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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Workshops, Treinamentos de Equipes e Cursos &#187; Filosofia</title>
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	<description>Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos, Workshops, Administração e Marketing, Gestão de Empresas, Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Vídeo Currículo do Benito Pepe</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 17:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá Amigos vejam um pequeno Vídeo Currículo de Benito Pepe, são só 3 min. e 45 seg.


Abraços do Benito Pepe


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresento aqui um pequeno Vídeo Currículo do Benito Pepe, são só 3 min. e 45 seg.</p>
<p><object style="height: 390px; width: 640px;"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ATpgXv5jMKk?version=3" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="195" src="http://www.youtube.com/v/ATpgXv5jMKk?version=3" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
Abraços do Benito Pepe<span id="more-1721"></span></p>


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		<title>Veja alguns Destaques das 200 publicações. Parabéns ao Site: Benito Pepe!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 May 2011 01:39:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com grande satisfação que comunico aos amigos e leitores do meu Site/blog que acabamos de completar 200 publicações, incluem-se aqui artigos, trechos de meus trabalhos acadêmicos, monografias e textos diversos. A imensa maioria são textos meus, mas há também alguns textos de amigos aos quais agradeço pela colaboração. Aproveito para apresentar alguns dos textos mais visitados. Vamos a eles:


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/saindo-da-publicacao-para-abracar-meus-leitores.jpg" title="" class="shutterset_singlepic124" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/124__200x150_saindo-da-publicacao-para-abracar-meus-leitores.jpg" alt="saindo-da-publicacao-para-abracar-meus-leitores" title="saindo-da-publicacao-para-abracar-meus-leitores" />
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É com grande satisfação que comunico aos amigos e leitores do meu Site/blog que acabamos de completar 200 publicações, incluem-se aqui artigos, trechos de meus trabalhos acadêmicos, monografias e textos diversos. A imensa maioria são textos meus, mas há também alguns textos de amigos aos quais agradeço pela colaboração. Aproveito para apresentar alguns dos textos mais visitados. Vamos a eles:<span id="more-1603"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Clique nos títulos para visitar os artigos completos&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/12/09/o-melhor-aprendizado-e-atraves-da-pratica-ou-da-teoria/" target="_blank">O Melhor Aprendizado é Através da Prática ou da Teoria?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desde jovem eu escuto as pessoas dizerem: na teoria é uma coisa na prática é outra. De fato Há duas maneiras básicas de se aprender: uma é com a prática, a outra é com a teoria. Nesse contexto podemos aprender errando e acertando, isso ocorre com a prática. A outra forma de aprender é também com os erros e acertos, no entanto agora consideramos os erros e acertos de outrem, isso ocorre através da teoria. Em outras palavras aprendermos com nossos erros (prática) e/ou com os erros dos outros (teoria)&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2011/01/22/a-fabula-do-rato-e-uma-analogia-com-o-ambiente-de-trabalho/" target="_blank">A Fábula do Rato e uma Analogia com o Ambiente de Trabalho</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A fábula que segue nos leva a refletir quanto aos “problemas de trabalho” e as relações interpessoais. A Fábula do Rato, nos mostra claramente como deveríamos nos comportar no Ambiente de Trabalho. Muitas vezes esquecemos que fazemos parte da mesma Rede de Relações Interpessoais&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2011/02/12/porque-contratar-um-palestrante/" target="_blank">Por que contratar um Palestrante?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitos se questionam quanto a contratar um palestrante. Há ainda quem pense que uma palestra pode não influenciar nos resultados do empreendimento, seja uma empresa, um hotel ou qualquer instituição em que haja pessoas. É claro que esse é um pensamento pequeno, se assim fosse o número de palestrantes não estaria crescendo de maneira meteórica no Brasil. A relação crescimento da empresa-palestrante é diretamente proporcional&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/05/09/%e2%80%9chomenagem%e2%80%9d-ao-dia-das-maes/" target="_blank">Homenagem ao dia das Mães</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por que e para que ter um dia das mães? Muitos vão dizer: todos os dias são dias das Mães. È claro que sim, todos os dias são dias das mães, dia dos pais, como também todos os dias devem ser vividos como o dia do Natal, etc. No entanto o comércio, o governo e as instituições religiosas definem datas especiais e comemorativas, estas datas têm propósitos diversos, muitos bem nobres, outros nem tanto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/01/22/a-importancia-do-treinamento-treinar-pra-que/" target="_blank">A importância do Treinamento, Treinar pra que?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando falamos em treinamento, principalmente nas médias empresas, vem logo a pergunta: treinar pra que? Essa pergunta não parte só do funcionário, mas também é uma “preocupação” do empresário que pensa de maneira subliminar e mesquinha. Ele pensa que vai preparar melhor um funcionário para depois perdê-lo para o mercado&#8230;<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/13/ambiente-de-trabalho-e-as-relacoes-interpessoais/" target="_blank">Ambiente de Trabalho e as Relações interpessoais</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente reflete no ser humano?</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, podemos, por exemplo, observar um shopping Center e a maneira como as pessoas normalmente se comportam quando estão lá dentro. A limpeza, o clima, a decoração, as pessoas bem vestidas ou não, fazem com que ajamos de certa maneira&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/04/ambiente-de-trabalho-nas-pequenas-empresas-e-o-marketing-interno-endomarketing/" target="_blank">Ambiente de Trabalho nas Pequenas Empresas e o Marketing Interno – Endomarketing</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Apresento em tópicos este trabalho acadêmico que fiz na minha Especialização em Marketing. Iniciamos com um <strong>Resumo</strong> e uma <strong>Introdução</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O homem se humilha se castram seus sonhos seu sonho é sua vida e Vida é trabalho e sem o seu trabalho o homem não tem honra e sem a sua honra, se morre, se mata não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz…</em></p>
<p style="text-align: justify;">(Gonzaguinha)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/30/como-surgiu-a-filosofia-continuacao-capitulo-2-2/" target="_blank">Como Surgiu a Filosofia?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Falamos um pouco de como surgiu ou como se deu a origem da Filosofia.</p>
<p style="text-align: justify;">Tales, da colônia grega de Mileto – por isso chamado <strong>Tales de Mileto</strong>(1) – é um dos nomes mais importantes para o surgimento do pensamento filosófico-científico, como é dado por “Aristóteles, no livro I da Metafísica”. Aristóteles afirma ser Tales de Mileto, no Séc. VI a.C., o iniciador do pensamento filosófico-científico&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank">O tempo está passando mais rápido?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma pergunta que muitos fazem constantemente, e a resposta é sempre afirmativa para a maioria das pessoas, pois sentem realmente o tempo “voando”, entretanto a resposta está Certa e Errada&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2011/04/18/feliz-semana-santa-feliz-pascoa-mas-o-que-e-a-pascoa/" target="_blank">Mas o que é páscoa?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">O texto: <strong>“Mas o que é Páscoa?”</strong> eu publique originalmente no Site <strong>Planetanews.com</strong> em 2003. Desde então ele sempre foi um campeão de visitas durante a quaresma, Semana Santa e Páscoa. Foi copiado e publicado em inúmeros sites pela Internet. Agora eu o publico aqui e no final deste texto indico alguns links para outros artigos que escrevi falando sobre esse tema, faço um compêndio desses artigos sobre a <strong>Páscoa</strong>, <strong>Semana Santa</strong>, e <strong>datas relacionadas</strong>. Veja os links e um resumo de cada artigo, o que ele trata e qual a sua relação com os outros textos&#8230;<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-que-e-carnaval-qual-e-a-origem-do-carnaval/" target="_blank">O que é Carnaval? Qual a sua origem?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há muita controvérsia quando se fala em carnaval, dizem haver apologias obscuras e de origem pagã, outros só vêem uma festa como outra qualquer. Bem, vamos discorrer um pouco sobre este tema historicamente até os dias de hoje; o que é Carnaval e qual é a origem do Carnaval?&#8230;<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/31/a-alegoria-da-caverna-de-platao-%e2%80%93-livro-vii-da-republica/" target="_blank">A Alegoria da Caverna de Platão – livro VII da República</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa alegoria, também chamada Mito da Caverna foi escrita por Platão século IV a.C, está contida no livro VII da Republica de Platão. É Leitura imprescindível para todas as pessoas de qualquer área de atuação&#8230;<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/05/16/o-apolineo-e-o-dionisiaco-%e2%80%93-apolo-e-dioniso-em-nietzsche-a-perda-da-proximidade-com-a-natureza-que-tinha-o-homem-antigo/" target="_blank">O Apolíneo e o Dionisíaco &#8211; Apolo e Dioniso em Nietzsche: a perda da proximidade com a natureza que tinha o homem antigo</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há diversos deuses apresentados pela mitologia grega, o “principal” deles é Zeus que seria o “deus dos deuses” para os gregos antigos. Apollo e Dioniso, dois desses deuses da mitologia grega são tratados por Nietzsch de uma maneira bastante interessante e que contribui de maneira “espetacular” para a compreensão de sua obra, especialmente e especificamente citados em “O nascimento da tragédia” (1872). A arte grega tem origem além do homem e representa “forças” que estão presentes no Mundo&#8230;<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/25/primavera-a-estacao-das-flores/" target="_blank">Primavera a Estação das Flores</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os anos há quem espere ansiosamente por esta bela estação, há quem diga que é a mais bela de todas as quatro estações. Nesta época do ano não temos mais o frio intenso do Inverno e ainda não temos o calor do Verão, há um clima ameno, agradável, e acima de tudo florido. É mesmo lindo poder apreciar as flores e o verde dos jardins e das montanhas que ressurgem depois de “congelarem”, é como se o <a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank">tempo </a>tivesse parado e agora voltado a surgir juntamente com a Vida que estava adormecida ou mesmo “Morta”&#8230;<strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/09/03/eficiencia-e-eficacia-o-que-importa-e-a-%e2%80%9ccaca%e2%80%9d/" target="_blank">Eficiência e Eficácia o que Importa é a “Caça”?</a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para respondermos a esta pergunta precisamos entender os termos: <strong>Eficiência</strong> e <strong>Eficácia</strong>. Sumamente vou lembrar que a Eficácia é quando “conseguimos que as coisas certas sejam realizadas”, enquanto que a Eficiência é “a capacidade de fazer as coisas corretamente”, isso difere, portanto, da capacidade de conseguir que as coisas certas sejam feitas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></span></p>


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		<title>O Sentido da Existência</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2011/04/09/o-sentido-da-existencia/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 01:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Hegel]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto copilado e enviado por J.M. Dias: O PENSAMENTO do século XXl reencontra os problemas tradicionais da filosofia não mais dispostos no rigor da ordem clássica, ou mesmo na hierarquia rígida do ideário positivista. A incorporação da experiência histórica fortaleceu o sentido concreto da presença dos fatos e enfraqueceu a pretensão às verdades eternas. Com isso, a filosofia tornou-se menos ciosa das prerrogativas do pensamento puro e mais atenta à complexidade do mundo, atravessando pela contingência e pela liberdade. É nesse contexto que nascem as filosofias da existência.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/existencia.jpg" title="" class="shutterset_singlepic121" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/121__160x120_existencia.jpg" alt="existencia" title="existencia" />
</a>
Texto compilado e enviado por J.M. Dias:</p>
<p style="text-align: justify;">O PENSAMENTO do século XXl reencontra os problemas tradicionais da filosofia não mais dispostos no rigor da ordem clássica, ou mesmo na hierarquia rígida do ideário positivista. A incorporação da experiência histórica fortaleceu o sentido concreto da presença dos fatos e enfraqueceu a pretensão às verdades eternas. Com isso, a filosofia tornou-se menos ciosa das prerrogativas do pensamento puro e mais atenta à complexidade do mundo, atravessando pela contingência e pela liberdade. É nesse contexto que nascem as filosofias da existência.<span id="more-1588"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para caracterizá-las, é preciso lembrar que não podemos falar delas no singular, afirmando, por exemplo, que existe um existencialismo. O que caracteriza as filosofias  da existência é a multiplicidade de direções, a diversidade de influências que recebem e as maneiras como se situam frente à tradição. Apesar disso, é possível verificar alguns traços comuns, não no sentido metódico ou doutrinal, mas na maneira como todas elas formulam o problema geral do homem frente à adversidade, o que faz dessas filosofias testemunhos da conturbação histórica do nosso século.</p>
<p style="text-align: justify;">As filosofias da existência surgiram no século XX, mas é possível encontrar ao longo da história do pensamento filósofos que se preocuparam com problemas que sem dúvida podem ser chamados de existenciais. Dependendo da amplitude que se dê a essa expressão, podemos buscar atitudes filosóficas existenciais em muitos autores do passado, pois as questões ligadas à existência humana constituem preocupação da filosofia pelo menos desde Sócrates. No entanto, quando falamos em filosofia da existência no sentido em que hoje se usa a expressão, queremos destacar não apenas a preocupação com o homem de forma geral, mas o fato de constituir a existência humana o ponto de partida e o objeto privilegiado de análise.</p>
<p style="text-align: justify;">A HERANÇA DOS PREDECESSORES</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido menos abrangente, um nome que não pode deixar de ser lembrado é de Sören Kierkegaard. Apesar de ter vivido na primeira metade do século XlX, o pensador dinamarquês, ao opor-se de forma drástica à filosofia sistemática de Hegel, procurou incorporar na reflexão filosófica a especialidade do indivíduo, principalmente do homem que vive a relação contraditória com a transcendência divina. Ao aceitar as contradições e os aspectos multifacetados que a existência do crente envolve e, sobretudo ao postular que a relação imediata com Deus, por intermédio da fé, gera a angústia derivada do sentimento insuperável da atitude, Kierkegaard abordou, pelo viés da reflexão acerca da experiência  religiosa, alguns temas que estarão presentes em todas as filosofias da existência, e que se referem às questões  inerentes à elucidação da situação humana.</p>
<p style="text-align: justify;">As filosofias da existência são também fortemente influenciadas pelo pensamento de Nietzsche, sobretudo naquilo em que sua filosofia destaca, com uma nitidez inexistente no pensamento anterior, o equilíbrio tenso que caracteriza a afirmação da existência a partir de valores positivos, ou a sua subordinação, por via da deterioração histórica da vida, a valores negativos consubstanciados numa moral invertida que impede a expansão natural do potencial humano.</p>
<p style="text-align: justify;">De maneira mais difusa pode-se também mencionar como credora filosófica do existencialismo a tendência da filosofia da vida, muito presente no pensamento alemão da segunda metade do século XlX. É preciso contudo não confundir o peso dessas influências com a contribuição metodológica que certas correntes  deram para a elaboração de algumas filosofias da existência. É o caso, por exemplo, de Husserl, na medida em que a fenomenologia está presente na obra de Heidegger e de Sartre como diretriz metodológica de análise, sem que por isso se possa fazer alguma vinculação entre a fenomenologia husserliana e o existencialismo, do ponto de vista do conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Compilado Por J.M. Dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte:</p>
<p style="text-align: justify;">HISTORIA DA FILOSOFIA - EDITORA NOVA CULTURA</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Sócrates e o Aprendizado. Aprendendo a Aprender com Sócrates</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Feb 2011 00:58:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
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		<description><![CDATA[Existem várias maneiras de se aprender, podemos aprender com nossos erros (isso se dá através da prática) ou com os erros dos outros, isso ocorre através da teoria.  No entanto o maior mestre do aprendizado foi Sócrates, sabe por quê? Porque Sócrates nos ensinou que só podemos começar a aprender quando tomamos consciência que somos ignorantes e que precisamos estar abertos ao novo, precisamos estar preparados para quebrar paradigmas, mas também despertar o conhecimento que temos em nossa alma.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Existem várias maneiras de se aprender, podemos <span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/12/09/o-melhor-aprendizado-e-atraves-da-pratica-ou-da-teoria/" target="_blank"><strong>aprender com nossos erros</strong> (isso se dá através da <strong>prática</strong>) <strong>ou com os erros dos outros</strong>, isso ocorre através da <strong>teoria</strong>.</a></span> No entanto o maior mestre do aprendizado foi Sócrates, sabe por quê? Porque Sócrates nos ensinou que só podemos começar a aprender quando tomamos consciência que somos ignorantes e que precisamos estar abertos ao novo, precisamos estar preparados para quebrar paradigmas, mas também despertar o conhecimento que temos em nossa alma.<span id="more-1570"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A famosa frase de <strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/05/09/socrates-%e2%80%9cso-sei-que-nada-sei%e2%80%9d/" target="_blank">Sócrates: “Só sei que nada sei”</a></span></strong> expressa e sintetiza claramente o verdadeiro sábio e este pensamento. Há algumas diretrizes que podemos aprender com a filosofia de Sócrates, embora ele não nos tenha deixado nada escrito seus discípulos e principalmente Platão o fizeram muito bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma dessas diretrizes Socráticas é a Arte do Diálogo, seu pai era escultor e sua mãe Parteira. Sócrates dizia que fazia algo parecido com o que sua mãe fazia. Da mesma maneira que sua mãe dava a luz às crianças ele dava a luz aos homens, era um parteiro espiritual. Ele procurava guiar seus interlocutores até a verdade, utilizava-se para isso de uma habilidade extraordinária até então, empregava-se de um questionamento que levava seus interlocutores a descobrirem a verdade por si mesmos e assim criar uma sólida convicção.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando limpamos nossa mesa podemos reorganizá-la, é necessário uma <em>tabula rasa</em> para reiniciarmos. O método socrático só funciona a partir daí, ou seja, da consciência de nossa ignorância. É através da descoberta de nossas contradições e reflexões quanto aos nossos paradigmas, muitas vezes equivocados, que chegamos ao novo. É com a indução que o interlocutor conscientizado de sua ignorância fundamenta um novo conhecimento seguro.</p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates dizia que o conhecimento já está conosco e, portanto, ele (Sócrates) só precisava fazer um parto, tirar esse conhecimento de dentro do homem. Esse processo conhecido como <strong>Maiêutica</strong> Socrática é usado até hoje. Quando estamos em um processo de dialética ou fazendo perguntas que nos farão deduzir e chegar a algum “consenso” de entendimento, estamos dialogando no sentido mais amplo da palavra, mas esse processo só funciona se estivermos abertos ao novo e não fixados em nossos paradigmas e opiniões, muitas vezes enraizadas e alicerçadas em nossa alma, porém equivocados.</p>
<p style="text-align: justify;">Só aprendemos quando quebramos paradigmas e quando temos consciência que não sabemos. Aquele que pensa que tudo sabe, nada sabe, pois não está aberto a aprender, portanto nada sabe. Ao contrário aquele que pensa que nada sabe e está aberto a aprender sempre, tudo sabe. Este é o verdadeiro sábio.</p>
<p style="text-align: justify;">O conhecimento já nascera conosco, “ele veio com nossa alma”, porém ele ficou esquecido em nosso corpo. Para relembrarmos o que sabíamos precisamos de um processo dialético. A <strong>reminiscência</strong> é a rememoração, a lembrança do que sabíamos. De fato o que Sócrates parece querer nos mostrar é que ninguém pode saber se sabe ou não sabe, a não ser através de outro alguém. Ou seja, através do diálogo. (Seja ele pessoalmente ou “através dos livros, Internet, áudio, vídeo etc.”)</p>
<p style="text-align: justify;">Vou fazer um parêntesis para inserir aqui um princípio simples da psicologia, os quatro “EUs”. Todos nós temos quatro “EUs”, temos um “eu” que nós e todo mundo conhece; temos um “eu” que é só nosso, nossos segredos, nossa intimidade; temos outro “eu” que os outros podem observar de nós, mas que nós mesmos não conhecemos; e por fim temos um “eu” que nem nós, nem os outros conhecemos, aí estão nossos enigmas, nosso inconsciente, etc. É através do diálogo aberto e franco que podemos trocar experiências, conhecemos nosso mundo e o mundo dos outros. Só crescemos enquanto seres humanos através do diálogo franco e aberto. Podemos fazer com que os outros nos descubram e podemos fazer com que os outros nos ajudem a descobrirmo-nos. A reminiscência faz acordar o desconhecido em nós, nossas fraquezas e nossas potencialidades podem florescer.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem se empenha na ética, busca a autenticidade e transparência e procura fazer o bem encontra a felicidade. Dessa maneira, como Sócrates, temos que buscar a coerência, a ética, ser honestos conosco mesmo e com o mundo. Não há como sermos felizes se vivermos uma falsa verdade. Os sonhos são importantes, mas são para a noite quando estamos dormindo, quando estamos acordados devemos viver a realidade a ação, para isso precisamos nos motivar, sermos pró-ativos, termos atitude. Só aprendemos se quisermos aprender, ninguém aprende e apreende se não quiser.</p>
<p style="text-align: justify;">E então você está pronto para quebrar teus paradigmas? Você quer aprender?</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Fragmentos do Livro Política de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 16:22:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Este texto que segue é um fragmento do Livro a Política de Aristóteles, é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques - Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP. 
Política de Aristóteles
Livro I Capítulo 1 [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.



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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Este texto que segue é um fragmento do Livro a <strong><em>Política</em></strong> de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Política de Aristóteles</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Livro I <strong>Capítulo 1</strong> [1252a] Visto que toda cidade é um tipo de associação e que toda associação se forma tendo em vista algum bem (porque todos os homens sempre agem tendo em vista algo que lhes parece ser um bem), resulta claramente que, se todas as associações visam um certo bem, aquela que é a mais alta de todas e engloba todas as demais é precisamente a que visa ao bem mais alto de todos; ela é denominada cidade (pólis), ou comunidade política.<span id="more-1505"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Todos os que julgam que o governo político (politikón), real (basilikón), familiar (oikonomikón) e senhorial (despotikón) são uma mesma coisa exprimem-se de maneira inexata, e não vêem em cada um [desses diversos modos de autoridade] senão uma diferença de mais e menos, não uma diferença de espécie; assim, se a autoridade é exercida sobre um pequeno número, trata-se de um senhor; se esse número é maior, de um chefe de família; se é ainda mais elevado, de um chefe político ou rei, como se não houvesse a menor distinção entre uma grande família e uma pequena cidade. Quanto aos governos político e real, [dizem que a diferença é que] se um homem governa sozinho, é um rei; se, ao contrário, ele exerce o poder segundo os ensinamentos da ciência política, sendo alternadamente governante e governado, trata-se propriamente de um poder político.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, nada disso é verdade, o que ficará claro ao examinarmos o assunto segundo o método que até agora nos guiou. Assim como em outros domínios é necessário proceder à divisão do composto (sýntheton) até chegar a seus elementos mais simples (asýntheton), isto é, às menores partes do todo. Desse modo, ao considerar os elementos dos quais a cidade se compõe, veremos melhor em que diferem as formas de autoridade mencionadas, e se é possível obter delas um conhecimento exato.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Capítulo 2</strong> É, portanto, pela consideração das coisas a partir de sua origem e em seu desenvolvimento que se pode, aqui como em outros domínios, chegar ao ponto de vista mais elucidativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, é necessário que se unam, aos pares, aqueles seres que são incapazes de existir um sem o outro: esse é o caso do homem e da mulher, em vista da reprodução (o que não é neles o efeito de uma escolha deliberada mas, como em todas as outras espécies animais e as plantas, resulta de uma tendência natural (physikón) para deixar atrás de si um outro ser a eles semelhante); esse também é o caso da união de um homem cuja natureza é comandar com outro que por natureza obedece, visando a conservação de ambos. Pois aquele ser que, graças à sua inteligência, tem a capacidade de prever é, por natureza, um chefe (árchon) e um senhor (despózon), ao passo que o ser que é capaz de executar as ordens do outro por meio de seu corpo, é um subordinado e um escravo por natureza; daí vem que o escravo e o senhor têm o mesmo interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">[1252b] A distinção entre a mulher e o escravo foi, portanto, imposta pela natureza, pois esta não procede jamais à maneira mesquinha dos cuteleiros de Delfos mas faz cada objeto para um único uso; e, de fato, cada instrumento só pode cumprir perfeitamente suas funções se servir não para muitos usos mas para um só. Entre os bárbaros, contudo, a mulher e o escravo confundem-se na mesma classe; a razão disso é que não há entre eles quem seja capaz, por natureza, de comandar, e sua associação é a de um escravo com uma escrava. Daí a fala dos poetas:</p>
<p style="text-align: justify;"> “O Heleno tem o direito de comandar o Bárbaro” como se, por natureza, o bárbaro e o escravo fossem a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessas duas associações [entre homem e mulher, senhor e escravo] surge inicialmente a família (oikía); e é com razão que escreveu Hesíodo:</p>
<p style="text-align: justify;">“Primeiro a casa, a mulher e o boi para o arado” pois o boi serve de escravo aos pobres.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a associação estabelecida pela natureza para a satisfação das necessidades cotidianas é a família, cujos membros Carondas denomina homosipýous (que tiram o pão da mesma arca) e Epimênides de Creta, homocápous (que comem na mesma manjedoura) 3. Por outro lado, a primeira associação formada por diversas famílias para suprir necessidades que não se limitam à vida cotidiana é a aldeia (kóme), cuja forma mais natural parece ser a de uma colônia da família, e seus membros são chamados, por alguns, de homogálactas (que sugaram o mesmo leite), e compreendem os filhos e os filhos desses filhos; é justamente por isso que as cidades (póleis) foram originalmente governadas por reis, como ainda o são em nossos dias as nações (éthne), pois elas se formaram pela reunião de pessoas submetidas aos reis. Toda família, de  fato, submete-se ao reinado do patriarca, o mesmo ocorre com as extensões da família, em razão do parentesco de seus membros. É o que diz Homero:</p>
<p style="text-align: justify;">“Cada qual prescreve leis a suas mulheres e filhos” pois as famílias andavam dispersas, e era assim que se vivia antigamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos deuses, a razão pela qual se admite unanimemente que eles são governados por um rei é que os próprios homens são, ainda hoje, ou foram, no passado, governados dessa maneira; os homens não apenas representam os deuses à sua imagem, mas também atribuem-lhes um modo de vida semelhante ao seu. Por fim, a comunidade formada por muitas aldeias é a cidade (pólis) no pleno sentido da palavra; da qual se pode dizer que atinge desde então a completa auto-suficiência (autarkéias). Surgindo para permitir viver (tôu zên), ela existe para permitir viver bem (tôu êu zên).</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, se as primeiras comunidades são um fato da natureza, também o é a cidade, porque ela é o fim daquelas comunidades, e a natureza de uma coisa é o seu fim: aquilo que cada coisa se torna quando atinge seu completo desenvolvimento, nós chamamos de natureza daquela coisa, quer se trate de um homem,  de um cavalo ou de uma família.</p>
<p style="text-align: justify;">[1253a] Além disso, a causa final e o fim (télos) de uma coisa é o que é o melhor para ela; ora, bastar-se a si mesma é, ao mesmo tempo, um fim e um bem por excelência.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas considerações tornam evidente que a cidade é uma realidade natural e que o homem  é, por natureza, um animal político (politikón zôon). E aquele que, por natureza e não por mero acidente, não faz parte de uma cidade é ou um ser degradado ou um ser superior ao homem; ele é como aquele a quem Homero censura por ser sem clã, sem lei e sem lar” 5; um tal homem  é, por natureza, ávido de combates, e é como uma peça isolada no jogo de damas. É evidente, assim, a razão pela qual o homem é um animal político em grau maior que as abelhas ou todos os outros animais que vivem reunidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizemos, de fato, que a natureza nada faz em vão, e o homem é o único entre todos os animais  a possuir o dom da fala. Sem dúvida os sons da voz (phoné) exprimem a dor e o prazer e são encontrados nos animais em geral, pois sua natureza lhes permite experimentar esses sentimentos e comunicá-los uns aos outros. Mas quanto ao discurso (lógos), ele serve para exprimir o útil e o nocivo e, em conseqüência, o justo e o injusto.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato,  essa é a característica que distingue o homem de todos os outros  animais: só ele sabe discernir o bem e o mal, o justo e o injusto, e os outros sentimentos da mesma ordem; ora, é precisamente a posse comum desses sentimentos que engendra a família e a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade, portanto, é por natureza anterior à família e a cada homem tomado individualmente, pois o todo é necessariamente anterior à parte; assim, se o corpo é destruído, não haverá mais nem pé nem mão, a não ser por simples analogia, como quando se fala de uma mão de pedra, pois uma mão separada do corpo não será melhor que esta.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as coisas se definem sempre pelas suas funções e potencialidades; por conseguinte, quando elas não têm mais suas características próprias, não se deve dizer mais que se trata das mesmas coisas, mas apenas que elas têm o mesmo nome (homónima). É evidente, nessas condições, que a cidade existe naturalmente e que é anterior aos indivíduos, pois cada um destes, isoladamente, não é capaz de bastar-se a si mesmo e está [em relação à cidade] na mesma situação que uma parte em relação ao todo; o homem que é incapaz de viver em comunidade, ou que disso não tem necessidade porque basta-se a si próprio, não faz parte de uma cidade e deve ser, portanto, um bruto ou um deus.</p>
<p style="text-align: justify;">O impulso que leva todos os homens para uma comunidade desse tipo tem sua origem na natureza; mas aquele que em primeiro lugar fundou essa comunidade é ainda assim credor dos maiores benefícios. Pois se o homem, ao atingir sua máxima realização, é o melhor dos animais, também é, quando está afastado da lei e da justiça, o pior de todos eles. A injustiça que tem armas nas mãos é a mais perigosa e o homem está provido, por natureza, de armas que devem servir à prudência e à virtude (phronései kài aretêi) mas que ele pode empregar para fins exatamente opostos. Eis por que o homem, sem a virtude, é a mais ímpia e feroz das criaturas, e a que mais vergonhosamente se orienta para os prazeres do amor e da gula. E a virtude da justiça é um valor político, pois a comunidade política tem como sua regra a [administração da] justiça (ou seja, a discriminação do que é justo).</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma tradução de José Oscar de Almeida Marques Departamento de Filosofia, IFCH-UNICAMP.</p>


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		<title>O Renascimento e a Retomada do Racionalismo</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 00:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa, com o Renascimento.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Renascimento como o próprio nome lembra, quer dizer “nascer novamente”. É um ressurgir de uma Cultura que estava adormecida por vários séculos. Esta cultura vem do berço do mundo ocidental: a Grécia antiga. A Razão também vem daquela Grécia, e é retomada novamente. Mas tanto essa razão, quanto o renascimento da Cultura Grega vão tomar outras proporções na Itália e em toda a Europa com o Renascimento.<span id="more-1434"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Renascimento, período da história européia caracterizado por um renovado interesse pelo passado greco-romano clássico, especialmente pela sua arte. O Renascimento começou na Itália, no século XIV, e difundiu-se por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformou-se em uma sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas, com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da educação, das artes e da música.</p>
<p style="text-align: justify;"> O termo “Renascimento” foi empregado pela primeira vez em 1855, pelo historiador francês Jules Michelet, para referir-se ao “descobrimento do Mundo e do homem” no século XVI. O historiador suíço Jakob Burckhardt ampliou este conceito em sua obra <em>A civilização do renascimento italiano</em> (1860), definindo essa época como o renascimento da humanidade e da consciência moderna, após um longo período de decadência.</p>
<p style="text-align: justify;"> O Renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara, Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e demográfica dos séculos XII e XIII.</p>
<p style="text-align: justify;"> Uma das mais significativas rupturas renascentistas com as tradições medievais verifica-se no campo da história. A visão renascentista da história possuía três partes: a Antigüidade, a Idade Média e a Idade de Ouro ou Renascimento, que estava começando.</p>
<p style="text-align: justify;"> A idéia renascentista do humanismo pressupunha uma outra ruptura cultural com a tradição medieval. Redescobriram-se os <em>Diálogos</em> de Platão, os textos históricos de Heródoto e Tucídides e as obras dos dramaturgos e poetas gregos. O estudo da literatura antiga, da história e da filosofia moral tinha por objetivo criar seres humanos livres e civilizados, pessoas de requinte e julgamento, cidadãos, mais que apenas sacerdotes e monges.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os estudos humanísticos e as grandes conquistas artísticas da época foram fomentadas e apoiadas economicamente por grandes famílias como os Medici, em Florença; os Este, em Ferrara; os Sforza, em Milão; os Gonzaga, em Mântua; os duques de Urbino; os Dogos, em Veneza; e o Papado, em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo das belas-artes, a ruptura definitiva com a tradição medieval teve lugar em Florença, por volta de 1420, quando a arte renascentista alcançou o conceito científico da perspectiva linear, que possibilitou a representação tridimensional do espaço, de forma convincente, numa superfície plana.</p>
<p style="text-align: justify;"> Os ideais renascentistas de harmonia e proporção conheceram o apogeu nas obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo, durante o século XVI.</p>
<p style="text-align: justify;"> Houve também progressos na medicina e anatomia, especialmente após a tradução, nos séculos XV e XVI, de inúmeros trabalhos de Hipócrates e Galeno. Entre os avanços realizados, destacam-se a inovadora astronomia de Nicolau Copérnico, Tycho Brahe e Johannes Kepler. A geografia se transformou graças aos conhecimentos empíricos adquiridos através das explorações e dos descobrimentos de novos continentes e pelas primeiras traduções das obras de Ptolomeu e Estrabão.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo da tecnologia, a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a difusão dos conhecimentos e o uso da pólvora transformou as táticas militares, entre os anos de 1450 e 1550.</p>
<p style="text-align: justify;"> No campo do direito, procurou-se substituir o abstrato método dialético dos juristas medievais por uma interpretação filológica e histórica das fontes do direito romano. Os renascentistas afirmaram que a missão central do governante era manter a segurança e a paz. Maquiavel sustentava que a <em>virtú</em> (a força criativa) do governante era a chave para a manutenção da sua posição e o bem-estar dos súditos.</p>
<p style="text-align: justify;"> O clero renascentista ajustou seu comportamento à ética e aos costumes de uma sociedade laica. As atividades dos papas, cardeais e bispos somente se diferenciavam das usuais entre os mercadores e políticos da época. Ao mesmo tempo, a cristandade manteve-se como um elemento vital e essencial da cultura renascentista. A aproximação humanista com a teologia e as Escrituras é observada tanto no poeta italiano Petrarca como no holandês Erasmo de Rotterdam, fato que gerou um poderoso impacto entre os católicos e protestantes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Há outros tópicos quanto ao Renascimento, siga as setas acima do título desta postagem.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte</strong>: Enciclopédia <strong>Encarta</strong></p>


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		<title>Quem é “cego”?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 01:16:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos dirão: “cego é aquele que não quer ver”. Eu vou mais além. Cego não é apenas aquele que não quer ver, pois aquele que não quer ver, não vê porque não quer e dessa maneira  é um “cego consciente de sua cegueira”. O pior cego é aquele que pensa estar enxergando, mas no fundo não vê o que “pensa” ver, ele está em um mundo de “fábulas” onde  a “realidade” é uma coisa bem diferente... O cego, e agora me refiro mesmo ao “deficiente visual”, enxerga muito mais do que muitos que possuem sua visão plena, pois eles enxergam com o coração, enxergam através de outros sentidos, diferentemente dos que têm todos os sentidos. Estes não conseguem desenvolver essa verdadeira visão...


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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Muitos dirão: “cego é aquele que não quer ver”. Eu vou mais além. Cego não é apenas aquele que não quer ver, pois aquele que não quer ver, não vê porque não quer e dessa maneira  é um “cego consciente de sua cegueira”. O pior cego é aquele que pensa estar enxergando, mas no fundo não vê o que “pensa” ver, ele está em um mundo de “fábulas” onde  a “realidade” é uma coisa bem diferente&#8230; O cego, e agora me refiro mesmo ao “deficiente visual”, enxerga muito mais do que muitos que possuem sua visão plena, pois eles enxergam com o coração, enxergam através de outros sentidos, diferentemente dos que têm todos os sentidos. Estes não conseguem desenvolver essa verdadeira visão&#8230;<span id="more-1209"></span></p>
<p style="text-align: justify;"> É interessante lembrarmos que são conhecidos cinco sentidos e que a visão é apenas um destes sentidos.  Os outros são: a Audição, o Olfato, o Paladar e o Tato. Sabe-se também que alguns desenvolvem uns sentidos mais do que os outros, desta maneira é normal que quem não tenha bem apurado certo sentido terá os outros ou um dos outros muito melhor apurado que a média das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"> As empresas e as demais instituições necessitam de pessoas, e a partir do momento que se sabe que as pessoas são a parte mais importante de uma empresa, elas devem ser valorizadas. Qualquer empresa valoriza a capacidade de uma pessoa em sua tarefa, em sua atribuição. As empresas que valorizam <strong>a fala</strong>, por exemplo, buscam ou treinam quem melhor tenha esta aptidão e certamente será uma pessoa que tenha uma boa audição também, pois quem fala bem, via de regra, ouve bem. Neste caso o deficiente visual deve levar alguma vantagem, pois desenvolve melhor sua audição e, portanto tem mais atenção aos sons do ambiente. Leva vantagem também quando o foco estiver em qualquer dos outros sentidos, pois certamente ele os terá mais bem desenvolvidos, seja a Audição, como falamos, seja o Olfato, o Paladar ou e principalmente o Tato.</p>
<p style="text-align: justify;"> Todos os sentidos no fundo se resumem ao tato, além do <strong>tato</strong> propriamente dito, temos os sons que se propagam no ar e vêm <strong>tocar</strong> nossos tímpanos, temos o paladar que é sentido através do tato químico dos alimentos com as “papilas gustativas”; o olfato vem da mesma maneira química pelo ar tocar nosso sentido olfativo; a visão por fim funciona da mesma maneira as ondas e partículas da luz tocam nossas retinas. Portanto o tato é o nosso único sentido.</p>
<p style="text-align: justify;"> Quando falamos da Programação Neurolinguística lembramos de imediato os tipos de pessoas que podemos conhecer, estas basicamente se dividem em três grupos: as pessoas <strong>Visuais</strong> (que têm predominância na visão); as <strong>Auditivas</strong> (que tem mais atenção na audição); e as <strong>Cinestésicas</strong> (as que usam mais o tato, emoções e sensações). Há pessoas que se mesclam nestas três categorias, tendo um equilíbrio entre elas, mas o normal é que haja uma predominância em um dos sentidos.</p>
<p style="text-align: justify;"> Por fim gostaria de concluir dizendo que certamente há outros sentidos que ainda não são conhecidos da ciência e para estes não se sabe ainda como é que se “enxerga”; dessa maneira quem pode ou poderá desenvolvê-lo melhor? Podemos chamá-lo de “sexto sentido” ou “primeiro sentido”. Talvez o verdadeiro sentido aí esteja e seja ele o próprio sentido da existência e da Vida.</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Sócrates: “Só sei que nada sei”</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 22:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Apostilas Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Sócrates foi um dos maiores filósofos de todos os tempos, nasceu por volta do ano 470 a.C. e morreu em 399 a.C. quando teve que tomar a cicuta (uma espécie de veneno) para se matar, pois foi condenado pela democracia ateniense sob a acusação de perverter os jovens e introduzir novos deuses. Teve como discípulos, entre outros, Xenofonte e Platão. Sócrates ficou conhecido e foi muito divulgado por seus discípulos principalmente por Platão que escreveu vários livros em diálogos, muitos deles, e especialmente na sua fase inicial, têm Sócrates como um dos principais interlocutores e também por isso são chamados de diálogos socráticos.


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Sócrates foi um dos maiores filósofos de todos os tempos, nasceu por volta do ano 470 a.C. e morreu em 399 a.C. quando teve que tomar a <strong>cicuta </strong>(uma espécie de veneno) para se matar, pois foi condenado pela <strong>democracia</strong> ateniense sob a acusação de <strong>perverter os jovens</strong> e <strong>introduzir novos deuses</strong>. Teve como discípulos, entre outros, Xenofonte e Platão. Sócrates ficou conhecido e foi muito divulgado por seus discípulos principalmente por Platão que escreveu vários livros em diálogos, muitos deles, e especialmente na sua fase inicial, têm Sócrates como um dos principais interlocutores e também por isso são chamados de diálogos socráticos.<span id="more-1183"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates pregava um sistema moral absolutamente alheio às doutrinas religiosas de então e admitia a <strong>aristocracia</strong>, governo dos melhores, como a forma desejável de administração do estado, isso, entre outras coisas, fez com que se indispusesse com as autoridades conservadoras, o que lhe custou a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O cidadão grego, quando condenado, “tinha uma chance” de fugir, mas Sócrates preferiu permanecer em Atenas e tomar o veneno. Rejeitou vários planos de fuga elaborados por Critão e outros amigos. Suas últimas palavras foram para encomendar o sacrifício de um galo a Esculápio, o deus a quem se atribuía a cura da fadiga e dos males da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele era o oposto do ideal clássico de beleza: tinha o nariz achatado, os olhos esbugalhados e a barriga saliente. Sempre cercado de jovens discípulos, gozava de muita popularidade em Atenas, embora seus ensinamentos também lhe valessem grande número de inimigos. Passava a maior parte do tempo ensinando em lugares públicos, como praças, mercados e ginásios, mas ao contrário dos filósofos profissionais, os <strong>sofistas</strong>, que combatia com vigor, não cobrava por suas lições. Evitava intervir diretamente em assuntos políticos. Pelo menos uma vez, no entanto, entre 406 e 405 a.C. integrou o conselho legislativo de Atenas. Em 404 a.C. arriscou a vida por recusar-se a colaborar em manobras políticas arquitetadas pela dinastia dos Trinta Tiranos, que governava a cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os diálogos socráticos têm como uma de suas características a <strong>aporia</strong>, ou seja, eles terminam sem conclusão, ficam sem saída. Sócrates como interlocutor é muito “chato” e leva seus interlocutores a concluírem que pensavam saber, mas depois de serem arguidos e “elevados” ao questionamento compreendem que pensavam saber, assim se conscientizam que não sabem.  Sócrates diz a eles: não fique triste por perceber que você não sabe, pelo menos agora você tem consciência da tua ignorância. Agora você sabe que não sabe.</p>
<p style="text-align: justify;">O que Sócrates dizia fazer era a <strong>Maiêutica</strong>, algo como um processo de parto. Ele dizia que da mesma maneira que sua mãe (que era parteira) dava à luz as crianças, ele era parteiro de homens, fazia nascer o “conhecimento” que já estava dentro das pessoas, ou melhor, despertava um canal, um caminho através da <strong>dialética socrática </strong>a fim de, pela <strong>refutação</strong> buscar o “conhecimento” ainda que fosse o da consciência da ignorância.</p>
<p style="text-align: justify;">O exemplo clássico da aplicação da maiêutica é o diálogo platônico intitulado <em>Mênon</em>, no qual Sócrates leva um escravo ignorante a descobrir e formular vários teoremas de geometria. A indução, finalmente, consiste na apreensão da essência (do universal que se acha contido no particular), na determinação conceitual e na definição. Não se trata, para Sócrates, de definir a beleza do cavalo, dos objetos inanimados, do escudo, da espada ou da lança, por exemplo, mas <strong>a beleza em si mesma</strong>, em sua essência ou determinação universal. Segundo Aristóteles, a <strong>indução</strong> e a <strong>definição</strong> podem ser atribuídas a Sócrates, cujo pensamento, a rigor, não se confunde com o de Platão. A teoria socrática das essências, no entanto, preparou a teoria platônica das ideias.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma outra grande marca de Sócrates é ter “transportado” o “estudo da natureza” para o estudo do homem ou da “natureza do homem”. Assim ele é <strong>um divisor de águas</strong> entre os filósofos chamados pré-socráticos que têm basicamente como características o estudo da <em>physis</em> (rudemente traduzimos como natureza), e outros filósofos que vão valorizar o homem. Então Sócrates baixa os olhos, do “céu” para o “chão.”  Segundo palavras de Cícero, &#8220;Sócrates fez a filosofia descer dos céus à terra&#8221;. Antes, os filósofos buscavam obsessivamente uma explicação para o mundo natural. Para Sócrates, no entanto, a especulação filosófica devia se voltar para outro assunto, mais urgente: o homem e tudo o que fosse humano, como a ética e a política.</p>
<p style="text-align: justify;">Desinteressado da física e preocupado apenas com as coisas morais, a antropologia socrática é a essência capaz de regular a conduta humana e orientá-la no sentido do bem. A virtude supõe o conhecimento racional do bem, razão pela qual se pode ensinar. O que há de comum entre todas as virtudes é a sabedoria, que, segundo Sócrates, é o poder da alma sobre o corpo, a temperança ou o domínio de si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Há pessoas que dizem: “eu sei isso, sei aquilo, sei tudo. Já vivi muito e não tenho mais o que aprender.”</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, quem acha que sabe tudo não está aberto pra aprender, portanto não aprende. E se não aprende não sabe, assim quem pensa que sabe tudo na verdade nada sabe. Ao contrário quem tem consciência que não sabe e está pronto pra aprender sabe muito e quanto mais sabe percebe que mais tem a aprender&#8230; Este é o verdadeiro sábio, aquele que tendo consciência da sua ignorância abre o coração para ouvir, ler, viver, enfim aprender.</p>
<p style="text-align: justify;">Como dizia Sócrates: “Só sei que nada sei.” Este é o verdadeiro sábio.</p>
<p style="text-align: justify;">Com essas palavras<strong> “só sei que nadas sei” </strong>Sócrates<strong> </strong>reagiu ao pronunciamento do oráculo de Delfos, que o apontara como o mais sábio de todos os homens.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <strong>Benito Pepe</strong></p>


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		<title>Considerações Finais do texto: Hegel os Gregos e os Modernos&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 14:44:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Considerações Finais]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>

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		<description><![CDATA[Por fim não podemos deixar de evidenciar que a filosofia de Hegel lançou as bases para a  maior parte das tendências filosóficas e ideológicas que vieram depois, tais como o marxismo, o existencialismo  e a fenomenologia. Por exemplo, o desenvolvimento da dialética mediante a substituição da ideia pela matéria foi uma tese central no pensamento de Karl Marx. Não é exagero afirmar, portanto, que a obra de Hegel implantou um quadro de referências indispensáveis para a compreensão das abordagens filosóficas posteriores.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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</a>
Concluindo o Texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/28/hegel-os-gregos-e-os-%E2%80%9Cmodernos%E2%80%9D-uma-fissura-para-a-contemporaneidade/" target="_blank"><em>Hegel os Gregos e os “Modernos”: uma fissura para a contemporaneidade</em></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim não podemos deixar de evidenciar que a filosofia de Hegel lançou as bases para a  maior parte das tendências filosóficas e ideológicas que vieram depois, tais como o <strong>marxismo</strong>, o <strong>existencialismo</strong> e a <strong>fenomenologia</strong>. Por exemplo, o desenvolvimento da dialética mediante a substituição da <strong>ideia</strong> pela <strong>matéria</strong> foi uma tese central no pensamento de <strong>Karl Marx</strong>. Não é exagero afirmar, portanto, que a obra de Hegel implantou um quadro de referências indispensáveis para a compreensão das abordagens filosóficas posteriores.<span id="more-1166"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos um exemplo muito célebre da dialética hegeliana que será um dos pontos de partida da reflexão de Karl Marx. Trata-se de um episódio dialético tirado da <strong>Fenomenologia do Espírito</strong>, o do <strong>senhor</strong> e o <strong>escravo</strong>. Dois homens lutam entre si. Um deles é pleno de coragem. Aceita arriscar sua vida no combate, mostrando assim que é um homem livre, superior à sua vida. O outro, que não ousa arriscar a vida, é vencido. O vencedor não mata o prisioneiro, ao contrário, conserva-o cuidadosamente como testemunha e espelho de sua vitória. Tal é o escravo, o &#8220;servus&#8221;, aquele que, ao pé da letra, foi conservado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>a)</strong> O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece mais os rigores do mundo material, uma vez que interpôs um escravo entre ele e o mundo. O senhor, porque lê o reconhecimento de sua superioridade no olhar submisso de seu escravo, é livre, ao passo que este último se vê despojado dos frutos de seu trabalho, numa situação de submissão absoluta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>b) </strong>Entretanto, essa situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: o senhor só o é em função da existência do escravo, que condiciona a sua. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo. Nesse sentido, ele é uma espécie de escravo de seu escravo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>c)</strong> De fato, o escravo, que era mais ainda o escravo da vida do que o escravo de seu senhor (foi por medo de morrer que se submeteu), vai encontrar uma nova forma de liberdade. Colocado numa situação infeliz em que só conhece provações, aprende a se afastar de todos os eventos exteriores, a libertar-se de tudo o que o oprime, desenvolvendo uma consciência pessoal. Mas, sobretudo, o escravo incessantemente ocupado com o trabalho, aprende a vencer a natureza ao utilizar as <strong>leis da matéria</strong> e recupera uma certa forma de liberdade (o domínio da natureza) por intermédio de seu trabalho. Por uma conversão dialética exemplar, o trabalho servil devolve-lhe a liberdade. Desse modo, o escravo, transformado pelas provações e pelo próprio trabalho, ensina a seu senhor a verdadeira liberdade que é o domínio de si mesmo. Assim, a liberdade estóica se apresenta a Hegel como a reconciliação entre o domínio e a servidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim a propósito de se declarar que a volta, a retomada, da filosofia da natureza na modernidade, ainda que não propositalmente, colabora com o capitalismo. Podemos pegar este gancho e distinguir a natureza em si, de uma natureza do homem que obviamente são coisas diferentes. A natureza no homem seria uma segunda natureza, onde incluímos a cultura, valores, condições políticas, sócio econômicas entre outros fatores que são formadores dessa natureza humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse homem é um processo da história, é moldado, é parte de uma estrutura que o faz, o determina, o cria. Enfim o homem é uma “natureza” feita pela “natureza”. O homem é o que é, não porque quer ser o que é, mas porque a história o faz assim&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">KOYRÉ, Alexandre. <em>Estudos de história do pensamento filosófico</em>, Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.</p>
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia: </em><em>do romantismo ao empiriocriticismo</em>, v.5.; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">ROVIGHI,  Sofia Vanni. <em>História da filosofia moderna</em>: da revolução científica a Hegel. São Paulo: Edições Loyola, 1999.</p>


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		<title>O idealismo Lógico</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 14:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Lógica]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o idealismo absoluto de Hegel, o idealismo fenomênico kantiano alcança logicamente o seu vértice metafísico. Hegel fica fiel ao historicismo romântico, concebendo a realidade como vir-a-ser, desenvolvimento. Este vir-a-ser, porém, é racionalizado por Hegel, elevado a processo dialético como mencionamos acima; e este processo dialético não é um movimento a quo adi quod, e sim um processo circular, emanentista.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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Continuando o Texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/28/hegel-os-gregos-e-os-%E2%80%9Cmodernos%E2%80%9D-uma-fissura-para-a-contemporaneidade/" target="_blank"><em>Hegel os Gregos e os “Modernos”: uma fissura para a contemporaneidade</em></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com o idealismo absoluto de Hegel, o idealismo fenomênico kantiano alcança logicamente o seu vértice metafísico. Hegel fica fiel ao historicismo romântico, concebendo a realidade como vir-a-ser, desenvolvimento. Este vir-a-ser, porém, é racionalizado por Hegel, elevado a processo dialético como mencionamos acima; e este processo dialético não é um movimento <em>a quo adi quod</em>, e sim <strong>um processo circular, emanentista</strong>.<span id="more-1160"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Como a filosofia de Spinoza, a de Hegel é uma filosofia da inteligibilidade total, da imanência absoluta. A razão aqui não é apenas, como em Kant, o entendimento humano, o conjunto dos princípios e das regras segundo as quais pensamos o mundo. Ela é igualmente a realidade profunda das coisas, a essência do próprio Ser. Ela é não só um modo de pensar as coisas, mas o próprio modo de ser das coisas: <em>&#8220;O racional é real e o real é racional&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">É por isso que podemos considerar Hegel como o filósofo idealista por excelência, uma vez que, para ele, o fundo do Ser (longe de ser uma coisa em si inacessível) é, em definitivo, <strong>Ideia</strong>, <strong>Espírito</strong>. Sua filosofia representa, ao mesmo tempo, com relação à crítica kantiana do conhecimento, <strong>um retorno à ontologia</strong>. É o ser em sua totalidade que é significativo e cada acontecimento particular no mundo só tem sentido finalmente em função do Absoluto do qual não é mais do que um aspecto ou um momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Hegel porém se distingue de Spinoza e surge para nós como um filósofo essencialmente moderno, pois, para ele, o mundo que manifesta a <em>Ideia</em> não é uma natureza semelhante a si mesma em todos os tempos, que dizia que a leitura dos jornais era &#8220;sua prece matinal cotidiana&#8221;, como todos os seus contemporâneos, muito meditou sobre a <strong>Revolução Francesa</strong>, e esta lhe mostra que as estruturas sociais, assim como os pensamentos dos homens, podem ser modificadas, subvertidas no decurso da história. O que há de original em seu idealismo é que, para Hegel, <strong>a ideia se manifesta como processo histórico:</strong> <em>&#8220;A história universal nada mais é do que a manifestação da razão&#8221;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso compreender também que a história é um progresso. O vir-a-ser de muitas peripécias não é senão a história do Espírito universal que se desenvolve e se realiza por etapas sucessivas para atingir, no final, a plena posse, a plena consciência de si mesmo. <em>&#8220;O absoluto, diz Hegel, só no final será o que ele é na realidade&#8221;</em>. O panteísmo de Spinoza identificava Deus com a natureza: <em>Deus sive natura</em>. O panteísmo hegeliano identifica Deus com a História. Deus não é o que é,  ao menos só é parcial e muito provisoriamente o que atualmente é,  Deus é o que se realizará na História.</p>
<p style="text-align: justify;">Se pensarmos na história da Vida no Planeta Terra, podemos considerar que provavelmente no inicio havia só minerais, depois vieram os vegetais, e em seguida os animais. Assim podemos questionar: isso não  nos dá a impressão que seres cada vez mais complexos,  organizados e autônomos “surgem” no planeta?</p>
<p style="text-align: justify;">O Espírito, de início adormecido, dissimulado e como que estranho a si mesmo, &#8220;alienado&#8221; no universo, surge cada vez mais manifestamente como ordem, como <strong>liberdade</strong>, logo como consciência. Esse progresso do Espírito continua e se concluirá através da história dos homens. Cada povo cada civilização, de certo modo, tem por missão realizar uma etapa desse progresso do Espírito. O Espírito humano é de início uma consciência confusa, um espírito puramente subjetivo, é a sensação imediata. Depois, ele consegue encarnar-se, objetivar-se sob a forma de civilizações, de instituições organizadas. Tal é o espírito objetivo que se realiza naquilo que Hegel chama de &#8220;o mundo da cultura&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos que a questão da liberdade está em pauta no pensamento dos modernos, eles observavam e refletiam&#8230; onde se encontra a liberdade? O que é a liberdade? Por exemplo, Schiller vai dizer que da mesma forma que se educa através da razão, se pode educar a sensibilidade com as obras de arte e que é a técnica do objeto que expressa a liberdade, mas desde que esta técnica “não apareça”. A grande obra de arte vai te coagir à liberdade, é aparência no fenômeno, é aparência na forma, é uma liberdade estética. Um exemplo seria a técnica da bailarina que “não aparece” e assim não demonstra estar fazendo esforço, ela parece estar “voando” suavemente no palco.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, o Espírito se descobre mais claramente na consciência artística e na consciência religiosa para finalmente apreender-se na Filosofia (notadamente na filosofia de Hegel, que pretende totalizar sob sua alçada todas as outras filosofias) como Saber Absoluto. Desse modo, a filosofia é o saber de todos os saberes: a sabedoria suprema que, no final, totaliza todas as obras da cultura (é só no crepúsculo, diz Hegel, que o pássaro de Minerva levanta voo).</p>
<p style="text-align: justify;">Compreendemos bem, em todo caso, que, nessa filosofia puramente imanentista, Deus só se realiza na história. Em outras palavras, a forma de civilização que triunfa a cada etapa da história é aquela que, naquele momento, melhor exprime o Espírito. Após ter saudado em Napoleão &#8220;o espírito universal a cavalo&#8221;, Hegel verá no estado prussiano de seu tempo a expressão mais perfeita do Espírito Absoluto. Por conseguinte, Hegel é daqueles que acham que a força não &#8220;oprime&#8221; o direito, mas que o exprime, que aquele que é vitorioso na História é,  simultaneamente, o mais dotado de valor e que a virtude, como ele diz, &#8220;exprime o curso do mundo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo as normas da lógica clássica, essa identificação da Razão com o Devir histórico é absolutamente paradoxal. De fato, a lógica clássica considera que uma proposição fica demonstrada quando é reduzida, identificada a uma proposição já admitida. A lógica vai do idêntico ao idêntico. A história, ao contrário, é o domínio do mutável. O acontecimento de hoje é diferente do de ontem. Ele o contradiz. Aplicar a razão à história, por conseguinte, seria mostrar que a mudança é aparente, que no fundo tudo permanece idêntico. Aplicar a razão à história seria negar a história,  recusar o tempo. Ora, contrariando tudo isso, o racionalismo de Hegel coloca o devir, a história, em primeiro plano. Como isso é possível? Bem, isso é possível pelo processo dialético como vimos no tópico anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos uma síntese apresentada por Reale quanto à questão da lógica em Hegel:</p>
<p style="text-align: justify;">A “lógica” de Hegel não é puro “instrumento” ou “método”, como a lógica tradicional, e sim o estudo da <em>estrutura do todo, </em>no sentido de que a própria Lógica, enquanto idéia-em-si, é auto-estruturação do quadro do todo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Lógica começa e se desenvolve inteiramente no plano definitivamente ganho da <em>Fenomenologia do espírito</em>, isto é, no plano do saber absoluto, em que desapareceu toda diferença entre “certeza” (que implica subjetividade) e “verdade” (que é sempre objetividade), entre “saber” como <em>forma</em> e “saber” como <em>conteúdo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">A tese de fundo da lógica hegeliana, que se remete à antiga posição de Parmênides, é que “pensar” e “ser” coincidem: o pensamento em seu processo, realiza a si mesmo e o próprio conteúdo, e esta realização dialética é ao mesmo tempo, de modo cada vez renovado, um “pensar o ser” e o “ser do pensamento”. A Lógica coincide assim com a <em>ontologia </em>(ou seja, com a <em>metafísica</em>), e nesse sentido constitui a síntese especulativa dos conteúdos que se encontram no <em>Organon</em> e na <em>Metafísica</em> de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu conjunto, portanto, a Lógica é o reino do pensamento puro; <em>é a verdade como ela é em si e por si sem véu, é a exposição de Deus como ele é em sua eterna essência antes da criação da natureza e de cada espírito finito.</em></p>
<p style="text-align: justify;">O <em>logos</em> da Lógica deve ser concebido também como desenvolvimento e processo dialético: a “idéia lógica” é a <em>totalidade de suas determinações conceituais em sue desdobramento dialético. </em></p>
<p style="text-align: justify;">As três esferas fundamentais da Lógica são: o ser, a essência e o conceito. (2005, 120)<em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Precisamos lembrar que <strong>Hegel implanta uma nova lógica</strong> e a nova lógica hegeliana difere da antiga, não somente pela negação do princípio de identidade e de contradição,  como eram concebidos na lógica antiga,  mas também porquanto a nova lógica é considerada como sendo a própria lei do “ser”. Quer dizer, coincide com a ontologia, em que o próprio objeto já não é mais o “ser”, mas o devir absoluto.</p>
<p style="text-align: justify;">De maneira sintética podemos mencionar a diferenciação da nova lógica hegeliana da seguinte maneira:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1.</strong> A <strong>lógica tradicional</strong> afirma que <strong>o ser é idêntico a si mesmo e exclui o seu oposto</strong> (princípio de identidade e de contradição); ao passo que a <strong>lógica hegeliana</strong> sustenta que <strong>a realidade é essencialmente mudança</strong>, devir, passagem de um elemento ao seu oposto;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2. </strong> A <strong>lógica tradicional</strong> afirma que o <strong>conceito é universal <em>abstrato</em></strong>, enquanto apreende o ser imutável, realmente, ainda que não totalmente; ao passo que a <strong>lógica hegeliana</strong> sustenta que <strong>o conceito é universal <em>concreto</em></strong>, isto é, conexão histórica do particular com a totalidade do real, onde <strong>tudo é essencialmente conexo com tudo</strong>;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3.</strong> A <strong>lógica tradicional</strong> distingue substancialmente a filosofia, cujo objeto é o universal e o imutável, da história, cujo objeto é o particular e o mutável; ao passo que a <strong>lógica hegeliana</strong> assimila a filosofia com a história, enquanto o ser<strong> é vir-a-ser;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4. </strong>A <strong>lógica tradicional</strong> distingue-se da ontologia, enquanto o nosso pensamento, se apreende o ser, não o esgota totalmente,  como faz o pensamento de Deus; ao passo que a <strong>lógica hegeliana</strong> coincide com a ontologia, porquanto <strong>a realidade é o desenvolvimento dialético do próprio <em>&#8220;logos&#8221;</em> divino, que no espírito humano adquire plena consciência de si mesmo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Demos ênfase à questão lógica em Hegel e não foi à toa, pois a questão lógica, é sem dúvida a suma de sua metafísica e como nos lembra Reale</p>
<p style="text-align: justify;">De algum tempo para cá, está no auge a <em>Ciência da lógica, </em>valorizada principalmente por causa das estreitas relações que, em Hegel, existem entre o “elemento lógico” e a “linguagem”, que hoje está no centro dos interesses filosóficos. Entretanto, é verdade que a lógica contém tudo, porque também é uma “filosofia primeira”, ou seja, uma “metafísica”; porém, só contém tudo em certa perspectiva, que é a da “Ideia como Logos” (2005, p.98)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/28/consideracoes-finais-do-texto-hegel-os-gregos-e-os-modernos/" target="_blank"><strong>Considerações finais e a bibliografia</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Dialética Hegeliana</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 13:51:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Antítese]]></category>
		<category><![CDATA[Dialética]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>
		<category><![CDATA[Processo dialético]]></category>
		<category><![CDATA[Síntese]]></category>
		<category><![CDATA[Tese]]></category>

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		<description><![CDATA[Hegel foi o maior expoente do "idealismo alemão", que, como decorrência da filosofia kantiana, e em oposição a ela, fato que começou com Fichte e Schelling, desenvolve muito de seu pensamento. Esses dois pensadores tinham procurado tratar a realidade como baseada num só princípio, para superar o dualismo de sujeito e objeto, estabelecido por Kant, segundo o qual só era possível conhecer a aparência fenomenológica das coisas, não sua essência.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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Continuando o Texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/28/hegel-os-gregos-e-os-%E2%80%9Cmodernos%E2%80%9D-uma-fissura-para-a-contemporaneidade/" target="_blank"><em>Hegel os Gregos e os “Modernos”: uma fissura para a contemporaneidade</em></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hegel foi o maior expoente do &#8220;idealismo alemão&#8221;, que, como decorrência da filosofia kantiana, e em oposição a ela, fato que começou com Fichte e Schelling, desenvolve muito de seu pensamento. Esses dois pensadores tinham procurado tratar a realidade como baseada num só princípio, para superar o dualismo de sujeito e objeto, estabelecido por Kant, segundo o qual só era possível conhecer a aparência fenomenológica das coisas, não sua essência.<span id="more-1155"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O principio básico do idealismo está no próprio homem (na subjetividade), ou seja, se encontra a realidade através do homem e é ele quem “define a realidade”. Grosso modo o oposto do idealismo é o materialismo. Podemos considerar Platão como o primeiro idealista onde, para ele, a realidade estava no “mundo das ideias”, nas formas inteligíveis, atingíveis apenas pela razão.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, para Hegel, o fundamento supremo da realidade não era esse e também não  podia ser o &#8220;absoluto&#8221; de Schelling nem o &#8220;eu&#8221; de Fichte e sim a &#8220;ideia&#8221;, que se desenvolve numa linha de estrita necessidade. A dinâmica dessa necessidade não teria sua lógica determinada pelos princípios de identidade e contradição, mas sim pela &#8220;<strong>dialética</strong>&#8220;, realizada em três fases: <strong>tese</strong>, <strong>antítese</strong> e <strong>síntese</strong>. Assim toda realidade primeiro &#8220;se apresenta&#8221;, depois se nega a si própria e num terceiro momento supera e elimina essa contradição.  Dessa maneira, para Hegel, a dialética é o único método de garantir o conhecimento científico do absoluto e de “elevar” a filosofia à ciência, onde a verdade pode receber a forma rigorosa do sistema de cientificidade, conforme nos lembra Reale que continua&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A dialética nascera no ambiente da Escola de Eléia, principalmente com Zenão, e na grecidade havia alcançado seus vértices com Platão; na era moderna fora retomada por Kant, que porém a privara de verdadeiro valor cognoscitivo. Hegel se remete à dialética clássica, mas conferindo movimento e dinamicidade às essências e aos conceitos universais que, já descobertos pelos antigos, haviam porém permanecido com eles em uma espécie de repouso rígido, quase solidificados. O coração da dialética se torna assim o <em>movimento, </em>e precisamente o <em>movimento circular </em>ou <em>em</em> <em>espiral, com ritmo triádico. </em>Os três<em> </em>momentos do movimento dialético são:</p>
<p style="text-align: justify;">1) a <strong><em>tese</em></strong>, que é o momento abstrato ou intelectivo;</p>
<p style="text-align: justify;">2) a <strong><em>antítese</em></strong>, que é o momento dialético (em sentido estrito) ou negativamente racional;</p>
<p style="text-align: justify;">3) a <strong><em>síntese</em></strong>, que é o momento especulativo ou positivamente racional. (2005, p.106)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Segundo esse esquema, a ideia lógica, o princípio, converte-se em seu contrário, a natureza, e esta em espírito, que é a &#8220;síntese&#8221; de ideia e natureza: a ideia &#8220;para si&#8221;. A cada uma dessas etapas correspondem, respectivamente, a<strong> lógica</strong>, a<strong> filosofia natural</strong> e a <strong>filosofia do espírito</strong>. A parte mais complexa do sistema é essa última: <strong>o espírito</strong> se desdobra em &#8220;<strong>subjetivo</strong>&#8220;, &#8220;<strong>objetivo</strong>&#8221; e &#8220;<strong>absoluto</strong>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>espírito subjetivo</strong> é o de cada indivíduo, e o <strong>espírito objetivo</strong> é a manifestação da ideia na história: sua expressão máxima é constituída pelo estado, que realiza <strong>a razão universal humana,</strong> síntese do espírito subjetivo e do objetivo no espírito absoluto. Este alcança o máximo do conhecimento de si mesmo, de maneira cada vez mais perfeita, na <strong>arte</strong>, na <strong>religião</strong> e na <strong>filosofia</strong>. Assim, o espírito só chega a se compreender como tal no homem, já que existe &#8220;unidade e identidade da natureza divina e da natureza humana&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Processo dialético</strong> é  um processo racional original,  no qual a contradição não mais é o que deve ser evitado a qualquer preço, mas, ao contrário, se transforma no próprio motor do pensamento, ao mesmo tempo em que é o motor da história, já que esta última não é senão o Pensamento que se realiza. Repudiando o princípio da contradição de Aristóteles, em virtude do qual uma coisa não pode ser e, ao mesmo tempo, não ser, Hegel põe a contradição no próprio núcleo do pensamento e das coisas simultaneamente. O pensamento não é mais estático, ele procede por meio de contradições superadas, da <em>tese</em> à <em>antítese</em> e, daí, à <em>síntese</em>, como num diálogo em que a verdade surge a partir da discussão e das contradições. Uma proposição (tese) não pode se pôr sem se opor a outra (antítese) em que a primeira é negada, transformada em outra que não ela mesma (&#8220;alienada&#8221;). A primeira proposição encontrar-se-á finalmente transformada e enriquecida numa nova fórmula que era, entre as duas precedentes, uma ligação, uma &#8220;mediação&#8221; (síntese).</p>
<p style="text-align: justify;">A dialética para Hegel é o procedimento superior do pensamento é, ao mesmo tempo, &#8220;a marcha e o ritmo das próprias coisas&#8221;. Vejamos, por exemplo, como <strong>o conceito</strong> fundamental <strong>de “ser”</strong> se enriquece dialeticamente. Como é que <strong>o ser</strong>, essa noção simultaneamente a mais abstrata e a mais real, a mais vazia e a mais compreensiva (essa noção em que o <strong>velho</strong> <strong>Parmênides</strong> se fechava: o ser é, nada mais podemos dizer), transforma-se em outra coisa? É em virtude da contradição que esse conceito envolve. <strong>O conceito de ser é o mais geral</strong>, mas também <strong>o mais pobre</strong>. “Ser”, sem qualquer qualidade ou determinação,  é, em última análise, não ser absolutamente nada, é “não ser”! O ser, puro e simples, equivale ao não-ser (eis a antítese). É fácil ver que essa contradição se resolve no vir-a-ser (posto que vir-a-ser é não mais ser o que se era). Os dois contrários que engendram o devir (síntese), aí se reencontram fundidos, reconciliados.</p>
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/28/o-idealismo-logico/" target="_blank"><strong>O idealismo Lógico</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>Pequena biografia de Hegel</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 13:25:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>

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		<description><![CDATA[Hegel, Georg Wilhelm Friedrich. Nasceu em 27 de agosto de 1770 em Stuttgart em uma família protestante. Com 18 anos em 1788,  iniciou seus estudos em  filosofia e teologia no seminário de Tubingen e foi colega de Holderlin e Schelling. Hegel adquiriu conhecimento perfeito da filologia clássica, sobretudo da língua grega.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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Continuando o Texto: <em>Hegel os Gregos e os “Modernos”: uma fissura para a contemporaneidade </em>– <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/28/hegel-os-gregos-e-os-%E2%80%9Cmodernos%E2%80%9D-uma-fissura-para-a-contemporaneidade/" target="_blank">veja a Introdução clicando aqui!</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Hegel, Georg Wilhelm Friedrich. Nasceu em 27 de agosto de <strong>1770</strong> em Stuttgart em uma família protestante. Com 18 anos em <strong>1788</strong>,  iniciou seus estudos em  filosofia e teologia no seminário de Tubingen e foi colega de Holderlin e Schelling. Hegel adquiriu conhecimento perfeito da filologia clássica, sobretudo da língua grega.<span id="more-1152"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Durante seu período em Tubingen, preparou-se para a carreira eclesiástica e seus primeiros escritos trataram de assuntos teológicos. Ao deixar o seminário, porém, afasta-se da religião e os trabalhos que produz refletem a “influência” de Kant. Nunca deixará, no entanto, de se preocupar com as questões religiosas, também  se ateve às questões políticas. Ele dizia que &#8220;a leitura dos jornais é uma espécie de oração da manhã realista&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Hegel viveu também em Berna, na Suíça, onde, inspirado pela leitura de seu compatriota Immanuel Kant, escreveu vários ensaios sobre o cristianismo, que só seriam publicados em 1907. No fim de <strong>1796</strong>, mudou-se para Frankfurt, onde Holderlin lhe conseguira um lugar de preceptor. As esperanças de colaborar com Holderlin, porém, foram frustradas pela loucura que acometeu o poeta. O fato provocou em Hegel uma crise de depressão, que ele combateu entregando-se ao trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tempo, o período também lhe proporcionou uma &#8220;emancipação&#8221; do pensamento kantiano e um ponto de partida para seu próprio sistema filosófico.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de trabalhar alguns anos como preceptor em famílias ricas,  e com a morte de seu pai em <strong>1799</strong>, Hegel herda um pequeno patrimônio e assim pode se dedicar inteiramente aos estudos. Dessa maneira pôde  habilitar-se como docente livre na universidade de Jena em <strong>1801</strong>, atuando como livre docente viveu em clima romântico e estudou o idealismo de Johann Gottlieb Fichte e de Schelling. Suas conclusões se expressariam na obra<em> Differenz des Fichte</em>&#8216;<em>schen und Schelling&#8217;schen Systems der Philosophie </em>(1801; <em>Diferença dos sistemas filosóficos de Fichte e Schelling</em>), em que creditava a ambos os pensadores a virtude de tentar superar o dualismo kantiano, embora sem chegar a elaborar sistemas coerentes. De qualquer maneira toma posição a favor de Schelling.</p>
<p style="text-align: justify;">De <strong>1807 a 1808</strong>, Hegel foi diretor de um jornal em Bamberg, e de <strong>1808 a 1816</strong>, diretor do ginásio em Nuremberg. Tornou-se, então, professor da universidade de Heidelberg e, em <strong>1818</strong>, foi chamado para Berlim, ocupando a cátedra de filosofia, vaga desde a morte de Fichte, e ali permaneceu até sua morte de cólera, em plena atividade, em 14 de novembro de <strong>1831</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">As principais obras de Hegel são: <em>Diferença dos sistemas filosóficos de Fichte e Schelling (1801); <em> A Fenomenologia do Espírito </em></em><em>(1807) obra onde Hegel se afasta se Schelling e apresenta um tipo de pensamento totalmente original, dotado de marca doravante inconfundível</em><em>;</em> <em>C<em>iência da Lógica </em></em><em>(1812-1816)</em>; <em>A Enciclopédia das Ciências Filosóficas em Compendio </em><em>(1817) esta obra foi reeditada em 1827 e 1830,  com ampliações. Outra edição, em três volumes, foi feita pelos alunos, entre 1840 e 1845 já depois da morte do mestre, contendo esclarecimentos que Hegel dava nas aulas, portanto esta edição é a mais clara</em>; <em>A Filosofia do Direito </em><em>(1821)</em><em>.</em> Hegel de fato foi um gênio poderoso, sua cultura foi vastíssima, bem como a sua capacidade sistemática, tanto assim que muitos o consideram o Aristóteles e o Tomás de Aquino do pensamento moderno.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos evidenciar que Hegel tinha interesses bastante variados e uma vasta cultura. Podemos mencionar também alguns dos trabalhos juvenis (desenvolvido entre 1793-1800) e que <strong>são de grande importância para a compreensão da gênese do sistema hegeliano</strong>. Seguramente nestes Escritos da juventude encontramos a chave do hegelianismo, ou pelo menos o verdadeiro Hegel, como endossam Reale (2005) e Koyré (1991) entre outros comentadores, porém negligenciando as obras da idade moderna deixa-se de compreender o Hegel da <em>Lógica</em>.  No período da juventude destacam-se os escritos teológicos. São eles:</p>
<p style="text-align: justify;">1)      <em>Religião popular e cristianismo</em> (fragmentos);</p>
<p style="text-align: justify;">2)      <em>A vida de Jesus </em>(1795);</p>
<p style="text-align: justify;">3)      <em>A possibilidade da Religião cristã</em> (1795/1796, primeira redação, a segunda se dá em 1800, mas fica incompleta);</p>
<p style="text-align: justify;">4)      <em>O espírito do cristianismo e seu destino </em>(1798);</p>
<p style="text-align: justify;">5)      Fragmento de sistema (1800).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No jornal que Hegel publicou, “Jornal critico de filosofia,”  se destacam dois artigos: <em>Relações entre o ceticismo e a filosofia</em>; e <em>Fé e saber</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras obras publicadas pelos seus alunos, além da já mencionada <em>Enciclopédia </em>(de 1840-1845),<em> </em> foram: <em>Aulas sobre a filosofia da história</em>; <em>Estética</em>; <em>Aulas de filosofia da religião</em>; e <em>Aulas sobre a história da filosofia.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Rovighi (1999, p.695)  nos lembra que Hegel “habilitou-se” para o ensino universitário com uma tese, publicada no jornal citado acima, chamada “De orbitis planetarum” onde exalta Kepler e combate Newton, recriminando-o por ter Matematizado a Física, por ter dado caráter físico a grandezas puramente matemáticas. Lembramos que a matematização da física, na modernidade, começa com Galileu Galilei.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2010/03/28/dialetica-hegeliana/" target="_blank"><strong>Dialética Hegeliana</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>Hegel  os Gregos e os “Modernos”: uma fissura para a contemporaneidade</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 13:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Contemporaneidade]]></category>
		<category><![CDATA[Gregos]]></category>
		<category><![CDATA[Hegel]]></category>
		<category><![CDATA[Introdução]]></category>
		<category><![CDATA[Modernos]]></category>

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		<description><![CDATA[Através deste trabalho de pesquisa sobre a vida, obra e a filosofia de Hegel pretendo mostrar uma panorâmica sobre esse grande filósofo que teve como base de seu pensamento  a Filosofia Grega Antiga (especialmente Heráclito e Parmênides);  a Filosofia Clássica (principalmente Aristóteles)  e a Filosofia dos Modernos (entre eles, Descartes,  Spinoza, Kant, Holderlin, Schiller, Fichte e Schelling).


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
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</a>
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Introdução</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Através deste trabalho de pesquisa sobre a vida, obra e a filosofia de Hegel pretendo mostrar uma panorâmica sobre esse grande filósofo que teve como base de seu pensamento  a Filosofia Grega Antiga (especialmente Heráclito e Parmênides);  a Filosofia Clássica (principalmente Aristóteles)  e a Filosofia dos Modernos (entre eles, Descartes,  Spinoza, Kant, Holderlin, Schiller, Fichte e Schelling).<span id="more-1149"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O hegelianismo portanto  é tributário não só dos modernos,  do racionalismo cartesiano e do próprio idealismo alemão (no qual ele vai ser o ápice), como também é devoto da filosofia grega.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos gregos, podemos lembrar, Heráclito de Éfeso, de quem Hegel herda a ideia de dialética, entendida como estrutura da realidade e do pensamento. De Aristóteles, aceita três noções capitais: a do <em>universal</em>, imanente e não transcendente ao individual (antiplatonismo); a do <em>movimento</em>, ou de <em>vir-a-ser</em>, como passagem da potência para o ato; e, finalmente, a das <em>relações entre a razão e a experiência</em>, cuja necessidade interna deve ser revelada pelo pensamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Do racionalismo cartesiano, Hegel aceita a ideia da racionalidade do real, ou da consciência das <em>res cogitans</em> (coisa pensante) com a <em>res extensa</em> (coisa material); e do spinozismo, em particular, a intuição de que <em>qualquer afirmação é uma negação</em>, proposição de &#8220;importância capital&#8221;, segundo Hegel.</p>
<p style="text-align: justify;">Do criticismo Kantiano, base e ponto de partida da moderna filosofia alemã, Hegel herda, de modo especial, a distinção entre o entendimento e a razão e a ideia de uma lógica transcendental que, remontando às origens do conhecimento, considera os conceitos <em>a priori</em>, em relação aos objetos, formula as regras do pensamento puro e vincula as categorias à consciência de si, ao eu subjetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Hegel parte da síntese a priori de Kant, em que o espírito é constituído substancialmente como sendo o construtor da realidade e toda a sua atividade é reduzida ao âmbito da experiência, porquanto é da íntima natureza da síntese <em>a priori</em> não poder, de modo nenhum, transcender a experiência. Aí se vê uma forma de imanência.</p>
<p style="text-align: justify;">De Fichte, Hegel aceita a noção de dialética como processo de afirmação, negação e negação da negação, na síntese; e de Schelling, a noção do idealismo objetivo e da identidade do sujeito e do objeto, na consciência do absoluto.</p>
<p style="text-align: justify;">Como veremos em sua biografia, entre seus colegas na universidade em Tubingen estavam o poeta Friedrich <strong>Holderlin</strong> e o filósofo Friedrich <strong>Schelling</strong>, que partilhavam sua admiração pela tragédia grega e pelos ideais da revolução francesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes filósofos e/ou poetas deixaram muitas marcas no pensamento de Hegel. Quando falamos de Hegel temos que lembrar que os fatos históricos são marcas e componentes intrínsecos em sua filosofia, fatos  como a Revolução Francesa e o advento de Napoleão são acontecimentos capitais. Para ele a Revolução é a tentativa de restauração da cidade antiga,  o triunfo da Razão e da Liberdade, a construção do real de acordo com o pensamento,  e Napoleão é &#8220;a alma do mundo&#8221;, a individualidade superior que, perseguindo apaixonadamente seu objetivo, é agente &#8220;de um fim que constitui uma etapa na marcha progressiva do Espírito Universal&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">E não é à toa que Hegel escrevera a seu amigo Niethammer “Vi o Imperador, esta alma do mundo, sair da cidade a cavalo para uma missão de reconhecimento. É verdadeiramente uma sensação maravilhosa (<em>wunderbar</em>) ver um individuo que aqui, concentrado num ponto, sobre um cavalo, estende seu poder sobre o mundo e o domina.”  (Rovighi, 1999 p.696)</p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Abraços do Benito Pepe</strong></p>
<p><strong> </strong></p>


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		<title>Referências Bibliográficas do Texto Heidegger e os Gregos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 19:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Bibliografia]]></category>
		<category><![CDATA[Heidegger]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta bibliografia que posto agora  se refere ao texto >  “Heidegger e os gregos: o Ser e o Céu” você pode acompanhar este texto seguindo o link no final de cada tópico (postagem). Este texto contém uma pequena parte que tem relação com minha monografia intitulada > “A Filosofia e a Astronomia: Instâncias em que o Thauma Aparece”  da mesma maneira, caso queira, você poderá seguir o link no final de cada tópico apresentado.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/bibliografia.gif" title="" class="shutterset_singlepic45" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/45__160x120_bibliografia.gif" alt="bibliografia" title="bibliografia" />
</a>
Esta bibliografia que posto agora  se refere ao texto &gt;  “<strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/12/heidegger-e-os-gregos-o-ser-e-o-ceu/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Heidegger e os gregos: o Ser e o Céu</span></a>” </strong>você pode acompanhar este texto <strong>seguindo o link no final de cada tópico</strong> (postagem). Este texto contém uma pequena parte que tem relação com minha monografia intitulada &gt;<strong> “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/27/a-filosofia-e-a-astronomia-instancias-em-que-o-thauma-aparece-capitulo-1/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">A Filosofia e a Astronomia: Instâncias em que o <em>Thauma</em> Aparece</span></a>” </strong> da mesma maneira, caso queira, você poderá seguir o link no final de cada tópico apresentado.<span id="more-966"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Segue a bibliografia:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">ANDREETA, José Pedro. <em>Quem se atreve a ter certeza?</em> : a realidade quântica e a filosofia. 1. ed. São Paulo: Mercuryo, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">BROCKELMAN, Paul. <em>Cosmologia e criação</em>: a importância espiritual da cosmologia contemporânea. 1.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHÂTELET, François. <em>Uma história da razão</em>: entrevista com Émile Noel. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Convite à filosofia</em>. 13.ed. São Paulo: Ática, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">__________. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">DESCARTES, René. <em>Discurso do método</em>. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L &amp; PM Pocket, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">HADOT, Pierre. <em>O que é a filosofia antiga? </em>2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">HEIDEGGER, Martin. <em>Ser e tempo; </em>tradução de Márcia Sá Cavalcante Schuback; Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">_________________. E<em>nsaios e conferencia;</em> tradução de Emmanuel Carneiro Leão, Gilvan Fogel, Márcia Sá Cavalcante Schuback. 3.ed. Petrópolis: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">KANT, Immanuel. <em>Immanuel Kant</em>: Textos seletos. Introdução de Emmanuel Carneiro Leão. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">______________. <em>Textos básicos de filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">NOVELLO, Mário. <em>O que é cosmologia?</em>: A revolução do pensamento cosmológico. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, 7v.; tradução de Ivo Storniolo; 1.ed. São Paulo: Paulus, 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Benito Pepe</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">


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		</item>
		<item>
		<title>O esquecimento de nossa origem Cósmica</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/o-esquecimento-de-nossa-origem-cosmica/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 00:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Heidegger]]></category>
		<category><![CDATA[Palestras]]></category>

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		<description><![CDATA[Ocorre uma perda, um esquecimento desta nossa origem cósmica. Uma das maneiras que teríamos para nos aproximar um pouco dela seria o estudo da Nova Cosmologia


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/esquecimento.jpg" title="" class="shutterset_singlepic44" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/44__160x120_esquecimento.jpg" alt="esquecimento" title="esquecimento" />
</a>
Continuando o texto &gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/12/heidegger-e-os-gregos-o-ser-e-o-ceu/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Heidegger e os Gregos: o Ser e o Céu</span></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em nossos dias, da mesma forma que é mais “fácil” estar aí jogado <em>esquecendo</em> o ser e se <em>ocupando</em> em várias atividades e coisas do dia a dia como: trabalho, assistindo à Televisão, indo ao cinema, teatro, “baladas” e outras tantas e diversas atividades; da mesma maneira se <em>esquece</em> o Céu, se esquece o universo, se <em>ocupando </em>com tantas “atividades noturnas”. Assim perdemos o sentido de nossa origem. Conforme comenta Brockelman:<span id="more-962"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que perdemos, portanto, foi a habilidade de ver nossa vida como parte de uma ordem e uma realidade mais amplas, para além de nossos transitórios desejos e sonhos diários. Ao ver  a natureza e todo o universo como uma “matéria” posta aqui para nossa transformação e uso infinitamente produtivos, reduzimos a realidade a um mero valor extrínseco para nós; ela não é mais vivenciada como intrinsecamente valiosa em si. Por conseqüência, perdemos todo senso de pertencer a um drama e a uma realidade mais vastos e significativos. (2001, p.23)</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ocorre uma perda, um esquecimento desta nossa origem cósmica. Uma das maneiras que teríamos para nos aproximar um pouco dela seria o estudo da Nova Cosmologia, conforme diz  Brockelman há</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;) uma realidade além de nós e que, entretanto,  nos inclui. A cosmologia permite um vislumbre dessa realidade mais ampla ao mostrar que a natureza é o resultado de um mistério originador ou do que Vaclav Havel chama o “milagre do Ser” que brilha através dela. (2001, p.82). </em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas hoje em dia é difícil encontrar uma pessoa que se <em>envolva</em> com a astronomia, eu digo envolva no sentido mais profundo da palavra, no sentido mesmo de submergir. Isto se dá,  por três motivos principais: 1) as pessoas buscam normalmente se envolver com coisas que não as façam  pensar muito (querem o lazer simples e despreocupado);  2) muitas vezes buscam algo que possa trazer retorno financeiro e não vêem na astronomia algo com esta possibilidade (principalmente no Brasil);  3) com tanta poluição luminosa em nossas cidades é praticamente impossível se observar o Céu. (isso só ocorre quando viajamos para cidades distantes das grandes metrópoles).</p>
<p style="text-align: justify;">E é neste terceiro ponto que gostaríamos de nos ater. Heidegger menciona o “esquecimento do Ser” através do tempo no mundo ocidental,  como já comentamos anteriormente.  Mas gostaria de evidenciar: nós esquecemos o Ser, porque nos ocupamos demais com tantas e tantas atividades provindas da técnica; nós esquecemos o <em>cosmos, </em>o<em> </em>universo, o Céu porque desenvolvemos uma <em>técnica </em>que da mesma forma e paradoxalmente que nos aprofundou nos confins do universo, “desenvolve” no planeta e na atmosfera da Terra, tanta e tanta poluição de todos os níveis que não nos permitem  “<em>ver</em>” a noite,  aqui destacamos a poluição  luminosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós “somos morcegos” que erroneamente iluminamos o nosso Céu e assim na verdade o “apagamos”, o ofuscamos.  Nós precisávamos do Céu para nossa “busca noturna” mas com tanta luz perdemos esta possibilidade e com isso veio a “fome” e o esquecimento do cosmos, nossa origem.</p>
<p style="text-align: justify;">Como supomos hoje através dos “conhecimentos” de astronomia, foi através de mortes e ressurgimentos de algumas estrelas: “poeiras” que formam estrelas que ao morrer tornam-se novamente poeiras “encontrando-se” com outras  que com elementos químicos cada vez mais complexos formam novas estrelas.  Portanto o nosso Sol e todo o sistema solar assim fora formado. Em outras palavras nós somos “poeira das estrelas”, e assim não há dúvidas que nossa origem é cósmica, nós viemos deste vasto, imenso, infinito ou finito universo, que tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos desde o chamado Big Bang.  E da mesma forma que é espantoso, que é um verdadeiro <em>thauma</em> relatar mitos da criação através das diversas religiões,  é da mesma maneira um verdadeiro espanto os relatos da nova cosmologia, conforme diz Dennis Overbye<a href="#_ftn1">[1]</a> citado por Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que poderia aproximar mais do caráter de mito do que a noção de que o universo de fato apareceu, talvez do nada; de que os átomos em nossos ossos e sangue foram formados em estrelas a anos-luz de distância e bilhões de anos atrás; ou de que as partículas ainda mais antigas de que são compostos esses átomos são fósseis de energias e forças que existiram durante o primeiro microssegundo da criação, as quais mal podemos compreender? Somos todos artefatos do universo, lembranças andantes do mistério último. Somos poeiras andantes, poeiras de estrelas andantes. (2001, p.93).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas o nosso questionamento é: se nós nos esquecemos do sentido do Ser, será que nos preocuparemos com esta nossa origem? Kant citado por Châtelet,diz</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Duas coisas enchem o coração de admiração e veneração, sempre novas e sempre crescentes, à medida que a reflexão se dirige e se consagra a elas: o céu estrelado acima de mim e a lei moral dentro de mim (&#8230;) o primeiro espetáculo,  de uma inumerável multidão de  mundos, aniquila, por assim dizer a minha importância, por ser eu uma criatura animal que deve voltar à matéria de que é formado o planeta (um simples ponto no Universo) depois de (não se sabe como) ter sido dotada de força vital durante curto espaço de tempo. O segundo espetáculo ao contrário eleva infinitamente o meu valor, como o de uma inteligência por minha personalidade, na qual a lei moral me manifesta uma vida independente da animalidade e até mesmo de todo o mundo sensível. (1994, p.102).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Este deslumbramento já ocorre há tempos imemoriáveis. Poderíamos citar os diversos povos do oriente que se fascinavam  muito com o cosmos: os chineses, babilônios, assírios e egípcios; e também povos aqui das Américas como: os   Maias, os Incas e mesmo nossos índios e outros povos chamados “primitivos”; que já se preocupavam e se ocupavam com a observação do Céu, mas vieram os nossos dias e novas ocupações surgiram, a técnica faz com que possamos nos aprofundar no mais distante do cosmos e ao mesmo tempo, faz o povo esquecer deste Céu&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Certamente Galileu Galilei<a href="#_ftn2">[2]</a>, entre outros astrônomos da chamada modernidade, tinha uma visão de “fenômeno” bem diferente das que têm os estudiosos da Nova Astronomia na contemporaneidade, como é o caso dos estudos da física quântica e seus desdobramentos teóricos, ainda tão embrionários, mas inimagináveis naquela época. Entretanto  poderíamos considerar Galileu como aquele que por primeiro toma a iniciativa de observar os fenômenos do cosmos com “outros olhos” em dois sentidos: 1) não eram mais nus, pois se utilizava de um instrumento, uma luneta, para observar o Céu; 2) se utilizava da matemática nos seus estudos experimentais da natureza (elaborando algumas leis entre elas a lei da queda livre dos corpos).</p>
<p style="text-align: justify;">Com o advento da física quântica a ideia de fenômeno, no que se refere à cosmologia muda substancialmente, o sentido de “existência” também; da mesma maneira as “certezas” de outrora agora com o “principio da incerteza” de Heisenberg<a href="#_ftn3">[3]</a> modificam nosso pensamento quanto à questão da existência, como diz Andreeta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sabemos que tudo o que existe no nosso universo (e também nós mesmos) é constituído de minúsculas partículas de matéria e de energia, e que forças naturais atuam sobre essas partículas, aglomerando-as para formar tudo o que existe. Porém, hoje não existe mais distinção entre matéria e energia. Segundo Einstein, matéria e energia são dois estados diferentes de uma mesma “substancia quântica universal”. Os conhecimentos científicos atuais parecem, portanto, convergir com os da filosofia antiga, que afirmam que tudo o que existe deve provir de uma única fonte. (2004, p.9).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade muitos fenômenos parecem inexplicáveis para o homem, contudo e de qualquer forma, este ser que é capaz de perguntar sobre o Ser,  ainda que nunca tenha as respostas, deve continuar na busca, aliás isto é uma das características deste homem, um constante desbravador, um constante questionador, um ser em  <em>thauma</em> por natureza, como também o é a própria natureza,  o cosmos,  o universo.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Agora o senso comum não tem mais o mesmo valor, a “necessidade” de especializações nas diversas áreas, faz com que um indivíduo ou pequenos grupos, tome para si “conhecimentos” que antes não eram tão segmentados e podiam ser compartilhados com um grupo muito maior de pessoas. Hoje o conhecimento mais do que nunca é estreitado e especializado (um generalista sabe um pouco de tudo, um especialista sabe um muito de pouco) e assim ocorre com a humanidade, mas essa “massa” toma “conhecimento” e utiliza-se das novas descobertas sem mesmo imaginar como elas chegaram àquele ponto, e toda essa tecnologia contribui para impulsionar o esquecimento do “ser”; assim o espanto passa a estar nos diversos fetiches, “brinquedos”, mimos que são criados para nos encantar.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem da contemporaneidade atribuído de tantas tarefas e rotinas, não percebe de imediato as novas revoluções no pensamento que ocorrem com Einstein e a física quântica, ou melhor, percebem mas não sabem de onde vem. Nem mesmo nós que estudamos as relações da Astronomia e da Filosofia podemos imaginar o que de fato ocorrerá com o pensamento nos próximos séculos depois de re-começarmos a entender que “tudo faz parte de um Todo” e,  continuando com as palavras de Andreeta:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Vistos no plano atômico, todos os corpos que constituem o universo do ser humano possuem um comportamento dinâmico de troca de partículas. Os átomos que estão agregados aos corpos não são permanentes. Eles fluem constantemente através dos corpos sólidos: a pedra e o corpo físico humano compartilham os mesmos átomos. (&#8230;) Como os átomos fluem constantemente de um corpo para  outro, a separação entre os corpos é, portanto, ilusória. Mesmo que o ser humano queira, não pode se isolar dela e de nada. (2004, p.20).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não podemos nos afastar do <em>thauma</em> originário, do espanto que faz com que estejamos aqui, o Poder de Ser. Precisamos voltar às origens, precisamos voltar a ser crianças,  precisamos  re-des-cobrir a epifania manifesta no mundo, na vida!  Nas palavras de Brockelman:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que se reclama, então é uma nova maneira de ver as coisas que possa nos ajudar a viver de forma mais apropriada na natureza; na inesquecível expressão de Emily Dickinson,  trata-se de ver as coisas com “um olho desguarnecido”. Precisamos nos deslumbrar com o extraordinário milagre da vida, com a espantosa epifania que ela manifesta. Precisamos ser tocados e transformados em nosso âmago</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Talvez nossa cultura industrial moderna esteja passando por essa transformação em seu modo de ver as coisas, e talvez uma mudança de paradigma esteja permitindo ver a natureza e a vida com novos olhos. (2001, p.25).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Essa mudança de paradigma, sem precedentes  é sem duvida a física quântica e toda a nova revolução que ela vem causar ao pensamento. Então teremos mais uma vez a Astronomia ou Física colaborando na maneira de pensar; e dessa vez esperamos que proporcione com este novo <em>Thauma</em> um retorno ao sentido do Ser e a um relembrar do Céu.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;">No próximo tópico &gt; Referências Bibliográficas e Bibliografia</h3>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas:</strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> OVERBYE, Dennis. Lonely Hearts of  the Cosmos. Nova York: Harper Collins, 1991, p.3.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref2">[2]</a> Galileu Galilei (1564-1642) é conhecido como um dos pais da física moderna.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref3">[3]</a> O princípio da incerteza de Heisenberg consiste num enunciado da mecânica quântica, formulado inicialmente em 1927,  impondo restrições à precisão com que se podem efetuar medidas <em>simultâneas</em> de uma classe de pares de observáveis. Por exemplo: não  se pode saber ao mesmo tempo a posição e a velocidade de um elétron.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>


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