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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Treinamento de Equipes e Cursos &#187; Antropologia</title>
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	<description>Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião, Administração, Marketing, Gestão de Empresas, Treinamento de Equipes, Palestras e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/04/os-brancos-eram-negros-ha-milhares-de-anos-atras/" target="_blank"><strong>Continuando o texto, veja o início clique Aqui!</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
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Interessante que muitos vão dizer que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, partindo-se dessa premissa e se esse for o mesmo Homem Moderno como nós o conhecemos, então Deus era Negro. Muitas pessoas desde criança questionam, por que os homens criados a imagem e semelhança de Deus são tão diferentes entre si? Por que há Brancos, Negros, Amarelos etc.? Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro.<span id="more-1027"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo o trabalho tanto de Langaney quanto de Sforza: se existem diferenças genéticas entre <strong>grupos étnicos</strong>, elas estão somente na freqüência com que cada gene ou grupos de genes se apresentam nas diversas populações. O que faz, então, com que os etíopes tenham a pele escura, enquanto os belgas têm pele clara? Ainda é cedo para esperar uma resposta definitiva, mas hoje há um consenso de que as diferenças são circunstanciais. “Provavelmente, uma simples questão de clima”, explica Langaney. <strong>Do ponto de vista bioquímico, por exemplo, não existem classificações como brancos, negros e amarelos:</strong> <strong>apenas pessoas com menos ou mais melanina.</strong> É essa substância, presente nas camadas profundas da epiderme, que responde pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos. Quanto mais melanina, mais escura a pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda não conseguimos explicar o mecanismo de incidência do sol na coloração da pele, nem como isso se transfere hereditariamente, mas sabemos muito bem, por outro lado, que a síntese da vitamina D depende diretamente dos raios ultravioleta”, revela Langaney. Presentes em maior quantidade nas zonas tropicais, esses raios são menos absorvidos por peles escuras do que pelas claras. A falta de vitamina D, por sua vez, causa raquitismo. “Basta uma simples olhadela no mapa-múndi para notar que, geograficamente, de acordo com a região em que se estabeleceram, as populações são menos ou mais claras.” <strong>Antes das grandes migrações que, a partir do século XVI, marcaram a história da humanidade, todos os grupos de pele mais escura se situavam nas zonas tropicais</strong>, <strong>enquanto os mais claros são sempre aqueles próximos das latitudes mais altas.</strong> <strong>Ao mesmo tempo, zonas intermediárias, como as Filipinas ou a Índia, são ocupadas por pessoas de cores igualmente intermediárias.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo a teoria mais aceita atualmente, os homens que migraram da África Central ou do Oriente Próximo em direção ao norte teriam mudado de cor de pele para melhor absorver os raios ultravioleta . Assim, escapariam à ameaça do raquitismo, já que o Sol aparecia menos por lá do que nas terras de onde, supõe-se, vieram.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, tudo leva a crer que <strong>as diferenças de cor que notamos entre um negro e um asiático, por exemplo, ocorreram há pouco tempo na escala de desenvolvimento da humanidade.</strong> Principalmente quando comparadas com características essenciais: é quase certo que o código genético que determina que todos tenham 4,5 metros quadrados de pele antecedeu em muito o que determina a coloração da pele. Para usar o mesmo exemplo, <strong>a cor da pele parece levar de 20.000 a 40.000 anos para se modificar.</strong> A conclusão vem do fato de a América ter sido povoada, a partir da Ásia do Norte, há não mais de 40.000 anos. Este intervalo teria sido suficiente para que a incidência solar dos trópicos fizesse efeito e escurecesse as populações que ali se estabeleceram, os ameríndios. “E o que são 40.000 anos diante dos 4 milhões de anos que forjaram biologicamente a espécie humana?”, pergunta Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Assim como a cor da pele, as estaturas também parecem estar ligadas ao tipo de meio ambiente eleito por uma população.</strong> E não deve ter sido necessário muito mais tempo do que o gasto nas mudanças de cor para que populações africanas desenvolvessem estaturas tão discrepantes como entre pigmeus (1,50 metro), habitantes da floresta equatorial, e os saras (1,80 m) que habitam zonas áridas do continente. É certo que a transformação das sociedades rurais agrícolas em sociedades urbanas industrializadas interferiu violentamente nessa divisão: um estudo da média de altura dos recrutas militares franceses entre 1880 e 1970 mostra que a população masculina do país chegou a crescer 7 centímetros nesses noventa anos. As exceções só confirmam a regra.</p>
<p style="text-align: justify;">A seu modo, Sforza também reforça a tese de que as diferenças aparentes são mais ligadas a fatores climáticos e ambientais do que a origens distintas. <strong>Em sua árvore genealógica, a cor da pele não é um critério e nada impede que brancos e negros saiam da mesma família.</strong> Os branquelos lapões do norte europeu vieram do mesmo grupo — caucasianos — que originou os escuros berberes da África. As diferenças, assim como a distância genética, portanto, foram adquiridas através do tempo. <strong>Quanto mais distantes geograficamente, menos as populações se parecem</strong>. “A rede genética mostra que as discordâncias se fizeram durante a colonização do mundo”, esclarece Langaney.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a cadeia genética de cada uma dessas famílias tenha sofrido alterações à medida que elas se afastavam e se subdividiam, nenhuma desenvolveu qualquer tipo de gene específico. Recentemente, Sforza demonstrou que, além da coincidência geográfica, <strong>a familiaridade genética se superpõe quase sempre a uma familiaridade lingüística</strong>. Ou seja, quanto mais geneticamente próximos os grupos, mais suas línguas se correspondem.</p>
<p style="text-align: justify;">Arqueologicamente, <strong>hoje poucos duvidam da origem africana do “homem moderno”</strong>: supõe-se que ele <strong>surgiu entre a África Central e o Oriente Próximo</strong>, há <strong>100.000 ou 150.000 anos.</strong> Pelo menos é o que indicam seus vestígios mais antigos, entre 100.000 e 125.000 anos, encontrados no continente africano. Mas foi com a descoberta do Homem de Qafzeh, um crânio desenterrado na Palestina, que a tese da migração do Homo sapiens sapiens começou a se concretizar: Eva, o nome dado ao mais perfeito exemplar do passado humano, viveu há 92.000 anos. Para Sforza, a data-chave do momento em que os ramos africanos e não-africanos se separaram para iniciar a grande andança, espalhando tipos tão diferentes pelos quatro cantos do mundo que, às vezes, é difícil acreditar virem todos do mesmo ancestral. Para Langaney e Sforza, apenas mais uma prova da sabedoria do velho ditado popular: as aparências realmente enganam.</p>
<p style="text-align: justify;">É amigo leitor, podemos dizer filosoficamente: os nossos sentidos nos enganar&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Os Brancos eram Negros há milhares de anos atrás</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[uma pesquisa científica falando sobre a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra, dizia sumamente que todos (os homens modernos) vieram de uma única raça: a Negra. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Há alguns anos atrás assisti em um Canal Cultural  de uma TV fechada uma pesquisa científica falando sobre <strong>a origem do homem branco e da “diversidade das raças” no Planeta Terra</strong>, dizia sumamente que <strong>todos os homens modernos vieram de uma única raça</strong>: <strong>a Negra</strong>. Portanto somos todos negros em nossa origem biológico-genética, a única coisa que nos diferencia é a cor de nossa pele, nada mais.<span id="more-1019"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Desde então procurava saber mais sobre o assunto até que encontrei na <strong>Revista Super</strong> <strong>Interessante</strong> uma reportagem falando sobre esse tema. Seu título: <strong>“Brancos, negros, índios e amarelos: Todos parentes”. </strong>O texto abaixo é uma adaptação livre e atualizada dessa reportagem. Em suma veremos que Brancos, Índios e Amarelos  vieram todos dos Negros Africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Anos atrás no “Museu do Homem de Paris” houve uma exposição intitulada “<strong>Todos Diferentes, Todos Parentes</strong>”,  a reportagem que agora posto lembra que se Morton estivesse vivo (Morton foi um grande cientista que morreu em 1851, estudava a “diferença” entre as raças humanas) ele certamente teria um enfarto fulminante ao ver que várias pessoas, incluindo crianças, remontavam, em uma tela de computador,  aquilo que ele levou décadas em sua vida fazendo no laboratório. Diariamente, centenas de jovens e curiosos em geral se divertiram na mostra  criando “homens” inimagináveis, numa miscelânea que inclui os mais variados tipos de cabelo, olhos, rosto ou mesmo o tamanho do nariz.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa brincadeira se confunde com a própria explicação da origem do homem moderno, o Homo sapiens sapiens: a de que, ao contrário do que pensava <strong>Morton</strong>, as diferenças físicas, tão gritantes a nossos olhos, não passam de detalhes na história de uma espécie que, embora numerosa e espalhada por todo o mundo, em última análise <strong>provém de um único ancestral.</strong> As aparências enganam. “O sentido da visão tem um papel primordial nas percepções humanas, enquanto várias espécies de animais que diferem na cor dos pêlos ou da pele parecem não dar a menor importância a isso”, brinca o francês André Langaney, chefe do laboratório de Biometria de Genética da Universidade de Genebra.</p>
<p style="text-align: justify;">É certo que as questões de um século atrás ainda persistem: <strong>se somos descendentes de um mesmo antepassado, por que alguns têm a pele negra, cabelos crespos e olhos escuros, enquanto outros têm olhos puxados, cabelos lisos e a pele amarela?</strong> Por que os pigmeus medem em média 1,50 metro, enquanto suecos chegam a 1,77 metro? As diferenças são tantas, que apenas enumerá-las já soa como uma missão impossível — quanto mais listar respostas para cada uma&#8230; Mas para geneticistas como Langaney ou o célebre italiano Luigi Luca Cavalli-Sforza, um dos maiores especialistas no assunto, <strong>muito mais numerosas e essenciais são as igualdades</strong>. Todo homem, seja ianomâmi ou finlandês, possui cerca de 4,5 metros quadrados de pele, 100 órgãos, 450 músculos motores, 211 ossos, 950 quilômetros de tubos (veias e artérias), 100.000 quilômetros de fibras nervosas, 5 litros de sangue, 60 trilhões de células, etc. etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Tão importante ainda é que jamais se encontraram genes que pudessem ser considerados característicos de uma única população, por mais isolada que ela viva. Isto é: os cerca de 3 bilhões de componentes do patrimônio genético são compartilhados pelos 6 bilhões de homens que ocupam o Planeta. Sem exceções. É o que asseguram décadas de pesquisas, em especial as realizadas por aqueles dois especialistas. Langaney concentrou seu trabalho em três genes que são fundamentais no ser humano. O primeiro, responsável pelo tipo sangüíneo, é o sistema ABO. O outro, o do fator Rhesus, determina o Rh positivo e negativo. Quanto ao terceiro, o Gm, é o gene que produz a imunoglobulina, substância essencial para o sistema imunológico. Tais genes se encontram em centenas de grupos étnicos, cujas células a equipe de Langaney vasculhou. E <strong>o pesquisador é taxativo: isto descarta a possibilidade de existirem genes “brancos”, “negros” ou “amarelos”, como se acreditou até há pouco.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Nenhuma população se isolou por um tempo suficiente para se constituir como uma raça completamente diferenciada”, garante Cavalli-Sforza. Professor da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, ele diz isso com a autoridade de quem <strong>nos últimos cinqüenta anos se dedicou a construir a mais completa e ambiciosa árvore genealógica da espécie humana </strong>e hoje se dá ao conforto de andar de chinelos nos corredores da universidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Sforza testou nada menos de 120 características humanas gravadas nos genes, inclusive o fator Rhesus e os sistemas ABO e Gm. E também não poupou o computador de Stanford para reagrupar milhares de trabalhos lingüísticos e arqueológicos, a partir dos quais <strong>selecionou os 42 grupos mais estudados, numa amostragem perfeita dos</strong> <strong>habitantes dos cinco continentes.</strong> Etíopes, pigmeus, europeus em geral, lapões, esquimós, japoneses, polinésios e índios americanos são apenas algumas das etnias escolhidas por ele. E, a partir desses estudos, o geneticista genovês radicado nos Estados Unidos chegou a uma conclusão inovadora: a de que era possível reconstituir a história da evolução humana com base na freqüência de certos genes, o chamado critério de distância genética.</p>
<p style="text-align: justify;">O fator Rhesus é um exemplo que pode ajudar a entender essa conclusão. Sforza verificou que 16% dos ingleses tinham o fator Rhesus negativo, enquanto a freqüência nos bascos era de 9% e nos japoneses 0%. “Se nos limitarmos ao Rhesus, podemos dizer que os ingleses são mais próximos dos bascos que dos japoneses.” É lógico que, para obter a distância genética entre as populações, <strong>Sforza não usou apenas um gene; analisou mais de uma centena.</strong> Graças a esse critério, pôde chegar então às sete grandes famílias, os colonizadores da Terra: africanos, caucasianos, asiáticos do sul, asiáticos do norte, australianos, insulares do Pacífico e ameríndios.</p>
<p><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/05/os-brancos-amarelos-e-indios-sao-%E2%80%9Cmutacoes%E2%80%9D-do-homem-original-negro/" target="_blank"><strong>Veja a segundo parte deste texto</strong> &gt; <strong>Os Brancos, Amarelos e Índios são “mutações” do homem original Negro</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<title>O estruturalismo na antropologia e a etnoastronomia (1.3)</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/02/13/o-estruturalismo-na-antropologia-e-a-etnoastronomia-1-3/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 20:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Continuando o texto&#8230;

Um dos nomes a se destacar no que tange ao estruturalismo e principalmente na antropologia é Lévi-Strauss (1908-) que segundo cita Reale (2006) teve a seguinte intuição: “as ciências humanas, e a antropologia em particular, não podem continuar indiferentes diante dos sucessos da lingüística; devem adotar seus métodos”. (p.84)

Lévi-Strauss aplicou o método estruturalista [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302383547258611538" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 115px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_JraJqR5Z7q8/SZXZvjU5p1I/AAAAAAAAANg/0Su5VBSEd6I/s200/Etnoastronomia.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/12/estruturalismo-pensamento-e-o-conhecimento-especialmente-na-astronomia/" target="_blank"><span style="color:#3366ff;">Continuando o texto&#8230;</span></a><span style="color:#3366ff;"><br />
</span><br />
<span style="color:#6666cc;">Um dos nomes a se destacar no que tange ao estruturalismo e principalmente na antropologia é Lévi-Strauss (1908-) que segundo cita Reale (2006) teve a seguinte intuição: “as ciências humanas, e a antropologia em particular, não podem continuar indiferentes diante dos sucessos da lingüística; devem adotar seus métodos”. (p.84)<span id="more-135"></span><br />
</span><span class="fullpost"><br />
<span style="color:#6666cc;">Lévi-Strauss aplicou o método estruturalista em dois pontos principais: nos estudos de relações de parentesco e nos mitos de povos primitivos, ditos como povos sem “história”. </span></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Foi assim que em <em>As estruturas elementares do parentesco</em> (1949), logo após a 2* guerra mundial, sobre a base de uma analogia de método e de objeto entre lingüística e antropologia, olha a sociedade como conjunto de indivíduos colocados em comunicação por meio de diversos aspectos da cultura. Assim as regras de matrimônio e os sistemas de parentesco são considerados como uma espécie de linguagem. E a mensagem é constituída “pelas mulheres do grupo que circulam entre os clãs, as estirpes e as famílias”. Lévi-Strauss citado por Reale (p.84). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Como dito Lévi-Strauss também menciona as questões mitológicas. Ele analisa milhares de mitos nas mais variadas sociedades humanas encontrando nelas modos de construção análoga em todas. Ele as entendeu como recursos de uma narrativa da história tribal, como expressões legítimas de manifestações de desejos e projeções ocultas, todas elas merecedoras de serem admitidas no papel de matéria-prima antropológica. E Lévi-Strauss conclui que existem estruturas “psico-lógicas” profundas, estruturas elementares do pensamento humano contido em todas as sociedades independente da raça, clima ou religião seguida.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">“A antropologia e as ciências etnográficas põem a nu sistemas compactos de regras, valores, idéias e mitos que nos plasmam desde o nascimento e nos acompanham até o túmulo.” Reale (p.83). </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Como cita Reale (2006) &#8211; Lévi-Strauss dirá em <em>Tristes trópicos</em> (1955) e também em <em>Antropologia estrutural</em>, “que a vida dos primitivos é melhor, mais autêntica e mais harmonizada com a natureza do que a dos povos civilizados” (p.86). Gostaríamos de completar lembrando que estes povos chamados “primitivos” já tinham uma harmonia muito estreita não só com a natureza nossa mãe e confinante próxima, mas também com o Cosmos distante, como podemos observar através de exemplos diversos em etnoastronomia ou “astronomia antropológica” que é o estudo que observa como os diversos povos vêem e interpretam os movimentos celestes. As concepções sobre o Universo destes grupos étnicos e culturais chamados “primitivos” e que vêem o mundo de um modo diferente do ocidental, e que às vezes fazem muito mais sentido do que a fria ciência astronômica. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Citando alguns exemplos da utilidade que estes povos faziam das observações astronômicas poderíamos mencionar um “Tablete” que servia a um principio prático: instruir as mulheres sobre os períodos mais adequados para uma gravidez evitando-se assim que a gravidez fosse terminar durante períodos de migração entre o abrigo de verão e o de inverno daquele agrupamento humano; delimitar os períodos favoráveis à agricultura; obter um sistema de localização através do céu; e acima de tudo cria-se um embrião no homem para o maior espanto de todos os espantos o esplendor provocado pelo encantamento do universo. </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Naturalmente o calendário surge desta observação da “passagem do tempo” e das configurações observadas entre o céu e a natureza. Mas, como nos diz Tapenaiky professor wayampi (uma sociedade indígena brasileira) “O calendário dos brancos parece um quadrado cheio de números. Os brancos só mudam os números. O calendário wayampi é redondo e só com palavras, com nomes de animais e de frutas marcando o tempo, por exemplo, o tempo da bacaba ou o tempo do açaí”. (1) </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Na Etnoastronomia e também na etnolinguistica verificamos como a nossa visão do mundo depende de nossa linguagem.</span></div>
<div><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;">Hoje se sabe que as mesmas técnicas que nos proporciona observar as profundezas cósmicas, paradoxalmente nos impedem de ver as estrelas com a tal poluição luminosa, e além do mais toda a conseqüência gerada pelas diversas técnicas e tecnologias do mundo ocidental nos fazem esquecer o Céu por não podermos observá-lo com a naturalidade de outrora. Mas este olhar para o céu foi uma das atividades mais nobres exercidas pelo ser humano, e possivelmente foi ela que nos fascinou a ponto de gerar o produto cultural que chamamos de ciência. Há milênios nasceu a astronomia a mais antiga de todas as ciências.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #666699;"><strong>A importância ou não do pensamento científico segundo Lévi-Strauss:</strong></span></p>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#6666cc;">De fato, na história da humanidade aconteceu um fenômeno importante, capital, que é o nascimento do pensamento científico e seu desenvolvimento. Esse fato é um valor intrínseco, em si mesmo, que eu realmente coloco fora do relativismo cultural. Agora, se você olha as coisas um pouco mais do alto, dirá que esse pensamento científico que respeitamos e que nos apaixona em seus progressos passo a passo, que se efetua no decorrer dos séculos, anos ou dias, é na realidade profundamente vão. Já que o que nos ensina é, ao mesmo tempo, a melhor compreender as coisas em seus detalhes e que não podemos jamais compreender na totalidade, no conjunto. </span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><em><span style="color:#6666cc;"><br />
</span></em></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color:#6666cc;"><em>O pensamento científico, ao mesmo tempo que alimenta nossa reflexão e aumenta nossos conhecimentos, mostra a insignificância última desse conhecimento. Depende do seu ponto de vista e do nível, que é o nosso, o do homem do século XX, do mundo ocidental, o pensamento científico é algo essencial, fundamental, e devemos utilizá–lo. Porém, se nos tornamos metafísicos, diremos que de fato ele é essencial, mas ao mesmo tempo é preciso saber que não serve para nada.<br />
</em><br />
Podemos perceber com essas palavras que Lévi-Strauss deixa claro que há outros valores e importância maior para a vida. Não elimina a necessidade da ciência mas não lhe dá importância suprema como muitos o fazem. Os mitos e “donos” da “verdade” não podem ser transferidos de magistérios, antes a religião agora a ciência, acreditamos que não. Mas sabemos da importância da Astronomia em todos os tempos, talvez um dos caminhos para o estudo de nossa origem cósmica.</p>
<p>Abraços do Benito Pepe</p>
<p></span> <a href="http://www.benitopepe.com/"><span style="color:#3366ff;"> </span></a><span style="color:#3366ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/13/o-estruturalismo-na-filosofia-1-4/" target="_blank">No próximo tópico: O estruturalismo na Filosofia</a><br />
</span></p>
<p><span style="color:#6666cc;"><strong>Referências Bibliográficas:<br />
</strong><br />
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, Vl 7: de Freud à atualidade; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006. </span></div>
<div><span style="color:#6666cc;"><br />
<strong>Notas:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(1) Tapenaiky, na reportagem de Luiz Carlos Borges, in <em>SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL</em>, n* 12 Edição especial – Etnoastronomia, p.40.</p>
<p></span></div>
<p><span class="fullpost"> </span></p>
<div><span style="color:#6666cc;">(2) Lévi-Strauss, em entrevista à Bernardo Carvalho, in <em>FOLHA DE S. PAULO</em>, 22 de outubro de 1989.<br />
</span></div>


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