Algumas Considerações quanto ao capítulo 2

Esta é uma pequena consideração quanto ao que foi tratado neste segundo capítulo do texto > A Filosofia e a Astronomia: instâncias em que o thauma aparece.

Como vimos, os pré-socráticos foram de vital importância para a cosmologia e a astronomia. Mas não só para estas – como também para o pensamento filosófico em geral – tanto que estão sendo retomados por alguns autores contemporâneos e portanto não nos deixam dúvidas da “autoridade” que eles tiveram e da relevância na passagem do mito à filosofia. Quem sabe, mais especificamente ainda, os pré-socráticos não seriam na verdade um bom exemplo de qualificação e bom senso entre a super valorização da ciência moderna racionalista e uma adequação ao mito ou uma coerência entre Dionísio e Apolo (?).

Como nos diz Nietzsche, relembrado por Chaui (2002, p.27): “A filosofia, para Nietzsche, começa e termina com os filósofos pré-socráticos, isto é, com todos os filósofos que fizeram da dualidade entre o dionisíaco e o apolíneo o núcleo da própria natureza e da realidade.” E ele conclui dizendo que depois de Sócrates acaba a filosofia e entra o racionalismo.

Notamos hoje uma super valorização da razão e do racionalismo, que muitas vezes de forma exagerada, é representado por Apolo, e colocado em detrimento da emoção, da embriaguez e de tudo o mais que representaria o deus Dionísio. Mas parece que isto já está, de alguma forma, se revertendo.

Outra coisa que não poderíamos deixar de destacar é que o mito outrora afastado das “entranhas” da população, de uma forma ou de outra, coexiste até hoje consciente ou inconscientemente neste mesmo povo, e não queremos aqui julgá-lo, mas podemos afirmar, por acreditarmos, que se para uns o mito é uma forma de “escape”, para outros ele vive uma outra verdade. Portanto, Imaginemos a vida de bilhões de pessoas neste pequeno planeta tão irrisório deste sistema estelar, entre tantos outros bilhões, desta nossa galáxia chamada Via Láctea, entre tantas outras bilhões de Galáxias inimagináveis deste universo; se este povo se afastasse totalmente de qualquer “mito”, na verdade acredito que seria paradoxal. Quem somos nós para julgarmo-nos “sabedores” de todos os conhecimentos ou pior ainda da verdade?

Abraços do Benito Pepe

Benito Pepe

Benito Pepe: Empresário há mais de 30 anos, Administrador, Filósofo, Astrônomo Amador, Colunista, Palestrante, Instrutor e Professor Universitário. Tem formação acadêmica na área de Administração com pós-graduações em: Administração estratégica de empresas; Marketing; Filosofia Contemporânea; e Filosofia Antiga. Publica Aqui, seus textos sobre Filosofia, Astronomia, Administração, Marketing, Religião, Assuntos da Atualidade, além de um Papo geral.

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