raciocinar baseada no <strong>silogismo</strong>, pelo qual duas premissas básicas (a maior e a menor) levam a uma conclusão. Para definir essas premissas básicas, usou o raciocínio indutivo. Dominou um enorme volume de dados empíricos nas ciências naturais, e grande parte de seus textos são descritivos.</p>
<p>Nos próximos tópicos veremos: um pouco de sua Obra e Doutrina; Lógica; Metafísica; Ética e Política; Poética; Física e Ciências Naturais; a Astronomia de Aristóteles; e, o Cristianismo (o tomismo).</p>
<p>Abraços do</p>
<p></span><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span><span style="color:#333333;"></p>
<p>Próximo tópico:<span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/11/obras-e-doutrina-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-introducao/" target="_blank"> Obras e &#8220;doutrina&#8221; de Aristóteles – uma introdução</a></span><a href="http://www.benitopepe.com/2009/06/obras-e-doutrina-de-aristoteles-uma.html"><br />
</a></p>
<p></span></div>
<div><span style="color:#333333;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p></span></div>


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