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	<title>Benito Pepe -  Palestras, Workshops, Treinamentos de Equipes e Cursos &#187; Astronomia</title>
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	<description>Palestras, Treinamento de Equipes, Cursos, Workshops, Administração e Marketing, Gestão de Empresas, Filosofia, Sociologia, Astronomia, Religião e Assuntos da Atualidade</description>
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		<title>Vídeo Currículo do Benito Pepe</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 17:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá Amigos vejam um pequeno Vídeo Currículo de Benito Pepe, são só 3 min. e 45 seg.


Abraços do Benito Pepe


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			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresento aqui um pequeno Vídeo Currículo do Benito Pepe, são só 3 min. e 45 seg.</p>
<p><object style="height: 390px; width: 640px;"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ATpgXv5jMKk?version=3" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="195" src="http://www.youtube.com/v/ATpgXv5jMKk?version=3" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
Abraços do Benito Pepe<span id="more-1721"></span></p>


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		<title>Planetário da Gávea comemora 50 anos da chegada do homem ao espaço</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2011/04/09/planetario-da-gavea-comemora-50-anos-da-chegada-do-homem-ao-espaco/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 00:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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		<description><![CDATA[A inauguração da exposição "Yuri Gagarin: 50 anos do homem no espaço" acontece no dia 7 de abril e estará aberta à visitação do público a partir do dia 12, às 10h.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/yuri-gagarin.jpg" title="" class="shutterset_singlepic120" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/120__160x120_yuri-gagarin.jpg" alt="yuri-gagarin" title="yuri-gagarin" />
</a>
Olá amigos astrônomos e amantes da astronomia, visite o Planetário da Gávea. No dia 12 de abril, comemoram-se os 50 anos do voo que levou o cosmonauta russo Yuri Gagarin ao espaço. Para lembrar essa data especial, o Planetário da Gávea, em parceria com o consulado da Rússia no Rio de Janeiro, realiza uma exposição que vai contar, por meio de fotografias, todo o processo que culminou com a chegada do primeiro homem ao espaço sideral.<span id="more-1586"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A inauguração da exposição &#8220;Yuri Gagarin: 50 anos do homem no espaço&#8221; acontece no dia 7 de abril e <strong>estará aberta à visitação do público a partir do dia 12, às 10h.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao todo, serão 34 painéis com fotografias dos preparativos, da nave que levou o cosmonauta ao espaço, e da missão, que fez de Gagarin o primeiro homem a viajar além dos limites do nosso planeta em 12 de abril de 1961, no auge da Guerra Fria.</p>
<p style="text-align: justify;">As imagens também vão mostrar ao público a importância do feito de Gagarin para exploração espacial e a fama conquistada pelo russo. Além disso, quem visitar essa exposição pode aproveitar para conhecer as atrações do Planetário da Gávea, como as Sessões de Cúpula (sábados, domingos e feriados) e toda interatividade do Museu do Universo (terça a domingo), com 56 experimentos que ensinam conceitos astronômicos de maneira lúdica. Para visitar este espaço no Planetário a entrada é R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia).</p>
<p style="text-align: justify;">O Planetário da Gávea fica na Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100. Gávea. Informações pelo telefone: 21- 2274-0046.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe </p>


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		<title>Os Mineiros do Chile. Maior parto do Planeta Terra e o Renascimento de uma Empresa</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/10/16/os-mineiros-do-chile-maior-parto-do-planeta-terra-e-o-renascimento-de-uma-empresa/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 02:38:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Administração e Mkt]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu nunca tinha visto um parto com tantos filhos de uma só vez e além do mais com homens maduros. A captura ou salvamento dos mineiros no Chile me fez lembrar um grande parto, sabe por quê? Porque esses homens nasceram novamente e tiveram uma gestação “rápida”, 69 dias. Porém eles já nasceram maduros, certamente mais maduros do que no seu nascimento anterior e até mesmo antes de estarem ali naquele útero terrestre.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/mineiros-do-chile_0.jpg" title="" class="shutterset_singlepic82" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/82__160x120_mineiros-do-chile_0.jpg" alt="mineiros-do-chile_0" title="mineiros-do-chile_0" />
</a>
Eu nunca tinha visto um parto com tantos filhos de uma só vez e além do mais com homens maduros. A captura ou salvamento dos mineiros no Chile me fez lembrar um grande parto, sabe por quê? Porque esses homens nasceram novamente e tiveram uma gestação “rápida”, 69 dias. Porém eles já nasceram maduros, certamente mais maduros do que no seu nascimento anterior e até mesmo antes de estarem ali naquele útero terrestre.<span id="more-1365"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Os 33 mineiros da <strong>Mina San José</strong>, no Chile, vão ser lembrados por várias gerações pelo que podemos chamar: nascer novamente. Eles estavam no útero da <em>Pachamama</em> (mãe Terra) há quase 700 metros de profundidade. Isso é correspondente a altura do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, só que para baixo, para dentro da Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos imaginar e comparar o caminho percorrido pelo Canal ou túnel feito com uma broca para retirar os mineiros através da <strong>Capsula Fênix</strong>, com o Canal Vaginal por onde saem as crianças que nascem por parto natural. O útero foi o <strong>Espaço, a Galeria</strong> onde estes mineiros estavam confinados. A Capsula Fênix foi a bolsa e o oxigênio foi o líquido amniótico que possibilitaram de ultima hora os seus renascimentos. Essa passagem do útero (Mina sub terrestre) à luz da Vida levou mais ou menos <strong>15 minutos</strong> para cada gêmeo, e foram 33 partos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta capsula também nos pareceu um foguete, aliás, foi por causa de toda uma tecnologia e pelo desenvolvimento da ciência do século XX-XXI que pudemos salvar aqueles mineiros, se esse acidente tivesse ocorrido há algumas poucas décadas atrás eles morreriam no útero da pachamama.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos comparar também este “parto” com uma empresa que tenha “quebrado” e depois comece a se reerguer, ou melhor, renasça mais uma vez. Assim é para um parto como o dos mineiros em que o nascituro vem à vida já maduro. Ou seja, com o aprendizado vivido no passado, com a memória dos erros e dos acertos. Sem dúvida uma vida que recomeça com a experiência do passado é mais “tranqüila” do que uma vida que começa do zero, é como uma empresa que não tem conhecimento do mercado, do produto nem dos clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo deverá ocorrer com essa mina San José, se ela voltar a operar, terá que ter certeza de que erros como os que ocorreram, não ocorram mais. Os administradores da Mina devem certificar-se de todos os cuidados quanto à segurança dos Mineiros e neste caso todo o cuidado será pouco.</p>
<p style="text-align: justify;">Viver novamente é uma oportunidade para poucos. Quem tem essa chance, deve aproveitá-la ainda mais com a experiência do passado em suas entranhas. Esses mineiros vão valorizar cada momento de suas vidas, darão valor a coisas que nós que “temos tudo” não damos. Até mesmo o simples fato da <strong>liberdade,</strong> de poder olhar o nascer e o por do Sol, as estrelas à noite, as plantas de um jardim, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Simples valores são os maiores valores da Vida. A própria Vida é o maior Valor. Não há um homem na face da terra que na possibilidade de ter sua plena saúde recuperada e a certeza de ter mais alguns anos de Vida no Planeta, que não daria toda a sua fortuna para tê-la. Se alguém pudesse saber quando iria morrer, e fosse possível, daria tudo para ter mais anos aqui na <em>pachamama</em>. (veja o texto&gt;&gt;  “<span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/05/o-mundo-vai-acabar-o-homem-pode-ser-eterno-no-planeta-2/" target="_blank"><strong>O mundo vai acabar? O homem pode ser eterno no Planeta</strong>?</a></span>”)</p>
<p style="text-align: justify;">Uma empresa faz o mesmo, daria tudo para viver “eternamente”&#8230; Mas no caso das empresas, muitas vezes ocorre o contrário, são os homens que dão sua Vida para que a empresa viva. Se isso começar a ocorrer temos que repensar, precisamos refletir sobre nossos valores&#8230; Dê tudo para e por sua empresa, mas não a sua Vida!</p>
<p style="text-align: justify;">Conheço muitos pequenos empresários que vivem toda a sua vida se dedicando pela “vida da empresa” e quando vão viver a sua vida ela acabou&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso é preciso calma, dar tempo ao tempo, ir vivendo a vida. Não adianta querer abraçar o mundo todo de uma só vez, pois isso é impossível. Para abraçarmos o mundo, temos que nos dar as mãos, temos que ter companheirismo. Imagine se aqueles mineiros do Chile começassem a brigar e não se organizassem. O nervosismo seria intolerável e eles poderiam se autodestruir ou ter um problema irrecuperável de nervos.</p>
<p>A importância do Relacionamento no Confinamento de uma empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em toda empresa é assim, precisamos lembrar que aquele ambiente é a nossa principal casa, estamos “confinados” ali. E aí passamos a maior parte do tempo em que estamos acordados. Por isso temos que ver nossos colegas de trabalho como familiares de trabalho, se nos entrosarmos bem, teremos dias mais alegres e a felicidade no Ambiente de Trabalho reinará. No entanto precisamos lembrar que estamos em uma empresa, portanto temos que ser profissionais. (veja o texto&gt;&gt; “<strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/04/ambiente-de-trabalho-nas-pequenas-empresas-e-o-marketing-interno-endomarketing/" target="_blank">Ambiente de Trabalho nas Pequenas Empresas e o Marketing Interno</a></span></strong>”)</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos destes Mineiros renasceram já orando e agradecendo a Deus pela sua segunda chance de Vida. Quando oramos a Hora chega. Ora que a tua hOra vem!!</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe </p>


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		<title>Das Estações do Ano a Primavera é uma das mais Belas</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/09/12/das-estacoes-do-ano-a-primavera-e-uma-das-mais-belas/</link>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 00:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Equinócio]]></category>
		<category><![CDATA[Estações]]></category>
		<category><![CDATA[Primavera]]></category>
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		<category><![CDATA[Universo]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 22 de Setembro às 07h30min PM no ano de 2010, em uma Quarta-feira, teremos mais um Equinócio, ou seja, o dia com a mesma duração da noite. Este fato é cíclico.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/estacoes.jpg" title="" class="shutterset_singlepic76" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/76__160x120_estacoes.jpg" alt="estacoes" title="estacoes" />
</a>
Dia 22 de Setembro às 07h30min PM no ano de 2010, em uma Quarta-feira, tivemos mais um <strong>Equinócio</strong>, isto é, o dia com a mesma duração da noite. Este fato é cíclico, ou seja, se repete todo ano como ocorre com todas as demais estações: Verão, Outono e Inverno. Sendo que os equinócios são na Primavera e no Outono. Enquanto que no Verão e no Inverno não temos um equinócio e sim um <strong>Solstício</strong> que é quando há o dia mais longo do ano, como é o caso do Verão, ou o dia mais curto e, portanto, a noite mais longa do ano como ocorre no solstício de Inverno. <span id="more-1303"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos que enquanto no hemisfério Sul é Primavera no hemisfério Norte é Outono, depois a próxima estação lá no hemisfério “superior” será Inverno e no hemisfério “inferior” será o tão esperado Verão que os brasileiros tanto amam.  Neste artigo vou falar um pouco das <strong>Estações do Ano</strong>, para ler especialmente sobre a Primavera veja meu outro texto: <strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/25/primavera-a-estacao-das-flores/" target="_blank">Primavera a Estação das Flores. (clique aqui!)</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Estação do ano é um dos quatro períodos de três meses em que se costuma dividir o ano, segundo critérios astronômicos estabelecidos em função da posição da Terra com relação ao Sol. Distinguem-se, tradicionalmente, quatro grandes estações &#8211; primavera, verão, outono e inverno, associadas às diferentes atividades agrícolas, condições meteorológicas e costumes sociais que regem a vida na Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Excetuando-se os trópicos, a característica essencial do ciclo das estações é um movimento pendular da temperatura entre uma máxima e uma mínima. As outras diferenças entre as quatro estações são subordinadas às alterações de temperatura. Assim, somente as estações extremas possuem características próprias. Se a divisão quádrupla das estações não estivesse tão demarcada no espírito popular, primavera e outono seriam considerados simples períodos de transição.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ano coincide com a sucessão de quatro estações, que se repetem periodicamente, a partir das mesmas datas.<strong> </strong>Denomina-se <strong>ano sideral</strong> o período de tempo transcorrido entre dois alinhamentos sucessivos do Sol e da Terra com uma estrela distante. Esse intervalo compreende 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 9,54 segundos, ou <strong>365,2564 dias solares médios</strong> &#8211; indicadores cronológicos mais precisos que os calculados por observações diretas da posição do Sol, pois sua medida é feita com referência a um corpo imaginário dotado de movimento regular. No entanto, o dia civil universalmente aceito e com o qual estão sincronizados os relógios de todo o mundo é definido pela observação diária do Sol (ano solar ou tropical).</p>
<p style="text-align: justify;">A Terra gira em torno do Sol e descreve em seu movimento uma elipse quase circular, cujo achatamento, ainda que pouco acentuado, adquire importância especial na determinação dos pontos astronômicos do espaço que marcam o início das estações. O Sol está num dos focos da elipse. Os dois pontos extremos chamam-se <strong>periélio</strong> (o mais próximo do Sol) e <strong>afélio</strong> (o mais distante).</p>
<p style="text-align: justify;"> A data que corresponde à posição da Terra no periélio é conhecida no hemisfério sul como solstício de verão (de inverno no hemisfério norte). Coincide aproximadamente com o início da estação, em 22 ou 23 de dezembro, que é o dia mais longo do ano no hemisfério sul (e o mais curto no hemisfério norte).</p>
<p style="text-align: justify;">A Terra passa pelo afélio pouco depois do início do inverno austral (verão boreal), que ocorre em 21 ou 22 de junho, o dia mais longo do ano no hemisfério sul (e o mais curto no hemisfério norte).</p>
<p style="text-align: justify;">As datas intermediárias, conhecidas como equinócios, marcam o início da primavera (22 ou 23 de setembro, no hemisfério sul; 20 ou 21 de março, no hemisfério norte), e do outono (20 ou 21 de março, no sul; 22 ou 23 de setembro, no norte).</p>
<p style="text-align: justify;">A variação da duração dos dias (mais longos no verão) e das noites (mais longas no inverno) durante o ano se deve ao fato de que o eixo em torno do qual a Terra realiza sua rotação não é perpendicular à direção de seu deslocamento em torno do Sol (plano orbital). O eixo da Terra mantém, em relação ao plano orbital, uma inclinação relativamente constante de 23<sup>o</sup> 27&#8242;, o que faz os raios solares incidirem mais perpendicularmente em um hemisfério do que no outro durante seis meses por ano.</p>
<p style="text-align: justify;">A inclinação da Terra no espaço é permanente, mas, com relação ao Sol, aparentemente se inverte ao passar pelos extremos da elipse. Os pontos equinociais marcam a mudança das estações frias para as quentes, ou vice-versa. O fenômeno tem várias conseqüências, entre as quais se destacam as diferenças de estados climáticos entre os dois hemisférios (o verão austral coincide com o inverno boreal). Outras conseqüências são a aparente variação da posição do Sol no céu, que surge sobre o horizonte em pontos diferentes, nas mesmas horas, ao longo do ano, e a diferente duração dos dias e das noites durante o ano, especialmente notável nos pólos.</p>
<p style="text-align: justify;">As noites de inverno nos países escandinavos, por exemplo, são praticamente contínuas. Durante pequenos intervalos, o sol brilha, fraco, quase sobre o horizonte. No verão, ocorre o famoso efeito conhecido como noites brancas ou sol da meia-noite &#8211; quando o astro permanece visível durante as 24 horas do dia ou se oculta por apenas algumas horas. Nos equinócios, o dia e a noite duram exatamente doze horas cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas regiões muito próximas da linha do equador, onde a variação térmica e a da incidência do Sol ao longo do ano é pequena, o critério para definição das estações são os períodos de seca e de chuva. Na Índia, por causa das monções, alternam-se três estações: uma fria e seca, de dezembro a fevereiro; uma quente e seca, de março a meados de junho; e uma chuvosa, de meados de junho a novembro.</p>
<p style="text-align: justify;">O ciclo das estações tem conseqüências para a vida na Terra. As modificações climáticas se devem mais à inclinação do eixo terrestre do que à variação da distância da Terra ao Sol, de efeitos imperceptíveis mesmo nos pontos mais extremos da trajetória elíptica da translação.</p>
<p style="text-align: justify;"> A duração relativa dos dias e das noites influi nas condições meteorológicas predominantes em cada região. A atmosfera fica mais tempo exposta às radiações solares no verão do que no inverno, e o mesmo acontece com o mar, cuja temperatura aumenta o suficiente para provocar correntes oceânicas. Entretanto, o alto calor específico da água (quantidade de calor necessária para elevar em um grau Celsius a temperatura de um grama de água) faz do mar um imenso moderador térmico, que impede a queda acentuada da temperatura no inverno e o aumento excessivo no verão.</p>
<p style="text-align: justify;">A influência do mar na suavização das estações diminui nas terras mais continentais, cujo clima seco tende a provocar grandes diferenças entre as temperaturas máximas e mínimas. A função do mar como acumulador de calor, além disso, retarda os efeitos de fatores diversos sobre os índices de temperatura. Assim, as temperaturas extremas do ano não acontecem durante os solstícios, mas algumas semanas depois.</p>
<p style="text-align: justify;">A umidade, a pressão atmosférica e, em conseqüência, as precipitações, tanto em forma de chuva como de neve, se repetem periodicamente, em especial em determinadas estações típicas para cada região. Os ventos de monções representam também um claro exemplo de mudanças atmosféricas características das mudanças de estação. Sua formação se deve a uma descompensação nos fenômenos de resfriamento ou aquecimento da terra e do mar que, ao ocorrerem muito rapidamente, provocam ventos fortes e períodos de chuva ou de seca.</p>
<p style="text-align: justify;">Os animais mais evoluídos regulam seus ciclos vitais biológicos de acordo com as diferentes estações, ao longo das quais adequadamente distribuem suas principais atividades. A busca de alimentos se intensifica ou atenua segundo as condições climáticas e se adapta à época mais favorável para a manutenção das crias. Alguns animais hibernam durante a época fria, e quase todos experimentam mudanças de maior ou menor importância em seu metabolismo, para se adaptarem ao ambiente de cada estação.</p>
<p style="text-align: justify;">As plantas denunciam, de maneira mais acentuada, as particularidades térmicas de umidade ou de insolação características de cada estação. A primavera está associada ao período de floração e o outono à queda das folhas das árvores. Em determinados climas, a perda de umidade das florestas durante o verão aumenta perigosamente o risco de incêndios.</p>
<p style="text-align: justify;">A agricultura ajusta cada uma de suas fases ao período mais propício, que varia conforme o produto, o que em muitos casos possibilita obter mais de uma colheita por ano. Qualquer alteração de monta na data prevista para o início das manifestações climáticas correspondentes à estação em curso pode perturbar gravemente o desenvolvimento da lavoura.</p>
<p style="text-align: justify;">A mudança das estações afeta também o comportamento dos indivíduos. Alguns doentes mentais reagem de forma muito clara a essas alterações. O clima, associado à estação, provoca estados de ânimo que afetam grupos sociais inteiros. Diversos costumes, atitudes sociais e de trabalho estão relacionados com as estações do ano. O calor excessivo e as temporadas de chuvas torrenciais ou de nevascas podem recomendar a adoção de medidas reguladoras das diferentes atividades humanas: redistribuição de horários de trabalho, suspensão das aulas, adequação dos serviços públicos etc. Daí que surge também o horário de Verão em muitos países.</p>
<p style="text-align: justify;">As estações amenas, nem tão quentes, nem tão frias, são, via de regra, as mais agradáveis&#8230; Portanto feliz Primavera.</p>
<p style="text-align: justify;"> Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;"> <strong>Bibliografia:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Enciclopédia Barsa. </em></p>


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		<title>Carnaval, quando é? Como é definida essa data? Por que surgiu o Carnaval?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2010/01/25/carnaval-quando-e-como-e-definida-essa-data-por-que-surgiu-o-carnaval/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 21:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um carnaval que vem passando, e todo ano surge a mesma pergunta: quando é o carnaval este ano? Este fato ocorre porque o Carnaval é uma das festividades que tem a sua data móvel. Então como é definida a data do carnaval? A data do Carnaval é definida a partir da marcação da data da Páscoa que logicamente também tem sua data móvel. 


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/53__160x120_veneza2.jpg" alt="veneza2" title="veneza2" />
</a>
<strong>Atualizado para o ano de 2012!</strong></p>
<p>A terça-feira de Carnaval <strong>em 2012</strong> é no dia <strong>21 de Fevereiro</strong>, ou seja, <strong>6ª feira dia 17 de Fevereiro de 2012 começa a folia a todo vapor&#8230;</strong></p>
<p><strong>Veja como é definida esta data:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mais um carnaval que vem passando, e todo ano surge a mesma pergunta: <strong>quando é o carnaval este ano?</strong> Este fato ocorre porque o Carnaval é uma das festividades que tem a sua data móvel. Então como é definida a data do carnaval? A data do Carnaval é definida a partir da marcação da data da Páscoa que logicamente também tem sua data móvel.<span id="more-1131"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para se calcular a data da Páscoa é fácil, basta sabermos quando será o primeiro domingo após a <strong>Lua Cheia</strong> que vem depois do dia “21 de março”, que é quando temos o equinócio de outono no hemisfério sul ou equinócio de primavera no hemisfério norte. <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/25/primavera-a-estacao-das-flores/" target="_blank"><strong><span style="color: #0000ff;">Já falamos aqui sobre o equinócio, veja este link.</span></strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de marcar a data da Páscoa é só retroceder “<strong>47 dias</strong>” e teremos a <strong>3ªf. de carnaval</strong> o dia para nos despedirmos da carne, até este dia a <strong>carne vale</strong>, <strong>Carnaval</strong>&#8230; depois façamos uma abstinência de 40 dias, é a quaresma. Na verdade a quaresma (40 dias), acaba uma semana antes do domingo da Páscoa, ou seja é no <strong>Domingo de Ramos</strong>, que foi quando Jesus chegou em Jerusalém a fim de comemorar a Páscoa Judaica com seus correligionários judeus. A partir deste domingo, chamado domingo de ramos, pois o povo saldou a Jesus com Ramos, provavelmente de Palmeiras, começa a <strong>Semana Santa</strong> que foi a famosa semana em que Jesus fica em Jerusalém com seus apóstolos, faz a Santa Ceia, celebrando a páscoa judaica e depois é pego e crucificado morto e sepultado e ressuscita  no domingo de Páscoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação a <strong>Origem do Carnaval</strong>, <strong>como ele surgiu</strong> e outros dados mais sobre o carnaval, visite meu texto &gt;&gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-que-e-carnaval-qual-e-a-origem-do-carnaval/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>O que é  carnaval, qual é a origem do carnaval?</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">Um exemplo do ano de 2000:</p>
<p style="text-align: justify;">/// Em 2010 ///</p>
<p style="text-align: justify;">No ano de <strong>2010 o carnaval foi em 16 de fevereiro</strong>. Este foi o dia do carnaval, uma terça feira, como sempre. Mas na prática o carnaval começa bem antes e continua depois&#8230; os dias mais intensos e que são considerados feriados para a maioria das pessoas é desde 6ªf. à noite dia 12 de fevereiro e vai até 4ªf. de cinzas dia 17 de fevereiro as 12:00 hs.</p>
<p style="text-align: justify;">O Domingo de Páscoa no ano de 2010, foi em 04 de Abril, que é o primeiro domingo depois da Lua Cheia após o dia 21 de março. Se você retroceder 47 dias chegará na 3ª f. de Carnaval dia 16 de fevereiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Com relação a <strong>Origem do Carnaval</strong>, <strong>como ele surgiu</strong> e outros dados mais sobre o carnaval, visite meu texto &gt;&gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/14/o-que-e-carnaval-qual-e-a-origem-do-carnaval/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>O que é  carnaval, qual é a origem do carnaval?</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>A Contagem do Tempo e o Calendário Gregoriano</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/12/29/a-contagem-do-tempo-e-o-calendario-gregoriano/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 01:56:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Calendário]]></category>
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		<description><![CDATA[da contagem do tempo e do nascimento do calendário, temos que lembrar que o homem desde que começou a pensar e isso parece ser bem remoto, sempre se preocupou com a observação do Céu, ainda que para se guiar através do Sol ou das Estrelas.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/tempo-calendario.jpg" title="" class="shutterset_singlepic48" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/48__160x120_tempo-calendario.jpg" alt="tempo-calendario" title="tempo-calendario" />
</a>
Em Primeiro lugar como vamos falar da  Contagem do Tempo e do Calendário<strong>&#8230; Feliz  2010!! Agora: FELIZ 2011!!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Para falarmos da contagem do tempo e do nascimento do calendário, temos que lembrar que o homem desde que começou a pensar, de maneira racional e isso parece ser bem remoto, sempre se preocupou com a observação do Céu, ainda que para se guiar através do Sol ou das Estrelas.<span id="more-993"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem naturalmente observou que o Sol aparece em um ponto do Céu (leste) vai “subindo” até o ponto mais alto do Céu (zênite) e vai embora em outro ponto do Céu (oeste), dessa maneira se dá o dia e a noite. Notou-se que a Lua vai mudando de fase durante o transcorrer dos dias, assim passaram a chamar de mês cada vez que a lua completasse uma nova fase, isso se dá em mais ou menos  29 dias e 12 horas.  Observaram também que a cada dia o Sol “nascia” em um ponto um pouquinho diferente do anterior “caminhando” mais para o Norte ou para o Sul, e verificaram que quando o Sol nascia em determinado ponto, estavam em uma certa estação do ano: Verão, Outono, Inverno ou <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/25/primavera-a-estacao-das-flores/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Primavera</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira o homem, ainda que sem possuir os conhecimentos de astronomia que temos hoje, pôde <strong>fazer um calendário</strong> e identificar quando chegaria a estação que lhe interessava. Com isso ele passa a dispor de um conhecimento básico para saber a melhor época para plantar, para viajar, e muitos povos calculavam quando seria melhor conceber (ou engravidar), a fim de ter um clima mais apropriado, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Conhecer os <strong>dias</strong>, os <strong>meses</strong> e o <strong>ano</strong> foi uma “simples” questão de observação da natureza. Eles verificaram que o “tempo” era cíclico e que o clima voltava de época em época a ter as mesmas características.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que eles “não sabiam” é que a Terra dá uma <strong>volta ao redor do Sol</strong> e que isso leva um ano ou seja 365 dias. Para ser mais preciso, o tempo que a Terra leva para voltar ao mesmo ponto em torno do Sol é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,2 segundos, daí a necessidade do ano bissexto e dos acertos no calendário de tempos em tempos tais como a cada ciclo de 400 anos (começou-se em 1600), seria bissexto também, mas 1700, 1800 e 1900 não o foram. Assim o ano de 2000 foi bissexto e 2100, 2200 e 2300 não o serão.  Ou seja só serão bissextos os anos seculares divisíveis por 400.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A pesar de todo esse malabarismo com o acerto do calendário ainda há um resíduo de 26,8 segundos por ano, o que na soma a cada 400 anos equivale a um total de 2 horas, 58 minutos e 40 segundos em relação à realidade astronômica. Nessa proporção haverá uma defasagem de um dia a cada 3.223 anos, há uma ideia para corrigir isso tornando comum o ano 4000 que seria bissexto pela regra de Gregório.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Este calendário que o mundo ocidental e grande parte do mundo globalizado usa é o <strong>Calendário Gregoriano</strong> fundado pelo <strong>Papa Gregório XIII</strong> em 24 de fevereiro de 1582, depois de longos 5 anos de estudos e a fim de substituir o calendário Juliano. A contagem oficial começou em 15 de outubro de 1582, quando se “eliminou” dez dias (de 5 a 14 de Outubro de 1582), a fim de se acertar a defasagem do tempo das estações com a realidade do Céu, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Cada “Ano” é uma “volta completa” em torno do Sol dada pelo Planeta Terra ou qualquer outro Planeta, cada Planeta leva  uma quantidade diferente de dias para completar esta volta, do ponto de vista terrestre, considerando o nosso dia de “24 horas”,  Mercúrio demora só 88 dias, Marte leva 687 dias para dar a volta ao redor do Sol e a Terra, como dissemos, demora um pouco mais de 365 dias. Isso significa, na verdade, que um ano, quando não for bissexto (com 366 dias) não se dá exatamente na zero hora do dia 1º de Janeiro mas em algumas horas depois&#8230; algo como <strong>5h 48m 45,2s.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Interessante é que a cada <strong>ano novo</strong> o povo está ligado no Calendário que vai surgir: <strong>2010</strong>, <strong>2011</strong>, <strong>2012</strong>&#8230;  no entanto muitos nem sabem ou lembram que acabamos de dar uma volta ao redor do Sol, e vamos começar uma nova volta, falo com um tom poético&#8230; a propósito e de qualquer maneira podemos lembrar de “dar a volta por cima” no ano que passou e pensar no ANO NOVO e parafraseando nosso amado Compositor e Doutor em Zoologia Paulo Manzolini, dizer: “<strong>Levanta Sacode a poeira e dá a volta por cima</strong>” aliás esta expressão ficou famosa por causa dessa música. E falando-se em “poeira”, lembremo-nos que <strong>somos poeira das estrelas</strong>&#8230; como menciono no artigo&gt; <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/09/a-origem-do-universo-e-da-vida-ha-vida-so-aqui-na-terra/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>A Origem do Universo e da Vida</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tem gente que diz que o “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Tempo está passando mais rápido</strong></span></a>”, mas será que isso está mesmo ocorrendo? Há quem diga que o tempo não existe e que isso é apenas uma “convenção humana”. Bem, o que importa mesmo é vivermos o Nosso Tempo com felicidade e alegria. Precisamos estar em Sintonia com o Tempo, mas não necessariamente com o Calendário, aliás calendários existem muitos e diversos, alguns já até foram extintos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para saber mais ou ler sobre esta questão do Tempo e do Calendário sugiro alguns livros:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“<strong>Sobre o Tempo</strong>” de Norbert Elias, <strong>este autor alega que o tempo não existe em si</strong>,  <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/60434/?franq=285888" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>você pode adquirir clicando Aqui!</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Recomendo</strong> o livro “<strong>Panorama visto do centro do Universo</strong>: a descoberta de nosso extraordinário lugar no cosmos” de Joel R. Primack e Nancy Ellen Abrams, este livro é muito interessante em vários aspectos e <strong>tem um capítulo especial sobre o Tempo</strong>, em uma panorâmica filosófica astronômica. <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21408863/?franq=285888" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Para adquirir clique Aqui!!</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“<strong>O Tempo que o Tempo tem</strong>: por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário” de Alexandre Cherman e Fernando Vieira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Espero que tenha uma boa leitura e um Bom Tempo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço do Benito Pepe</p>


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		<item>
		<title>Heidegger e os Gregos: o Ser e o Céu</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 00:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Heidegger]]></category>

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		<description><![CDATA[o Nascimento da Filosofia Racional, depois   a “Reviravolta” do Pensamento Filosófico falamos também da  Astronomia e do Esquecimento do Céu e apresentamos a bibliografia


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/heidegger2.jpg" title="" class="shutterset_singlepic42" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/42__160x120_heidegger2.jpg" alt="heidegger2" title="heidegger2" />
</a>
Este texto será dividido em partes, temos nesta primeira parte além de uma <strong>introdução</strong> geral, um tópico falando sobre <strong><span style="color: #000000;">o Nascimento da Filosofia Racional,</span> </strong>depois<strong> </strong>há um tópico<strong> </strong>falando sobre <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/%E2%80%9Ca-reviravolta%E2%80%9D-do-pensamento-filosofico/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>a “Reviravolta” do Pensamento Filosófico</strong></span></a> logo após falamos do<strong> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/o-esquecimento-de-nossa-origem-cosmica/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Esquecimento de Nossa Origem Cósmica</span></a>. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por fim postamos<strong> </strong>as<strong> <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/16/referencias-bibliograficas-do-texto-heidegger-e-os-gregos/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Referências Bibliográficas</span></a>.<span id="more-952"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto mencionar a relação de Heidegger com os gregos antigos, especialmente os pré-socráticos, que em sua visão, viam uma outra “manifestação” quando se falava na questão do Ser e/ou da “possibilidade” do desvelamento (<em>aletheia</em>) ou da “ocultação” natural. Heidegger propõe uma releitura dos pré-socráticos de maneira diferente das que foram feitas pela tradição: Platão e Aristóteles entre outros posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sequência final,  quando falamos do Céu, pretendemos ampliar os sentidos para além de uma epifania (<em>epiphaneia</em>), e ver o Céu como nossa origem cósmica, da mesma maneira, distorcida posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à “Filosofia”, precisamos lembrar que ela não era totalmente racionalista como passa a ser em seguida e que continua na contemporaneidade. Esta Filosofia é conhecida como racionalista, mas na sua origem  não era assim. Vemos por fim, através da <strong>nova cosmologia</strong>, uma possibilidade de “reviravolta” que poderia reativar o nosso pensamento à filosofia originária.</p>
<p style="text-align: justify;">Como acreditamos que para esta “reviravolta” a Nova Cosmologia pode contribuir, dedicamos um tópico especial para falar da Astronomia e do esquecimento do Céu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Nascimento da Filosofia Racional</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há um “consenso” para se falar sobre o “nascimento” da Filosofia, ela surge  pelo questionamento dos homens que queriam e buscavam a <em>verdade, </em>mas não queriam “explicações incoerentes”, assim começa um processo de pensamento diferenciado e racional que pudesse contrapor-se, de certa maneira,  às tradições “míticas”. Como comenta Chaui</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A filosofia surgiu quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos, os acontecimentos naturais e as coisas da natureza, os acontecimentos humanos e as ações dos seres humanos podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer-se a si mesma. (2005, p.25).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas o questionamento que podemos e devemos fazer desde já é: será que a Filosofia tomou conta do pensamento&#8230;. ou  tirou um “mito” e contribuiu para a criação de outro?</p>
<p style="text-align: justify;">Praticamente todos os filósofos “antes” de Sócrates (séc. VI – V a.C.), por isso  chamados de   –  <em>pré</em>-<em>socráticos &#8211; </em> tiveram como características do pensamento <em>noções</em> que tentam explicar a realidade da natureza.   Aí  a filosofia e a ciência têm seu início.  Entre essas noções, mencionadas por Marcondes, cito a <em>Physis</em> e o <em>Cosmo</em>:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A <em>physis &#8211; </em></strong>Por os primeiros filósofos serem estudiosos ou teóricos da natureza (<em>physis</em>),  portanto o objeto de investigação desses “filósofos-cientistas” era o mundo natural. Eles buscavam explicação através desta mesma realidade e não fora dela, ou seja,  investigavam a própria natureza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O <em>cosmo &#8211; </em></strong>O termo <em>kosmos, </em>para eles, liga-se as ideias de ordem, harmonia e mesmo beleza (já que a beleza resulta da harmonia das formas; daí  o  termo “cosmético”). O cosmo é assim o mundo natural, o espaço celeste enquanto realidade ordenada de acordo com princípios racionais. O cosmo entendido assim, como ordem, se opõe ao <em>caos</em>, que seria a falta de ordem, o estado da matéria antes de sua organização.  Esta ordem do cosmo é racional, “razão” significando aí leis que regem e organizam essa realidade. (2005, p.24-27)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quanto a <em>physis</em> precisamos lembrar que a palavra vem do verbo <em>phiein</em> que significa surgir, nascer, brotar, “dar à luz”. Isso é importante para entendermos o sentido mais amplo que esta palavra tinha para os gregos antigos e que fará sentido com o que queremos mencionar mais à frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Também, podemos elucidar, como lembra Chaui que  foi “graças aos primeiros filósofos gregos e a ideia que a natureza é uma ordem que segue leis universais e necessárias  que”:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>No início do século XVII, Galileu Galilei deu novo impulso à física ao estudar o movimento dos graves ou “pesados” (ou a estabelecer as leis da queda dos corpos) e, para isso, a demonstrar as leis naturais do movimento uniforme e do movimento uniformemente variado.  (&#8230;)  Isaac Newton, no final daquele mesmo século,  a estabelecer as leis matemáticas da física, a demonstrar as três leis do movimento e a chamada “lei da gravitação universal”, que, como o nome indica, é  válida para todos os corpos naturais. (&#8230;)  E, no século XX, levou Albert Einstein a estabelecer uma lei válida para toda a matéria e energia do universo, lei que se exprime na fórmula E=mc2.  (2005, p.20).</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Depois vem o período da modernidade e há uma retomada do racionalismo de uma maneira bem particular, quando são refutadas e quebradas muitas teses da Astronomia do passado, como foi o caso do geocentrismo, entre tantas outras refutações. Mas, com todas as “quebradeiras” a única coisa que não se quebrou foram as “esferas cristalinas” por que elas não existiam&#8230; Após tantas reformulações, o que é que sobra para este <em>ser</em>? Émile Noel questiona François Châtelet:  Qual é, então, a pergunta filosófica que Descartes faz?<strong> </strong>Châtelet  responde:</p>
<p style="text-align: justify;">.<em>..poderíamos dizer que até Descartes a filosofia fez esta pergunta:  Que é o ser?  Como ele é? Descartes pergunta: Que é o conhecimento? Isso equivale a validar o trabalho de Galileu, a mostrar em que condições gerais o trabalho de Galileu se torna inteligível. (1994, p.63).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">“Portanto em que consiste o heliocentrismo?” Prossegue Châtelet, “consiste em dizer ao sujeito empírico que está aqui neste mundo: Você  acha que o mundo é como você o vê. Mas vou lhe fazer uma proposta: vamos, em espírito, até o Sol, para observar o mundo a partir dali.” (1994, p.63)  Châtelet continua concluindo que às vezes as coisas podem ser mais simples do que nós imaginamos, mas nós precisamos ver de outro ângulo. Nós precisamos sair de “nosso casulo” e irmos à busca do <em>verdadeiro</em> conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo de <em>racionalismo</em> modifica-se dos tempos gregos para a modernidade no que tange o seu jeito de ser, agora ele está mais pautado na matemática no que diz respeito às ciências naturais e especialmente na Astronomia. Para Descartes até mesmo Deus é uma “evidência” da luz natural e não da luz sobrenatural. É a <em>razão</em> que demonstra a existência de Deus. Não é mais o Deus de Moisés, de Abraão e de Jacó.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>No próximo tópico </strong>&gt;  <strong> </strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/12/15/%E2%80%9Ca-reviravolta%E2%80%9D-do-pensamento-filosofico/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>“A reviravolta” do Pensamento Filosófico</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"><strong><span style="color: #0000ff;">Benito Pepe</span></strong></a></p>


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		<title>A Previsão para o Fim do Mundo em 2012</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/12/05/a-previsao-para-o-fim-do-mundo-em-2012/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 19:41:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos da Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Fim do Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém vai acertar a previsao para o fim do mundo? O mundo vai acabar? A Vida terá fim no Planeta? Estes são alguns dos Questionamentos contidos neste texto.


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/fim-do-mundo.jpg" title="" class="shutterset_singlepic40" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/40__160x120_fim-do-mundo.jpg" alt="fim-do-mundo" title="fim-do-mundo" />
</a>
Já foram previstas  por várias vezes  diversas datas para o fim do mundo. Não sabemos ao certo qual foi a primeira e muito menos qual será, “verdadeiramente”, a última previsão, aliás será que haverá uma pré-visão? Será que de fato o Mundo vai Acabar? Agora está na moda <strong>o ano de 2012</strong>.<span id="more-938"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Há um filme chamado “<strong>2012” – </strong>alguns dizem que existe uma<strong> </strong> profecia Maia para o fim do mundo nesta data. Sinceramente eu não vejo esta data como sendo tratada pelos Maias como o fim do mundo, mas simplesmente como uma data <strong>até onde eles definiram um dos seus calendários</strong>, aliás muito longo por sinal, para um povo que viveu nas Américas há alguns séculos atrás, seu apogeu foi entre os anos 300 e 900 de nossa era,  mas  ainda se encontram seus descendentes.  <strong>Eles não definiram uma data para o fim do mundo e sim para um Calendário. </strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O povo Maia viveu nas Américas, principalmente na área central, na Guatemala, em Honduras e no sul do México (Península de Yucatán), foi um povo muito avançado, construíram maravilhosas obras “faraônicas” como pirâmides imensas, e <strong>observatórios astronômicos</strong>. Entendiam muito de Astronomia, e tinham três tipos de calendários: um <strong>divino</strong>, um <strong>civil</strong> e um de <strong>longa contagem</strong> perfeitos e praticamente exatos. Sabiam exatamente quando começavam as estações, e no caso, <strong>a data 21 de dezembro de 2012</strong>, que é o início do  verão no hemisfério sul e do Inverno no hemisfério norte, nada mais é do que o “intercambio” de uma estação. É o dia mais longo do ano em se considerando o Sul, ou o mais curto para quem está no Norte, não é uma data para o fim do mundo como “profetizam” alguns.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A propósito  diversas profecias foram feitas antes e nenhuma se cumpriu, por que se pensa que esta “profecia”  ou outra qualquer vá se cumprir? Vamos dar alguns exemplos de profecias para o fim do mundo para <strong>alguns  anos e que não funcionaram</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&gt; <strong>1000</strong>. Dizia-se não passaríamos do ano 1000. (parece que as pessoas não gostam de números redondos) disseram o mesmo para o ano <strong>2000</strong>, e possivelmente dirão o mesmo para o ano 3000 etc.</p>
<p style="text-align: justify;">&gt; <strong>1843</strong>. O Adventista Willian Miller anunciou várias datas em 1843, errou todas.</p>
<p style="text-align: justify;">&gt; <strong>1914</strong>. As testemunhas de Jeová, esperavam o fim do mundo nesta data, já haviam errado sua previsão anterior que era <strong>1874</strong>, depois passaram para <strong>1975</strong>, no entanto também não acabou o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Ocorre que há não só previsões para o fim do mundo no âmbito religioso, mas também uma previsão científica (?) Na realidade o mundo pode acabar a qualquer momento, basta chocar-se com o Planeta Terra um meteorito gigantesco, como se postula que foi a causa da extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos atrás.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Em termos de previsão científico-astronômica se sabe que <strong>o mundo acaba mesmo</strong> como nós o conhecemos, mas isso é só para daqui a 5 bilhões de anos, quando o Sol perde a possibilidade de gerar energia (o sol “morre”),  é tempo suficiente para a humanidade acabar com o Planeta  antes e/ou desenvolver tecnologia suficiente para sair do Planeta ou mesmo já ter sido extinta por outros fatores externos e mesmo involuntários (como as diversas extinções em massa que já houve no Planeta).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os devotos cristãos dirão que “quanto ao dia e a hora ninguém sabe” mas afirmam que haverá um fim do mundo ou um arrebatamento antes que haja o fim do mundo. <em>Porém, daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai.</em> (Mt 24.36)</p>
<p style="text-align: justify;">Veja que este é um sábio pressagio, não deixa uma data definida, mas evidencia que haverá um fim do mundo. Em outros credos e até mesmo dentro do cristianismo, já foram indevidamente, previstas várias datas para o fim do mundo, como se vê nos exemplos acima.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na realidade <strong>o fim do mundo</strong> <strong>já ocorreu</strong> para diversas “Espécies,” pelo que se postula, por <strong>5 vezes</strong> e houve épocas que foram muitas espécies que deixaram este planeta de uma só vez,  <strong>para</strong> provavelmente <strong>nunca</strong> <strong>mais voltar</strong>, a não ser que o homem, através do DNA ou alguma outra forma, “as traga de volta”. É bom lembrarmos que <strong>99% de todas as espécies que viveram</strong> neste Planeta, Lindo e Azul, <strong>estão extintas</strong>. Vejamos algumas épocas do “fim do mundo”:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&gt; A <strong>primeira extinção em Massa</strong> ocorreu há 500 milhões de anos atrás, quando a vida era confinada ao mar – 2/3 da vida acabou.</p>
<p style="text-align: justify;">&gt; Há 400 milhões de anos atrás se passou a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">&gt; Há 250 milhões de anos atrás ocorre a terceira extinção em massa.</p>
<p style="text-align: justify;">&gt; “Pouco depois” ocorreu a quarta extinção em massa.</p>
<p style="text-align: justify;">&gt; Por fim a mais famosa de todas e que acabou com os famosos <strong>Dinossauros ocorre há 65 milhões de anos atrás.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nós humanos estamos aqui há pouquíssimos milhões de anos (2 ou 3).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Enquanto não houver outra extinção em Massa</strong>, e para finalizar lembremo-nos que da mesma maneira que a contagem do tempo pode ser particularizada no “teu tempo”, como é o caso da data do nosso nascimento, <strong>teu aniversário é o teu calendário </strong>(veja o artigo “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/01/02/a-duvida-do-milenio-e-de-sua-comemoracao/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>A Dúvida do Milênio..</strong></span></a>.”),  assim também podemos pensar o fim do mundo. <strong>Quando você deixar este Planeta, este será o fim do mundo para você.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <strong>Benito Pepe</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja outros Artigos Interessantes</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/09/a-origem-do-universo-e-da-vida-ha-vida-so-aqui-na-terra/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">A Origem do Universo e da Vida, há vida só aqui na Terra?</span></a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/05/o-mundo-vai-acabar-o-homem-pode-ser-eterno-no-planeta-2/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>O mundo vai acabar? O homem pode ser eterno no Planeta?</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/04/a-estrada-do-tempo-e-da-vida/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">A estrada do tempo e da Vida</span></a> </strong>(neste artigo faço uma comparação do tempo do <strong>universo</strong> e da <strong>vida</strong> com uma estrada em quilômetros, mostrando em escala onde estamos, etc)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Livro “Ciência e Futuro 2009” (</strong>Enciclopédias Barsa e Mirador)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Revista Veja</strong> edição nº 2137 de 4 de novembro de 2009</p>


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		</item>
		<item>
		<title>O Homem e a Natureza; uma Dádiva? Um Acaso?  E o Ocaso?</title>
		<link>http://www.benitopepe.com.br/2009/10/15/o-homem-e-a-natureza-uma-dadiva-um-acaso-e-o-ocaso/</link>
		<comments>http://www.benitopepe.com.br/2009/10/15/o-homem-e-a-natureza-uma-dadiva-um-acaso-e-o-ocaso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 22:16:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que a Vida é algo “Maravilhoso”  acho que não se questiona muito. Na sua imensa maioria os seres vivos defendem a sua vida e a querem prorrogar ao máximo, seja por instinto ou racionalmente, queremos viver mais e mais&#8230;  se a Vida é uma Dádiva ou um Acaso, pouco Caso faz para muitos, mas quanto [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
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</a>
Que a Vida é algo “Maravilhoso”  acho que não se questiona muito. Na sua imensa maioria os seres vivos defendem a sua vida e a querem prorrogar ao máximo, seja por instinto ou racionalmente, queremos viver mais e mais&#8230;  se a Vida é uma Dádiva ou um Acaso, pouco Caso faz para muitos, mas quanto ao Ocaso, aí preocupa a tantos “humanos”.<span id="more-872"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Neste texto não vou argumentar as ideias: Dádiva ou Acaso. Esse tema pode ser lido no meu texto, “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/02/09/a-origem-do-universo-e-da-vida-ha-vida-so-aqui-na-terra/" target="_blank">A origem do Universo e da Vida (há vida só aqui na Terra?)</a>” o que pretendo aqui é polemizar a Relação do homem com a natureza em épocas passadas e a diferença que ocorre a partir da modernidade, e a sua preocupação com o Ocaso.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O homem há poucos milhares de anos atrás tinha um convívio e harmonia com a natureza que poderíamos dizer que ele sentia-se parte da natureza, o ser humano contemplava aquela Natureza e até a reverenciava. Ele, ainda que intuitivamente,  sabia que fazia parte desse Todo que os gregos antigos diziam:  <em>physis</em>. O homem, a natureza, os deuses gregos, tudo era imanente ao <em>cosmos. </em>Dessa maneira sabia-se que um estava ligado ao outro,  nasceram juntos, eram irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Hoje quando falamos e pensamos na natureza, muitas vezes nos vemos refletindo quanto aos animais, as florestas, o ar com sua “quantidade certa” de oxigênio respirável para o ser humano, a água, etc. Mas será que estamos pensando na Natureza, na ecologia no sentido amplamente planetário ou será que estamos pensando em nós mesmos? Bem, que nós somos os seres vivos que mais influíram na Natureza, em todos os tempos do planeta, parece algo verdadeiro. Nós não só influímos na natureza como a transformamos, a modificamos, a exploramos como se fosse algo exclusivamente posto aqui para Nós esses animais onipotentes e egocêntricos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Portanto se faz necessário que esses animais onipotentes façam alguma coisa para não deixar escapar a Sua Fonte de Vida. É óbvio que quem transforma e/ou explora alguma coisa deve fazer algo para não acabar definitivamente com a sua Fonte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os homens observam os animais  na natureza e muitas vezes se perguntam: que estranhos são esses animais, o que é que se passa pela cabeça deles? Fazem essas perguntas sem perceber que os estranhos não são os animais, somos nós. Nós somos os estranhos, somos os diferentes em muitos aspectos, ainda que guardemos muito de nossa animalidade, estamos em um processo de “humanização” deixando nosso território animal e entrando no novo território humano.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Planeta Terra está aí há 4 bilhões de anos, diversas espécies já passaram por aqui, algumas precisaram acabar para que outras proliferassem, se algumas daquelas espécies não tivessem sido extintas, é provável que nós não estivéssemos aqui. E quem poderia afirmar que para outras espécies virem a existir aqui no Planeta não seria necessário que nossa espécie fosse embora?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Nós queremos, isto sim, é nos perpetuarmos no planeta. É lógico que temos que cuidar da natureza, é claro que Nós os maiores exploradores e destruidores de todos os tempos desse Planeta, precisamos cuidar para que ele não acabe por nós mesmo, mas não podemos pensar, como é  praxe no pensamento, que estamos cuidando para as futuras gerações. Acho que o nosso pensamento deveria estar pautado em outros termos. Será que vamos acabar com o planeta de uma forma que nenhuma vida mais seja possível?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A nossa espécie é apenas uma, das milhares, que passaram ou passarão pelo planeta, mas as outras espécies extintas não acabaram com o planeta. Houve situações naturais que o fizeram, mas a natureza, como sábia,  deu nova Vida no Planeta e ao Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>


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		<title>A Astronomia de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 02:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando o texto: A Física e a Astronomia de Aristóteles Lembramos agora a desmatematização da filosofia e da natureza enfocada por Aristóteles em detrimento do valor que seu mestre Platão dava à matemática, aqui se mostra uma das diferenças entre eles. Segundo nos lembra Zingano, Aristóteles diria que: A matemática é o instrumento científico utilizado [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/aristoteles-rep.jpg" title="" class="shutterset_singlepic30" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/30__160x120_aristoteles-rep.jpg" alt="aristoteles-rep" title="aristoteles-rep" />
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Continuando o texto: <a href="../2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">A Física e a Astronomia de Aristóteles</a></strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos agora a <em>desmatematização</em> da filosofia e da natureza enfocada por Aristóteles em detrimento do valor que seu mestre Platão dava à matemática, aqui se mostra uma das diferenças entre eles. Segundo nos lembra Zingano, Aristóteles diria que:</p>
<p style="text-align: justify;">A matemática é o instrumento científico utilizado para examinar o mundo do ponto de vista de sua quantidade, mas ela não é capaz de nos dar por si só a natureza do mundo. (2005, p.65)<span id="more-822"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira fica claro que Aristóteles apontava a matemática apenas para a quantidade. Então a física de Aristóteles diferentemente do que passará a ser na modernidade é “qualitativa” e não “quantitativa” como vigora a partir de Galileu Galilei que é quem a matematiza “definitivamente”, e seus sucessores seguem o mesmo caminho. Nas palavras de Galileu: “ A matemática é a linguagem da natureza”.</p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles via a natureza e o lugar como algo qualitativo assim seria da “qualidade” de cada substância ou corpo ocupar o seu “lugar natural” e isso é o que faz parte da <em>entelékheia</em> de cada corpo. Então para Aristóteles, impor a um ser algo contrário à sua natureza é uma violência. É o que ocorre, por exemplo, quando retiramos uma pedra do chão, seu “lugar natural”, ao largarmos a pedra ela volta “naturalmente” para o “seu lugar”. Hierarquicamente Aristóteles configura a Terra no centro do “universo”; à sua volta, está a água; o ar está acima da terra e da água e, enfim, acima do ar, está o último elemento atmosférico, o fogo. Portanto  o fogo e o ar sobem naturalmente, enquanto a terra e água caem naturalmente, todos em  busca dos seus lugares naturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi à toa que Aristóteles adotou a tese do geocentrismo<a href="#_ftn1">[1]</a> (a terra no centro do “universo”) como para ele o movimento é eterno  adota também a tese do movimento natural, e como a terra é pesada teria que estar no centro, o lugar natural de um corpo pesado, por isso a terra estaria no centro do universo seu lugar natural. A origem desse pensamento vem da questão do mundo fechado e finito porém eterno<strong>. </strong>Para<strong> </strong> Aristóteles o universo é finito (um corpo tem que ter limites) porém ele é eterno, não foi criado ou seja não teve um momento de nascimento e também não terá um fim,  sempre existiu e sempre existirá. A partir desse pensamento ele defende a ideia do movimento eterno,  sempre houve corpos em movimento e corpos em repouso, e a Terra estaria em repouso no centro desse universo, enquanto que  os outros corpos estariam girando em movimentos circulares em torno dela.</p>
<p style="text-align: justify;">O espaço é pleno e não há o vazio, se o vazio existisse seria o mesmo que admitir o não-ser e isso seria uma contradição lógica, dessa forma Aristóteles  de maneira metafísica,  justifica o “quinto elemento” ou “<em>éter</em>” que seria quem estaria preenchendo o espaço entre os corpos celestes e da mesma maneira esses “corpos” seriam constituídos de <em>éter </em>por isso não se deteriorariam, e não teriam outro tipo de mutação a não ser a de translação, diferentemente do que ocorre na Terra e na região sublunar, onde os quatro elementos (terra, água, ar e fogo) esses sim passiveis de toda mutação e transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa maneira, Aristóteles em seu tratado <em>Do Céu</em>,  postula uma separação “física” e “real” entre a região supralunar (acima da lua) e a sublunar (abaixo da lua, o nosso mundo). Não seria possível um material daquela região “composto de éter” vir para a Terra e nem um material do planeta Terra ir para aquela região, há assim um isolamento definitivo, o céu composto de <em>éter</em> (incorruptível) não poderia misturar-se com a terra. Naquela região incorruptível<strong> </strong>haveria as “esferas celestes”,<strong> </strong>explicação<strong> </strong>dada<strong> </strong>por alguns astrônomos da época e que eram apoiadas e complementadas por Aristóteles para justificar o movimento dos astros “em torno da terra”.  Ali estariam girando ao redor da terra, em “círculos perfeitos”, as estrelas e os planetas<a href="#_ftn2">[2]</a> que estariam “colados” às esferas, cada um na sua “esfera cristalina” correspondente.  Essa tese foi proposta primeiramente por Eudoxo (astrônomo da época de Aristóteles), Calipos (também da época) aumenta a quantidade de esferas e sofistica o sistema, Aristóteles com sua tese do “lugar natural” e do <em>éter</em> ou quinta essência, solidifica essa explicação e o geocentrismo; e posteriormente com Ptolomeu já no séc. II d.C alcança sua maior expressão no <em>Almagesto.<a href="#_ftn3"><strong>[3]</strong></a></em></p>
<p style="text-align: justify;">Para explicar esse complexo de movimentos celeste, Aristóteles recorre ao ápice de toda a sua metafísica, dizendo que há um “primeiro motor”, que é imóvel mas dá origem a todo movimento celeste.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, como dissemos, e é lembrado por Reale</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) a física Aristotélica (e também grande parte da cosmologia) é, na verdade, uma metafísica do sensível. Assim não é de surpreender o fato de que a <em>Física</em> esteja prenhe de considerações metafísicas, chegando até a culminar com a demonstração da existência de um Primeiro Motor imóvel: radicalmente convencido de que, “se não houvesse o eterno, não existiria tampouco o devir” (2004, p.209)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com isso vemos claramente que, a pesar de suas diferenças com seu  mestre Platão, Aristóteles herda muito do Platonismo de maneira a não se separar do supra-sensível.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Considerações finais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles implanta a lógica (começando do nada) e com ela tem um bom instrumento, um método (um caminho) para estudar a <em>physis</em>, a natureza, o mundo.  Precisamos ter em mente a época em que Aristóteles viveu e seus poucos recursos, dessa maneira podemos perceber que ele foi um mestre e um ícone para o mundo ocidental, não só no que tange à filosofia, como  também para a própria ciência.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a Astronomia de Aristóteles,  abrimos um parêntesis especial para dizer que o tempo que dura o “sistema Aristotélico”, quanto à questão do Céu, é algo que por si só merece uma reflexão. Por exemplo, o sistema geocêntrico defendido por Aristóteles dura quase dois mil anos, isso mesmo! Dois milênios&#8230; até que seja refutado pelo heliocentrismo re-introduzido definitivamente por Copérnico em 1554. (embora Copérnico o tenha tomado de Aristarco de Samos (c. 310-230 a.C.)).</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto interessante é recordarmos que a separação do “mundo” em dois, sendo  um supralunar  (o dos astros acima da lua);  e um sublunar (o nosso mundo) “aqui em baixo” com sua separação física radical,  só é refutada muito tempo depois com Isaac Newton já no século XVII.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim pudemos ter uma pequena ideia da importância e relevância que Aristóteles teve e tem no mundo ocidental através de seus estudos nos diversos campos do conhecimento e que ainda hoje são considerados quando falamos em física e em astronomia,  portanto  não é à toa que estamos aqui mais uma vez falando de Aristóteles.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do Benito Pepe</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> O geocentrismo (a terra no centro do “universo”)  era um pensamento quase que unânime na época de Aristóteles, uma notável exceção era Aristarco de Samos (c. 310-230 a.C.)  para ele era o Sol que estava no centro do “universo” e a terra girava em tordo dele – ou seja o heliocentrismo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref2">[2]</a> A palavra “Planeta” vem do grego e quer dizer “corpo errante” ou “estrela errante”, aquele que não seguia uma trajetória, não ocupava uma posição constante, ou seja não fazia parte das “estrelas fixas”  no céu.  Assim eram chamados de planetas não só os próprios planetas conhecidos de então: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, como também a Lua e o Sol. É atribuída a Anaxímenes a primeira diferenciação formal entre Estrela e Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref3">[3]</a> <em>Almagesto</em> (“grande tratado”) é uma obra de Cláudio Ptolomeu composta de 13 livros e ficou famosa por seu nome árabe – <em>Al-Majist</em>. O intricado modelo criado por seu autor era necessário para explicar o movimento aparente dos planetas, preservando-se a ideia (equivocada) de um Universo geocêntrico. Esse modelo seria o paradigma da astronomia por 15 séculos, sendo desbancado pelo modelo heliocêntrico de Nicolau Copérnico, que por sua vez toma a ideia original de Aristarco de Samos.<strong> </strong></p>


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		<title>Primavera a estação das Flores</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 18:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos os anos há quem espere ansiosamente por esta bela estação, há quem diga que é a mais bela de todas as quatro estações. Nesta época do ano não temos mais o frio intenso do Inverno e ainda não temos o calor do Verão, há um clima ameno, agradável, e acima de tudo florido. É [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/flores-brancas-na-primavera.jpg" title="" class="shutterset_singlepic29" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/29__160x120_flores-brancas-na-primavera.jpg" alt="flores-brancas-na-primavera" title="flores-brancas-na-primavera" />
</a>
Todos os anos há quem espere ansiosamente por esta bela estação, há quem diga que é a mais bela de todas as quatro estações. Nesta época do ano não temos mais o frio intenso do Inverno e ainda não temos o calor do Verão, há um clima ameno, agradável, e acima de tudo florido. É mesmo lindo poder apreciar as flores e o verde dos jardins e das montanhas que ressurgem depois de “congelarem”, é como se o <a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/" target="_blank">tempo </a>tivesse parado e agora voltado a surgir juntamente com a Vida que estava adormecida ou mesmo “Morta”.<span id="more-816"></span></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta é a  estação do <strong>equinócio</strong>, como também o é a do Outono. Ambas precedem aos extremos climáticos do planeta, uma ao Inverno, outra ao Verão. Uma, ao intenso frio. A outra, ao intenso calor. O Equinócio é o momento do ano em que o dia dura exatamente o mesmo tempo que a noite, ou seja “12 horas”, isso colabora para termos um clima moderado e agradável. Neste momento do ano que no hemisfério Sul começa em 22 ou 23 de Setembro e vai até  21 ou 22  de Dezembro, e no hemisfério Norte começa em 20 ou 21 de Março e vai até 21 ou 22 junho, temos o Sol mais “próximo do equador”. Quem está nos trópicos  ou mais para os pólos sul ou norte, pode sentir melhor as estações do ano e nesse momento há uma amenidade intermediária ao extremo clima.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Prima Vera&#8230; Prima Vera&#8230; é como muitos brincam chamando essa estação, como se chamassem a sua amada Prima Vera para brincar&#8230; Aliás é um lindo momento para brincar pois se pode ficar exposto ao belo clima em um parque, em uma floresta urbana, como é o caso da “Floresta da Tijuca” no Rio de Janeiro, a maior floresta dentro de uma cidade em todo o Planeta Terra,  a propósito o Rio de Janeiro oferece uma diversidade imensa de lugares naturais com excelente clima nesta época do ano, são parques, praias, bosques, praças, além de diversas florestas e “parques nacionais” em reservas. Portanto se você está em um ponto do planeta que pode aproveitar essa estação do equinócio, seja a primavera do Sul ou o Outono do Norte, aproveite! ela dura pouco&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando começa a  estação da Primavera o dia é idêntico à noite, porém a cada dia que passa o dia vai ficando mais longo e a noite mais curta, dessa maneira vamos tendo mais tempo de sol a cada dia até culminarmos com o dia mais longo do ano no Verão, aí teremos o Solstício e o Sol começa a “retornar novamente” até chegar outra vez no outro equinócio, mas agora o de outono e aí vai o processo contrário o dia vai ficando mais curto e a noite mais longa até culminar com a noite mais longa do ano, chegamos no Inverno.</p>
<p style="text-align: justify;">A natureza é linda, nossa viagem nessa <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/17/a-nave-espacial-chamada-terra-ou-agua/" target="_blank">Nave espacial</a> também o é, vivamos as estações do ano. Viva a Primavera!!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Curiosidades e informações quanto à Primavera</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento do <strong>equinócio</strong> pode-se observar com fidelidade os pontos cardeais, sabendo-se que o sol nasce exatamente no ponto <strong>Leste</strong> e se põe no <strong>Oeste</strong> localiza-se com precisão o Norte e o Sul. Mas, como vimos, isso só ocorre neste dia, depois o sol vai se dirigindo para o Sul. Dependendo do hemisfério em que nos encontramos teremos uma perspectiva diferente. Se estivermos no Sul observamos o sol vindo em nossa direção se estamos no Norte observamos o sol indo “embora”.</p>
<p style="text-align: justify;">A palavra <strong>equinócio</strong> vem do Latim, <em>aequus</em> (igual) e <em>nox</em> (noite), e significa &#8220;noites iguais&#8221;, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">A primavera é o início da reprodução de muitas espécies vegetais e animais, muitos pássaros “namoram” nessa época.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja algumas das plantas que tem destaque nessa época do ano: rosa, girassol, margaridinha, orquídea, jasmim, hortênsia, helicônia, alamanda, clívia, gérbera, hibisco, gazânia, jasmim-estrela, lágrima-de-cristo, boca-de-leão, crisântemo, frésia, estefânia, narciso, violeta, dedaleira, dama-da-noite.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveite para visitar as cidades serranas é lindo!!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a> e lindas flores para você.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veja os textos: </strong></p>
<p><a title="Permanent Link to O Homem e a Natureza; uma Dádiva? Um Acaso?  E o Ocaso?" href="../2009/10/15/o-homem-e-a-natureza-uma-dadiva-um-acaso-e-o-ocaso/">O Homem e a Natureza; uma Dádiva? Um Acaso? E o Ocaso?</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/03/17/a-nave-espacial-chamada-terra-ou-agua/" target="_blank">A Nave espacial chamada terra&#8230;</a></p>


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		<title>A  Física de Aristóteles</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 21:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Aristóteles]]></category>
		<category><![CDATA[Física]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o texto: A Física e a Astronomia de Aristóteles Para se falar da física e da astronomia de Aristóteles é preciso ir um pouco antes deste grande filósofo, é nos pré-socráticos onde estão os embriões de um estudo sobre a physis, todavia bem diferente dos estudos aristotélicos.  De qualquer maneira é o estagirita quem [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/aristoteles-01.jpg" title="" class="shutterset_singlepic28" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-left" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/28__160x120_aristoteles-01.jpg" alt="aristoteles-01" title="aristoteles-01" />
</a>
Continuando o texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank">A Física e a Astronomia de Aristóteles</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para se falar da física e da astronomia de Aristóteles é preciso ir um pouco antes deste grande filósofo, é nos pré-socráticos onde estão os embriões de um estudo sobre a <em>physis, </em>todavia bem diferente dos estudos aristotélicos.  De qualquer maneira é o estagirita quem retoma de uma forma “substancial” a física, e por isso passa a ser reconhecido por muitos  no mundo ocidental como o pai dessa “ciência”.<span id="more-808"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos estudos dos pré-socráticos estavam mais focados no campo dos elementos primordiais, na natureza e nas origens das coisas, na <em>arché. </em>Por exemplo, podemos lembrar aquele que é considerado pelo próprio  Aristóteles como o primeiro filósofo, Tales de Mileto<a href="#_ftn1">[1]</a>, este teria iniciado um “princípio físico”: “Tudo é Água”.<em> </em>Outros “pensadores” completaram os quatro elementos além da “água”, ou seja: “Terra”, “Ar” e “Fogo”. No caso de Aristóteles tem-se como base não essas questões, mas o movimento, e não somente o movimento de translação, no entanto um movimento que seria melhor chamá-lo “mutação” pois envolve mais claramente o sentido que este “filósofo-cientista” queria postular. Como nos lembra Cherman, Aristóteles fala no início do livro III da <em>Física:</em></p>
<p style="text-align: justify;">“A natureza é um princípio de movimento e de mudança e é objetivo de nossas indagações. Devemos portanto estar certos de que entendemos o que é o movimento, pois, se não sabemos isso, também não sabemos o que é a natureza.” (2004, p.22)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na antiguidade se entendia como física tudo o que se relacionava com a natureza, assim além da física propriamente, tínhamos a química, a biologia, a geologia, e outros estudos que dizem respeito à natureza como é o caso da Astronomia. Lembramos que para Aristóteles a matéria é “qualificada” e os quatro elementos são a matéria em sua mais simples qualificação. Os quatro elementos primordiais (água, ar, terra e fogo) constituiriam, segundo relações complexas, a matéria de tudo o que existe, e variando em suas qualidades passa-se de uma substância a outra. Dessa maneira Aristóteles pensava poder explicar as transformações que ocorrem na natureza.</p>
<p style="text-align: justify;">Distinguindo-se dos Eleatas, que pregavam o não movimento (não mobilismo), o estagirita os refuta resolvendo essa questão. Parmênides dizia que o movimento seria uma passagem do ser ao não-ser. De maneira diversa Aristóteles entende o “movimento” como a passagem de uma forma de ser para outra forma de ser, ou seja do “ser em potência” para o “ser em ato”. O ser tem muitos significados. O “não-ser” quando em  potência real  é capacidade e possibilidade efetiva de chegar ao ato. Entendendo-se o movimento como a passagem da potência ao ato, têm-se várias formas de mutação, considerando especialmente algumas categorias, conforme resume Reale:</p>
<p style="text-align: justify;">1) da substância; a mutação segundo a substância é “a geração e a corrupção&#8221;;</p>
<p style="text-align: justify;">2) da qualidade; a mutação segundo a qualidade é “a alteração”;</p>
<p style="text-align: justify;">3) da quantidade;  a mutação segundo a quantidade é “o aumento e a diminuição”;</p>
<p style="text-align: justify;">4) do lugar; a mutação segundo o lugar é “a translação” (2004, p.207).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando referimo-nos ao termo “mutação” abrangemos as diversas “modificações” da “substância”, contudo pretendemos  especificamente falar sobre a questão da “translação”, que é mais pertinente a astronomia aristotélica que queremos mencionar. A translação se refere ao movimento no sentido literal, ou seja, a passagem de um “objeto” de um “ponto” para  “outro”.  Veremos isso mais à frente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Próximo tópico: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/30/a-astronomia-de-aristoteles/" target="_blank">A Astronomia de Aristóteles</a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p>Para  ver a <strong>Bibliografia e as Referências Bibliográficas</strong> vá ao final do tópico anterior <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/19/a-fisica-e-a-astronomia-de-aristoteles-%E2%80%93-uma-visao-geral/" target="_blank"><strong>clique aqui!</strong></a><strong> </strong></p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="#_ftnref1">[1]</a> Tales da colônia grega de Mileto por isso chamado Tales de Mileto  (fim do século VII início do VI a.C.)  possui, antes de tudo, um saber que poderíamos qualificar de científico: prevê o eclipse do sol de 28 de maio de 585, afirma que a Terra repousa sobre a água; mas ele tem igualmente um saber técnico: se lhe atribui o desvio do curso de um rio. Como lembra Hadot (2004 p. 43)</p>
<p style="text-align: justify;">


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		<title>A Física e a Astronomia de Aristóteles – uma visão geral</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 16:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/universo-aristotelico.gif" title="" class="shutterset_singlepic26" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/26__160x120_universo-aristotelico.gif" alt="universo-aristotelico" title="universo-aristotelico" />
</a>
Essa é uma sequência do texto: <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/06/09/aristoteles-uma-visao-geral-de-sua-obra-e-doutrina/" target="_blank">Aristóteles uma Visão Geral de sua Obra e &#8220;Doutrina&#8221;.</a></p>
<p><strong>Introdução</strong><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pretendemos neste texto explanar sucintamente sobre a  <em>physis</em> ou “física<em>” </em>tema<em> </em>que desde os seus primórdios  sempre retorna no mundo ocidental, esse assunto não se dá  só na origem da filosofia no mundo grego, mas é retomado em vários períodos da filosofia e da ciência, desde os pré-socráticos, no  período clássico, na modernidade e agora na contemporaneidade com a física quântica; a física sempre esteve em evidência. Falaremos aqui do período clássico especificamente em Aristóteles,  concluiremos com a Astronomia de Aristóteles.<span id="more-802"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Aristóteles divide o “conhecimento” ou as ciências em três ramos: as “<strong>ciências</strong> <strong>teoréticas</strong>” (que buscam o saber em si mesmo) consistem na metafísica, na física,  e na matemática; as “<strong>ciências práticas</strong>” (buscam o saber para, através dele, alcançar a perfeição moral)  incluem a ética e a política; e as “<strong>ciências poiéticas</strong>” (são as que tendem a produção de determinada coisa). Aristóteles considerava  a “teologia” como filosofia primeira o que veio a ser classificado posteriormente como “metafísica”, termo que Aristóteles nunca usou, talvez essa palavra tenha surgido quando foram organizadas as obras deste filósofo por Andrônico de Rodes no século I a.C. As obras que não se enquadravam nos seguimentos anteriores e que ficaram depois da física teriam sido chamadas <em>metafísica</em> (<em>meta</em> = depois, além; <em>physis</em> = <em>física</em><em>).</em> <em>Aquilo que está além da física</em> nos dá “coincidentemente” um amplo sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">Mencionamos essa divisão das obras de Aristóteles para esclarecer a distinção que a filosofia primeira, a “teologia” vem a ter em todo o corpus aristotélico, sabemos portanto que as outras, muitas vezes estarão em função desta. Nossa ênfase aloca-se na Física e na Astronomia de Aristóteles, quanto a física o estagirita a considerava a filosofia segunda, mas isso não menosprezava essa ciência muito pelo contrário ele a considerava muito importante,  Abbagnano nos lembra deste ponto quando fala dos fundamentos do Aristotelismo dizendo da:</p>
<p style="text-align: justify;">Importância atribuída por Aristóteles à natureza e o valor e a dignidade das indagações a ela dirigidas. Enquanto Platão pensava que tais indagações só poderiam atingir um grau de probabilidade muito inferior ao conhecimento científico (<em>Tim</em>., 29 c) Aristóteles considerava que nada há na natureza tão insignificante que não valha a pena ser estudado, visto que, em todos os casos, o verdadeiro objeto da pesquisa é a <em>substância</em> das coisas. (2007, p.90)</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto a física Abbagnano lembra que</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) pode-se dizer que nasceu com Aristóteles, que a considerava “a filosofia segunda” e, no grupo das ciências teóricas, distingui-a da <em>teologia</em><strong> </strong>e da<strong> </strong><em>matemática</em><strong> </strong>(<em>Met</em>.,XI, 7, 1064 b 1) (2007, p.536)</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto a física de Aristóteles é bem diferente da maneira como foi vista pelos seus predecessores tanto quanto pela forma como  será vista posteriormente e mesmo em nossos dias, e não poderia estar tão distante da “metafísica”, conforme lembra Reale.</p>
<p style="text-align: justify;">Para Aristóteles, porém a física é a ciência das formas e das essências; comparada com a física moderna, a de Aristóteles, mais que ciência, revela-se uma ontologia ou metafísica do sensível. (2004, p.207)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na próxima postagem falamos mais da:  <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/24/a-fisica-de-aristoteles/" target="_blank"><strong>Física de Aristóteles</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ABBAGNANO, Nicola. <em>Dicionário de filosofia</em>. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">AUBENQUE, Pierre. “Aristóteles”, <em>Dicionário dos Filósofos</em>, dir. Denis Huisman, trad. C. Berliner, São Paulo: Martins Fontes, 2001. (pp.61-72)</p>
<p style="text-align: justify;">CASTRO, Suzana de. <em>Três formulações do objeto da Metafísica de Aristóteles</em>&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">CHAUI, Marilena. <em>Introdução à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Aristóteles, volume 1. 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">CHERMAN, Alexandre. <em>Sobre os ombros de gigantes</em>: uma história da física.1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">HADOT, Pierre. <em>O que é a filosofia antiga</em>? 2.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">MARCONDES, Danilo. <em>Iniciação à história da filosofia</em>: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 9.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">______________. Textos básicos de filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. 4.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. <em>História da filosofia</em>, v.1.; tradução de Ivo Storniolo; 2.ed. São Paulo: Paulus, 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">ZINGANO, Marco. <em>Platão &amp; Aristóteles</em>: o fascínio da filosofia. 2. ed. São Paulo: Odysseus editora, 2005.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>


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		<title>A importância da Relação “Tempo-espaço” na Relatividade de Einstein</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 22:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[campos gravitacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Relação tempo-espaço]]></category>
		<category><![CDATA[teoria da relatividade geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando o texto sobre Einstein Esse pensamento com relação à questão do tempo muda significativamente com Einstein. O tempo absoluto é muito diferente deste “tempo” simplesmente humano. Outra coisa bem interessante quanto ao “tempo” é que ele passa a ser visto como uma outra dimensão. Para localizar espacialmente um objeto, são suficientes três medidas: de [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/21/albert-einstein-o-fisico-e-maior-pensador-do-seculo-xx/" target="_blank"><strong>Continuando o texto sobre Einstein</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/teset/alberteinsteintempo.jpg" title="" class="shutterset_singlepic24" >
	<img class="ngg-singlepic ngg-right" src="http://www.benitopepe.com.br/wp-content/gallery/cache/24__160x120_alberteinsteintempo.jpg" alt="alberteinsteintempo" title="alberteinsteintempo" />
</a>
Esse pensamento com relação à questão do tempo muda significativamente com Einstein. O tempo absoluto é muito diferente deste “tempo” simplesmente humano. Outra coisa bem interessante quanto ao “tempo” é que ele passa a ser visto como uma outra dimensão.<span id="more-790"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para localizar espacialmente um objeto, são suficientes três medidas: de <strong>comprimento</strong>, <strong>largura</strong> e <strong>altura</strong>. Assim, com um eixo de três coordenadas, se pode descrever a posição de um ponto no espaço. Para localizar um evento, que ocorre durante um intervalo determinado, exige-se a noção adicional de <strong>tempo</strong>. Assim, combinando o primeiro sistema, tridimensional, com a medida de tempo, chega-se à noção de <strong>espaço-tempo</strong>, <strong>tetradimensional</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O conceito de espaço-tempo, que relaciona duas categorias tratadas de forma independente pela física tradicional, foi postulado por Albert Einstein na <strong>teoria especial da relatividade</strong>, de 1905, e na <strong>teoria geral da relatividade</strong>, de 1915. O senso comum nunca admitiu conexão entre espaço e tempo. Até o fim do século XIX, acreditava-se que o espaço físico era um plano contínuo de três dimensões &#8211; isto é, o conjunto de todos os pontos possíveis &#8211; ao qual se aplicavam os postulados da geometria euclidiana. As coordenadas cartesianas pareciam naturalmente adaptadas a esse espaço. O tempo era visto então como independente do espaço, como um contínuo separado, unidimensional, totalmente homogêneo em sua extensão infinita. Qualquer &#8220;momento atual&#8221; no tempo poderia ser tomado como uma origem: a partir dessa origem, se media o tempo transcorrido ou a transcorrer até qualquer outro momento passado ou futuro. A mecânica clássica, expressa matematicamente com rigor por <strong>Isaac Newton</strong>, repousa sobre a idéia de espaço e tempo absolutos.</p>
<p style="text-align: justify;">As noções tradicionais sobre espaço e tempo absolutos, no entanto, são teóricas e não intuitivas, como freqüentemente se acredita. Para o senso comum, elas são as únicas possíveis, pois se é muito simples pensar em comprimento e largura, e relativamente simples pensar em comprimento, largura e altura, imaginar um espaço <strong>tetradimensional</strong> é impossível. Para localizar um objeto no espaço, sabe-se que é necessário situá-lo em relação a outros objetos, que funcionam como sistema de referência, ou referencial espacial. O referencial ideal é o sistema de três eixos de coordenadas que partem de uma origem. Observe-se que quando alguém se refere a &#8220;um ponto fixo no espaço&#8221;, na verdade está falando de um ponto cujas coordenadas espaciais, em determinado referencial, são constantes, ou seja, o objeto está em repouso em relação ao referencial. Da mesma forma, quando se diz que um corpo se desloca no espaço, trata-se de um corpo cujas coordenadas num referencial dado são variáveis. A noção de espaço, como a de movimento, é sempre relativa a um referencial espacial. Não existe, portanto, um padrão único ou absoluto de inércia.</p>
<p style="text-align: justify;">A inexistência da inércia absoluta significa que não se pode afirmar que dois eventos ocorridos no mesmo lugar, mas em instantes diferentes, ocorreram realmente no mesmo lugar do espaço. Supondo por exemplo que uma bola ao quicar no interior de um trem em movimento toque o assoalho do veículo a cada segundo, ela será vista quicando sempre no mesmo lugar para um observador situado no interior do trem, ou seja, um observador para quem o assoalho do trem esteja em repouso relativo. Para um observador sentado à beira da estrada, no entanto, a bola vai quicar cada vez vários metros adiante da vez precedente, pois o assoalho do trem está em movimento em relação a ele.</p>
<p style="text-align: justify;">O referencial espacial parece satisfatório para situar objetos, ou pontos, mas para situar os acontecimentos, ou os movimentos, é necessário acrescentar uma coordenada de tempo ao sistema de referência. Pode-se definir um referencial de espaço-tempo associando um relógio a cada ponto fixo de um sistema de coordenadas espaciais. Assim, se estabelece uma relação entre dois sistemas em movimento: caracteriza-se um evento ocorrido num sistema de comparação com outro evento, em outro sistema. O universo em que a coordenada de tempo de um sistema depende tanto da coordenada de tempo quando das coordenadas de espaço de um outro sistema em movimento relativo denomina-se Universo de Minkowski  e constitui a alteração essencial postulada pela teoria especial da relatividade em relação à física tradicional.</p>
<p style="text-align: justify;">As noções de tempo e de repouso ficam também, dessa forma, associadas ao referencial, e se torna impossível afirmar a priori que o intervalo de tempo entre dois acontecimentos seja sempre, em todos os casos, independente do referencial. O que se pode afirmar é que se dois acontecimentos tiveram coordenadas de espaço (<em>x</em>,<em> i </em>e<em> z</em>) e de tempo (<em>t</em>) coincidentes, eles definem o mesmo ponto no espaço-tempo. O <strong>espaço-tempo</strong> é a única verdadeira ideia absoluta. A separação em duas noções diferentes <strong>- </strong>espaço e tempo <strong>- </strong>só é possível quando se escolhe um sistema de referência espacial: um acontecimento fica então localizado em relação a esse referencial. Mas, da mesma forma, pode-se escolher um sistema de quatro coordenadas. O acontecimento, assim, se torna em relação ao espaço-tempo, contínuo tetradimensional.</p>
<p style="text-align: justify;">O universo de Minkowski contém uma classe distinta de sistemas de referência e tende a não ser afetado pela presença da matéria (massa) em seu interior. Em tal universo, todo conjunto de coordenadas, ou de eventos específicos de espaço-tempo, é descrito como um &#8220;aqui-agora&#8221;, ou um ponto universal. Os intervalos aparentes de espaço e tempo entre eventos dependem da velocidade do observador, que não pode, em nenhum caso, exceder a velocidade da luz. Em qualquer sistema de referência inercial, todas as leis físicas permanecem inalteradas.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja também o meu texto “<a href="http://www.benitopepe.com.br/2008/12/02/o-tempo-esta-passando-mais-rapido-2/comment-page-1/" target="_blank"><strong>O tempo está passando mais rápido</strong></a>?”</p>
<p style="text-align: justify;">Abraços do<a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank"> Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.</p>


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		<title>Relatividade geral e a confirmação da Teoria</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 20:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Benito Pepe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[campos gravitacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Einstein]]></category>
		<category><![CDATA[Relatividade]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando o texto sobre Einstein&#8230; As aplicações da relatividade restrita são múltiplas, da fissão nuclear à metrologia. Depois de um início difícil, a Relatividade Geral foi comprovada pela experiência e tornou-se uma ferramenta de medição em astrofísica. A principal limitação da relatividade especial era sua aplicação restrita a sistemas de referência inerciais, de velocidade retilínea [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #00ccff;"><a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/08/21/albert-einstein-o-fisico-e-maior-pensador-do-seculo-xx/" target="_blank"><strong>Continuando o texto sobre Einstein&#8230;</strong></a></span></p>
<p style="text-align: justify;">
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</a>
As aplicações da <strong>relatividade restrita</strong> são múltiplas, da <strong>fissão nuclear</strong> à <strong>metrologia</strong>. Depois de um início difícil, a <strong>Relatividade Geral</strong> foi comprovada pela experiência e tornou-se uma ferramenta de medição em <strong>astrofísica</strong>.<span id="more-786"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A principal limitação da relatividade especial era sua aplicação restrita a sistemas de referência inerciais, de velocidade retilínea e constante em relação uns aos outros. A generalização das hipóteses da relatividade restrita ampliou o princípio da invariabilidade das leis da natureza a qualquer sistema, inclusive os de tipo não inercial ou dotados de uma aceleração ou velocidade variável com relação aos sistemas inerciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Campos gravitacionais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo de Einstein, com a globalização dos postulados relativistas, foi desenvolver um modelo de campo gravitacional no qual definiu as características dos sistemas cinemáticos e dinâmicos em condições próximas ao limite da velocidade da luz. As ideias de Einstein foram enriquecidas por trabalhos de Hermann Bondi, Sir Fred Hoyle, Thomas Gold e Ernest Pascual Jordan.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A Confirmação da teoria</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As hipóteses de Einstein, apesar de sua brilhante demonstração teórica, só alcançaram pleno reconhecimento internacional depois do surgimento de <strong>provas experimentais </strong>de sua validade. Entre os principais resultados que apoiaram as hipóteses relativistas se incluem: a explicação das <strong>anomalias observadas desde o século XIX nas órbitas do planeta Mercúrio</strong>, mediante a inclusão do conceito de campo gravitacional relativista, no qual <strong>a trajetória da luz se curva na presença de fortes campos gravitacionais</strong>; a interpretação dos fenômenos das partículas atômicas lançadas em alta velocidade no interior de aceleradores como ciclotrons e similares; e a construção de teorias cosmológicas da estrutura de sistemas galáticos e estelares e da forma e origem do universo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem dúvida o maior triunfo e o que lhe acarretou fama em 1919 foi quando durante um eclipse solar possibilitou-se observações e fotografias que comprovaram os efeitos da <strong>curvatura do espaço</strong> ao se constatar que <strong>a luz vinda das</strong> <strong>“estrelas próximas”</strong> <strong>curvava-se</strong>, ou seja, as estrelas  “não estavam” onde se pensava que elas estariam como ocorre sem o efeito da <strong>gravidade do Sol</strong>. Um dos locais de onde foram feitas essas observações foi na cidade de Sobral, no Ceará, Brasil. Para o Brasil enviou-se uma equipe inglesa de cientistas astrônomos, desta maneira este país teve uma participação na confirmação da teoria de Einstein por ser um dos locais de onde se puderam observar aquele eclipse, lembrando que essas observações ocorreram em  diversos pontos do Planeta.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="51287"></a>As equações de Einstein permitiram <strong>prever a conversão de matéria em energia nos reatores e bombas nucleares</strong>. Nos últimos anos do século XX, outras previsões de Einstein na teoria da relatividade geral eram ainda objeto de pesquisa. <strong>Entre essas previsões se incluem a existência de ondas gravitacionais e dos buracos negros,</strong> objetos formados pelo colapso de estrelas de grande massa, dos quais nem a luz conseguiria escapar. Em maio de 1994, o telescópio espacial americano Hubble detectou pela primeira vez um objeto que correspondia às características de um buraco negro superdenso, situado a cinqüenta milhões de anos-luz da Terra, na galáxia gigante M87.</p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos observar as consequências e confirmações da teoria da relatividade ainda estão em estudo, e alguns dos postulados por Einstein, da mesma maneira,  poderão ser confirmados no futuro, isso demonstra a grandeza do grande físico e pensador do século XX.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No próximo tópico concluímos falando da <a href="http://www.benitopepe.com.br/2009/09/04/a-importancia-da-relacao-%E2%80%9Ctempo%E2%80%9D-na-relatividade-de-einstein/" target="_blank">importância da relação: &#8220;tempo-espaço&#8221;.</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraços do <a href="http://www.benitopepe.com.br" target="_blank">Benito Pepe</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Gênios da Ciência – Einstein.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">ENCICLOPÉDIA, Barsa. Rio de Janeiro – São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações.</p>
<p style="text-align: justify;">


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